Translate this Page

Rating: 3.0/5 (926 votos)



ONLINE
8




Partilhe este Site...

 

 

<

Flag Counter

mmmmmmmmmmm


// ]]>


Ética cristã biblica (17) os meios de comunicação
Ética cristã biblica (17) os meios de comunicação

 

                           COMPORTAMENTO CRISTÃ

                     MEIOS DE COMUNICAÇÃO

                 Texto básico: Romanos 12.9-11              

Versículo-chave: “E também faço esta oração: que o vosso amor aumente mais e mais em pleno conhecimento e toda a percepção, para aprovardes as coisas excelentes e serdes sinceros e inculpáveis para o Dia de Cristo” (Fp 1.9-10).Alvo da lição: Você conhecerá os passos para chegar à excelência da vida cristã sem “mur­murações nem contendas”.

Paulo começa a seção ética de sua carta aos Ro­manos com a excelência do “culto racional” e da diversidade dos dons espirituais que devem estar a serviço da igreja. Entre os dons espirituais e os degraus do comportamento cristão, exatamente no começo de Romanos 12.9, ele coloca a pedra angular da ética cristã: “o amor seja sem hipocrisia”. O amor, que é realmente o princípio governante da vida cristã, é mais do que uma emoção, e é de natu­reza mais firme do que mero sentimentalismo ou pura filantropia. Salomão poetiza esse amor sem hipocrisia, dizendo: “Põe-me como selo sobre o teu coração, como selo sobre o teu braço, porque o amor é forte como a morte, e duro como a sepultura, o ciúme; as suas brasas são brasas de fogo, são veementes laba­redas. As muitas águas não poderiam apagar o amor, nem os rios, afogá-lo; ainda que alguém desse todos os bens da sua casa pelo amor, seria de todo desprezado” (Ct 8.6-7). A partir do “amor sem hipocrisia”, vêm os degraus da ética do comportamento cristão, que vamos estudar em lições seguintes. Nesta lição trataremos de seis desses degraus.

 

I – DETESTAI O MAL

 

Detestar o mal é o mesmo que odiá-lo. Paulo usa várias vezes a palavra “fugir” para significar a re­pulsa que o cristão deve ter das coisas que são más (1Co 6.18; 10.14 e 1Tm 6.11): “Tu, po­rém, ó homem de Deus, foge destas coisas”. Carlyle, escritor cristão, comentando esse texto, diz: “O que necessitamos é ver a infinita beleza da santidade, e a infinita maldição e o horror do pecado”. O apóstolo João, em sua primeira epístola, coloca esse “detestai o mal” da seguinte maneira: “Não ameis o mundo nem as coisas que há no mundo. Se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele” (1Jo2.15).

 

II – APEGAI-VOS AO BEM 

O verbo “apegar” sugere um desejo intenso de apropriar-se de alguma coisa. O salmista assim se expressa: “Ó Deus, tu és o meu Deus forte; eu te busco ansiosamente; a minha alma tem sede de ti; meu corpo te almeja, como terra árida, exausta, sem água.” (Sl 63.1).

O comportamento ético do cristão é uma busca constante e intensa do que é bom. As palavras usadas por Paulo são firmes: “detestai” e “apegai”. Elas podem ser ilustradas com dois versos de Colossenses, como veremos a seguir.

 

  1. Detestai

“Agora, porém, despojai-vos, igual­mente, de tudo isto: ira, indignação, maldade, maledicência, linguagem obscena do vosso falar. Não mintais uns aos outros, uma vez que vos des­pistes do velho homem” (Cl 3.8 e 9). 

  1. Apegai-vos

“Revesti-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de ternos afetos de misericórdia, de bondade, de humildade, de mansidão, de longani­midade” (Cl 3.12).Tudo isso nada mais é do que empurrar para longe de nós o mal e abraçar de corpo e alma o que é bom, o que edifica.

