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Etica cristã (2) tipos de ética
Etica cristã (2) tipos de ética

 

TEXTO 3 – DIFERENTES TIPOS DE ÉTICA (Continuação)

 

ÉTICA NATURALISTA - Segundo a Ética Naturalista o homem é produto da natureza. Ou seja, este engano acredita que o homem é um produto dum processo evolutivo. Na prática, este falso conceito ético se apóia na teoria da evolução das espécies, muito em voga nos dias atuais. Mas o que efetivamente ensina a TEORIA DA EVOLUÇÃO DAS ESPÉCIES?            

 

                 Infelizmente essa famosa teoria postula que as espécies que habitaram e habitam o nosso planeta não foram criadas independentemente por ação divina, mas elas descendem umas das outras, ou seja, estão ligadas por laços evolutivos. Esta transformação, denominada evolução das espécies, foi apresentada e explicada satisfatoriamente por Charles Darwin, no seu tratado “A origem das espécies, em 1859”.

 

  Mas quais são as conseqüências da Ética naturalista em nossa vida diária? Algumas, como mostramos a seguir: 

1) A rejeição de todos os esforços para proteger os fracos; estabelecendo-se, portanto, a lei e a justiça do mais forte. Verificamos que esse falso preceito muitas vezes está inserido nos ambientes de trabalho e até mesmo nos relacionamentos familiares. 

2) O naturalismo argumenta que é mal interferir com a natureza, encorajando a sobrevivência dos inabilitados que ela quer eliminar. Longe de elogiar aqueles que cuidam dos doentes, os seguidores da Ética naturalista condenam a sociedade e aqueles que dispensam dinheiro, tempo e esforço na preservação dos mais fracos. Esse pensamento é totalmente anti-bíblico, pois a Palavra de Deus é bem clara:

 

Tg 4:17 – “Portanto, aquele que sabe que deve fazer o bem e não o faz nisso está pecando.”

Ec 9:4 – “Para aquele que está entre os vivos  esperança; porque mais vale um cão vivo do que um leão morto.” 

Segundo este conceito ético, somente as pessoas doentes, cuja recuperação pudesse trazer alguma vantagem para a sociedade, deveriam receber cuidados médicos. Os outros, especialmente os velhos, deveriam ser descartados. 

3) Recebemos por imposição nas escolas seculares tais ensinos que são contrários a Deus e a Sua Palavra.

 

Por isso, dotados deste errôneo conceito ético os primeiro conquistadores da América do Norte usaram seu conhecimento do Antigo Testamento para justificar o seu tratamento desumano contra os índios. Eles se auto-identificavam como os Israelitas (o povo santo) e ao mesmo tempo identificavam os índios com os Cananeus (povos inimigos de Israel), que segundo a história bíblica foram entregues por Deus para a destruição completa. Ou seja, utilizando mal o princípio de interpretação e aplicação da Palavra de Deus, eles geraram uma total destruição usando esse tipo de “leitura” e “releitura” que fizeram da Bíblia para justificar as suas atitudes. Da mesma forma fez Adolf Hitler quando ele procurou estabelecer a supremacia duma super-raça, a raça ariana, onde ele acabou condenando mais de seis milhões de judeus à morte.

 

ÉTICA RELATIVISTA - De acordo com a Ética Relativista o homem é a medida de todos as coisas. Segundo este conceito ético, uma opinião é tão boa quanto à outra, e cada pessoa deve estabelecer seus próprios conceitos éticos, que serão verdadeiros para ele mesmo e para mais ninguém. O “religiosismo moderno” tem lançado mão deste conceito ético e o tem feito seu aliado, pelo que é comum se ouvir:  

 

Todas as religiões são boas, desde que exercidas com sinceridade, ou Todas as religiões conduzem o homem a Deus.”

 

Noutras palavras: O certo é o que eu considero certo e errado é o que considero errado! 

