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doutrina biblica a oração n.7
doutrina biblica a oração n.7

                                  Em favor de que Paulo orava?

                                 Estudo biblico n.7

 

Em Romanos 15.5,6, Paulo orou assim: “Ora, o Deus da paciência e da consolação vos conceda o mesmo sentir de uns para com os outros, segundo Cristo Jesus, para que concordemente e a uma voz glorifiqueis ao Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo”. Um pouco adiante, em Romanos 15.13, ele orou: “E o Deus da esperança vos encha de todo o gozo e paz no vosso crer, para que sejais ricos de esperança no poder do Espírito Santo”.

A igreja em Roma estava começando a experimentar perseguição, e os crentes de lá estavam tentando sobreviver numa cidade hostil ao Evangelho. Mesmo assim, Paulo não orou em favor de segurança ou proteção para eles. Hoje, esses seriam os primeiros itens na nossa lista de pedidos. Pensaríamos nisso antes de qualquer outra coisa. Entretanto, Paulo orou em favor de unidade, na primeira oração, e em favor de gozo e paz na segunda. Por quê?

Nas duas orações aparecem as palavras “para que”. Dezenove orações de Paulo têm essa mesma expressão. Paulo estava orando em favor de algo “para que” outra coisa pudesse acontecer. Quando orou em favor de unidade, na primeira oração, seu objetivo final era que Deus fosse glorificado. Jesus também orou pela unidade dos discípulos em João 17: “a fim de que todos sejam um, Pai; [...] para que o mundo creia que tu me enviaste” (v. 21). Jesus também disse em João 12.32: “E eu, quando for levantado da terra, atrairei todos a mim mesmo”.

Paulo sabia que quando as pessoas de fora vissem a unidade da Igreja, seriam atraídas a Jesus Cristo em grande número. Por isso, ao invés de pedir o óbvio (proteção e segurança), ele orou com olhos do Reino: “Dá-lhes unidade para que o mundo seja atraído ao Evangelho”. Quando a Igreja está unida, algo acontece nas regiões celestiais, e pessoas são tocadas e atraídas ao Senhor.

Atualmente, há muitos pastores de igrejas e comunidades no estado de Indiana (EUA) que estão orando juntos. Em uma dessas comunidades, há pouco mais de cinco anos, eles começaram a fazer “Concertos de Oração” (campanhas específicas de oração em favor da Igreja), a cada dois ou três meses. Os pastores oravam juntos toda semana. Combinaram para um grupo de intercessores de várias igrejas se reunir em uma terça-feira por mês para orar pela comunidade. Havia muita unidade.

Depois de algum tempo, o prefeito da cidade notou o que estava acontecendo. Embora não fosse crente, foi ao grupo de pastores e disse: “Pelo que entendi, há um grupo de intercessores orando todo mês em favor da comunidade. Se eu passasse alguns pedidos, relacionados com a visão que temos para esta cidade, será que eles orariam nesse sentido?”

“Claro que orariam”, os pastores responderam. “Oraremos juntos para esses pedidos.”

A partir de então, todo mês o escritório do prefeito envia uma lista de necessidades. Quando há unidade, algo acontece que leva as pessoas a serem atraídas ao Evangelho.

Na segunda oração, em Romanos 15.13, Paulo ora para que as pessoas tenham gozo e paz no meio das tempestades, a fim de poderem transbordar de esperança. As pessoas que têm esperança no meio da angústia chamam muito a atenção de quem não tem esperança. Se alguém observa um cristão durante uma situação difícil, seja um problema de saúde, seja turbulência familiar, e vê nele confiança, paz ou até mesmo um senso de alegria, isso lhe causará profunda admiração. “Como consegue?”, perguntará. “Eu jamais teria essa paz nessa situação.” Será uma grande oportunidade para falar sobre Jesus. Deus usa essas coisas na vida das pessoas.

Nós queremos orar para livrar as pessoas dos problemas quando Deus pode querer usá-los para fazer seu Reino crescer e atrair outros ao Evangelho. Por isso, Paulo orava no sentido de que elas tivessem paz, alegria e esperança no meio dos problemas.

 

A oração de Paulo pelos efésios

 

Éfeso era o centro do culto a Ártemis ou Diana. Uma vez, quando estava lá, alguns companheiros de Paulo foram atacados por uma multidão. Paulo conhecia bem a pressão e o estresse que a igreja sentia. Porém, ao invés de orar em favor do óbvio, pedindo proteção, ele orou para que houvesse desenvolvimento e fruto espiritual na vida deles.

