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Dicipulado Biblico n.2 diversos assuntos
Dicipulado Biblico n.2 diversos assuntos

       DISCIPULADO DIVERSOS ASSUNTOS PARTE N.2

 

 

luta contra o procedimento ilícito na sociedade

 

Texto Áureo

 

"Porque o que eles fazem em oculto, o só referir é vergonha". Ef 5.12

 

Verdade Aplicada

 

O crente em Jesus deve vigiar e lutar contra todas as formas de coisas ilícitas.

 

Objetivos da Lição

 

      Mostrar que os procedimentos ilícitos são pecados não per­cebidos por grande parte dos crentes.

      Ressaltar que devemos refletir sobre aquilo que achamos nor­mal, pois podemos estar violando a Palavra de Deus.

      Conscientizar de que tudo, segundo a Palavra de Deus, o que era errado, continua sendo errado.

 

Textos de Referência

 

2 Co 6.14   Não vos prendais em jugo desigual com os incrédulos; porquanto, que sociedade pode haver entre a justiça e a iniquidade? Ou que comunhão da luz com as trevas?

Ef 4.28       Aquele que furtava, não furte mais; antes, trabalhe, fazendo com as próprias mãos o que é bom, para que tenha com que acudir ao necessitado.

Ef 5.11       E não sejais cúmplices nas obras infrutíferas das trevas, antes, porém, reprovai-as.

Ef 5.12       Porque o que eles fazem em oculto, o só referir é vergonha.

Ef 5.13       Mas todas as coisas, quando reprovadas pela luz, se tornam manifestas; porque tudo que se manifesta é luz.

 

A CONDUTA DO CRENTE NO MUNDO

 

A dignidade da vida cristã tem a ver com o nosso compor­tamento ético neste mundo.

 

"E vos revistais do novo homem, que, segundo Deus é criado em verdadeira justiça e santidade" (Ef 4.24).

 

Precisamos viver a realidade da verdade que está em Cristo, como te­mos ouvido e aprendido, andando nEle e deixando-nos instruir. Precisamos subjugar nossos pensamentos, palavras e ações à obediência de Cristo. E, por fim, ficarmos em cons­tante estado de alerta, prontos a testemunhar e a combater contra as hostes espirituais deste mundo. Pau­lo nos instrui sobre o despojamento do velho homem com sua natureza pecaminosa e, o consequente reves­timento do novo, que se renova para a eternidade. Ou seja, não devemos andar como o homem natural não re­generado e, sim, em novidade de vida, verdadeira justiça e santidade.

 

O homem natural anda e vive na futilidade, no desregramento dos valores éticos e entregue às paixões car­nais. Quando se converte, aprende com Cristo a despojar-se da velha cri­atura e a andar num excelente e novo caminho traçado pelo Pai para o al­cance da vida eterna. É nosso dever, conforme asseverou o apóstolo Pau­lo em outras partes das Sagradas Escrituras, resplandecermos como as­tros no mundo. Como "fontes lumi­nosas"devemos revelar e condenar as trevas do pecado no mundo.

 

Paulo nos ensina que não basta tomar posição em relação ao homem velho, porque seria preciso recome­çar sempre. O apóstolo convida os efésios a "serem renovados no espí­rito de seu sentido", e a serem "rejuvenescidos em seu espírito e em seu entendimento", revestindo por um segundo ato de fé, o novo homem criado por Deus, na justiça e na san­tidade que produz a verdade.

 

Paulo começa o cap. 4 com um apelo para que andemos dignamen­te no sentido de preservar a unidade do Espírito (vv.1-3). Agora, no v.17 do mesmo capítulo, Paulo apela para que andemos com um comportamento que seja diferente do praticado pelos não-crentes. O novo "andar em Cristo" afeta as nossas atitudes, há­bitos e linguagem.

 

UM NOVO ANDAR

 

  1. Não devemos andar como o homem natural(vv.17-19). Que é o homem natural? É o gentio não regenerado. O homem natural é todo aquele que está sob a égide da natu­reza pecaminosa. "Andar na vaida­de do seu sentido" significa andar e viver na futilidade e sem propósito na vida. A vaidade da inteligência humana faz com que a pessoa subes­time a Deus e viva distanciado dos valores éticos e, portanto, entregue às paixões da sua carne. A Bíblia mostra, aqui, (vv.17,18), que uma mente vaidosa leva a um raciocínio tenebroso e a um coração endureci­do. O homem natural é o típico gen­tio sem Cristo, não convertido (Rm 1.21-32).

 

  1. Devemos nos despojar do velho homem(vv.20-22). O v.20 começa reprovando as atitudes do homem natural e diz "vós não aprendestes assim a Cristo". Isso sig­nifica que como crentes temos uma nova ordem de vida. A essência dos ensinos de Cristo também estão nos ensinos de Paulo e dos demais após­tolos, inspirados pelo Espírito San­to. O novo andar é o santo viver como nova criatura em Cristo. É um despojamento total da velha vida, do velho andar (v.22). A palavra "despojar" significa "despir", "desapossar", "privar de posse". No novo an­dar, os velhos andrajos do pecado são tirados, ou seja, a velha nature­za pecaminosa é despida dos velhos hábitos para uma nova vida.

 

  1. Devemos nos revestir do ho­mem espiritual(vv.23,24). A linguagem é metafórica na expressão "novohomem", pois fala do novo modus vivendi do crente redimido por Cristo. Esse novo homem agora se manifesta na vida e no caráter cristão. Ele é renovado pela ação poderosa do Espírito Santo de todo o passado de condenação e ruína. Essa renovação implica viver uma nova vida (Ef 2.10,15; 2 Co 5.17).

 

  1. Devemos andar em verdadei­ra justiça e santidade(v.24). O novo homem é uma nova criação segundo Deus. Não se trata de criação física, mas espiritual (Jo 3.3-6). Todos os sinais da velha criatura, do velho ho­mem, foram desfeitos na cruz para que o novo convertido viva uma nova vida em Cristo. O novo homem é o crente regenerado pelo Espírito San­to. Duas características de Deus são a justiça e a santidade. Eles fazem parte do caráter de Deus. Quando o pecador é regenerado, pelo Espírito Santo na conversão, ele é criado "se­gundo Deus", isto é, à semelhança de Deus em "justiça e santidade".

 

O NOVO HOMEM E O SEU PROCEDER

 

  1. O novo homem não vive men­tindo(v.25). O verbo "deixar" tem a mesma conotação do verbo "despojar" do v.22. A mentira não é própria da nova vida em Cristo. No original gre­go a palavra mentira aparece comopseudo, que pode significar qualquer tipo de desonestidade ou falsidade proferida ou vivida. A mentira é própria do velho homem. A vida do novo ho­mem é gerada "em verdade", por isso, devemos falar apenas a verdade.

 

  1. O novo homem não vive se exasperando(v.26). "Irai-vos, e não pequeis" é uma expressão que deve merecer nossa atenção. Sabemos que a "ira" é uma obra da carne (Gl 5.20); por que então a Bíblia diz: "irai-vos?" Isto parece um paradoxo. O sentido permissivo para a ira pode significar na vida do novo homem uma forma de reação contra qualquer tipo de pe­cado que afete a nova vida. Quando somos tentados pelo Diabo, reagimos com ira contra as insinuações do ini­migo, "irai-vos", não com o tipo de ira acionado pela carne, mas "irai-vos" naturalmente contra tudo que possa ofender a santidade de Deus.

 

  1. O novo homem não abre es­paço para o Diabo(v.27). "Não deis lugar ao Diabo". Este versícu­lo está diretamente ligado ao v.26 que fala da ira. Se dermos lugar à ira, isto é, se permitirmos que a ira surja em nossos sentimentos, facil­mente estaremos abrindo as portas para o Diabo entrar em nossa vida (2 Co 2.10,11; 1 Pe 5.8). São mui­tas as brechas que abrimos em nos­sa vida emocional, física e espiritu­al para a entrada do Diabo. Deve­mos sempre fechar essas possibili­dades com a meditação e o estudo da Palavra de Deus. Devemos man­ter um controle severo das portas da nossa mente, sentidos físicos, pen­samentos, e sentimentos.

 

  1. O novo homem não pratica as coisas da velha vida(vv.28,29). Práticas negativas do velho homem não fazem muita diferença entre o certo e o errado. Como novas cria­turas em Cristo, às vezes, pratica­mos certas coisas erradas que não aparecem em manchetes, mas que se constituem em pecados que afe­tam a nossa vida espiritual. Furtar nas arrecadações legais do gover­no, deixar de dar os dízimos e ofer­tas à Casa de Deus nãofogem a responsabilidade de apropriação indébita (Ml 3.8-10; Rm 13.7; Ex 20.15). Outra prática negativa que não deve estar no cotidiano do crente é o uso de "palavras torpes" (v.29). Que é uma palavra "torpe"? E toda palavra impudica, indecen­te, obscena, asquerosa. A lingua­gem do novo homem em Cristo deve ser pura, simples e sem malí­cia. Crentes há que são flagrados proferindo palavras torpes e outras igualmente repulsivas.

 

O NOVO HOMEM EVITA OS PECADOS CONTRA O ESPÍRITO SANTO

 

  1. O novo homem não entriste­ce o Espírito Santo(v.30). O Espíri­to habita no crente, no novo homem, e pode ser ofendido com atitudes impuras. O texto diz que "fomos sela­dos com o Espírito Santo para o dia da redenção". Esse selo é a marca de propriedade que impede que Satanás interfira nem rasure a vida espiritual. O dia da redenção refere-se à redenção do nosso corpo de pecado, que acontecerá na vinda do Senhor. A re­denção tem um aspecto passado por­que diz respeito ao que Jesus reali­zou no Calvário. Tem um sentido pre­sente porque refere-se à contínua li­bertação do poder do pecado que ope­ra em nossa carne. E, finalmente, a redenção tem um aspecto futuro, que é a esperança da glória, a libertação plena do corpo de pecado e a conquis­ta de um novo estado para um corpo espiritual (1 Co 15.51-53).

 

  1. O novo homem evita os pe­cados que magoam o Espírito San­to(v.31). Todas as manifestações pecaminosas como "amargura, e ira, e cólera, e gritaria, e blasfêmias e toda a malícia". São aquelas ações próprias do velho homem que não devem interferir na "nova vida". Atitudes de amargura não combinam com a natureza amorosa do Espírito Santo. A amargura torna as pessoas amargas em seus relacionamentos, e as torna duras e insensíveis para a operação de Deus. "Iras, cólera e gri­taria" são atitudes que sempre andam juntas. Ódios profundos, arraigados no coração contra pessoas, provocam essas manifestações negativas. As "blasfêmias" referem-se à palavras injuriosas, que ferem a moral das pessoas e que produzem grandes dissabores. A "malícia" é a fonte dos pecados contra o Espírito Santo. A malícia está ligada diretamente ao Diabo (Rm 1.29; Cl 3.8).

 

  1. O novo homem procura de­senvolver as qualidades própriasdo crente (v.32). "Antes sede uns para com os outros benignos, misericordiosos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus vos per­doou em Cristo". Na verdade, quem nasce do Espírito tem as caraterísticas do Espírito. Qualidades como benignidade, misericórdia e perdão são indispensáveis ao culti­vo da vida cristã.

 

CONCLUINDO

 

Os crentes autênticos procuram andar dignamente na presença de Deus e do mundo. Nosso comporta­mento deve ser o reflexo da nova vida recebida pela obra de Cristo no Calvário. É uma exigência bíblica constante que os crentes deem pro­vas às pessoas ao seu redor de que têm um novo viver, o qual se revela, principalmente, mediante a prática de atitudes e atividades cristãs.

 

"Depois de examinarmos as con­dições morais do mundo pagão, tere­mos melhores condições de reconhe­cer de que tipo de vida os efésios fo­ram salvos e quais as tentações que os cercavam. Os divertimentos da­queles dias eram brutais e degradan­tes. Baixos padrões de comportamen­to eram ensinados nos teatros. Nos anfiteatros, escravos cativos e criminosos lutavam entre si até a morte, para satisfazer o desejo do povo — ver sangue. O casamento perdera a sua santidade; era levianamente con­tratado porque era facilmente anula­do. Crianças malformadas ou doen­tes eram abandonadas e expostas para morrer. A sociedade era indulgente para com o vício, 'desviar-se é huma­no' era o seu lema.

 

Para um grupo de pessoas habi­tantes, mas libertas de tal mundo foi que Paulo endereçou suas exorta­ções. Depois de descrever o caráter moral do mundo pagão (4.17-19), diz: 'Mas vós não aprendestes assim de Cristo, se é que o tendes ouvido e nele fostes ensinados, como está a verdade em Jesus'. Noutras palavras, os efésios tinham aprendido outro padrão de conduta mediante o ouvir do evangelho."

 

"A palavra 'mundo' (gr. Kosmos) frequentemente se refere ao vasto sistema de vida desta era, fomenta­do por Satanás e existente à parte de Deus. Consiste não somente nos pra­zeres obviamente malignos, imorais e pecaminosos do mundo, mas tam­bém se refere ao espírito de rebelião que nele age contra Deus e, de resis­tência ou indiferença a Ele e à sua revelação. Isso ocorre em todos os empreendimentos humanos que não estão sob o senhorio de Cristo. Na presente era, Satanás emprega as ideias mundanas de moralidade, das filosofias, psicologia, desejos, gover­nos, cultura, educação, ciência, arte, medicina, música, sistemas econômicos, diversões, comunicação de massa, esporte, agricultura etc, para opor-se a Deus, ao seu povo, à sua Palavra e aos seus padrões de reti­dão (Mt 16.26; 1 Co 2.12; 3.19; Tt 2.12; 1 Jo 2.15,16). Por exemplo, Satanás usa a profissão médica para defender e promover a matança de seres humanos nasciturnos; a agri­cultura para produzir drogas destruidoras de vidas, tais como álcool e narcóticos; a educação para promo­ver a filosofia ímpia humanista; e os meios de comunicação em massa para destruir os padrões divinos de conduta. Os crentes devem estar conscientes de que, por trás de to­dos os empreendimentos meramen­te humanos, há um espírito, força ou poder maligno que atua contra Deus e sua Palavra."

 

 

Bibliografia E. Cabral,COMENTARIO DE EFESIOS CPAD ,1995

 

,,,, DISCIPULADO E INTERCESSÃO

      

      Intercessão, discipulado e evangelismo

 

 

“Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; Ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém.” Mateus 28:19-20.

O envio missionário de Jesus não é uma opção a ser considerada, mas sim uma ordem a ser obedecida. Cristãos genuínos compreendem a importância da transmissão da mensagem cristã a todas as nações; conforme as Escrituras Sagradas salientam é necessário o envio missionário de cristãos para a comunicação das Boas Novas de Salvação (confira Romanos 10:14-15).

O presente artigo não tem por objetivo ser uma “fórmula” de evangelização; tem apenas a pretensão de ressaltar aspectos essenciais para o desenvolvimento de uma comunidade cristã sadia, que se desenvolve por meio de uma experiência continua de oração –intercessão- (I Tessalonicenses 5.17), se alimenta diariamente com o pão celestial que é a Palavra de Deus –discipulado- (Mateus 4.4), e anuncia com propriedade e autoridade a bendita Salvação que há em Cristo Jesus –evangelismo- (Atos 1.8). Cumpre, portanto a missão –IDE- para qual foi designada.

Intercessão

O caráter cristão é forjado em oração. A igreja cristã do primeiro século mantinha sua comunhão e unidade através da oração (Atos 2. 42). Interceder uns pelos outros é mais do que uma ação altruísta e necessidade que pulsa em um coração fraterno (Filipenses 1.3-5).

O caráter cristão é forjado em oração.

A intercessão da primeira igreja cristã formada em Jerusalém refletia seu entusiasmo, fervor e total dependência do Espírito Santo (At 4.24-31), os crentes não oravam para que a perseguição cessasse, mas para que o Senhor concedesse aos seus servos ousadia para que mediante Sua vontade se operasse sinais e prodígios que evidenciassem a ação de Deus por meio dos eleitos.

“E, tendo orado, moveu-se o lugar em que estavam reunidos; e todos foram cheios do Espírito Santo, e anunciavam com ousadia a palavra de Deus.” Atos 4.31.

Todos os avivamentos registrados ao longo da história iniciaram-se com mobilização de oração e estudo aplicado da Bíblia Sagrada. Um correto entendimento do Novo Testamento depende do comprometimento do cristão com uma vida de oração e meditação na Palavra de Deus (Colossenses 1.9). Somos exortados a interceder uns pelos outros como um corpo unanime que sofre conjuntamente, e consequentemente é honrado (1 Coríntios 12.26-27).

Interceder é um privilegio. O próprio Jesus nós deu o exemplo:

“Pai, aqueles que me deste quero que, onde eu estiver, também eles estejam comigo, para que vejam a minha glória que me deste; porque tu me amaste antes da fundação do mundo.    ” João 17:24.

Portanto interceda pela Igreja perseguida, pelos missionários que estão em países que não permitem a proclamação do Evangelho; ore para que sua igreja local sofra um despertamento espiritual e evangelize seu bairro e cidade através do testemunho de toda comunidade cristã, e que mais cristãos sejam capacitados e que haja recurso financeiro para que mais missionários sejam enviados.

Discipulado

Sal da terra e luz do mundo, discípulo é aquele que reproduz os passos do Mestre. O conhecimento doutrinário é necessário, pois a vida do discípulo deve ser dirigida conforme os princípios da Palavra.

“Cuidar só da doutrina e descuidar da vida produz um racionalismo estéril. Cuidar da vida sem observar a sã doutrina produz um misticismo histérico. Doutrina e vida precisam andar de mãos dadas. A doutrina é a base da vida e a vida é a expressão da doutrina. Não podemos separar o que Deus uniu!” Rev. Hernandes Dias Lopes.

Discípulo é aquele que reproduz os passos do Mestre.

Jesus em seu ministério ensinou seus discípulos; antes de delegar autoridade é necessário instruir. Dietrich Bonhoeffer teólogo e pastor luterano, em seu livro “O Custo do Discipulado”, escreve que: “A graça barata é a pregação do perdão sem arrependimento, é o batismo sem a disciplina de uma congregação, é a Ceia do Senhor sem confissão dos pecados, é a absolvição sem confissão pessoal. A graça barata é a graça sem discipulado, a graça sem a cruz, a graça sem Jesus Cristo vivo, encarnado”. Discipulado é uma ação da igreja que instrui o povo no conhecimento da soberana vontade de Deus. As Escolas Bíblicas Dominicais, grupos de estudos, cultos de doutrina e demais reuniões de ensino e treinamento fortificam a igreja local; uma igreja edificada na Palavra alcança êxito no cumprimento da missão, os discípulos de Cristo têm suas vidas transformadas pelo poder da gloriosa Palavra de Deus.

Estude a Bíblia e outros livros cristãos, não faça apologia à ignorância, o estudo teológico é importante, ele precisa estar alinhado com uma vida de santificação pessoal e piedade cristã.

“Antes crescei na graça e conhecimento de nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo. A ele seja dada a glória, assim agora, como no dia da eternidade. Amém.” 2 Pedro 3:18.

Evangelismo

Todo cristão é um missionário. Ele testemunha por meio de sua vida a regeneração que a graça de Deus operou em seu caráter. As oportunidades para testemunhar do amor de Deus e sua justiça surgem constantemente e devem ser aproveitadas com sabedoria (Tiago 1.5), o Apóstolo Pedro evangelizou através de um sermão quase três mil almas (Atos 2.37-41), Felipe evangelizou um eunuco etíope esclarecendo o comprimento das profecias messiânicas registradas no livro de Isaías em Jesus o Cristo (Atos 8.26-39), muitos cristãos evangelizaram através de seu testemunho de vida (Atos 11.26).

“Quando Jesus diz: “Vinde” – Ele vem nos encontrar. Quando Ele diz: “Ide” – Ele vai conosco.” Walter B. Knight.

 Todo cristão é um missionário.

A igreja evangeliza através de mobilizações social: escolas, cursos profissionalizantes, arrecadação e distribuição de roupas e alimentos são exemplos de excelentes iniciativas; a distribuição de Bíblias e matérias auxiliares de estudo bíblicos evangeliza ao mesmo tempo em que inicia o discipulado.

“De cem homens, um lerá a Bíblia; noventa e nove lerão o cristão.” Dwight L. Moody.

Evangelize com prudência, pessoas não são convencidas com simplismo humano; Deus é quem as chama, o trabalho do evangelista é apenas ser um canal da graça de Deus. Jesus é o Senhor da Seara, os campos estão fartos e prontos para serem ceifados pelos embaixadores do Reino de Deus.

“Não me escolhestes vós a mim, mas eu vos escolhi a vós, e vos nomeei, para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça; a fim de que tudo quanto em meu nome pedirdes ao Pai ele vo-lo conceda.” João 15:16.

FONTE GOSPEL PRIME

 

 

 

 

 

 

,, DISCIPULADO TEMPERANÇA NO FALAR'

 

                                      TEMPERANÇA NO FALAR

 

À semelhança das igrejas de Paulo, a de Tiago era uma igreja do Espírito. Embora nela houvesse cargosformais, como o de presbítero (5:14), não havia um processo de ordenação, nem escolaridade exigida para que o oficialtivesse licença para ensinar e pregar. Por conseguinte, era relativamente fácil que pessoas dotadas de algumahabilidade, mas de motivação mundana, se oferecessem para servir como mestres. (Nossos processos modernos deseminário mais ordenação fazem que a licença para ensinar e pregar exija mais tempo, mas não impedem a motivação errada. Ao contrário, fazem que tal pessoa se torne um elemento mais permanente no seio da igreja). Tais mestresdestituídos de vocação criticavam os demais e formavam "panelinhas" na igreja; outros membros de igreja imitavam-nos, falando mal deles. A reação de Tiago é convocar a igreja para que controle a língua, expondo as marcas doEspírito de Deus, e finalmente denunciando a motivação humana de muitos crentes, na igreja.

 

3:1 Meus irmãos indica o início de uma seção. Não sejais muitos de vós mestres: os mestres eram importantes naigreja (Rm 12:7; l Co 12:28; Ef 4:11-13), mas a igreja também estava sendo prejudicada por falsos mestres (e.g., l Tm 1:7; Tt 1:11; 2 Pe 2:1). Era fácil falsificar o dom do ensino, bastando que o falsário fosse bastante eloquente. Mas era bemcerto que, quando uma pessoa se apresentava "voluntariamente" para ensinar, em vez de ser impelida (Fazer mover, medianteforça propulsora; impulsionar, impulsar, propulsar) pelo Espírito, seus motivos mundanos com toda a certeza se manifestavam em ciúme, contenda ou heresia. Tiago valoriza o ministério, mas percebe que sua atração e poder sociaistornam-no perigoso, e que a pessoa deve ser relutante em investir nele a vida.

O perigo do ministério é, primeiramente, pessoal: receberemos um juízo mais severo. Se cada palavra vã entraráem julgamento, quanto mais as palavras dos que trabalham com palavras? (Mt 12:36) Se os mestres judaicos deverão serjulgados com severidade, quanto mais os mestres cristãos? (Mt 23:1-33); Mc 12:40; Lc 20:47) Um exame dascondenações do falso magistério tanto nos evangelhos como em l e 2 Pedro, e em Judas, demonstram que,semelhantemente ao que diz respeito aos presbíteros (l Tm 3; Tt 1), o modo de viver do mestre é mais importante do quesuas palavras. Os mestres eram primordialmente modelos e, em segundo plano, instrutores in­telectuais. Ao reivindicar aposição de mestres, colocavam sua vida e suas palavras sob a égide de Deus, que os responsabilizaria pelo desvio dorebanho, quer mediante a palavra, quer mediante o exemplo.

 

3:2 O perigo aumenta muito pelo fato de que todos tropeçamos em muitas coisas. Tiago menciona umprovérbio que significa que os cristãos não apenas pecam com frequência, mas também pecam de muitas maneirasdiferentes. Esta verdade é reconhecida por toda a Escritura: 2 Cr 6:36; Jó 4:17-19; Sl 19:3; Pv 20:9; Ec 7:20; Rm 8:46; l Jo 1:8. Dizendo se alguém não tropeça em palavra, Tiago focaliza um pecado especial que o pre­ocupa: a línguasolta. A necessidade de controlar a língua era bem conhecida no judaísmo e no cristianismo (Pv 10:19; 21:23; Ec 5:1; Siraque 19:16; 20:1-7). Tiago salienta aqui, como o fez em 1:26, a importância de controlar a língua, pois afirma arespeito de quem for capaz de domá-la: esse homem é perfeito, e capaz de refrear todo o corpo. Isto significa que talpessoa é madura, tem caráter cristão completo (1:4) e, assim, capacitada a enfrentar todas as provações e tentações, e acontrolar todos os impulsos maus (1:12-15). É como disse "Ben Zoma: Quem é poderoso? Aquele que subjuga suaspaixões". Ou como perguntou "Alexandre da Macedônia aos anciãos do sul: Quem é o herói? Responderam-lhe: Aquele quecontrola suas paixões más (m. Aboth 4: l). Tiago caminha um passo à frente dos rabinos. O controle dos maus impulsosé bom (e Paulo concorda com Tiago, l C 9:24-27), mas os impulsos mais difíceis de controlar são os da língua. Mantenhapura a fala, e o resto será fácil; eis a marca do cristão maduro.      

 

3:3-4 Tiago ilustra sua tese, "controle sua língua e você será capaz de controlar todo o seu ser", mediante uma sériede analogias. Primeiro, ele pensa em cavalos, que são maiores e mais velozes do que os seres humanos. No entanto,quando pomos freios na boca dos cavalos, nós os controlamos: não só a cabeça, mas o animal inteiro é forçado a irpara onde o cavaleiro desejar. Uma segunda analogia é tirada dos navios. Os navios constituíam uma das maioresestruturas que os primitivos cristãos conheceram. Se até um barquinho de pesca impres­sionava, quanto mais um naviomercante em pleno oceano? Mais impressionantes, todavia, eram as forças que o compelem, os ventos capazes de vergarárvores e espalhar as nuvens. Entretanto, a despeito de todo seu tamanho e peso, um leme pequenino, do formato de umalíngua (pequenino pelo menos quando comparado ao tamanho do navio, ou ao poder do vento), movimentado pelo piloto, podia mudar a direção do navio. São dois exemplos impressionantes, ou analogias do adágio: "controle a língua e vocêcontrolará tudo".

De certo modo, Tiago mudou um pouco sua argumentação, enquan­to elaborava suas ilustrações. Ele havia começado dizendo: "Se você puder controlar a língua, você será um gigante espiritual capaz de controlar o resto docorpo". As ilustrações de Tiago são agudas: "Se você controlar a língua, você controla o resto do corpo". Todavia, estamudança permite a Tiago mover-se no sentido de conscientizar-se de que a língua com frequência incita a pessoa a agir:primeiramente, você expressa com palavras uma ideia proibida e, a seguir, você lhe dá expressão física; primeiro, vocêse mete numa conversa lasciva ou numa discussão acalorada e, a seguir, comete adultério ou assassinato. É para essepoder da língua que Tiago se volta agora, mas ambas as ideias, a dificuldade em controlarmos a fala e seu fantásticopoder, estão ativas em sua mente.

 

3:5 Assim também a língua é um pequeno membro, e se gaba de grandes coisas: na verdade a língua épequenina, mas quanta rei­vindicação pode ela fazer como responsável por grandes eventos para o mal, ou para o bem!Com muita frequência os resultados foram malignos, mas a língua gabou-se com o máximo orgulho; o próprio empregodo verbo "gabar-se" leva à memória do leitor as frequentes condenações de Paulo a quaisquer vanglorias, e que sódeveríamos gloriar-nos em Cristo (Rm 1:30; 3:27; 11:18; 2 Co 10:13-16; Ef 2:9). A língua é como um pequeno fogo quepode incendiar um grande bosque; pode tratar-se de um bosque palestino ressecado ao sol de uma longa seca, ou de uma encosta montanhosa do sul do nosso país. Alguém acende uma fogueira, sem cuidados, ou atira um fósforo aceso; a ação é irreversível, porque o fogo primeiro estala, depois ruge, e logo estará devorando alqueires e mais alqueires demadeira, rápido como o vento.

 

3:6 a língua também é fogo: É assim que Tiago começa a traçar quadros quase psicodélicos do mal produzido pelalíngua. À semelhança do fogo, a língua é destrutiva. Basta que nos lembremos da oratória de um Adolf Hitler para quefique sublinhada esta verdade. A língua não é só destrutiva, ela é um mundo de iniquidade; ou, como afirma umatradução alternativa, "um mundo de injustiça". O mundo de injustiça está ocupando seu lugar entre os nossos membros.Ela contamina todo o corpo. O mundo é algo que o cristão em geral considera "lá fora". Tiago aponta para suaprópria boca e diz: "O mundo está aqui dentro". A língua descontrolada é a encarnação e a sede dos impulsos maus docorpo. A língua não se limita em seus efeitos à sua própria área, visto que espalha a iniquidade, ou contamina todo ocorpo. A pessoa inteira é atingida pelo fragor de sua língua. Entretanto, cada palavra vã será julgada (Mt 12:36).

Além do mais, a língua inflama o curso da natureza, e é por sua vez inflamada pelo inferno. O problema arespeito das palavras é que as consequências não param por aí. Os efeitos são seriíssimos. "Paus e pedras podemquebrar meus ossos, mas as palavras não me machucam" é um conceito sem base bíblica. As chamas da línguaincendeiam as paixões: aumentam o furor, inflamam a lascívia. Logo, as palavras, quer sejam um diálogo íntimo, nãoouvido aqui fora, pois não houve fala, quer sejam pronunciadas, transformam-se em ação. As emoções, o raciocínio, ocorpo todo se envolve incontrolavelmente. E qual foi a origem desse incêndio destruidor? O próprio inferno! É ali queestá a prisão de Satanás e seus demónios. Aquela discussão teria sido inspirada pelo Espírito de Deus? Não. Foi inspirada pelo diabo. As chamas do ódio, do preconceito, do ciúme, da inveja e da calúnia projetam-se do lago de fogo.

 

3:7-8 Tendo pronunciado uns conceitos pesados a respeito da língua, Tiago se empenha agora em comprovar suatese com minúcias. Seu principal quesito é que a língua, isto é, a palavra humana, é desesperadamente perversa. Tiago inicia com uma analogia da natureza: Toda espécie de feras, de aves, de répteis e de animais do mar se doma, e tem sido domada pelo género humano. O argumento de Tiago não é científico. Não lhe interessaria saber que ninguémhavia ainda conseguido domar o rinoceronte, e que em seus dias ainda não haviam chegado notícias sobre tubarõesassassinos; tampouco está Tiago interessado em saber se determinado animal foi totalmente domesti­cado. Basta lhesaber que felinos e grandes macacos ficam sob total controle humano. Isto é verdade, quer se trate do prisioneiro quedomestica um camundongo ou um rato, em sua cela, quer se trate do dono de um elefante que transporta um príncipeindiano, ou o encantador de serpentes na praça, ou o passarinheiro cujas aves lhe obedecem o comando. Tudo isto jáera conhecido no passado (tem sido domada), mas não pertence a certa idade de ouro, meio esquecida— trata-se deexperiência do presente também (se doma). Além de tudo, o conceito aplica-se às quatro principais categorias de vidaanimal: feras (i.e., mamíferos), aves, de répteis (inclusive anfíbios) e animais do mar.

