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Educação cristã (3)
Educação cristã (3)

 

  

        EDUCAÇÃO CRISTÃ, RESPONSABILIDADE

                                    DOS PAIS.

Dt 4.9 Moisés queria que os israelitas não esquecessem tudo o que viram Deus fazer, por isso advertiu aos pais que contassem aos filhos os grandes milagres de Deus. Isto ajudava os pais a lembrarem-se da fidelidade de Deus e garantia às gerações futuras o mesmo empenho em propagar as histórias sobre os grandes feitos de Deus.

L fácil esquecer as maravilhas que Deus tem operado na vida de seu povo. Mas você pode recordar a fidelidade de Deus contando a todos o que tem visto Deus realizar na sua vida e na daqueles que o cercam.

APLICAÇÃO PESSOAL. Bíblia de estudo. Editora CPAD pag. 237.

Js 4.20 As doze pedras. Temos aí 0 que aconteceu às doze pedras retiradas do leito seco do Jordão, que se tornaram 0 segundo memorial. Destarte, um dos memoriais podia ser visto no meio do rio, quando suas águas baixavam, e 0 segundo foi erguido em Gilgal, que se transformou em um santuário de Israel. Ver 0 nono versículo deste capítulo acerca de como 0 autor do livro de Josué tinha visto, pessoalmente, 0 primeiro memorial no leito do rio Jordão.

Não envelhecerão, como sucede a nós, que crescemos; A idade não os desgastará e nem os anos os condenará. De cada vez que o sol descer, ou pela manhã, Nós haveremos de lembrar-nos deles. (Laurence Robert Bickersteth)

Tipologia. Alguns estudiosos enxergam, nessas doze pedras, um tipo dos doze apóstolos, que seriam pedras fundamentais da Igreja cristã (ver Efé. 2.20- 22). Nelas, os filhos de Israel lembrar-se-iam de suas raízes.

Js 4.21. Que significam estas pedras? Essa seria a pergunta que os filhos fariam a seus pais. Cf. 0 vs. 6, onde temos a mesma indagação. A resposta foi dada no vs. 7, paralelo aos versículos 22 a 24 deste capítulo. A resposta consistiria em cinco pontos, a saber;

  1. As pedras serviam de memorial dos poderosos feitos de Yahweh, lembrando as sucessivas gerações dos filhos de Israel sobre esses feitos, uma vez que estivessem na Terra Prometida, e sobre quanto deveriam ser gratos (vs. 7).
  2. Aquilo relembrava 0 milagre da travessia do Jordão a pé enxuto, visto que as águas ficaram represadas de certo ponto para cima; tinha sido um ato da providência divina (ver sobre Providência de Deus, no Dicionário) (vs. 22).
  3. Tinha sido um ato de Yahweh, pois Ele é Yahweh- Elohim (ver no Dicionário o verbete intitulado Deus, Nomes Bíblicos de) (v.23).
  4. Esse milagre era comparável ao milagre ocorrido no mar de Juncos (ver a respeito no Dicionário), que aconteceu por ocasião do êxodo (saída), ao passo que no Jordão ocorrera o eisodus (entrada) (vs. 23). 5. Esse prodígio serviria de lembrete universal do Deus único e vivo, de tal modo que todas as nações poderiam observar os atos de Yahweh, a fim de temê-Lo e obedecer-Lhe, abandonando as suas muitas formas de idolatria.

Js 4.22. Israel passou em seco este Jordão. Tinha sido feita a pergunta: “Que significam estas pedras?” (vss. 6 e 21). Ver o sumário da resposta nas notas sobre 0 versículo anterior. O primeiro fator é que havia uma barreira à entrada na Terra Prometida, constituída pelo rio em período de enchente. Mas Deus fizera 0 rio secar, represando as águas logo acima do ponto da travessia, 0 que permitiu a Israel entrar na terra que lhe pertencia por promessa divina. Quanto a como isso foi efetuado, ver Jos. 3.16 e suas notas expositivas. A educação religiosa, desde 0 começo, comunicaria fatos fundamentais aos israelitas das gerações futuras. Yahweh tinha efetuado várias intervenções significativas na história, incluindo 0 milagre do represamento das águas do rio Jordão. Ver no Dicionário 0 verbete chamado Educação no Antigo Testamento: e, na Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia, ver 0 artigo denominado Ensino.

Um pai deve três coisas a seus filhos: exemplo, exemplo, exemplo. “Os filhos têm maior necessidade de modelos do que de críticos” (Joseph Joubert).

Os pais hebreus tinham a responsabilidade de ensinar a seus filhos a fé do yahwismo. Ver Deu. 6.4-7, cujas notas ilustram o texto presente. Os levitas serviam de mestres especiais em Israel, mas o pai e a mãe de uma criança precisavam dar início ao processo de ensino, mediante a educação doméstica.

Js 4.23. O Senhor vosso Deus. Yahweh-Elohim era o poder real por trás do milagre que seria comemorado. Ele é o Eterno Todo-Poderoso. Ver no Dicionário 0 artigo chamado Deus, Nomes Bíblicos de. Os filhos precisavam conhecer os acontecimentos históricos que ilustravam 0 poder de Yahweh, e que tinham feito a nação de Israel ser 0 que ela era. Israel tornara-se uma nação distinta por causa de sua lei e de sua história, que incluía muitas intervenções divinas. Ver as notas sobre Deu. 26.19 quanto ao caráter distinto de Israel. Uma daquelas intervenções divinas fora a travessia, a pé enxuto, do mar de Juncos, assim que o povo de Israel fugiu do Egito, onde tinha sido escravizado. Isso ocorreu, estrategicamente, por ocasião do êxodo. Ver no Dicionário o artigo denominado Êxodo (0 Evento),׳ e ver sobre Mar de Juncos, em Êxodo 13.18. Esses incidentes nos ensinam a verdade do Teismo (ver a respeito no Dicionário), que dá a entender que Deus não somente existe e criou todas as coisas, mas também intervém na história humana, orientando ou punindo. O deismo (ver também no Dicionário), por sua vez, ensina que, embora possa haver uma força criadora (pessoal ou impessoal), esse poder abandonou a Sua criação, deixando-a entregue às leis da natureza, não se fazendo presente na criação. É como se essa força tivesse dado corda num relógio para em seguida abandoná-lo, deixando-o funcionar sozinho. Ver o sumário de respostas para a pergunta “Que significam estas pedras?” no versículo 21 deste capítulo.