Neste particular, existem tantas Éticas quantas são as pessoas, pelo que ninguém deve se atrever julgar qual de todos estes sistemas seja o mais correto. A afirmação de queo homem é a medida de todas as coisas, como já vimos, expressa em termos religiosos que não existem verdade ou falsidade religiosas, e que todas as religiões são igualmente boas quando professadas sinceramente. 

Assim, segundo este preceito, não importa que alguém creia em Deus, outro em Alá, outro em Buda, outro nos Orixás. Segundo eles, tudo o que você precisa é apenas uma espécie de crença. Para os defensores deste conceito, Deus, Alá, Buda ou os Orixás são todos iguais. Em linguagem popular, isto significa que somos todos iguais, pelo que iremos para o mesmo lugar mesmo que alguns pensem que é o nirvana, paraíso, inferno, purgatório ou milênio. Porém a Bíblia é categórica ao afirmar que somente JESUS é o MEDIADOR entre DEUS e o HOMEM!

 

1ª Tm 2:5 – “Porquanto há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem,”

Hb 8:6 – “Agora, com efeito, obteve Jesus ministério tanto mais excelente, quanto é ele também Mediador de superior aliança instituída com base em superiores promessas.”

At 17:31 – “porquanto estabeleceu um dia em que há de julgar o mundo com justiça, por meio de um varão que destinou e acreditou diante de todos, ressuscitando-o dentre os mortos.”

1ª Ts 5:9 – “porque Deus não nos destinou para a ira, mas para alcançar a salvação mediante nosso Senhor Jesus Cristo,”

Pv 16:25 – “Há caminho que parece direito ao homem, mas afinal são caminhos de morte.” 

Ou seja, para os defensores do relativismo moral não existe “verdade absoluta” nem preceitos “absolutos”. Eles acreditam que cada homem deve fazer a sua escolha e deve sempre expressar a sua vontade de forma que nunca venha a atentar para nenhum tipo de padrão de caráter universal, partindo imediatamente do princípio que as verdades e diretrizes contidas nas Sagradas Escrituras e que apontam a Bíblia como a única norma de fé, de prática e de conduta (comportamento), não pode ser entendida como valores absolutos. Ou seja, eles questionam a autoridade e a validade eterna da Palavra de Deus.

 

 Nesse tipo de posicionamento, todas as coisas são relativas, e o certo muitas vezes é tido como o errado, e o errado outras vezes é tido como o correto. O profeta Isaías com muita propriedade nos mostra que esse tipo de comportamento traz para o homem que age e pensa desta forma, uma expectativa de juízo de Deus. Normalmente, os adeptos dessa prática dizem sempre para justificar os seus erros, que o que eles fazem “Não tem nada haver”. 

Is 5:20-21,24 – “Ai dos que ao mal chamam bem e ao bem, mal; que fazem da escuridade luz e da luz, escuridade; põem o amargo por doce e o doce, por amargo! Ai dos que são sábios a seus próprios olhos e prudentes em seu próprio conceito!Pelo que, como a língua de fogo consome o restolho, e a erva seca se desfaz pela chama, assim será a sua raiz como podridão, e a sua flor se esvaecerá como pó; porquanto rejeitaram a lei do SENHOR dos Exércitos e desprezaram a palavra do Santo de Israel.” 

 Enfim, podemos observar traços marcantes do relativismo moral, quando se fala de:

 

- culto ( para eles, cada pessoa tem o seu deus e acredita no que quiser)

- Bíblia (para eles a Bíblia é válida somente para os cristãos e não para todas as pessoas)

- Jesus (segundo esta corrente de pensamento, Jesus é apenas mais um profeta que veio ao mundo, e que segundo eles, não representa a única fonte de salvação. Daí aquele antigo ditado: “todos os caminhos levam a deus”.) 