Entretanto, que contraste quando avaliamos a língua! a língua, ne­nhum homem a pode domar. O problema decontrolar a língua entrava numa espécie de ditado popular das culturas hebraica e grega. Tiago não precisava provar averdade dessa máxima. Não tinham seus ouvintes dezenas e dezenas de coisas que gostariam de "desdizer" ou muitaspalavras que haviam pronunciado erroneamente? Não haviam apren­dido dezenas de provérbios que talvez pudessem ajudá-los? "Há alguns cujas palavras são como pontas de espadas, mas a língua dos sábios é saúde" (Pv 12:18). "O queguarda a sua boca preserva a sua alma, mas o que muito abre os seus lábios tem perturbação" (Pv 13:3). Certamente aspalavras de Tiago não precisam ser comprovadas perante pessoas honestas.

Em vez de deixar-se domesticar, a língua é mal incontido. É como Hermas diria, mais tarde: "A difamação é ummal; é demónio que não sossega, nunca tem paz, mas habita na dissensão" (Mandate 2.3). Em contraste, Deus éperfeitamente uniforme no pensamento, estável e tem paz, "pois Deus não é Deus de confusão, senão de paz" (l Co 14:33). Entretanto, nossa fala constantemente se caracteriza pela instabilidade; a pessoa crê que controla sua língua, masnum certo momento de descuido, deixa escapar uma palavra ferina ou difamatória. Algumas características dos demóniossão a incapacidade de auto-controlar-se, a ausência de descanso, a instabilidade — as mesmas da língua, como Tiago logodemonstrará (3:16).

Além de tudo, a língua está cheia de peçonha mortal. Com isso concorda o salmista: "Aguçam a língua como aserpente; o veneno das víboras está debaixo dos seus lábios" (Sl 140:3). Essa com­paração com as serpentes era bastantedifundida na literatura judaica, talvez porque a língua se parece um pouco com uma serpente, talvez porque as víboras matemcom a boca e talvez porque, no Éden, foi a serpente que enganou nossos primeiros pais com palavras melífluas (Que fluicomo o mel, ou deita mel.). Não há evidência de que Tiago esteja na dependência de alguma passagem bíblica particular;ele está apenas afirmando que as palavras jamais são inofensivas; são perigosas e mortíferas como veneno, se não forem controladas. Esta é a resposta de Tiago à tendência moderna de considerar as palavras destituídas de importância e muitobaratas.

 

3:9 Tendo declarado a perversidade da língua e a dificuldade em controlá-la, Tiago nos dá a seguir alguns exemplosconcretos sobre sua natureza incontrolável. Em primeiro lugar, com ela bendizemos ao Senhor e Pai. Todos os leitores hão de concordar com Tiago. Dar graças a Deus, agradecer-lhe a bondade, fazia parte do culto litúrgico de todo judeu e cristão: entoavam salmos (a que chamavam salmos de louvor) como Sl 31:21 ou 103:1,2; levantavam orações matutinas e vespertinas emque davam graças a Deus pela proteção durante a noite e pelas bênçãos do dia (as orações de At 2:42); e havia osdevocionais antes de cada refeição: "Bendito sejas tu, ó Senhor Deus de nossos pais, que nos dás do fruto da terra..."

Infelizmente, a língua também é usada para amaldiçoar: com ela amaldiçoamos os homens. Há abundantes passagensbíblicas com mal­dições, embora a Bíblia imponha limites à maldição e não nos deixe tranquilos no que lhe diz respeito: Gn 9:25; 49:7; Jz 9:20; Provérbios 11:26. As maldições eram comuns porque, à semelhança das bênçãos, não só davam vazão àsemoções como também influíam de verdade sobre as pessoas e as coisas a que se destinavam. Embora Paulo proíba amaldição feita a esmo (Rm 12:14), na prática o apóstolo pronunciava palavras duras, à guisa de maldições (l Co 5:1; 16:22; Gl 1:8). A carta de Judas é, praticamente, uma longa maldição contra os hereges. Entretanto, estas maldições de caráter maisformal sobre pessoas que praticam certos tipos de mal dificilmente seriam maldições oriundas do ódio, do ciúme, darivalidade, jamais são usadas como arma a fim de separar ou rejeitar grupos, dentro da igreja, quando há lutas partidárias, e menos ainda constituem maldições irrefletidas de alguém que se viu prejudicado pessoalmente.

Tiago aponta a incoerência da maldição a esmo, ao acrescentar feitos à semelhança de Deus. Embora umpronunciamento de Jesus que proíbe que se amaldiçoe pudesse ter sido a base emocional mais profunda (e.g., Lc 6:28), Tiago prefere utilizar este argumento teológico a fim de salientar a incoerência da maldição. O Antigo Testamentorefere-se às pessoas humanas como feitas à semelhança de Deus (Gn 1:26), e utiliza esse fato para comprovar a se­riedade do ato de destruir essa semelhança (Gn 9:6). Até mesmo o mais depravado ser humano retém a semelhança deDeus, a qual se entendia, segundo o pensamento bíblico, representava a pessoa toda. Bendizer a Deus, ou a eleagradecer e, a seguir, voltar-lhe as costas e maldizer sua imagem e semelhança é o mesmo que engran­decer um rei, emsua presença, e a seguir esmagar a cabeça de sua estátua, à saída do palácio real. Na melhor das hipóteses, é umaincoerência de comportamento; na raiz desse mal está o ódio ve­emente, incontrolável, sem nenhum vestígio dearrependimento, dentro dessa pessoa, que não se atreve a atirá-lo contra Deus, mas desabafa-o sobre as pessoas.Entretanto, Tiago reconhece, cheio de simpatia, a natureza instável das pessoas e identifica-se com elas, ao usar o verbona primeira pessoa do plural (nós), não porque ele aceite essa realidade como apropriada, mas porque procura conduzir aspessoas ao arre­pendimento e mostrar-lhe um caminho melhor (3:13-18).

 

3:10 O problema óbvio aqui é a inconstância da palavra falada: Da mesma boca procedem bênção emaldição. Meus irmãos, não convém que isto seja assim. O problema não é tanto o de bênção, ou de maldição em si— a pessoa poderia, por exemplo, amaldiçoar o pecado muito adequadamente: "Que todos os pensamentos odiosos quequerem invadir minha mente sejam enterrados nas profundezas do inferno!". O problema é que tanto a maldição quantoa bênção dirigem-se ao mesmo objeto: Deus, e a pessoa feita à imagem de Deus. Isso demonstra duplicidade depensamento e, portanto, pecado. É especificamente essa duplicidade de linguagem (a pessoa "fala com línguabifurcada", segundo o velho ditado), que a tradição bíblica rejeita (e.g., Sl 62:4). Esta rejeição foi efetuada mais tarde, no judaísmo, (o livro apócrifo de Siraque 5:19 fala do "pecador de língua dobre") e no cristianismo (e.g., Didaquê 2:4, "Não tenhas mente dobre nem tenhas duplicidade de língua, visto que a língua dúplice é armadilha mortífera").Portanto, Tiago dá prosseguimento ao mesmo tema que mencionara em 1:8 e 4:8 — duplicidade, inconstância einstabilidade são sinais do impulso mau, e não devem ser tolerados. O cristão é chamado para desarraigar todas essastendências e chegar à singeleza e à sinceridade de coração.

 

3:11-12 Tiago conclui sua argumentação com mais algumas ana­logias da natureza: Pode uma fonte de águasalgada dar água doce? Aqui está uma verdade infelizmente comum por todo o Mediterrâneo, quer no vale do Lico (Ap 3:15-16 refere-se ao suprimento de água da região), quer em Mara, no Sinai (Êx 15:23-25), quer no vale do Jordão, ondea água cai em cascatas do alto das rochas, dando uma aparência de boas-vindas ao viajante, até que este descubra tratar-se deáguas amargas. Por que os seres humanos tentam fazer o que a natureza não faz? A analogia entre o produto de umafonte aquática e o da boca humana é bem apropriada.

Em segundo lugar, meus irmãos, acaso pode uma figueira produzir azeitonas, ou uma videira figos? Mais umavez a analogia é bem apro­priada. Nenhuma árvore produz duas espécies de fruto. Cada árvore produz segundo sua natureza. Écontrário à natureza o ser humano tentar fazer o que a natureza não faz. Entretanto, pode ser que Tiago esteja querendo dizeralgo mais, visto que Jesus utilizou ilustração semelhante (Mt 7:16-20; Lc 6:43-45; Mt 12:33-35), mas esta analogiarelaciona-se a frutos bons e frutos maus, e ao julgamento de uma planta segundo o fruto que produz. Estaria Tiago sugerindo que o fruto mau (a maldição) revela a natureza da pessoa?

A terceira analogia confirma essa suspeita: Tampouco pode uma fonte de água salgada dar água doce.Tiago mudou sua analogia. Agora, a fonte é decididamente má, de água salgada, mas tenta produzir água doce. Isso éimpossível. O mal dentro da pessoa produz uma "inspiração" frequentemente bem escondida, mas as "maldições" (crí­ticamaldosa, calúnia, comentários negativos), misturadas com palavras piedosas, demonstram a verdadeira fonte de inspiração.O mestre ou os cristãos vindicam o Espírito de Deus, ou a sabedoria de Deus; mas há verdade nisso? Não há verdadequando a linguagem da pessoa revela que esta é uma fonte de água salgada que finge ser doce.

Havendo sustentado o perigo inerente à língua e a necessidade de pureza no falar, Tiago move-se agora para aretaguarda das palavras, e vai tratar das motivações por trás dessas palavras. Esta seção procura olhar para dois lados. Emcerto sentido, olha para trás, para os mestres de 3:1 e para os problemas reais que sublinham a palavra impura, de modogeral. Noutro sentido, trata-se de ponte entre a discussão teórica de 3:1-13 e a denúncia dos problemas da comunidade, de 4:1-12. Assim como houve dois nascimentos, e duas inspirações em 1:12-18, há duas "sabedorias" e dois Espíritos, aqui.

 

 

JHON DAVIS DICIOONARIO

 

 

 

 

DISCIPULADO "ALICERÇADOS EM CRISTO'

 

Parábola das duas casas (Mt 7:21-28)

 

Nessa parte do discurso do Se­nhor, ele fala de sua própria divin­dade —"Senhor, Senhor" (Mt 7:21; Jo 13:13)— e, como divino, exige a nos­sa obediência irrestrita. Dizer que ele é o Senhor e não reconhecê-lo de fato como tal, dentro de si, impedirá que Cristo o reconheça tanto agora como em sua vinda. Isso sabemos com certeza que ele realmente conhece os que são seus (2Tm 2:19). Ao terminar o seu discurso, Jesus disse: "Portanto todo aquele que ouve essas minhas palavras, e as pratica, será semelhante ao homem prudente". Então prossegue e refere-se ao que esse homem obediente, astuto e prudente faz. Constrói a sua casa, toda a sua vida, sobre as rochas do verdadeiro discipulado, uma submissão genuína a Cristo. O homem desobediente constrói de maneira diferente.

 

Rocha por fundamento. Cristo, ele próprio, é a Rocha sobre a qual construímos. "Sobre esta pedra", i.e., sobre a sua divindade que Pedro con­fessara, "edificarei a minha igreja" (Mt 16:18; Dt 32; Sl 18:2,46; 1Co 3:10,11; Sl 46:1,2). Esse salmo tem sido chamado a Canção da casa sobre a rocha, que não temia quando vinham as tormentas. Por toda a parábola que estamos analisando, Cristo ensina a importância do fa­zer tanto quanto doouvir. Em sua descrição dos dois construtores, dei­xou claro que foram julgados, não pelo cuidado que tiveram ao cons­truir suas casas, mas pelo funda­mento sobre o qual elas estavam. Ele ilustrou de forma notável a impor­tância do fundamento ao edificarmos a vida. Se desejarmos construir man­sões mais imponentes para a alma, os fundamentos devem ser cuidado­samente escolhidos.

 

A interpretação da parábola, sem dúvida, sugerida pela arquitetura que estava ao redor deles, está rela­cionada com "o material em geral de uma vida cristã externa", uma vida que se apóia e está arraigada em tudo o que o Senhor é: em si mesmo. É somente pela nossa união com Cristo, a Rocha, que podemos con­seguir a firmeza da parede, sem a qual até mesmo os nossos objetivos mais firmes serão como areia move­diça. Temos segurança eterna, se for­mos edificados sobre aquela funda­ção a respeito da qual Deus disse: "Vede, assentei em Sião uma pedra, uma pedra já provada, pedra preci­osa de esquina, que está bem firme e fundada" (Is 28:16). Lucas refere-se ao construtor sábio, dizendo que ele "cavou, e abriu bem fundo, e lan­çou os alicerces sobre a rocha" (Lc 6:48). O caro Benjamin Keach diz o seguinte sobre o cavar fundo: "A alma do crente cava fundo, pene­trando na natureza de Deus, para descobrir qual o tipo de justiça em que achará alívio e se harmonizará com a justiça e a infinita santidade de Deus".

 

Areia por fundamento. Cristo sa­bia que os estrangeiros, os quais vi­nham à Galiléia para construir, eram atraídos para um solo de areia, já pronto para ser usado, não para a rocha dura e enrugada do local. Mas, quando vinha o tempo das chuvas fortes, só restava ao construtor um monte de ruínas. O que uma funda­ção arenosa representa? Denota um fundamento frouxo, o ato de profes­sar a religião de forma vazia, mera religião externa. Ellicott comenta que a "areia" explica "os sentimen­tos inconstantes e incertos de alguns homens (os 'insensatos' da parábo­la), o único solo sobre o qual agem —amam ser louvados, são fiéis aos costumes e assim por diante". A se­gunda casa, embora muito impressionante, não tem fundação e, por­tanto, está condenada à destruição. Que grande diferença nosso Senhor retrata aqui! Como estão em perigo os homens cujas decisões não se ba­seiam na ajuda de Deus, encontra­da pela oração; cujas alegrias não são baseadas na confiança do amor de Deus; cuja confiança não é baseada na presença revelada de Deus; cujas virtudes não têm raízes; cuja bondade não tem motivação; cuja esperan­ça não tem fundamento! A casa de tal homem está simplesmente com as suas partes ligadas umas às ou­tras, e pode cair a qualquer momen­to. Os fariseus do tempo de Cristo construíram suas esperanças em bênçãos e privilégios externos: "Te­mos Abraão por pai" (Lc 3:8; Jo 8:33). Mas o coração deles estava distante da Rocha de sua salvação, e Cristo teve de dizer-lhes que o diabo é que era o pai deles, não Abraão.

 

Edificadores. Nosso Senhor usa edificadores "prudentes" e "insensa­tos" para se referir a duas classes de pessoas, por meio da imagem natu­ral da construção de uma casa. Po­demos entender pelo quadro nítido que ele desenhou ambas as casas: atraentes e sólidas; mas Jesus reve­la a firmeza delas. O material usado e o processo de construção estavam corretos quando foram erguidas, e ambas pareciam no prumo certo, firmes e fortes.

 

A vida não é mais que "construir o caráter, os hábitos, as lembranças, as expectativas, tanto de fortalezas como de fraquezas; ao construirmos a casa da vida, adicionamos uma coi­sa sobre a outra, como se fosse pedra sobre pedra. Nosso desejo é que a construamos de forma segura". Há boas pessoas, que não são do Senhor, que constroem bem e acham que suas casas estão edificadas bem e sabiamente sobre o dinheiro, os ami­gos, a saúde, o sucesso nos negócios —todas essas coisas são louváveis em si mesmas, mas são desastrosas, se não forem alicerçadas sobre a Rocha. Mas há outros que constroem de maneira diferente, "aumen­tando diariamente o seu poder em servir, o seu conhecimento de Deus, as suas vitórias sobre os seus defei­tos, as suas alegrias e esperanças, até que suas vidas se tornem um palácio digno para Deus habitar".

 

Elementos do teste. As chuvas torrenciais, as inundações e os furacões do Oriente causam muitos danos às casas de aparência fortes, destruin­do as não solidamente construídas —essa foi uma ilustração que nosso Senhor usou com muita proprieda­de. "Desceu a chuva" Jesus compara aos momentos de prova apavorantes, às forças concentradas de uma chu­va torrencial que ameaça o telhado da casa. Como dá medo a chuva que cai, seguida de uma ventania!. "Transbordaram os rios", e essas tor­rentes tempestuosas podem corroer as paredes por baixo. "Sopraram os ventos", e esses ventos impetuosos como de furacão ameaçam os lados da casa.

 

Essas forças naturais aliadas fa­zem lembrar que o sol de verão nem sempre brilha. Não faz diferença se somos "prudentes" ou "insensatos", todos temos tensões, aflições, decep­ções, perdas, tentações, temores e pensamos sobre a morte e a vida no além. Ellicott diz: "O vento, chuva e as inundações não dão folga para a interpretação individual, a não ser que se use um detalhismo exagera­do. Esses elementos representam coletivamente as violências da per­seguição, do sofrimento e das tentações, sob as quais tudo, exceto a vida que repousa sobre a verdadeira fun­dação, cederá".

 

Um toque dramático é acrescen­tado ao desastre que sobreveio à casa construída sobre a fundação de areia —"E foi grande a sua queda". Com essas palavras lamentáveis, Cristo adverte a que evitemos destino semelhante. Como deve ter sido im­pressionante essa imagem de terrí­vel ruína para os que o ouviam, pois estavam acostumados à ferocidade das tempestades do Oriente, e como repentinos e absolutamente varriam tudo à sua frente que não estivesse firme! Não é de admirar que, quan­do Jesus terminou o discurso parabólico, as pessoas estavam maravi­lhadas com a singularidade e auto­ridade de suas palavras. "A consci­ência de ser a autoridade divina como legislador, comentarista e juiz brilhavam por sua mensagem, de tal forma que o ensino dos escribas fi­cou reduzido a nada mais que salivação debaixo de tanta luz." Os escribas eram meramente varejistas daquilo que outros haviam dito. Quando falamos do que sabemos, porque já experimentamos algo em nosso coração, então também, como o Mestre, falamos com autoridade.

 

Os construtores insensatos deve­riam prestar atenção à advertência de Jesus, e construir novamente, agora sobre uma fundação sólida, i.e., nele (1Co 3:11). Antes que uma perda final e irreparável lhes sobrevenha, serão sábios para reconhecer a sua absoluta impotência uma vez separados da graça, construindo so­bre a única fundação segura, do ar­rependimento e da fé, em tudo o que Deus prove para a sua redenção.

 

 

Bibliografia H. Lockyer,COMENTARIO BIBLICO NOVO TESTAMENTO

Uma parábola ilustrativa (7:24-27)

 

Qual pode ser a utilidade do fervor religioso, se o indivíduo não se encontra com Cristo por seu intermédio? Nenhuma, responde o evangelista. Isso ele ilustra com a parábola dos dois alicerces. A religião, por si mesma, se é símplice, não pode servir de alicerce sólido. A nossa conduta moral, o nosso misticismo, as nossas orações, os nossos estudos, a nossa meditação, o uso que fizermos dos dons espirituais, tudo deve conduzir-nos a Cristo, pois, do contrário, nada serão.

 

7:24  Todo aquele, pois, que ouve estas minhas palavras e as põe em prática, será comparado a um homem prudente, que edificou a sua casa sobre a rocha.

 

(Lc 6:46-49). ALGUNS dos antigos códigos legais (Lv 26:3-45; Dt 28:3-6, 16-19) terminavam com bênçãos e maldições. Ideias similares são apresentadas em Aboth R. Nathan: «O homem que tem obras e que aprendeu muito da Torah, com o que pode ser comparado? Ao homem que edifica embaixo com pedras, e em cima com tijolos; e quando muita água cerca o edifício, as pedras não se abalam nem são tiradas de seu lugar. Porém, o homem que não tem boas obras e nem aprendeu a Torah, com quem pode ser comparado? Ao homem que constrói primeiramente com tijolos, e em cima com pedras, e quando chega até mesmo uma correnteza pequena, as pedras imediatamente caem».

 

Jesus usa aqui uma ilustração que também pode ser encontrada nos escritos dos judeus. Essa ilustração poderia ter sido muito instrutiva para uma audiência oriental, afeita às—tempestades características—da região: violentas, repentinas, que às vezes provocavam grande destruição. Chuva no telhado, um rio nos alicerces, vento nas janelas, exigiam uma construção firme, com bons alicerces.

 

«Ouve estas minhas palavras». Jesus faz aqui *a aplicação* do sermão. Esta seção (vss. 24-27) é o epílogo do sermão. Provavelmente Jesus usou essas palavras em outras circunstâncias, noutros sermões, para mostrar a necessidade que o povo tinha de receber o Cristo do reino. Diversos indícios mostram que ele não se referiu só ao reino literal, sobre a terra, o reino político, mas também aludiu ao reino dos céus, à salvação, ao destino dos seres humanos. Para que alguém alcance esse destino e o reino dos céus, os lugares celestiais, é mister que ouça e pratique as palavras do Rei.

 

«Ouve... pratica». Esses dois aspectos sempre andam juntos (ver Tg 1:22-25). Nesse ponto é que falhavam os falsos profetas. É o que os discípulos falsos apenas fingiam fazer. E é isso que os discípulos autênticos devem fazer.

 

«Homem prudente». O homem sem bom senso se deixaria impressionar pelo terreno nivelado, sem rochas, que não precisasse de preparo, como se já estivesse pronto para receber a construção. Mas a areia é traiçoeira. Em contraste, o prudente pensaria no futuro, nos ventos, nas inundações. Escolheria terreno pedregoso, apesar de tal terreno requerer muito preparo e trabalho, para que a casa começasse a ser edificada. Este homem prudente simboliza os que ouvem e praticam os ensinos de Jesus. Não faltariam a tal homem as tempestades e os períodos de dificuldade, mas no fim o resultado justificaria sua decisão na escolha do terreno. Esse é o homem que considera bem o ensino, aprende-o e torna-o regra de vida.

 

«Sua casa». Não visava a ostentação, mas tinha por finalidade ficar firme, em meio às tempestades. A casa é o símbolo da vida. A vida deve ser edificada com bom senso, considerando o futuro, e não apenas o presente, de acordo com os princípios ditados por aquele que dá a vida e a sustenta. A vida física deve ser usada para obter e desenvolver a vida eterna.

 

«rocha». Provavelmente Jesus se refere a si mesmo e aos seus discípulos verdadeiros. A alusão é à terra rochosa, pedregosa, que serve de bom alicerce para as edificações. Mas, na aplicação simbólica dessas palavras, não há que duvidar que Jesus falou de si mesmo. Jesus é quem tem as palavras da vida eterna, porquanto ele é o pioneiro e o consumador da fé, o caminho e a vida (Jo 14:6). Portanto, ele é a rocha (I Co 10:4; II Sm 22:2; Sl 23:3; 28:1; 30:3; Is 26:4; I Co 3:11). O ensino é que a vida deve estar—inteiramente—vinculada, edificada e envolta em Cristo.

 

7:25  E desceu a chuva, correram as torrentes, sopraram os ventos, e bateram com ímpeto contra aquela casa; contudo não caiu, porque estava fundada sobre a rocha.

 

«VENTOS», «chuvas», «rios», isto é, «turbulência» por cima, ao redor e por baixo dos alicerces. Diversos intérpretes fazem desses símbolos de turbulência, comparações com as tentações, com os «dolores Messiae», com as perseguições, com as heresias na igreja, etc. Outros ensinam que estão subentendidas três provas diversas, como: 1. Chuva: as aflições temporais; 2. rio: as provas que resultam do maltrato por parte de outros homens; 3. vento: as tentações e as provas que se originam em Satanás ou nos demônios. Provavelmente Jesus falou em termos gerais, que incluem essas ideias, mas sem fazer referência exata ou intencional a essas coisas.

 

«não caiu». Os pais da igreja aplicavam essas palavras—à própria igreja, como edifício de Cristo, e nisso encontravam o cumprimento de suas palavras: «Edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela» (Mt 16:18). Isso é verdade, sendo possível que esteja subentendido nas palavras de Jesus, mas a principal interpretação é a da vida individual. As pessoas que realmente têm a Cristo como fundamento e edificam uma vida de discipulado autêntico sobre ele, alcançarão o destino desta vida.

 

7:26  Mas todo aquele que ouve estas minhas palavras, e não as põe em prática, será comparado a um homem insensato, que edificou a sua casa sobre a areia.

 

«OUVE... não pratica... casa sobre a areia». Nota-se que realmente a ideia principal não é a de dois fundamentos, porque a areia não é fundamento. Aquele que edifica sobre a areia não tem alicerce algum; ignora essa necessidade. A experiência humana mostra que muitos se alicerçam em coisas sem a aprovação de Deus, e muitos outros não têm base de espécie alguma. Ambos os tipos ignoram a maior necessidade, o alicerce na rocha. Os cães e os porcos do vs. 6 exemplificam aqueles que não têm alicerce. Os fariseus (os hipócritas de 6:5 e de outros versículos), os falsos profetas (dos vss. 15-20), os discípulos e autoridades falsas (dos vss. 21-23), são exemplos de pessoas com alicerces falsos. Todos esses são «insensatos». Essa palavra é dura, pois é palavra que Jesus proibiu de ser aplicada aos outros (Mt 5:22). O seu—sentido principal—é embotado, pesado, estúpido. Era termo empregado para dar a entender uma comida sem sabor. Todos esses sentidos podem ser aplicados à alma e à mente do homem que ouve mas não pratica os ensinos de Jesus.

 

7:27  E desceu a chuva, correram as torrentes, sopraram os ventos, e bateram com ímpeto contra aquela casa, e ela caiu; e grande foi a sua queda.

 

NOTEMOS que este pode passar pelas primeiras provas do primeiro homem, mas com resultado diferente. «Sendo grande a sua ruína».Jesus deixa novamente subentendido o juízo, a perda do destino da vida, a razão mesma da existência.

 

Lemos que ocasionalmente, durante a seca do ano, os pescadores erigiam cabanas sobre a areia que secara com a falta de água. Quando, repentinamente, voltavam as chuvas, causando inundações inesperadas, essas cabanas eram destruídas totalmente, num momento. Assim ocorre àquele que ignora o alicerce na rocha. Entre os escritos judaicos encontramos as seguintes palavras do rabinoEleazar, as quais ilustram bem a mensagem sobre os dois fundamentos: «O homem cujo conhecimento excede às suas obras é como a árvore de muitos galhos mas poucas raízes; ao soprar o tufão, tal árvore é arrancada da terra e destruída. Mas aquele que tem mais obras do que conhecimento, com que podemos compará-lo? Ele é como a árvore que tem poucos ramos e muitas raízes; assim sendo, todo o vento dos céus não podem tirá-la do lugar». Outros rabinos empregaram parábolas mais semelhantes às que encontramos neste evangelho de Mateus.

 

 

Bibliografia R. N. Champlin,COMENTARIO DO NOVO TESTAMENTO,1982

 

 

 

 

 

DISCIPULADO 'SAL DA TERRA LUZ DO MUNDO'

 

 

Jesus e os valores do sal e da luz

 

 

Introdução

 

Ao comparar seus discípulos como sal e luz, Jesus os alertava sobre suas responsabilidades e influência perante a sociedade que os observavam como exemplos e os ouviam como fonte de esperança.

 

  1. Jesus e seu discur­so sobre os valores do sal

 

O crente, como o sal da terra e a luz do mundo tem o dever de demonstrar, em todo o lugar, para todos, que tem uma nova vida, um novo proceder, como salvo em Cristo Jesus. Uma das maio­res utilidades do sal é preservar certos alimentos da putrefação. Do mesmo modo, os crentes em Cristo têm a responsabilidade de preservar a sociedade humana da putrefação moral e espiritual.

 

1.1.   Como o sal era visto pelos antigos

 

No Antigo testamento o sal era ingrediente indispensável nos ofí­cios sagrados, era exigido em to­dos os sacrifícios oferecidos no al­tar (Lv 2.13); O sal representava a validade da duração de um pacto (Nm 18.19; 2 Cr 13.5); o sal simboli­zava, para os antigos, a fidelidade. Os orientais até hoje têm o costu­me de ratificar suas promessas através de presentes de sal. O pro­feta Eliseu usou sal para saneamen­to das águas que tornavam a terra improdutiva, simbolizando o poder do sal e sua influência no ato de transformar (2 Rs 2.20-22).

 

1.2.   O sal não cura a cor­rupção, mas influi na sua prevenção

 

O Dr. G. Campbell Morgan, ao referir-se ao sal fez a seguinte co­locação: "O sal não éantisséptico, mas asséptico. Antisséptico é algo contrário ao veneno, capaz de cu­rar. Asséptico é algo destituído de veneno. O sal nunca cura a cor­rupção. Previne a corrupção. Se a carne está contaminada e corrom­pida, o sal não a descontaminará nem purificará; mas o sal ao re­dor impedirá que se espalhe a cor­rupção que, de outro modo, tor­naria a carne contaminada" (Co­mentado por Herbert Lockyer -Todas as parábolas da Bíblia).

 

1.3.   Nem todos podem ser considerados como sal

 

O sal que não impede a putre­fação é insípido, inservível e que perdeu o seu sabor, (Mc 9.49,50). Jesus não chamou crentes para desfrutarem apenas de gracejo so­cial, Ele espera que tenhamos uma vida influenciada por seu ca­ráter e que esse inunde a vida dos pecadores a nossa volta. Nossa vida e palavra devem ser tempe­radas com sal, de sabor agradável, que manifesta uma graça sobre­natural (Cl 4.6).

 

A única esperança da socieda­de é a vinda do Reino de Deus ao coração humano. A vida do crente deve revelar o que Ele é no ín­timo, do mesmo modo que a luz revela o que está oculto pelas tre­vas. Fomos chamados como um povo especial, com a finalidade de mostrar a glória de Deus através de um comportamento exemplar em todas as relações. Em relação ao mundo, teremos que exercer o papel de sal e luz, dar sabor e dissipar as trevas. Em relação à comunidade cris­tã, viver no mais profundo amor e com uma verdadeira unidade, como um corpo sadio e bem tratado. Ser sal da terra é ter sabor agradável de uma vida pura e santa, é crucificar a car­ne com suas paixões, isto é o que Jesus espera de cada um de nós.

 

  1. Jesus afirmou que o sal pode perder seu sabor

 

O sal usado pelos antigos era a gema, e o dos lagos de água sal­gada. Era um sal impuro, que pos­suía sua parte exterior sem sabor, por isso esse sal muitas vezes ti­nha que ser jogado fora, como coisa inútil. Jesus disse que uma vez esgotado esse poder de salgar, a existência do sal fica compro­metida e se perde seu real valor. Pois não prestará mais para nada.