Js 4.24. Para que todos os povos da terra. A lição não se destinava somente ao povo de Israel, mas a toda a humanidade. Todas as nações do mundo que tomassem conhecimento de como Israel obtivera seu território pátrio haveriam de temer a Yahweh, encorajando-se a abandonar a idolatria e a obedecer a Ele. Essa universalização, porém, só veio a ocorrer realmente na Igreja cristã (ver Gál. 3.23 ss.; Efé. 2.17 ss.).

“Dessa maneira, Deus provou que Ele é 0 único verdadeiro Deus, mediante Seus poderosos atos na história" (John Bright, in Ioc.). As doze pedras, por conseguinte, tornaram-se um grande sinal do intuito universal de Deus para a humanidade.

O Temor a Deus. Esse é um dos grandes temas do Pentateuco. Ver as notas expositivas em Deu. 10.12 e 28.58, onde são oferecidas várias outras referências sobre 0 assunto. Deus é o objeto desse temor (ver Isaías 8.14). O conhecimento desse temor nos é dado por meio das Escrituras (ver Pro. 2.3-5). Esse temor é uma fonte de vida (ver Pro. 14.27). Ele motiva 0 indivíduo à santificação (ver Apo. 15.4), à bondade (I Sam. 12.24), ao perdão (ver Sal. 130.4). Esse temor é ilustra- do pelas admiráveis obras de Deus (ver Jos. 4.23,24). Além disso, é uma das características dos santos (ver Mal. 3.16). e um ingrediente necessário na adoração a Deus (Sal. 5.7), no serviço que prestamos a Ele (ver Sal. 2.11; Heb. 12.28). E, finalmente, devemos ensinar o temor a Deus aos nossos semelhantes (ver Sal. 34.11).

CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. pag. 917.

 

  1. Em o Novo Testamento.
  2. A educação era integral

Nas poucas referência sobre o tema, vemos o exemplo da educação do menino Jesus. Diz a Bíblia: “E o menino crescia e se fortalecia em espírito, cheio de sabedoria; e a graça de Deus estava sobre ele. “E crescia Jesus em sabedoria, e em estatura, e em graça para com Deus e os homens” (Lc 2.40, 52). Esses textos nos falam da educação espiritual (“em espírito”), no conhecimento de Deus e intelectual (“cheio e sabedoria”), no crescimento físico (“em estatura”), e no crescimento espiritual e social (“em graça para com Deus e os homens”).

Aos 12 anos, Jesus foi levado pelos pais a Jerusalém, para a Festa da Páscoa. Ao regressarem a Nazaré, no meio da multidão, José e Maria, sem dúvida, deixaram o menino um pouco à vontade, no meio de outros meninos, que acompanhavam seus pais. Num determinado momento, o perderam de vista, e, preocupados, o buscaram entre os caminhantes, mas não o encontraram. Lucas registra aquele momento de aflição para os pais de Jesus, e de afirmação de sua missão perante os doutores da Lei (Lc 2.46-48). Os doutores da época admiraram-se da inteligência e sabedoria de Jesus, como pré-adolescente. Naturalmente, Ele era divino. Mas, na ocasião, comportava-se como um menino judeu, educado pelos pais com todo o cuidado e zelo como era de se esperar. A educação de Jesus no lar preparou-o para ser um cidadão completo.

Além do ensino da Lei, dos livros sagrados, do Antigo Testamento, ele foi ensinado a ter um ofício. Segundo Gower, “ele não era só o filho do carpinteiro” (Mt 13.55). Mas ele era “o carpinteiro” (Mc 6.3).

Jesus teve uma educação integral. Ele conhecia o lado espiritual da vida, no ensino e no exemplo de seus pais. Foi educado a ter respeito e equilíbrio, no aspecto emocional, e teve uma educação que, nos termos de sua realidade, lhe deu um desenvolvimento físico desejável.

  1. Os pais são exortados a ensinar os filhos (E f 6.4)

Infelizmente, pelas mudanças sociais impostas pelo progresso material, os pais estão cada vez mais ausentes na educação dos filhos. Além de muitos não saberem o que seus filhos estão aprendendo (ou desaprendendo) nas escolas, ainda são ausentes na educação espiritual e moral dos filhos. A maioria dos pais não faz o culto doméstico. Os filhos sequer sabem metade dos nomes dos apóstolos de Jesus.

Mas grande parte sabe o nome dos personagens das novelas. Para criá-los “na doutrina e admoestação do Senhor”, faz-se necessária uma educação permanente, com ensinamentos ministrados no próprio lar. A maioria dos filhos de cristãos não sabe o que é doutrina. E muito menos o que é admoestação. Mas sem esses dois elementos educacionais, os filhos não poderão ter uma verdadeira formação cristã.

LIMA. Elinaldo Renovato de. A família cristã e os ataques do inimigo. Editora CPAD. pag. 94-95.

A Sinagoga. Ver o artigo separado sobre esse assunto, quanto a um estudo mais completo. Não temos qualquer informação, nem no Antigo e nem no Novo Testamentos, sobre a origem das sinagogas; e nem mesmo nos livros ap6crifos temos essa informação.

Os eruditos supõem que, como uma instituição formal. a sinagoga desenvolveu-se durante o cativeiro babilônico. A palavra «sinagoga» encontra-se em Sal. 74:8, mas ali significa apenas «assembleia», não havendo qualquer alusão à instituição que recebeu esse nome. A palavra aparece por cinquenta e seis vezes no Novo Testamento. Antes do exílio babilônico, o templo era o centro de todas as atividades religiosas. Quando o templo foi destruído então as sinagogas tomaram-se células dessa atividade, bem como de aprendizado é possível, contudo, que as sinagogas tenham surgido antes mesmo do exílio babilônico, e que este apenas consolidou a importância das mesmas. Seja como for. a sinagoga tomou-se um centro de todas as atividades religiosas. sociais e de instrução. Na sinagoga não havia altar e nem sacrifícios. O estudo e a: leitura ida Tora, bem como a oração, tomaram-se as atividades centrais ali. A sinagoga era o centro do governo de Israel. Ela provia uma espécie de sistema de educação de adultos em massa, onde, a: Tora era estudada sistematicamente.

semana após semana. Todos quantos frequentavam a sinagoga tomavam-se estudantes da lei. Quando o povo judeu não mais era capaz de entender o hebraico, as explicações eram feitas em aramaico.