Por isso, também eu, tendo ouvido a fé que há entre vós no Senhor Jesus e o amor para com todos os santos, não cesso de dar graças por vós, fazendo menção de vós nas minhas orações, para que o Deus de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai da glória, vos conceda espírito de sabedoria e de revelação no pleno conhecimento dele, iluminados os olhos do vosso coração, para saberdes qual é a esperança do seu chamamento, qual a riqueza da glória da sua herança nos santos e qual a suprema grandeza do seu poder para com os que cremos (Ef 1.15-19).

Mais adiante, Paulo orou outra vez:

… para que, segundo a riqueza da sua glória, vos conceda que sejais fortalecidos com poder, mediante o seu Espírito no homem interior; e, assim, habite Cristo no vosso coração, pela fé, estando vós arraigados e alicerçados em amor, a fim de poderdes compreender, com todos os santos, qual é a largura, e o comprimento, e a altura, e a profundidade e conhecer o amor de Cristo, que excede todo entendimento, para que sejais tomados de toda a plenitude de Deus (Ef 3.16-19).

Essas são orações em favor do Reino! Indiferentemente do que a pessoa está passando, do que está acontecendo em sua vida, devemos orar para que a situação contribua para aprofundar seu relacionamento com Cristo. Paulo sempre estava orando para que o caráter das pessoas fosse mais santificado, mais semelhante a Jesus, e para que elas tivessem mais sabedoria, discernimento, vida no Espírito. Participo de muitas reuniões de oração, mas não me lembro de uma única vez em que alguém pediu o crescimento espiritual de outro cristão.

 

A oração de Paulo pelos filipenses

 

E também faço esta oração: que o vosso amor aumente mais e mais em pleno conhecimento e toda a percepção, para aprovardes as coisas excelentes e serdes sinceros e inculpáveis para o Dia de Cristo, cheios do fruto de justiça, o qual é mediante Jesus Cristo, para a glória e louvor de Deus (Fp 1.9-11).

Paulo quase sempre orava mais em favor do processo do que pelo resultado. Não era que não soubesse que resultado ele queria. O “para que” era justamente para descrever o fruto do processo. O resultado que queria ver na vida dos filipenses era que pudessem discernir e aprovar as coisas excelentes e viver vidas puras e inculpáveis.

Mas, exatamente em favor de que ele estava orando? Para que o amor deles aumentasse mais e mais em conhecimento e profundidade de percepção. Em outras palavras, para que amassem mais uns aos outros, que tivessem mais percepção do amor de Cristo por eles. Que conexão havia entre o que ele pediu em oração e os resultados que esperava?

O que aconteceria na sua igreja se, de repente, houvesse uma graça abundante de amor sobre toda a congregação de tal forma que cada um amasse os outros e tivesse uma profunda percepção do amor de Cristo, muito maior do que antes? O que aconteceria com as pequenas ofensas e perturbações que fazem quase todas as congregações ficarem atoladas? Ninguém ficaria mais ofendido. Ninguém atacaria o outro. As coisas seriam solucionadas rapidamente nas reuniões do conselho. As pessoas teriam disposição de ceder, sacrificariam as opiniões próprias e aceitariam as dos outros.

Se isso acontecesse numa igreja, será que viveríamos vidas mais santas e inculpáveis? Logo começaríamos a discernir as coisas mais excelentes e a viver dessa forma. Era isso que Paulo queria que acontecesse; por isso, orou para que houvesse amor.

 

A oração de Paulo por Filemom

 

Filemom, provavelmente, era um homem de negócios que hospedava as reuniões da igreja em sua casa. Paulo tivera contato com um homem chamado Onésimo, um dos escravos de Filemom que havia fugido. Onésimo tivera um encontro com Cristo e queria voltar para Filemom e acertar a vida com ele. Então, Paulo mandou uma carta pedindo a Filemom para recebê-lo de volta, para sua comunhão.

Dou graças ao meu Deus, lembrando-me, sempre, de ti nas minhas orações [...] para que a comunhão da tua fé se torne eficiente no pleno conhecimento de todo bem que há em nós, para com Cristo (Fm 4-6).

