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a biblia é a palavra de Deus
a biblia é a palavra de Deus

                                            A BIBLIA É A PALAVRA DE DEUS

                                       

O Diabo tem feito de tudo para difamar a Bíblia; e uma de suas principais estratégias tem sido a disseminação do falso ensino de que as Escrituras não é a Palavra de Deus, mas apenas a contêm. Nesta lição, estudaremos alguns assuntos relacionados à transmissão, formação e inspiração divinas da Bíblia.                                

Você sabe quando surgiu o Dia da Bíblia? Acredita-se que tenha surgido na Grã Bretanha, em 1549. Atribui-se ao Bispo Cranmer, o estabelecimento de um dia especial para leitura e intercessão em favor da Bíblia. Esse bispo incluiu, no livro de orações do Rei Eduardo VI, um dia em que o povo pudesse interceder pela Escritura. O dia escolhido foi o segundo domingo do mês de dezembro. No Brasil, somente após a chegada dos missionários europeus e americanos, em 1859, é que o Dia da Bíblia começou a ser celebrado pelos evangélicos. Em 1948, com a criação da SBB, ocorreu a primeira manifestação pública concernente ao Dia da Bíblia, no Monumento do Ipiranga, SP. Mas somente a partir do dia 19 de dezembro de 2001 é que o Dia da Bíblia tornou-se uma celebração oficial brasileira, em função da Lei n° 10.335, sancionada pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso, que instituiu a comemoração em todo o território nacional. Alguns países e seguimentos religiosos cristãos no Brasil, costumam celebrar a data no segundo domingo de setembro, referindo-se ao trabalho do exegeta e tradutor da Bíblia, Jerônimo, tradutor da famosa Vulgata.

Bibliologia é a disciplina teológica que estuda o cânon, a formação, preservação, estrutura, inspiração e inerrância da Sagrada Escritura. O nome Bíblia, foi empregado pela primeira vez pelo patriarca de Constantinopla, João Crisóstomo (344-420), para indicar uma coleção de Livros Sagrados. No entanto, ha muitos outros nomes que encontramos no volume sagrado que designam a inspiração e origem divina desse livro: Lei do Senhor (Sl 1.1,2; Ed 7.10); Palavra de Deus (Mt 15.6; At 6.7); Livro do Senhor (Is 34.16); Oráculo de Deus (Rm 3.2; 1 Pe 4.11); Sagradas Letras ou Sagrada Escritura (2 Tm 3.16); Escritura (Mc 15.28; Lc 4.21). Esses e outros nomes são chamados de “nomes canônicos das Escrituras”.

O atual formato da Bíblia, deve-se ao progresso da imprensa iniciada por Johann Gutemberg. No entanto, antes da evolução da imprensa, a Bíblia foi escrita em diversos materiais. Apresente aos alunos a tabela “Evolução da Bíblia”, logo abaixo. 

Afirmou Thomas Browne que a Bíblia Sagrada, além de ser a Palavra de Deus, é a mais sublime obra literária já produzida. Somos constrangidos a concordar com Browne. Tudo nela é singular: estilo, correção, graça e proposta. Sua singularidade, porém, acha-se no fato de ela ser a Palavra de Deus. Que outro livro pode fazer semelhante reivindicação?Embora produzida no contexto histórico e cultural judaico, ninguém haverá de negar-lhe a universalidade. É o único livro contemporâneo de toda a humanidade; sua mensagem não se perde com o tempo.

 

                                   O QUE É A BÍBLIA 

Neste tópico, veremos o que é a Bíblia Sagrada. Em primeiro lugar, buscaremos uma definição etimológica à palavra Bíblia. Em seguida, constataremos o que pensam os liberais, os neo-ortodoxos e os teologicamente conservadores acerca das Sagradas Escrituras.


                                    A Bíblia é Única.