O Desenvolvimento de Escolas. A primeira escola de um judeu era o seu lar. Os mestres eram os pais e os alunos eram os filhos. O lar nunca perdeu a sua importância como o lugar primário de aprendizado. Entre os cristãos. os mórmons são os que mais têm salientado esse aspecto da instrução. Então surgiram. as escolas de profetas. que dirigiram o primeiro ensino sistemático e constante fora dos lares. Eles encontravam em Moisés a sua grande inspiração (Deu. 34:10; 18:15 ss).Os profetas tomaram-se os mestres e instrutores de Israel de uma classe de homens eruditos, que se tomaram lideres da nação.

Pela época da monarquia, havia grupos ou companhias de profetas. de tal modo que eles formaram uma classe distinta dentro da nação (I Sam. 10:5,10; 19:20). Os «filhos dos profetas» eram os discípulos das escolas que haviam sido formadas. Ver I Reis 19:16; 11 Reis 2:3 ss, Então surgiram as sinagogas;·que representaram um passo vital no desenvolvimento das escolas, conforme nós as conhecemos. Entretanto,

nenhuma escola era separada da sinagoga ·e nenhum sistema escolar formal formou-se em Israel, senão ia dentro do período helenista e isso por motivo de competição com as escolas gregas. A literatura rabínica informa-nos que um sistema escolar compulsório foi criado pelos fariseus, no século I A.C.

Sabemos que Simão ben Shetach (75 A.C.) ensinava às pessoas de uma maneira sistemática e. regular; mas o texto que ele usava era a Tora. Em Israel não havia educação liberal. As escolas elementares. para as crianças, não parecem ter surgido antes do século I D.C. Joseph ben Gamala (cerca de 65 D.C.) tentou fazer a educação elementar tomar-se compuls6ria e universal. com escolas onde as crianças entravam com seis ou sete anos de idade. As escolas elementares eram chamadas Casa do Livro. O currículo continuava sendo. essencialmente. orientado segundo a Bíblia. Toda e qualquer referência às ciências, em quaisquer de suas formas, era feita de modo inteiramente incidental.. Foram desenvolvidas escolas secundárias para os alunos mais promissores. A religião continuava sendo o centro de todas as atividades educacionais. Além da Bíblia e da Mishnah, foi instituído o debate teológico. As escolas que funcionavam desse modo eram chamadas Casas de Estudo. Finalmente, foram formadas academias autênticas, que eram reputadas lugares sagrados, e não apenas lugares de aprendizagem. O Talmude resultou das atividades dessas escolas e grandes lideres se salientaram então, como Hilel, Shamai e Gamaliel. Paulo educou-se na escola de Gamaliel.

Isso significa que em Israel havia três instituições de ensino diferentes': a sinagoga, as escolas elementares e as academias, ou casas de estudos. As academias funcionavam separadas das sinagogas, em seus próprios edifícios, ou talvez na residência do mestre principal.

CHAMPLIN, Russell Norman, Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia. Vol. 2. Editora Hagnos. pag. 270-271.

2.21 — De acordo com a Lei, um menino judeu deveria ser circuncidado no oitavo dia (Gn 17.12; Lv 12.3).

2.22-24 — O termo purificação faz referência ao rito no qual a mulher que deu à luz era declarada cerimonialmente pura de novo (Lv 12.6). A solenidade acontecia 40 dias após o nascimento. Neste ritual, a mãe poderia oferecer um cordeiro ou dois pombinhos (Lv 12.8). A família de Jesus levou as aves (v. 24), indicando que ela não possuía nem podia comprar outro animal. A distância de Belém a Jerusalém era apenas 8 km. A expressão apresentarem ao Senhor alude à apresentação comum do filho primogênito ao Senhor (Êx 13.2,12; Nm 18.6; 1 Sm 1; 2). Lucas

mostra que os pais de Jesus eram judeus fiéis e que eles cumpriam as exigências da Lei.

2.39 — A família finalmente retorna ao lugar que será seu lar em Nazaré. Lucas não registra nenhuma das visitas ou viagens que Mateus 2 relata.

2.40 — E o menino crescia. Com este comentário, a história da infância de Jesus termina. A narrativa recomeça 12 anos depois, no versículo 41. Esses dois versículos revelam o crescimento da natureza humana de Jesus, enquanto, em Sua natureza divina, Ele era imutável e infinito. Os cristãos devem pesar estas duas naturezas quando falam do Senhor Jesus.

2.41 — A peregrinação anual a Jerusalém era costumeira para muitos que viviam fora da cidade. A Lei ordenava três peregrinações para os homens todos os anos: a da Páscoa, de Pentecostes e da Festa dos Tabernáculos (Ex 23.14-17). No primeiro século, a maioria dos homens judeus fez uma peregrinação anual por causa da distância que muitos tinham de percorrer devido à dispersão dos israelitas na Ásia Menor.

2.42 — Nesta idade (12 anos), Jesus começou a ter uma instrução intensiva, a fim de prepará-lo para a chegada da responsabilidade dos 13 anos, quando um menino era aceito na comunidade religiosa como um homem encarregado de cumprir a Lei.

EarI D. Radmacher: Ronald B. Allen: H. Wayne House. O Novo Comentário Bíblico Novo Testamento com recursos adicionais. Editora Central Gospel. pag. 150-152.

Moisés (w . 21-24). O termo Lei é usado cinco vezes em Lucas 2:21-40. Apesar de ter vindo para livrar o mundo do jugo da Lei, Jesus nasceu "sob a lei" e obedeceu a seus preceitos (Gl 4:1-7). Não veio para destruir a Lei, mas para cumpri-la (Mt 5:17, 18).

Em primeiro lugar, os pais de Jesus obedeceram à Lei levando o filho para ser circuncidado, quando estava com oito dias. A circuncisão era o sinal e o selo da aliança que Deus havia feito com Abraão (Gn 1 7), e um requisito para todo homem judeu que desejava praticar a fé. Os judeus orgulhavam-se de ser o povo da aliança de Deus e desprezavam os gentios, chamando-os de "incircuncisão" (Ef 2:11, 12). É pena que a circuncisão tenha se tornado um ritual sem sentido para muitos judeus, pois proclamava uma verdade espiritual importante (Dt 10:15-20; Rm 2:28, 29).

