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Dicipulado biblico diversos assuntos n.8
Dicipulado biblico diversos assuntos n.8

       

     DISCIPULADO BIBLICO DIVERSOS ASSUNTOS N.8

 

             DISCIPULADO "AS BODAS DO CORDEIRO'

                 

                         AS BODAS DO CORDEIRO

 

Mateus 25.1-12.

 

1 - Então, o Reino dos céus será semelhante a dez virgens que, tomando as suas lâmpadas, saíram ao encontro do esposo.

2 - E cinco delas eram prudentes, e cinco loucas.

3 - As loucas, tomando as suas lâmpadas não levaram azeite consigo.

4 - Mas as prudentes levaram azeite em suas vasilhas, com as suas lâmpadas.

5 - E, tardando o esposo, tosquenejaram todas e adormeceram.

6 - Mas, à meia-noite, ouviu-se um clamor: Aí vem o esposo! Saí-lhe ao encontro!

7 - Então, todas aquelas virgens se levantaram e prepararam as suas lâmpadas.

8 - E as loucas disseram às prudentes: dai-nos do vosso azeite, porque as nossas lâmpadas se apagam.

9 - Mas as prudentes responderam, dizendo: Não seja caso que nos falte a nós e a vós; ide, antes, aos que o vendem e comprai-o para vós.

10 - E, tendo elas ido comprá-lo, chegou o esposo, e as que estavam preparadas entraram com ele para as bodas, e fechou-se a porta.

11 - E, depois, chegaram também as outras virgens, dizendo: Senhor, Senhor, abre-nos a porta!

12 - E ele, respondendo, disse: Em verdade vos digo que vos não conheço. 

 

 

A ceia das bodas do Cordeiro é a expressão máxima da relação entre Cristo e Sua Igreja. E a figura do casamento, do esposo e a esposa, que aparece na Bíblia em várias passagens (Jo 3.29; 2 Co 11.2; Ef 5.25-33; Ap 19.7,8; 21.1 — 22.7). O texto de Mateus 25 apresenta uma parábola de Jesus que retrata a história de um casamento, e que oferece dupla interpretação: uma sobre Israel e outra a respeito da Igreja.

 

  1. ANALOGIA CORRETA DA PARÁBOLA

 

  1. Fundo histórico.Jesus ilustrou Seu ensino utilizando-se do costume oriental para o casamento. Depois de feitas as cerimônias religiosas, começava-se a celebração festiva do casamento. A festa podia prolongar-se por vários dias, dependendo das possibilidades do pai da noiva. Nos festejos noturnos, os convidados deviam sempre ter lâmpadas acesas. No caso da história de Jesus, o noivo atrasou. Os convidados deveriam estar devidamente preparados com azeite em suas vasilhas e nas lâmpadas. Qualquer convidado sem lâmpada era considerado um estranho e não podia entrar na festa.
  2. Correntes de interpretação.A primeira interpretação diz que as virgens representam o remanescente judeu (144 mil) salvo no período da Grande Tribulação. A segunda distingue os dois grupos como uma representação dos crentes salvos e dos crentes apenas nominais no seio da Igreja, quando da vinda de Cristo. A terceira interpreta as dez virgens como um todo e, também, cada crente individualmente.
  3. Quem são as dez virgens? (Mt 25.1).Não são dez pretendentes do esposo. Nem são dez igrejas cristãs que competem pelo mesmo esposo. São, na verdade, os crentes individualmente que compõem o corpo da Igreja (a esposa do Cordeiro). O número dez não tem um significado dogmático ou doutrinário e, sim, um sentido de inteireza. Representa a noiva na sua inteireza. Jesus via a Igreja como um todo, o corpo invisível em toda a Terra (1 Co 12.12,14,27). Ele via, também, a igreja local e visível, isto é, os membros em particular.
  4. Por que as palavras “esposo” e “esposa”?No Oriente, o noivado é tão sério quanto o casamento. Na história bíblica a mulher comprometida em noivado era chamada esposa e, apesar de não estar unida fisicamente ao noivo, ela estava obrigada à mesma fidelidade como se estivesse casada (Gn 29.21; Dt 22.23,24; Mt 1.18,19). A Igreja é a esposa de Cristo porque está comprometida com Ele (Ap 19.7; 21.9; 22.17).

 

  1. AS CONDIÇÕES ESPIRITUAIS DA ESPOSA. (Mt 25.2-5)

 

  1. Duas classes de crentes: os insensatos e os cautelosos.Essas duas classes são uma realidade espiritual na Igreja de Cristo. São identificadas por Jesus como loucas e prudentes. As loucas representam os cristãos insensatos e alienados espiritualmente. São aqueles cristãos que não agem racionalmente na sua vida de fé, por isso, não sabem o que estão fazendo.

As prudentes representam os cristãos cautelosos e previdentes, que mantêm uma vida de vigilância e espiritualidade.

  1. Ingredientes indispensáveis para estar nas bodas.Aquelas virgens tinham vasilhas e lâmpadas (Mt 25.7-9). Mas precisavam, na verdade, ter o principal elemento: o azeite. As loucas não levaram azeite em suas vasilhas, mas as prudentes sim. Estavam devidamente preparadas. Aquelas virgens tinham que ter vestidos brancos de linho fino (Ap 19.8), lavados no precioso sangue do Cordeiro (Ap 7.14). Precisavam de calçados do Evangelho da Paz (Is 52.7; Ef 6.15). Tinham que ter com elas vasilhas para o azeite (Mt 25.4: Ef 5.18) e o próprio azeite (Mt 25.3,4), que é símbolo do Espírito Santo.