É um livro “diferente de todos os demais” nos seguintes aspectos (além de em muitos e muitos outros):
1C. ÚNICA NA SUA COERÊNCIA. Esse é um livro:1. Escrito durante um período de mais de 1.500 anos.2. Escrito durante mais de 40 gerações.3. Escrito por mais de 40 autores, envolvidos nas mais diferentes atividades, inclusive reis, camponeses, filósofos, pescadores, poetas, estadistas, estudiosos, etc:Moisés, um líder político, que estudou nas universidades do Egito; Pedro, um pescador; Amos, um boiadeiro; Josué, um general; Neemias, um copeiro; Daniel, um primeiro-ministro; Lucas, um medico; Salomão, um rei; Mateus, um coletor de impostos; Paulo, um rabino.
4. Escrito em diferentes lugares: Moisés, no deserto; Jeremias, numa masmorra; Daniel, numa colina e num palácio; Paulo, dentro de uma prisão; Lucas, enquanto viajava; João, na ilha de Patmos; Outros, nos rigores de uma campanha militar.5.Escrito em diferentes condições: Davi, em tempos de guerra; Salomão, em tempos de paz.6.Escrito sob diferentes circunstâncias: Alguns escreveram enquanto experimentavam o auge da alegria, enquanto outros escreveram numa profunda tristeza e desespero.7.Escrito em três continentes: Ásia, África e Europa.
8.Escrito em três idiomas: Hebraico: a língua do Antigo Testamento. Em 2 Reis 18:26-28 essa língua é chamada de “judaica”.Em Isaías 19:18, de “língua de Canaã”. Aramaico: a “língua franca” do Oriente Próximo até a época de Alexandre o (Grande século VI a.C. – século IV a.C). 8 Grego: a língua do Novo Testamento. Foi o idioma de uso internacional à época de Cristo.
9. A Bíblia trata de centenas de temas controversos. Tema controverso é aquele que pode gerar opiniões divergentes, quando mencionado ou discutido.Os autores bíblicos falaram de centenas de temas controversos com harmonia e coerência, desde Gênesis até Apocalipse. Há uma única história que vai se revelando: “A redenção do homem por parte de Deus.”Geisler e Nix assim se expressam a respeito: “O Paraíso Perdido” de Gênesis se torna o “Paraíso Recuperado” de Apocalipse. Enquanto que o acesso à árvore da vida está fechado em Gênesis, encontra-se aberto para todo o sempre em Apocalipse". F. F. Bruce comenta: “Qualquer parte do corpo humano só pode ser devidamente entendida em função do corpo na sua totalidade. E qualquer parte da Bíblia só pode ser devidamente entendida em função da Bíblia como um todo”. Bruce conclui: “À primeira vista, a Bíblia parece ser uma coleção de literatura, principalmente judaica. Se investigarmos as circunstâncias em que foram escritos os vários documentos bíblicos, descobriremos que foram escritos aos poucos, durante um período de aproximadamente 1.400 anos. Os escritores escreveram em vários países, desde a Itália, no ocidente, até a Mesopotâmia, e possivelmente a Pérsia, no oriente. 

 Os escritores formavam eles mesmos um grupo heterogêneo de pessoas, não apenas separados uns dos outros por centenas de anos e centenas de quilômetros, mas pertencentes aos mais variados ramos de atividades. Havia reis, boiadeiros, militares, legisladores, pescadores, estadistas, pessoas da corte, sacerdotes e profetas, um rabino fabricante de tendas e um médico gentílico, para não falar de outros de quem nada sabemos, senão os escritos que nos deixaram. Os próprios escritos pertencem a uma grande diversidade de estilos literários. Incluem histórias, lei (civil, criminal, ética, ritual, sanitária), poesia religiosa, textos didáticos, poesia lírica, parábolas e alegorias, biografia, correspondência pessoal, reminiscências pessoais, diários, além dos estilos caracteristicamente bíblicos de literaturas proféticas e apocalípticas.”“Por tudo isso, a Bíblia não é uma simples antologia; existe uma unidade que dá coesão ao todo. Uma antologia é compilada por um antologista, mas nenhum antologista compilou a Bíblia.”FONTE: Evidência que Exige um Veredito de Josh Mcdowell.cpad 2000)  

                                      Definição etimológica.

 Originária do grego, a palavra Bíblia significa livros ou coleção de pequenos livros. Atribui-se a João Crisóstomo a disseminação desse vocábulo.


                                     O vocábulo ‘Bíblia 

Este vocábulo não se acha no texto das Sagradas Escrituras. Consta apenas na capa. Donde, pois, nos vem? Vem do grego, a língua original do Novo Testamento. É derivado do nome que os gregos davam à folha de papiro preparada para a escrita - biblos. Um rolo de papiro de tamanho pequeno era chamado biblion e vários destes eram uma bíblia. Portanto, literalmente, a palavra bíblia quer dizer 'coleção de livros pequenos'.