Enfim, esse pensamento anticristão, ou seja, o relativismo ético está fundamentado em duas grandes correntes seculares: 

1ª corrente – MATERIALISMO FILOSÓFICO – Propaga que a única realidade do universo é a existência de um mundo físico e material, sendo que nada pode existir além deles. E isso influenciou a muitas religiões, tais como os adventistas do Sétimo Dia, que acreditam que quando o homem morre, ele fica inconsciente, não percebendo o que se passe ao seu redor. Essa falsa doutrina se chama doutrina do “Aniquilacionismo”, ou “Sono da Alma”. Essa doutrina ensina que quando os cristãos morrem, eles entram em um estado de existência inconsciente e que voltarão à consciência somente quando Cristo voltar e ressuscitá-los para a vida eterna. 

2ª corrente – EXISTENCIALISMO –A pessoas que depositam as suas convicções neste tipo de filosofia de homens, elas passam a viver de forma independente de Deus, e não levam e consideração a realidade bíblica da prestação de contas a Deus com relação as nossas obras e a nossa fé. Enfim, a característica principal destas pessoas é o menosprezo a eternidade e ao julgamento de Deus. 

Ap 20:12 – “Vi também os mortos, os grandes e os pequenos, postos em pé diante do trono. Então, se abriram livros. Ainda outro livro, o Livro da Vida, foi aberto. E os mortos foram julgados, segundo as suas obras, conforme o que se achava escrito nos livros.” 

Comentário de Ap 20:12 - O Julgamento do Grande Trono Branco ocorrerá após o milênio e após Satanás, a Besta e o Falso Profeta serem lançados ao lago de fogo conforme registraAp 20:7-10. Portanto, neste dia, segundo Mt 25:31-46 e Ap 20:12, os livros das obras serão abertos, e  revelarão os feitos de todos os homens, sejam eles bons ou maus. E diz a Bíblia que nesta mesma ocasião, todas as nações da terra serão reunidas na presença de Deus, e homens de todas as tribos, línguas e nações estarão diante do Senhor para um Grande julgamento, onde ali mesmo, diante do Deus Todo-Poderoso Deus, haverá a separação final entre o povo de Deus e os servos do Diabo, entre os cabritos, ou seja, aqueles que rejeitaram a Cristo, das ovelhas, que são os verdadeiros filhos de Deus. 

 Ou seja, Mateus registrou a mesma representação espiritual que mais tarde o apóstolo João relataria em sua experiência de arrebatamento ao 3º céu, onde com muita riqueza de detalhes, ele descreveu exatamente o que ocorrerá nesse momento:

 

Ap 20:11-15 – “Vi um grande trono branco e aquele que nele se assenta, de cuja presença fugiram a terra e o céu, e não se achou lugar para eles. 12 Vi também os mortos, os grandes e os pequenos, postos em pé diante do trono. Então, se abriram livros. Ainda outro livro, o Livro da Vida, foi aberto. E os mortos foram julgados, segundo as suas obras, conforme o que se achava escrito nos livros. 13 Deu o mar os mortos que nele estavam. A morte e o além entregaram os mortos que neles havia. E foram julgados, um por um, segundo as suas obras.

14 Então, a morte e o inferno foram lançados para dentro do lago de fogo. Esta é a segunda morte, o lago de fogo. 15 E, se alguém não foi achado inscrito no Livro da Vida, esse foi lançado para dentro do lago de fogo.“         Enfim, tanto o Evangelho de Jesus segundo Mateus como o Livro de Apocalipse, nos chamam a atenção para um quesito fundamental que fará toda a diferença para cada um dos servos de Deus naquele Grande Dia: - Os frutos que geramos para Deus enquanto caminhamos nesta terra! 

Ou seja, Deus hoje está nos alertando para a realidade de vivermos uma vida cristã frutífera e operante, tal como nos ensinou o apóstolo Tiago em seu discurso sobre fé e obras, onde inspirado pelo Espírito Santo, Tiago nos ensina claramente que as boas obras são conseqüências naturais da nossa fé em Jesus, tal como uma boa árvore que naturalmente produzirá bons frutos. 