Paulo queria que Filemom tivesse pleno conhecimento de tudo que ele possuía em Cristo. O pedido na oração era que a comunhão ou o compartilhar de sua fé fosse eficiente. Que ligação existe entre alguém compartilhar sua fé e ter pleno conhecimento de tudo que possui em Cristo? Se alguém está constantemente compartilhando o que Cristo fez em sua vida e dando glória a Deus por isso, você não acha que Deus lhe dará mais coisas para dividir com os outros? Sim, ele dará abundantemente a quem compartilha, o que fará com que ele aprenda mais e mais sobre o amor de Deus, sobre sua provisão, sua fidelidade, sua confiabilidade. Essa pessoa sempre repartirá com os outros e alcançará um conhecimento maior sobre a natureza de Deus.

Antes e depois das reuniões, geralmente ficamos em rodinhas, trocando informações e conversando sobre a semana. Raramente falamos sobre coisas espirituais. Se, nesses momentos, todos fizessem questão de dividir algo que Jesus fez em sua vida na semana anterior ou algo novo e fresco que aprenderam sobre o Senhor em seu tempo devocional, até aqueles que não estão acostumados a ver tais coisas começariam a abrir os olhos. Ao invés de considerar tais coisas meras coincidências, reconheceriam que era algo que Deus estava fazendo em sua vida e passariam a compartilhá-lo com outros. Seria emocionante estar num lugar onde todos fizessem isso. Deus seria glorificado.

Era isso que Paulo queria que acontecesse com Filemom. Ele orou para que a comunhão ou o compartilhar de sua fé fosse eficiente, pois quando isso acontece, a pessoa passa a ter uma compreensão muito maior do Cristo que está nela.

 

Algumas aplicações

 

Vimos como Paulo orava – mas precisamos mostrar como isso se aplica a nós. Vamos imaginar uma pessoa que tem o pé machucado. Eu faço parte de uma igreja que crê em cura divina, em imposição de mão e em orar pelos doentes. Se eu não receber nada específico do Senhor, revelando o que ele quer fazer no caso, vou orar pela cura dele. Mas também sei que nem sempre o Senhor cura instantaneamente. Pode ser que ele queira fazer algo diferente na vida daquela pessoa.

Talvez a pessoa doente tenha um vizinho que não conhece Jesus. Ao saber que essa pessoa com pé machucado não consegue trabalhar e está precisando de ajuda, o vizinho pode procurar servir de alguma maneira e começar a ter mais contato com o cristão incapacitado. Deus pode usar isso para alcançar a vida do vizinho. Talvez seja isso que Deus queira fazer.

Imagine também uma aluna com dificuldades na escola. Ela quer ser médica, assim como o pai. Ela quer seguir a vocação dele, não importa a dificuldade. Mas Deus pode ter outra coisa planejada para ela. Pode ser que ela não consiga entender a vontade de Deus até que enfrente dificuldades maiores no caminho.

E uma pessoa com disputa de limites entre propriedades? O vizinho quer colocar uma cerca tomando parte da propriedade do cristão. Talvez Deus queira tocar o coração do vizinho usando a reação humilde e despretensiosa do cristão.

Por isso, precisamos tomar cuidado quando recebemos pedidos de oração. Precisamos perguntar: “O que Deus quer fazer sobre isso?” Não ore de acordo com a primeira tendência óbvia: “Dá uma solução, Deus”. Pergunte: “O que Deus quer fazer para dar crescimento ao seu Reino nesta situação?”

 

Três princípios

 

Aqui estão três princípios que você pode seguir diante de uma necessidade de oração:

  1. Em primeiro lugar, não vá logo ao óbvio quando vai orar por uma necessidade. Ao invés disso, comece buscando a Deus para saber como ele quer que você ore. O que ele quer fazer na situação? Qual seria a vontade dele? Há alguma coisa que você percebe que Deus quer fazer? Existe algum “para que”? O que daria glória a Deus nesse caso? Comece a orar neste sentido.

Creio firmemente que se criássemos um costume de buscar a Deus, de perguntar para ele como devemos orar em cada situação, se parássemos para ouvir, muitas vezes ele nos daria uma resposta clara. Mesmo que tenhamos que orar no mesmo instante, podemos criar um ambiente em que procuramos ouvir e sussurramos uma oração: “Espírito Santo, como devo orar sobre isso?”

  1. O segundo princípio é não se apressar para orar em favor do resultado. Ore em favor do processo. Ore por desenvolvimento espiritual, por fruto na vida da pessoa que tem a necessidade. Pergunte a Deus: “Que características, quais coisas o Senhor quer desenvolver nesta família? O que o Senhor quer fazer para ser glorificado nesta situação?”
  2. O terceiro princípio é: o que você pode fazer quando não sabe como orar? Você pediu orientação de Deus e não recebeu nada. Ore de acordo com a Palavra. Que promessa nas Escrituras se aplica ou pode ser usada na vida dessa pessoa? Há algum versículo que Deus está vivificando no seu coração em favor dela? Como Paulo, pense em como orar pelo crescimento espiritual da pessoa no meio da situação. Continue a buscar: “Deus, o que devo orar?”