Com a invenção do papel, desapareceram os rolos, e a palavra biblos deu origem a livro, como se vê em biblioteca, bibliografia, bibliófio, etc. É consenso geral entre os doutos no assunto que o nome Bíblia foi primeiramente aplicado às Sagradas Escrituras por João Crisóstomo, patriarca de Constantinopla, no Século IV.E porque as Escrituras formam uma unidade perfeita, a palavra Bíblia, sendo um plural, como acabamos de ver, passou a ser singular, significando o LIVRO, isto é, o Livro dos livros; Livro por excelência. Como Livro divino, a definição canônica da Bíblia é 'A revelação de Deus à humanidade'".(GILBERTO, A. A Bíblia Através dos Séculos. RJ: CPAD, 1987, p.18)

  A Bíblia tem sido banida, queimada, escarnecida e ridicularizada. Eruditos têm zombado dela como se fosse uma tolice. Reis tem estigmatizado as Escrituras como algo ilegal. Milhares de vezes a cova tem sido aberta e a canção fúnebre começa, mas, de alguma forma, a Bíblia nunca fica enterrada. Ela não só tem sobrevivido, mas também florescido. Trata-se do livro mais popular de toda a história. É o best-seller mundial há anos!Não há explicação para isso na terra. O que talvez seja a única explicação.

A resposta?A durabilidade da Bíblia não se encontra na terra; ela vem do céu. Para os milhões de pessoas que têm praticado seus ensinamentos e confiado em suas promessas existe apenas uma resposta - a Bíblia é o livro divino, a voz de Deus.O propósito da Bíblia é proclamar o plano de Deus para a salvação dos seus filhos.Essa é razão por que esse Livro tem permanecido durante séculos. Ele é o mapa que nos leva ao maior tesouro de Deus, a vida eterna.(LUCADO, M. Promessas Inspiradoras de Deus. RJ: CPAD, 2005, p. 53.) 

                          A TRANSMISSÃO DA BÍBLIA 

Como a Bíblia chegou até nós, na forma em que a conhecemos? Essa é a pergunta que não se cala entre crentes e descrentes. Em qualquer lugar do mundo é possível acessar a Bíblia na forma de livro. Ela á foi traduzida para mais de 1.600 idiomas e dialetos. Porém, há mais de 4.000 povos que ainda não podem ler as Escrituras em sua própria íngua. Eis aí um enorme desafio Dara a igreja do Senhor Jesus.

 A transmissão oral. Nos tempos mais remotos, conforme registros do Antigo Testamento, o Senhor comunicava-se com o homem verbalmente. Tanto é que lá no Éden, ele fora advertido pessoalmente pelo Eterno que não comesse do fruto da "árvore da ciência do bem e do mal" (Gn 2.17). Todavia, ordem divina não foi cumprida, acarretando o drástico fim da comunhão entre Deus e sua principal criatura.

a) No período antediluviano. Antes do Dilúvio, a Palavra de Deus fora transmitida oralmente por 1.656 anos, aproximadamente. Esse período envolve os capítulos 1 a 5 de Gênesis, isto é, de Adão ao dilúvio. Época em que Deus criou os céus e a terra, o homem e os demais seres vivos; nesse período, deu-se o crescimento e o desenvolvimento do ser humano, e a corrupção geral do gênero humano, que culminou com o juízo divino sobre a humanidade.

b) Do dilúvio a Abraão. Esse período compreende 1.427 anos, e envolve os capítulos 6 a 11 de Gênesis. Nesta época, Deus alertara Noé acerca do dilúvio, salvando a vida de oito pessoas: o patriarca, sua esposa, os três filhos (Sem, Cão e Jafé), e suas três noras. Se fizermos uma leitura cuidadosa das Escrituras verificaremos que Abraão transmitiu a Palavra de Deus oralmente a Isaque, e que essa mesma tradição perdurou até os dias de Moisés. Este, bem informado sobre os fatos transmitidos por seus pais, teve plena condição de ser o primeiro escritor humano da Bíblia Sagrada. "Então disse o Senhor a Moisés: Escreve isto para memória num livro e relata-o aos ouvidos de Josué..." (Êx 17.14).