Tg 2:14-18 – “Meus irmãos, qual é o proveito, se alguém disser que tem fé, mas não tiver obras? Pode, acaso, semelhante fé salvá-lo? 15 Se um irmão ou uma irmã estiverem carecidos de roupa e necessitados do alimento cotidiano, 16 e qualquer dentre vós lhes disser: Ide em paz, aquecei-vos e fartai-vos, sem, contudo, lhes dar o necessário para o corpo, qual é o proveito disso? 17 Assim, também a fé, se não tiver obras, por si só está morta. 18 Mas alguém dirá: Tu tens fé, e eu tenho obras; mostra-me essa tua fé sem as obras, e eu, com as obras, te mostrarei a minha fé.“

Lc 6:43-44 – “Não há árvore boa que dê mau fruto; nem tampouco árvore má que dê bom fruto. 44 Porquanto cada árvore é conhecida pelo seu próprio fruto. Porque não se colhem figos de espinheiros, nem dos abrolhos se vindimam uvas.“

 

Por isso, precisamos compreender que a base desse julgamento e dessa separação, que o próprio Deus fará entre os filhos de Deus e os ímpios, estará pautada em DOIS PILARES: 

1º PILAR – As ovelhas ficarão à direita de Deus! Segundo a interpretação desse texto, as ovelhas simbolizam todos os crentes que deram crédito à salvação que há no nome de Jesus! A Bíblia declara que todos os que confessaram a Cristo Jesus como Senhor e Salvador e guardaram a fé, estarão com os seus nomes arrolados no Livro da Vida, pois já haviam se decidido por Cristo, recebendo a vida eterna e o livramento da ira de Deus que é a segunda morte. 

Rm 5:1 – “Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo;”

1ª Ts 5:9 – “porque Deus não nos destinou para a ira, mas para alcançar a salvação mediante nosso Senhor Jesus Cristo,”

Ap 2:11 – “Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas: O vencedor de nenhum modo sofrerá dano da segunda morte.”

Jo 3:36 – “Por isso, quem crê no Filho tem a vida eterna; o que, todavia, se mantém rebelde contra o Filho não verá a vida, mas sobre ele permanece a ira de Deus.”

 

2º PILAR – Além da fé em Jesus, Deus também requererá de nós as obras de justiça, as obras que devem ser praticadas pela fé! 

  Segundo este critério divino, serão as obras acompanhadas da fé na Palavra de Deus que servirão mais uma vez de provas incontestáveis para diferenciar as ovelhas do Senhor, dos cabritos, ou seja, dos ímpios e dos incrédulos. Enfim, além da nossa fé em Jesus, Deus também levará em conta a nossa responsabilidade espiritual que tivemos ao longo da nossa vida cristã em pregar a Palavra de Deus, e também a preocupação que manifestamos com as necessidades materiais do nosso próximo, pois diante do Pai, cada um de nós, já foi constituído por Ele, como Seus atalaias, e também como seus embaixadores nesta terra.

 

2ª Co 5:18-20 – “Ora, tudo provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por meio de Cristo e nos deu o ministério da reconciliação, a saber, que Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não imputando aos homens as suas transgressões, e nos confiou a palavra da reconciliação. De sorte que somos embaixadores em nome de Cristo, como se Deus exortasse por nosso intermédio. Em nome de Cristo, pois, rogamos que vos reconcilieis com Deus.”

Ez 18:23 – “Acaso, tenho eu prazer na morte do perverso? —diz o SENHOR Deus; não desejo eu, antes, que ele se converta dos seus caminhos e viva?”  