 

2.1.   E se o sal for insípi­do, com que se há de sal­gar?

 

Ninguém fala de sal, de gosto, de tempero, sem falar de uma existência com sabor, alegria, in­citamento, desafio e sem aventu­ra. Quando Jesus nos diz que so­mos o sal da terra, Ele nos afirma que a nossa vida tem que ser a mais saborosamente fantástica que esse mundo já viu, uma vez que ela tem de ter, no seu cerne, um conteúdo de gosto para o desgosto da terra. Somos o paladar de Deus nessa terra insípida, o antídoto para uma existência inteira­mente destituída de sabor.

 

Quando o sal torna-se insípido, vira monturo, não sendo possível diferenciá-lo de um monte qualquer. Para ser sal, tendo sentido e significação, torna-se necessário manter o conteúdo imaculado. A diferença está relacionada com as demais di­mensões da vida, começando com as de natureza mais privada e indo para aquelas mais públicas. O que estará pesando na balança será o nosso caráter, o espírito de justiça, de verdade, de bondade, que se tra­duz em comportamento bondoso, que jamais se torna frouxo, e de uma liberalidade humana que ja­mais se torna libertina, mas que mantém um conteúdo de verdade, a qual não se transforma num "justicismo" executor, mas de uma ver­dade vivida em amor.

 

2.2.   Sal que não tempe­ra só presta para se jo­gado fora

 

Jesus afirmou que o sal que per­de sua virtude ou qualidade não tem mais razão de existir (Mc 9.49,50; Ef 4.29). O sal pode conser­var sua aparência de sal, mas não seu caráter que será transformado noutra substância. Estamos na era dos genéricos, onde tudo tem a mes­ma fórmula, porém não é o origi­nal. Conhecemos igrejas genéricas que pregam um evangelho gene-

rico para crentes genéricos. Tudo se tornou uma questão de preço.

 

2.3.   O sal não pode ter apenas aparência tem que agir

 

O que será que as pessoas esperam de nós? Será que as pessoas querem seguir heróis fracassados? Que motivo leva­ria uma dona de casa a ter sal em sua despensa se soubesse que ele não teria utilidade? Se de algum modo algumas pes­soas perderam a credibilidade e fracassaram é porque não se deram conta de que tinham uma responsabilidade a cum­prir e um nome para zelar, que é o do Senhor Jesus Cristo.

 

Ser sal da terra, nesse con­texto, significa ser gente para os desumanizados; significa trazer esperança de Deus àqueles cujos horizontes são limitados. Há pessoas que vi­vem uma vida tão limitada que não conseguem perceber que um dia nasceram e que um dia vão morrer. Mas há pessoas que nem lembram que nasceram e que um dia vão morrer, até que vem Jesus in­vadindo tais vidas, ajudan­do-as a olhar para trás e di­zer: "Eu nasci para um pro­pósito". O que Jesus queria que entendêssemos é que sen­do Seus representantes aqui na terra, fomos gerados com o mesmo propósito.

 

  1. Jesus destacou as fundamentais importâncias do sal

 

Jesus conhecia o valor do sal quando afirmou: "Bom é o sal, mas, se o sal se tornar insípido, com o que se há de salgar? Ten­de sal em vós mesmos e paz uns com os outros". A Palavra de Deus firma que o sal que se tor­na insípido perde três coisa prin­cipais: 1) perde o sabor: "Se o sal for insípido com o que se há de salgar?"; 2) perde o seu valor: "Para nada mais presta"; 3) per­de o seu lugar: "Para se lançar fora" (Mt 5.13).

 

3.1.   O sal preserva

 

Este mundo ainda existe por­que, apesar de sua degeneração, a Igreja, formada pelos crentes, está preservando o que resta de saúde moral e espiritual no mun­do. Quando a Igreja for retirada da terra, a podridão tomará con­ta dos povos sem Deus, levando-os a decomposição final, que os levará ao Inferno, (2 Ts 1.9).

 

Deveria haver um silêncio em muitas conversas, quando da nossa chegada. Ser sal é ser san­to, é ser diferente e contagiante. Sendo nós uma luz, algumas pes­soas deveriam ser impactadas ao ponto de se sentirem reprovadas e perdidas. Conta-se que Charles Finney ao passar de trem por uma determinada cidade, a unção que estava em sua vida comoveu os homens que bebiam em um bar. Atônitos, eles correram até uma igreja, onde chorando copiosamente, entregaram suas vidas ao Senhor. Ele apenas passou de trem.

 

3.2.   O sal é valioso e importante

 

O sal preserva e dá sabor sem aparecer. Quando o sal aparece pelo excesso ninguém o suporta. O dis­curso do crente sal é o mesmo de João Batista: "Que Ele cresça e eu diminua" (Jo 3.30). Sal em excesso representa o fanatismo religioso, que em vez de dar sabor afugenta as pessoas, (Mt 23.13). São os liberalistas que se acomodam com mundanismo, dizendo que nada é peca­do. Ser sal é ser equilibrado (Cl 4.6).

 

3.3.   O sal deve atender a uma expectativa divina

 

Jesus deixou muito claro que o sal existe para atender a uma expectativa. Ele disse: "Com que se há de salgar". É impossível acreditar que pessoas regenera­das e nascidas, outra vez, não compreendam o valor de sua exis­tência. Uma nova vida deve ser revestida de novas atitudes, deve produzir impacto, pois nada no evangelho é estático, tudo é di­nâmico. Falando aos romanos, Paulo disse que até a natureza espera que saiamos dessa prisão chamada inércia, (Rm 8.19).

 

Uma coisa que tem sido obser­vada e criticada entre as pessoas em nossos dias é o farisaísmo cris­tão. Pessoas que vivem apenas de aparência, que todos os vêem como sal, mas são inúteis e improduti­vos. Um belo exemplo é Ló. A Bíblia o chama de Justo, mas era um tipo de justo que nadainfluenciou, que teve sua luz apagada e que ainda deu trabalho na hora de se salvar, pois estava atrapalhando o serviço dos anjos (Gn 19.15, 16, 22). Sua esposa representa o sal que para nada mais presta, apenas para ser pisado pelos homens.

 

  1. Jesus afirmou que seus discípulos eram a luz do mundo

 

O mundo vive constantemente sob o domínio das trevas, o deus deste século cegou "os entendimen­tos" dos incrédulos para que não lhes resplandeça a "luz" do evan­gelho da glória de Cristo (2 Co 4.4). Parece incrível, mas Jesus nos com­parou com uma qualidade ineren­te de Si mesmo, pois Ele é a luz do mundo (Jo 8.12). Será que não de­veríamos valorizar tal declaração?

 

4.1.   A luz foi feita para iluminar

 

Jesus disse que não se pode es­conder uma cidade edificada sobre um monte (Mt 5.14). Isto fala de posição de destaque. O monte so­bre o qual estamos edificados é o próprio Cristo e Sua afirmação nos ensina que fomos feitos para brilhar num mundo de trevas (Fp 2.15). A igreja brilha e sua luz alcança os povos que estão distantes, isto fala de unidade e serviço. A cidade está acima e ilumina os que estão em­baixo. Assim como Jesus nos con­feriu o título que tomou para Si mes­mo (Jo 8.12), nos colocou em uma posição elevada para iluminar os habitantes das trevas (Ef 2.6).

 

4.2.   Os crentes são refle­tores, não estrelas

 

Ninguém ouse brilhar além dAquele que é a luz. O crente em Je­sus não tem luz própria. Cristo é a verdadeira estrela (2 Pe 1.19; Ap 22.16). Nele, e em torno dEle, nós vivemos, e recebemos Sua luz. Uma lâmpada precisa de combustível para iluminar determinado local, mas deve sempre ser preenchida, pois sua luz depende inteiramente desse processo. Tem muita gente queimando o pavio e apenas fumaçando, pois o óleo há muito já va­zou e a luz sabe-se lá onde está.

 

4.3.   Sal e luz uma com­binação perfeita

 

Ao comparar seus discípulos como "sal e luz" Jesus falou de coi­sas distintas, mas que combinadas agem de acordo com Seus objeti­vos principais para toda humani­dade. O sal opera internamente na massa com a qual ele entra em con­tato. A luz opera externamente, ir­radiando tudo o que está ao seu al­cance. O sal representa a santificação e a luz à ação provocada pelo ato da mesma. Da mesma manei­ra a luz, deverá cobrir todo o ca­minho de trevas e apresentar-se mostrando os locais manchados pela sujeira do pecado. Jesus con­clui Seu discurso dizendo que as nossas boas obras glorificam o nos­so Pai que está nos céus (Mt 5.16).

 

Uma lâmpada é um corpo escu­ro, não pode irradiar luz se não for acesa. Do mesmo modo não pode­mos deforma alguma dar luz se não tivermos recebido a divina graça e iluminação do Espírito de Deus. A lua é uma luminária, não tem luz própria, ela reflete a luz que vem do sol. O que temos nunca foi nos­so, nós o recebemos. Só poderemos brilhar em virtude de sermos de Cristo. Tolo é aquele que acha que vence por seus próprios esforços.

 

Conclusão

 

 

Disse Jesus: "Mas quem pratica a verdade vem para a luz, a fim de que as suas obras sejam manifestas, porque são feitas em Deus" (Jo 3.21). "nem se acende uma candeia e se coloca debaixo do alquei­re" (Mt 5.15). De outro modo, existem pessoas que se colo­cam debaixo do alqueire do comodismo, da indiferença da falta de fé e da ação. Pessoas que se apagam pela ausência do oxigênio da presença de Deus.

 

 

 

. DISCIPULADO "A OBEDIENCIA A BIBLIA SAGRADA"

 

            A OBEDIÊNCIA À PALAVRA DE DEUS

 

Na Bíblia estão registrados os princípios que Deus estabeleceu para o nosso bem-estar. Uma vez que experimentamos a salvação, Cristo nos chama para uma vida de obediência à sua Palavra. Todos os que o receberam como Salvador, receberam também graça para obedecê-lo. Em Romanos 1.5 lemos: "Pelo qual recebemos a graça e o apostolado, para a obediência da fé entre todas as gentes pelo seu nome." Obedecer a Deus não é algo tão difícil como muitos supõem. Em 1 João 5.3 lemos assim: “Porque este é o amor de Deus: que guardemos os seus mandamentos; e os seus mandamentos não são pesados.”

 

  1. A OBEDIÊNCIA – PROVA DE NOSSA FÉ

 

A obediência à Palavra de Deus é a prova mais clara de nossa fé nele. Como já vimos, só obedece quem tem fé e só fortalecido na fé quem obedece. O resultado da obediência é sempre uma vida repleta de experiências com Deus! Abrir mão de nossa própria vontade é a chave para a maturidade espiritual. A obediência é um dos assuntos principais das Escrituras. Cristo, além de morrer por nossos pecados, também veio para nos ensinar a fazer a vontade de Deus. Sabemos que o pecado de Adão e Eva foi fazer sua própria vontade e isso trouxe toda sorte de adversidades para a humanidade. A obediência de Cristo resultou em nossa salvação. Em Hebreus 5.8,9 lemos assim: “Ainda que era Filho, aprendeu a obediência, por aquilo que padeceu. E, sendo ele consumado, veio a ser a causa da eterna salvação para todos os que lhe obedecem.” à medida que obedecemos vamos compreendendo o plano de Deus para nossa vida.

Para saber exatamente o que Deus requer de nós, devemos saber o que ele nos ordena em sua Palavra. Em salmos 19.9 lemos: “O temor do Senhor é limpo, e permanece eternamente; os juízos do Senhor são verdadeiros e justos juntamente.” Em Salmos 143.10 também lemos: “Ensina-me a fazer a tua vontade, pois és o meu Deus. O teu Espírito é bom; guie-me por terra plana.” “Os mandamentos de Deus não mudaram ao longo dos anos e nem serão alterados de acordo com a cultura, com costumes ou com o avanço da tecnologia. A palavra de Deus é absoluta e eterna.” (Citado por Charles Stanley em “The Charles Stanley LIFE PRINCIPLES BIBLE”/A BÍBLIA PRINCÍPIOS DE VIDA de Charles Stanley p.911)

Temos muitas razões para obedecer a Deus. Em 2 Timóteo 3.14-17 lemos assim: “Tu, porém, permanece naquilo que aprendeste, e de que foste inteirado, sabendo de quem o tens aprendido, e que desde a tua meninice sabes as sagradas Escrituras, que podem fazer-te sábio para a salvação, pela fé que há em Cristo Jesus. Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça; para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra.”

 

  1. A OBEDIÊNCIA E O PRINCÍPIO DA AUTORIDADE

 

1.1 A Autoridade absoluta de Deus

Deus é soberano em tudo. Toda autoridade e poder pertence somente a Ele. Lúcifer foi banido do céu por sua rebeldia em querer usurpar a autoridade exclusiva de Deus. (Is 14.12-14) No Novo Testamento Jesus Cristo, ao ressuscitar dentre os mortos afirmou que toda autoridade lhe foi dada nos céus e na terra. (Mt 28.18-20; veja também Efésios 1.20-22; 4.5,6)

1.2 A autoridade da Bíblia

A Palavra de Deus é autoridade independente se crermos nela ou não. A autoridade de Deus é a verdade e a verdade é o próprio Deus. (Jo 14.6; 1.17; Dt 32.4) Quem não gostaria de ser bem sucedido na vida? Quem não gostaria de estar no caminho certo? Para alcançar esta bênção precisamos crer nela e obedecê-la. Nossa vontade precisa estar alinhada à de Deus. É quando nos submetemos à Palavra que demonstramos o nosso amor a Deus. Cristo afirmou: "Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda esse é o que me ama; e aquele que me ama será amado de meu Pai, e eu o amarei, e me manifestarei a ele." (João 14.21)

 1.3 A autoridade da consciência

A consciência nos capacita a distinguir entre o certo e o errado. Antes de receber a Cristo como Salvador não possuíamos o padrão da verdade completa para que pudéssemos agradar a Deus. Veja só: alguém pode estar ciente de que algo seja o certo, porém isto está errado de acordo com a Palavra. Lendo em Juízes 21.25 observamos que “naqueles dias não havia rei em Israel; porém cada um fazia o que parecia reto aos seus olhos.” Lendo nos capítulos anteriores perceberemos que muito do que foi feito naquela época não estava de acordo com os padrões da Palavra de Deus. Agora uma vez que conhecemos a verdade da Palavra de Deus, a nossa consciência aprova ou reprova o que fazemos porque ela é uma testemunha da verdade que recebemos. (Rm 14.22b)

Veja 5 maneiras bíblicas de lidar com a consciência:

  • Cada um deve julgar a si mesmo. (1 Co 11.31,32)
  • Devemos ter cuidado com o preconceito e o julgamento (1 Co 4.4,5; Rm 14.4; Tg 4.11)
  • Devemos ouvi-la. Deus nos responsabiliza pelos erros. (Tg 4.17)
  • Não devemos exigir algo de alguém que vá contra a sua consciência. (1 Co 8.12; Rm 14.23)
  • Servir a Deus de boa consciência. (At 23.1; 1 Tm 1.5,19; Hb 13.18)
  1. AS AUTORIDADES CONSTITUÍDAS

O que a Bíblia diz sobre as autoridades constituídas? Em Romanos 13.1,2 lemos: “Toda alma esteja sujeita às autoridades superiores; porque não há autoridade que não venha de Deus; e as autoridades que há foram ordenadas por Deus. Por isso quem resiste à autoridade resiste à ordenação de Deus; e os que resistem trarão sobre si mesmos a condenação.” Através deste texto se percebe que toda autoridade é representação da vontade de Deus na terra. Quando honramos e obedecemos às autoridades, estamos honrando e obedecendo diretamente a Deus e a Sua Palavra! Da mesma forma rebelar-se contra as autoridades é seguir o princípio de Satanás, porque ele é o pai de toda rebelião.

A continuação do texto de Romanos 13, a partir do verso 3 diz: “Porque os magistrados não são terror para as boas obras, mas para as más. Queres tu, pois, não temer a autoridade? Faze o bem, e terás louvor dela. Porque ela é ministro de Deus para teu bem. Mas, se fizeres o mal, teme, pois não traz debalde a espada; porque é ministro de Deus, e vingador para castigar o que faz o mal. Portanto é necessário que lhe estejais sujeitos, não somente pelo castigo, mas também pela consciência. Por esta razão também pagais tributos, porque são ministros de Deus, atendendo sempre a isto mesmo. Portanto, dai a cada um o que deveis: a quem tributo, tributo; a quem imposto, imposto; a quem temor, temor; a quem honra, honra.” (Rm 13.3-7) Veja outros textos sobre este assunto:

1 Pedro 2.13-15: “Sujeitai-vos, pois, a toda a ordenação humana por amor do Senhor; quer ao rei, como superior; quer aos governadores, como por ele enviados para castigo dos malfeitores, e para louvor dos que fazem o bem. Porque assim é a vontade de Deus, que, fazendo bem, tapeis a boca à ignorância dos homens insensatos.”

Tito 3.1-3: “Admoesta-os a que se sujeitem aos principados e potestades, que lhes obedeçam, e estejam preparados para toda a boa obra; que a ninguém infamem, nem sejam contenciosos, mas modestos, mostrando toda a mansidão para com todos os homens. Porque também nós éramos noutro tempo insensatos, desobedientes, extraviados, servindo a várias concupiscências e deleites, vivendo em malícia e inveja, odiosos, odiando-nos uns aos outros.”

Devemos orar pelas autoridades:

1 Timóteo 2.1-4: “Admoesto-te, pois, antes de tudo, que se façam deprecações, orações, intercessões, e ações de graças, por todos os homens; pelos reis, e por todos os que estão em eminência, para que tenhamos uma vida quieta e sossegada, em toda a piedade e honestidade; porque isto é bom e agradável diante de Deus nosso Salvador, que quer que todos os homens se salvem, e venham ao conhecimento da verdade.”

  1. AUTORIDADES NA IGREJA

A Bíblia é bem clara em dizer: “E a uns pôs Deus na igreja, primeiramente apóstolos, em segundo lugar profetas, em terceiro doutores, depois milagres, depois dons de curar, socorros, governos, variedades de línguas.” (1 Coríntios 12.28). Em Efésios 4.11-14 lemos também: “E ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e doutores, querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo; até que todos cheguemos à unidade da fé, e ao conhecimento do Filho de Deus, a homem perfeito, à medida da estatura completa de Cristo, para que não sejamos mais meninos inconstantes, levados em roda por todo o vento de doutrina, pelo engano dos homens que com astúcia enganam fraudulosamente.” Veja outros textos sobre este assunto:

1 Tessalonicenses 5.12,13: “E rogamo-vos, irmãos, que reconheçais os que trabalham entre vós e que presidem sobre vós no Senhor, e vos admoestam; E que os tenhais em grande estima e amor, por causa da sua obra. Tende paz entre vós.”

1 Timóteo 5.17: “Os presbíteros que governam bem sejam estimados por dignos de duplicada honra, principalmente os que trabalham na palavra e na doutrina.”

 Hebreus 13.17: “Obedecei a vossos pastores, e sujeitai-vos a eles; porque velam por vossas almas, como aqueles que hão de dar conta delas; para que o façam com alegria e não gemendo, porque isso não vos seria útil.”

Êxodo 22.28: “A Deus não amaldiçoarás, e o príncipe dentre o teu povo não maldirás.”

Observação:

Líderes da igreja não podem criar ensinos fora da Bíblia, isto é rebeldia. Tudo o que é ensinado deve estar na Bíblia e de acordo com o seu ensino geral contido em outras passagens. Nada de textos isolados. Não é a igreja, através de seus líderes, que estabelece o que a Bíblia ensina, é a Bíblia que diz o que deve ser ministrado. (Veja Atos 15) Todos os crentes têm acesso direto à Bíblia, assim podemos saber se o ensino que estamos recebendo está de acordo com a Palavra ou não. (Mt 22.29) A pregação da Palavra deve seguir às regras de interpretação e não a critério particular de qualquer pessoa. (1 Pe 1.20)

  1. AUTORIDADES NA FAMÍLIA

De acordo com as Escrituras o marido é o líder do lar. Em 1 Coríntios 11.3 lemos: “Mas quero que saibais que Cristo é a cabeça de todo o homem, e o homem a cabeça da mulher; e Deus a cabeça de Cristo.” Mais textos sobre este assunto:

 Efésios 5.22-25: (mulher e marido) “Vós, mulheres, sujeitai-vos a vossos maridos, como ao Senhor; porque o marido é a cabeça da mulher, como também Cristo é a cabeça da igreja, sendo ele próprio o salvador do corpo. De sorte que, assim como a igreja está sujeita a Cristo, assim também as mulheres sejam em tudo sujeitas a seus maridos. Vós, maridos, amai vossas mulheres, como também Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela”

Colossenses 3.18: “Vós, mulheres, estai sujeitas a vossos próprios maridos, como convém no Senhor. Vós, maridos, amai a vossas mulheres, e não vos irriteis contra elas.”

Efésios 6.1-3: (filhos e pais)

“Vós, filhos, sede obedientes a vossos pais no Senhor, porque isto é justo. Honra a teu pai e a tua mãe, que é o primeiro mandamento com promessa; para que te vá bem, e vivas muito tempo sobre a terra. E vós, pais, não provoqueis à ira a vossos filhos, mas criai-os na doutrina e admoestação do Senhor.”

Colossenses 3.20, 21: “Vós, filhos, obedecei em tudo a vossos pais, porque isto é agradável ao Senhor.

Vós, pais, não irriteis a vossos filhos, para que não percam o ânimo.”

  1. OUTRAS AUTORIDADES

Os princípios bíblicos da submissão se aplicam a todos os segmentos da sociedade.  Considere os textos abaixo:

Efésios 6.5-8: (empregados e patrões) “Vós, servos, obedecei a vossos senhores segundo a carne, com temor e tremor, na sinceridade de vosso coração, como a Cristo; não servindo à vista, como para agradar aos homens, mas como servos de Cristo, fazendo de coração a vontade de Deus; servindo de boa vontade como ao Senhor, e não como aos homens. Sabendo que cada um receberá do Senhor todo o bem que fizer, seja servo, seja livre.”

Colossenses 3.22-24: “Vós, servos, obedecei em tudo a vossos senhores segundo a carne, não servindo só na aparência, como para agradar aos homens, mas em simplicidade de coração, temendo a Deus. E tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração, como ao Senhor, e não aos homens, sabendo que recebereis do Senhor o galardão da herança, porque a Cristo, o Senhor, servis.”

Tito 2.9,10: “Exorta os servos a que se sujeitem a seus senhores, e em tudo agradem, não contradizendo, não defraudando, antes mostrando toda a boa lealdade, para que em tudo sejam ornamento da doutrina de Deus, nosso Salvador.”

  1. AUTORIDADE DOS IDOSOS

Levítico 19.32: “Diante das cãs te levantarás, e honrarás a face do ancião; e temerás o teu Deus. Eu sou o Senhor.”

1 Pedro 5.5: “Semelhantemente vós jovens, sede sujeitos aos anciãos; e sede todos sujeitos uns aos outros, e revesti-vos de humildade, porque Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes.”

  1. PROMESSAS DE DEUS PARA OS QUE OBEDECEM A PALAVRA

A prosperidade espiritual é uma realidade na vida dos que obedecem a Palavra. Está escrito: “Bem-aventurado o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores. Antes tem o seu prazer na lei do Senhor, e na sua lei medita de dia e de noite. Pois será como a árvore plantada junto a ribeiros de águas, a qual dá o seu fruto no seu tempo; as suas folhas não cairão, e tudo quanto fizer prosperará.” (Salmos 1.1-3) Veja outros textos sobre a bênção da obediência:

Josué 1.8: “Não se aparte da tua boca o livro desta lei; antes medita nele dia e noite, para que tenhas cuidado de fazer conforme a tudo quanto nele está escrito; porque então farás prosperar o teu caminho, e serás bem sucedido.”

Provérbios 1.33: “Mas o que me der ouvidos habitará em segurança, e estará livre do temor do mal.”

 Deuteronômio 7.9: “Saberás, pois, que o Senhor teu Deus, ele é Deus, o Deus fiel, que guarda a aliança e a misericórdia até mil gerações aos que o amam e guardam os seus mandamentos.”

 

 “Muita paz 

têm os que amam a tua lei, e para eles não há tropeço.” (Salmos 119.165)

fonte blogdosemeador.blogspospot.com

 

 

.  SANTIDADE - UM ESTUDO DE 1ª PEDRO

 

A primeira carta de Pedro é uma carta especial. Não foi escrita para uma localidade, ou uma igreja específica...

Foi uma carta escrita “aos forasteiros da Dispersão”. Uma carta escrita a irmãos, possivelmente de herança gentia, que estavam dispersos, morando em províncias que sofriam com a influência do Império Romano.

Em toda a carta, predomina uma linguagem paterna e de alerta sobre como o mundo, ou os desejos da carne, podem ter repercussão em nossa vida Cristã.

Vamos estudar alguns trechos dessa carta:

I Pe 1:13-14

Por isso, cingindo o vosso entendimento, sede sóbrios e esperai inteiramente na graça que vos está sendo trazida na revelação de Jesus Cristo. Como filhos da obediência, não vos amoldeis às paixões que tínheis anteriormente na vossa ignorância;

Sede sóbrios. Não estar embriagado. Estar em pleno juízo e consciência.

Pedro nos exorta a prepararmos o entendimento para a sobriedade. E como somos filhos da obediência não podemos mais nos encaixar no mesmo procedimento de paixões que tínhamos antes da nossa conversão, quando éramos ignorantes com respeito ao Senhor.

Quando se está no meio congregação, a santidade é fácil. O difícil é manter um padrão de santidade quando se está disperso, longe do relacionamento forte com outros irmãos, e o que é pior, perto de uma prática mundana que lembra a nossa prática antiga de falta de santidade e de paixão sensual, frutos de uma vida passada, longe do senhor.

Sede Sóbrios! Não se deixem levar! Não sejam contaminados. Enganados! Vocês são filhos da obediência!

I Pe 1:15-16

pelo contrário, segundo é santo aquele que vos chamou, tornai-vos santos também vós mesmos em todo o vosso procedimento, porque escrito está: Sede santos, porque eu sou santo.

Pelo contrário! Aquele que vos chamou é “AGNUS”. Tem pureza moral. Está livre de impurezas da carne. É sagrado. É limpo. É Santo. Por isso, como Ele é Santo, vocês também devem ser santos. Também devem ser sem culpa, sem falta moral.

I Pe 1:17-18

Ora, se invocais como Pai aquele que, sem acepção de pessoas, julga segundo as obras de cada um, portai-vos com temor durante o tempo da vossa peregrinação.

Ora, se invocais como Pai aquele que é puro, é santo, é limpo, então vocês também devem ser puros, santos, limpos. Porque se Ele é o vosso pai, vocês, como filhos, devem ser como Ele é.

Andai em temor, respeitando o vosso pai e imitando-o em todas as cousas durante o tempo em que vocês estiverem fora de sua casa verdadeira.

É necessário que a igreja entenda o seu chamado como “peregrinos” e “forasteiros”. Somos peregrinos porque aqui não é a nossa morada. Estamos de passagem. Aqui é apenas o nosso caminho. E somos forasteiros porque passamos por um povo que não é nosso, por uma cultura que não nos pertence e por apelos que não podem e não devem ter influência sobre nossas decisões.

I Pe 1:18-20

sabendo que não foi mediante coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados do vosso fútil procedimento que vossos pais vos legaram, mas pelo precioso sangue, como de cordeiro sem defeito e sem mácula, o sangue de Cristo, conhecido, com efeito, antes da fundação do mundo, porém manifestado no fim dos tempos, por amor de vós

Fomos comprados por um preço muito alto. Não um preço que possa ser medido pelos parâmetros humanos. Mas, um preço medido nos céus. O sangue de um cordeiro perfeito, sem nenhuma acusação.

I Pe 1:22

Tendo purificado a vossa alma, pela vossa obediência à verdade,

Tendo adquirido a purificação da vossa alma pela vossa obediência á Cristo, que é a verdade. É por causa da nossa obediência a Cristo que recebemos de Deus a purificação das nossas almas.

I Pe 2:11

Amados, exorto-vos, como peregrinos e forasteiros que sois, a vos absterdes das paixões carnais, que fazem guerra contra a alma,

Porque temos que nos privar das paixões carnais?

Primeiro porque fomos chamados por um Deus que é Santo. E como Ele é Santo eu também devo ser.

Segundo porque eu o invoco como pai. E se Ele é meu pai, eu, na qualidade de filho devo imitá-lo e ser como Ele é.

I Pe 2:21-22

Porque para isto sois chamados; Pois também Cristo padeceu por nós, deixando-nos o exemplo, para que sigais as suas pisadas. O qual não cometeu pecado, nem engano algum se achou em sua boca.

Terceiro porque eu sou filho da obediência. E minha alma já foi purificada por causa dessa obediência à Cristo. E como filho da obediência eu não posso mais tomar a forma do mundo.

Quarto porque eu sou peregrino. Aqui não é meu “ponto final”. Estou aqui de passagem. Eu preciso “olhar para as coisas do alto” porque eu sou do alto.

Quinto porque eu sou forasteiro. Aqui não é minha morada. Minha cultura não é essa, meu povo não é esse.

Sexto porque eu devo me portar com temor durante essa minha caminhada.

Sétimo porque meu chamado custou um preço muito alto. Muito alto. Um preço que excede toda minha capacidade de entendimento. Um preço que não pode ser medido humanamente. Um preço muito valioso.

Mas, há um outro ponto, também muito valioso, que posso denominá-lo de “oitavo” ponto. Talvez a base de toda a carta de Primeira Pedro. Talvez a chave principal dessa carta e dessas verdades.

Pedro começa a carta afirmando:

Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que, segundo a sua muita misericórdia, nos gerou de novo para uma viva esperança, mediante a ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos (I Pe 1:3)

“Nos gerou de novo”. Fomos gerados de novo. Somos nova criatura. Paulo, na sua carta aos romanos (7:1-4) afirma que a lei tem domínio sobre o homem enquanto ele vive. E usa o casamento como um exemplo, alegando que a mulher está ligada ao marido enquanto ele estiver vivo, mas, quando ele morre ela fica desobrigada da lei conjugal e pode contrair novas núpcias. E Paulo conclui esse pensamento afirmando: “Assim, meus irmãos, também vós estais mortos...para que sejais de outro...para que pertençam aquele que ressurgiu dentre os mortos”.

“Nos gerou de novo!” Somos outra criatura. Uma nova criatura. Como podemos voltar à manter um casamento que não existe mais porque o marido morreu? Como podemos voltar à prática de coisas que não fazem mais parte de nossa nova natureza?