 

III. O TEMPO DAS BODAS (Mt 25.6)

 

  1. O sentido do clamor da meia-noite.O texto diz: “Mas à meia-noite, ouviu-se um clamor” (Mt 25.6). Que representa a meia-noite? É o tempo do clímax da esperança da Igreja. É o fim e o princípio de um tempo (dia, dispensação, era). É a hora do silêncio total, quando todos dormem. Pode ser a consumação ou princípio de um novo dia ou tempo. Não é difícil de estabelecer o tempo desse evento. Ele acontecerá entre o arrebatamento da Igreja e a segunda fase da volta de Cristo à Terra. Ocorrerá, precisamente, logo após o julgamento das obras dos crentes no tribunal de Cristo, visto que em Ap 19.8, a esposa aparece vestida de linho fino que “são as justiças dos santos”.
  2. O Dia de Cristo (Fp 1.10).Na linguagem escatológica a palavra “dia” é interpretada, literal ou figuradamente, dependendo do seu contexto. Dia pode, então, representar ano, ou seja, um dia igual a um ano, conforme se percebe na profecia de Daniel capítulo 9. Destacamos no contexto bíblico quatro dias (anos, tempos) históricos para a humanidade: o “dia do homem” (1 Co 4.3), que compreende o tempo da história da humanidade; o Dia de Cristo (Fp 1.10), que diz respeito, especialmente, ao tempo de sete anos, nos quais a Igreja estará no céu e, simultaneamente, ocorrerá na Terra a Grande Tribulação; o Dia do Senhor (1 Ts 5.2), a manifestação pessoal e visível de Cristo no final da Grande Tribulação, e durará mil anos (Milênio); e, finalmente, o Dia de Deus (2 Pe 3.12,13), que é o tempo do Juízo Final e da restauração de todas as coisas, o começo do Reino eterno.

Neste estudo, o Dia de Cristo abrange três fatos escatológicos especiais, os quais são: o encontro da Igreja com Cristo nas nuvens (1 Co 15.51,52; 1 Ts 4.14-17); o tribunal de Cristo (2 Co 5.10; Fp 1.10; 2 Co 1.14; Ef 5.27); e, as bodas do Cordeiro (Ap 19.7).

 

  1. CARACTERÍSTICAS DAS BODAS

 

  1. Lugar das bodas (Ap 19.1; 21.9).Pela ordem normal dos acontecimentos escatológicos, esse evento acontecerá no céu. Quando João declarou “ouvi no céu como que uma grande voz de uma grande multidão que dizia: Aleluia!”, ele identificou naturalmente o lugar. Alegria e triunfo pelas vitórias do Cordeiro são demonstradas e, a seguir, surge a noiva do Cordeiro já glorificada, coroada e preparada para o glorioso casamento. Entendemos, então, que o céu é o lugar mais adequado para esse acontecimento extraordinário.
  2. Participantes das bodas.O casamento é de Cristo e a Igreja, mas os convidados são muitos. De acordo com Dn 12.1-3 e Is 26.19-21, o Israel salvo da Grande Tribulação e os santos do Antigo Testamento são os convidados especiais. Devemos ter cuidado na interpretação desse evento para não confundirmos nem misturarmos os fatos que envolvem as bodas no céu e as bodas na Terra. No céu, as bodas são da Igreja e o Cordeiro (Ap 19.7-9). Na Terra, as bodas envolvem Israel e o Cordeiro (Mt 22.1-14; Lc 14.16-24; Mt 25.1-13). A cena das bodas no céu difere das bodas na Terra. No céu, somente a Igreja e seus convidados participarão. Na Terra, Israel estará esperando que o esposo venha convidá-lo a conhecer a esposa (a Igreja), que estará reinando com Ele no período milenial.

 

CONCLUSÃO

 

No céu, os salvos receberão as recompensas (coroas) por suas obras feitas na Terra, e as bodas do Cordeiro coroará a Igreja pela sua fidelidade a Cristo.

 

 “Quando Jesus aparecer para destruir o Anticristo e as suas tropas, os exércitos dos céus seguirão a Jesus, montados em cavalos brancos (que simbolizam o triunfo) ‘e vestidos de linho fino, branco e puro’ (Ap 19.14). Esse fato identifica-os com a noiva do Cordeiro (a Igreja) que participa das bodas do Cordeiro (Ap 19.7-9). Isto significa que já estiveram no céu, e já estão plenamente vestidos da ‘justiça dos santos’ (v.8). Esse fato também deixa subentendido que aqueles atos de justiça já estão completos, e que os crentes foram ressuscitados, transformados e levados ao céu. Ficaria subentendido, também, que já tinham comparecido diante do tribunal de Cristo (2 Co 5.10). Que tempo de alegria e deleite aquelas bodas serão!” (Teologia Sistemática, CPAD)

 

 

O comentário sobre o capítulo 19 de Apocalipse no livro Daniel e Apocalipse (CPAD) apresenta o seguinte cenário, mostrando a Igreja ao lado de Jesus, na Glória, antes dEle aparecer em glória e poder: “Versículos 1-9. Uma imensurável multidão regozija-se no Céu, juntamente com os vinte e quatro anciãos e os seres viventes. É um coral gigantesco. Eles intercalam quatro grandes aleluias no seu cântico (vv.1,3,4,6).

“‘bodas do Cordeiro’ (v.7). Esse glorioso evento tem lugar no Céu após o arrebatamento da Igreja. E o encontro, que durará para sempre, da Igreja com o seu Senhor, que a resgatou com o Seu precioso sangue e a conduziu a salvo ao lar celestial, apesar das tempestades da vida. E o encontro que não terá jamais separação.

“O ‘linho fino’ do vestido da Igreja (vv.7,8) são os ‘atos de justiça dos santos’, indicando, portanto, resultado de julgamento do tribunal de Cristo. Para que isso aconteça aqui, a Igreja terá subido antes.