c) A Palavra de Deus transmitida por nove homens. Desde o dia em que Deus falara a Adão (Gn 1.28), até a época em que ordenara a Moisés escrever sua Mensagem (Êx 17.14), nove homens receberam o encargo da transmissão oral: Adão (930 anos) falou a Lameque (777 anos); este, a Noé (950 anos); este, a Abraão (175 anos); este, a Isaque (180 anos); este a Jacó (147 anos); este a Coate (133 anos); este a Anrão (137 anos); e este a Moisés (120 anos). A despeito da longevidade desses patriarcas, foi o próprio Deus que, milagrosamente, assegurou a fidelidade da transmissão de sua Palavra.

 A transmissão escrita da Bíblia. Os chamados "livros canônicos" da Bíblia foram reunidos ao longo de 1600 anos; e isso se deu de forma especial e impressionantemente harmônica. Só a predominância da vontade de Deus sobre a mente humana pode explicar como cerca de 40 escritores puderam escrever os livros da Bíblia a partir de condições e circunstâncias tão diversas.

a) Deus, o único autor da Bíblia. A despeito de Deus ser o único autor da Bíblia e de ter inspirado a todos os demais escritores, Ele mesmo se incumbiu dos primeiros registros das Escrituras: "E deu a Moisés (quando acabou de falar com ele no monte Sinai) as duas tábuas do Testemunho, tábuas de pedra, escritas pelo dedo de Deus" (Êx 31.18; 32.16; Dt 4.13; 10.4). Trata-se, aqui, do Decálogo, um resumo eloquente e poderoso de toda ética bíblica.

b) Moisés, o primeiro escritor. Deus ordenou a Moisés que escrevesse num livro as orientações a seu sucessor, Josué: "Então disse o Senhor a Moisés: Escreve isto para memória num livro e relata-o aos ouvidos de Josué..." (Êx 17.14). Moisés tornou-se, desta forma, o primeiro escritor humano das Sagradas Escrituras. A Bíblia afirma que ele "escreveu todas as palavras do Senhor" (Êx 24.4); e que também, por ordem divina, guardou o livro da Lei "ao lado da arca do concerto do Senhor" (Dt 31.26).                

          

                                  A ESTRUTURA DA BÍBLIA 

Neste ponto a estrutura ou composição da Bíblia, isto é, a sua divisão em partes principais e seus li­vros quanto à classificação por assuntos, divisão em capí­tulos e versículos e, certas particularidades indispensáveis.A Bíblia divide-se em duas partes principais: ANTIGO e NOVO TESTAMENTO, tendo ao todo 66 livros: sendo 39 no AT e 27 no NT. Estes 66 livros foram escritos num período de 16 séculos e tiveram cerca de 40 escritores. Aqui está um dos milagres da Bíblia. Esses escritores pertence­ram às mais variadas profissões e atividades, viveram e es­creveram em países, regiões e continentes distantes uns dos outros, em épocas e condições diversas, entretanto, seus escritos formam uma harmonia perfeita. Isto prova que um só os dirigia no registro da revelação divina: Deus. 

A palavra testamento vem do termo grego "diatheke", e significa: a) Aliança ou concerto, e b) Testamento, isto é, um documento contendo a última vontade de alguém quanto à distribuição de seus bens, após sua morte. Esta é a palavra empregada no Novo Testamento, como por exemplo em Lucas 22.20.

 No Antigo Testamento, a pala­vra usada é "berith" que significa apenas concerto. O du­plo sentido do termo grego nos mostra que a morte do tes-tador (Cristo) ratificou ou selou a Nova Aliança, garantin-do-nos toda a herança com Cristo (Rm 8.17; Hb 9.15-17).O título Antigo Testamento foi primeiramente aplica­do aos 39 livros das Escrituras hebraicas, por Tertuliano, e Orígenes.Na primeira divisão principal da Bíblia, temos o Anti­go Concerto (também chamado pacto, aliança), que veio pela Lei, feito no Sinai e, selado com sangue de animais (Êx 24.3-8; Hb 9.19,20). Na segunda divisão principal (o NT), temos o Novo Concerto, que veio pelo Senhor Jesus Cristo, feito no Calvário e selado com o seu próprio sangue (Lc 22.20; Hb 9.11-15). É pois um concerto superior.Nas Bíblias de edição da Igreja Romana, o total de li­vros é 73. Os 7 livros a mais, são chamados apócrifos. Além dos livros apócrifos, as referidas Bíblias têm mais 4 acrés­cimos a livros canônicos. Trataremos disto no capítulo que estudará o cânon das Escrituras.(notas ibid,a biblia atravez dos seculos)