 

III – AMAI-VOS CORDIALMENTE UNS AOS OUTROS

Devemos ser afetuosos uns com os outros em amor fraternal. A palavra “cordialmente” é que qualifica esse amor. “Seja constante o amor fraternal. Não negli­gencieis a hospitalidade, pois alguns, pra­ticando-a, sem o saber acolheram anjos” (Hb 13.1-2). Esse degrau do com­portamento ético do cristão é um dos muitos mandamentos da mutualidade. O amor cordial é recíproco: “uns aos outros”. Dentro da igreja não somos estranhos; muito menos unidades isoladas. Somos irmãos, porque te­mos o mesmo Pai. A igreja não é um clube onde as pessoas se associam; nem simplesmente uma reunião de amigos. A igreja é a família de Deus. A reciprocidade no amor é a marca mais visível no Corpo de Cristo. 

IV – NO ZELO, NÃO SEJAIS REMISSOS

O descuido da vida cristã acarreta sérios problemas. O cristão não pode tomar as coisas de qualquer maneira. O nosso cotidiano é sempre uma alternativa entre a vida e a morte. O tempo é curto e a vida terrena é uma preparação para a eternidade. O profeta Jeremias exorta-nos: “Mal­dito aquele que fizer a obra do Senhor relaxadamente!” (Jr 48.10). Costuma-se dizer que o cristão pode abrasar-se, porém nunca oxidar-se. Jesus, em carta à igreja de Laodicéia, exorta: “Eu repre­endo e disciplino a quantos amo. Sê, pois, zeloso e arrepende-te” (Ap 3.19). 

V – SEDE FERVOROSOS DE ESPÍRITO

William Barclay, comentando esse degrau da ética do comportamento cristão, diz: “Devemos manter nosso es­pírito sempre em alta. Espírito fervoroso é espírito que transborda em amor por Deus e pelo próximo. Ilustra-se esse fervor com uma vasilha de água fervendo no fogo”. Foi exatamente nessa dimensão que Jesus advertiu a igreja de Laodicéia: “Conheço as tuas obras, que nem és frio nem quente. Quem deras fosses frio ou quente! Assim, porque és morno e nem és quente nem frio, estou a ponto de vomitar-te da minha boca” (Ap 3.15-16). O que se requer do verdadeiro cristão é que ele seja “fervoroso de espírito”. Isto é, uma pessoa entusiasmada e apaixonada pela salvação das almas e pela santificação da Igreja. 

VI – SERVINDO AO SENHOR

Quem serve ao Senhor, está servindo ao seu próximo, e quem serve ao seu próximo está servindo ao Senhor. Jesus coloca esse assunto da seguinte manei­ra: “Em verdade vos afirmo que, sempre que o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes” (Mt 25.40). O salmista, no hino de ingresso ao templo, declara: “Servi ao Senhor com alegria”. Esse sentimento deve ser constante no serviço cristão. O crente deve ter prazer no que faz servindo ao Reino de Deus. Por isso mesmo, aconselha o apóstolo: “Portai-vos com sabedoria para com os que são de fora; aproveitai as oportuni­dades” (Cl 4.5). “Quem não vive para servir, não serve para viver”.

Elisabeth Gomes, em seu livro “Ética nas pequenas coisas”, diz: “Deus espera de Seus filhos pecadores e redimidos pelo sangue de Jesus um padrão de excelência em tudo. Deste lado da glória não atingiremos perfeição no sentido de não pecarmos, mas somos aperfeiçoados a cada dia, à medida que nos achegamos Àquele que cumpre em nós o querer e o realizar”.

Na carta aos Romanos, Paulo diz: “Fo­mos, pois, sepultados com ele na morte pelo batismo; para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos pela glória do Pai, assim também andemos nós em novidade de vida” (Rm 6.4).

A vida cristã é uma experiência que se re­nova a cada dia em nosso relacionamen­to com Deus e com o nosso próximo.

 

          ETICA NO ANTIGO E NOVO TESTAMENTO

                   As bases bíblicas da ética cristã

 

A palavra “ética” vem do grego ethos e se refere aos costumes ou práticas que são aprovados por uma cultura. A ética é a ciência da moral ou dos valores e tem a ver com as normas sob as quais o indivíduo e a sociedade vivem. Essas normas podem variar grandemente de uma cultura para outra e dependem da fonte de autoridade que lhes serve de fundamento.