Ez 3:18-19 – “Quando eu disser ao perverso: Certamente, morrerás, e tu não o avisares e nada disseres para o advertir do seu mau caminho, para lhe salvar a vida, esse perverso morrerá na sua iniqüidade, mas o seu sangue da tua mão o requererei. 19 Mas, se avisares o perverso, e ele não se converter da sua maldade e do seu caminho perverso, ele morrerá na sua iniqüidade, mas tu salvaste a tua alma.”

 

 Portanto amados, quando Jesus falou aos seus discípulos que existirão pessoas que não experimentarão a vida eterna, e sim a 2ª morte, é porque além dessas pessoas terem rejeitado a Cristo como Senhor e Salvador conforme registra Mc 16:16, tais pessoas também não atentaram para um princípio fundamental do Reino de Deus: A preocupação com aqueles que foram feitos à imagem e semelhança de Deus!

 

Por isso, no decorrer do texto de Mt 25:34-46, Jesus precisou deixar bem claro que além de fazer discípulos de todas as nações, a Igreja também deverá sempre prestar assistência aos necessitados, pois quando fazemos o bem ao nosso próximo, na verdade estamos fazendo o bem diretamente ao Senhor Jesus, o nosso Rei.

 

Mt 25:44-46 - “Senhor, quando te vimos com fome, e te demos de comer? ou com sede, e te demos de beber? Quando te vimos forasteiro, e te acolhemos? ou nu, e te vestimos? Quando te vimos enfermo, ou na prisão, e fomos visitar-te? E Jesus lhes respondeu: “Em verdade vos digo que, quando o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes”.

Tg 4:17 – “Portanto, aquele que sabe que deve fazer o bem e não o faz nisso estápecando.”

Hb 6:1-2 – “Por isso, pondo de parte os princípios elementares da doutrina de Cristo, deixemo-nos levar para o que é perfeito, não lançando, de novo, a base do arrependimento de obras mortas e da fé em Deus, o ensino de batismos e da imposição de mãos, da ressurreição dos mortos e do juízo eterno.”

 

Para essas pessoas, Deus jamais existiu, outros o vêem apenas como um mito (1. Como uma Fábula que relata a história dos deuses, semideuses e heróis da Antigüidade pagã. 2. Ou como uma interpretação primitiva e ingênua do mundo e de sua origem. 3. Ou como um coisa inacreditável. 4. Ou como um enigma. 5. Oucomo uma utopia ou como uma Pessoa ou coisa incompreensível.) que perdeu o seu significado graças ao progresso do conhecimento humano.

 

  • E como o “existêncialismo” têm interferido na Igreja de Jesus??

 

A resposta é clara: Pelo fato de não se acreditar mais nas conseqüências de nossas obras para a nossa vida espiritual, Certo teólogo escreveu:

 

“o problema não é simplesmente que o povo está pecando mais e obedecendo menos. O problema é, antes, que um número crescente de pessoas no mundo, como também dentro das Igrejas, recusa-se a considerar muitos tipos de comportamento como pecado. Ou seja, o ser humano, pautado em sua própria razão, decide que determinado comportamento, ou atitude não é pecado. Isto é, cada pessoa é livre para decidir sobre o que é ou não errado.

 

 

ÉTICA ESTÉTICA - Ética Estética é um princípio que age através dos sentimentos e emoções humanas, para dar significado à vida e transformar insignificâncias em beleza.  Este conceito é muito usado no processo de análise de muitos valores do cristianismo da nossa época. Porém, devemos nos lembrar que o cristianismo pode ser destituído do seu verdadeiro significado se lhe for dado algum tipo de tratamento estético que substitua a idéia de serviço e renúncia por amor a Cristo, por qualquer tipo de mensagem que massageie o ego ou promova somente mudanças externas nas pessoas.

 

Devemos lembrar que particularmente a respeito de Cristo, o profeta Isaías 53.2-3 nos diz: “não tinha aparência nem formosura; olhamo-lo, mas nenhuma beleza havia que nos agradasse. Era desprezado e o mais rejeitado entre os homens; homem de dores e que sabe o que é padecer; e como um de quem os homens escondem o rosto, era desprezado, e dele não fizemos caso.”