Deus Honra a Oração Coletiva

 

          : Wesley I. Duewel

 

As reuniões para oração coletiva têm resultado em tremendas respostas à oração. Além das respostas especificas, há sempre grandes benefícios espirituais à medida que todos aqueles que estão orando aprendem a persistir mais efetivamente.

1) O espírito de oração é aprofundado. Quando um crente ora no Espírito, o fogo santo de Deus e a paixão pela oração operam mais profundamente nos demais que estão concordando em oração. Ao ouvir as orações dos outros, podemos nos tornar mais convictos de que estamos dentro da vontade de Deus. Finney disse: “Não há nada mais apropriado para gerar um espírito de oração do que se unir em oração coletiva com alguém que esteja sendo movido genuinamente pelo Espírito Santo”.

As duas maneiras mais eficazes de se aprender a persistir na oração são (1) gastar mais tempo perseverando na oração sozinho e (2) unir-se a alguém que realmente prevalece em oração.

2) O amor e a unidade entre os irmãos são intensificados. Quanto mais você ora com outros irmãos, mais você percebe o palpitar do coração do outro, os seus fardos, a sua alegria no Senhor e a sua experiência cristã. Citando Finney mais uma vez: “Não há nada que estimule mais a união dos corações de cristãos do que orar juntos. O amor que sentem pelos irmãos é bem mais forte quando presenciam o derramar do coração deles em oração”.

Com exceção do pecado pessoal, o que mais impede a oração eficaz é a desunião. A desunião num lar impede a oração dos membros da família (1 Pe 3.7). A desunião na igreja impede as orações da igreja. Há muitas recomendações nas Escrituras no sentido de preservar a unidade da igreja (Rm 12.16, 18; 14.19; 15.5-7; 1 Co 1.10; 7.15; 2 Co 13.11).

Muitas igrejas tiveram fortes visitações de Deus em avivamento quando o Senhor trouxe unidade aos membros. Há muitos anos, na parte central da Índia, um missionário estava pedindo a Deus que enviasse um avivamento para a obra em que ele estava. À medida que ele orava insistentemente, dia após dia, o Espírito Santo o lembrou de outro missionário da mesma missão com o qual ele tivera um sério desentendimento. Cada vez que ele se punha de joelhos para orar, o rosto do outro missionário aparecia diante dele. Finalmente, ele tomou um trem e foi para a cidade onde esse missionário morava. Caminhou desde a estação até a residência dele e bateu na porta. O outro missionário abriu a porta, surpreso por vê-lo.

Caindo de joelhos, do lado de fora da porta, o primeiro missionário começou a pedir perdão. “Entre”, pediu o outro missionário. “Sou eu que preciso pedir o seu perdão.” Oraram juntos, choraram juntos e se reconciliaram totalmente. Então, cada um orou para que Deus enviasse um avivamento para a obra do outro. Quando se separaram, cada um continuou a orar diariamente para que Deus enviasse avivamento para o seu próprio trabalho e para a obra do outro. Ao cabo de doze meses, ambas as igrejas experimentaram um poderoso avivamento.

De Deus, não se pode zombar. Não podemos prevalecer em oração enquanto a desunião empesta o ambiente. Até onde tivermos alcance, precisamos nos humilhar, assumir a culpa e restaurar a unidade (Mt 5.23-24; Rm 12.18).

3) A fé é fortalecida. Quanto mais você vê outros se unindo em oração em favor das mesmas necessidades, mais forte se torna a sua fé. Você se sente encorajado pela maneira como Deus está aumentando a fé de seus irmãos. Você se torna mais perseverante e mais constante em oração à medida que encontra outros perseverando pelas mesmas causas. Um coração aquece o outro. A oração de um incendeia a oração do outro. A fé de um fortalece a fé do outro. A coragem e a expectativa aumentam, e você se sente capaz de firmar seus pés nas promessas de Deus com nova convicção e determinação. Outros dizem “amem” para suas orações, você diz “amem” para as orações dos outros, e pouco a pouco todos crescem em confiança, fazem contato com o trono de Deus e conseguem concordar verdadeiramente em oração (Mt 18.19).

