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doutrina pentecostal N.5
doutrina pentecostal N.5

                      DOUTRINA PENTECOSTAL N.5

 

Avivamento: Retorno de algo à sua verdadeira natureza e propósito. 

Da mesma forma que Deus avivou Daniel Berg e Gunnar Vingren a trazerem ao Brasil o Movimento Pentecostal, Ele desperta-nos, agora, a levar a flama do Pentecostes aos confins da terra, na direção, no poder e na unção do Espírito Santo. Submetamo-nos, pois, à sua vontade e roguemos-lhe por um avivamento que nos impulsione a expandir o seu Reino dentro e fora de nossas fronteiras.

Jesus Cristo não mudou. Ele é o mesmo que, há cem anos, acendeu a chama do Pentecostes em nosso país. Cabe-nos, agora, manter acesa e ardente essa flama.

 

I. BUSCANDO O AVIVAMENTO 

1. O Livro da Lei é encontrado. Ainda bem jovem, o rei Josias foi despertado a restaurar a vida espiritual de Judá e a reformar o Santo Templo. Durante a reparação da Casa de Deus, o sumo sacerdote Hilquias encontrou o Livro da Lei que se havia perdido (2 Cr 34.8-17). Pondo-se a ouvir a Lei de Deus, o monarca, num gesto de profunda dor e contrição, rasgou as vestes, expondo toda a sua dor (2 Cr 34.19). Conscientiza-se ele de que Israel havia transgredido os mandamentos divinos, pecando contra o Senhor (2 Cr 34.20,21). E o castigo divino fez-se inevitável.

Constrangido, ajuntou o povo, a fim de que ouvisse a Palavra de Deus e, arrependido, renovasse o seu conserto com o Eterno (2 Cr 34.29-33). Aquele avivamento trouxe maravilhosos resultados ao Reino de Judá. Puseram-se os judeus, temerosos, mas com o coração pleno de júbilo, a celebrar as festas do Senhor (2 Cr 35.18).

Por conseguinte, nenhum avivamento é possível sem um retorno incondicional à Palavra de Deus.

2. Quando a Palavra de Deus é ensinada. Os judeus haviam apostatado de sua fé e se rebelado contra o Senhor (Ed 10.2,3). Por causa disso, Deus os expulsara de sua boa e ampla terra, exilando-os em Babilônia durante setenta anos. Terminado o período de disciplina, Jeová usa diversos reis gentios para reconduzi-los à terra de seus ancestrais (Ed 1.1; 7.1-28). Deus, então, instrumentaliza o sacerdote e escriba Esdras para constranger o povo a estabelecer um novo concerto com o Senhor, através do qual seriam restaurados mediante um grande avivamento.

O avivamento no tempo de Esdras também teve início com a volta incondicional de todos ao estudo e à obediência da Palavra de Deus (Ed 7.10). Nessa tarefa, Esdras foi auxiliado pelo sábio administrador Neemias que, além de restaurar os muros de Jerusalém que Nabucodonosor havia derribado, proporcionou-lhe as condições necessárias para que ensinasse ao povo a Palavra de Deus.

3. Os frutos do avivamento. Juntamente com Esdras, Neemias iniciou um processo de reorganização nacional que culminaria com a restauração moral e espiritual da nação judaica (Ne 8.12-18). Os frutos do avivamento não tardaram a aparecer: estudo da Palavra de Deus, oração, adoração (Ne 8.1-18), confissão de pecados (Ne 9.1-38) e o desejo de cumprir e obedecer os estatutos do Senhor (Ne 10.29). Observe que tudo começou com o estudo da Palavra de Deus. Você quer realmente um avivamento? Volte ao ensino da Palavra e os tempos de refrigério não tardarão a chegar. 

Deus usou alguns de seus servos para que o seu povo experimentasse um autêntico avivamento. 

II. O CLAMOR DO PROFETA HABACUQUE 

1. Um homem preocupado com o estado espiritual de seu povo. Habacuque, apesar de seus questionamentos, sempre demonstrou uma fé inabalável na soberania divina (Hc 2.4; 3.17-19). Profeta de Deus, tinha ele consciência do pecado de seu povo e do juízo que estava prestes a abater-se sobre a sua gente. O que isto significava? Somente um avivamento poderia salvar a Casa de Judá de uma tragédia nacional. Por isso, clama ao Senhor para que desperte a sua obra enquanto ainda havia esperança (Hb 3.1,2).

Clamemos e intercedamos por nosso povo; roguemos por um autêntico avivamento. Que o Senhor tenha misericórdia e torne a manifestar o seu poder sobre nós, trazendo-nos o renovo espiritual.

2. A restauração virá. Mesmo em meio a lutas e adversidades, Habacuque sabe que o Deus que livrara Israel no passado (Êx 14.1-31) agirá mais uma vez, trazendo salvação no presente (Hb 3.18,19). Em seu coração, havia a plena certeza de que um remanescente fiel não haveria de perecer diante de Babilônia. Essa convicção trouxe-lhe alegria e ânimo: “Todavia, eu me alegrarei no Senhor, exultarei no Deus da minha salvação” (Hc 3.18).

3. Avivamento gera mudança de vida. Habacuque estava ciente de que o povo pecara contra o Senhor. Havia injustiças, violência e idolatria entre o povo de Deus (Hc 2.9-11,17-19). Por conseguinte, fazia-se urgente uma mudança de vida entre os filhos de Israel. Então, o profeta clama por um avivamento (Hc 3.2). Pois somente o Espírito Santo poderia quebrantar aqueles corações e levá-los a arrepender-se de suas iniquidades. Era preciso confissão e abandono dos pecados, para que viessem a se reconciliar com o Senhor. À semelhança de Habacuque, clamemos a Deus para que a igreja destes últimos dias empenhe-se por uma vida de justiça, pureza e santidade e, assim, venha a desfrutar de um genuíno avivamento (1 Jo 1.9).

O profeta Habacuque, preocupado com a condição espiritual do seu povo, clamou ao Senhor por um avivamento. 

III. É TEMPO DE BUSCAR A FACE DE DEUS 

1. Buscando e conhecendo a Deus. Muitos, por estarem interessados apenas em milagres, curas e prosperidade material, já não buscam a Deus pelo que Ele é. Na verdade, não querem conhecer a Deus, mas somente barganhar com o Senhor. A Bíblia, contudo, através do profeta Oséias, ensina-nos que devemos agir piedosamente: “Conheçamos e prossigamos em conhecer o Senhor: como a alva, será a sua saída; e ele a nós virá como a chuva, como chuva serôdia que rega a terra” (Os 6.3). Que possamos ter fome e sede de Deus. Se nos achegarmos a Ele, certamente Ele a nós se achegará (Tg 4.8; Sl 24.3-6).

2. Consagrando-se e entregando-se a Deus. Vivemos num mundo onde as riquezas são cultuadas como se fossem mais importantes do que aquele que é o dono da prata e do ouro (Ag 2.8). Devemos entender, porém, que Deus não está interessado em nossos bens, mas em que atendamos pronta e plenamente as reivindicações de sua Palavra (Mq 6.6). Ele demanda que nos santifiquemos e nos consagremos integralmente a Ele, porque dEle somos (Lv 20.26). Não nos conformemos, pois, nem com a vida nem com o modo de pensar deste mundo (Rm 12.2). Dediquemo-nos à oração, entregando-nos como “sacrifício vivo, santo e agradável a Deus” (Rm 12.1), para continuarmos como sal da terra e luz neste mundo que jaz do maligno.