"A circuncisão de Jesus foi seu primeiro sofrimento por nós", disse o falecido Donald Grey Barnhouse, pastor e escritor norte-americano.

Simbolizou a obra realizada pelo Salvador na cruz ao tratar de nossa natureza pecaminosa (Gl 6:15; Fp 3:1-3; Cl 2:10, 11). Em obediência a Deus, Maria e José chamaram o menino de Jesus, que significa "Jeová é salvação" (Mt 1:21).

Mas a circuncisão foi apenas o começo. Quando a criança completou quarenta dias, Maria e José tiveram de ir ao templo para realizar os rituais de purificação descritos em Levítico 12. Também tiveram de "consagrar" © menino, uma vez que era o primogênito de Maria (Êx 13:1-12). Tiveram de pagar cinco shekelim para "remir" o Redentor que,

um dia, remiria todos nós com seu sangue precioso (1 Pe 1:18, 19). Seu sacrifício humilde indica que eram pobres demais para oferecer um cordeiro (2 Co 8:9). Mas ele era o Cordeiro de Deus!

A relação entre Cristo e a Lei é uma parte importante de seu ministério de salvação. haver rejeitado as tradições religiosas humanas, obedeceu à Lei de Deus perfeitamente (Jo 8:46). Levou sobre si a maldição da Lei

(Gl 3:13) e nos libertou da escravidão (Gl 5:1).

WIERSBE. Warren W. Comentário Bíblico Expositivo. N.T. Vol. I. Editora Central Gospel. pag. 227-228.

2.46,47 - Os pátios do Templo eram conhecidos como um lugar de aprendizado. O apóstolo Paulo estudou em Jerusalém, talvez nos pátios do Templo, sob os cuidados de Gamaliel, um de seus primeiros professores (At 22.3). Na época da Páscoa, os maiores mestres se reuniam para ensinar e discutir grandes verdades teológicas. A vinda do Messias, sem dúvida, era um dos tópicos de discussão, pois todos aguardavam que Ele se manifestasse em breve. Jesus deve ter ficado entusiasmado em meio à discussão.

Não foi a juventude, mas a profundidade da sabedoria dEle que surpreendeu aqueles doutores.

APLICAÇÃO PESSOAL. Bíblia de estudo. Editora CPAD pag. 1348.

2.46 Três dias. isso provavelmente não significa que eles procuraram por três dias em Jerusalém. Aparentemente, eles perceberam que Jesus não estava com eles no final de um dia inteiro de viagem.

Isso exigia outro dia inteiro de viagem de volta a Jerusalém, sendo que levaram parte do outro dia procurando-o. ouvindo-os e interrogando-os. Ele foi totalmente respeitoso, assumindo o papel de um aluno. Mas mesmo nessa tenra idade, suas perguntas mostravam uma sabedoria que envergonhava os mestres.

MAC ARTHUR. Bíblia de Estudo. Sociedade Bíblica do Brasil. pag. 1325.

2 Tm 1.5 — A expressão traduzida por fé não fingida significa, de fato, fé autêntica, não hipócrita. Paulo se alegra em lembrar-se das fiéis avó Lóide e mãe Eunice, de Timóteo, cujo nome significa Boa Vitória.

As orações, o testemunho e a fé da mãe e da avó devotas foram fatores essenciais para o desenvolvimento espiritual de Timóteo (1 Tm 2.15).

1.6 — Despertes o dom. Timóteo é incentivado a reacender seu dom espiritual (essa ideia é expressa também em 1 Tm 4.14, embora de forma negativa). O desejo de descobrirmos, desenvolvermos e dispormos nossos dons espirituais específicos deveria ser como uma chama flamejante dentro de nós. Nossa luta constante como cristãos é sermos diligentes com relação à nossa obra para com Deus e não diminuirmos nossos passos nessa corrida espiritual. Precisamos fazer um esforço consciente para exercer nossos dons, para o bem comum do Corpo de Cristo.

LEGADO DA MÃE

Eunice (2 Tm 1.5) era judia, mas, ao que parece, seu pai não foi muito ortodoxo, transgredindo um dos mandamentos claros da Lei mosaica, ao dar sua filha em casamento a um gentio (At 16.1). Quando seu filho, Timóteo, nasceu, não foi circuncidado (At 16.3). Portanto, não somente o pai de Eunice, mas ainda seu marido não observavam o judaísmo.

Eunice, no entanto, observava zelosamente os mandamentos da Lei de Deus e, mais ainda, tinha fé no Salvador, Cristo Jesus (At 16.1). Paulo a elogia por sua fé não fingida, fé autêntica, que Eunice tinha em comum com sua mãe, Lóide (2 Tm 1.5). Ela transmitiu essa fé a Timóteo e mais do que ninguém o preparou para uma vida dedicada de serviço ao Senhor.

Eunice é um incentivo para toda mulher cristã que se vê diante da difícil tarefa de desenvolver a vida espiritual de seus filhos, especialmente se não puder contar com a ajuda de um marido sem fé. Embora Eunice tenha tido pouco incentivo à sua própria fé, e tão-somente por parte de sua mãe, ela, contudo, tal como Lóide, possuía duas qualidades fundamentais a seu favor e que até hoje dão esperança a todas as mães que creem — o poder inerente de ser mãe e o poder dinâmico do seu Deus, soberano e amoroso.

EarI D. Radmacher: Ronald B. Allen: H. Wayne House. O Novo Comentário Bíblico Novo Testamento com recursos adicionais. Editora Central Gospel. pag. 606.

2 Tm 3.14 — Permanece, ou continua firme, em todas as coisas que aprendeste (2 Tm 2.2) é mais uma exortação feita a Timóteo. Permanecer na verdade de Deus é essencial à vida piedosa.

3.15 — Desde a tua meninice. Paulo enfatiza a herança piedosa de Timóteo (2 Tm 1.5). Sua mãe, Eunice, e sua avó, Lóide, haviam ensinado fielmente as sagradas letras a Timóteo, e a mãe, certamente, também o direcionara a Cristo, em quem cria (At 16.1). A Palavra e o Espírito de Deus são essenciais à nossa salvação. A Palavra de Deus sem o Espírito de Deus não tem vida; não tem poder para agir. Mas a Palavra de Deus fortalecida pelo Espírito de Deus se torna força viva em nossa vida.