“ ‘ceia das bodas do Cordeiro’ (v.9). Deve ser a participação da Igreja na destruição do poder gentílico mundial sob a Besta, a partir do instante em que Jesus tocar a Terra. As bodas do Cordeiro têm lugar no Céu, ao passo que ‘a ceia do grande Deus’ (v.17), tem lugar na Terra, sendo, pois, dois fatos totalmente distintos quanto à sua natureza”.

 

 

“A esperança da Igreja é o aparecimento do Noivo e estar com Ele para sempre. E no quadro da Igreja como a Noiva de Cristo que encontramos o conceito da firme esperança dos salvos (At 23.6; Rm 8.20-25; 1 Co 15.19).

“A Igreja Primitiva vivia em meio à expectação do retorno de seu amado Senhor. Esperança esta que só começou a diminuir no século III d. C. Apesar dos séculos de negligência em torno do assunto, o século XIX foi reavivado para se voltar a esta realidade da Palavra de Deus.

“Entre os evangélicos, hoje, há um consenso generalizado sobre o fato de que Jesus Cristo realmente está prestes a voltar. Até mesmo entre os teólogos modernos, aquela conversa sobre a morte de Deus já é coisa passada. Hoje, eles já se voltam à doutrina das últimas coisas. Entretanto, a despeito dos modismos teológicos, precisamos estabelecer nossas convicções sobre a verdade revelada na Palavra de Deus. Afinal, o próprio Jesus, durante o seu ministério terreno, já afirmara categoricamente: ‘Eu voltarei’.

“Por que esta doutrina é tão estratégica e importante? Por um grande motivo: é a chave para a história da humanidade. Estamos nos movendo inexoravelmente para a consumação de todas as coisas. A maioria das religiões e filosofias não-cristãs têm um ponto de vista cíclico da história. Os hindus, por exemplo, vêem-na como se fora uma roda da vida, girando sem parar, sem começo nem fim. Mas a visão bíblica da história é linear.

 

“Houve um começo, um evento central — a cruz. Quando Jesus bradou: ‘Está consumado!’ (Jo 19.30), assegurava-nos Ele, por intermédio de Sua paixão e morte, a nossa redenção. Mas ainda não possuímos a plenitude de nossa salvação e da herança que Cristo nos conquistou. Estas tornar-se-ão plenas quando Ele retomar para levar a sua Igreja (Rm 13.11; 8.23; Hb 9.28). Não obstante, já estamos usufruindo de muitas bênçãos provenientes da cruz.” (Doutrinas Bíblicas, CPAD)

Postado por GOSPEL GOSPEL BRASIL 

 

 

 

DISCIPULADO "ISRAEL NA GRANDE TRIBULAÇÃO'

           

             ISRAEL NA GRANDE TRIBULAÇÃO

             

 

Apocalipse 12.1-12.

 

1 - E viu-se um grande sinal no céu: uma mulher vestida do sol, tendo a lua debaixo dos pés e uma coroa de doze estrelas sobre a cabeça.

2 - E estava grávida e com dores de parto e gritava com ânsias de dar à luz.

3 - E viu-se outro sinal no céu, e eis que era um grande dragão vermelho, que tinha sete cabeças e dez chifres e, sobre as cabeças, sete diademas.

4 - E a sua cauda levou após si a terça parte das estrelas do céu e lançou-as sobre a terra; e o dragão parou diante da mulher que havia de dar à luz, para que, dando ela à luz, lhe tragasse o filho.

5 - E deu à luz um filho, um varão que há de reger todas as nações com vara de ferro; e o seu filho foi arrebatado para Deus e para o seu trono.

6 - E a mulher fugiu para o deserto, onde já tinha lugar preparado por Deus para que ali fosse alimentada durante mil duzentos e sessenta dias.

7 - E houve batalha no céu: Miguel e os seus anjos batalhavam contra o dragão; e batalhavam o dragão e os seus anjos,

8 - mas não prevaleceram; nem mais o seu lugar se achou nos céus.

9 - E foi precipitado o grande dragão, a antiga serpente, chamada o diabo e Satanás, que engana todo o mundo; ele foi precipitado na terra, e os seus anjos foram lançados com ele.

10 - E ouvi uma grande voz no céu, que dizia: Agora chegada está a salvação, e a força, e o reino do nosso Deus, e o poder do seu Cristo; porque já o acusador de nossos irmãos é derribado, o qual diante do nosso Deus os acusava de dia e de noite.

11 - E eles o venceram pelo sangue do Cordeiro e pela palavra do seu testemunho; e não amaram a sua vida até à morte.

12 - Pelo que alegrai-vos, ó céus, e vós que neles habitais. Ai dos que habitam na terra e no mar! Porque o diabo desceu a vós e tem grande ira, sabendo que já tem pouco tempo.

 

 

É o povo de Israel a razão mais evidente da Grande Tribulação. Ele é o alvo principal por causa das suas relações com o plano redentor de Deus para com a humanidade. Israel foi escolhido para representar os interesses divinos na Terra. Mas, lamentavelmente, não foi fiel aos pactos e, por isso, houve a mudança no plano divino. Sua desobediência, prevaricação e idolatria serão castigadas nesse período. No entanto, o propósito de Deus não é só o de castigar Israel, mas também o de mostrar sua fidelidade e amor para com o Seu povo.

 

  1. A MULHER VESTIDA DE SOL (Ap 12.1,2)

 

Depois dos vários eventos catastróficos efetivados pela abertura dos sete selos e das sete trombetas, surge um intervalo com uma série de visões e, então, haverá o derramamento das sete taças de pragas sobre a Terra.