3. Confessando e abandonando os pecados. Mostra-nos a Bíblia que os avivamentos experimentados pelo povo de Deus foram marcados por contrição, confissão e abandono de pecados, e principalmente pela volta à Palavra de Deus (Ne 9; 2 Cr 34.19,30-33; Ed 8.21; Jl 2.13). Sem corações contritos e quebrantados não há avivamento (Sl 51.17). Deus revela-se compassivo e misericordioso com aqueles que o buscam e arrependem-se de seus pecados e iniquidades. 

Como Igreja de Cristo precisamos buscar mais a face de Deus para que possamos cumprir a nossa missão. 

A exemplo de Habacuque, clamemos por um avivamento. Que o nosso clamor seja uníssono: “Ouvi, Senhor, a tua palavra e temi; aviva, ó Senhor, a tua obra no meio dos anos, no meio dos anos a notifica; na ira lembra-te da misericórdia” (Hc 3.2). Sim, aviva, ó Senhor, a tua obra. Amém.

COLEMAN, R. A Chegada do Avivamento Mundial. 1.ed., RJ: CPAD, 1996.
HORTON, S. O Avivamento Pentecostal. 1.ed. RJ: CPAD, 1997.
ANDRADE, C. Fundamentos Bíblicos de um Autêntico Avivamento. 1.ed., RJ: CPAD, 2004. 

 

“Deus estabelece condições

Alguns jogam sobre Deus toda a responsabilidade pela renovação espiritual. Sendo humanos, não podemos fazer nada a respeito — simplesmente precisamos esperar no Senhor. Essa ideia realça corretamente a absoluta soberania de Deus. Mas se a soberania de Deus serve para justificar a indiferença, então não está sendo bem compreendida. É certo que os avivamentos são enviados por Deus. Sendo demonstrações da graça soberana, são inteiramente sobrenaturais. Mas Deus não viola sua integridade quando os envia. Os avivamentos precisam estar em harmonia com a Palavra de Deus.

Se as condições divinas são preenchidas, podemos confiar que o avivamento virá. Como disse Charles Finney: ‘O avivamento é o uso correto dos meios adequados. Os meios que Deus prescreveu [...] produzem avivamento. Caso contrário, Deus não os teria prescrito’. Portanto, se precisamos ser renovados, a nossa tarefa é sermos renovados. Se é nossa tarefa, é possível. Billy Graham salienta o mesmo princípio quando afirma: ‘Creio que podemos ter um avivamento sempre que preenchemos as condições de Deus. Creio que Deus é fiel à sua Palavra e que Ele fará chover a justiça sobre nós, se preenchermos suas condições’. Portanto, não é uma questão de Deus ter a capacidade ou o desejo de enviar um avivamento. A questão é: Queremos que se cumpra a vontade de Deus? Se ousarmos pensar sim, então nos comprometeremos a remover de nossa vida todos os obstáculos que poderiam impedir o avivamento. [...] A vontade de Deus é clara. O próximo passo cabe a nós” (COLEMAN, R. A Chegada do Avivamento Mundial. 1.ed., RJ: CPAD, 1996, pp.37-8). 

 

Doutrina: Ensino, instrução dos princípios bíblicos. 

Como manter a pureza da doutrina pentecostal? O que fazer para evitar que a Igreja seja vitimada pelos falsos mestres e doutores? Na lição de hoje, veremos por que a Igreja, a guardiã da sã doutrina, deve manter-se sempre alerta, a fim de não ser enganada por ensinos que, apesar de sua aparente piedade, procuram destruir a pureza dos santos, arrastando-os à heresia e, finalmente, à apostasia.

 

I. FALSOS DOUTORES E PROFETAS 

1. Uma avalanche de heresias. Lamentavelmente, na atualidade, algumas igrejas pentecostais têm sido invadidas por uma avalanche de heresias e apostasias (1 Tm 4.1). Não podemos fechar os olhos aos absurdos que, sorrateiramente, têm entrado nas igrejas e chegado aos púlpitos, por intermédio de falsos mestres e pregadores que, literalmente, blasfemam o caminho da verdade com inovações doutrinárias, em nome de uma espiritualidade que não acha base na Bíblia (2 Tm 4.3). Dentre elas podemos mencionar o culto aos anjos, o uso de amuletos que “estimulam a fé”, o triunfalismo, etc (Cl 2.18).

2. Falsos mestres e falsos profetas. Orientado peio Espírito Santo, o apóstolo Pedro advertiu a igreja a respeito dos falsos mestres e líderes, que disseminam o engano entre o povo de Deus; homens presunçosos, que com os seus ensinos fraudulentos, acabam por corromper a sã doutrina. Esses pseudopregadores e mestres levam muitas pessoas a seguir suas dissoluções, “introduzindo encobertamente heresias de perdição” (2 Pe 2.1). Estes, a fim de agradar as pessoas e delas tirar vantagem, adulteram a Palavra, levando os crentes a pecar (2 Tm 4.3).

3. A falta do estudo bíblico no meio pentecostal. Se quisermos preservar a sã doutrina, precisamos voltar a priorizar o estudo da Palavra de Deus (2 Tm 3.15-17). Atualmente, muitos já não querem estudar, de modo sistemático, a Bíblia. O Senhor sempre desejou que o seu povo fosse instruído na Palavra (Js 1.8; Sl 1.2), pois ela é a luz que dissipa o engano e as trevas (Sl 119.105). Você tem se dedicado ao estudo sistemático da Palavra de Deus?

O ouvinte da pregação deve ser também um estudante da Bíblia, averiguando na Palavra a veracidade daquilo que ouve (At 17.11). Siga o exemplo do salmista: “Oh! Quanto amo a tua lei! É a minha meditação em todo o dia!” (119.97).

A Palavra de Deus nos torna sábios para a salvação (2 Tm 3.15), santifica-nos (Jo 17.17), e leva-nos a conhecer mais profundamente ao Senhor (Os 6.3). 

Falsos mestres e profetas, com seus ensinos fraudulentos, vêm de modo sorrateiro corrompendo a sã doutrina.

  

II. A SUTILEZA DE SATANÁS NO FIM DOS TEMPOS

 

1. Os ardis de Satanás. Satanás é astuto e usa de sutilezas para enganar e macular a Igreja do Senhor. Os falsos mestres e profetas utilizam vários disfarces para semear suas heresias (2 Ts 2.15). Dissimuladamente, escondem suas reais intenções e apresentam-se como ovelhas; interiormente, porém, são lobos predadores. O Senhor Jesus adverte-nos quanto a estes: “Acautelai-vos, porém, dos falsos profetas, que vêm até vós vestidos como ovelhas, mas interiormente são lobos devoradores” (Mt 7.15). Oremos e vigiemos (Mt 26.41a) para não virmos a cair nas muitas ciladas do Diabo.

2. Palavras persuasivas. Paulo adverte os crentes de Colossos a que não sejam enganados pelos falsos mestres (Cl 2.4). Eles empregavam palavras bonitas e raciocínio capcioso, a fim de enganar e seduzir os salvos. Tomemos cuidado para não sermos presas desses mestres do engano, dando ouvidos a espíritos enganadores (1 Tm 4.1).