4) O poder espiritual é multiplicado. À medida que vocês oram juntos, a oração de cada um ajuda a aprofundar o anseio pela resposta de Deus e assopra a chama do espírito de oração. O amor e a unidade são intensificados, purificados e se tornam mais frutíferos. A fé que Deus vai responder é fortalecida. Todos os que se unem em oração começam a sentir o poder de Deus descendo sobre eles e ungindo suas orações de modo renovado.

À medida que outros buscam contato com Deus, você é encorajado a buscar também de forma mais eficaz. À medida que percebe a dor do coração dos outros, nas suas necessidades, você é movido à compaixão, e seu desejo de ver Deus atendê-los é aprofundado. À medida que percebe como os outros estão prevalecendo na oração, você se sente tão abençoado que também começa a orar com mais eficácia. Muitas vezes, o refrigério, as bênçãos e o poder de Deus vêm de maneira nova, coletivamente, para um grupo, semelhantemente ao que os crentes experimentaram no Pentecostes e em Atos 4.

Há uma dinâmica espiritual sugerida na Bíblia que ocorre quando duas ou mais pessoas perseveram juntamente na fé, orando no Espírito: o poder de oração de cada participante não somente é somado, parece ser multiplicado. Moisés disse que uma pessoa, do povo de Israel, com a ajuda de Deus perseguiria mil inimigos; dois, porém, perseguiriam 10 mil (Dt 32.30). Mais uma vez, ele prometeu que cinco perseguiriam cem, e cem perseguiriam 10 mil (Lv 26.8).

O brado unido da fé dos trezentos de Gideão, embora estivessem armados somente com tochas acesas, arrasou completamente os vastos exércitos dos midianitas. Pelo mesmo princípio, fé unida, cânticos e louvores confundiram tanto Satanás e os exércitos unidos de Amom, Moabe e Monte Seir que foram completamente aniquilados sem que Israel tivesse sequer levantado uma espada para lutar numa batalha física (2 Cr 20).

O apoio da oração unida era o que Paulo tanto desejava. Em suas cartas, pedia aos crentes que se unissem com ele em oração pela sua vida e ministério. Aos Romanos: “E rogo-vos, irmãos, por nosso Senhor Jesus Cristo e pelo amor do Espírito, que combatais comigo nas vossas orações por mim a Deus” (Rm 15.30). Aos Coríntios, ele expressou sua confiança: “O qual nos livrou de tão grande morte, e livra; em quem esperamos que também nos livrará ainda, ajudando-nos também vós, com orações por nós, para que, pela mercê que por muitas pessoas nos foi feita, por muitas também sejam dadas graças a nosso respeito” (2 Co 1.10-11).

Aos filipenses, Paulo escreveu: “Porque sei que disto me resultará salvação, pela vossa oração e pelo socorro do Espírito de Jesus Cristo” (Fp 1.19). Aos Colossenses:“Perseverai em oração, velando nela com ação de graças; orando também juntamente por nós, para que Deus nos abra a porta da palavra” (Cl 4.2-3). E aos Tessalonicenses: “No demais, irmãos, rogai por nós, para que a palavra do Senhor tenha livre curso e seja glorificada” (2 Ts 3.1).

 

Exemplos da história cristã

 

William Carey e um pequeno grupo de oração em Kettering, Inglaterra, oraram mensalmente por cerca de oito anos até que veio um poderoso avivamento. William Wilberforce foi usado por Deus para trazer um despertamento moral e espiritual para a Inglaterra. Ele tinha a retaguarda de um grupo de sua igreja que se comprometeu a orar juntos por três horas diariamente.

John Livingstone e um grupo de sua igreja em Shotts, Escócia, persistiram em oração toda a noite de sábado e, no dia seguinte, 500 pessoas foram salvas como resultado de sua pregação.

Jonathan Edwards tinha um grupo da igreja em Enfield, Massachusetts, que sentiu um encargo de oração para que Deus não os deixasse de lado enquanto enviava avivamentos para outros lugares. Sentiram uma angústia tão forte para orar que se reuniram num sábado à noite e perseveraram toda a noite em oração. Naquela mesma noite, Jonathan Edwards também foi impressionado fortemente e passou toda a noite em oração.

No dia seguinte, seu sermão Pecadores nas Mãos de um Deus Irado foi grandemente ungido pelo Espírito Santo. Deus tocou algumas pessoas tão fortemente que se agarraram às colunas da igreja porque sentiam que seus pés estavam escorregando em direção ao inferno. Edwards, então, lançou um chamado para que os cristãos se reunissem para orar em toda a região da Nova Inglaterra até que Deus os visitasse com avivamento. E Deus enviou avivamento!