Três personagens são destacados no capítulo 12 de Apocalipse: a mulher vestida de sol, o grande dragão vermelho e o filho varão.

  1. Quem é a mulher vestida de sol?Há várias interpretações acerca dessa mulher e o que ela representa. Segundo a linha de interpretação que adotamos entendemos que ela não representa a Igreja de Cristo, uma vez que esta estará no céu com Cristo. Também a mulher não representa a Igreja do Antigo Testamento, nem tampouco representa Maria, a mãe humana de Jesus. Indiscutivelmente, representa o povo de Israel.
  2. Os símbolos da mulher.Os símbolos que estão em torno da mulher — o sol, a lua e 12 estrelas — estão associados aos filhos de Israel (Gn 37.9; Jr 31.35,36; Js 10.12-14; Jz 5.20; Sl 89.35-37).

 

  1. O GRANDE DRAGÃO VERMELHO (Ap 12.3,4)

 

  1. Quem é o grande dragão vermelho.Representa Satanás (Ap 12.9). Essa criatura animalesca e vermelha é a figura do poder do mal e da destruição que virá sobre a nação israelita naqueles dias. O vermelho indica o seu poder sanguinário objetivando matar especialmente a mulher e seu filho.
  2. O poder do dragão.Um detalhe especial desse dragão são as sete cabeças e dez chifres, além de sete coroas sobre essas cabeças (Ap 12.3). As mesmas características desse dragão aparecem sobre a Besta nos capítulos 13 e 17 de Apocalipse. Os poderes que a Besta (Anticristo) demonstrará nos dias da Grande Tribulação serão advindos de Satanás. As sete cabeças e os diademas sobre elas simbolizam os grandes reinos e os poderes desses reinos. Satanás usará de toda a sua força para destruir Israel naqueles dias. Ele é o dragão vermelho que se lançará contra o povo de Deus representado pela mulher.
  3. Que representam as estrelas do céu? (Ap 12).Alguns intérpretes afirmam que serão homens proeminentes do mundo que se levantarão contra Israel para destruí-lo da face da Terra. Porém, a interpretação mais aceitável indica que se trata de demônios sob a égide de Satanás, os quais, lançados sobre o mundo, promoverão grande desordem moral, social e espiritual no seio da humanidade.

 

III. O FILHO VARÃO (Ap 12.5)

 

  1. Quem é o filho varão.Os intérpretes divergem aqui. Há os que afirmam se tratar da Igreja, equivocadamente. Outros entendem que se trata dos mártires da Grande Tribulação, e outros afirmam que esse filho varão representa o remanescente judeu de então.
  2. Jesus, o mais evidente.A interpretação mais aceitável diz que esse filho varão representa Jesus, uma vez que somente Ele, o Messias, “regerá as nações com vara de ferro”. O Salmo 2 é messiânico e se constitui num rico contexto profético no cumprimento da profecia de Apocalipse 12.5. Israel representa a mulher, e o filho varão representa Jesus. Ele nasceu de mulher israelita. Por isso, quando o texto diz que a mulher (Israel) deu à luz um filho varão, está, na realidade, falando do nascimento humano de Jesus. Quando fala que o “filho foi arrebatado para Deus e para o seu trono”, refere-se à ascensão vitoriosa de Cristo depois da Sua ressurreição.

Há um paralelo entre Ap 12 e Miquéias 5, que identifica a mulher como a nação israelita. Mq 5.2 fala sobre o nascimento dAquele que seria o Senhor em Israel, o Messias. Entretanto, por causa da rejeição deste governante (o Messias) na Sua primeira vinda, a nação foi posta de lado. O texto de Mq 5.3 declara assim: “os entregará até ao tempo em que a que está de parto tiver dado à luz”, indicando que a nação estará com dores de parto até ao tempo de dar à luz o filho. Também, em Rm 9.4,5 o apóstolo Paulo fala dos israelitas e declara que Cristo veio de Israel, segundo a carne.

  1. A tentativa inútil do grande dragão contra o filho varão.Satanás, o grande dragão vermelho não conseguirá alcançar o filho varão porque ele foi arrebatado para o seu trono. O filho varão de Israel, arrebatado do poder de Satanás, um dia descerá em grande pompa sobre o monte das Oliveiras (Zc 14.1-9) e, então, tomará as rédeas do governo mundial sob o poder do Diabo, o Anticristo e o Falso Profeta.

Na vinda poderosa do filho, o Anticristo e o Falso Profeta serão lançados no Lago de Fogo (Ap 19.19,20). No mesmo ímpeto da gloriosa vinda do filho varão, o grande dragão, que é Satanás, será amarrado e lançado no Poço do Abismo (Ap 12.7-9; 20.1-3).

 

  1. A FUGA DA MULHER PARA O DESERTO (Ap 12.6)

 

  1. O deserto (Ap 12.6).Não se refere aqui especificamente a um lugar geográfico, mas metafórico. Nas terras do Oriente Médio o deserto é o lugar mais apropriado para fugitivos. A mulher representa a nação de Israel, depois de perseguida pelo grande dragão vermelho, que foge para um lugar de refúgio no deserto, para escapar à fúria do dragão, o Diabo.
  2. O período do refúgio (Ap 12.6).As pressões sobre Israel serão enormes naquele período, mas o grupo fiel encontrará refúgio por 1.260 dias. No calendário judaico de 360 dias, os 1.260 dias equivalem à metade da semana profética de Daniel 9.27, ou seja, três anos e meio. Essa mesma cifra de 1.260 dias equivale a outras cifras tais como quarenta e dois meses, ou “um tempo, tempos e a metade de um tempo”. Essa diferença de linguagem não muda o sentido real da profecia, porque a cifra é a mesma. E exatamente o período mais terrível que sobrevirá sobre Israel na sua terra.
  3. O remanescente judeu (Ap 12.17).No período final da Grande Tribulação, o remanescente judeu, constituído de israelitas fiéis ao antigo pacto, não se submeterá ao sistema do Anticristo, que é a Besta que subiu do mar de Ap 13.1,2, e terá de fugir para o deserto (Ap 12.17). É, sem dúvida, o remanescente judeu salvo na Grande Tribulação.