3. “Ninguém vós faça presa sua”. Satanás lança mão de todos os meios possíveis para induzir ao erro o povo de Deus. Como igreja do Senhor, estejamos devidamente preparados, alicerçados na Palavra de Deus, para detectar e combater suas muitas sutilezas. A Bíblia adverte-nos: “Tende cuidado para que ninguém vos faça presa sua, por meio de filosofias e vãs sutilezas [...]” (Cl 2.8). Um dos maiores desafios da igreja nestes últimos dias é lutar contra os ardis e enganos do Inimigo. 

Como igreja do Senhor devemos estar preparados, alicerçados na Palavra, para detectar e combater as sutilezas de Satanás. 

III. A IGREJA É A GUARDIÃ DA SÃ DOUTRINA

 

1. A sã doutrina. A igreja deve preservar a sã doutrina, mas só conseguirá tal intento mediante o estudo sistemático e ortodoxo da Palavra de Deus (Tt 2.1). Ainda que alguns na atualidade não dêem a devida importância à doutrina bíblica, sabemos da sua necessidade face aos perigos espirituais que rondam a Igreja do Senhor nesta era pós-moderna.

O Senhor adverte-nos, em sua Palavra, de que nos últimos tempos haveria grande rebeldia e apostasia: “Mas o Espírito expressamente diz que, nos últimos tempos, apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores e a doutrinas de demônios” (1 Tm 4.1).

Se a igreja não estiver atenta à voz do Espírito Santo e comprometida com o ensino bíblico ortodoxo, muitos crentes deixarão de amar a verdade, desviando-se da fé genuína em Cristo. Segundo a Palavra de Deus, nestes dias que antecedem a manifestação do Anticristo, haverá um tempo de grande apostasia (2 Ts 2.3,4). Redobremos a vigilância!

2. Examinemos tudo. Paulo exortou a igreja de Tessalônica: “Examinai tudo. Retende o bem” (1 Ts 5.21). Toda e qualquer manifestação espiritual precisa ser examinada e avaliada segundo a Palavra de Deus. Vivemos tempos difíceis, de muita heresia e engano. Como discernir o verdadeiro do falso? Podemos identificar a fonte da mensagem, dos milagres, visões ou revelações, de duas maneiras: mediante o conteúdo doutrinário (Hb 5.14), ou mediante a revelação do Espírito Santo — o dom de discernimento (At 5.1-5). O crente não pode deixar-se levar pelos sinais e manifestações sobrenaturais, sem antes ter a certeza de que a sua origem é divina (1 Jo 4.1-3).

3. Sólido mantimento. O crente deve desejar o crescimento espiritual e o alimento sólido (Hb 5.14), a fim de discernir bem todas as coisas (1 Co 2.15). Você está crescendo em sua vida espiritual? São cem anos de Assembleia de Deus no Brasil; somos uma igreja adulta, onde já não há espaço para meninices. O crente espiritual tem “fome” da Palavra de Deus e deseja buscar o leite puro, sem falsificações: “Desejai afetuosamente, como meninos novamente nascidos, o leite racional, não falsificado, para que, por ele, vades crescendo” (1 Pe 2.2). Muitos estão sofrendo física e espiritualmente por não estar se alimentando corretamente. 

A Igreja de Cristo é responsável peia preservação da sã doutrina. 

A igreja deve estar alicerçada nas Escrituras Sagradas para combater, com vigor e eficácia, as forças do mal, que se levantam contra o Evangelho de Cristo. Toda e qualquer atividade espiritual deve ser examinada à luz da Palavra de Deus. A igreja deve primar pela ortodoxia bíblica, não permitindo que os modismos, baseados em experiências pessoais, sejam colocados acima dos princípios das Sagradas Escrituras.

HORTON, S. M. Teologia Sistemática: Uma Perspectiva Pentecostal. 1.ed., RJ: CPAD, 1996.
ANDRADE, C. As Verdades Centrais da Fé Cristã. 1.ed., RJ: CPAD, 2006.

  

“Apostatando da Fé.

‘Mas o Espírito expressamente diz que, nos últimos tempos, apostarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores e a doutrinas de demônios’ (1 Tm 4.1). Paulo escreveu ao jovem Timóteo, há quase dois mil anos, alertando quanto aos perigos da apostasia.

Apostasia — gr. apostasia — quer dizer ‘desvio’, ‘afastamento’, ‘abandono’; no texto bíblico, sempre significa abandono ou desvio da fé em Jesus. Segundo a Bíblia de Estudo Pentecostal, a apostasia na igreja será de dois tipos — ‘apostasia teológica’ e ‘apostasia moral’. Na primeira, observamos os desvios doutrinários. Na segunda, são manifestos comportamentos contrários à santidade requerida por Deus em sua Palavra (cf. Hb 12.14; 1 Pe 1.15,16). Muitas igrejas permitirão quase tudo, para terem muitos membros, dinheiro, sucesso e prestigio (cf. 1 Tm 4.1).

‘O evangelho da cruz, com o desafio de sofrer por Cristo (Fp 1.29), de renunciar todo pecado (Rm 8.1 3), de sacrificar-se pelo reino de Deus e de renunciar a si mesmo será algo raro’ (Mt 24.12; 2 Tm 3.1-5; 4.3). É uma característica dos tempos pós-modernos em termos religiosos. Há muitas igrejas e seitas no mundo.

Entretanto, em relação à Igreja de Jesus, há muitos desvios nos últimos tempos. Certamente, em toda a história da Igreja, nunca houve tanta apostasia quanto no século passado e no início do presente século 21” (RENOVATO, E. Perigos da Pós modernidade. 1.ed., RJ: CPAD, 2007, pp.16-7). 

 

Autêntico: Verdadeiro, legítimo. 

No Centenário das Assembleias de Deus no Brasil, não podemos calar a pergunta: Temos realmente todas as características de uma igreja autenticamente pentecostal? Para responder a esta questão, temos de voltar aos Atos dos Apóstolos e ver como vivia e agia a Igreja Primitiva. Basta ler os primeiros capítulos do relato lucano, para se concluir: a igreja que se acha sob a flama do pentecostes evangeliza, faz missões, discipula, ensina sistematicamente a Bíblia, socorre aos necessitados e aguarda, amorosamente, a volta de Nosso Senhor.

Sim, a igreja que se acha sob a flama do pentecostes age no poder do Espírito Santo.

Neste domingo, veremos as principais características de uma igreja legitimamente pentecostal. Desde já, oramos para que o Senhor Jesus continue a reavivar-nos, a fim de que o seu Espírito aja em nós e através de nós. 

I. EVANGELIZAÇÃO, MISSÃO DA IGREJA PENTECOSTAL 

1. O imperativo da evangelização. O Senhor Jesus, antes de sua ascensão aos céus, instruiu os discípulos a respeito das quatro principais ações da Igreja: pregar, fazer discípulos, batizar e ensinar (Mt 28.19,20). Sim, exatamente nesta ordem.