George Whitefield, tão poderosamente usado por Deus no início do século 18, convocou o povo para se reunir em grupos de oração perseverante. Spurgeon liderava uma reunião de oração, toda segunda-feira à noite, que normalmente tinha de mil a 1200 pessoas no auditório.

Charles Finney passava frequentemente um ou mais dias em jejum e oração. Ele foi usado poderosamente por Deus em Boston em 1856 e em várias cidades da Nova Inglaterra em 1857/58. Reuniões de oração coletiva ao meio dia, geralmente sem pregação, começaram em Boston e se espalharam por todo o país em quase todas as grandes cidades e até em muitas cidades menores. Mais de um milhão de pessoas foram levadas a Cristo e se uniram às igrejas locais dentro de um espaço de dois anos.

Durante as campanhas de D. L. Moody em Oxford e Cambridge, houve tanta oposição de um grupo de estudantes universitários anarquistas e arruaceiros que era quase impossível ouvir os hinos cantados por Sankey (Ira D.Sankey *) ou as mensagens de Moody. Moody, então, reuniu trezentas mulheres piedosas de Cambridge no Alexander Hall para um tempo exclusivo de batalha em oração. Uma após outra clamava, em lágrimas, por “algum filho” de uma mãe desconhecida. Naquela noite, o curso dos acontecimentos foi totalmente alterado quando um enorme silêncio de Deus caiu sobre o culto. Levas de estudantes se humilharam diante de Deus, confessaram seus pecados e encontraram salvação. Moody se referiu a esse fato como a maior vitória de sua vida.

  1. Edwin Orr, historiador de avivamentos em toda parte do mundo, afirmou: “Nenhum grande despertamento espiritual começou em qualquer lugar do mundo sem que houvesse oração coletiva – cristãos orando persistentemente por avivamento”.

 

                      Um Chamado Para Mais Oração

 

Aqui estão alguns métodos para mobilizar as forças da oração da nação e trazer poderosos reavivamentos em todos os países:

1) Através de reuniões de oração nas igrejas: Um pastor, no fim do culto regular de oração pede a todos que desejarem, para ficarem a fim de orar, única e exclusivamente, pelo reaviva­mento. Ele diz que de quarenta a cinqüenta pessoas ficam a cada semana para interceder em favor de um reavivamento autêntico.

Se centenas e milhares de igrejas ao redor do mundo adotassem tal plano, as próprias igrejas seriam maravilhosa­mente reavivadas, e seria um tremendo passo para ajudar a trazer um outro despertamento espiritual para o nosso país.

2) Reuniões de oração nos lares: Tais reuniões de oração sempre foram um fator tremendo para trazer um reavivamento. Uma mulher que começou, recentemente, um grupo de oração em busca de reavivamento disse: “Que época abençoada nós tivemos! Lágrimas correram. Clamores subiram ao nosso Pai Celestial para salvar as almas dos perdidos e para reavivar os filhos de Deus.”

Se você não sabe de nenhuma reunião de oração que você possa participar, você mesmo deve tentar

formar um grupo para interceder em busca de reavivamento.

3) Um outro fator para trazer reavivamento é a oração individual e coletiva nos lares. Em um lar onde o marido e a esposa estão profundamente interessados no reavivamento e no futuro da sua nação, eles fazem questão de orar juntos todos os dias, e no domingo esforçam-se para ter ‘uma hora de fervorosa intercessão. Eles não oram somente pelo reavivamento no seu país mas pelo reavivamento mundial.

4) Intercessores individuais podem ter um papel verdadeiro e vital em trazer o reavivamento ao seu pais e no mundo. Há um grande número de pessoas que podem não ser capazes de participar de uma reunião de oração nas suas igrejas ou mesmo nos lares, mas que oram sozinhas. Elas podem direcionar o seu tempo pessoal de oração para o reaviva­mento na Igreja e por todas as autoridades.

Vamos acordar antes que seja muito tarde! Não vamos ficar sentados e continuar calmamente o nosso círculo de obrigações diárias e nunca levantar um dedo ou erguer um clamor a Deus em favor das almas que estão à beira de um terrível precipício. Que jamais deixemos de “ficar na brecha” através de fervorosa oração intercessória pelo reavivamento mundial.

 

Bibliografia jornal o arauto da sua vinda-edições 1991-2002,seleção

fonte www.avivamentonosul21.comunidades.net