 

                                     O Antigo Testamento 

Tem 39 livros, e foi escrito originalmente em hebraico, com exceção de pequenos trechos que o foram em aramai-co. O aramaico foi a língua que Israel trouxe do seu exílio babilônico. Há também algumas palavras persas. Seus 39 livros estão classificados em 4 grupos, conforme os assun­tos a que pertencem:

 LEI, HISTÓRIA, POESIA, PROFE­CIA. O grupo ou classe poesia também é conhecido por de-vocional.Vejamos os livros por cada grupo.a.  LEI. São 5 livros: Gênesis a Deuteronômio. São co-mumente chamados o Pentateuco. Esses livros tratam da origem de todas as coisas, da Lei, e do estabelecimento da nação israelita.b. 

     HISTÓRIA. São 12 livros: de Josué a.Ester. Ocu­pam-se da história de Israel nos seus vários períodos: a) Teocracia, sob os juizes, b) Monarquia, sob Saul, Davi e Salomão, c) Divisão do reino e cativeiro, contendo o relato dos reinos de Judá e Israel, este levado em cativeiro para a Assíria, e aquele para Babilônia, d) Pós-cativeiro, sob Zo-robabel, Esdras e Neemias, em conjunto com os profetas contemporâneos.c. 

    POESIA. São 5 livros: de Jó a Cantares de Salomão. São chamados poéticos, não porque sejam cheios de ima­ginação e fantasia, mas devido ao gênero do seu conteúdo. São também chamados devocionais.d. 

  PROFECIA. São 17 livros: de Isaías a Malaquias. Estão subdivididos em:• Profetas Maiores: Isaías a Daniel (5 livros).•

 Profetas Menores: Oséias a Malaquias (12 livros). Os nomes maiores e menores não se referem ao mérito ou notoriedade do profeta mais ao tamanho dos livros e à extensão do respectivo ministério profético.A classificação dos livros do AT, por assunto, vem da versão Septuaginta, através da Vulgata, e não leva em conta a ordem cronológica dos livros, o que, para o leitor menos avisado, dá lugar a não pouca confusão, quando procura agrupar os assuntos cronologicamente.

 Na Bíblia hebraica (que é o nosso AT), a divisão dos livros é bem di­ferente.Nas Bíblias de edição católico-romana, os livros de 1 e 2 Samuel e 1 e 2 Reis são chamados 1,2,3 e 4 Reis, respecti­vamente. 1 e 2 Crônicas são chamados 1 e 2 Paralipôme-nos. Esdras e Neemias são chamados 1 e 2 Esdras. Tam­bém, nas edições católicas de Matos Soares e Figueiredo, o Salmo 9 corresponde em Almeida aos Salmos 9 e 10. O de número 10 é o nosso 11. Isso vai assim até os Salmos 146 a 147, que nas nossas Bíblias são o de número 147. Deste mo­do, os três salmos finais são idênticos em qualquer das ver­sões acima mencionadas. Essas diferenças de numeração em nada afetam o texto em si, e não poderia ser doutra for­ma, sendo a Bíblia o Livro do Senhor!(notas a biblia atravez dos seculos cpad)

 

                                    O Novo Testamento 

Tem 27 livros. Foi escrito em grego; não no grego clássi­co dos eruditos, mas no do povo comum, chamado Koiné. Seus 27 livros também estão classificados em 4 grupos, conforme o assunto a que pertencem: BIOGRAFIA, HIS­TÓRIA, EPÍSTOLAS, PROFECIA. O terceiro grupo é também chamado DOUTRINA.a. 