 

  1. UMA BATALHA ANGELICAL NO CÉU (Ap 12.7-9)

 

  1. O arcanjo Miguel.Nessa batalha os anjos de Deus sob o comando do arcanjo Miguel, o protetor dos filhos de Israel, abatem completamente os anjos caídos sob o comando de Satanás, o grande dragão vermelho. É interessante notar que Miguel está ligado ao destino do povo de Israel (Dn 12.1). Ele é o guardião dos interesses divinos para com Israel, conforme vemos em Dn 10.13,21; Jd v.9.
  2. Satanás, o dragão vermelho.Nessa batalha vemos o esforço de Satanás para neutralizar o plano vindicativo de Deus através dos anjos na história do mundo e, especialmente, quanto a Israel. E um conflito entre o bem e o mal. Satanás é o grande dragão vermelho que, mais uma vez investe contra o poder de Deus representado pelo arcanjo Miguel e seus anjos. Mas o dragão é derrotado fragorosamente e expulso do céu. Os seus domínios foram desfeitos.
  3. A vitória do bem sobre o mal.Na visão de João, o dragão quis devorar o filho varão da mulher, mas foi impedido por uma força maior, uma milícia superior a dele. Essa batalha indica que os poderes de Satanás foram reduzidos, e o mundo começa a se preparar para receber o Messias. Aprendemos aqui que o direito sempre terá de triunfar sobre o erro, o bem sobre o mal, a verdade sobre a mentira. As vantagens de Satanás foram anuladas para que a vitória do povo de Deus prevalecesse no mundo. No texto de Ap 12.9, o dragão vermelho é definido como “o acusador” (Diabo), a “antiga serpente”.

 

CONCLUSÃO

 

Depois da vitória de Miguel e seus anjos contra o dragão e seus aliados (demônios), diz a Bíblia que houve regozijo e alegria no céu (Ap 12.10). Esta alegria resulta do fato que a Grande Tribulação findará para Israel e para o mundo, quando Cristo voltar gloriosamente.

 

 

“Em sua perseguição para destruir os judeus, a Besta conduzirá seus exércitos contra Jerusalém.

“‘... E contra ela (Jerusalém) se ajuntarão todas as nações da terra’ (Zc 12.3b); ‘Porque eu ajuntarei todas as nações para a peleja contra Jerusalém; e a cidade será tomada, e as casas serão saqueadas, e as mulheres forçadas; metade da cidade sairá para o cativeiro, mas o restante do povo não será expulso da cidade’ (Zc 14.2).

“Nessa ocasião crítica, parte de Israel refugiar-se-á nos montes e abrigos naturais de Edom, Moabe e Amom. (Ler Isaías 16.1-5; Salmo 60.9; Ezequiel 20.35-38; Daniel 12.6,13,14.) Estas passagens todas tratam disso. Esses antigos países bíblicos (Edom, Moabe e Amom) constituem hoje em dia o centro-sul da Jordânia. Durante o Milênio eles pertencerão a Israel (Nm 24.17,18; Sl 60.8,9; Is 11.14). Em Isaías 16.1 é mencionada a capital de Edom — Selá (em grego: Petra), a elevada cidade-fortaleza, plantada nas rochas. Isso fica a 96 km ao sul do mar Morto. Edom, Moabe e Amom serão poupados por Deus durante a investida arrasadora do Anticristo contra Israel, a fim de que para aí os judeus escapem. (Ler Daniel 11.41.) Já uma vez Israel refugiou-se aí, quando Babilônia os hostilizou (Jr 40.11,12).” (O Calendário da Profecia, CPAD)

 

 

Apocalipse 12.2-4 trata sobre o conflito dos séculos. “É a luta do Diabo, tudo fazendo para que o Messias não viesse ao mundo. Esse conflito vemo-lo de Gênesis aos Evangelhos. Momentos houve em que parecia que o inimigo tinha ganhado a batalha. As cinco piores ocasiões na história de Israel foram: 1) na apostasia do bezerro de ouro, quando apenas uma tribo ficou leal a Deus (a de Levi); 2) no caso da corrupção moral de Israel, em Sitim, durante u peregrinação no deserto, por conselho de Balaão; 3) no caso do pecado de Davi, com o qual Deus fizera aliança quanto ao nascimento do futuro Messias; 4) no caso do livro de Ester, quando houve um plano para exterminar todos os judeus: 5) no caso de Belém, quando o rei Herodes decretou a matança dos inocentes, para naquele meio, Jesus ser morto. Em todos esses momentos críticos o inimigo perdeu a batalha. Por fim, numa noite, os anjos anunciaram o nascimento do Salvador, o qual caminhou resoluto em direção ao Calvário, onde, por fim, bradou agonizante, mas triunfantemente: ‘Tudo está consumado!’ Aleluia!

Versículo 3. O dragão com sete cabeças. Isso fala de sua plenitude de astúcia. Sete chifres representam seu imenso poderio. Sete diademas, seu domínio. O dragão era vermelho, que é a cor do sangue e do fogo. Isso indica, como sabemos, que ele é o provocador de mortes, guerras, intrigas, contendas e tensões individuais e coletivas, quentes como o fogo e que terminam explodindo. (Ler Gênesis 4.5,8 comparando com 1 João 3.12.)