No verso 13 do Cap 01, Pedro começa suas exposições afirmando “por isso”. Por isso o que? Por causa dessa nova criatura, por causa do novo nascimento, porque fostes “gerado de novo” é que vocês devem preparar o entendimento e serem sóbrios na vossa caminhada. Sendo Santos, sendo puros, como é santo e puro o vosso pai! Por causa desse novo nascimento vocês são peregrinos e forasteiros e não pertencem mais a esse mundo. Por causa do fato de terem sido gerados de novo vocês devem se despojar de toda maldade, de hipocrisia, inveja e de toda sorte de maledicência. (2:1)

Por causa dessa nova vida vocês foram proclamados raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus. (2:9)

Porque vocês não eram povo. Mas agora são. (2:10).

Agora vocês podem manter exemplar o vosso procedimento no meio dos gentios (2:11). Vocês agora podem se submeter ás autoridades (2:13-15). Os servos podem obedecer aos patrões (2:18). As mulheres podem ser submissas aos maridos (3:1). Os maridos podem amar as esposas (3:7). Podemos ser compassivos, amorosos, misericordiosos, humildes, bendizentes...(3:8-9).

Porque nascemos de novo.

I Pe 1:23

pois fostes gerado de novo não de semente corruptível, mas de incorruptível, mediante a palavra de Deus, a qual vive e é permanente

Pois fostes gerados de novo.

I Pe 4:2

Para que no tempo que vos resta na carne, não vivais mais segundo as concupiscências dos homens, mas segundo a vontade de Deus.

I Pe 5:7

Ora, o fim de todas as coisas está próximo; sede, portanto, criteriosos e sóbrios.

 

Ora, aquele que é poderoso para fazer infinitamente mais, nos conceda a graça da revelação dessas cousas e nos faça vislumbrar a beleza dessa nova vida em Cristo.

 

FONTE DISCIPULADO.COM

 

 

CONHECENDO A SALVAÇÃO

                                                                          

Rm 5.12 ; Lv 25 ; Ez 18.4 ; Gl 5.4 ; Is 53 ; Gl 3.13 ; Jo 1.12

 

QUANDO NOS APROXIMAMOS DE DEUS, ELE AGE DE QUATRO MANEIRAS A NOSSO FAVOR:

 

1-PERDOA: É A EXONERAÇÃO (DESOBRIGAR, LIVRAR ) DA PENA PELAS AÇÕES PECAMINOSAS DO HOMEM (1 Jo 1. 7 mas, se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus seu Filho nos purifica de todo pecado)

 

2-JUSTIFICA: DEUS DECLARA OS PECADOS CONDENADOS, LIVRES DE TODAS AS CONSEQÜÊNCIAS ETERNAS. Hb 10. 14 Pois com uma só oferta tem aperfeiçoado para sempre os que estão sendo santificados.15 E o Espírito Santo também no-lo testifica, porque depois de haver dito: 16 Este é o pacto que farei com eles depois daqueles dias, diz o Senhor: Porei as minhas leis em seus corações, e as escreverei em seu entendimento; acrescenta: 17 E não me lembrarei mais de seus pecados e de suas iniqüidades. 18 Ora, onde há remissão destes, não há mais oferta pelo pecado. 19 Tendo pois, irmãos, ousadia para entrarmos no santíssimo lugar, pelo sangue de Jesus, 20 pelo caminho que ele nos inaugurou, caminho novo e vivo, através do véu, isto é, da sua carne, 21 e tendo um grande sacerdote sobre a casa de Deus, 22 cheguemo-nos com verdadeiro coração, em inteira certeza de fé; tendo o coração purificado da má consciência, e o corpo lavado com água limpa, 23 retenhamos inabalável a confissão da nossa esperança, porque fiel é aquele que fez a promessa; )

 

3-REGENERA : É A OBRA DO ESPÍRITO SANTO QUE, POR MEIO DE CRISTO, DÁ NOVA VIDA À PESSOA QUE ESTAVA MORTA EM PECADOS E TRANSGRESSÕES.

2 Co 5. 17 Pelo que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo.

AP 22. 11 Quem é injusto, faça injustiça ainda: e quem está sujo, suje-se ainda; e quem é justo, faça justiça ainda; e quem é santo, santifique-se ainda.

1 Ts 4. 3 Porque esta é a vontade de Deus, a saber, a vossa santificação: que vos abstenhais da prostituição, 4 que cada um de vós saiba possuir o seu vaso em santidade e honra,

Lv 20. 7 Portanto santificai-vos, e sede santos, pois eu sou o Senhor vosso Deus.

 

4-ADOTA: RECEBIDO NA FAMÍLIA DE DEUS COM PRIVILÉGIOS DE FILHO.

Ef 2. 19 Assim, pois, não sois mais estrangeiros, nem forasteiros, antes sois concidadãos dos santos e membros da família de Deus,

Hb 2. 10 Porque convinha que aquele, para quem são todas as coisas, e por meio de quem tudo existe, em trazendo muitos filhos à glória, aperfeiçoasse pelos sofrimentos o autor da salvação deles.

11 Pois tanto o que santifica como os que são santificados, vêm todos de um só; por esta causa ele não se envergonha de lhes chamar irmãos,

12 dizendo: Anunciarei o teu nome a meus irmãos, cantar-te-ei louvores no meio da congregação.

13 E outra vez: Porei nele a minha confiança. E ainda: Eis-me aqui, e os filhos que Deus me deu.

14 Portanto, visto como os filhos são participantes comuns de carne e sangue, também ele semelhantemente participou das mesmas coisas, para que pela morte derrotasse aquele que tinha o poder da morte, isto é, o Diabo;

15 e livrasse todos aqueles que, com medo da morte, estavam por toda a vida sujeitos à escravidão.

16 Pois, na verdade, não presta auxílio aos anjos, mas sim à descendência de Abraão.

17 Pelo que convinha que em tudo fosse feito semelhante a seus irmãos, para se tornar um sumo sacerdote misericordioso e fiel nas coisas concernentes a Deus, a fim de fazer propiciação pelos pecados do povo.

18 Porque naquilo que ele mesmo, sendo tentado, padeceu, pode socorrer aos que são tentados.

 

                                                                

A HISTÓRIA DA NOSSA SALVAÇÃO

 

INTRODUÇÃO:

O APÓSTOLO PAULO EM Ef 2.1-10 NOS MOSTRA OS TRÊS TEMPOS DA NOSSA SALVAÇÃO: PASSADO, PRESENTE E FUTURO. O QUE ÉRAMOS, O QUE SOMOS E O QUE SEREMOS EM CRISTO JESUS. É COMO SE JÁ ESTIVÉSSEMOS NO CÉU COM DEUS, FAZENDO UMA RETROSPECTIVA DE NOSSA EXISTÊNCIA.

 

  1. NO PASSADO, O QUE ÉRAMOS:

ANTES DE ACEITARMOS A CRISTO, COMO ÉRAMOS? ESSE É O NOSSO PASSADO. TANTO PARA QUEM NASCEU NUM LAR EVANGÉLICO, COMO PARA QUEM NUNCA OUVIU FALAR DO EVANGELHO, NÃO IMPORTA, TODOS PECARAM E DESTITUÍDOS ESTÁVAMOS DA GLÓRIA.

1.1     ESTÁVAMOS MORTOS EM OFENSAS E EM PECADOS (V.1)

MORTE=SEPARAÇÃO DE DEUS

INÍCIO DA MORTE NA TERRA = ADÃO (VER Gn 3 = O PECADO E Gn 5 FILHO DE ADÃO = IMAGEM DE ADÃO.)

DAÍ EM DIANTE AS MORTES SE MANIFESTAM = MORTE ESPIRITUAL (ESPÍRITO SEPARADO DE DEUS = MORTO PARA DEUS), MORAL (ALMA = SÓ QUER APRENDER E FAZER O QUE É CONTRÁRIO A DEUS) E FÍSICA (CORPO = SÓ QUER FAZER O QUE LHE DÁ PRAZER = COMER,BEBER, DORMIR E SEXO).

OS PECADOS SÃO FRUTOS DO PECADO QUE HERDAMOS DE ADÃO, SÃO OFENSAS A DEUS, SÃO DELITOS QUE MERECEM CASTIGO, MERECEM PUNIÇÃO.

1.2     ANDÁVAMOS SEGUNDO O CURSO DO MUNDO (V.2)

É SEGUIR CONFORME O PENSAMENTO HUMANO, É O VIVER SEGUNDO A MODA, MODA ESTA QUE É DIRECIONADA E PLANEJADA POR SATANÁS, ATRAVÉS DE SEUS SÚDITOS, PRINCIPALMENTE LÉSBICAS E GAYS (COSTUREIROS E MARCHANDS).

1.3     FAZÍAMOS A VONTADE DA CARNE (V.3)

É A NATUREZA INCLINADA AO PECADO, QUE ATENDE AOS DESEJOS (CONCUPICÊNCIA) DEGRADANTES DO PECADO. É A VONTADE SUBJUGADA AO PECADO. A CARNE COBIÇA CONTRA O ESPÍRITO.

1.4     ÉRAMOS FILHOS DA IRA (V.3)

A IRA DE DEUS É UMA REAÇÃO NATURAL E AUTOMÁTICA DE SUA SANTIDADE CONTRA O PECADO. É UMA BARREIRA ESPIRITUAL QUE SUA NATUREZA SANTA E ETERNA MANTÉM CONTRA O PECADO. ASSIM COMO DEUS AMA, ELE CASTIGA E REPREENDE A QUEM ELE AMA E ABORRECE AQUELE QUE O ABORRECE E LHE É INFIEL.

 

  1. NO PRESENTE, O QUE SOMOS:

DEPOIS QUE ACEITAMOS A JESUS CRISTO COMO SENHOR E SALVADOR, O QUE SOMOS? ESSE É O NOSSO PRESENTE. É SÓ PARA CRENTES  SALVOS.

2.1     SOMOS FILHOS DA MISERICÓRDIA DE DEUS (V.4)

É O CONTRÁRIO DE IRA DE DEUS. É TER DÓ, COMISERAÇÃO PELA MISÉRIA DE OUTREM. A PALAVRA DEUS MUDA TUDO NA VIDA DE QUALQUER QUE SE CHEGA A ELE. SUA MISERICÓRDIA É INDESCRITÍVEL.

 

2.2     FOMOS VIVIFICADOS EM CRISTO (V.5)

ANTES, ESTÁVAMOS MORTOS NO PECADO, SEPARADOS DE DEUS; AGORA ESTAMOS VIVOS POR CAUSA DA MORTE DE CRISTO EM NOSSO LUGAR; ASSIM COMO O PODER DE DEUS VIVIFICOU A CRISTO NÓS TAMBÉM MORREMOS COM CRISTO E RESSUSCITAMOS PARA UMA NOVA VIDA, AGORA, VIVOS PARA DEUS, MORTOS PARA O PECADO. SAÚDE ESPIRITUAL=AMOR, GRAÇA E MISERICÓRDIA.

 

2.3     TEMOS UMA NOVA CIDADANIA COM DEUS (V.6)

ANTES CANSADOS DO PECADO, AGORA DESCANSO, ASSENTADOS NOS LUGARES CELESTIAIS.

CIDADÃOS TÊM NORMAS = CONSTITUIÇÃO, NÓS COMO CIDADÃOS DOS CÉUS TEMOS NORMAS = BÍBLIA

O CRISTÃO VERDADEIRO E AUTÊNTICO VIVE SOB ESSE NOVO GOVERNO (DE DEUS) E NÃO SE CONFORMA COM ESTE MUNDO DE CORRUPÇÃO.

2.4   SOMOS FEITURA DE DEUS (V.10)

A TRANSFORMAÇÃO OPERADA PELO ESPÍRITO SANTO NA VIDA DO PECADOR O RECRIA ESPIRITUALMENTE, NÃO QUER DIZER QUE RETIRA O ESPÍRITO DO HOMEM E COLOCA OUTRO NOVO, MAS FICA TÃO PERFEITO QUE PARECE QUE É UM NOVO. AGORA VAMOS FAZER BOAS OBRAS, NÃO PARA SERMOS SALVOS OU PARA GANHARMOS RECONHECIMENTO OU PRÊMIO, MAS PORQUE AGORA ISSO É NATURAL EM NOSSA VIDA.

 

  1. NO FUTURO, O QUE SEREMOS:

O PECADO TROUXE O MEDO DO FUTURO. O SALVO ESTÁ TRANQÜILO QUANTO AO SEU FUTURO E PREPARADO PARA ELE.

 

3.1     SEREMOS A PROVA DA OBRA REDENTORA (V.7)

MOSTRAR NOS SÉCULOS VINDOUROS. Hb 2 = EIS-ME AQUI E OS FILHOS QUE TU ME DESTE.

Is 53 = ELE VERÁ SUA POSTERIDADE E FICARÁ SATISFEITO (COM O SACRIFÍCIO QUE FEZ)

COMO DEUS COMPROVARÁ QUE TINHA UM PLANO DE SALVAÇÃO PARA O HOMEM QUE ELE TANTO AMA?

RESPOSTA=MOSTRANDO-NOS LÁ NO CÉU AO SEU LADO.

 

3.2     SEREMOS O TESTEMUNHO DA MANIFESTAÇÃO DA GRAÇA DE DEUS (VV.8,9)

PELA GRAÇA SOMOS SALVOS, POR MEIO DA FÉ. SOMOS FALA DE CONTINUIDADE, DEUS NÃO NOS DESAMPARA E NEM NOS DEIXA SÓ, ELE É O NOSSO SOCORRO BEM PRESENTE NA HORA DA ANGÚSTIA.

A GRAÇA É A FONTE QUE DEUS ABRIU NO CALVÁRIO E QUEM QUISER TOME DE GRAÇA DA ÁGUA DA VIDA. EXEMPLO DAVI E MEFIBOSETE (SE DISSESSE NÃO QUERO, PERDERIA TUDO). TOME POSSE DA VIDA ETERNA. TEMOS BÊNÇÃOS QUE TOMAMOS POSSE AGORA E OUTRAS QUE SÓ DEPOIS.

 

                

                      AS BÊNÇÃOS DA SALVAÇÃO Ef 1.4-14

 1-    Eleição:

 É a escolha de DEUS daqueles que crêem em CRISTO. Por isso o evangelho foi pregado a todos; desde de Adão, com o cordeiro sendo morto para cobri-lo até os dia de hoje, todos têem cosciência de DEUS e de que precisam de um redentor. O homem sabe quando peca e sabe que o pecado ofende a DEUS e sabe que precisa  se arrepender e converter-se a DEUS.

 

  1. A eleição é CRISTOcêntrica
  2. É feita em CRISTO pelo seu sangue
  3. É coletiva – um povo – São chamados com o fim de trabalhar para DEUS
  4. Chamados para a salvação e santidade – tem que ter fé e perseverança na união com ELE (Cl 1:22,23)
  5. É para todos os que quiserem. DEUS já fez sua parte, depende agora de cada um o aceitar ou não
  6. É fato passado, DEUS já nos elegeu desde a fundação do mundo.

 

          2-   Predestinação:

                 É decidir antes. É receber um destino antes de tomar posse desse destino. Por exemplo: não estamos morando com DEUS no céu, mas estamos predestinados a isso desde o instante em que aceitamos a JESUS CRISTO como único e suficiente salvador.

 

  1. Fomos chamados
  2. Justificados
  3. glorificados
  4. conformados à imagem de filhos
  5. declarados santos e inculpáveis
  6. adotados como filhos
  7. redimidos
  8. participantes da mesma herança
  9. feitos para louvor da SUA glória
  10. Participantes do ESPÍRITO SANTO
  11. Criados em CRISTO para as boas obras
  12. É fato futuro, só recebido após ouvir e aceitar o evangelho da salvação em CRISTO JESUS. Depende do livre harbítrio. Ef 1.13

SE HOUVESSEM PREDESTINADOS  A SALVOS E OUTROS A PERDIDOS NÃO HAVERIA NECESSIDADE DE PREGAÇÃO DO EVANGELHO.

 

     3-    Redenção e Remissão:

         Redenção é referente ao pecador que foi comprado pelo sangue de CRISTO e recebeu o perdão de seus pecados.

Ver Lv 25 ver 1 Co 6

Remissão é referente aos pecados sendo cobertos e lavados pelo sangue de JESUS, é expiação.

 

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   4-    Selados:

                 É a marca de DEUS. Os Israelitas eram selados com a circuncisão feita na carne, por meo de mãos humanas, era sinal de aliança entre DEUS e seu povo. Agora somos selados , circuncidados no CORAÇÃO, pela palavra de DEUS que faz um profundo corte em nossa alma e nos dá o ESPÍRITO SANTO como selo de possessão de DEUS. ver jo 3 que sabemos que existe vento.

PENHOR = Ver Jo 14 – FIGURA DO CASAMENTO    

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TRÊS VERDADES SOBRE A SALVAÇÃO

(Pr. Geziel Gomes)

I Ts 5.8

 

INTRODUÇÃO: Jesus disse: A verdade vos libertará, Jo 8.36

 

1- O MUNDO INTEIRO ESTÁ DEBAIXO DE CONDENAÇÃO

A-   Os judeus pecaram, porisso estão debaixo de condenação

B-   Os gentios pecaram,  porisso estão debaixo de condenação

Cada criatura

pecou, porisso está sob condenação.

 

2- SOMENTE DEUS PODE SALVAR O PECADOR

B-   Somente Ele tem graça suficiente para salvar

C-   Somente ele tem poder suficiente para salvar

A-   Ele ofereceu Jesus para ser o nosso Salvador

 

3- CADA PESSOA TEM DIREITO Á SALVAÇÃO

B-   Basta arrepender-se, At 3.19

C-   Basta ter fé em Jesus, Jo 3.16

A-   Basta apropriar-se da salvação garantida, Jo 1.12

 

CONCLUSÃO: Por que não o fazer agora?

 

DESTINADOS PARA A SALVAÇÃO

(Pr. Geziel Gomes)

I Ts 5.9

I-   DEUS QUER QUE SEJAMOS SALVOS

2-     Ele sabe que somos pecadores

3-     Sozinhos não podemos salvar-nos

4-     Estamos perdidos, Rm 3.23

1-     Ele nos ofereceu Seu Filho

II-  QUE TIPO DE SALVADOR É CRISTO?

2-     Salvador poderoso, Hb 7.25

3-     Salvador único, I Tm 2.5

4-     Salvador gracioso, Ef 2.8

1-     Salvador e Senhor, Lc 2.11

III-  DE QUE JESUS NOS SALVA?

2-     Dos perigos da vida – Paulo, Daniel

3-     De enfermidades – como o leproso

4-     Da destruição – Noé, Jó

1-     Do pecado – Isaque, Samaritano

IV-  ELAS ESTÃO ESPIRITUALMENTE

2-     Na nossa justificação, Rm 5.9

3-     Na nossa purificação, I Jo 1.7

1-     Na nossa reconciliação, Ef 2.13; Cl 1.20

V-  ELAS ESTÃO PODEROSA EFETIVAMENTE

2-     Na celebração da ceia, I Co 11.25

4-     Nas vitórias da Igreja

5-     No cântico dos anjos, Ap 5.9

 

A ALEGRIA DA SALVAÇÃO, Sl 51.12

(Pr. Geziel Gomes)

  1. Uma alegria que provêm de Deus, Lc 15.22-24
  2. Deus é a fonte de todo o gozo
  3. Deus se alegra com a salvação de um pecador, por ser mais um filho que nasce
  4. Uma alegria que está no coração de Jesus, Lc 15.4-6
  5. A alegria do Senhor é a nossa força Ne 8
  6. “O trabalho da sua alma Ele verá e ficará satisfeito”, Is 53
  7. Uma alegria que alcança os anjos, Lc 15.10
  8. A alegria da salvacao contagia os anjos

B., Eles irradiam essa alegria por todo o Universo

  1. Uma alegria que inunda o coração do novo crente

A A  alegria de perder o peso do pecado

  1. A alegria de entrar na família de Deus
  2. Uma alegria que deve contagiar a igreja
  3. Cada novo convertido é uma vida que escapa do Inferno
  4. Cada novo crente é uma ovelha no santo Rebanho de Cristo

 

 

 

ELEIÇÃO E PREDESTINAÇÃO (CPAD - BEP EM CD)

 

 Ef 1.4,5 “Como também nos elegeu nele antes da fundação do mundo, 

para que fôssemos santos e irrepreensíveis diante dele em caridade, e 

nos predestinou para filhos de adoção por Jesus Cristo, para si mesmo, 

segundo o beneplácito de sua vontade.”

 

ELEIÇÃO. A escolha por Deus daqueles que crêem em Cristo é uma doutrina importante (ver Rm 8.29-33; 

9.6-26; 11.5, 7, 28; Cl 3.12; 1Ts 1.4; 2Ts 2.13; Tt 1.1). A eleição (gr. eklegoe) refere-se à escolha feita por 

Deus, em Cristo, de um povo para si mesmo, a fim de que sejam santos e inculpáveis diante dEle (cf. 2Ts 

2.13). Essa eleição é uma expressão do amor de Deus, que recebe como seus todos os que recebem seu Filho 

Jesus (Jo 1.12). A doutrina da eleição abarca as seguintes verdades: 

(1) A eleição é cristocêntrica, i.e., a eleição de pessoas ocorre somente em união com Jesus Cristo. Deus nos 

elegeu em Cristo para a salvação (1.4; ver v. 1, nota). O próprio Cristo é o primeiro de todos os eleitos de 

Deus. A respeito de Jesus, Deus declara: “Eis aqui o meu servo, que escolhi” (Mt 12.18; cf. Is 42.1,6; 1Pe 

2.4). Ninguém é eleito sem estar unido a Cristo pela fé.

(2) A eleição é feita em Cristo, pelo seu sangue; “em quem [Cristo]... pelo seu sangue” (1.7). O propósito de 

Deus, já antes da criação (1.4), era ter um povo para si mediante a morte redentora de Cristo na cruz. Sendo 

assim, a eleição é fundamentada na morte sacrificial de Cristo, no Calvário, para nos salvar dos nossos 

pecados (At 20.28; Rm 3.24-26).

(3) A eleição em Cristo é em primeiro lugar coletiva, i.e., a eleição de um povo (1.4,5, 7, 9; 1Pe 1.1; 2.9). Os 

eleitos são chamados “o seu [Cristo] corpo” (1.23; 4.12), “minha igreja” (Mt 16.18), o “povo adquirido” por 

Deus (1Pe 2.9) e a “noiva” de Cristo (Ap 21.9). Logo, a eleição é coletiva e abrange o ser humano como 

indivíduo, somente à medida que este se identifica e se une ao corpo de Cristo, a igreja verdadeira (1.22,23; 

ver Robert Shank, Elect in the Son (Eleitos no Filho). É uma eleição como a de Israel no AT (ver Dt 29.18-21 

nota; 2Rs 21.14 nota; ver o estudo O CONCERTO DE DEUS COM OS ISRAELITAS).

(4) A eleição para a salvação e a santidade do corpo de Cristo são inalteráveis. Mas individualmente a certeza 

dessa eleição depende da condição da fé pessoal e viva em Jesus Cristo, e da perseverança na união com Ele. 

O apóstolo Paulo demonstra esse fato da seguinte maneira: (a) O propósito eterno de Deus para a igreja é que 

sejamos “santos e irrepreensíveis diante dele” (1.4). Isso se refere tanto ao perdão dos pecados (1.7) como à 

santificação e santidade. O povo eleito de Deus está sendo conduzido pelo Espírito Santo em direção à 

santificação e à santidade (ver Rm 8.14; Gl 5.16-25). O apóstolo enfatiza repetidas vezes o propósito 

supremo de Deus (ver 2.10; 3.14-19; 4.1-3, 13,14; 5.1-18). (b) O cumprimento desse propósito para a igreja 

como corpo não falhará: Cristo a apresentará “a si mesmo igreja gloriosa... santa e irrepreensível” (5.27). (c) 

O cumprimento desse propósito para o crente como indivíduo dentro da igreja é condicional. Cristo nos 

apresentará “santos e irrepreensíveis diante dele” (1.4), somente se continuarmos na fé. A Bíblia mostra isso 

claramente: Cristo irá “vos apresentar santos, e irrepreensíveis, e inculpáveis, se, na verdade, permanecerdes 

fundados e firmes na fé e não vos moverdes da esperança do evangelho” (Cl 1.22,23).

(5) A eleição para a salvação em Cristo é oferecida a todos (Jo 3.16,17; 1Tm 2.4-6; Tt 2.11; Hb 2.9), e 

torna-se uma realidade para cada pessoa consoante seu prévio arrependimento e fé, ao aceitar o dom da 

salvação em Cristo (2.8; 3.17; cf. At 20.21; Rm 1.16; 4.16). Mediante a fé, o Espírito Santo admite o crente 

ao corpo eleito de Cristo (a igreja) (1 Co 12.13), e assim ele torna-se um dos eleitos. Daí, tanto Deus quanto 

o homem têm responsabilidade na eleição (ver Rm 8.29 nota; 2Pe 1.1-11).

 

A PREDESTINAÇÃO. A predestinação (gr. proorizo) significa “decidir de antemão” e se aplica aos 

propósitos de Deus inclusos na eleição. A eleição é a escolha feita por Deus, “em Cristo”, de um povo para si 

mesmo (a igreja verdadeira). A predestinação abrange o que acontecerá ao povo de Deus (todos os crentes 

genuínos em Cristo).

(1) Deus predestina seus eleitos a serem: (a) chamados (Rm 8.30); justificados (Rm 3.24; 8.30); (c) 

glorificados (Rm 8.30); (d) conformados à imagem do Filho (Rm 8.29); (e) santos e inculpáveis (1.4); (f) 

adotados como filhos (1.5); (g) redimidos (1.7); (h) participantes de uma herança (1.14); (i) para o louvor da 

sua glória (1.12; 1Pe 2.9); (j) participantes do Espírito Santo (1.13; Gl 3.14); e (l) criados em Cristo Jesus 

para boas obras (2.10).

(2) A predestinação, assim como a eleição, refere-se ao corpo coletivo de Cristo (i.e., a verdadeira igreja), e 

abrange indivíduos somente quando inclusos neste corpo mediante a fé viva em Jesus Cristo (1.5, 7, 13; cf. At 

2.38-41; 16.31).

 

RESUMO. No tocante à eleição e predestinação, podemos aplicar a analogia de um grande navio viajando 

para o céu. Deus escolhe o navio (a igreja) para ser sua própria nau. Cristo é o Capitão e Piloto desse navio. 

Todos os que desejam estar nesse navio eleito, podem fazê-lo mediante a fé viva em Cristo. Enquanto 

permanecerem no navio, acompanhando seu Capitão, estarão entre os eleitos. Caso alguém abandone o navio 

e o seu Capitão, deixará de ser um dos eleitos. A predestinação concerne ao destino do navio e ao que Deus 

preparou para quem nele permanece. Deus convida todos a entrar a bordo do navio eleito mediante Jesus 

Cristo.

fonte apazdosenhor.com.br  /revista novos convertidos cpad

 

 

 

,  O  VALOR DA ORAÇÃO  

 

 

PRIMEIRA PARTE

 

EM NOME DE JESUS (Jo 16:23-26)

CONSIDERAÇÕES SOBRE ORAÇÃO:

A-    PRIMEIRA ORAÇÃO NA BÍBLIA: Gn 4:26

B-    DEUS OUVE AS ORAÇÕES: Sl 65:2

C-    TEMOS A AJUDA DO ESPÍRITO SANTO: Rm 8:26

D-    TEMOS A AJUDA DE JESUS: Rm 8:34

E-    AS NOSSAS ORAÇÕES CHEGAM AO CÉU: Ap 5:8

F-    SOBEM PARA DEUS COM O INCENSO: Ap 8:34

G-    FOI-NOS DADO ORDEM PARA ORARMOS: 1 Cr 16:11; Mc 13:33

H-    QUANDO ORAR? TODO O TEMPO: Ef 6:18; 1 Ts 5:17

I-    COM QUAL TIPO DE ORAÇÃO DEVEMOS ORAR? TODA: Ef 6:18

J-    RESPOSTA PROMETIDA: Is 58:9; Lc 11:9

K-    UMA FORMA DE ORAÇÃO: PÚBLICA, OU EM FAMÍLIA (ORAÇÃO DE CONCORDÂNCIA): Mt 18:19; At 1:14; At 4:24,37

L-    CONDIÇÃO DE QUEM ORA:                

*CONTRIÇÃO: 2Cr 7:14 *SINCERIDADE: Jr 29:13  *FÉ: Mc 11:24 *JUSTIÇA: Tg 5:16 *OBEDIÊNCIA:1Jo3.22

M-    BREVIDADE NA ORAÇÃO: Ec 5:2; Mt 6:7

N-    POSTURA OU POSIÇÃO NA ORAÇÃO                                     

*EM PÉ: 1 RS 8:22; Lc 18:11

*ASSENTADO:At2:2

*AJOELHADO:Dn6:10;Lc22:41

*DEITADO:Is38:2;Sl4:4;Sl6:6

*PROSTRADO:Mt26:39;Js5:14

*INCLINADO:Ex4:31;Ex12:27;Ex34:8;1Rs18:42

 

O-    OUTRA FORMA DE ORAÇÃO: SECRETA: Mt 6:6

 

P-    ORAÇÃO PELA MANHÃ: Mc 1:35; Dn 6:10; Sl 55:17

 

Q-    ORAÇÃO À TARDE: Dn 6:10; At 3:1; Sl 55:17

 

R-    ORAÇÃO À NOITE: Lc 6:12; Dn 6:10; Sl 55:17

 

S-    ORAÇÃO PÚBLICA DE JESUS: Lc 3:21

 

T-    ORAÇÃO PERDOADORA: Mt 6: 14,15

 

            U-    TIPOS DE ORAÇÃO:

 

U.1-    ARREPENDIMENTO:

(CONFISSÃO, CONTRIÇÃO) 2 Cr 6:27; 1 Jo 1:9; At 11:18; Jó 42:6; Ez 18:32; Mt 4:17; Lc 13:3,15:7

 

U.2-    AGRADECIMENTO:

(AÇÃO DE GRAÇAS) Cl 3:15, 4:2; 1 Tm 2:1,2, 4:3,4; Ef 5:20; Fp 4:6; 2 Ts 1:3; Ap 7:12

 

U.3-    LOUVOR:

(PELO QUE DEUS FEZ, FAZ E FARÁ) Sl 100:4; Sl 150:2,6; Sl 67:3; Hb 13:15; At 2:47; Ap 5:12, 19:5

 

U.4-    ADORAÇÃO:

(PELO QUE DEUS É ) Sl 29:2; Ap 7:11,12; Jo 4:24; Sl 89:9; Sl 93 Todo. VEJA ADORAÇÃO

 

U.5-    PETIÇÃO:

(PEDIDO POR SI MESMO, COM SÚPLICA) Tg 4:3; 1 Tm 2:1; Lc 11:9; Jo 15:7; Fp 4:6 VONTADE DEUS 1 Jo 5:14

 

U.6-    ENTREGA:

(LANÇAMENTO, TRANSFERÊNCIA DE PROBLEMAS) Lc 23:46; At 4:34; 1 Pe 5:7

 

U.7-    CONSAGRAÇÃO:

(A VONTADE DE DEUS É PERFEITA) Lc 22:42; At 4:29; 13:2

 

U.8-    INTERCESSÃO:

(ORANDO PELOS OUTROS, COLOCANDO-SE NO LUGAR DE OUTREM, INDO A DEUS A FAVOR DE E RESISTINDO A SATANÁZ QUE ESTÁ CONTRA). É UM ENCONTRO COM DEUS E UM CONFRONTO COM SATANÁZ.