3.16 — Paulo enfatiza a preeminência de toda a Escritura. Inspirada por Deus. O Senhor se envolveu ativamente na revelação de Sua verdade aos apóstolos e profetas que a escreveram. O Autor da Bíblia é o próprio Deus. Portanto, as Escrituras são verdadeiras em tudo o que afirmam e totalmente fidedignas (1 Pe 1.20,21).

O estudo da Bíblia é proveitoso em, pelo menos, quatro formas diferentes. Ensinar, ou seja, doutrinar. Paulo enfatiza em primeiro lugar o ensino correto; em Atos, Lucas também enfatiza o compromisso da igreja de Jerusalém com a doutrina (At 2.42). Redarguir, no caso, é não apenas argumentar, mas argumentar com convicção uma verdade incontestável. Corrigir é disciplinar, endireitar (2 Tm 2.15). Instruir refere-se a ensinar a um novato ou uma criança. Note-se que somente um destes termos está voltado simplesmente para a informação — ensinar (1 Pe 2.2); os demais implicam mudança de vida. O conhecimento completo que não promova mudança de vida de uma pessoa é inútil. Por outro lado, viver sem entendimento de quem é Deus e do que espera de nós é arriscado e perigoso.

3.17 — O estudo das Escrituras torna o cristão perfeito, no sentido de capaz ou eficiente. Perfeitamente instruído significa plenamente preparado. A pessoa que domina a Palavra de Deus nunca perde seu caminho. Toda a boa obra. Paulo enfatiza a ligação essencial entre conhecer a Palavra de Deus e aplicá-la à vida pessoal do dia-a-dia. A doutrina correta deve produzir a prática correta.

EarI D. Radmacher: Ronald B. Allen: H. Wayne House. O Novo Comentário Bíblico Novo Testamento com recursos adicionais. Editora Central Gospel. pag. 614.

  1. Na atualidade.

Os objetivos do ensino na igreja

De acordo com o Pastor Antônio Gilberto, os objetivos do ensino bíblico são:

1) O aluno e suas relações com Deus (Is 64.8);

2) O aluno e suas relações com o Salvador Jesus (Jo 14.6);

3) O aluno e suas relações com o Espírito Santo (Ef 5.18);

4) O aluno e suas relações com a Bíblia (SI 119.105);

5) O aluno e suas relações com a Igreja (At 2.44; Ef 4.16);

6) O aluno e suas relações consigo mesmo (Fp 1.21; 3.13,14);

7) O aluno e suas relações com os demais alunos e com as demais pessoas (Mc 12.31).

Através da ED, dos cultos de doutrina (pouco frequentado pelos jovens), dos seminários, simpósios e outras reuniões, é possível a igreja local dar grande contribuição para a educação cristã. Nos últimos anos tem sido notável o avanço nessa área. A igreja tem despertado para adotar métodos de ensino mais eficazes; introduzido os recursos da multimídia, e capacitado professores para melhor desempenharem seu papel como educadores cristãos.

LIMA. Elinaldo Renovato de. A família cristã e os ataques do inimigo. Editora CPAD. pag. 97-98.

O ensino deve ser de quatro maneiras:

■ Diligentemente. Embora criar o filho não seja a única tarefa que um pai tem na vida, ela é uma responsabilidade importante que não pode ser feita de qualquer maneira.

■ Repetidamente. A Bíblia revela que ensinar não é algo que se faz uma vez só. Os pais devem estar envolvidos nessa atividade constantemente, de dia e de noite.

■ Naturalmente. Quando sentamos, andamos, deitamos e levantamos, devemos procurar oportunidades para ensinar. Os devocionais familiares diários são valiosos, mas os pais devem ensinar sempre que surgir uma oportunidade.

■ Pessoalmente. Nossas palavras não influenciam tanto quanto nossas ações. Isso nos leva de volta à primeira parte da passagem de Deuteronômio. Quando os pais ouvem, obedecem e amam, estão servindo de modelo para os filhos e reforçando o que é dito em casa.

COLLINS. Gary R. Aconselhamento Cristão Edição Século 21. Editora Vida Nova. pag. 178.

Honra a teu pai e a tua mãe (6.2). Isso envolve mais do que obediência. Pode ser, tão somente, concordância com as exigências de uma pessoa mais forte.

Honra envolve respeito e estima. O primeiro mandamento, com promessa (6.2). O texto não está associado à promessa do primeiro dos Dez Mandamentos. Precisamos colocar uma vírgula para podermos entender a proposta paulina. Esse é o primeiro (protos) mandamento. Os pais, antes de qualquer coisa, devem apresentar o filho a Deus e a seus caminhos. Se os filhos respeitam os pais, serão sensíveis à educação que estes lhes transmitem. Assim, conhecerão a Deus e terão longa vida sobre a terra.

RICHARDS. Lawrence O. Guia do Leitor da Bíblia. Uma análise de Gênesis a Apocalipse capítulo por capítulo. pag. 802.

Ill - A EDUCAÇÃO CRISTÃ NA FAMÍLIA

  1. Os filhos são herança do Senhor.

Os filhos são herança e prêmios do Senhor

“Eis que os filhos são herança do Senhor” (SI 127.3 a). Assim, devem ser tratados com muito zelo, cuidado e amor. “... e o fruto do ventre, o seu galardão (SI 127.3b — grifo nosso). Galardão é prêmio. Sempre os pais devem ser gratos a Deus pelo filho ou pela filha que nasceu no seu lar. São presentes ou prêmios vivos que devem ser cuidados, guardados, e criados com muito amor.

Quando alguém recebe da parte de Deus uma bênção material, um bem, como um veículo, uma casa, um dinheiro, normalmente demonstra gratidão. Há quem faça um culto de ação de graças; há quem dê um testemunho, diante da igreja local, exaltando a Deus pelas bênçãos recebidas. Mas, muitos, que são pais, esquecem-se de ser gratos a Deus pelo “galardão” vivo, que são seus filhos. Se considerarem o valor dos filhos diante de Deus, certamente terão o cuidado de dar-lhes a melhor educação que estiver ao seu alcance.

LIMA. Elinaldo Renovato de. A família cristã e os ataques do inimigo. Editora CPAD. pag. 96.