 

Versículo 4. ‘a terça parte das estrelas do céu’. Isto refere-se aos anjos que caíram com Lúcifer, conforme Isaías 14.12 e Ezequiel 28.16. Muitas referências na Bíblia apontam os anjos como estrelas. Exemplo: Juízes 5.20; Jó 38.7: 25.5; Isaías 14.13, etc. ‘A sua cauda arrasta a... ’. É conhecida a grande força que a serpente e outros répteis, como o jacaré, têm na cauda. Os animais pré-históricos do tipo réptil tinham gigantesca força nas suas caudas para ataque e defesa. O termo dragão significa animal monstruoso; serpente gigantesca. O dragão no versículo 3 figura o Diabo, e é chamado serpente em 12.9. O termo no original deriva de um verbo que significa ver de modo penetrante.” (Daniel e Apocalipse, CPAD)

Postado por GOSPEL GOSPEL BRASIL

 

 

, DISCIPULADO 'A IGREJA DE CRISTO'

                         

                         A IGREJA DE CRISTO

 

MATEUS 18.13-20.

 

13 - E, chegando Jesus às partes de Cesaréia de Filipe, interrogou os seus discípulos, dizendo: Quem dizem os homens ser o Filho do Homem?

14 - E eles disseram: Uns, João Batista; outros, Elias, e outros, Jeremias ou um dos profetas.

15 - Disse-lhes ele: E vós, quem dizeis que eu sou?

16 - E Simão Pedro, respondendo, disse: Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo.

17 - E Jesus, respondendo, disse-lhe: Bem-aventurado és tu, Simão Barjonas, porque não foi carne e sangue quem to revelou, mas meu Pai, que está nos céus.

18 - Pois também eu te digo que tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela.

19 - E eu te darei as chaves do Reino dos céus, e tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus.

20 - Então, mandou aos seus discípulos que a ninguém dissessem que ele era o Cristo. 

 

Eclesiologia é a disciplina da Teologia que estuda a igreja, sua fundação, símbolos e missão, conforme as Escrituras. O vocábulo igreja é formado por duas palavras gregas: pelo prefixo ek, isto é, “a partir de”, “de dentro de” ou “para fora de”; e,klēsis, que significa “chamada”, “convocação”, “convite”. Literalmente quer dizer “chamados para fora”. Em Atos 19.39, ekklēsia é uma “assembléia reunida para fins políticos”; em Atos 7.38 é a congregação ou assembléias dos israelitas, mas em 1 Co 11.18, uma congregação cristã. O termo ainda é usado para designar um “grupo local de cristãos” (Mt 18.17; At 5.11; Rm 16.1,5); a Igreja universal à qual todos os servos de Cristo estão ligados (Mt 16.18; At 9.31; 1 Co 12.28; Ef 1.22); e a Igreja de Deus ou de Cristo (1 Co 10.32; 1 Ts 2.14; Rm 16.16).

 

“A Igreja é a herdeira da cruz”. Esta declaração de Thomas Adams, além de realçar a importância e a natureza da Igreja de Cristo, deixa bem claro: a Igreja não surgiu de um projeto humano, mas do próprio Senhor.

 

  1. O QUE É A IGREJA

 

Como definir a Igreja? William Gurnall assim o faz: “A Igreja não é nada mais do que Cristo manifestado”. Como seus representantes, devemos nos empenhar em ter uma vida santa e irrepreensível, a fim de que os homens, ao ver a nossa conduta, venham a glorificar a Cristo — o cabeça da Igreja.

  1. Definição etimológica.A palavra igreja vem do hebraico qāhāl; e do grego ekklēsia. Ambas as palavras, do texto sagrado, carregam o mesmo significado: reunião pública, ou assembléia regularmente convocada, cujo objetivo é congregar-se para deliberar sobre o bem comum.
  2. Definição teológica.Igreja é o conjunto daqueles que, aceitando a Cristo pela fé, são imediatamente agregados em seu corpo espiritual como sua possessão, a fim de testemunhar acerca do Evangelho.

O mesmo termo é aplicado ao ajuntamento dos fiéis num determinado lugar para adorar a Deus. Com o tempo, a palavra passou a designar o lugar de reunião dos crentes.

 

  1. A FUNDAÇÃO DA IGREJA

 

Quando exatamente foi a Igreja fundada? Com o nascimento de Cristo? Com a declaração de Pedro em Cesaréia? Ou com a ressurreição de Nosso Senhor? Embora a Igreja sempre houvesse sido uma realidade na presciência de Deus, ela só passou a existir com o derramamento do Espírito Santo no dia de Pentecostes (Ef 3.8-11).

 

III. OS FUNDAMENTOS DA IGREJA

 

  1. A Palavra de Deus.Solidamente fundamentada na Palavra de Deus, a Igreja não é uma invenção dos discípulos, mas o maior projeto de Deus. O Antigo Testamento revela que, em Cristo, todas as nações haveriam de se congregar em Deus (Gn 12.1-3; Ag 2.7). O fundamento maior da Igreja é, sem dúvida alguma, a Palavra de Deus (1 Co 3.10; Ef 3.5; 2 Pe 3.15-17).
  2. A Declaração de Cesaréia.Em Mateus 16, deparamo-nos com uma das mais concorridas passagens da Bíblia. Os católicos, buscando alicerçar a autoridade papal, afirmam ser Pedro a pedra a que se refere o Senhor Jesus. Já os protestantes asseveram: a pedra em questão não é o apóstolo, mas a declaração que este, inspirado pelo Espírito Santo, fez a respeito da messianidade do Nazareno. Aliás, o próprio apóstolo Pedro afirma que a pedra é Cristo (1 Pe 2.4-8).