A igreja autenticamente pentecostal sai das “quatro paredes”, para comunicar a mensagem do Evangelho. Ela sabe que o revestimento de poder foi-lhe concedido pelo Senhor, para que testemunhe ousadamente da salvação em Cristo (At 1.8). Consequentemente, todo cristão batizado com o Espírito Santo é impulsionado a pregar a Cristo e a fazer discípulos. E estes, por sua vez, são constrangidos a fazer outros discípulos, dando sequência a um processo continuo de geração de outras testemunhas (2 Tm 2.2).

2. A evangelização como fator de crescimento. A Assembleia de Deus sempre primou pela evangelização e pela obra missionária. Seus fundadores eram autênticos evangelistas. Daniel Berg e Gunnar Vingren, apesar dos parcos recursos de que dispunham, viajavam em meio à floresta amazônica, pregando o Evangelho. Devemos seguir-lhes o exemplo, pois ainda há muita terra a ser conquistada dentro e fora do Brasil. Além do mais, temos o exemplo do Filho de Deus que veio ao mundo para salvar o pecador (Mt 20.28; Lc 19.10).

Evangelize, faça discípulos e ensine na direção e na unção do Espírito Santo (At 16.4,5). E a sua igreja crescerá tanto em quantidade quanto em qualidade.

3. O discipulado. A igreja tem como tarefa não somente a evangelização, mas também o discipulado (Mt 28.20). Este é um dos mais importantes trabalhos da igreja, pois leva os novos convertidos (homens, mulheres, jovens e crianças) a se tornarem autênticos seguidores de Nosso Senhor Jesus Cristo (Ef 4.13). A Igreja Primitiva levou a sério essa tarefa (At 15.36).

Pedro, por exemplo, evangelizou e discipulou a casa de Cornélio (At 10.1-48). E o seu trabalho foi coroado com o derramamento do Espírito Santo sobre os novos convertidos (At 10.44,46).

 

A igreja pentecostal autêntica não descuida da evangelização. 

 

II. A MISSÃO EDUCADORA DA IGREJA PENTECOSTAL

 

1. Jesus e o ensino da Palavra. Grande parte do ministério de Nosso Senhor Jesus Cristo foi dedicada ao ensino (Mc 2.1,2; Jo 1.3-21). Mestre por excelência, ensinava com autoridade deixando a todos atônitos com a singular autoridade de sua doutrina (Mt 7.29). Após sua ascensão, os discípulos deram continuidade ao seu ministério, pois Ele deixara-lhes bem explícito que o ensino bíblico tem de acompanhar necessariamente a pregação do Evangelho (Mt 28.19,20). O Espírito Santo concede o dom de ensinar à sua igreja, objetivando a edificação dos santos (Ef 4.12). Uma igreja pentecostal autêntica ama e dá toda a prioridade ao ensino da Palavra de Deus.

2. O exemplo da igreja em Antioquia. Em Antioquia, havia profetas e doutores, pois esta igreja era indubitavelmente pentecostal (At 13.1). E o ensinar, nesse caso, não é uma mera capacidade humana, nem uma conquista acadêmica, mas um dom ministerial concedido pelo Espírito Santo (1 Co 12.28; Rm 12.7; Ef 4.11,12). Nas Escrituras Sagradas, o ensino sempre recebeu especial destaque.

Muita meninice que vemos por aí deve-se à falta do ensino bíblico. Nesses tempos difíceis e trabalhosos, faz-se imperioso que os crentes sejam incentivados a estudar a Bíblia Sagrada. E que a igreja invista na qualificação e aperfeiçoamento de seus professores (1 Tm 4.13). Uma igreja pentecostal destaca-se pelo ensino bíblico ortodoxo, pois somente assim conservaremos acesa a chama do Espírito Santo (1 Ts 5.19).

3. A ortodoxia do ensino bíblico. O ensino das Escrituras deve ser, acima de tudo, ortodoxo. A palavra ortodoxia significa “absoluta conformidade com um princípio ou doutrina bíblica”. Todo ensino bíblico-doutrinário tem de estar de acordo com a mensagem divina revelada na Bíblia Sagrada.

Por conseguinte, uma igreja autenticamente pentecostal acha-se edificada “sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, de que Jesus Cristo é a principal pedra de esquina; no qual todo edifício, bem ajustado, cresce para templo santo no Senhor” (Ef 2.20,21). Mantenhamo-nos, pois, fiéis à sã doutrina.

 

A igreja pentecostal genuína prioriza o ensino da Palavra de Deus.

 

III. A IGREJA PENTECOSTAL NÃO DEVE DESCUIDAR DO SERVIÇO SOCIAL E DA COMUNHÃO 

1. O serviço social. Tanto a evangelização quanto a assistência social fazem parte da missão integral da Igreja de Cristo. Tomemos o exemplo do próprio Senhor. Ele e seus discípulos iam de cidade em cidade anunciando o Evangelho, mas não descuravam dos que tinham fome (Lc 8.1; Lc 9.37).

A Igreja Primitiva, instruída pelo Espírito Santo, entendeu que a sua missão também compreendia assistir aos necessitados (At 4.34,35). Com a mensagem evangelizadora, ofertamos aos pecadores o pão que desce do céu; por intermédio do serviço social, oferecemos aos necessitados o pão que brota da terra (Tg 2.14-17).

2. Atender aos necessitados. Como a igreja pode afirmar ser cheia do Espírito Santo se não atende aos necessitados? Socorrê-los é antes de tudo um preceito bíblico (Dt 15.11; Sl 41.1; Tg 2.14-16). Jesus jamais se esqueceu dos pobres e a igreja também não haverá de olvidá-los. Assim procederam os cristãos primitivos (Cl 2.10).

3. Comunhão. A comunhão cristã é o vínculo de unidade fraternal que, sustentada pelo Espírito Santo, constrange os crentes a se sentirem um só corpo em Jesus Cristo. Esta era uma das marcas da Igreja Primitiva (At 2.42). A igreja que prima pela comunhão demonstra, na prática, a plenitude do Espírito Santo; cada um de seus membros vive harmoniosamente como irmãos em Cristo (Sl 133.1). Quanto às inimizades, iras, pelejas e dissensões, tais coisas são próprias dos que alimentam as obras da carne (1 Co 3.1-3; Gl 5.20). 

 

A igreja pentecostal não deve descuidar do serviço social e da comunhão. 

 

Uma igreja autenticamente pentecostal evangeliza, ensina, ajuda os necessitados e mantém os seus membros em plena comunhão conforme recomenda a Palavra de Deus. Pentecostalismo não é só falar em línguas estranhas; vai muito além. Segundo o teólogo Anthony D. Palma, “o batismo com o Espírito Santo tem que ser mais do que uma doutrina; tem de ser uma experiência vital e produtiva na vida dos crentes e seu testemunho no mundo”.

 

LEBAR, L. E. Educação que é Cristã. 1.ed., RJ: CPAD, 2009.

PEARCEY, N. Verdade Absoluta: Libertando o Cristianismo de seu cativeiro cultural. 1.ed., RJ: CPAD, 2006.

PETERS, G. W. Teologia Bíblica de Missões. 1.ed., RJ: CPAD, 2000.

STOTT, J. R. W. Cristianismo Equilibrado. RJ: CPAD.

 

Seguindo o Mestre em Ensinar

“Jesus era o Mestre de quinta-essência. Ele fornece o padrão de ensino, o exemplo de perfeição da Pedagogia. Ele era a autoridade e o protótipo máximos do ensino, ainda que nunca tivesse discutido o assunto. Suas ações modelaram a disciplina.