Filhos, a Herança do Senhor (127.3-5)

127.3. Herança do Senhor são os filhos. Continuamos dentro do contexto do agricultor. Quanto mais filhos tinha um homem, mais trabalhadores no campo ele possuía, o que explica sua maior prosperidade, uma bênção para toda a família. Mas o versículo ultrapassa as considerações econômicas. Era uma característica dos hebreus querer famílias numerosas, e ver a mão de Deus fazendo prosperar o homem que tivesse muitos filhos. Não ter filhos era uma grande calamidade. Ter poucos filhos era algo aceitável, mas não ideal. Portanto, temos exibido aqui o forte desejo de um homem que esperava ardentemente ter mais e mais filhos. Esse desejo foi uma das razões para os casamentos polígamos. É difícil para uma mulher dar a um homem todos os filhos que ele deseja. Yahweh estava bem no centro da questão, recebendo crédito por dar ao homem uma herança especial, sob a forma de filhos. Um homem é recompensado por Yahweh sob a forma de filhos, possivelmente, na maioria dos casos, em vez de prosperidade material que iludia os pobres. Os homens gostam de prosperar materialmente e obter heranças. Quanto ao homem pobre, ambas as coisas podiam ser verdadeiras em seus muitos filhos.

 

A Continuação da Linhagem. Uma das razões para um homem ter muitos filhos era a continuação da sua própria linhagem. Na Terra Prometida, cada família tinha sua própria herança sob a forma de terras, mas era mister que a família continuasse para que a terra fosse retida por aquela família. No caso de não haver filhos, as filhas podiam herdar as terras, se elas se casassem dentro de suas próprias tribos. Isso mantinha as terras sempre dentro da respectiva tribo. Ver Núm. 27.1-11. Cf. Gên. 33.5; 48.9 e Jos. 24.4.

127.4. Como flechas na mão do guerreiro. Consideremos aqui os seguintes pontos:

  1. Quase certamente temos aqui o reconhecimento de que Israel precisaria defender-se pela força, ou seja, precisaria sempre de muitos soldados.
  2. Mas uma família também seria mais bem defendida de qualquer tipo de inimigo ou oposição se um homem possuísse muitos filhos vigorosos ao seu lado. Também seria difícil um juiz declarar-se contra ele injustamente. Tal homem poderia enfrentar de rosto erguido a face dos que quisessem vingar- se contra ele. Seria difícil perpetrar qualquer ato de violência contra tal homem, pois sempre haveria um vingador de sangue.
  3. Os filhos seriam suas flechas metafóricas, que ele poderia atirar contra qualquer problema ou vexame. Os filhos seriam seus solucionadores de problemas.
  4. Além disso, os filhos de um homem seriam suas flechas psicológicas. Haveria o amor de família que ajudaria cada membro a ter uma vida mais feliz e mais próspera.

Os filhos da mocidade. Consideremos aqui os seguintes pontos:

  1. Era e é um sentimento que os filhos nascidos de pais mais jovens sâo mais fortes e, talvez, intelectualmente mais brilhantes.
  2. A ciência tem demonstrado que os espermatozóides de um homem não variam da juventude à idade avançada. Os espermatozóides continuam saudáveis, como os da juventude, por todos os anos de vida de um homem. Infelizmente, porém, não se pode dizer o mesmo a respeito dos óvulos de uma mulher idosa.
  3. Provavelmente a declaração inclui a ideia de que um homem que tenha filhos quando jovem poderá cuidar deles melhor do que um homem já idoso, pois os seus filhos ainda serão muito pequenos quando ele chegar a certa idade. O pior de tudo é que ele morrerá quando os filhos ainda estiverem relativamente jovens, e isso deixará os filhos sem pai em um período crítico da vida.
  4. Além disso, há um sentimento geral de que, de alguma maneira, é mais apropriado a um jovem casal ter filhos que os acompanhem quando eles ainda estão relativamente jovens, do que filhos que tenham de fazer companhia a pessoas de mais idade, como se fossem seus avós. Por outra parte, estudos sociais demonstram que homens de mais idade (cerca da idade de um avô) tornam-se melhores pais do que homens mais jovens. Esses pais de mais idade têm mais conhecimento; têm mais sabedoria; são mais sensíveis e, com frequência, mais amorosos. Eles impõem demandas menos insensatas sobre os filhos. Espiritualmente, os pais estariam mais bem preparados para levar uma vida juvenil do que um homem jovem que encontre dificuldades em dirigir a própria vida. A grande desvantagem, naturalmente, é que um homem mais idoso, embora seja um pai superior, não pode ficar por perto tempo suficiente para conduzir os filhos em suas missões. Por outro lado, Deus tem graça suficiente para dar esse privilégio ao homem. Oh, Senhor, concede-nos tal graça!

127.5. Feliz o homem que enche deles a sua aljava. Um homem que tenha muitos filhos, à semelhança do arqueiro que tem sua aljava cheia de flechas, é abençoado, ou seja, é um homem feliz. Todas as vantagens listadas nos vss. 3 e 4 são dele. Ninguém será capaz de envergonhá-lo. Seus filhos correrão para o seu lado, com sobrolhos carregados, ao olhar para seus inimigos. Esses filhos defenderão a família e o país. Os inimigos não conseguirão lançá-los facilmente ao opróbrio, sem importar se esse opróbrio é pessoal ou nacional (ver Sal. 25.1; 35.26; 37,19; 69.6; 74.21; 77.66; 83.16; 86.18; 109.28 e 119.31,78). Adam Clarke (in loc.) observou estranhamente: “Gravida sagittis, isto é, uma aljava grávida com flechas. Feliz é o homem que tem uma esposa frutífera, que lhe dá muitos filhos".

Quando pleitear com os inimigos à porta. Ou seja, em uma das portas de entrada na cidade, onde eram efetuados o comércio e as transações legais. A esse homem estaria garantida a prosperidade no comércio, ou a justiça nos tribunais, caso ele tivesse filhos vigorosos que o acompanhassem e o apoiassem em todas as coisas.notas estudaalicao.blogpsot.com)

Este salmo poderia ser intitulado: “O Solilóquio do Feliz Dono de Casa". Até um homem pobre pode ser rico quanto à sua posteridade.

Cf. este versículo a uma citação significativa, extraída da literatura grega:

Os homens oram para que seus filhos os rodeiem,

Uma prole obediente, para se vingarem de seus inimigos

Com danos, e honrarem àqueles a quem seu pai ama.

Mas aquele cuja prole não tem proveito,

Gera somente tristeza para si mesmo,

E ele aumenta o riso de seus inimigos.