 

Compare esta descrição profética a respeito de Cristo, com a sua imagem favorita dele, por exemplo: com o Cristo belo cantado no hino Rosto de Cristo, muito popular no Brasil e pergunte a você mesmo: - Estarei envolvido numa fuga estética a respeito de Cristo?

 

Na maioria dos casos o que queremos mesmo é uma alternativa diferente! Como disse George W. Forell: “A cristandade tem sempre estado em perigo de escapar do discipulado do Cristo vivo, para a adoração de algum salvador bonito.” (Ética da decisão, página 64).

 

CONCLUSÃO – Poderíamos abordar muitos outros tipos de Ética; porém, nos limitaremos aos tipos tratados anteriormente, a fim de entrarmos em seguida na ÉTICA CRISTÃ, estabelecendo as diferenças fundamentais entre ela e as tratadas até aqui.

 

TEXTO 4 – A ÉTICA CRISTà – Como já foi dito,ÉTICA  é o estudo crítico da moralidade. Porém, ao abordarmos especificamente  a ÉTICA CRISTà, vemo-nos na obrigação de particularizá-la, em razão desta se distinguir de outros tipos de Ética, quanto os seus motivos, meios e fins.

 

Ou seja, no contexto evangélico, a ÉTICA CRISTÃé um somatório de princípios que formam e dão sentido à vida cristã normalÉ a marca registrada de cada crenteÉ o que cada crente é, pensa e faz! Também pode ser Por aquilo que o crente é e faz, evidencia a sua dependência de Deus e do seu próximo.

 

Aqui está a fundamental diferença entre Ética Cristã e Ética como simples estudo crítico da moralidade.

 

EVIDÊNCIAS DA ÉTICA CISTÃ:

 

Como um MODELO DE VIDA CONCRETA, a ÉTICA CRISTàapresenta o crente ao mundo de QUATRO FORMAS, dadas a seguir:

 

  1. UMA PESSOA NASCIDA DE NOVO- Para viver uma vida nova, torna-se necessário que o homem nasça de novo; nasça do céu, para as coisas do céu. Falando a Nicodemos, Jesus disse a todos os homens: “Em verdade, em verdade te digo que se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus.” (Jo 3.3).

 

 

Só o nascimento espiritual na família de Deus, pode dotar o homem da natureza divina e capacitá-lo a viver de forma a agradá-lo. Por isso, quando o homem decide viver para Deus ele passa também a estar habilitado a viver para o seu próximo, pois a vida que passa a gozar é tão abundante (Jo 10.10) que dá para comunicá-la aos outros através das boas obras em Cristo Jesus.

 

Rm 6:11-14 – “Assim também vós considerai-vos mortos para o pecado, mas vivos para Deus, em Cristo Jesus. 12 Não reine, portanto, o pecado em vosso corpo mortal, de maneira que obedeçais às suas paixões; 13 nem ofereçais cada um os membros do seu corpo ao pecado, como instrumentos de iniqüidade; mas oferecei-vos a Deus, como ressurretos dentre os mortos, e os vossos membros, a Deus, como instrumentos de justiça. 14 Porque o pecado não terá domínio sobre vós; pois não estais debaixo da lei, e sim da graça.“

 

Comentário de Rm 6:11-14 – Mas o que significa verdadeiramente considerar-se morto para o pecado? E como podemos nos livrar dessa terrível ameaça, já que a sua realidade está sempre diante de nós?

 

Precisamos entender que assim como Cristo morreu por cada um de nós levando sobre Si todas as nossas dores, pecados, enfermidades e maldições, da mesma forma, nós também fomos batizados com Jesus em Sua morte. Ou seja, quando nos unimos a Deus por meio de Cristo Jesus nosso único mediador – 1ª Tm 2:5, imediatamente nos tornamos co-participantes de Sua morte e também co-participantes de Sua ressurreição, pois a Bíblia nos descreve que assim como Jesus venceu tanto a morte como o pecado, da mesma forma cada um de nós se permanecermos N’Ele, nós também venceremos, pois lá na cruz do calvário todos os nossos pecados foram crucificados com Cristo!!