 

  1. A MISSÃO DA IGREJA

 

  1. Glorificar a Deus.No Sermão da Montanha, exorta-nos o Cristo a agirmos de tal forma, a fim de que os homens glorifiquem ao Pai Celeste (Mt 5.16).
  2. Ser habitação do Espírito Santo (1 Co 6.19).A Igreja é o templo espiritual de Deus; nela habita o Espírito de Deus. Os que a procuram, têm de saber que Deus, de fato, está entre nós (1 Co 14.25).
  3. Tornar conhecida a sabedoria de Deus.Através da exposição das Sagradas Escrituras, pode a Igreja demonstrar quão superior é a sabedoria divina (Ef 3.10,11).
  4. Proclamar o Evangelho.A principal missão da Igreja acha-se mui clara no texto da Grande Comissão (Mt 28.18,19).
  5. Edificar seus membros na Palavra.Através da Palavra de Deus vai a Igreja edificando os seus membros (Ef 4.11-13).

 

  1. OS MEMBROS DA IGREJA

 

A Igreja é composta pelos salvos por Cristo oriundos de todas as nacionalidades.

  1. Os judeus.Embora os primeiros cristãos fossem de origem judaica, não tiveram estes a primazia absoluta na Igreja, conforme o demonstra Pedro (At 10.34).
  2. Os gentios.Considerados pelos judeus como cachorrinhos (Mt 15.26), por estarem alijados da comunidade de Israel (Ef 2.12), foram os gentios admitidos à família dos santos com pleno acesso às bênçãos espirituais.
  3. A Igreja de Deus.Formada por judeus e gentios, a Igreja de Deus é vista como a Universal Assembléia dos Santos (Hb 12.22-24).

 

  1. AS ORDENANÇAS DA IGREJA

 

  1. Definição teológica.Por constituírem em ordenações explícitas de Nosso Senhor à sua Igreja, assim são denominados o batismo em água e a santa ceia.
  2. O batismo.Constitui o batismo um símbolo da morte e ressurreição de Cristo. Através do batismo, realizado por imersão e em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo (Mt 28.18,19), o novo convertido declara publicamente haver aceitado de forma plena, pela fé, o sacrifício de Cristo. De igual modo, testemunha já haver morrido para o mundo e, agora, ressuscitado espiritualmente, vive em novidade de vida (Rm 6.4).
  3. Santa Ceia.É a Santa Ceia a segunda ordenança observada pela Igreja (Mc 14.12-26). Seus elementos: o pão e o vinho, simbolizam, respectivamente, o corpo e o sangue de Cristo oferecidos em resgate da humanidade (1 Co 11.24,25).

Contém a Santa Ceia duas mensagens centrais:

  1. a) Memorial:leva-nos a recordar o sacrifício vicário de Cristo.
  2. b) Profética:alerta-nos quanto à vinda de Nosso Senhor Jesus para buscar a sua Igreja (1 Co 11.26).

 

CONCLUSÃO

 

O destino da Igreja é mui glorioso, conforme as Sagradas Escrituras. Ler Jo 14.2,3; Ef 5.27. Além de sua beleza e distinção no presente, será ela, quando da volta do Senhor, revestida de inefável glória, uma glória, aliás, que somente Jesus pode conceder-nos. Se lermos com atenção os dois últimos capítulos de Apocalipse, seremos constrangidos a orar e a jejuar, a fim de que venhamos desfrutar de tudo quanto Ele preparou-nos na cruz. Se com o Senhor, hoje sofremos; com o mesmo Senhor haveremos de ser glorificados. Resta-nos, pois, suplicar: Maranata: “Ora vem, Senhor Jesus”.

 

 

“A Igreja (Ekklēsia) de Deus é um povo tirado do mundo.

O mais importante na estrutura da Igreja e que lhe dá a razão de ser e de existir é que ela seja realmente constituída de um povo que, de acordo com as palavras de Jesus, tenha sido tirado do mundo (Jo 15.19). Essa realidade é evidenciada, de modo claro, pela própria palavra que o Novo Testamento usa, em sua língua original (grego), ‘para igreja’ — ekklēsia. Essa palavra é composta de duas outras: ek e klēsisEk significa ‘para fora’, e klēsis, ‘chamado’. Ekklēsia e usada no Novo Testamento 115 vezes [...].

1) Comunidade grega. É usada três vezes para expressar uma assembléia de comunidade grega, tanto legal (At 19.39), como ilegal (At 19.32,40) [...].

2) Israel. É usada duas vezes para designar o Israel de Deus no Antigo Testamento (At 7.38; Hb 2.12), exprimindo, assim, como Deus chamou a Israel dentre os povos para ser um povo seu (Dt 7.6-8)”.

(BERGSTÉN, E. Teologia Sistemática. 4.ed., RJ: CPAD, 2005, p.214.)

 

 

 

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DISCIPULADO "A IMPORTANCIA DE LER A BIBLIA'

        

       A IMPORTANNCIA DE LER A BIBLIA

 

1 Timóteo 4.12-15.

 

12 - Ninguém despreze a tua mocidade; mas sê o exemplo dos fiéis, na palavra, no trato, na caridade, no espírito, na fé, na pureza.

13 - Persiste em ler, exortar e ensinar, até que eu vá.

14 - Não desprezes o dom que há em ti, o qual te foi dado por profecia, com a imposição das mãos do presbitério.

15 - Medita estas coias; ocupa-te nelas, para que o teu aproveitamento seja manifesto a todos. 