A ética cristã tem elementos distintivos em relação a outros sistemas. O teólogo Emil Brunner declarou que a ética cristã é a ciência da conduta humana que se determina pela conduta divina. Os fundamentos da ética cristã encontram-se nas Escrituras do Antigo e do Novo Testamento, entendidas como a revelação especial de Deus aos seres humanos.

A ética é importante para a vida diária do cristão. A cada momento precisamos tomar decisões que afetam a outros e a nós mesmos. A ética cristã ajuda as pessoas a encarar seus valores e deveres de uma perspectiva correta, a perspectiva de Deus. Ela mostra ao ser humano o quanto está distante dos alvos de Deus para a sua vida, mas o ajuda a progredir em direção esse ideal.

Se fosse possível declarar em uma só sentença a totalidade do dever social e moral do ser humano, poderíamos fazê-lo com as palavras de Jesus: “Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento... e amarás o teu próximo como a ti mesmo”. (Mt 22, 37 e 39)

 

  1. A ÉTICA DO ANTIGO TESTAMENTO 

1.1 O caráter ético de Deus

A religião dos judeus tem sido descrita como “monoteísmo ético”. O Velho Testamento fala da existência de um único DEUS, o criador e Senhor de todas as coisas. Esse Deus é pessoal e tem um caráter positivo, não negativo ou neutro. Esse caráter se revela em seus atributos morais. Deus é Santo (Lv 11, 45; Sl 99, 9), justo (Sl 11, 7; 145, 17), verdadeiro (Sl 119, 160; Is 45, 19), misericordioso (Sl 103, 8; Is 55, 7), fiel (Dt 7, 9; Sl 33, 4).

1.2 A natureza moral do homem

A Escritura afirma que Deus criou o ser humano à sua semelhança (Gn 1, 26-27). Isso significa que o homem partilha, ainda que de modo limitado, do caráter moral de seu Criador. Embora o pecado haja distorcido essa imagem divina no ser humano, não a destruiu totalmente. Deus requer uma conduta ética das suas criaturas: “Sede santos porque eu sou santo” (Lv 19, 2; 20, 26).

1.3 A Lei de Deus

A lei expressa o desejo que Deus tem de que as suas criaturas vivam vidas de integridade. Há três tipos de leis no Antigo Testamento: cerimoniais, civis e morais. Todas visavam disciplinar o relacionamento das pessoas com Deus e com o seu próximo. A lei inculca valores como a solidariedade, o altruísmo, a humildade, a veracidade, sempre visando o bem-estar do indivíduo, da família e da coletividade.

1.4 Os Dez Mandamentos

A grande síntese da moralidade bíblica está expressa nos Dez Mandamentos (Ex 20, 1-17; Dt 5, 6-21). As chamadas “duas tábuas da lei” mostram os deveres das pessoas para com Deus e para com o seu próximo. O Reformador João Calvino falava nos três usos da Lei: judicial, civil e santificador. Todas as confissões de fé reformadas dão grande destaque à exposição dos Dez Mandamentos.

1.5 A contribuição dos profetas

Alguns dos preceitos éticos mais nobres do Antigo Testamento são encontrados nos livros dos Profetas, especialmente Isaías, Oséias, Amós e Miquéias. Sua ênfase está não só na ética individual, mas social. Eles mostram a incoerência de cultuar a Deus e oferecer-lhe sacrifícios, sem todavia ter um relacionamento de integridade com o semelhante. Ver Isaías 1, 10-17; 5, 7 e 20; 10 1-2; 33, 15; Oséias 4, 1-2; 6, 6; 10, 12; Amós 5, 12-15, 21-24; Miquéias 6, 6-8.

 