A intercessão é tão importante que DEUS quando vai fazer algo que influencie o quotidiano humano, ELE primeiro fala aos seus servos na terra para que estes intercedam para que aconteça, caso seja bom, ou intercedam para que não aconteça, caso seja mau. (2 Rs 24.2; Jr 25.4; Jn ) Amós 3.7 = Certamente o Senhor JEOVÁ não fará coisa alguma, sem ter revelado o seu segredo aos seus servos, os profetas.

Exemplo: Quando DEUS quis destruir Sodoma e Gomorra primeiro falou com Abraão (Gn 18.17), quando DEUS quis destruir o povo hebreu, primeiro falou com Moisés (Ex 32.9,10), Quando quis enviar libertação do cativeiro primeiro falou com Daniel (Dn 9.2), quando quis castigar o povo de Israel primeiro falou com seus profetas (Jr 7.25; 11.7; Jr 25.4; 26.5; 29.19; 35.15; 44.4). Quando quis mandar o salvador, primeiro falou com os profetas (Dt 18.15; At 28.25; Hb 1.1).

Note que ao pensar em destruir Sodoma e Gomorra, DEUS não se lembrou de Ló e sua família, mas de Abraão, porque Abraão era um Intercessor (Gn 19.29).

Quando nosso filho, ou filha, ou mãe, ou pai, ou marido, ou esposa, ou parente, ou amigo, ou conhecido, ou desconhecido, qualquer pessoa estiver em perigo, DEUS recorrerá a nós para orarmos intercedendo, isso se nós estivermos ali na brecha (Ez 22.30), para interceder, ou seja estivermos prontos para orar costumeiramente todos os dias em favor daqueles que precisam de nossas orações.

VEJA Lc 13.1-9 = É por isso que às vezes cai um avião, ou outra catástrofe acontece e escapa uma pessoa só, ela tinha um intercessor orando por ela e os outro não.

 

Ez 22.30 E busquei dentre eles um homem que estivesse tapando o muro e estivesse na brecha perante mim por esta terra, para que eu não a destruísse; mas a ninguém achei.

Is 53:12; Jo 17:9; Rm 8:34; Hb 7:25; 1 Tm 2:1; 1 Sm 19:4, 25:24; Fm 10; Jó 9:32-35; Is 62:6, 59:16;

Ez 22:30,31: SE NÃO TIVER INTERCESSOR A IGREJA FECHA

EXEMPLO DE ABRAHÃO: Gn 18:17, 19:29 – DE MOISÉS: Gn 32:10-14; 32:32, 33:18

OBS.: VEJA ESTUDO SOBRE DONS (DOM DE LÍNGUAS, QUEM ORA EM LÍNGUAS EDIFICA-SE A SI MESMO E PODE CHEGAR A SER USADO PELO ESPÍRITO SANTO NA ORAÇÃO INTERCESSÓRIA COM GEMIDOS INEXPRIMÍVEIS.

JESUS É INTERCESSOR COMO HOMEM E COMO DEUS.

DEUS ESTÁ NA TERRA, DENTRO DE NÓS (ESPÍRITO SANTO); O HOMEM ESTÁ NO CÉU NUM CORPO DE HOMEM (GLORIFICADO. EM JESUS CRISTO, NOSSO INTERCESSOR)

 

                                                            SEGUNDA PARTE

 

Oração Pai-Nosso (Lc 11.1-4  E  Mt 6.7-15 ) 

NA VERDADE JESUS NÃO NOS ENSINOU “O QUE ORAR”, E SIM “COMO ORAR”; PROIBINDO-NOS DE FICAR

REPETINDO SEMPRE A MESMA ORAÇÃO. (NOS EVANGELHOS AS ORAÇÕES PAI-NOSSO SÃO DIFERENTES)

 

LUCAS 11.1-4

1 Estava Jesus em certo lugar orando e, quando acabou, disse-lhe um dos seus discípulos: Senhor, ensina-nos a orar, como também João ensinou aos seus discípulos. 2 Ao que ele lhes disse: Quando orardes, dizei: Pai, santificado seja o teu nome; venha o teu reino; 3 dá-nos cada dia o nosso pão cotidiano;

4 e perdoa-nos os nossos pecados, pois também nós perdoamos a todo aquele que nos deve; e não nos deixes entrar em tentação, (mas livra-nos do mal.)

 

MATEUS 6.7-15

7 E, orando, não useis de vãs repetições, como os gentios; porque pensam que pelo seu muito falar serão ouvidos.8 Não vos assemelheis, pois, a eles; porque vosso Pai sabe o que vos é necessário, antes de vós lho pedirdes. 9 Portanto, orai vós deste modo: Pai nosso que estás nos céus, santificado seja o teu nome; 10 venha o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu; 11 o pão nosso de cada dia nos dá hoje; 12 e perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós também temos perdoado aos nossos devedores; 13 e não nos deixes entrar em tentação; mas livra-nos do mal. Porque teu é o reino e o poder, e a glória, para sempre, Amém. 14 Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celestial vos perdoará a vós; 15 se, porém, não perdoardes aos homens, tampouco vosso Pai perdoará vossas ofensas.

 

Filiação Divina         Pai nosso que estás nos céus

Ó Deus, eu Te chamo Pai, Tu és meu pai. Mas agora, ó Senhor, Tu és meu Pai; eu sou o barro, e Tu o meu oleiro; O Espírito mesmo testifica com meu espírito que sou Teu filho, ó Deus; Recebi a Jesus, crendo no seu nome, pelo que me foi dado o poder de ser chamado filho de Deus; Graças Te dou, ó pai, porque enviaste Jesus para me resgatar a fim de que eu recebesse a adoção de filho. Pai justo, Pai santo, meu pai, dirijo-me a ti que estás nos céus, em teu trono de glória, entronizado entre os querubins.

Referências bíblicas: Is. 63:16; 64:8; Gl 4:4-7; Hb. 12:8,10; Dt. 32:6; Jo. 16:27; Tg. 1:17; Rm. 8:15-17,14; 2 Co 1:3,4; Ef. 1:3; 1 Jo 3:1,2; 2 Co 11:31; Fp 4:20

Exaltação ao nome de Deus     Santificado seja o Teu nome

                Bendito seja o Teu glorioso nome, que está exaltado sobre toda bênção e louvor. Bendito seja o Teu Nome, desde agora e para sempre. Desde o teu nascimento de sol até a seu ocaso, há de ser louvado o Teu Nome.                 Seja Bendito o Teu Nome, ó Deus, para todo o sempre, porque são tuas a sabedoria e a força. Não a nós, Senhor, não a nós, mas ao teu nome dá glória, por amor da tua benignidade e a tua verdade. O teu nome, ó senhor, subsiste para sempre; e a tua memória, ó Senhor por todas as gerações. E tudo o que há em mim, bendiz o teu santo nome.

Referências Bíblicas Ne 9:5b; Gn 1:1,26; Sl 71:22; Sl 113:2,3; Rm 8:29; Ex 3:14; Pv 18:10; Gn 49:24,25; Jr 3:10 ; Dt 28:58; Gn 15:1,2,8; Dt 10:17; Dn 2:2; Hb 13:8; 1 Cr 29:10; Sl 8:1; 72:17; Lv 20:7,8; Sl 138:2; Sl 75:1; 115:1; Sl 91:1; Jo 1:14; Sl 103:2; Dt 33:27

Estabelecimento do Reino de Deus     Venha o Teu Reino

                Venha o Teu reino, Tua soberania domínio e senhorio em todas as áreas da minha vida. Venha o Teu reino sobre minha família, minha cidade, meu Estado, meu País. Venha hoje o Teu reino na igreja e na vida de todos os homens. Porque o domínio pertence a Ti e reinas sobre as nações.

                Teu Reino, Senhor, não consiste no comer e no beber, mas na justiça, na paz, e na alegria no Espírito Santo. Não consiste em palavras, mas em poder e este é o caminho que quero seguir. Pai, aguardo o dia quando unirei minha voz à de miríades, proclamando: O reino do mundo passou a ser do Senhor nosso e do Seu Cristo, e Ele reinará pelos séculos dos séculos.

Referências Bíblicas Sl 145:11-13; Mt 6:33; Hb 12:28; Mt 6:10; Lc 17:21,22; 1 Jo 3:2,3 Amp.; Sl 22:28; Mt 5:3-11; Tt 2:11-13; Sl 103:19; Rm 14:17; Zc 14:5,9 ;Is 9:6,7;       1 Co 4:20; Ap. 11:16,17; Mt 4:17; Cl 1:12-14; 1Cr 29:11              

Submissão         Seja feita a Tua vontade, assim na terra como é no céu.

Pai, oro para que Tua vontade seja feita na minha vida, de um modo tão perfeito como ela é feita no Céu. Deleito-me em fazer tua vontade, ó Deus meu; sim, a tua lei está dentro do meu coração. Ensina-me a fazer a tua vontade, pois tu és o meu Deus; guie-me o Teu bom Espírito por terreno plano.

                Oro como Jesus: “Não se faça a minha vontade, mas a tua”, não importa qual seja, pois ela é sempre o melhor para minha vida. A minha comida é fazer a Tua vontade e realizar a obra que me confiaste. Eu não posso de mim mesmo fazer coisa alguma; porque não procuro a minha vontade, mas a Tua.

                Pois esta é a Tua vontade, que eu seja consagrado (separado e colocado á parte para uma vida pura e santa): que eu me abstenha de todo vicio sexual; que eu saiba como possuir (controlar dirigir) meu próprio corpo em consagração (pureza, separado das coisas profanas) e honra, não (para ser usado) em paixão e lascívia como os pagãos, que são ignorantes do verdadeiro Deus e não têm conhecimento da Sua Vontade.

Referências Bíblicas Mt 6:10; At 13:22; 1 Jo 2:17; Ef 1:4,5 Amp.; Sl 40:8; 143:10; Rm 8:26,27; 12:2; Cl 1:9 Amp; Lc 22:42; 1 Ts 4:3-5 Amp.; Fp 2:13;      

Jo 4:34; 5:30; Sl 1:3,4 Amp.; Hb 13:20,21

Provisão     “O pão nosso de cada dia nos dá hoje”

Pai, tu és meu Deus Provedor, Jeová Jiré, pelo que supres liberalmente cada uma das minhas necessidades, de acordo com Tuas riquezas em glória em Cristo Jesus. Sou Teu amado e me dás o pão enquanto durmo. Dás mantimento aos que Te temem; Confesso que não ando ansioso quanto à minha vida, pelo que hei de comer, ou pelo que hei de beber; nem quanto ao meu corpo, pelo que hei de vestir. Olho para as aves do céu, que não semeiam, nem ceifam, nem ajudam em celeiros; e Tu, meu Pai celeste, as alimenta. Não valho eu muito mais do que elas? Portanto não me inquieto, dizendo: Que hei de comer? Ou: Que hei de Beber? Ou: Com que hei de vestir? Porque Tu, meu pai celeste, sabes que preciso de Tudo isso. Meu Pão de cada dia me dás hoje.

Referências Bíblicas Fp 4:19; Ex 23:25; Mt 6:25,26,31,32; Sl 127:2; 111:5; 2 Co 9:10; Sl 34:10; Sl 145:15,16; Sl 146:5,7; Dt 28:1,4,8,12; Sl 37:25; Pv 10:3;

Dt 8:3

Perdão Pessoal     “E perdoa-nos as nossas dívidas”

                Pai, tenho experimentado Teu perdão em minha vida.Confesso-te meus pecados e Tu és fiel e justo para me perdoares os pecados e me purificares de toda a injustiça.                 Tu, Senhor, perdoas todas as minhas iniquidades e saras todas as minhas enfermidades. Pois me perdoaste a iniquidades e não Te lembraras mais dos meus pecados.

Referências Bíblicas Mt 6:12; Sl 139:23,24; Rm 4:7,8; 1 Jo 1:9; Sl 86:4,5; 103:1,3; 1 Jo 2:12; Sl 32:5; 19:12;      Jr 31:34; Cl 1:14

Perdão a Outros (geral)      “Assim como nós também temos perdoado aos nossos devedores”

                Pai de amor, tenho provado o Teu ilimitado perdão. Lançaste meus pecados nas profundezas do mar e deles não Te lembras mais. Tratas-me como se eu nunca tivesse pecado. De Ti recebo o espírito perdoador e libero o meu perdão a todos quanto me ofendem. De todo o coração perdôo o que peca contra mim. Recebo Tua palavra: “Antes sede bondosos para com os outros, compassivos, perdoando-vos uns aos outros (pronta e livremente), como também Deus vos perdoou em Cristo. “ Suporto o meu irmão e o perdôo, assim como Jesus me perdoou.                 Amo meu próximo como a mim mesmo, e porque o amo, o perdôo, sabendo que o amor cobre uma multidão de pecados.

Referências Bíblicas Mt 6:12; Cl 3:13; Mc 12:31; Is 43:25; Mt 6:14,15 Amp.; 1 P 4:8; Mt 18:35; Mc 11:25,26; Mt 5:44,45,48; Ef 4:32; Mt 18:22; Nm 6:24-26

Proteção       “Não nos deixes cair em tentação”

                Pai reconheço que não me sobrevêm nenhum tentação, que não seja humana, mas Tu és fiel, e não deixarás que eu seja tentado acima do que possa resistir, antes com a tentação darme-ás também o escape, para que a possa suportar.  Tu me sustentas, meu Deus. Andarei seguro pelo meu caminho, e não tropeçará o meu pé. Quando me deitar, não temerei: sim, deitar-me-ei e o meu sono será suave. Não temo o pavor repentino, nem a assolação dos ímpios quando vier. Porque Tu, Senhor, serás a minha confiança, e guardarás os meus pés de serem presos. Não me deixarás cair em tentação.

Referências Bíblicas 1 Co 10:13; Tg. 1:12 Amp.;      1 Sm 2:9; Pv 4:11,12; Mt 26:41 Amp.; Pv 3:23-26; Tg 1:2-4,13; Sl 116:8; Ap. 3:10;

Libertação   “Livra-nos do mal”

Nenhum mal; me sucederá, nem praga alguma chegará à minha tenda, porque aos Teus anjos darás ordem a meu respeito, para me guardarem em todos os meus caminhos. Eles me sustentarão nas suas mãos, para que eu não tropece em alguma pedra. Teu anjo, Senhor, acampa-se ao redor, pois temo a Ti, e me livras. Senhor, Tu me Livrarás também de toda a obra maligna, e me levarás salvo para o Teu reino celestial. A ti, glória pelos séculos dos séculos. Amém.

Referências Bíblicas Gl 1:4,5; Sl 18:2; 2 Tm 4:18; Sl 91:3,10,12; Sl 34:7,17; 1 Ts 1:10; Sl 91:14,15; Sl 56:13                                    

Exaltação     “Porque Teu é o reino e o poder, e a glória, para sempre. Amem”

                Sê exaltado, ó Deus, acima dos céus; e em toda a terra esplenda a Tua glória.      A ti, o único Deus, nosso Salvador, por Jesus Cristo Nosso Senhor, glória, majestade, domínio e poder, antes de todos os séculos, e agora, e para todo o sempre . Amem.

Referências Bíblicas Sl 57:5; 34:3; Sl 63:2; Sl 113:4; Sl 148:13; 1 Cr 29:10-13; 1 Cr 16:36; Sl 29:9; Is 25:1; Sl 72:18,19; Sl 92:2; Dn 2:20-22; Jd 25

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Ev. Luiz Henrique de Almeida Silva

 

QUE ACONTECE QUANDO A IGREJA ORA?

 

(Pastor Geziel Gomes)

 

 

  1. EXISTEM TRÊS TIPOS BÁSICOS DE ORAÇÃO

 

  1. A oração individual, At 9.11
  2. A oração em grupo, At 16.26
  3. A oração coletiva, At 2.42

 

  1. AS GRANDES VANTAGENS DA ORAÇÃO COLETIVA

 

  1. Ela fortalece a união do povo de Deus
  2. Ela multiplica a nossa fé
  3. Ela tem garantias de pronta resposta, Mt 21.22

 

III. TIPOS DE oração QUE A IGREJA NUNCA DEVERIA FAZER

 

  1. A oração sem fé - ela invalida a Palavra de Deus. Tg 1.6
  2. A oração sem humildade - oração de revolta. oração ou afronta?

2.1 ela despreza a vontade de Deus, Mt 6.10

2.2 ela insulta a Deus

2.3 ela cega a mente do crente, impedindo de discernir a vontade de Deus,

Rm 8.28

  1. A oração sem reverencia - ela afasta a presença de Deus
  2. A oração sem temor e unção do Espírito.

 

  1. VOCÊ SABIA QUE DEIXAR DE ORAR É UM PECADO?

 

  1. Leia I Samuel 12.23
  2. Deixar de orar é pecado de desobediência, I Ts 5.17; Lc 18.1
  3. Deixar de orar é um pecado de desprezo da alma para com Deus
  4. Deixar de orar é um convite a viver em incredulidade
  5. Deixar de orar é perder a chave que a abre o Celeiro de Deus
  6. Deixar de orar é a maneira mais perfeita de afastar-se de Deus
  7. Deixar de orar significa deixar de abastecer a alma com o gozo do Céu

 

  1. QUE ACONTECE QUANDO A IGREJA DEIXA DE ORAR?

 

  1. O povo de Deus começa a experimentar escassez, Mt 6.11
  2. Muitos dentre o povo de Deus morrem prematuramente, II Cr 16.12,13
  3. Muitos que estão prestes a morrer alcançam sua cura, Is 38.1
  4. A Obra de Deus sofre e se debilita, II Cr 7.14
  5. A salvação de almas pode ser reduzida
  6. Se a Igreja deixa de orar, suas prioridades mudam (passatempos/piadas/tv/lazer)

 

  1. QUE ACONTECEU QUANDO A IGREJA PRIMITIVA OROU?

 

  1. Aconteceu um grande Movimento, At 4.31

 

1.a na casa:   Moveu-se o lugar em que estavam reunidos

1.b nos corações dos crentes:   Todos foram cheios do espírito Santo

1.c na Cidade:   Anunciavam com ousadia a palavra de Deus

 

  1. Aconteceu um grande livramento, At 12.5-17

 

2.a Essa oração atraiu os anjos

2.b Essa oração cegou e imobilizou os guardas da prisão

2.c Essa oração abriu as portas do cárcere

 

  1. Aconteceu um avivamento missionário

 

3.a Eles serviam, jejuavam e oravam

3.b O  Senhor levantou os primeiros missionários

3c. A Obra missionária nunca mais terminou

 

 

 

A PRÁTICA NA ORAÇÃO:

  1. Definição

A prática da oração é a arte de entrar no Santo dos Santos e de se colocar na presença do próprio Deus em espírito, por meio da fé, valendo-se do sacrifício de Cristo, e falar com Deus com toda liberdade por meio da palavra audível ou silenciosa.

Conforme esta definição, qual o pré-requisito para orar?

  1. Resultados da oração

A oração é um instrumento pelo qual confessamos duas coisas ao mesmo tempo: a estreiteza de nossos recursos e a extrema largueza dos recursos de poder e do amor de Deus. A prática da oração é um dos mais extraordinários meios de graça de que o homem pode dispor.

Descubra nos textos três efeitos distintos da oração em nossa vida. Tome nota.

Fp 4.6-7                                       Mt 7.7-8 e Tg 5.16b

Tg 4.2-3, 1 Pe 3.7 e Pv 28.9

Podemos verificar que a oração produz resultados psicológicos (paz de espírito, tranqüilidade), espirituais (maior sentido de vida) e concretos (atendimento real do pedido feito).

  1. Elementos da oração

A maior parte de nossas orações são de súplica. Não deveria ser assim. No contexto bíblico, a oração tem pelo menos seis elementos. Eles não precisam estar presentes numa única prece, mas devem ser lembrados sempre.

Descubra quais são esses elementos, verificando os textos indicados.

2 Cr 7.3                        Sl 103.2

Sl 51.1-9                       1 Sm 1.15

Tg 5.16 e Mt 5.44                  Jr 33.3 e Mt 7.7

  1. O sim e o não

Deus diz sim a muitas de nossas orações. É animador listar os sins de Deus nas orações contidas na história bíblica. Veja alguns exemplos. Escreva os nomes dos personagens e seus pedidos, de acordo com as referências.

Gn 25.21                      Êx 2.23-25

Jz 13.8-9                      2 Rs 20.5

Lc 1.13                         At 10.4

Mas Deus diz não também a não poucas orações, mesmo que elas sejam proferidas por pessoas de caráter e de fé. Leia estes textos e anote da mesma maneira.

Dt 3.23-27                     2 Sm 12.15-20

2 Co 12.7-9

  1. Oração e ação

Lutero dizia: “É preciso orar como se todo trabalho fosse inútil e trabalhar como se todo orar fosse em vão”. É o que acontece do início ao fim do livro de Neemias. Você ficará impressionado ao procurar as passagens que descrevem como ele conciliava oração e ação (Ne 1.4; 2.4-5; 4.4-6; 4.9; 6.9 e assim por diante). Sublinhe o que encontrar em sua própria Bíblia e tire suas conclusões.

  1. Freqüência da oração

Pense por um momento: Você ora todos os dias? Quantas vezes? Na hora de levantar e de deitar ou às refeições? Somente em caso de doença ou morte? Leia as passagens abaixo e anote os períodos de oração que elas sugerem.

Sl 55.17 e Dn 6.10                  Lc 6.12

Ne 2.4 e Lc 22.44                1 Ts 5.17

Porque a oração é de grande importância e porque o homem é naturalmente indisciplinado, é bom que haja algum horário fixo de oração. O que não dispensa o “orai sem cessar”, que é a manutenção do espírito de oração em todos os momentos e circunstâncias, que caracteriza a nossa total dependência de Deus.

  1. Sugestões

1) Antes de orar, pare e pense um pouco em Deus e seus atributos. Com certeza, você iniciará sua oração da maneira correta: com uma palavra de adoração que partirá do fundo da alma.

2) Lembre-se de que a oração não substitui a leitura da Bíblia. As duas práticas são essenciais para o seu crescimento na vida cristã. Sem a Bíblia, as orações podem tornar-se sem conteúdo, egoístas e até mesmo erradas (Tg 4.3).

3) Tente “balancear” suas orações com adoração, ações de graça, confissão, extravasamento, intercessão e súplica.

4) Peça sem constrangimento. Não é necessário substituir a súplica pelo louvor. É Deus quem abre a porta da oração e diz: “Pede-me”. Mas não peça apenas saúde, cura física, sucesso, prosperidade, felicidade. Ore por virtudes e valores espirituais. Insista até obter resposta.

5) Reserve horários especiais no dia para oração, sem deixar de aplicar o “orai sem cessar”.

  1. Oração

Senhor Deus, obrigado por ter acesso a ti pela oração. Ensina-me a orar.

Ajuda-me a orar mais.

Amém.

 

Extraído Revista Ultimato 269

 

 

 

 Deixe Sua Fé Trabalhar

 

Tenho observado que muitos filhos de Deus estão neutralizando sua fé. Em consequência, estão sendo privados de uma vida plena da presença e do poder do Senhor.

Meu conselho é bastante simples: deixe sua fé trabalhar. Ponha sua fé em ação.

Não deixe sua fé inativa. Ela lhe foi concedida por Deus para produzir extraordinários resultados no seu viver diuturno.

Ofereça uma oportunidade para que sua fé se deixe dinamizar e atue decisivamente em todas as áreas do seu ser.

Deixe sua fé assegurar sua plena justificação: Tendo sido, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo. Rm 5.1.

Deixe sua fé produzir gozo: Ao qual, não o havendo visto, amais; no qual, não o vendo agora, mas crendo, vos alegrais com gozo inefável e glorioso. I Pe 1.8.

Deixe sua fé conduzir sua vida para uma plena e legítima edificação: Nem se dêem a fábulas ou a genealogias intermináveis, que mais produzem questões do que edificação de Deus, que consiste na fé; assim o faço agora. I Tm 1.4. Mas vós, amados, edificando-vos a vós mesmos sobre a vossa santíssima fé, orando no Espírito Santo, Judas 20.

Deixe a sua fé consolidar a linda obra de adoção, que lhe assegura a plenitude da filiação divina, garantida por Jesus Cristo: Porque todos sois filhos de Deus pela fé em Cristo Jesus. Gl 3.26. Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que crêem no seu nome; Jo 1.12.

Deixe sua fé estreitar sua vida de comunhão com Deus, à medida que efetiva em seu viver a bênção da purificação: E não fez diferença alguma entre eles e nós, purificando os seus corações pela fé. At 15.9.

Deixe sua fé proporcionar a estabilidade espiritual tão útil e necessária à sua vida, produzindo uma perfeita paz interior: Ora o Deus de esperança vos encha de todo o gozo e paz em crença, para que abundeis em esperança pela virtude do Espírito Santo. Rm 15.13.

Deixe a fé esconder você no mais poderoso abrigo que existe no Universo, a virtude do próprio Deus: Que mediante a fé estais guardados na virtude de Deus para a salvação, já prestes para se revelar no último tempo.I Pe 1.5.

Deixe sua fé atuar com liberdade, de tal maneira que o (a) conduza a uma vida de campeão espiritual: Porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo, a nossa fé. I Jo 5.4.

 

http://gezielgomes.com/samba/index.php?option=com_content&view=article&id=618:deixe-sua-fe-trabalhar&catid=117:devocionais&Itemid=168

 

Confiando Firmemente em Deus - Ev. Luiz Henrique

 

Complementos e Ajuda para professores e alunos: Ev. Luiz Henrique. 

 

TEXTO ÁUREO

“Lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós” (1 Pe 5.7).

 

VERDADE PRÁTICA

Confiar em DEUS é estar convicto de que Ele está no comando de todas as coisas.

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: Salmos 37.3-8.

3 Confia no SENHOR e faze o bem; habitarás na terra e, verdadeiramente, serás alimentado. 4 Deleita-te também no SENHOR, e ele te concederá o que deseja o teu coração. 5 Entrega o teu caminho ao SENHOR; confia nele, e ele tudo fará. 6 E ele fará sobressair a tua justiça como a luz; e o teu juízo, como o meio-dia. 7 Descansa no SENHOR e espera nele; não te indignes por causa daquele que prospera em seu caminho, por causa do homem que executa astutos intentos. 8 Deixa a ira e abandona o furor; não te indignes para fazer o mal.

 

37.4 DELEITA-TE TAMBÉM NO SENHOR. Deleitar-se no Senhor é desejar e fruir a intimidade da sua presença e a veracidade e justiça da sua Palavra (cf. Jó 22.26; 27.10; Is 58.14). Àqueles que se deleitam no Senhor, DEUS atende o desejo de seus corações.

(1) DEUS atenderá o anseio do coração do crente, se tal desejo estiver de conformidade com a sua vontade (ver Jo 15.7).

(2) Quando nos comprazemos em DEUS e na sua vontade, o próprio DEUS põe em nosso coração desejos que Ele se propõe a cumprir (Fp 2.13).

37.6 ELE FARÁ SOBRESSAIR A TUA JUSTIÇA COMO A LUZ. Os justos, aflitos pelos pecados do mundo, têm aqui as seguintes promessas:

(1) respostas às suas orações (vv. 4,5);

(2) vindicação dos seus justos padrões (v. 6);

(3) uma herança celestial (vv. 9,11,34);

(4) o auxílio potente do Senhor (vv. 17-19,39);

(5) a direção, proteção e presença do Senhor (vv. 23-25,28); e

(6) a salvação (v. 39).

 

37.7 ESPERA NELE. Este salmo revela como deve proceder o justo quando o ímpio prospera, apesar da sua conduta perversa e imoral. Devemos perseverar firmemente na fé enquanto esperamos que DEUS faça justiça e nos desagrave (cf. v. 1; 73; Pv 3.31; 23.17; 24.1; Jr 12). É possível ter paciência nas aflições e sofrimentos com a ajuda do ESPÍRITO SANTO (Gl 5.22; Rm 8.3,4; cf. Ef 4.1,2; Cl 1.11; 3.12), o qual nos dá a certeza de que em breve DEUS nos retribuirá e castigará os ímpios (cf. Rm 8.28; Hb 12.1,2,5-13).

Confiar (Dicionário Mini Aurélio)

Segurança íntima de procedimento = Temos confiança plena em DEUS, em sua santidade e no futuro que deseja para nós.

Crédito, Fé = Damos a DEUS todo crédito pela nossa salvação e cremos em seu perdão.

Boa fama = A fama de DEUS é de nunca mentir, nunca falhar em suas promessas e nunca perder uma batalha.

Confiança é definida no Dicionário Contemporâneo da Língua Portuguesa Caldas Aulete como “convicção íntima acerca da probidade, diligência, talento e discrição de alguém”. A probidade de Jeová está firmemente ancorada na sua benevolência. E podemos ter plena confiança na sua capacidade de fazer o que prometeu, porque o seu próprio nome, Jeová, o identifica como o grandioso Elaborador de Propósitos. (Êxodo 3:14; 6:2-8) Como Criador, ele é a Fonte de força e de energia dinâmica. (Isaías 40:26, 29) Ele é o epítome da verdade, porque “é impossível que DEUS minta”. (Hebreus 6:18) Por isso somos incentivados a depositar implícita confiança em Jeová, nosso DEUS, a grande Fonte de toda a verdade, que possui a onipotência para proteger os que confiam nele e para levar todos os seus grandiosos propósitos a um glorioso término. - Salmo 91:1, 2; Isaías 55:8-11

Por isso confio plenamente em DEUS. (http://br.answers.yahoo.com/question).

2) Confiança na obra salvadora de CRISTO e aceitação dos seus benefícios (Rm 1.16-17).

 

CONFIAR EM DEUS É TER FÉ EM DEUS E EM SUAS PROMESSAS.

Exemplos de confiança firme em DEUS:

Abraão, (Oferecendo seu filho).

Moisés, (Enfrentando Faraó).

Josué. (Entrando numa terra alheia para possuí-la).

Calebe

Js 14:12 Vs 12 Dê-me, pois, a região montanhosa que naquela ocasião o SENHOR me prometeu. Na época, você ficou sabendo que os enaquins lá viviam com suas cidades grandes e fortificadas; mas, se o SENHOR estiver comigo, eu os expulsarei de lá, como ele prometeu”. Agora dá-me este monte de que o Senhor falou naquele dia. Naquele dia tu ouviste que os enaquins estavam ali, bem como cidades grandes e fortes. Porventura o Senhor será comigo para os expulsar, como prometeu.