  BIOGRAFIA. São os 4 Evangelhos. Descrevem a vida terrena do Senhor Jesus e seu glorioso ministério. Os três primeiros são chamados Sinópticos, devido a certo pa­ralelismo que têm entre si. Os Evangelhos são os livros mais importantes da Bíblia. Todos os que os precedem tra­tam da preparação para a manifestação de Jesus Cristo, e os que se lhes seguem são explicações da doutrina de Cris­to.b, 

 HISTORIA. É o livro de Atos dos Apóstolos. Registra a história da igreja primitiva, seu viver, a propagação doEvangelho; tudo através do Espírito Santo, conforme Je­sus prometera.c. 

EPÍSTOLAS. São 21 as epístolas ou cartas. Vão de Romanos a Judas. Contêm a doutrina da Igreja.• 9 são dirigidas a igrejas (Romanos a 2 Tessalonicen-ses)• 4 são dirigidas a indivíduos (1 Timóteo a Filemom)• 1 é dirigida aos hebreus cristãos• 7 são dirigidas a todos os cristãos, indistintamente (Tiago a Judas)As últimas sete são também chamadas universais, ca­tólicas ou gerais, apesar de duas delas (2 e 3 João) serem dirigidas a pessoas.d. 

     PROFECIA. É o livro de Apocalipse ou Revelação. Trata da volta pessoal do Senhor Jesus à Terra e das coisas que precederão esse glorioso evento. Nesse livro vemos o Senhor Jesus vindo com seus santos para: a) destruir o po­der gentílico mundial sob o reinado da Besta; b) livrar Is­rael, que estará no centro da Grande Tribulação; c) julgar as nações; e d) estabelecer o seu reino milenar.Oh! como desejamos que Ele venha!Os livros do Novo Testamento também não estão situa­dos em ordem cronológica, pelas mesmas razões expostas ao tratarmos do Antigo Testamento.(ibid)

 

                              O TEMA CENTRAL DA BÍBLIA 

Jesus é o tema central da Bíblia. Ele mesmo no-lo de­clara em Lucas 24.44 e João 5.39. (Ler também Atos 3.18; 10.43; Apocalipse 22.16). Se olharmos de perto, veremos que, em tipos, figuras, símbolos e profecias, Ele ocupa o lu­gar central das Escrituras, isto além da sua manifestação como está registrada em todo o Novo Testamento.Em Gênesis, Jesus é o descendente da mulher (Gn 3.15).Em Êxodo, é o Cordeiro Pascoal.Em Levítico, é o Sacrifício Expiatório.Em Números, é a Rocha Ferida.Em Deuteronômio, é o Profeta.Em Josué, é o Capitão dos Exércitos do Senhor.Em Juizes, é o Libertador.

Em Rute, é o Parente Divino.Em Reis e Crônicas, é o Rei Prometido.Em Ester, é o Advogado.Em Jó, é o nosso Redentor.Nos Salmos, é o nosso socorro e alegria.Em Provérbios, é a Sabedoria de Deus.Em Cantares de Salomão, é o nosso Amado.Em Eclesiastes, é o Alvo Verdadeiro^Nos Profetas, é o Messias Prometido.Nos Evangelhos, é o Salvador do Mundo.Nos Atos, é o Cristo Ressurgido.Nas Epístolas, é a Cabeça da Igreja.No Apocalipse, é o Alfa e o ômega; é o Cristo que volta para reinar.

Tomando o Senhor Jesus como o centro da Bíblia, po­demos resumir os 66 livros em cinco palavras referentes a Ele, assim: PREPARAÇÃO - Todo o AT, pois trata da preparação para o advento de Cristo. MANIFESTAÇÃO - Os Evangelhos, que tratam da mani­festação de Cristo. PROPAGAÇÃO - O Livro de Atos, que trata da propaga­ção de Cristo. EXPLANAÇÃO - As Epístolas, que são a explanação da doutrina de Cristo. CONSUMAÇÃO - O Livro de Apocalipse, que trata da consumação de todas as coisas preditas, através de Cristo. (Dr. Cl. Scofield).Portanto, as Escrituras sem Jesus seriam como a Física sem a matéria ou a Matemática sem os números.(a biblia atravez dos seculos cpad) 

 

                                            Liberal. 