(Sófocles, Antig. 641)

Contrastar as declarações deste versículo com Jó 5.4, onde vemos os filhos de um homem ‘espezinhados” nas portas da cidade. O pai deles, que fora forte e próspero, morrera, e outros homens fizeram com eles o que bem entenderam.

O Targum diz aqui “Na porta da casa do julgamento", ou seja, refere-se particularmente a questões legais que um homem poderia sofrer se não tivesse filhos para apoiá-lo em sua hora de tribulação.

CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. pag. 2470-2471.

127.3-5 - As crianças são frequentemente vistas como responsabilidades não como riquezas. Mas de acordo com a Bíblia, “Os filhos são herança do Senhor"; são uma bênção. Podemos aprender lições valiosas com a curiosidade e o espírito confiante deles. Aqueles que veem as crianças como uma distração ou um incômodo deveriam vê-las como uma oportunidade de formar o futuro. Não devemos ousar tratar as crianças como uma inconveniência, pois Deus lhes atribui um altíssimo valor!

APLICAÇÃO PESSOAL. Bíblia de estudo. Editora CPAD. pag. 820.

2 - O ensino da Palavra de Deus no lar.

A igreja e o lar

A igreja local não substitui o lar, nem o lar substitui a igreja. Porém o ensino na igreja tem grande valor para a formação do caráter e fortalecimento da personalidade cristã. Uma grande erro é os pais confiarem a educação de seus filhos à igreja local, bem como às escolas seculares. Os filhos passam menos de um terço das horas da semana (164 horas), em reuniões da igreja. A maior parte do tempo é no lar e na escola. Assim, a igreja pode e deve dar sua contribuição, principalmente, na comunicação dos princípios bíblicos para a formação do cidadão do céu e do cidadão da terra.

LIMA. Elinaldo Renovato de. A família cristã e os ataques do inimigo. Editora CPAD. pag. 97.

Quando ensinamos aos nossos filhos na verdades bíblicas básicas e os treinamos seguro o nosso exemplo e o dos heróis da Bíblia, eles estarão equipados para o sucesso.

  1. Deus em primeiro lugar.

Mas buscar primeiro o Reino de Deus, e a sua justiça e todas essas coisas vos serão acrescentadas. (Mt 6.33)

  1. Obedecer às instruções de Deus (leia a Bíblia para conhecê-las).

E sede cumpridores da palavra e não somente ouvintes enganando-vos com falsos discursos. Porque, se alguém é ouvinte da palavra e não cumpridor é semelhante ao varão que contempla ao espelho o seu rosto natural; porque se contempla a si mesmo, e foi-se, e logo se esqueceu de como era. Aquele, porém, que atenta para a lei perfeita da liberdade e nisso persevera, não sendo ouvinte esquecido, mas fazedor da obra, este tal será bem-aventurado no seu feito (Tg 1.22-25)

  1. Agir para alcançar o objetivo (ter fé).

Irmãos, quanto a mim, não julgo que o haja alcançado: mas uma coisa faço, e é que, esquecendo-me das coisas que atrás ficam e avançando para as que estão diante de mim, prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus. (Fp 3.13,14)

  1. Perseverar com coragem — nunca desistir.

E não nos cansemos de fazer o bem, porque a seu tempo ceifaremos se não houvermos desfalecido. (Gl 6.9) Seja consistente e plenamente comprometido!

  1. Tenha a motivação correta: Cristo!

Segundo a minha intensa expectação e esperança, de que em nada serei confundido; antes, com toda a confiança, Cristo será, tanto agora como sempre, engrandecido no meu corpo, seja pela vida, seja pela morte. Porque para mim o viver é Cristo, e o morrer é ganho. (Fl 1.20,21).

HUDSON. Kathi. Criando os Filhos no Caminho de Deus. Editora CPAD.

  1. Leve seus filhos a igreja.

A Educação Cristã começa no lar. E é fortalecida na Igreja, notadamente na Escola Bíblica Dominical (ED), onde os alunos são reunidos em classes de estudo, conforme sua faixa etária. A ED é a maior escola cristã do mundo. Em milhares de igrejas, certamente, instalam-se milhões de classes, onde a Palavra de Deus é ensinada, promovendo excelentes resultados, na formação espiritual, ética e moral de cada pessoa, que se converte ao Senhor Jesus Cristo. O ensino, na igreja local, deve ser desenvolvido com muita seriedade. Os professores devem ser capacitados, espiritual e tecnicamente, também. É tarefa que requer dedicação: “se é ministério, seja em ministrar; se é ensinar, haja dedicação ao ensino” (Rm 12.7).

A educação cristã é mais abrangente que a educação secular. Ela prepara o indivíduo, não só para ser um bom cidadão na sociedade, mas para ser um cidadão do céu, com base nos princípios espirituais e éticos, emanados da Palavra de Deus. A educação cristã não é apenas informativa.

Ela é primordialmente formativa, porque se fundamenta em princípios que visam ao fortalecimento do caráter (Rm 15.4).

Diz a Bíblia: “Lâmpada para os meus pés é tua palavra e luz, para o meu caminho” (SI 119.105). A juventude cristã tem um referencial ético elevado para não se corromper e ser destruída pelos sistemas iníquos que dominam a sociedade sem Deus.

LIMA. Elinaldo Renovato de. A família cristã e os ataques do inimigo. Editora CPAD. pag. 96-97.

Primeiro o casamento, depois as crianças: uma sequência lógica. Ao contrário de muitas pessoas "modernas" de hoje, os judeus daquele tempo consideravam as crianças bênçãos e não um fardo; eram um tesouro precioso de Deus, não um peso (SI 127 - 128). A falta de filhos era motivo de tristeza e de desgraça para um casal.

Era costume os pais levarem os filhos para serem abençoados pelos rabinos, de modo que não causa surpresa terem levado os pequeninos até Jesus. Algumas dessas crianças ainda eram de colo (Lc 18:15), outras já sabiam andar; Jesus recebeu todas de braços abertos.

Por que os discípulos repreenderam essas pessoas e tentaram impedir que as crianças fossem até o Mestre? (Ver Mt 15:23 e Mc 6:36 para mais exemplos da aparente dureza do coração dos discípulos.) Provavelmente, pensaram estar lhe fazendo um favor, ajudando-o a não desperdiçar seu tempo e a guardar suas energias. Em outras palavras, não deram importância às crianças! A atitude deles foi estranha, pois Jesus já os havia ensinado a receber as crianças em seu nome e a ter cuidado de não fazê-las trope esqueceram o que seu Mestre havia lhes ensinado.