 

 

  1. ATITUDE ESPIRITUAL AO LER A BÍBLIA

 

A leitura da Bíblia não é um ato mecânico. Ela exige de quem dela se aproxima uma atitude de amor e dedicação a Deus. Por esse motivo, devemos procurá-la com:

  1. Sede de conhecer o seu autor.No Salmo 42.1,2 Davi expressa todo o seu amor e sede para com Deus e a sua Palavra. Tem você sede de Deus? Busca a sua Palavra todos os dias? Ou já se acostumou a uma vida espiritual seca e sem vida?
  2. Amor à Palavra de Deus.Por que tinha Davi tantos êxitos em sua vida? Ele não somente buscava a Palavra, como demonstrava por ela um grande e aprofundado amor: “Quanto amo a tua lei!” (Sl 119.97a).
  3. Dedicação à Palavra de Deus.“Persiste em ler, exortar e ensinar, até que eu vá” (1 Tm 4.13). Tem você persistido na leitura?

 

  1. COMO ESTUDAR A PALAVRA DE DEUS

 

Já que sabemos da importância da leitura da Bíblia Sagrada e de que forma devemos aproximar-nos dela, vejamos neste tópico como devemos estudá-la.

  1. Ler a Bíblia todos os dias.“É a minha meditação, em todo o dia!” (Sl 119.97b). Seja disciplinado na leitura da Palavra de Deus. Leia-a todos os dias. Se você ler o equivalente a três capítulos por dia, conseguirá ler a Bíblia uma vez por ano.

Adquira Bíblias de Estudo que sejam realmente conservadoras e ortodoxas. Além disso, tenha sempre em mãos as principais versões da Bíblia em português, tendo o cuidado, é claro, de averiguar a procedência das traduções.

  1. Ler a Bíblia, conhecendo o seu real significado.Esta é a regra áurea de interpretação das Sagradas Escrituras: A Bíblia interpreta-se a si mesma. Procure adquirir livros de autores comprometidos com a sã doutrina, e que sejam mestres na interpretação da Bíblia. Uma das preocupações de Esdras, conforme já vimos, era explicar o real significado do Santo Livro. Ler Neemias 8.8.
  2. Ler a Bíblia, conhecendo suas doutrinas.Precisamos conhecer as doutrinas fundamentais da fé cristã. Caso contrário, jamais nos firmaremos nos caminhos do Senhor. O Evangelho de Lucas foi escrito e dedicado a um nobre, a fim de que este se inteirasse das revelações concernentes ao Cristo de Deus (Lc 1.1-4).

 

III. MONTANDO UMA BIBLIOTECA

 

Em 2 Tm 4.13, demonstra o apóstolo que o obreiro, além de se dedicar à leitura da Palavra de Deus, que tem de ser a nossa prioridade máxima, deve cultivar os seus conhecimentos nas diversas áreas do saber humano.

  1. O aprendizado da língua materna.Você consegue falar e escrever corretamente o seu idioma. O salmista era um profundo conhecedor do idioma pátrio (Sl 45.1).
  2. O aprendizado de outros idiomas.O aprendizado de outros idiomas nos abre novos horizontes culturais e ministeriais conforme demonstra a biografia de Paulo, que dominava tanto o grego como o hebraico (At 21.37-40). Certamente, ele conhecia também o latim, tendo em vista o seu ministério em Roma.
  3. A importância da cultura geral.A cultura geral ajuda-nos a entender o mundo e principalmente a sociedade na qual vivemos. Por isso, é imprescindível que tenhamos sólidas noções de diversas disciplinas (At 7.22).

 

“Hermenêutica Material.

A hermenêutica como disciplina teológica continua árdua e espinhosa. Todos os docentes e alunos que se prestam a essa íngreme e escarpa trilha precisam a todo tempo de auxílios exegéticos dos mais substanciais, e que perfilem sobre a moderna e clássica literatura auxiliar à interpretação bíblica. Na falta de saber qual é o caminho, percorrer por trilhas seguras ainda continua sendo a melhor forma de se seguir à frente. Portanto, a biblioteca do ensinador cristão deve conter:

  1. Chaves e Concordâncias Bíblicas— Chama-se concordância porque as passagens bíblicas que contém a mesma palavra ou idéia são ‘concordantes entre si’, e porque a concordância ajuda a encontrá-las, e mesmo já as aduz reunidas [.,.] Os principais objetivos das concordâncias bíblicas são: localizar passagens e auxiliar o leitor da Bíblia no estudo de assuntos ou tópicos bíblicos [...] Há dois tipos de concordâncias: as verbais — relacionam palavras (verbum), são chamadas também de Chaves Bíblicas; e as concordâncias reais — estas ao contrário de apenas palavras arrolam também idéias, são em sentido estrito, listas de idéias ou assuntos que remetem aos textos bíblicos.
  2. Dicionários e Enciclopédias- Não devemos confundir dicionários com concordâncias, e estas com enciclopédias ou vice-versa [...] Os dicionários bíblicos não se propõem, como as concordâncias, a reproduzir os textos, e sim, oferecer a cada assunto uma exposição mais ampla. As enciclopédias bíblicas, não se propõem a verificar o significado dos termos, ainda que muitos se achem nela, mas abranger todos os ramos do conhecimento bíblico e teológico.
  3. Versões Bíblicas- São diversas traduções da Bíblia existentes no Brasil — muitas baseadas na tradução de João Ferreira de Almeida [...].
  4. Comentários Bíblicos– São classificados de acordo com o seu planejamento: sermonário; exegéticos; devocionais.

 

  1. Títulos Históricos-culturais— São livros que auxiliam o estudante no conhecimento da cultura, história, antropologia e sociologia do mundo bíblico [...]” (BENTHO, E. C. Hermenêutica fácil e descomplicada.3.ed., RJ: CPAD, 2005, p.93-121.)

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fonte www.avivamentonosul21.comunidades.net