Jônatas

1Sm 14:6 Vs 6 E Jônatas disse a seu escudeiro: “Vamos ao destacamento daqueles incircuncisos. Talvez o SENHOR aja em nosso favor, pois nada pode impedir o SENHOR de salvar, seja com muitos ou com poucos”. Disse Jônatas ao seu escudeiro: Vem, passemos à guarnição destes incircuncisos. Porventura operará o Senhor por nós, porque para com o Senhor nenhum impedimento há de livrar com muitos ou com poucos.

Davi

1Sm 17.45 Davi, porém, lhe respondeu: Tu vens a mim com espada, com lança e com escudo; mas eu venho a ti em nome do Senhor dos exércitos, o DEUS dos exércitos de Israel, a quem tens afrontado.

Micaías

1Rs 22:14 Vs 14 Micaías, porém, disse: “Juro pelo nome do SENHOR que direi o que o SENHOR me mandar”.Porém Micaías disse: Tão certo como vive o Senhor, o que o Senhor me disser, isso falarei.

Os três jovens hebreus

Dn 3:17 Vs Se formos atirados na fornalha em chamas, o DEUS a quem prestamos culto pode livrar-nos, e ele nos livrará das tuas mãos, ó rei. Se formos lançados na fornalha de fogo ardente, o nosso DEUS, a quem nós servimos, pode livrar-nos dela, e ele nos livrará da tua mão, ó rei.

Daniel

Dn 6:10 Vs 10 Quando Daniel soube que o decreto tinha sido publicado, foi para casa, para o seu quarto, no andar de cima, onde as janelas davam para Jerusalém e ali fez o que costumava fazer: três vezes por dia ele se ajoelhava e orava, agradecendo ao seu DEUS. Ora, quando Daniel soube que a escritura estava assinada, entrou em sua casa, no seu quarto em cima, onde estavam abertas as janelas para o lado de Jerusalém, e três vezes no dia se punha de joelhos, orava e dava graças, diante do seu DEUS, como também antes costumava fazer.

Discípulos de JESUS

At 4:20 Vs 20 Pois não podemos deixar de falar do que vimos e ouvimos”. Pois não podemos deixar de falar do que temos visto e ouvido.

Paulo

1Ts 2.2 Apesar de termos sido maltratados e insultados em Filipos, como vocês sabem, com a ajuda de nosso DEUS tivemos coragem de anunciar-lhes o evangelho de DEUS, em meio a muita luta. Havendo primeiro padecido, e sido ultrajados em Filipos, como sabeis, tornamo-nos ousados em nosso DEUS, para vos falar o evangelho de DEUS, no meio de grande combate.

Confiar em DEUS implica em confiar em sua salvação:

 

A SEGURANÇA DA SALVAÇÃO

1Jo 5.13 “Estas coisas vos escrevi, para que saibais que tendes a vida eterna e para que creais no nome do Filho de DEUS.”

Todo cristão deseja ter a certeza da salvação, ou seja: a certeza de que, quando CRISTO voltar ou a morte chegar, esse cristão irá estar com o Senhor, no céu (Fp 1.23; 2Co 5.8). O propósito de João ao escrever esta primeira epístola é que o povo de DEUS tenha esta certeza (5.13). Note que João não declara em parte alguma da carta que uma experiência de conversão vivida apenas no passado proporciona certeza ou garantia da salvação hoje. Supor que possuímos a vida eterna, tendo por base única uma experiência passada, ou uma fé morta, é um erro grave. Esta epístola expõe nove maneiras de sabermos que estamos salvos como crentes em JESUS CRISTO.

(1) Temos a certeza da vida eterna quando cremos “no nome do Filho de DEUS” (5.13; cf. 4.15; 5.1, 5). Não há vida eterna, nem certeza da salvação, sem uma fé inabalável em JESUS CRISTO; fé esta que o confessa como o Filho de DEUS, enviado como Senhor e Salvador nosso.

(2) Temos a certeza da vida eterna quando temos CRISTO como Senhor da nossa vida e procuramos sinceramente guardar os seus mandamentos. “E nisto sabemos que o conhecemos: se guardarmos os seus mandamentos. Aquele que diz: Eu conheço-o e não guarda os seus mandamentos é mentiroso, e nele não está a verdade. Mas qualquer que guarda a sua palavra, o amor de DEUS está nele verdadeiramente aperfeiçoado; nisto conhecemos que estamos nele” (2.3-5; ver também 3.24; 5.2; Jo 8.31, 51; 14.23; Hb 5.9).

(3) Temos a certeza da vida eterna quando amamos o Pai e o Filho, e não o mundo (2.15; cf. 5.4).

(4) Temos a certeza da vida eterna quando habitual e continuamente praticamos a justiça, e não o pecado (2.29). Por outro lado, quem vive na prática do pecado é do diabo (3.7-10; ver 3.9).

(5) Temos a certeza da vida eterna quando amamos os irmãos (3.14; ver também 2.9-11; 4.7, 12, 20; 5.1; Jo 13.34,35).

(6) Temos a certeza da vida eterna quando temos consciência da habitação do ESPÍRITO SANTO em nós. “E nisto conhecemos que ele está em nós: pelo ESPÍRITO que nos tem dado” (3.24). Ver também 4.13: “Nisto conhecemos que estamos nele, e ele em nós, pois que nos deu do seu ESPÍRITO”.

(7) Temos a certeza da vida eterna quando nos esforçamos para seguir o exemplo de JESUS e viver como ele viveu (2.6; cf. Jo 13.15).

(8) Temos a vida eterna quando cremos, aceitamos e permanecemos na “Palavra da vida”, i.e., o CRISTO vivo (1.1), e de igual modo procedemos com a mensagem de CRISTO e dos apóstolos, conforme o NT (2.24; cf. 1.1-5; 4.6).

(9) Temos a certeza da vida eterna quando temos um intenso anelo e uma inabalável esperança pela volta de JESUS CRISTO, para nos levar para si mesmo. “Amados, agora somos filhos de DEUS, e ainda não é manifesto o que havemos de ser. Mas sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele; porque assim como é o veremos. E qualquer que nele tem esta esperança purifica-se a si mesmo, como também ele é puro” (3.2,3; cf. Jo 14.1-3).

Devemos crer e confiar na  PROVIDÊNCIA DIVINA.

O crente para usufruir os cuidados providenciais de DEUS em sua vida, tem responsabilidades a cumprir, conforme a Bíblia revela.

(1) Ele deve obedecer a DEUS e à sua vontade revelada. No caso de José, por exemplo, fica claro que por ele honrar a DEUS, mediante sua vida de obediência, DEUS o honrou ao estar com ele (39.2, 3, 21, 23). Semelhantemente, para o próprio JESUS desfrutar do cuidado divino protetor ante as intenções assassinas do rei Herodes, seus pais terrenos tiveram de obedecer a DEUS e fugir para o Egito (ver Mt 2.13). Aqueles que temem a DEUS e o reconhecem em todos os seus caminhos têm a promessa de que DEUS endireitará as suas veredas (Pv 3.5-7).

(2) Na sua providência, DEUS dirige os assuntos da igreja e de cada um de nós como seus servos. O crente deve estar em constante harmonia com a vontade de DEUS para a sua vida, servindo-o e ajudando outras pessoas em nome dEle (At 18.9,10; 23.11; 26.15-18; 27.22-24).

(3) Devemos amar a DEUS e submeter-nos a Ele pela fé em CRISTO, se quisermos que Ele opere para o nosso bem em todas as coisas (ver Rm 8.28).

Para termos sobre nós o cuidado de DEUS quando em aflição, devemos clamar a Ele em oração e fé perseverante. Pela oração e confiança em DEUS, experimentamos a sua paz (Fp 4.6,7), recebemos a sua força (Ef 3.16; Fp 4.13), a misericórdia, a graça e ajuda em tempos de necessidade (Hb 4.16; ver Fp 4.6). Tal oração de fé, pode ser em nosso próprio favor ou em favor do próximo (Rm 15.30-32; ver Cl 4.3).

 

RESUMO DA LIÇÃO 13 - CONFIANDO FIRMEMENTE EM DEUS

REVISTA CPAD - 2ºTRIMESTRE DE 2008

COMENTÁRIO

INTRODUÇÃO

Palavra Chave: Confiança - Disposição espiritual pelo qual

o crente entrega-se, sem reservas, aos cuidados de DEUS.

Convictos de que tudo está em suas mãos.

  1. O QUE É A CONFIANÇA EM DEUS
  2. Definição.
  3. A confiança em DEUS como disciplina teológica.

O livro de Salmos é Teologia espiritual ou devocional.

  1. A BASE DA CONFIANÇA EM DEUS
  2. A soberania de DEUS.

Nada ocorre sem a expressa permissão de DEUS (Dn 4.34-37).

  1. A sabedoria de DEUS. Atributo por intermédio do qual o

Ser Supremo sustenta todas as coisas.

  1. O poder de DEUS. Nada lhe é impossível (Mt 19.26).
  2. A provisão de DEUS. DEUS tudo provisiona, objetivando a

execução de seus planos em nossa vida.

  1. O amor de DEUS. Todos os atos de DEUS são atos

do mais puro e elevado amor (Rm 5.5).

III. EXEMPLOS DE CONFIANÇA EM DEUS

  1. Abraão. Cultivava a esperança em DEUS (Rm 4.18; Hb 11.11,12).
  2. Jó. Sua confiança em DEUS continuava inabalável (Jó 19.25).
  3. Paulo. Paulo possuía uma confiança singular (2 Tm 1.12).
  4. COMO EXERCER A NOSSA CONFIANÇA EM DEUS
  5. Vivendo pela fé. “Mas o justo viverá pela sua fé” (Hc 2.4 - ARA).
  6. Vivendo sem ansiedade.Viver tranqüilo e sossegado (Fp 4.6).
  7. Vivendo em oração. “Orai sem cessar” (1 Ts 5.17).
  8. Vivendo a Bíblia Sagrada. “Não cesses de falar deste Livro

da Lei; ….e serás bem-sucedido” (Js 1.8).

CONCLUSÃO

Confia você inteiramente em DEUS?

 

SINOPSE DO TÓPICO (1)A confiança em DEUS é a disposição espiritual pelo qual o crente entrega-se, sem reservas, aos cuidados de DEUS.

SINOPSE DO TÓPICO (2)As bases da confiança do crente no Senhor são: a soberania, sabedoria, poder, provisão e amor de DEUS.

SINOPSE DO TÓPICO (3) Nas Escrituras encontramos diversos exemplos de confiança em DEUS, entre eles podemos destacar: Abraão, Jó e Paulo.

SINOPSE DO TÓPICO (4) O cristão exerce confiança em DEUS quando vive pela fé, sem ansiedade, em oração e conforme a Palavra de DEUS.

REFLEXÃO “Levanta os olhos a DEUS nas alturas e pede perdão de teus pecados e negligências. Deixa as vaidades para os fúteis; tu, porém, atende ao que DEUS te manda.” (Tomás de Kempis)

 

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO

Subsídio Devocional

“Alegria, apesar da morte

Em Filipenses 1.19-21, Paulo manifesta um altíssimo nível de confiança e alegria no que concerne à sua morte. Paulo tinha confiança em quatro coisas que o ajudaram a encarar a morte sem medo:

  1. Confiança na Palavra de DEUS. A declaração de Paulo: ‘Porque sei que disto me resultará salvação’ é uma citação textual de Jó 13.16 no Antigo Testamento grego. A palavra ’sei’ vem da palavra grega oida, que significa saber com certeza. Paulo está exprimindo uma firme confiança no que está para acontecer […]
  2. Confiança nas Orações dos Santos. Paulo acreditava nos eternos propósitos de DEUS, estabelecidos antes mesmo da existência do tempo. Todavia, era de seu conhecimento que DEUS trabalha e realiza seus propósitos em associação com as orações dos crentes […]

(MACARTHUR, JR. J. O poder do sofrimento. 4.ed., Rio de Janeiro: CPAD, 2002, pp.63-4.)

 

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

MACARTHUR, JR. J. O poder do sofrimento. 4.ed., RJ: CPAD, 2002.

 

APLICAÇÃO PESSOAL

O crente deve estar em constante harmonia com a vontade de DEUS para a sua vida, servindo-o e ajudando outras pessoas em nome dEle. Devemos amar e submeter-nos a DEUS pela fé em CRISTO, se quisermos que o Senhor opere para o nosso bem em todas as coisas.

 

Para termos sobre nós o cuidado de DEUS, devemos clamar a Ele em oração e fé perseverante. Pela oração e confiança em DEUS, experimentamos a paz, recebemos a força, a misericórdia, a graça e ajuda divina em tempos de necessidade.

 

 

 

. O DISCIPULADO E A COMUNIDADE LOCAL

 

 

Romanos 12:4-6a - "Porque assim como num só corpo temos muitos membros, mas nem todos os membros têm a mesma função, assim também nós, conquanto muitos, somos um só corpo em CRISTO (o Messias), e membros uns dos outros, tendo, porém, diferentes dons segundo a graça que nos foi dada...".

1 Coríntios 12:12-27 - "Porque assim como o corpo é um e tem muitos membros, e todos os membros, sendo muitos, constituem um só corpo, assim também com respeito a CRISTO (o Messias). Pois, em um só ESPÍRITO (Espírito), todos nós fomos imersos em um corpo, quer judeus, quer gregos, quer escravos, quer livres. E a todos nós foi dado beber de um só ESPÍRITO (Espírito). Porque também o corpo não é um só membro, mas muitos. Se disser o pé: Porque não sou mão, não sou do corpo; nem por isso deixa de ser do corpo. Se o ouvido disser: Porque não sou olho, não sou do corpo; nem por isso deixa de o ser. Se todo o corpo fosse olho, onde estaria o ouvido? Se todo fosse ouvido, onde, o olfato? Mas DEUS dispôs os membros, colocando cada um deles no corpo, como Lhe aprouve. Se todos, porém, fossem um só membro, onde estaria o corpo? O certo é que há muitos membros, mas um só corpo. Não podem os olhos dizer à mão: Não precisamos de ti; nem ainda a cabeça aos pés: Não preciso de vós. Pelo contrário, os membros do corpo que parecem ser mais fracos são necessários; e os que nos parecem menos dignos no corpo, a estes damos muito maior honra; também os que em nós não são decorosos revestimos de especial honra. Mas os nossos membros nobres não têm necessidade disso. Contudo, DEUS coordenou o corpo, concedendo muito mais honra àquilo que menos tinha, para que não haja divisão no corpo; pelo contrário, cooperem os membros, com igual cuidado, em favor uns dos outros. De maneira que, se um membro sofre, todos sofrem com ele; e, se um deles é honrado, com ele todos se regozijam. Ora, vós sois o Corpo de JESUS; e, individualmente, membros deste Corpo".

Efésios 1:19-23 - "...segundo a eficácia da força do Seu poder, o qual exerceu Ele em CRISTO (o Messias), ressuscitando-O dentre os mortos e fazendo-O sentar à Sua direita nos lugares celestiais, acima de todo principado, e potestade, e poder, e domínio, e de todo nome que se possa referir, não só no presente século, mas também no vindouro. E (DEUS) pôs todas as coisas debaixo dos pés e, para ser O Cabeça sobre todas as coisas, O deu à IGREJA, a qual é o Seu Corpo, a plenitude dAquele que a tudo enche em todas as coisas".

Efésios 4:4 - "...há somente um corpo e um ESPÍRITO (Espírito), como também fostes chamados numa só esperança da vossa vocação..."

Efésios 4:15,16 - "Mas, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo nAquele que é a Cabeça, CRISTO (o Messias), de Quem todo o corpo, bem ajustado e consolidado pelo auxílio de toda junta, segundo a justa cooperação de cada parte, efetua o seu próprio aumento para a edificação de si mesmo em amor".

O que é o Corpo de JESUS ?

A primeira coisa que nos vem à mente quando pensamos em um corpo é uma unidade orgânica harmoniosa, onde cada órgão e cada célula tem sua função específica. Dentro desta harmonia, cada célula beneficia e é beneficiada pelas demais.

As Sagradas Escrituras se referem a todos os que crêem em JESUS, como sendo o Seu Corpo espiritual. Uma simples e sábia forma de dizer que Ele é o Cabeça, pois detém todo o controle e poder decisório, e que nós, os que cremos, somos parte desta unidade orgânica com Ele.

A forma e a maneira como nos tornamos participantes deste Corpo é também simples e sábia: pela fé e confissão de JESUS CRISTO como nosso Salvador e Rei.

O fato é que, ao assim procedermos, somos imersos no Corpo de JESUS, o que se torna, espiritualmente, nossa primeira imersão; a imersão no Corpo de JESUS.

Este momento é quando nosso espírito renasce e passamos a fazer parte integrante, tanto da vida de JESUS, o Cabeça, como também parte integrante da vida dos irmãos, que igualmente compõem o Corpo.

O princípio da dependência é o que mais se destaca na vida de um corpo, pois todos os membros, ou órgãos, são interdependentes. As figuras escriturais são muito sábias quanto ao que elas representam na realidade, e como tal, devemos pensar por um instante num corpo físico natural, que é a figura usada, para podermos compreender melhor os significados espirituais de sermos um só Corpo em JESUS.

Nenhum órgão do corpo humano, ou mesmo de animais, consegue viver sem os demais órgãos. O coração, por exemplo, necessita do oxigênio que é fornecido pelos pulmões; mas os pulmões necessitam de músculos para ser acionado; os músculos, por sua vez, necessitam de nutrientes, que são fornecidos pelo fígado, após serem ingeridos pela boca e digeridos no estômago. O sangue é o portador de inúmeras substâncias necessárias ao organismo, e também dos dejetos metabólicos que precisam ser filtrados pelos rins, para serem eliminados. Para que o sangue se mova por todo o corpo, é necessário voltarmos ao coração, que foi nosso ponto de partida.

Esta análise bem superficial do funcionamento de um corpo natural já nos dá uma boa idéia da interdependência que há entre os órgãos.

A segunda visão importante acerca do corpo é que cada órgão tem função, aspecto e localização diferente, embora permanecendo em perfeita harmonia e unidade com todos os demais órgãos do corpo, além de cada um, por menor que seja, ser de vital importância para o corpo todo.

As escrituras são claras em mostrar que todos aqueles que estão em JESUS são integrantes individuais do Seu Corpo, e, ao mesmo tempo, também mostra que nenhum deles pode dizer que qualquer outro não seja importante. O princípio espiritual da dependência é a máxima na composição de um corpo, para o que recomendo que você leia o tópico "Estudo dos Princípios Espirituais", caso ainda não o tenha feito.

Combatendo os estereótipos !!!

DEUS declarou em Êxodo 3:14 o seguinte: "Eu sou o que sou". Esta é, sem dúvida alguma, a frase mais completa e definitiva em questão de se definir o Criador. Simplesmente não há definição, pois Ele é tudo, faz tudo, preenche tudo, pode tudo e, principalmente, está acima de tudo.

DEUS declara em Sua Palavra que "Eu faço o bem e crio o mal", e também "Eu abro a ferida e Eu a ato". Sua Palavra também afirma que Ele endurece com quem quer, e igualmente faz misericórdia a quem Lhe apraz". As escrituras também perguntam: "Quem és tu, Ó homem, para discutires com DEUS"? Pode acaso algum homem perguntar a DEUS por que Ele agiu desta ou daquela forma? Pode um homem perguntar a DEUS por que Ele endureceu a um mas fez misericórdia a outro? Pode acaso o vaso perguntar ao oleiro: Por que me fizeste assim?

O que dizer, então, acerca de Seus filhos? Ora, me parece muito claro que os Seus filhos, do mesmo modo, tendo agora em si a vida de JESUS, igualmente não podem ser definidos ou moldados em estereótipos humanos, na constante busca de definir um padrão para se reconhecer exteriormente qualquer um deles.

Muitos esforços humanos têm sido feitos ao longo dos séculos, no sentido de definir exteriormente "quem é e quem não é". Seja pela vestimenta, seja por determinados comportamentos, seja por obediência a regras criadas por eles próprios, seja por determinadas formas de falar, como os jargões padronizados, enfim, tudo já foi tentado no sentido de se poder criar um julgamento, cujo cabe exclusivamente a DEUS, pois somente Ele, e mais ninguém, sabe quem realmente creu em JESUS, e se tornou filho por causa disso, e também quem não creu.

Já houve época em que andar com uma Bíblia em baixo do braço servia para criar um estereótipo de alguém interessado na verdade escritural, mas sabemos muito bem que há certas Bíblias que infelizmente só servem para andar debaixo do braço, quase como um amuleto de sorte, porém sem ser aberta e lida, e sem que o amor pela verdade realmente ocupe o coração de seu portador.

Outros já acharam que o verdadeiro convertido tinha que ter uma aparência de cordeirinho manso, que nunca levantasse sua voz, e que, de preferência, orasse sempre antes das refeições. Estes nem conseguem imaginar a cena de JESUS com chicote nas mãos expulsando do templo os que vendiam e virando as mesas. Será que Ele falou "baixinho" com os cambistas quando lhes disse: Vós transformastes a casa de Meu Pai em covil de salteadores!?

Inúmeras são as religiões onde as pessoas são obrigadas a usar terno e gravata, caso contrário são consideradas indignas, ou, pelo menos, displicentes. Para estas pessoas, se você disser muitas tolices e enganos, estando de terno, será mais bem ouvido e receberá mais atenção do que se disser profundas verdades espirituais, estando de calça de brim e chinelos.

DEUS tem filhos que usam terno, outros que usam fardas, outros que usam macacão, outros que usam calças jeans e outros que usam bermudas e chinelos. São todos igualmente Seus filhos sem que a vestimenta caracterize qualquer virtude ou defeito espiritual.

DEUS tem filhos que são financeiramente ricos e outros que são menos abastados quanto a isso. Ele tem filhos que receberam estudo e outros que não conhecem senão as primeiras letras. Ele tem filhos mais desenvoltos no falar e outros menos. Ele tem filhos pretos, brancos, mulatos, asiáticos, de todas as etnias; altos, baixos, magros e gordos, homens e mulheres. Isto tudo, simplesmente porque o espírito não possui etnia, nem cor, nem posição social. O espírito humano só pode estar vivo e vestido com vestes brancas ou estar morto e vestido de vestes sujas.

Obviamente, nenhuma aparência externa retrata ou caracteriza um convertido, mas sim, na grande maioria das vezes, um religioso. A aparência externa não indica e nem faz de uma pessoa um sincero convertido. Nos meus muitos anos de vida já conheci lobos vorazes vestidos em pele de ovelha, com Bíblia em baixo do braço e frases decoradas sempre presentes nos lábios, quase sempre aqueles jargões repetitivos característicos desta ou daquela organização humana.

Ora, se DEUS, o Pai, "É o que é", então, é claro, Seus filhos "são o que são". Não tente julgá-los pela aparência, comportamento padronizado ou estipulado, uso de jargões religiosos, uso desta ou daquela vestimenta, e muito menos pela comida ou bebida que ingerem. DEUS é o que é, e Seus filhos são o que são.

Combatendo os padrões religiosos !!!

Religião é tudo aquilo que substitui, na vida de uma pessoa, seu relacionamento pessoal com DEUS e com o Seu Messias JESUS. É qualquer hábito, ritual, procedimento, atividade, que sejam usados como "conforto" pessoal, sem que a pessoa tenha de realmente se relacionar com o Pai, DEUS e com o Filho JESUS, em sua vida.

A grande maioria das pessoas de hoje possui um lugar específico para se reunirem. Uns chamam este lugar de "templo", outros de "igreja", outros de "santuário", e por aí seguem os nomes dados, nas diversas religiões.

Qual é o grande erro semeado intensamente nos corações de muitos em relação a isso? A existência deste lugar de reunião se torna para a maioria, o lugar onde se deve ser "bonzinho", santo, cortez, gentil, amável, etc. Na maioria das vezes, em função das demais pessoas que ali também freqüentam.

A compreensão de sermos o Corpo de JESUS nos leva imediatamente a uma conclusão importante: nós somos o Seu Corpo 24 horas por dia, 365 dias por ano, sem férias, sem fins-de-semana e sem feriados. Somos Seu Corpo em casa, no trabalho, na rua, em viagem, no banheiro ou na cozinha.

Já a religião leva a pessoa a ter algum compromisso no lugar e no horário destinado às "atividades espirituais", mesmo que estas atividades sejam enganosas.

Os hábitos religiosos, inexplicáveis à luz das Sagradas Escrituras, são os mais diversos, sendo nada mais que uma supertição ou crendice, que muitas vezes até entram pelos limites da feitiçaria. Começam pelo "sinal da cruz" dos católicos, passando pelas inúmeras supertições de "água benta", e prosseguem desde uma saudação dizendo "paz do senhor" (paz de baal), passando por inúmeros jargões, como "oh glória", "aleluia", etc, dos evangélicos, sem que saibam sequer o que estão dizendo.

Certa vez eu visitei uma igreja evangélica onde o líder "me deu oportunidade" (outro jargão) para falar. Quando ele me apresentou, a religiosidade reinante suscitou muitos gritos de "aleluia", sem que nem me conhecessem ou imaginassem sobre o que eu iria falar. A primeira coisa que eu lhes perguntei foi: "Alguém aqui sabe o que significa "aleluia"? Das quase 200 pessoas que ali estavam, ninguém disse nada. Eu voltei a perguntar: Por que vocês disseram "aleluia", se nem ao menos sabem o que isso significa ou qual a origem desta palavra? O silêncio continuou. Então passei a apresentar-lhes o verdadeiro Criador, o Pai, DEUS, a partir da origem desta palavra que é Haolul-DEUS (Louvado seja DEUS), além de apresentar-lhes também o Nome do Filho e Messias, JESUS.

As construções católicas às quais eles chamam de "igrejas", possuem, para eles, uma inegável conotação de "lugar santo" ou "sagrado". Por outro lado, os evangélicos tentam negar isso em relação aos seus templos, uma vez que afirmam ser apenas "um lugar para reuniões". A verdade por trás disso, contudo, é bem diferente, uma vez que a forma como se comportam em relação a este "lugar de reunião" não é simplesmente de lugar de reunião. Algumas denominações evangélicas constroem o que chamam de "catedrais", bem ao estilo católico; outras chamam o "lugar de reunião" de "santuário", sendo que não é permitido fazer ali as mesmas coisas que fazem fora dali, ou até mesmo conversar ali determinados assuntos que se conversam fora dali. Algumas destas denominações, que possuem um prédio maior, têm até uma sala ou salão cujas portas estão fechadas todo o tempo, a espera de alguma situação especial que "mereça" acontecer ali dentro, quase como uma reprodução do "Santo dos santos" do antigo templo judaico.

Vejamos nos textos reproduzidos abaixo, o que as Sagradas Escrituras falam acerca do modo dos primeiros convertidos se reunirem:

1) "Ele está hospedado com Simão, curtidor, cuja residência está situada à beira-mar".

2) "Então, levando-os para sua própria casa, lhes pôs a mesa; e, com todos os seus, manifestava grande alegria, por terem crido em DEUS".

3) "Tendo-se retirado do cárcere, dirigiram-se para a casa de Lídia e, vendo os irmãos, os confortaram".

4) "....e assaltando a casa de Jasom, procuravam trazê-los para o meio do povo".

5) "Estes que têm transtornado o mundo chegaram também aqui, os quais Jasom hospedou".

6) "E posto que eram do mesmo ofício, passou a morar com eles (com Áqüila e Priscila) e ali trabalhava...".

7) "Saindo dali, entrou na casa de um homem chamado Tício Justo, que era temente a DEUS.... e ali permaneceu um ano e seis meses, ensinando a Palavra de DEUS".

8) "... jamais deixando de vos anunciar coisa alguma proveitosa, e de vo-la ensinar publicamente, e também de casa em casa".

9) "... acompanhados de todos, cada um com sua mulher e filhos, até fora da cidade; ajoelhados na praia, oramos".

10) "No dia seguinte partimos e fomos para Cesaréia; e, entrando na casa de Filipe, o evangelista, que era um dos sete, ficamos com ele".

11) "...e alguns dos discípulos também vieram de Cesaréia conosco, trazendo consigo Mnasom, natural de Chipre, velho discípulo, com quem nos deveríamos hospedar".

12) "Perto daquele lugar havia um sítio pertencente ao homem principal da ilha, chamado Públio, o qual nos recebeu e hospedou benignamente por três dias".

13) "...partiam pão de casa em casa".

14) "...saudai igualmente a IGREJA que se reúne na casa deles (de Áquila e Priscila)".

15) "Falavam alguns a respeito do templo, como estava ornado de belas pedras e de dádivas; então disse JESUS: Vedes estas coisas? Dias virão em que não ficará pedra sobre pedra que não seja derribada". Lucas 21:5,6

16) "CRISTO, porém, como Filho, em Sua casa, a qual casa somos nós,...". Hebreus 3:6

A reunião de casa em casa ou em lugares públicos é a tônica do livro de Atos quanto à reuniões dos convertidos a JESUS nos primeiros anos da IGREJA.

Notamos que aquele mesmo templo que JESUS defendeu expulsando os vendilhões, ainda dentro da velha aliança, antes que se rasgasse o véu do Santo dos santos, era agora declarado como extinto, pois o que era figura cedeu lugar ao real. O lugar da habitação do Altíssimo, seria agora em Sua IGREJA, e não em uma casa feita por mãos humanas, cuja foi entregue por DEUS nas mãos dos romanos para ser destruída, no ano 70.

O verdadeiro templo de DEUS

JESUS afirmou: "Aquele que Me amar será amado por Meu Pai que está no céu, e Nós viremos a ele, e faremos nele morada".

DEUS também declarou em Sua Palavra que: "Eu não habito em casas feitas por mãos humanas". E Ele diz mais: "O céu é o Meu trono, e a terra o estrado dos Meus pés. Que casa me construiríeis vós?".

Escrituralmente é muito claro que nenhum prédio ou construção humana recebe de DEUS especial atenção e nem se torna Sua moradia. Pelo contrário, o que está muito claro é que o lugar da habitação do Altíssimo é no nosso interior, no interior daqueles que crêem em JESUS.

As escrituras afirmam igualmente que o nosso corpo é o templo (lugar da habitação) do ESPÍRITO ESPÍRITO SANTO(Espírito O Santo). Assim vemos, maravilhosamente, que nós, os que cremos, somos de fato o templo do Altíssimo, e somos tal templo onde quer que estejamos. Nós não vamos a nenhum templo e nem construímos nenhum templo, mas nós SOMOS o templo, 24 horas por dia, 365 dias por ano.

Portanto, fique claro, que o conceito de templo, na Nova Aliança, se refere ao coração dos salvos em JESUS e não a construções feitas por mãos humanas. Templo não é um lugar onde se vá, mas sim as pessoas que crêem em JESUS e lavaram suas vestes no DAM (sangue) de JESUS CRISTO.