 Os teólogos liberais, contaminados por um racionalismo incrédulo e pernicioso, não reconhecem a Bíblia como a Palavra de Deus. Perdendo-se em especulações, asseveram que ela apenas a contém. Infelizmente, muitos desses mestres e doutores têm-se infiltrado em seminários dantes conservadores e vêm, de maneira sutil, desviando os alunos da verdade.

                                       Neo-ortodoxa.

 Reagindo contra o liberalismo teológico, ensinam os neo-ortodoxos que a Bíblia torna-se a Palavra de Deus à medida que alguém, ao lê-la, tem um encontro experimental com o Senhor. Apesar das aparências, tal posicionamento fere a santíssima fé (Jd v.20). A Bíblia não se torna a Palavra a Deus; ela é a Palavra de Deus.

Portanto, erram aqueles que afirmam: “A Bíblia fechada é um simples livro; aberta, é a boca de Deus falando”. Nada mais errado; aberta ou fechada, a Bíblia é a Palavra de Deus inspirada e inerrante.

 O Pastor Normam Geisler declara'''o início do século xx, a reviravolta nos acontecimentos mundiais e a influência do pai dinamarquês do existencialismo, Soren Kierkegaard, deram origem a uma nova reforma na teologia européia. Muitos estudiosos começaram a voltar-se de novo para as Escrituras, a fim de ouvir nelas a voz de Deus. Sem abrir mão de suas opiniões críticas a respeito da Bíblia, começaram a levar a Bíblia a sério, por ser a fonte da revelação de Deus aos homens. Criando um novo tipo de ortodoxia, afirmavam que Deus fala aos homens mediante a Bíblia; as Escrituras tornam-se a Palavra de Deus num encontro pessoal entre Deus e o homem.À semelhança das outras teorias a respeito da inspiração da Bíblia, a neo-ortodoxia desenvolveu duas correntes. Na extremidade mais importante estavam os demitizadores, que negam todo e qualquer conteúdo religioso importante, factual ou histórico, nas páginas da Bíblia, e crêem apenas na preocupação religiosa existencial sobre a qual medram os mitos.

Na outra extremidade, os pensadores de tendência mais evangélica tentam preservar a maior parte dos dados factuais e históricos das Escrituras, mas sustentam que a Bíblia de modo algum é revelação de Deus.

Antes, Deus se revela na Bíblia nos encontros pessoais; não, porém, de maneira proposicional.Visão demitizante. Rudolf Bultmann e Shubert Ogden são representantes característicos da visão demitizante. Ambos diferem entre si, uma vez que Ogden não vê nenhum cerne histórico que dê consistência aos mitos da Bíblia, embora Bultmann consiga enxergar isso. Ambos concordam em que a Bíblia foi escrita em linguagem mitológica, a da época de seus autores, época já passada e obsoleta.

A tarefa do cristão moderno é demitizar a Bíblia, ou seja, despi-la de seus trajes lendários, mitológicos, e descobrir o conhecimento existencial a ela subjacente. Afirma Bultmann que, a partir do momento que a Bíblia é despida desses mitos religiosos, a pessoa encontra a verdadeira mensagem do amor sacrificial de Deus em Cristo. Não é necessário que a pessoa se prenda a uma revelação objetiva, histórica e proposicional, a fim de experimentar essa verdade pessoal e subjetiva. Daí decorre que a Bíblia torna-se a revelação de Deus aos homens, mediante uma interpretação adequada (i.e., demitizada), quando a pessoa depara com o amor absoluto, exposto no mito do amoraltruísta de Deus em Cristo. Por isso, a Bíblia em si mesma não é revelação alguma; é apenas uma expressão primitiva, mitológica, mediante a qual Deus se revela pessoalmente, desde que demitizado da maneira correta.Encontro pessoal. A outra corrente da neo-ortodoxia, representada por Karl Barth e Emil Brunner, nutre uma visão mais ortodoxa das Escrituras. Barth reconhece que existem algumas imperfeições no registro escrito (até mesmo nos autógrafos) e, no entanto, afirma que a Bíblia é a fonte da revelação de Deus._ Afirma ele que Deus nos fala mediante a Bíblia-que ela é o veículo de sua revelação.