  1. A ÉTICA DO NOVO TESTAMENTO 
  1. A ética do Novo Testamento não contrasta com a do Antigo, mas nele se fundamenta. Jesus e os Apóstolos desenvolvem e aprofundam princípios e temas que já estavam presentes nas Escrituras Hebraicas, dando também algumas ênfases novas.
  2. A ética de Jesus: a ética de Jesus está contida nos seus ensinos e é ilustrada pela sua vida. O tema central da mensagem de Jesus é o conceito do “reino de Deus”. Esse reino expressa uma nova realidade em que a vontade de Deus é reconhecida e aceita em todas as áreas. Jesus não apenas ensinou os valores do reino, mas os exemplificou com a vida e o seu exemplo.
  3. O Sermão da Montanha: uma das melhores sínteses da ética de Jesus está contida no Sermão da Montanha (Mateus Caps. 5 a 7). Os seus discípulos (os Filhos do Reino) devem caracterizar-se pela humildade, mansidão, misericórdia, integridade, busca da justiça e da paz, pelo perdão, pela veracidade, pela generosidade e acima de tudo pelo amor. A moralidade deve ser tanto externa como interna (sentimentos, intenções): Mt 5, 28. A fonte do mal está no coração: Mc 7, 21-23.
  4. A vontade de Deus: Jesus acentua que a vontade ou o propósito de Deus é o valor supremo. Vemos isso, por exemplo, em Mt 19, 3-6. O maior pecado do ser humano é o amor próprio, o egocentrismo (Lc 12, 13-21; 17, 33). Daí a ênfase nos dois grandes mandamentos que sintetizam toda a lei: Mt 22, 37-40. Outro princípio importante é a famosa “regra de ouro”: Mt 7, 12.
  5. A ética de Paulo: Paulo baseia toda a sua ética na realidade da redenção em Cristo. Sua expressão característica é “em Cristo” (II Co 5, 17; Gl 2, 20; 3, 28; Fp 4, 1). Somente por estar em Cristo e viver em Cristo, profundamente unido a Ele pela fé, o cristão pode agora viver uma nova vida, dinamizado pelo Espírito de Cristo. Todavia, o cristão não alcançou ainda a plenitude, que virá com a consumação de todas as coisas. Ele vive entre dois tempos: o “já” e o “ainda não”.
  6. Tipicamente em suas cartas, depois de expor a obra redentora de Deus por meio de Cristo, Paulo apresenta uma série de implicações dessa redenção para a vida diária do crente em todos os aspectos (Rm 12, 1-2; Ef 4, 1)
  7. Entre os motivos que devem impulsionar as pessoas em sua conduta está a imitação de Cristo (Rm 15, 5; Gl 2, 20; Ef 5, 1-2; Fp 2, 5). Outro motivo fundamental é o amor (Rm 12, 9-10; I Co 13, 1-13; 16, 14; Gl 5, 6). O viver ético é sempre o fruto do Espírito (Gl 5, 22-23).
  8. Na sua argumentação ética, Paulo dá ênfase ao bem-estar da comunidade, o corpo de Cristo (Rm 12, 5; I Co 10, 17; 12, 13 e 27; Ef 4, 25; Gl 3, 28). Ao mesmo tempo, ele valoriza o indivíduo, o irmão por quem Cristo morreu (Rm 14, 15; I Co 8, 11; I Ts 4, 6; Fm 16)
  9. Acima de tudo, o crente deve viver para Deus, de modo digno dele, para o seu inteiro agrado: Rm 14, 8; II Co 5, 15; Fp 1, 27; Cl 1, 10; I Ts 2, 12; Tt 2, 12.

 

                             A Ética Cristã

 

Á ética cristã é o sistema de valores morais associado ao Cristianismo histórico e que retira dele a sustentação teológica e filosófica de seus preceitos.

Como as demais éticas já mencionadas acima, a ética cristã opera a partir de diversos pressupostos e conceitos que acredita estão revelados nas Escrituras Sagradas pelo único Deus verdadeiro. São estes: 

  1. A existência de um único Deus verdadeiro, criador dos céus e da terra. A ética cristã parte do conceito de que o Deus que se revela nas Escrituras Sagradas é o único Deus verdadeiro e que, sendo o criador do mundo e da humanidade, deve ser reconhecido e crido como tal e a sua vontade respeitada e obedecida.

 

  1. A humanidade está num estado decaído, diferente daquele em que foi criada. A ética cristã leva em conta, na sistematização e sintetização dos deveres morais e práticos das pessoas, que as mesmas são incapazes por si próprias de reconhecer a vontade de Deus e muito menos de obedecê-la. Isso se deve ao fato de que a humanidade vive hoje em estado de afastamento de Deus, provocado inicialmente pela desobediência do primeiro casal. A ética cristã não tem ilusões utópicas acerca da "bondade inerente" de cada pessoa ou da intuição moral positiva de cada uma para decidir por si própria o que é certo e o que é errado. Cegada pelo pecado, a humanidade caminha sem rumo moral, cada um fazendo o que bem parece aos seus olhos. As normas propostas pela ética cristã pressupõem a regeneração espiritual do homem e a assistência do Espírito Santo, para que o mesmo venha a conduzir-se eticamente diante do Criador.