Neste ponto, o conceito de sermos o Corpo de JESUS e ao mesmo tempo sermos a morada da habitação do Altíssimo, ou Seu templo, se combinam maravilhosamente numa figura de fácil entendimento que representa com perfeição uma realidade espiritual de vida do Pai, DEUS, do Filho, JESUS e do Espírito O Santo, ESPÍRITO ESPÍRITO SANTO em nós, resultando numa perfeita unidade para toda a eternidade, onde temos a vida eterna pelo simples fato da Fonte de Vida habitar em nós.

Como vivem os renascidos em JESUS ?

Em primeiro lugar, precisamos atentar bem para alguns textos escriturais, de modo a podermos compreender com exatidão este assunto.

JESUS disse: "O Vento (ESPÍRITO) sopra onde quer, ouves a Sua voz, mas não sabes de onde vem e nem para onde vai. Assim é todo o que é nascido do ESPÍRITO (Espírito)". As escrituras igualmente afirmam que "aqueles que são guiados pelo ESPÍRITO ESPÍRITO SANTO(Espírito O Santo) são filhos de DEUS". Em hebraico a palavra ESPÍRITO é usada tanto para "Espírito" como para o "Vento", motivo pelo qual JESUS falou referindo-se com clareza ao sopro ou vento como figura do ESPÍRITO ESPÍRITO SANTO(Espírito O Santo) e Sua direção para a vida dos renascidos.

Ora, que planejamento pode fazer o homem, se sendo ele nascido do ESPÍRITO não sabe para onde vai? As religiões estão repletas de planejamentos. As atividades do semestre ou talvez do ano são afixadas nos quadros de avisos, para serem "religiosamente" cumpridas. Eles mesmos estabelecem suas próprias metas e por sua decisão humana as tentam alcançar.

Nós lemos nas Sagradas Escrituras que Felipe, logo após a imersão do eunuco, foi trasladado. Será que Felipe tinha planos para aquele dia no lugar onde estava? Será que ele estava seguindo o planejamento do "quadro de avisos"? Qual foi o planejamento de Shaúl (Paulo) para ser levado preso à presença de magistrados? Será que Shaúl "planejou" um naufrágio onde nenhuma vida se perderia?

O Corpo de JESUS não se conduz a si mesmo e não faz planos para si mesmo, pois quem planeja e determina é sempre a Cabeça, e não o Corpo. Como princípio básico temos sempre que considerar que tudo aquilo que não tem origem em DEUS não permanece. JESUS disse: "Toda árvore que Meu Pai celestial não plantou, será arrancada".

Os planejamentos humanos nada mais são do que árvores que DEUS não plantou, e por mais altas que estas árvores possam se tornar, certamente chegará o dia em que serão arrancadas e lançadas no fogo.

Não foram poucas as vezes na minha vida em que DEUS me conduziu a lugares e tarefas que eu jamais havia pensado ou planejado, e não achava sequer que fossem possíveis de acontecerem. O que eu tinha em mente para aquele dia ou para aquela semana? Isso pouco importa. O Corpo, seja em grupo ou individualmente, vai e faz aquilo que a Cabeça comanda, pois é na Cabeça que está o planejamento, não no Corpo.

Cabe ao corpo:

1) Aguardar, em espírito de oração e louvor, determinações que venham da Cabeça, JESUS.

2) Evitar criar estratégias próprias e metas próprias que não tenham origem em JESUS.

3) Estar sempre disponível para qualquer ação determinada pela Cabeça.

4) Obedecer fiel e minuciosamente qualquer comando que parta da Cabeça, JESUS.

5) Permitir-se renovar e receber crescimento pela Cabeça, JESUS.

6) Seguir adiante no Caminho a cada novo ensinamento da Cabeça, JESUS.

7) Manter a harmonia orgânica, pelo exercício fiel da função de cada membro para com os demais membros.

8) Guardar-se da contaminação do mundo.

9) Evitar o pecado.

10) Manter sempre desimpedido o fluir do amor de JESUS para todos.

Longe de se criar algum novo decálogo, os itens acima são apenas, eu diria, alguns dos mais importantes cuidados a serem observados pelos santos renascidos em JESUS.

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A Relação do Cristão com o Governo

           

 

Os cristãos estão no mundo, mas não devem ser do mundo (João 15:17). Os cristãos vivem no mundo como peregrinos, considerando-se cidadãos do céu (Filipenses 3:20). Entretanto, os cristãos também têm responsabilidades como cidadãos dos países da terra. Como pode um cristão conciliar os conflitos entre duas cidadanias, a terrestre e a celestial? O que as escrituras ensinam sobre os governos nacionais e a responsabilidade de um cristão para com eles?

Princípios

A pergunta que pretendiam usar como armadilha deu a Jesus a oportunidade para Ele definir a relação básica de um cristão com o governo. Veja a pergunta: "É lícito pagar tributo a César, ou não?" (Mateus 22:17). Os inimigos de Jesus pensaram que tinham maquinado um dilema sem saída. Se Jesus dissesse para pagar os impostos, ele não só ficaria impopular (porque os judeus odiavam ter que pagar impostos aos dominadores romanos) mas também poderia ser retratado como sendo contra Deus, uma vez que Deus exige fidelidade exclusiva. Mas, se Jesus dissesse para não pagar, ele seria preso pelos romanos, por traição. A maneira como Jesus resolveu o dilema foi impressionante. "Jesus, porém, conhecendo-lhes a malícia, respondeu: Por que me experimentais, hipócritas? Mostrai-me a moeda do tributo. Trouxeram-lhe um denário. E ele lhes perguntou: De quem é esta efígie e inscrição? Responderam: De César. Então lhes disse: Dai, pois, a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus" (Mateus 22:18-21). Jesus pediu uma moeda e perguntou o nome e a cara de quem estavam nela. É claro, essas moedas eram propriedade de César: Elas tinham sua assinatura e sua imagem nelas. Os judeus estavam recebendo os benefícios da dominação romana e tinham obrigação de pagar pelo que eles estavam recebendo e devolver a propriedade de César quando exigida. Ao evitar a armadilha, Jesus lançou o princípio básico regulando a relação do cristão com o governo: o homem tem uma dupla natureza e uma dupla cidadania. O homem tem responsabilidade para com o governo, no campo civil e para com Deus, no campo espiritual. Normalmente, é possível dar tanto a Deus como ao governo o que lhes é devido. Em geral, quando alguém se torna um cristão, ele não se retira do mundo nem corta todas as relações terrestres, mas leva os princípios cristãos para cada relacionamento da vida (1 Coríntios 7:17-24).

Paulo ampliou estes pontos e deu uma explicação mais completa do papel do governo no plano de Deus. "Todo homem esteja sujeito às autoridades superiores: porque não há autoridade que não proceda de Deus; e as autoridades que existem foram por ele instituídas. De modo que aquele que se opõe à autoridade, resiste à ordenação de Deus; e os que resistem trarão sobre si mesmos condenação. Porque os magistrados não são para temor quando se faz o bem, e, sim, quando se faz o mal. Queres tu não temer a autoridade? Faze o bem, e terás louvor dela; visto que a autoridade é ministro de Deus para teu bem. Entretanto, se fizeres o mal, teme; porque não é sem motivo que ela traz a espada; pois é ministro de Deus, vingador, para castigar o que pratica o mal. É necessário que lhe estejais sujeitos, não somente por causa do temor da punição, mas também por dever de consciência. Por esse motivo também pagais tributos: porque são ministros de Deus, atendendo constantemente a este serviço. Pagai a todos o que lhes é devido: a quem tributo, tributo; a quem imposto, imposto; a quem respeito, respeito; a quem honra, honra" (Romanos 13:1-7). Paulo mostrou que as autoridades superiores são estabelecidas por Deus. Deus é o rei e o soberano sobre as nações (Salmo 47; Daniel 4; Jeremias 18:5-10). Deus estabeleceu autoridade em muitas áreas da sociedade. Na família, por exemplo, Deus estabeleceu o esposo e o pai como autoridades. Do mesmo modo, Deus constituiu o governo civil como a autoridade da nação. Deus instituiu o governo civil para servir como seu ministro para o bem: para louvar o que é direito e para vingar o mal. Princípios de justiça e direito são o alicerce do governo do universo, por Deus, e foram planejados por Deus para serem, do mesmo modo, o alicerce dos princípios do governo civil (Salmo 89:14-15; Jeremias 22:1-5; Provérbios 14:34).

O uso que Deus faz do governo para punir o mal é importante. No contexto (Romanos 12:17-21), Deus proibiu os indivíduos de vingar o mal pessoalmente. Deus é o vingador. Então, no capítulo 13, vemos que um dos meios que Deus usa para punir o mal é o governo civil. Este capítulo autoriza o governo a usar a espada, para executar a pena de morte (Romanos 13:4). Isto está de acordo com um princípio básico de justiça e direito revelado por Deus, muito no começo da história humana: "Se alguém derramar o sangue do homem, pelo homem se derramará o seu; porque Deus fez o homem segundo a sua imagem" (Gênesis 9:6). Hoje em dia, esta tarefa de executar a justiça por meios de castigar os malfeitores deve ser feita pelo governo (veja também 1 Pedro 2:13-17). O governo tem o direito dado por Deus para usar os princípios da justiça para punir os malfeitores.

Responsabilidades

O cristão tem certas responsabilidades em relação ao governo:

  1. O cristão deve orar pelos funcionários do governo (1 Timóteo 2:1-2).
  2. O cristão deve pagar os impostos (Mateus 22:21; Romanos 13:6-7). É errado o cristão deixar de pagar os impostos que ele legalmente deve. Deus espera que o cristão aja com honestidade e integridade em todas as áreas da vida.
  3. O cristão deve obedecer o governo e suas leis (1 Pedro 2:13; Romanos 13:1-2, 5). De fato, Deus espera que o cristão respeite e se submeta à autoridade de todas as formas (Tito 3:1). Uma atitude revolucionária é condenada (Provérbios 24:21-22). Não há, na Bíblia, nenhuma passagem que especifique uma forma particular de governo (democracia, república, monarquia, etc.); o cristão deve submeter a qualquer tipo de governo que tem o poder. Em resumo, os cristãos obedecem à lei.
  4. O cristão deve honrar o governo (Romanos 13:7; 1 Pedro 2:17). Tem que ser cuidadoso para não difamar os funcionários do governo (Judas 8-10).

Limite

Há um limite básico para a obediência do cristão ao governo: ele tem que obedecer a Deus antes que ao homem (Atos 5:29). O cristão não pode nunca permitir que qualquer autoridade, de qualquer tipo, suplante a autoridade de Cristo. A autoridade de Cristo está acima da autoridade do pai, do esposo, do presbítero da igreja, do chefe no trabalho ou do funcionário do governo. Nunca podemos desculpar a desobediência a Deus baseados em alguma lei ou decisão do governo. Temos que obedecer a Deus antes que ao homem!

Pense numa ilustração moderna. Algumas vezes, as pessoas se valem das leis liberais do governo, a respeito do divórcio, para desculpar sua ignorância do que Deus disse. Basicamente a Bíblia condena o divórcio (Mateus 19:6) e diz que as pessoas que estão casadas segunda vez, estão cometendo adultério (Mateus 5:32; Marcos 10:11-12; Lucas 16:18; Romanos 7:2-3). Uma exceção é dada: aqueles que se divorciam de seus cônjuges por infidelidade sexual podem tornar a se casar (Mateus 19:9). Freqüentemente, o governo permite o divórcio e novo casamento por outras razões. Não podemos nunca pensar que a permissão do governo, automaticamente, significa a aprovação de Deus. Historicamente, os governos têm aprovado tudo, desde a idolatria até o assassinato. Mas, com permissão do governo ou não, um cristão jamais tem o direito de desobedecer a Deus.

Deus autoriza a existência do governo civil e manda os cristãos obedecerem. Mas, como em qualquer relacionamento humano, as expressas ordenanças de Cristo têm mais autoridade do que as ordens de qualquer homem ou instituição.

 

 

, DISCÍPULO E O LAR CRISTÃO

 

 

 

Não ha nada mais importante neste mundo do que ter um lar cristão onde a palavra de DEUS rege pelos seus padrões morais e eticos, segundo a vontade do Senhor.

Ore pelos seus familiares, pois DEUS te ouvira e a o seu tempo respondera. Creia no senhor Jesus e sera salvo tu e tua casa (At 16.31).

 

Texto Biblico

Js 24.15 Mas, se vos parece mal o servirdes ao Senhor, escolhei hoje a quem haveis de servir; se aos deuses a quem serviram vossos pais, que estavam além do Rio, ou aos deuses dos amorreus, em cuja terra habitais. Porém eu e a minha casa serviremos ao Senhor.

 

Introducão

Gl 2.20 Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé no filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim.

 

I-    O QUE E O LAR?

 

1-A Família, a base do lar

Gn 2.18 Disse mais o Senhor Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma ajudadora que lhe seja idônea.

 

2-O lar, a base da Sociedade

Mt 5.14 Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade situada sobre um monte;

 

II-    O LAR COMO EXTENCAO DA IGREJA

 

1-O que significa o vocabulo Igreja?

Mt 1618 Pois também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela;

At 9.31 Assim, pois, a igreja em toda a Judéia, Galiléia e Samária, tinha paz, sendo edificada, e andando no temor do Senhor; e, pelo auxílio do Espírito Santo, se multiplicava.

At 131 Ora, na igreja em Antioquia havia profetas e mestres, a saber: Barnabé, Simeão, chamado Níger, Lúcio de Cirene, Manaém, colaço de Herodes o tetrarca, e Saulo.

At 20.20 como não me esquivei de vos anunciar coisa alguma que útil seja, ensinando-vos publicamente e de casa em casa, 21 testificando, tanto a judeus como a gregos, o arrependimento para com Deus e a fé em nosso Senhor Jesus.

1 Co 1.2 à igreja de Deus que está em Corinto, aos santificados em Cristo Jesus, chamados para serem santos, com todos os que em todo lugar invocam o nome de nosso Senhor Jesus Cristo, Senhor deles e nosso:

1 Co 12.28 E a uns pôs Deus na igreja, primeiramente apóstolos, em segundo lugar profetas, em terceiro mestres, depois operadores de milagres, depois dons de curar, socorros, governos, variedades de línguas.

Hb 12.23 à universal assembléia e igreja dos primogênitos inscritos nos céus, e a Deus, o juiz de todos, e aos espíritos dos justos aperfeiçoados;

 

2-O Lar, a extencao da Igreja.

At 12.12 Depois de assim refletir foi à casa de Maria, mãe de João, que tem por sobrenome Marcos, onde muitas pessoas estavam reunidas e oravam.

Rm 165 Saudai também a igreja que está na casa deles. Saudai a Epêneto, meu amado, que é as primícias da Ásia para Cristo.

Ef 5.22 Vós, mulheres, submetei-vos a vossos maridos, como ao Senhor; 23 porque o marido é a cabeça da mulher, como também Cristo é a cabeça da igreja, sendo ele próprio o Salvador do corpo. 24 Mas, assim como a igreja está sujeita a Cristo, assim também as mulheres o sejam em tudo a seus maridos. 25 Vós, maridos, amai a vossas mulheres, como também Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela, 26 a fim de a santificar, tendo-a purificado com a lavagem da água, pela palavra, 27 para apresentá-la a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem qualquer coisa semelhante, mas santa e irrepreensível. 28 Assim devem os maridos amar a suas próprias mulheres, como a seus próprios corpos. Quem ama a sua mulher, ama-se a si mesmo. 29 Pois nunca ninguém aborreceu a sua própria carne, antes a nutre e preza, como também Cristo à igreja; 30 porque somos membros do seu corpo. 31 Por isso deixará o homem a seu pai e a sua mãe, e se unirá à sua mulher, e serão os dois uma só carne. 32 Grande é este mistério, mas eu falo em referência a Cristo e à igreja. 33 Todavia também vós, cada um de per si, assim ame a sua própria mulher como a si mesmo, e a mulher reverencie a seu marido.

 

III-A VIDA CRISTA NO LAR

 

1-O que e Vida Crista?

Mt 16.24 Então disse Jesus aos seus discípulos: Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz, e siga-me;

Os 6.3 Conheçamos, e prossigamos em conhecer ao Senhor; a sua saída, como a alva, é certa; e ele a nós virá como a chuva, como a chuva serôdia que rega a terra.

Fl 3.13 Irmãos, quanto a mim, não julgo que o haja alcançado; mas uma coisa faço, e é que, esquecendo-me das coisas que atrás ficam, e avançando para as que estão adiante, 14 prossigo para o alvo pelo prêmio da vocação celestial de Deus em Cristo Jesus.

 

2-Como Viver A Vida Crista No Lar?

Zc 4.6 Ele me respondeu, dizendo: Esta é a palavra do Senhor a Zorobabel, dizendo: Não por força nem por poder, mas pelo meu Espírito, diz o Senhor dos exércitos.

 

 

Entre em http://www.armazemnadia.com.br/henrique/Familia.htm e veja Estudo sobre família.

 

VALOR DA ADORAÇÃO A DEUS NO LAR...

Pr. Elinaldo Renovato de Lima

 

INTRODUÇÃO

No Livro de Gênesis, Cap. 3 e no Salmo 128, encontramos o valor da adoração a Deus no lar. Deus deseja que, em cada lar, haja um ambiente espiritual que honre e glorifique o Seu nome.

A maioria dos pais crentes não têm percebido a necessidade da adoração no lar, imaginando que só a igreja local atende às necessidades espirituais de sua família. Mas isso é um engano. Meditemos um pouco no assunto.

 

I - Deus quer estar presente no lar

 

No primeiro lar, Deus estava presente.

Deus visitava; Deus falava; Deus orientava o primeiro casal;

Enquanto obedeceram à voz de Deus, havia um culto maravilhoso no lar edênico.

Quando desobedeceram, Satanás prevaleceu.

HOJE, acontece a mesma coisa: Deus no lar: Harmonia, paz, amor. Deus fora do lar: falta de amor, ciúmes, contendas , brigas; desunião.

II - Com Deus no lar, A família é feliz

 

  1. O Pai de família é feliz(Sl 128.1)

Ele teme a Deus e ANDA nos seus caminhos...

Adora a Deus; reparte felicidade com os seus;

É companheiro e amigo dos filhos e da esposa, ajudando-os a serem bons crentes;

Ele ama a esposa e dá exemplo aos filhos;

Tem cuidado e zelo pela família (Ver 1 Tm 5.8);

  1. A Mãe, esposa e mulher é feliz(Sl 128.3a)

Ela é comparada a uma ÁRVORE FRUTÍFERA:

Dá fruto, dá sombra, dá abrigo, dá aconchego;

A árvore precisa ser cuidada: amor, zelo, afeto, carinho;

É diligente (Pv 31.27: é virtuosa (Pv 31.10-11);

É admirada e elogiada pelo esposo e pelos filhos (Pv 31.28-29).

  1. Os Filhos são abençoados(Sl 128 3b)

São comparados a PLANTAS DE OLIVEIRAS:

Dão fruto: Ver Gl 5.22-23;

Dão azeite (unção do Espírito Santo);

Dão sombra (amparo, abrigo contra o desconforto );

As plantas precisam ser regadas, cuidadas: amor, cuidado, afeto, tempo, diálogo.

  1. A Prosperidade no Lar Cristão(Sl 128.2; 4-6; Dt 28)

Prosperidade em tudo (Sl 1.1-3);

Bênção na cidade (Dt 28.3a); Bênção no campo (Dt 28.3b-4);

Bênção na vida doméstica (Dt 28.5,8);

Bênção dentro e fora de Casa (Dt 28.6; Sl 121.8);

Bênção diante dos inimigos (Dt 28.7; Sl 23.5);

Bênção na parte financeira (Dt 28.12).

III - A ADORAÇÃO A DEUS NO LAR É MANDAMENTO DE DEUS (Dt 11.18-21)

 

  1. Os pais devem ter a palavra no coração(V. 18)

Do coração procedem as saídas da vida (Pv 4.21-22);

A boca fala do que o coração está cheio (Lc 6.45);

"A morte e a vida estão no poder da língua" (Pv 18.21);

  1. Os pais devem ter a palavra de Deus nas mãos(V. 18)

As mãos devem ser usadas de acordo com a Palavra de Deus todos os dias;

O toque das mãos pode conduzir bênçãos com a palavra. Jacó abençoou os netos, tocando neles (Gn 48.8-10;13-16).

  1. Os pais devem ensinar a palavra cuidadosamente(V. 19)

Ensinar assentado em casa(v 19);

Ensinar andando pelo caminho;

Ensinar durante o dia;

  1. O valor do Culto Doméstico

 

4.1. Período

Deve ser feito diariamente: durante 10 a 15 minutos apenas;

 

4.2. Procidências

Providências preliminares: reunir a família e mostrar a necessidade do culto doméstico.

4.3. Roteiro - pode variar

1) Cânticos de corinhos ou de hinos de que todos gostem;

2) Leitura de pequeno trecho da Bíblia: cada dia, um membro da família ler; ou todos lêem alternadamente os versículos (isso ajuda a participação maior);

3) Um Comentáriorápido e significativo pode ser feito, enfatizando os pontos, aplicando-os à vida da família;

4) Pedidos de Oração: cada um pede por seus problemas e pelos outros;

5) Oração: uma só, por um membro da família ou fazem oração um após outro;

 

4.4. Obstáculos

1) Desencontros dos horários da família: O pai trabalha em um horário; a mãe trabalha em outro; os filhos saem cedo para a escola; horários desencontrados;

2) Fadiga: o trabalho e os estudos em excesso conspiram contra o culto doméstico;

3) Pouca importancia: muitos passam horas e horas diante da TV, mas não encontram tempo para o culto doméstico.

 

TUDO ISSO DIFICULTA MAS NÃO DEVE SER USADO COMO DESCULPAS PARA A NÃO REALIZAÇÃO DO CULTO DOMÉSTICO. O Inimigo pode agir nessas coisas.

É PRECISO COLOCAR O CULTO DOMÉSTICO COMO PRIORIDADE NO LAR. SÓ TRAZ BÊNÇÃOS PARA A FAMÍLIA.

 

Os obstáculos podem ser vencidos com o Poder do Espírito Santo e o esforço de todos , principalmente dos líderes do lar (Pai e mãe). Há tempo para tudo (Ec 3.1); Podemos tudo naquele que nos fortalece (Fp 4.13).

 

CONCLUSÃO: A adoração a Deus no lar precisa ser valorizada. A avalanche de pecados que são jogados contra os lares, especialmente através da mídia (TV, rádio, literatura pornográfica, etc...) só pode ser derrotada com a família unida em torno do altar da adoração a Deus. É melhor desligar o altar da televisão e acender o ALTAR DA ADORAÇÃO.

 

PAI E MÃE: não dêem desculpas que agradem ao inimigo. REALIZEM O CULTO DOMÉSTICO COM SEUS FILHOS. Que Deus nos abençoe (Nm 6.24-26).

 

 

, O FRUTO DO ESPÍRITO DOMÍNIO PRÓPRIO 

(TEMPERANÇA)           (Gálatas 5.16-25 )

 

  1. INTRODUÇÃO

 

Não podemos esquecer, como tenho repetido aqui, que a vida cristã é aquela vivida no Espírito Santo. Na verdade, a vida cristã só é possível no Espírito. Fora dEle, nossa vida é como a de qualquer pessoa.

Entre as virtudes cristãs, elencadas pelo apóstolo Paulo, está a do domínio próprio. Quando relaciona as qualidades de um cristão, Paulo inclui o domínio próprio (Tito 1:8), junto com hospitalidade, benignidade, sobriedade, justiça e piedade. O apóstolo Pedro segue na mesma trilha, colocando como uma das virtudes a ser buscada pelo cristão, ao lado do conhecimento, da perseverança e da piedade. (2Pedro 1.6)

Esta é uma palavra bastante problemática para nossa geração, acostumada à idéia de que a felicidade decorre do desprezo à idéia de disciplina e auto-controle. Colocando esta escolha em outros termos, podemos dizer que, para boa parte das pessoas, se a escolha for entre felicidade e auto-controle, talvez ouçamos alguém se dizer cansado de auto-controle e que agora pretende viver a vida com toda a sua adrenalina. Prevalece a idéia que autocontrole e alegria são incompatíveis

No entanto, a Bíblia nos adverte a não permitir que o pecado tenha domínio sobre nós (Romanos 6.14), já que não estamos mais debaixo da lei, que nos leva a produzir, mas sob a graça, que nos deve levar a frutificar, além do domínio próprio, em alegria, amor, benignidade, bondade, fidelidade, longanimidade, mansidão e paz.

 

  1. O SENTIDO DO DOMÍNIO PRÓPRIO.

O apóstolo dava muita importância ao termo ((egkrateia), uma vez que o usa várias vezes. Em 1 Coríntios 9.25, trata-se da virtude de um atleta em disciplinar seu corpo em busca da vitória; em 1 Coríntios 7.9, trata-se da capacidade do cristão em controlar sua sexualidade.

É curioso que, quando comparece perante o procurador romano Antonio Felix, que governou a Judéia de 52 a 60, o acusado apóstolo se defende falando de justiça, de juízo final e de domínio próprio, para irritação do representante de Nero. (Atos 24:25)

A expressão "domínio próprio" aparece sob diferentes palavras nas versões bíblicas, tendo então como sinônimos principais auto-controle e temperança. Não tem nada a ver, portanto, com endereço particular na internet...

Podemos entender melhor o que é domínio próprio pensando no seu oposto. Quem tem domínio próprio se autodomina. Quem não tem é dominado por algo ou por alguém. Quem tem domínio não permite que sentimentos e desejos o controlem; antes, controla-os, não se permitindo dominar por atitudes, costumes e paixões.

Domínio próprio, portanto, é a capacidade de efetiva que o cristão deve ter de controlar seu corpo e sua mente. Quando fez o homem, Deus deu-lhe o privilégio de dominar sobre todas as coisas: também disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; tenha ele domínio sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus, sobre os animais domésticos, sobre toda a terra e sobre todos os répteis que rastejam pela terra. (Gênesis 1.26)

O salmista relembra esta competência humana, ao dizer que Deus deu ao homem domínio sobre todas as obras das suas mãos e dos seus pés (Salmo 8.6)

Esta competência, no entanto, nem sempre se realiza quando se trata de homem dominar a si mesmo. Embora possa estar em nós desejar fazer o bem, nem sempre o fazemos. Afinal, como aprendemos também com Paulo, na nossa carne, não habita bem nenhum, pois o querer o bem está em cada um de nós; não, porém, o efetuá-lo, porque não faço o bem que prefiro, mas o mal que não quero, esse faço. (Romanos 7.18-19) Por isso, parecemos, por vezes, em cidades derrubadas, pois que cidade que não tem muros, assim é o homem que não tem domínio próprio. (Provérbios 25:28)

Esta percepção não pode é um convite à passividade, mas um desafio a nos conhecermos mais e a nos esforçarmos mais para viver segundo o padrão de Deus, por difícil que seja.

 

  1. DESENVOLVENDO O AUTOCONTROLE

Antes, somos convidados a ter domínio sobre nossos sentimentos, sobre nossos desejos e sobre as circunstâncias que nos envolvem.

 

  1. Dominando nossos sentimentos

Somos movidos pelos nossos sentimentos. Se, por exemplo, amamos, a Deus, ao próximo ou a nós mesmos, somos levados a querer bem, adorando a Deus, respeitando o outro e gostando de nós mesmos. Se, doutro lado, em nós o ódio é forte, seja a Deus pela figura do pai que representa, seja ao próximo, por ser a fonte de nosso sofrimento (o inferno são os outros, já dizia Sartre), seja a nós mesmos, pela incapacidade ser o que gostaríamos de ser, somos levados ao vale do vazio.

Ter domínio próprio é fazer com que os sentimentos bons sejam fortalecidos e canalizados para que possam ser aperfeiçoados. Assim, o amor deve alcançar o seu objeto. Desde Platão, existe uma modalidade de amor silencioso. Há homens que amam mulheres que jamais retribuirão o seu amor pelo simples fato de não saberem que sem amadas. Há, pois, um amor erótico platônico. Há também um amor fraternal platônico, que é aquele que nunca passa ao campo da ação. Há ainda um amor espiritual platônico. Há gente que só Deus, que sonda os corações, sabe que é amado por ela, porque dos lábios desse tipo de adorador não sai um cântico, não sai uma palavra de gratidão ou de exaltação a Deus.

Quando temos domínio sobre o sentimento do amor, fazemos com que ele se torne operativo.

Quando ao ódio, bem, simplesmente não devemos odiar e poderíamos encerrar a discussão aqui. No entanto, somos também capazes de odiar; este é um gigante da alma, como o descreveu um antigo psicólogo (Emílio Mira y Lopez). Se o Espírito Santo habita em nosso coração, ele não pode conviver com o ódio. Contudo, sabemos que, embora não o desejando, nós odiamos.

Por isto, a recomendação bíblica é que, mesmo nos irando, não devemos pecar e nem permitir que o sol se ponha sobre a nossa raiva. Antes, consultemos nosso travesseiro e sosseguemos (Salmo 4.4). Em outras palavras, o ódio não pode ser um sentimento permanente em nós, para que não nos destrua.

O ódio é, portanto, um sentimento a ser controlado ou ele nos dominará e nos levará a fazer o que não queremos.

A ambição é um sentimento que também deve ser controlado. Não devemos ser acomodados; antes, devemos querer o máximo para nós. A ambição destrói quando não vê métodos e se baseia na comparação com o que os outros são ou alcançaram. Controle a sua ambição e ela não controlará você.

A vaidade é um sentimento que também deve ser controlado. Não devemos nos achar que nada valemos e que os outros são melhores ou fazem as coisas melhores que nós. Nem sempre... A vaidade mata quando nos leva a nos achar onipotentes e oniscientes, acima da média humana. Controle a sua vaidade e ela não controlará.

 

  1. Dominando nossos desejos

Se os nossos sentimentos nos definem, nossos desejos nos constituem. Nós somos aquilo que desejamos. Como ensinou Jesus, onde estiver o nosso tesouro, isto é, os nossos desejos, aí estará também o nosso coração. (Mateus 6:21)

Desejamos coisas legítimas e coisas ilegítimas. Nem todos os nossos desejos são pecaminosos. Sejam quais forem, no entanto, se eles nos controlarem, passam a ser pecaminosos. Comer chocolate não é pecado. Se no entanto, não posso comê-lo e não consigo não comê-lo, comê-lo é pecado. Ver televisão não é pecado. Se, no entanto, eu deixo de fazer o que preciso fazer (seja ler, trabalhar, conversar) para ficar diante dela, ela me controlou.

Desejamos coisas realmente necessárias e coisas suavemente impostas. Já não sabemos a diferença em coisas básicas e coisas supérfluas. De qualquer modo, no entanto, podemos dizer que grande parte de nossas necessidades simplesmente não existe. É parte da máquina do mundo, que nos torna primeiramente consumidores e depois cidadãos (se é que chamos a sê-los).