Embora se tenha escrito mais sobre Jesus como pessoa do que qualquer outra figura da História, Seu papel como Mestre tem sido um tanto quanto minimizado, talvez por causa da reação negativa à imagem de mestre que caracterizou o liberalismo do século XIX. Herman Harrell Horne nomeia essa negligência de ‘uma mina inexplorada’.

No Novo Testamento, mais de quarenta epítetos descrevem a pessoa e obra de Jesus Cristo. Por exemplo, Ele é Senhor, Messias, Salvador, Filho de Deus, Filho do homem, etc. Às vezes, é frequente enfatizar-se um mais que o outro.

Nos evangelhos, o termo Mestre é uma das designações mais usadas para identificar Jesus; ocorre quarenta e cinco vezes. Em quatorze ocasiões Ele é chamado de Rabi. Assim, é óbvio que uma das proeminentes funções de nosso Senhor durante Seu ministério público foi a de ensinar” (GANGEL, K. O.; HENDRICKS, H. G. Manual de Ensino Para o Educador Cristão: Compreendendo a natureza, as bases e o alcance do verdadeiro ensino cristão. 1.ed., RJ: CPAD, 1999, p.11). 

 

“A compreensão integral do propósito de Deus

Como começar a construir uma cosmovisão cristã? A passagem fundamental é a narrativa da criação em Gênesis, porque é o ponto que devemos examinar a fim de aprender qual era o propósito original de Deus ao criar a raça humana. Com a entrada do pecado, os seres humanos saíram do trajeto, afastaram-se do caminho, perderam-se. Porém, quando aceitamos a salvação em Cristo, somos recolocados no caminho certo e restaurados ao nosso propósito original. A redenção não é somente ser salvo do pecado, mas também ser salvo para algo — retomar a tarefa para a qual fomos originalmente criados (grifo nosso).

E qual era a tarefa? Em Gênesis, Deus dá o que chamaríamos de a primeira descrição de cargo: ‘Frutificai, e multiplicai-vos, e enchei a terra, e sujeitai-a...’ (Gn 1.28) A primeira frase — ‘Frutificai, e multiplicai-vos’ — significa desenvolver o mundo social: formar famílias, igrejas, escolas, cidades, governos, leis. A segunda frase — ‘enchei a terra, e sujeitai-a’ — significa subordinar o mundo natural: fazer colheitas, construir pontes, projetar computadores, compor músicas. Esta passagem é chamada de o mandato cultural, porque nos fala que nosso propósito original era criar culturas, construir civilizações — nada mais.

Isto significa que nossa vocação ou trabalho profissional não é uma atividade de segunda classe, algo que fazemos para pôr comida na mesa. É a grande obra para a qual fomos criados. O modo como servimos ao Deus Criador pode ser demonstrado ao utilizarmos, com criatividade, os talentos e dons que Ele nos deu. Poderíamos dizer que somos chamados a continuar a obra criativa de Deus. Claro que não criamos do nada, ex nihilo, como Deus fez; nosso trabalho é desenvolver a capacidade e potencial que Ele construiu na criação, usando madeira para edificar casas, algodão para fazer roupas ou silício para fazer chips de computador. Embora as modernas instituições sociais e econômicas não se refiram explicitamente ao jardim do Éden, sua justificativa bíblica está fundamentada no mandato cultural” (PEARCEY, N. Verdade Absoluta: Libertando o cristianismo de seu cativeiro cultural. 1.ed., RJ: CPAD, 2006, pp.51,52).

 

Movimento Pentecostal: “Surgiu no finai do século 19. Enfatiza a atualidade da doutrina do batismo no Espírito Santo e dos dons espirituais”. 

Por ocasião do Centenário das Assembleias de Deus no Brasil é fundamental que a imensa multidão de seus membros e congregados estude como Deus chamou os seus pioneiros, começou a derramar do seu Espírito Santo sobre todos os que crêem e fez prosperar essa obra em todos os rincões de nossa querida pátria.

 

I. O CHAMADO MISSIONÁRIO DOS PIONEIROS 

1. A experiência pentecostal de Daniel Berg. Em 25 de março de 1902, o jovem sueco Daniel Berg, com 18 anos e crente batista, desembarcou em Boston, nos Estados Unidos. Depois de sete anos, retornou a Suécia e conheceu a nova doutrina do batismo com o Espírito Santo por meio do pastor Lewi Pethrus que fora seu amigo de infância.

Quando retornou aos Estados Unidos, em Chicago, ele recebeu a promessa pentecostal em 15 de setembro de 1909.

2. A experiência pentecostal de Gunnar Vingren. Em 19 de novembro de 1903, o jovem sueco Gunnar Vingren chegou a Kansas City (EUA). Era crente batista e trabalhara como evangelista na Suécia. Recebeu o batismo com o Espírito Santo em novembro de 1909 numa conferência em Chicago.

3. O encontro em Chicago e a visão do Pará. Gunnar Vingren e Daniel Berg se conheceram em 1909, na cidade de Chicago. Os dois descobriram que tinham uma chamada missionária.

Adolf Uldin, membro da Igreja Batista sueca em South Bend, que Vingren pastoreava, profetizou que eles iriam para um lugar chamado “Pará”. Vingren descobriu num mapa na biblioteca de sua cidade que Pará era um Estado do Norte do Brasil.

Deus, então, revelou-lhes, quando estavam orando, em outra ocasião, que deveriam sair de Nova Iorque com destino ao Pará no dia 5 de novembro de 1910. 

Depois de serem batizados com o Espírito Santo, os jovens Daniel Berg e Gunnar Vingren receberam de Deus o chamado para virem ao Brasil.

 

II. A FUNDAÇÃO DA ASSEMBLEIA DE DEUS NO BRASIL

 

1. A viagem a bordo do navio Clement. Decididos a atender ao chamado divino para a obra missionária no Brasil, Vingren deixou em 12 de outubro de 1910, o pastorado da igreja em South Bend e Daniel Berg saiu do seu emprego numa quitanda em Chicago.

Após terem experiências marcantes em relação ao dinheiro de que precisariam para viajar, embarcaram em Nova Iorque na terceira classe do navio Clement rumo ao Brasil. Na viagem de quatorze dias, tiveram de experimentar uma comida nada agradável. Mas, eles ficaram ali, deitados na terceira classe, orando durante todo o tempo. Certo dia, Daniel profetizou que o Senhor estava com eles, e verdadeiramente sentiram isso em seus corações.

Durante o período em que estavam no navio, oraram por um companheiro de viagem e evangelizaram um outro que veio a aceitar a Cristo como Salvador.

2. A chegada ao Pará e a doutrina pentecostal. Chegaram a Belém do Pará em 19 de novembro de 1910. Em Belém, moraram no porão da Igreja Batista. Nos cultos e reuniões de oração da igreja, Vingren e Berg, quando começaram a falar o idioma português, pregavam a respeito do batismo com o Espírito Santo. O objetivo deles era pregar o evangelho de poder aos seus ouvintes.

Celina Martins Albuquerque, membro da Igreja Batista, creu na mensagem pentecostal pregada pelos jovens missionários e recebeu o batismo com o Espírito Santo quando orava de madrugada em sua casa, no dia 2 de junho de 1911, juntamente com outra irmã da sua igreja, Maria de Nazaré.