 

Rm 6:4-7 – “Fomos, pois, sepultados com ele na morte pelo batismo; para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos pela glória do Pai, assim também andemos nós em novidade de vida. 5 Porque, se fomos unidos com ele na semelhança da sua morte, certamente, o seremos também na semelhança da sua ressurreição, 6 sabendo isto: que foi crucificado com ele o nosso velho homem, para que o corpo do pecado seja destruído, e não sirvamos o pecado como escravos; 7 porquanto quem morreu está justificado do pecado.

 

Portanto, “estar morto para o pecado” não significa que devemos ignorar a sua existência, pois segundo a Palavra de Deus, o pecado é tão real quanto a nossa salvação, e por isso mesmo, ele ainda representa uma ameaça muito grande à vida do crente, que mesmo não sendo mais deste mundo, ainda convive nesta terra num corpo corruptível, sujeito ao levante da carne contra o espírito, e até mesmo aos efeitos das tentações, dos desígnios satânicos, dos desejos e da cobiça que muitos carregam em seus corações!

 

Rm 6:12 – “ Não reine, portanto, o pecado em vosso corpo mortal, de maneira que obedeçais às suas paixões;”

Gl 5:17 – “Porque a carne milita contra o Espírito, e o Espírito, contra a carne, porque são opostos entre si; para que não façais o que, porventura, seja do vosso querer.”

Hb 12:1 – “Portanto, também nós, visto que temos a rodear-nos tão grande nuvem de testemunhas, desembaraçando-nos de todo peso e do pecado que tenazmente nosassedia, corramos, com perseverança, a carreira que nos está proposta,”

2ª Co 2:11 – “para que Satanás não alcance vantagem sobre nós, pois não lhe ignoramos os desígnios.”

Tg 1:14-15 - “Ao contrário, cada um é tentado pela sua própria cobiça, quando esta o atrai e seduz. Então, a cobiça, depois de haver concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, uma vez consumado, gera a morte.”

 

 Porém, se permanecermos ligados a videira, que é Cristo, naturalmente a Bíblia irá se cumprir em nós! O pecado não terá mais domínio sobre nós, nem tão pouco as condenações e acusações de Satanás, pois Cristo já nos justificou!

 

Rm 6:11 – “Assim também vós considerai-vos mortos para o pecado, mas vivos para Deus, em Cristo Jesus.”

Rm 5:1 – “Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo;”

 

Enfim amados, ser e agir como nova criatura é na prática o abandono dos nossos velhos maus hábitos, dos nossos vícios, e também dos nossos pecados, tal como o apóstolo Paulo orientou aos Colossenses:

 

Cl 3:5-11 – “Fazei, pois, morrer a vossa natureza terrena: prostituição, impureza, paixão lasciva, desejo maligno e a avareza, que é idolatria; 6 por estas coisas é que vem a ira de Deus sobre os filhos da desobediência. 7 Ora, nessas mesmas coisas andastes vós também, noutro tempo, quando vivíeis nelas. 8 ¶ Agora, porém, despojai-vos, igualmente, de tudo isto: ira, indignação, maldade, maledicência, linguagem obscena do vosso falar.9 Não mintais uns aos outros, uma vez que vos despistes do velho homem com os seus feitos 10 e vos revestistes do novo homem que se refaz para o pleno conhecimento, segundo a imagem daquele que o criou; 11 no qual não pode haver grego nem judeu, circuncisão nem incircuncisão, bárbaro, cita, escravo, livre; porém Cristo é tudo em todos.”fontewww.jmcp.com

fonte www.avivamentonosul21.comunidades.net