A maior desgraça do desejo é quando ele se converte em vício. Nada mais blasfemo do que um cristão viciado. Há cristãos viciados em falar da vida alheia; até reunião de oração se transforma em espaço privilegiado para a fofoca. São cristãos que não refreiam as suas línguas. Há cristãos viciados em guardar dinheiro; eles guardam sempre e de modo tão doentio que nunca usufruem dele. São cristãos que não refreiam sua cobiça. Há cristãos viciados em mentir; dizem a Deus que O estão adorando, mas estão apenas buscando uma bençãozinha; dizem que têm apreço por seu irmão, sendo até capazes de abençoa-los da boca para fora, mas não têm a menor disposição de ajudá-lo a carregar as suas cargas. São cristãos escravos da aparência.

Ter domínio próprio é controlar os próprios vícios, não os vícios dos outros, que este já é um outro vício...

 

  1. Dominando-nos diante das circunstâncias

Além dos sentimentos e desejos, que nós podemos controlar, em grau maior ou menor, há as circunstâncias, aquelas situações que não criamos, mas que nos atingem.

Quando nos enredam, elas provocam desânimo. Diante delas, podemos perder o auto-controle, partindo para reações inadequadas, seja de desespero, seja com violência. Nossa reação mostra que, na verdade, estamos sendo controlados por elas.

Podemos ser menores que as circunstâncias, mas Deus é maior do que elas. Embora seja difícil, é assim que devemos crer. Autocontrole é manter a esperança no Senhor da vida.

Precisamos também aprender a lidar com as circunstâncias. Devemos fazer tudo o que estiver ao nosso alcance, mesmo sacrificialmente, para mudar aquelas que nós podemos transformar. Diante daquelas que não podemos alterar, temos que aprender a conviver com elas, mesmo sob pretexto, para que não nos dominem. Adaptar-se não é aceitar conformisticamente as adversidades, mas saber que elas existem, mudá-las logo, mudá-las quando for possível e viver apesar delas.

Devemos ter sempre em mente o conselho do pregador: Não há nenhum homem que tenha domínio sobre o vento para o reter; nem tampouco tem ele poder sobre o dia da morte; nem há tréguas nesta peleja; nem tampouco a perversidade livrará aquele que a ela se entrega. (Eclesiastes 8:8)

 

  1. PARA TER AUTOCONTROLE

Há certas ocasiões que, antes de perceber o que está fazendo, você perde o controle, e passa ser vítima do seu descontrole, velada ou violentamente. Os resultados são prostituição, impureza, lascívia, que nos sobrevêm quando perdemos o controle sobre a paixão e nos deixamos levar por ela; idolatria e feitiçarias, quando desesperamos diante das circunstâncias e buscamos bênçãos de todo tipo; inimizades, porfias, ciúmes, iras, discórdias, dissensões, facções e invejas, que nos dominam quando damos lugar aos desejos de superação do outro; bebedices e glutonarias, quando nos deixamos escravizar pelo desejo do nosso ventre. (Gálatas 5.19-20)

O fruto do Espírito, no entanto, é o auto-controle.

  1. Conheça-se e use o conhecimento a seu respeito a seu próprio favor. Tendemos a não perceber como somos, mas devemos nos esforçar para tal. Se você, no trânsito, é um pé de chumbo, vigie seu comportamento, para que controle o seu ímpeto de sair em disparada. A velocidade não é mais importante que você. Se você se ira com facilidade, evite as situações que a provocam a sua raiva. Desenvolva métodos para que a irritação fique em níveis aceitáveis. Use o que você sabe a seu próprio respeito para se dominar melhor.
  2. Aprenda a tomar atitudes diferentes das que toma hoje. Faça com que seus sentimentos e desejos não redundem sempre nos mesmos atos. Você nasceu assim, mas não precisa morrer assim. Abra-se para o diferente. Faça o que nunca fez antes.
  3. Valorize a disciplina. Quando Jesus disse que, se o nosso olho nos levar ao escândalo, devemos arrancá-lo, ele estava lembrando que precisamos subjugar o nosso corpo, quando este nos subjuga. Ponha objetivos na vida e se empenhe para alcançá-los. O autocontrole é o resultado da disciplina e do esforço próprio.
  4. Deixe-se conduzir pelo Espírito de Deus. O domínio próprio é um esforço de quem vive pelo Espírito. Os homens em geral não pensam em disciplina, mas os cristãos nos esforçamos para viver de modo organizado, coordenado e harmônico. Neste ministério, o Espírito Santo quer nos apoiar, para nos conduzir. Deixe-se dirigir pelo Espírito. O domínio próprio só é possível por meio de Sua ação em nós.

 

  1. CONCLUSÃO

O domínio próprio a que estamos nos referindo aqui não se trata de um auto-controle que nos faz doentes, aquele falso, aquele apenas de aparência, mas aquele resultante de desejo profundo.

Por isto, evite começar a fazer aquilo que o controla. Se você perde o controle da sua língua, quando o assunto é a vida alheia ou quando a conversa descamba para assuntos pouco edificantes, não entre na conversa. Recuse participar desde o princípio.

Se já começou, deixando-se dominar por sentimentos, desejos e atitudes, procure parar. O Espírito Santo o ajudará, se houver arrependimento no seu coração.

 

Afinal, a vida cristã é aquela vivida no Espírito Santo. Na verdade, a vida cristã só é possível no Espírito. Fora dEle, nossa vida é como a de qualquer pessoa.

 

 

 

A MISSÃO DE DISCIPULAR

 

  1. 1. O Propósito de Deus – Ele tem chamado do mundo um povo para si, enviando-o novamente ao mundo, para fazer discípulos de todas as nações. (Mt 25.19; Jo 20.21; At 15.14;)
  2. A Autoridade da Bíblia – Como inerrante e infalível Palavra de Deus, afirmamos o poder das Escrituras Sagradas para efetuar o propósito de Deus na salvação do homem. (Rm 1.16; 2 Tm 3.16)
  3. A Universalidade de Cristo – Afirmamos que só existe um salvador e um só Evangelho, embora haja uma variedade de maneiras de se realizar a obra de evangelização do mundo. (Jo 4.42; At 4.12)
  4. A Natureza da Evangelização – Evangelização em si é a proclamação do Cristo bíblico e histórico como Salvador e Senhor, com o propósito de persuadir os homens, para que por intermédio Dele se reconciliem com Deus. (At 20.47; 2 Co 5.11, 20)
  5. A Responsabilidade Social Cristã – “A fé sem obras é morta”, embora a reconciliação do homem com o homem, não signifique a reconciliação deste com Deus, nem ação social, evangelização, afirmamos que ambos são parcelas do nosso dever cristão. (Gn 1.26-27; Lc 6.27,35; Tg 2.14-26)
  6. A Igreja e a Evangelização – A Igreja ocupa o ponto central do propósito divino, ela é o instrumento para difusão do evangelho. A evangelização mundial requer que a Igreja toda, leve a todo o mundo, o Evangelho Integral em trabalho mútuo de cooperação (Jo 17.21-23; At 1.8; Gl 6.14; Fp 1.27)
  7. A Urgência Missionária – Com mais de dois terços da humanidade, ainda não eficientemente evangelizada, como Igreja, sentimo-nos envergonhados da nossa negligência para com tanta gente. Sendo cada geração responsável pela sua geração, esta é a hora da Igreja orar fervorosamente, e lançarem programas visando à evangelização total do mundo. (Jo 4.9; Rm 9.1-3; 10.11-16)
  8. As Culturas e a Evangelização – A evangelização mundial requer o desenvolvimento de estratégias e metodologias novas e criativas, e a cultura de um povo em parte é boa e em outra parte má, devido à Queda, por isso deve sempre ser julgada e provada pelas Escrituras, para que possa ser redimida e transformada para a glória de Deus. ( Mc 7.8,9,13; Rm 2.9-11; 2 Co 4.5)
  9. A Educação e a Liderança – Reconhecemos a grande necessidade de melhorar a educação teológica, especialmente em se tratando de líderes de igrejas, existindo em todo povo enorme necessidade de ensino e treinamento para seus pastores e aos leigos nativos. (At 14.21 – 24; Tt 1.5,9)
  10. O Conflito Espiritual – Cremos que estamos envolvidos em guerra constante contra os principados e potestades do mal, que buscam destruir a Igreja e malograr sua tarefa de evangelizar o mundo, semeiam falsas doutrinas e mundanismo em nosso meio. O momento demanda vigilância e discernimento. (Jo 17.15; Ef 6.10-20; 2 Co 4.3)
  11. Liberdade e Perseguição – A liberdade de praticar e propagar o cristianismo de acordo com a vontade de Deus é um direito nosso, conforme a Declaração Universal dos Direitos Humanos, mas não nos esquecemos de que Jesus nos advertiu de que a perseguição é inevitável, mas nem por isso devemos nos intimidar. ( Mt 5.10-12; At 4.16.21)
  12. O Poder do Espírito Santo – A evangelização mundial só se concretizará com uma Igreja cheia do Espírito Santo, sendo Ele quem convence o homem do pecado. O Espírito Santo tem um profundo interesse missionário. (Jo 7.37-39; At 1.8; 1 Co 2.4,5)
  13. O Retorno de Cristo – A promessa da segunda vinda de Cristo representa um incentivo a missões. Cremos que o período intermediário entre sua ascensão e o seu segundo retorno deve ser usado para o cumprimento da nossa missão como Povo de Deus, a obra missionária não poderá parar enquanto Ele não vier. (Mc 13.10; 2 Pe 3.13; Ap 7.9)

Síntese do Pacto de Lausanne 

1-LEITURAS IMPORTANTES:

Lc. 4:14-21 Sinais e prodígios e Milagres, pregação aos pobres de espírito onde quer que se encontrem (nós, hoje estamos pregando o evangelho fácil e comodista dentro de quatro paredes, mas Jesus nos ensinou a levar o evangelho onde quer que exista uma prostituta, um bêbado, um viciado, enfim aonde houver trevas que eu leve a luz).

Jo. 20.1 O primeiro Evangelista foi uma mulher, Maria Madalena. As mulheres precisam e devem ter maiores oportunidades na obra de Deus, o Espírito Santo não tem sexo, havia diaconisas na igreja que começou em Atos dos apóstolos, na época de maior machismo judeu; e agora? As mulheres podem entrar nas casas e ajudar na lavagem das vasilhas ou das roupas e até mesmo no feitio do almoço ou na confecção de um bolo; enquanto pregam o evangelho.

2-DEFINIÇÃO DE EVANGELISMO:

            É a arte de compartilhar a Salvação que recebemos e também o seu autor Jesus Cristo, com outra (S) Pessoa (S), através de comunicação direta e indireta.

 

3-DOIS TIPOS DE EVANGELISMO:

  1. Evangelismo Pessoal: (Ex. Jesus e a samaritana, quebrando as barreiras do preconceito racial; Filipe e Eunuco, sinônimo de obreiro preparado para explicar a palavra de DEUS aos necessitados).
  2. Evangelismo em massa: (Ex. Jesus e o sermão do monte, com as normas da nova religião; Paulo no Areópago, ensinando que filosofia não traz paz à alma e que só devemos adorar a um DEUS.)

4-ALGUMAS DÚVIDAS RESPONDIDAS ANTES DE INICIAR:

  • II Coríntios 5:14,15 (Por que evangelizar?)
  • II Timóteo 2:2-15 (O que é preciso para evangelizar?)
  • Atos 20:24 (Com o que se preocupar?)
  • Atos 18:9,10 (O que Temer? Tem 366 vezes a frase não temas na Bíblia.)
  • Lucas 19:10 (A quem Evangelizar?)
  • João 15:16 (Quem deve evangelizar?)
  •     Lucas 10:1 (Precisa de Grupos com muita gente?)
  • Atos 16:13,14 (Quem vai fazer as pessoas se interessarem?)
  • Provérbios 11:30 (Qual a verdadeira sabedoria?)
  • Mateus 20:19 (Basta ganhar as almas?)
  • Marcos 16:15 (Não fazer acepção de pessoas ou de lugares)
  • Atos 20:20 (De casa em casa)
  • Mateus 10:16 (Como se comportar?)

5-VISITAS:

            O horário de visitas é muito importante, não devendo as visitas ser de improviso. O horário sendo pré determinado traz algumas vantagens como:

-                                 Disponibilidade de tempo dos evangelizados.

-                                 Os problemas já estarão separados e prontos para serem lançados na conversa entre as duas partes.

-                                 Dificuldades bíblicas já estarão anotadas e separadas.

-                                 Interferências externas já anuladas previamente.

6-LIVROS A SEREM USADOS NO EVANGELISMO:

            Principalmente Bíblias: Evangélica e Católica Apostólica Romana (de Preferência Editora Ave-Maria)

            Livro Seitas e Heresias (Autor: Raimundo F. Oliveira – CPAD)

            Algumas referências e passagens bíblicas importantes que deverão ser guardadas na memória e no coração para serem usadas na hora certa:

-                                 Mateus 10:32 e Mateus 11:28

-                                 João 3:16 e João 5:24

-                                 Romanos 3:23, Romanos 6:23 e Romanos 10:8,9

-                                 I Timóteo 2:5

7-OBSERVAÇÕES IMPORTANTES:

  • Em Antioquia houve um verdadeiro avivamento: Havia, profetas, evangelistas, pastores, doutores ou mestres e depois enviaram missionários (Apóstolos). At 13.1-4; Ef 4.11-15;
  • Também se manifestavam as operações do Espírito Santo 1 Co 12.8-12;
  •                     Em Samaria o povo se convertia porque via e ouvia os sinais que Filipe fazia At 8.5-21

 

Ev.Luiz Henrique de Almeida silva

Bíblia de Estudos Pentecostal.

 

 

 

Mais subsídios

O EVANGELISMO PRÁTICO:

            1) O QUE É EVANGELISMO?

            Evangelismo, vem da palavra evangelho, cujas raízes são: a palavra grega “evangelio”, que significa boas novas; e evangelizo que significa trazer ou anunciar boas novas. A palavra evangelho torna-se mais significativa quando estudamos o verbo hebraico “bisar”, que significa “anunciar”, contra, publicar, este verbo é aplicado em Is. 4.27; Sl. 40.9 e 10; Is. 68.11 e 12; que proclama a vitória universal de Jeová sobre o mundo. É proclamar o evangelho de Jeová sobre o mundo. É proclamar o evangelho de Jeová ao povo.

-                                 Evangelismo é a tarefa de testemunhar de cristo aos perdidos.

-                                 Evangelismo é a tarefa de levar homens a Cristo.

-                                 Evangelismo é alistar vidas ao serviços de Cristo.

-                                 Evangelismo é obedecer e proclamar as boas novas.

2) OBJETIVOS DO EVANGELISMO:

  1. a)                                          Anunciar a Cristo (Jo. 1.36)
  2. b)                                          Levar homens a Cristo (Jo. 1.41)
  3. c)                                          Alistar vida para o serviço de Cristo (At. 11.25,26)
  4. d)                                          Proporcionar o crescimento da igreja (At. 2.47;5.14;9.31)

Para atingirmos os objetivos para esta década no Brasil a igreja precisa cerca 20% ao ano:

-                                 Hoje ela esta crescendo 5% ao ano.

-                                 Uma igreja de 100 membros está crescendo 5 membros ao ano.

-                                 Precisa crescer pelo menos com 20 membros ao ano.

-                                 Uma igreja de 500 membros precisa batizar 100.

-                                 Uma igreja de 1000 membros precisa batizar 200 e assim por diante.

COMO DEVE SER FEITO O EVANGELISMO?

Com profundo amor

Com paciência e persistência

Ouvindo a pessoa evangelizada

Usando linguagem que as pessoas compreendam

Fazendo perguntas sábias sobre a salvação

Não fugindo do assunto da salvação

Ex.: Cristo e a Samaritana – Os Judeus não lidavam com os Samaritanos.

Evitando assuntos polêmicos e discussões

Evitando ficar irritado

Mostrando o plano da salvação de modo simples

Procurando responder todas as perguntas com apoio bíblico

Reconhecendo que só ovelhas geram ovelhas.

MÉTODOS DE EVANGELISMO:

1º Em massa

 Cristo e os Apóstolos sempre gostaram desse método.

Evangelismo em massa é alcançar muitas pessoas ao mesmo tempo.

Ex.: Cruzadas, Culto nos templos, Cultos nas praças e etc...

2º Evangelismo Pessoal

Cristo e os Apóstolos sempre usaram método de Evangelismo em massa, mas nunca desprezaram o evangelismo pessoal. Ex.: A Samaritana, Zaqueu, Nicodemos, o Eunuco de Candace, a Mulher Adúltera, A Sirofinicia e etc...

Evangelismo pessoal é uma pessoa ganhando outra pessoa. Discípulo. Ex.: Filipe e Natanael (Jo 1.43-46)

DISTRIBUIÇÃO DE FOLHETOS:  PONTOS A SEREM CONSIDERADOS :

1- Conhecer o folheto e sua mensagem

2- Entrega-lo com atitudes de interesse

3- Não insistir para que alguém o tome

4- Manter-se calmo e vigilante

5- Não discutir nunca

6- Se alguém jogar o folheto fora, torne-o ajuda-lo

7- Oferecer o folheto com um sorriso sincero e com as seguintes palavras: Boa Tarde, Quero oferecer-te: a) Uma mensagem importante, b) Algo de importância para sua vida, c) Um recado de Deus, d) Um folheto que explica o caminho da eterna salvação.

8- Dar o folheto carimbado

9- Conhecer como guiar uma alma a Cristo

PASSAGENS QUE O EVANGELISMO DEVE CONHECER BEM E ONDE ENCONTRA-LA

1- Os Dez Mandamentos Ex 20; Dt 5.

2- O sermão da Montanha Mt 5.6,7

3- A grande comissão Mt 28

4- O plano de salvação Jo 3.16; Jo 5.24; Rm 8; Is. 53.4,5; At 2.8,9,10,11.

5- Convicção de Salvação I Co 1.18 e 21

ESTRATÉGIA DE EVANGELISMO

1-   Nos lares, At. 5.42

2-   Nos hospitais, Mt 25.43

3-   Nas prisões, Mt 25.43

4-   Nas filas de ônibus

5-   No púlpito

6-   Nos bares

7-   Nos restaurantes

8-   Nos consultórios

9-   Nos colégios e universidades, At 19.9

10- Nos conjuntos residenciais – Folhetos...

11- Nas filas do INANPS e similares

12- Nos cemitérios- Dia de finados

13- Nas feiras livres

14- Nas Exposições

15- Nas Estádios e Similares – Folhetos específicos

16- Ao ar livre, At 16.13

17- Através do Telefone

18- Através de postais

19- Através de jantares

20- Através de um testemunho santo

21- Através do Rádio, Sl 19.1,3; Jr. 22.29; Sl 26.7

22- Através da Televisão, Mt 10.27

23- Através das caixas postais

24- Através de cruzadas Evangelísticas, At 8.5,6

25- Com Folhetos (oração)

26- Com jornais, Is 52.7; Am 4.5; Sl. 26.7; 68.11; Mc 1.45; 7.36; 13.10

27- Com cartões de oração

28- Com bíblias e Novos Testamentos

29- Com Cds

30- Com Fitas K-7

31- Com adesivos

32- Através da escola (Um aluno ganhando outros alunos)

 

33- Na beira de rios , nas praias, At 16.13-15

 

 

 

 

 

O DISCIPULO E A IMPUREZA

             

 

 

           A SEPARAÇÃO ESPIRITUAL DO CRENTE

 

 2Co 6.17,18 “Pelo que saí do meio deles, e apartai-vos, diz o Senhor; e não toqueis nada imundo, e eu vos receberei; e eu serei para vós Pai, e vós sereis para mim filhos e filhas, diz o Senhor Todo-poderoso”.

O conceito de separação do mal é fundamental para o relacionamento entre Deus e o seu povo. Segundo a Bíblia, a separação abrange duas dimensões, sendo uma negativa e outra positiva:

(a) a separação moral e espiritual do pecado e de tudo quanto é contrário a Jesus Cristo, à justiça e à Palavra de Deus;

(b) separar-se para DEUS - acercar-se de Deus em estreita e íntima comunhão, mediante a dedicação, a adoração e o serviço a Ele.

 

(1) No AT, a separação era uma exigência contínua de Deus para o seu povo (Lv 11.44; Dt 7.3; Ed 9.2 – separar-se dos cananeus). O povo de Deus deve ser santo, diferente e separado de todos os outros povos, a fim de pertencer exclusivamente a Deus. Uma principal razão por que Deus castigou o seu povo com o desterro na Assíria e Babilônia foi seu obstinado apego à idolatria e ao modo pecaminoso de vida dos povos vizinhos (ver 2Rs 17.7,8; 24.3; 2Cr 36.14; Jr 2.5, 13; Ez 23.2; Os 7.8).

 

(2) No NT, Deus ordenou a separação entre o crente e:

(a) o sistema mundial corrupto e a transigência ímpia (Jo 17.15,16; 2Tm 3.1-5; Tg 1.27; 4.4);

(b) aqueles que na igreja pecam e não se arrependem de seus pecados (Mt 18.15-17; 1Co 5.9-11; 2Ts 3.6-15); e

(c) os mestres, igrejas ou seitas falsas que aceitam erros teológicos e negam as verdades bíblicas (ver Mt 7.15; Rm 16.17; Gl 1.9; Tt 3.9-11; 2Pe 2.17-22; 1Jo 4.1; 2Jo 10,11; Jd vv.12,13).

 

(3) Nossa atitude nessa separação do mal, deve ser de:

(a) ódio ao pecado, à impiedade e à conduta de vida corrupta do mundo (Rm 12.9; Hb 1.9; 1Jo 2.15), (b) oposição à falsa doutrina (Gl 1.9),

(c) amor genuíno para com aqueles de quem devemos nos separar (amar os inimigos, Jo 3.16; 1Co 5.5; Gl 6.1; cf. Rm 9.1-3; 2Co 2.1-8; 11.28,29; Jd v. 22) e

(d) temor de Deus ao nos aperfeiçoarmos na santificação (7.1).

 

(4) Nosso propósito na separação do mal, é que nós, como o povo de Deus,

(a) perseveremos na salvação (1Tm 4.16; Ap 2.14-17), na fé (1Tm 1.19; 6.10, 20,21) e na santidade (Jo 17.14-21; 2Co 7.1);

(b) vivamos inteiramente para Deus como nosso Senhor e Pai (Mt 22.37; 2Co 6.16-18) e

(c) convençamos o mundo incrédulo da verdade e das bênçãos do evangelho (Jo 17.21; Fp 2.15).

 

(5) Quando corretamente nos separarmos do mal, o próprio Deus nos recompensará,

acercando-se de nós com sua proteção, sua bênção e seu cuidado paternal.

Ele promete ser tudo o que um bom Pai deve ser. Ele será nosso Conselheiro e Guia; Ele nos amará e de nós cuidará como seus próprios filhos (6.16-18).

 

(6) O crente que deixa de separar-se da prática do mal, do erro, da impureza, o resultado inevitável será a perda da sua comunhão com Deus (6.16), da sua aceitação pelo Pai (6.17), e de seus direitos de filho (6.18; cf. Rm 8.15,16).

 

(Bíblia de Estudos Pentecostal - CPAD)

 

Crucificando a Carne (Gálatas 5:19-21)

A carta de Paulo aos gálatas ataca com força a doutrina falsa que alguns cristãos judeus estavam ensinando, pela qual tentavam obrigar os cristãos a obedecer a lei que Deus havia dado aos israelitas, no Velho Testamento. Ele demonstra efetivamente que nossa justificação é pela fé em Cristo, e não pelas obras da lei de Moisés. Os primeiros quatro capítulos do livro apresentam e defendem seus argumentos para mostrar que não somos escravos sob a velha lei, mas livres em Cristo. Em Gálatas 5:1, ele faz este forte apelo: "para a liberdade foi que Cristo nos libertou. Permanecei, pois, firmes e não vos submetais, de novo, a jugo de escravidão."

Paulo faz, então, uma transição dos argumentos doutrinários contra este erro de alguns irmãos judeus, para os argumentos práticos que todos podemos e devemos aplicar em nossas vidas. Pondo de lado a lei do Velho Testamento, ele continua dizendo: "Porque vós, irmãos, fostes chamados à liberdade; porém não useis da liberdade para dar ocasião à carne; sede, antes, servos uns dos outros, pelo amor" (Gálatas 5:13). Este contraste entre nossa liberdade em Cristo e a escravidão à carne é desenvolvido nos versículos finais do capítulo 5, onde ele mostra que devemos andar no Espírito e recusarmo-nos a satisfazer os desejos pecaminosos de nossa carne. Ele nos diz que estamos em uma guerra que o Espírito deve vencer. Para ajudar-nos a ser vitoriosos, ele enumera as obras da carne e coloca-as em contraste direto com o fruto do Espírito. Vai nos ajudar a vencer o inimigo dos desejos carnais se considerarmos cuidadosamente esta lista e o significado das palavras que Paulo emprega.

As Obras da Carne (Gálatas 5:19-21)

Muitos dos pecados listados aqui são semelhantes, portanto, pode ajudar em seu entendimento se os considerarmos em grupos.

Pecados de Impureza Sexual

Prostituição (19) é um termo amplo, que descreve relações sexuais ilícitas. Sua origem, como pode ser entendida pela tradução comum, "prostituição", vem de uma palavra que descrevia "amor" que pode ser comprado e vendido, onde uma pessoa é usada e descartada. Em vez de restringir as relações sexuais como Deus tencionava (somente a um casamento legal, por toda a vida, de um homem com uma mulher, Gênesis 2:24; Hebreus 13:4), aqueles que praticam a prostituição fazem do sexo uma paixão carnal barata e vazia.

Impureza (19) significa basicamente sujeira. Ela fala da impureza que corrompe a moralidade e a alma de uma pessoa. Ela pode ser usada para falar de impureza religiosa, mas também veio a significar corrupção moral. Esta impureza separa uma pessoa de Deus, que é puro e santo.

Lascívia (19) sugere um amor ao pecado, de quem perdeu sua vergonha e imprudentemente viola a lei de Deus. É normalmente usada para falar de tal atitude para com os pecados sexuais.

Pecados de Impureza Espiritual e Religiosa

Idolatria (20) é, essencialmente, a adoração de uma criatura quando deveríamos adorar somente o Criador. É, assim, uma rejeição de Deus e de sua posição de autoridade e honra. Pode ser cometida na adoração a imagens (Romanos 1:19-23) ou na exaltação e na busca de coisas materiais (Mateus 6:24; Colossenses 3:5). Pode levar a doenças e mortes como em Rm1, pelo abandono de DEUS.

Feitiçaria (20) vem da mesma raiz que a palavra "farmácia". Ela, originalmente, se referia a drogas medicinais, e com o passar do tempo veio a ser associada com o abuso de drogas e, finalmente, com o abuso de drogas em bruxaria e feitiçaria.

Pecados Contra Outras Pessoas

As obras da carne incluem oito palavras que se referem a conflitos e divisões entre pessoas, por causa de atitudes egoístas e pecaminosas, que destroem as relações pessoais. Estes pecados têm destruído muitas amizades, famílias e igrejas, e têm que ser vencidos para se andar no Espírito.

Inimizades (20) é uma palavra comum para descrever a separação entre inimigos. É a mesma palavra que Paulo usou em outro lugar para falar da separação de Deus (Romanos 8:7), ou a divisão entre os judeus e os gentios que foi removida pelo sacrifício de Cristo (Efésios 2:14-16). Os cristãos têm que amar seus inimigos, e não podem imitar ao ódio do mundo (Mateus 5:43-48).

Porfias (20) são o comportamento que resulta da atitude de inimizade. Esta palavra descreve debates, disputas e lutas que freqüentemente ocorrem quando pessoas estão preocupadas, de modo egoísta, em proteger seus próprios interesses.

Ciúmes (20) é uma palavra que fala do medo de perder alguma coisa, que leva a conflitos com outros e até mesmo a ressentimento e ódio a outras pessoas.

Iras (20) é uma palavra forte que descreve a fúria e o impulso violento contra coisas ou pessoas que nos ofendem. É, freqüentemente, vista na tendência de pessoas a reagirem quando se sentem lesadas. Em contraste, Paulo disse que não temos que procurar vingança, mas devemos deixar a Deus o exercício da justiça (Romanos 12:19-21).

Discórdias (20) descrevem as dissensões que resultam de ambições egoístas. É uma palavra política que descreve a campanha partidária pela honra e posição. Tal política não tem lugar entre os servos de Cristo. Paulo disse que a solução para tais conflitos é imitar a atitude altruísta e sacrificial de Cristo (Filipenses 2:1-8).

Dissensões (20) descrevem as divisões que resultam quando as pessoas satisfazem seus próprios desejos em vez de buscar agradar ao Senhor. Para evitá-las, precisamos basear nossa unidade na palavra de Deus (1 Coríntios 1:10) e no exemplo que Jesus nos deu (João 17:20-23).

Facções (20) são seitas ou partidos. Os primeiros três capítulos de 1 Coríntios mostram que tais seitas não deveriam existir na igreja do Senhor. Não devemos seguir as várias doutrinas humanas que dividem o mundo religioso, mas devemos nos unir a Cristo e com aqueles que o seguem fielmente.

Invejas (21) são similares aos ciúmes. Os ciúmes resultam do temor de perder algo que alguém já tem; as invejas são o ódio e o ressentimento que uma pessoa sente quando outros prosperam ou possuem o que ele não tem.

Pecados que Demonstram Falta de Autodomínio

Bebedices (21), ou embriaguez, é um problema que tem afligido as sociedades desde os tempos antigos. O abuso do álcool, com todos os seus feios resultados de mortes desnecessárias, lares desfeitos, esposas e filhos maltratados, etc., continua a ser uma das mais comuns obras da carne. Ela não tem lugar na vida de uma pessoa que está verdadeiramente sob o comando de Deus.

Glutonarias (21) é uma palavra que nos recorda que o excesso, mesmo em coisas que não são inerentemente más, pode ser errado. Não é errado comer, mas comer sem se conter é errado. A pessoa que não pode recusar comida não está mostrando o autodomínio que Deus exige de nós, é glutão.

E Coisas Semelhantes

Esta não é uma lista completa de todos os pecados possíveis que uma pessoa pode cometer. Paulo está simplesmente dando exemplos para ilustrar a diferença entre a pessoa que é governada pelo Espírito e aquela que é uma escrava das paixões carnais. Ele nos está desafiando a retirar estas coisas de nossas vidas para que possamos viver e andar no Espírito.

A Conseqüência do Servir à Carne

 

Paulo não deixa dúvida em seu comentário final, no versículo 21: ". . . a respeito das quais eu vos declaro, como já, outrora, vos preveni, que não herdarão o reino de Deus os que tais cousas praticam". Há uma ligação inegável entre nossa conduta e nossa salvação eterna. A pessoa que não permite ao Espírito mudar totalmente sua vida e remover tal carnalidade não receberá o prêmio de um lar eterno com Deus. Devemos ser transformados de dentro para fora (Romanos 12:1-2).

fonte www.avivamentonosul21.comunidades.net