3. Nasce a Assembleia de Deus. O batismo com o Espírito Santo da irmã Celina Albuquerque, e também, da irmã Maria de Nazaré, que ocorreu na noite do dia 2 de junho, fez surgir uma discussão na Igreja Batista de Belém, que culminou na expulsão de 13 membros, no dia 13 de junho de 1911. No dia 18 do mesmo mês e ano, domingo, com 18 pessoas presentes mais Vingren e Berg, nasceu, na casa de Celina Albuquerque, a Missão de Fé Apostólica, que, em 11 de janeiro de 1918, foi registrada oficialmente como Sociedade Evangélica Assembleia de Deus. 

 

No Brasil, os jovens missionários pregavam fervorosamente a respeito do batismo com o Espírito Santo.

   

III. DO NORTE PARA TODO O BRASIL

 

1. O trabalho evangelístico e a expansão nacional. Daniel Berg e Gunnar Vingren, juntamente com os primeiros membros da igreja, começaram a realizar cultos em outros locais em Belém e a evangelizar em lugares distantes dessa cidade, principalmente nas ilhas paraenses.

Logo, novos companheiros missionários foram chegando. Os primeiros foram Otto e Adina Nelson (1914), Samuel e Lina Nyström (1916), Frida Vingren (1917) e Joel e Signe Carlson (1918). Também, a igreja começou a ordenar seus primeiros pastores: Isidoro Filho (1912); Absalão Piano (1913); Crispiniano de Melo; Pedro Trajano; Adriano Nobre; Clímaco Bueno Aza (1918); José Paulino Estumano de Morais (1919); Bruno Skolimowski (1921).

Membros das igrejas, missionários estrangeiros e pregadores nacionais, impelidos pelo ardor evangelístico pentecostal, começaram a visitar outros Estados, principalmente onde tinham parentes. Dessa maneira, apesar das muitas lutas e perseguições, aconteceram os primeiros passos para a fundação de igrejas em todas as regiões do país: Ceará (1914); Alagoas (1914); Paraíba (1914); Roraima (1915); Pernambuco (1916); Rio Grande do Norte (1911, 1918); Maranhão (1921); Espírito Santo (1922); Rondônia (1922); São Paulo (1923); Rio de Janeiro (1924); Rio Grande do Sul (1924); Bahia (1926); Piauí (1927); Minas Gerais (1927); Sergipe (1927); Paraná (1928); Santa Catarina (1920, 1931); Acre (1932); Goiás (1936); Mato Grosso (1936); Mato Grosso do Sul (1944) e Distrito Federal (1956).

2. Os missionários e o desenvolvimento doutrinário nas ADs. Atuaram entre as Assembleias de Deus, missionários escandinavos (suecos, noruegueses e finlandeses) e norte-americanos. Nas primeiras cinco décadas das Assembleias de Deus, os missionários escandinavos tomaram iniciativas que contribuíram para o desenvolvimento doutrinário da igreja. Eles fundaram jornais (Boa SementeO Som AlegreMensageiro da Paz), criaram as Lições Bíblicas para a Escola Dominical, editaram os primeiros hinários (Cantor Pentecostal e Harpa Cristã), publicaram livros e folhetos evangelísticos, promoveram as primeiras Escolas Bíblicas que duravam um mês, e fundaram a Casa Publicadora das Assembleias de Deus (CPAD) em 1940.

Em 1936, os primeiros missionários das Assembleias de Deus norte-americanas chegaram oficialmente ao Brasil. Eles passaram a atuar juntamente com a liderança sueca, principalmente no ensino bíblico e, investiram na publicação de livros teológicos, no ensino teológico formal e no estabelecimento gráfico da CPAD.

Dentre os missionários pioneiros nessas áreas do desenvolvimento bíblico-doutrinário, estão: Gunnar Vingren, Frida Vingren, Samuel Nyström, Nils Kastberg, Otto Nelson, Nels Nelson, Joel Carlson, Eurico Bergstén, Orlando Boyer, N. Lawrence Olson, John Peter Kolenda, João Kolenda e Ruth Dóris Lemos, Thomas Reginald Hoover e Bernhard Johnson Jr.

3. A Assembleia de Deus nos dias atuais. A igreja chegou ao seu primeiro centenário apresentando um crescimento vertiginoso e acelerado, consolidando-se como a maior expressão do pentecostalismo brasileiro. Numa estimativa feita em 2005, com bases em números do Censo Brasileiro, divulgada no jornal Mensageiro da Paz, as Assembleias de Deus teriam chegado a 20 milhões de fiéis espalhados por todo o país em 2010, e representariam 40% dos evangélicos brasileiros ao completar 100 anos de fundação. São mais de trinta mil pastores, mais de seis mil igrejas-sede, mais de dois mil missionários, milhares de obreiros e mais de 100 mil locais de cultos nos mais de cinco mil municípios brasileiros.  

A chama pentecostal se propagou por todo solo brasileiro. A Assembleia de Deus cresceu e se organizou doutrinariamente. Hoje é a maior denominação pentecostal brasileira.

 Somos a continuidade do trabalho iniciado pelos pioneiros Gunnar Vingren e Daniel Berg. O Centenário não deve ser apenas um fato para comemorarmos, mas para despertar-nos a continuar pregando a mensagem que deu início à nossa caminhada em território nacional: Jesus salva, cura, batiza com o Espírito Santo e em breve voltará! 

 

VINGREN, I. O Diário do Pioneiro. 1.ed., RJ: CPAD, 2010.
ARAUJO, I. Dicionário do Movimento Pentecostal. 1.ed., RJ: CPAD, 2007.

 

 

Daniel Berg e o seu trabalho no Brasil

“No Pará, Daniel, com 26 anos de idade, que logo se empregou como caldereiro e fundidor na Companhia Porto do Pará, recebendo salário mensal de 12 mil réis, passou a custear as aulas de português ministradas a Vingren por um professor particular. No fim do dia, Vingren ensinava o que aprendera a Daniel. Justamente por isso, Berg nunca aprendeu bem a língua portuguesa. O dinheiro que sobrava era usado para comprar Bíblias nos Estados Unidos.

Tão logo começou a se fazer entender na língua portuguesa, passou a evangelizar nas cidades e vilas ao longo da Estrada de Ferro Belém-Bragança, enquanto Vingren cuidava do trabalho recém-nascido na capital. Como o evangelho era praticamente desconhecido no interior do Pará, Berg se tornou o pioneiro da evangelização na região. É que as igrejas evangélicas existentes na época não tinham recursos suficientes para promover a evangelização no interior.

Após a evangelização em Bragança, tornou-se também o pioneiro na evangelização na Ilha de Marajó, onde peregrinou por muitos anos, a bordo de pequenas e grandes canoas. Berg ia de ilha em ilha, levando a mensagem bíblica aos pequenos grupos evangélicos que ia se formando por onde passava. Daniel Berg sempre foi muito humilde e simples. Em suas pregações e diálogos, sempre demonstrou essas virtudes. Ninguém o via irritado ou desanimado” (ARAUJO, I. Dicionário do Movimento Pentecostal. 1.ed., RJ: CPAD, 2007, p.123). 