Algumas versões mostram que Jesus se desagradou, mas essa expressão é branda demais. Jesus ficou indignado e repreendeu os discípulos publicamente por impedirem o acesso a ele. Em seguida, anunciou que as crianças eram melhores exemplos do reino do que os adultos. As vezes, dizemos a nossos filhos pequenos para se comportarem como adultos, mas Jesus disse aos adultos para se espelharem no comportamento das crianças!

De que forma uma criança serve de exemplo? Pela maneira humilde de depender dos outros, por sua receptividade, pela aceitação de si mesma e de sua situação na vida. É evidente que Jesus falava de uma criança pura, não de uma criança que estivesse tentando agir como adulto. A criança desfruta de muitas coisas, mas só é capaz de explicar poucas. Vive pela fé e, pela fé, aceita sua situação, confiando que os outros cuidarão dela.

Entramos no reino de Deus pela fé, como criancinhas: desamparados, incapazes de nos salvar, totalmente dependentes da misericórdia e da graça de Deus. Desfrutamos do reino de Deus pela fé, crendo que o Pai nos ama e que cuidará de nossas necessidades diárias. O que uma criança faz quando se machuca ou tem um problema? Corre para os braços do pai ou da mãe! Que exemplo perfeito a seguir em nosso relacionamento com o Pai celeste! Deus quer que sejamos como crianças, mas não que sejamos infantis!

O texto não dá qualquer indicação de que Jesus tenha batizado essas crianças, pois nem sequer batizou os adultos (Jo 4:1, 2). Se os discípulos estivessem acostumados a batizá-las, certamente não as teriam mandado embora. Jesus tomou esses pequeninos em seus braços amorosos e os abençoou - e que bênção deve ter sido!

WIERSBE. Warren W. Comentário Bíblico Expositivo. N.T. Vol. I. Editora Central Gospel. pag. 187-188.

O lugar das crianças no Reino de Deus. (Mc 10.13-16)

WILLIAM BARCLAY DIZ QUE só compreenderemos a beleza dessa passagem quando observarmos o tempo em que esse fato aconteceu. Jesus estava indo para Jerusalém. Ele marchava para a cruz. Foi nessa caminhada dramática, dolorosa, que Ele encontrou tempo em sua agenda e espaço em seu coração para acolher as crianças, orar por elas e abençoá-las.

Marcos 10.1-31 apresenta uma sequência lógica: casamento (10.1-12), crianças (10.13-16) e propriedades (10.17-31). Jesus, apesar de caluniado e perseguido pelos escribas e fariseus, era considerado pelo povo como profeta (Lc 24.19). Daí a confiança do povo em trazer-lhe as suas crianças para que por elas orasse e as abençoasse. O simples fato de Jesus tomar as crianças em seus braços revela a personalidade doce do Senhor Jesus.

Há três grupos que merecem destaque aqui:

Em primeiro lugar, os que trazem as crianças a Jesus (10.13). As crianças não vieram; elas foram trazidas. Algumas delas eram crianças de colo, outras vieram andando, mas todas foram trazidas. Devemos ser facilitadores e não obstáculo para as crianças virem a Cristo.

Os pais ou mesmo parentes reconheceram a necessidade de trazer as crianças a Cristo. Eles não as consideraram insignificantes nem acharam que elas pudessem ficar longe de Cristo. Esses pais olharam para seus filhos como bênção e não como fardo, como herança de Deus e não como um problema (Sl 127.3). Aqueles que trazem as crianças a Cristo reconhecem que elas precisam de Jesus. Era costume naquela época, os pais trazerem seus filhos aos rabinos para que orassem por eles. A palavra grega paidia referia-se à fase da primeira infância até o período da pré-adolescência. Lucas usa brephos (Lc 18.15), que a princípio significa bebê, depois também criança pequena, mas nos versículos 16 e 17 também tem duas vezes paidion.

As crianças podem e devem ser trazidas a Cristo. Na cultura grega e judaica, as crianças não recebiam o valor devido, mas no Reino de Deus elas não apenas são acolhidas, mas também são tratadas como modelo para os demais que querem entrar.

Adolf Pohl corretamente interpreta o ensino de Jesus, quando afirma:

Não deixe as crianças esperar; não hesite em trazê-las para as mãos de Jesus; não conte com “mais tarde”: mais tarde, quando você for maior, quando entender mais a Bíblia, quando for batizado etc. As crianças podem ser trazidas com muita confiança no poder salvador de Jesus. O reinado de Deus rompe a barreira da idade assim como a barreira sexual (o evangelho para mulheres), da profissão (para cobradores de impostos), do corpo (para doentes), da vontade pessoal (para endemoninhados) e da nacionalidade (para gentios). Portanto, também as crianças podem ser trazidas dos seus cantos para que Jesus as abençoe.

Em segundo lugar, os que impedem as crianças de virem a Cristo (10.13). Os discípulos de Cristo mais uma vez demonstram dureza de coração e falta de visão. Em vez de serem facilitadores, se tornaram obstáculos para as crianças virem a Cristo. Eles não achavam que as crianças fossem importantes, mesmo depois de Jesus ter ensinado claramente sobre isso (9.36,37).

Os discípulos não compreenderam a missão de Jesus, a missão deles nem a natureza do Reino de Deus.

Os discípulos repreendiam aqueles que traziam as crianças por acharem que Jesus não deveria ser incomodado por questões irrelevantes. O verbo grego usado pelos discípulos indica que eles continuaram repreendendo enquanto as pessoas traziam os seus filhos. Eles agiam com preconceito. Podemos impedir as pessoas de trazerem as crianças a Cristo por comodismo, negligência, ou por falsa compreensão espiritual.

Em terceiro lugar, os que abençoam as crianças (10.16). Jesus demonstra amor, cuidado e atenção especial com todos aqueles que eram marginalizados na sociedade. Ele dava valor aos leprosos, aos enfermos, aos publicanos, às prostitutas, aos gentios e agora, às crianças.

Esse texto tem três grandes lições, segundo James Hastings: um encorajamento, uma reprovação e uma revelação.

LOPES. Hernandes Dias. Marcos O evangelho dos milagres. Editora Hagnos. 

fonte www.avivamentonosul21.comunidades.net