Assim como um cão ouve a voz de seu dono, gravada de modo imperfeito na gravação de uma fita ou disco, assim também o cristão pode ouvir a voz de Deus que ressoa nas Escrituras. Afirma Brunner que a revelação de Deus não é proposicional (i.e., feita por meio de palavras)._ Assim, a Bíblia, como se nos apresenta deixa de ser uma revelação de Deus, passando a ser mero registro da revelação pessoal de Deus aos homens de Deus em eras passadas. Todavia, sempre que o homem moderno se encontra com Deus, mediante as Escrituras Sagradas, a Bíblia torna-se a Palavra de Deus para nós. Em contraposição à visão ortodoxa, para os teólogos neo-ortodoxos a Bíblia não seria um registro inspirado. Antes, é um registro imperfeito, que apesar dessa mesma imperfeição, constitui o testemunho singular da revelação de Deus. Quando Deus surge no registro escrito, de maneira pessoal, a fim de falar ao leitor, a Bíblia nesse momento torna-se a Palavra de Deus para esse leitor.
             "Notas fonte introdução biblica Norman Geisler 2000).

 

                                     Ortodoxa

 Nós ortodoxos afirmamos que a Bíblia é a Palavra de Deus. Dessa forma, colocamo-la no lugar em que ela tem de estar: como a nossa suprema e inquestionável árbitra em matéria de fé e prática. Se a Bíblia o diz, é a nossa obrigação obedecê-la sem quaisquer questionamentos. Ela é soberana!
.
 O Pastor Normam Geisler declara""Ortodoxia: a Bíblia é a Palavra de Deus por cerca de 18 séculos de história da igreja, prevaleceu a opinião ortodoxa da inspiração divina.

Os pais da igreja, em geral, com raras manifestações menos importantes em contrário, ensinaram firmemente que a Bíblia é a Palavra de Deus escrita. Teólogos ortodoxos ao longo dos séculos vêm ensinando, todos de comum acordo, que a Bíblia foi inspirada verbalmente, i.e., é o registro escrito por inspiração de Deus. No entanto, tem havido tentativas de procurar explicação para o fato de o registro escrito ser a Palavra de Deus ao mesmo tempo que o Livro obviamente foi composto por autores humanos, dotados de estilos pessoais diferentes uns dos outros; essas tentativas conduziram os estudiosos ortodoxos a duas opiniões divergentes. Alguns abraçaram a idéia do "ditado verbal", afirmando que os autores humanos da Bíblia registraram apenas o que Deus lhes havia ditado, palavra por palavra. De outro lado, estão os estudiosos que preferiam a teoria do "conceito inspirado", segundo a qual Deus só concedeu aos autores pensamentos inspirados, e os autores tiveram liberdade de revesti-los com palavras próprias.Ditado verbal. Na obra de John R. Rice, Our God-breathed book — the Bible [Nosso livro soprado por Deus — a Bíblia),_ encontramos uma apresentação clara e bem ordenada do ditado verbal.

O autor descarta a idéia de que o ditado verbal seja mecânico, sustentando que Deus ditou sua Palavra mediante a personalidade do autor humano. É que Deus, por sua atuação especial e providência, foi quem formou as personalidades sobre as quais posteriormente o Espírito Santo haveria de soprar seu ditado palavra por palavra. Assim, argumenta Rice, Deus havia preparado de antemão os estilos particulares que ele próprio desejava, a fim de produzir as palavras exatas, ao usar estilos e vocabulários predeterminados, encontráveis nos diferentes autores humanos. .

O resultado final, então, foi um ditado palavra por palavra da parte de Deus, as Escrituras Sagradas.Conceitos inspirados. Em sua Systematic theology [Teologia sistemática], A. H. Strong apresenta uma visão que vem sendo denominada inspiração conceitual._ Deus teria inspirado apenas os conceitos, não as expressões literárias particulares com que cada autor concebeu seus textos. Deus teria dado seus pensamentos aos profetas, que tiveram toda a liberdade de exprimi-los em seus termos humanos. Dessa maneira, Strong esperava evitar quaisquer implicações mecanicistas derivadas do ditado verbal e ainda preservar a origem divina das Escrituras. Deus concedeu a inspiração conceitual, e os homens de Deus forneceram a expressão verbal característica de seus estilos próprios."notas Normam Geisler,introdução biblica,2000).

FONTE WWW.PENTECOSTALTEOLOGIA.BLOGSPOT.COM