 “Escolhido por Deus

Nasci em Östra Husby, Östergötland, Suécia, em 8 de agosto de 1879. Meu pai era jardineiro. Por serem crentes, meus pais procuraram desde a minha infância ensinar-me os caminhos e preceitos do Senhor. Quando eu ainda era bem pequeno, ia à Escola Dominical, da qual, meu pai era dirigente. Aos 11 anos de idade concluí o curso primário e comecei a ajudar meu pai no ofício de jardineiro. Continuei nessa atividade até os 19 anos.

Eu era um menino de apenas 9 anos de idade quando senti a chamada de Deus na minha vida. Senti-me atraído por Deus de uma forma especial, e costumava orar muito. Às vezes reunia outras crianças comigo e orava com elas. Porém, com 12 anos de idade desviei-me do Senhor e tornei-me um filho pródigo. Caí profundamente no pecado até os 17 anos, quando o Senhor outra vez me chamou. Isso aconteceu em 1896. Eu resolvera ir ao culto de vigília de ano-novo e entregar-me outra vez ao Senhor. Fui com meu pai para esse culto, e fiz o que havia resolvido. Aleluia!

Aos 18 anos fui batizado nas águas. Isto aconteceu numa igreja Batista em Wraka, Smaland, Suécia, no mês de março ou abril de 1897. Neste mesmo ano tornei-me sucessor de meu pai no trabalho da Escola Dominical. Isto aumentou muito a minha necessidade de Deus e de sua graça. Ainda neste ano, em 14 de julho, li numa revista um artigo sobre as grandes necessidades e sofrimentos de tribos nativas no exterior, o que me fez derramar muitas lágrimas. Subi para o meu quarto e ali prometi a Deus pertence-lhe e pôr-me à sua disposição para honra e glória do seu nome. Orei também insistentemente para que Ele me ajudasse a cumprir essa promessa.

No mês de outubro realizamos uma festa para levantar dinheiro a fim de ajudar um irmão que ia sair para o campo missionário como evangelista. Tudo o que eu tinha nessa oportunidade eram 6 coroas, e eu as entreguei como oferta. Quando voltei para casa depois da festa, senti uma alegria imensa, e ouvi uma voz que me dizia: ‘Tu também irás ao campo de evangelização da mesma forma que Emílio!’.

Fiquei um ano mais no meu trabalho, mas sempre participando dos cultos, testificando e tratando de ganhar almas para Jesus. Continuei à frente da Escola Dominical até o fim de outubro de 1898. Depois de muitas orações dos irmãos, fui para uma escola bíblica em Götabro, Närke. Os dirigentes daquela escola eram os pastores Emílio Gustavsson e C. J. A. Kihlstedt” (VINGREN, I. O Diário do Pioneiro. 1.ed., RJ: CPAD, 2010, pp.19,20). 

 

Pureza: Estado ou qualidade de puro.

 

O Movimento Pentecostal, embora comprovadamente bíblico e ortodoxamente teológico, vem sofrendo, desde o seu nascedouro, injustificados ataques. Isto se deve a dois principais fatores: 1) falta de conhecimento bíblico-teológico acerca da doutrina do Espírito Santo e 2) ignorância sobre a origem do maior avivamento já registrado pela história.

Nesta lição, teremos oportunidade de conhecer um pouco mais sobre a origem e a atualidade do Pentecostalismo. Viremos a constatar que o Movimento Pentecostal, apesar de seus cem anos de história, é uma realidade que vem sendo experimentada pela Igreja de Cristo há quase vinte séculos. Infelizmente, muitos são os movimentos que, cognominados de pentecostais, vêm semeando confusão acerca do verdadeiro movimento do Espírito Santo.

 

I. A ORIGEM DO PENTECOSTES CRISTÃO 

1. O ponto de partida. No Dia de Pentecostes, em Jerusalém, cumpriu-se a promessa que o Senhor Jesus fizera aos seus discípulos: a vinda do Consolador (Jo 14.16; At 2.1-4). Inaugurou-se, assim, um novo tempo para o povo de Deus que passou a usufruir de um abundante derramamento do Espírito Santo, conforme havia profetizado Joel (Jl 2.28-31). Sim, o que Jesus prometera tornou-se realidade (Lc 24.49). Mas qual a origem do Pentecostes? E por que as igrejas que crêem na atualidade do batismo com o Espírito Santo e dos dons espirituais são denominadas pentecostais?

2. Como surgiu o termo pentecostalismo. A expressão “pentecostalismo” procede do vocábulo grego pentekosté que significa quinquagésimo. O Pentecostes era a segunda das três principais festas judaicas (Lv 23) e recebe esse nome por ser comemorado cinquenta dias após a Páscoa (Lv 23.16). Era também conhecido como a Festa das Semanas, Festa das Primícias e Festa da Colheita (Êx 34.22). Foi durante o Pentecostes que os quase 120 que oravam no cenáculo receberam o batismo com o Espírito Santo (At 1.3; 2.1-13).

3. Do Pentecostes judaico ao cristão. Devido à destruição do Santo Templo em 70 d.C, os judeus ficaram impossibilitados de praticar muitos de seus rituais e liturgias. Mas para os cristãos, o Pentecostes, em virtude do derramamento do Espírito Santo, adquiriu um novo sentido. Tornou-se sinônimo do ministério, operações, atos poderosos e manifestações sobrenaturais do Espírito Santo na Igreja e através da Igreja (At 19.1-20).

 

O verdadeiro Movimento Pentecostal teve sua origem no Dia de Pentecostes. 

II. A TRAJETÓRIA DO PENTECOSTALISMO

 

1. A promessa da efusão do Espírito. Deus revelou ao profeta Joel que, nos últimos dias, haveria uma efusão do Espírito Santo sobre os fiéis (Jl 2.28-32). Por conseguinte, a promessa do derramamento do Espírito Santo não se destinava apenas aos crentes que se achavam reunidos no cenáculo, mas diz respeito a todos os servos de Deus em todos os lugares e épocas (At 2.1-13, 39). O Movimento Pentecostal implica numa ação contínua e renovadora do Espírito Santo na vida da Igreja, fazendo com que esta cumpra cabalmente as demandas da Grande Comissão (Mt 28.19,20; Mc 16.15-20).

2. O Movimento Pentecostal tem o testemunho dos séculos. O escritor e jornalista Emílio Conde evidencia em O Testemunho dos Séculos, através de inúmeras provas, que o Pentecostalismo é um movimento legitimamente bíblico e que, historicamente, não se restringiu à Igreja Primitiva. Não é, portanto, um modismo sueco ou norte-americano. Em seu Dicionário do Movimento Pentecostal, afirma o historiador Isael de Araujo que o “pentecostalismo, em suas diferentes formas, tem existido por toda a história cristã, tanto do Ocidente como no Oriente, desde o Dia de Pentecostes, em Jerusalém”. No verbete “cronologia do pentecostalismo mundial”, o autor mostra um panorama das manifestações históricas do pentecostalismo do primeiro até ao século vinte.

3. O genuíno Pentecostalismo. Como distinguir o verdadeiro do falso pentecostalismo? O genuíno pentecostalismo não admite qualquer outra revelação além das Escrituras Sagradas, pois prima pela ortodoxia bíblica e pela sã doutrina (Cl 1.6-9). Logo, nossa única regra de fé e conduta é a Bíblia Sagrada, a inspirada, inerrante, absoluta e completa Palavra de Deus. 

Podemos afirmar que Pentecostalismo é um movimento legitimamente bíblico e que, historicamente, não se restringiu à Igreja Primitiva. 

III. O VERDADEIRO PENTECOSTALISMO

 

1. Características das igrejas pentecostais. São igrejas legitimamente pentecostais as que, em primeiro lugar: a) Aceitam a soberania da Bíblia Sagrada, como a inspirada e inerrante Palavra de Deus, elegendo-a como infalível regra de avaliação de toda e qualquer manifestação espiritual (2 Tm 3.16); b) Mantém a pureza da sã doutrina, conforme a encontramos na Bíblia Sagrada (At 2.42; 1 Tm 4.16); c) Acreditam na atualidade do batismo com o Espírito Santo e dos dons espirituais (At 2.39); d) Cumprem integralmente as demandas da Grande Comissão que nos deixou o Senhor Jesus (Mc 16.15-20); e) Têm compromisso com a santidade, defendem o aperfeiçoamento da vida cristã através da leitura da Bíblia, da oração e do exercício da piedade na consolação do Espírito Santo (Gl 5.22; 1 Ts 5.17-23; 1 Tm 4.8).

2. Novos movimentos. Vários movimentos, incorretamente intitulados de pentecostais, têm surgido ao longo dos anos. Tais dissidências acabaram criando um segmento esotérico, místico e sincrético que em nada lembra o verdadeiro cristianismo (Cl 2.18).

Tais são os desvios doutrinários desses movimentos que eles, sequer, podem ser considerados cristãos, pois incorporaram às suas liturgias práticas místicas e antibílicas, fazendo uso de sal grosso, rosa ungida, óleo e água “santificados”, culto aos anjos, etc. Tais práticas são heréticas e inadmissíveis, não tendo nenhum respaldo na Palavra de Deus.

Não podemos nos esquecer, também, de extravagâncias doutrinárias como, por exemplo, a teologia da prosperidade, confissão positiva, quebra de maldição, triunfalismo e outros aleijões teológicos e heresias. 

O verdadeiro pentecostalismo caracteriza-se pela aceitação das Escrituras como a inspirada e inerrante Palavra de Deus, manutenção da sã doutrina, atualidade dos dons espirituais, cumprimento integral da grande comissão e compromisso com a santidade.

O verdadeiro Movimento Pentecostal teve sua origem no Dia de Pentecostes. Os anos se passaram, mas a chama pentecostal continua a arder, pois a promessa do batismo com o Espírito Santo e dos dons espirituais é para nós também. Conservemos, pois, o legítimo pentecostalismo, conforme o encontramos nas Sagradas Escrituras.

Neste Centenário das Assembleias de Deus no Brasil, preservemos e vivamos com intensidade o avivamento que nos legaram Daniel Berg e Gunnar Vingren. 

ARAUJO, I. Dicionário do Movimento Pentecostal. RJ: CPAD, 2007.
MENZIES, W. W. Doutrinas Bíblicas: Os Fundamentos da Nossa Fé. 5.ed., RJ: CPAD, 2005.

 

 

Pentecostes

“Pentecostes era a segunda das três grandes festas de Israel (Dt 16.16). Suas principais passagens estão em Êxodo 23.16, Levítico 23.15-22, Números 28.26-31 e Deuteronômio 16.9-12. A palavra grega Pentecostes (pentekosté) significa ‘quinquagésimo’, referindo-se ao quinquagésimo dia depois da oferta de manjares durante a Festa dos Pães Asmos (At 2.1; 20.16; 1 Co 16.8).

Outro título pelo qual esta festa é conhecida é a Festa das Semanas (Êx 34.22; Dt 16.10,16; 2 Cr 8.13), que se refere a sete semanas após a oferta das primícias; a Festa da Colheita (Êx 23.16), referindo-se à conclusão das colheitas de grãos; o dia das primícias (Nm 28.26), falando das primícias de uma colheita terminada, e mais tarde os judeus a chamaram solenemente de assembleia, que foi aplicado ao encerramento da festa da estação da colheita. Embora as Escrituras não afirmem especificamente seu significado histórico, elas parecem indicar basicamente uma festa da colheita.

 Em Números 28.26 o Pentecostes é chamado tanto de Festa das Semanas como de Festa das Primícias. Esta Festa das Primícias não deve ser confundida com as primícias oferecidas durante os dias dos pães asmos.

No NT, o Pentecostes está relacionado ao dom do Espírito Santo (At 2.1-4). Cristo ascendeu como as primícias da ressurreição (1 Co 15.23), e 50 dias depois deste evento veio o derramamento do Espírito Santo, dando início ao cumprimento da profecia de Joel (Jl 2.28-32)” (Dicionário Bíblico Wycliffe. RJ: CPAD, 2009, pp.1500-01). 

“Os historiadores que se ocupam do Avivamento Pentecostal no século 20 são unânimes em mencionar a Rua Azuza, em Los Angeles, Califórnia, em 1906, como o centro irradiador de onde o avivamento se espalhou para outras cidades e nações.

A Rua Azuza transformou-se em poderosa fogueira divina, onde centenas e milhares de pessoas de todos os pontos da América, ao chegarem atraídas pelos acontecimentos e para ver o que estava se passando ali, eram batizadas com o Espírito Santo, e ao retornarem para suas cidades levavam essa chama viva que alcançava também outras pessoas.

Porém, quem havia trazido a mensagem pentecostal a Los Angeles fora uma senhora metodista, que, por sua vez, a recebera na cidade de Houston, quando tinha ido visitar seus parentes. Antes dessa data (1906), podemos citar também os avivamentos ocorridos na Suécia em 1858, e na Inglaterra em 1740. Na América do Norte, podem-se mencionar os avivamentos nos Estados de Nova Inglaterra em 1854, e na cidade de Moorehead, em 1892, seguidos dos de Caiena, Kansas, em 1903, e Orchard e Houston, em 1904 e 1905, respectivamente.

Os membros das várias igrejas, uns por curiosidade, outros por desejo de receber mais graça do céu, chegavam para ver com os próprios olhos aquele fenômeno. Muitos deles traziam consigo a opinião de que tudo aquilo não passava de obra de fanáticos. Porém, todos saíam dali convencidos de que era um movimento divino, e transformavam-se em testemunhas e propagandistas do Movimento Pentecostal que se iniciara naquela ruazinha em Los Angeles.

 Dentro em pouco os grandes centros urbanos norte-americanos foram alcançados pelo avivamento. Uma das cidades que mais se destacaram e se projetaram no Movimento Pentecostal foi Chicago. As boas-novas do avivamento alcançaram, praticamente, todas as igrejas evangélicas da cidade. Em algumas, houve oposição da parte de uns poucos crentes, porém o avivamento triunfou, pois, além de outras características que o recomendavam, ele se destacava pelo espírito evangelístico e pelo interesse que despertava pelo evangelismo dos outros povos. Ou seja: cada um que se convertia, transformava-se também em missionário” (CONDE, E. História das Assembleias de Deus no Brasil. 1.ed., RJ: CPAD, pp.23-4).

FONTE www.pentecostalteologia.blogspot.com.br