 

  1. O homem não é moralmente neutro, mas inclinado a tomar decisões contrárias a Deus, ao próximo. Esse pressuposto é uma implicação inevitável do anterior. As pessoas, no estado natural em que se encontram (em contraste ao estado de regeneração) são movidas intuitivamente, acima de tudo, pela cobiça e pelo egoísmo, seguindo muito naturalmente (e inconscientemente) sistemas de valores descritos acima como humanísticos ou naturalísticos. Por si sós, as pessoas são incapazes de seguir até mesmo os padrões que escolhem para si, violando diariamente os próprios princípios de conduta que consideram corretos.

 

  1. Deus revelou-se à humanidade. Essa pressuposição é fundamental para a ética cristã, pois é dessa revelação que ela tira seus conceitos acerca do mundo, da humanidade e especialmente do que é certo e do que é errado. A ética cristã reconhece que Deus se revela como Criador através da sua imagem em nós. Cada pessoa traz, como criatura de Deus, resquícios dessa imagem, agora deformada pelo egoísmo e desejos de autonomia e independência de Deus. A consciência das pessoas, embora freqüentemente ignorada e suprimida, reflete por vezes lampejos dos valores divinos. Deus também se revela através das coisas criadas. O mundo que nos cerca é um testemunho vivo da divindade, poder e sabedoria de Deus, muito mais do que o resultado de milhões de anos de evolução cega. Entretanto é através de sua revelação especial nas Escrituras que Deus nos faz saber acerca de si próprio, de nós mesmos (pois é nosso Criador), do mundo que nos cerca, dos seus planos a nosso respeito e da maneira como deveríamos nos portar no mundo que criou.

Assim, muito embora a ética cristã se utilize do bom senso comum às pessoas, depende primariamente das Escrituras na elaboração dos padrões morais e espirituais que devem reger nossa conduta neste mundo. Ela considera que a Bíblia traz todo o conhecimento de que precisamos para servir a Deus de forma agradável e para vivermos alegres e satisfeitos no mundo presente. Mesmo não sendo uma revelação exaustiva de Deus e do reino celestial, a Escritura, entretanto, é suficiente naquilo que nos informa a esse respeito. Evidentemente não encontraremos nas Escrituras indicações diretas sobre problemas tipicamente modernos como a eutanásia, a AIDS, clonagem de seres humanos ou questões relacionadas com a bioética. Entretanto, ali encontraremos os princípios teóricos que regem diferentes áreas da vida humana. É na interação com esses princípios e com os problemas de cada geração, que a ética cristã atualiza-se e contextualiza-se, sem jamais abandonar os valores permanentes e transcendentes revelados nas Escrituras.

É precisamente por basear-se na revelação que o Criador nos deu que a ética cristã estende-se a todas as dimensões da realidade. Ela pronuncia-se sobre questões individuais, religiosas, sociais, políticas, ecológicas e econômicas. Desde que Deus exerce sua autoridade sobre todas as dimensões da existência humana, suas demandas nos alcançam onde nos acharmos – inclusive e principalmente no ambiente de trabalho, onde exercemos o mandato divino de explorarmos o mundo criado e ganharmos o nosso pão.

É nas Escrituras Sagradas, portanto, que encontramos o padrão moral revelado por Deus. Os Dez Mandamentos e o Sermão do Monte proferido por Jesus são os exemplos mais conhecidos. Entretanto, mais do que simplesmente um livro de regras morais, as Escrituras são para os cristãos a revelação do que Deus fez para que o homem pudesse vir a conhecê-lo, amá-lo e alegremente obedecê-lo. A mensagem das Escrituras é fundamentalmente de reconciliação com Deus mediante Jesus Cristo. A ética cristã fundamenta-se na obra realizada de Cristo e é uma expressão de gratidão, muito mais do que um esforço para merecer as benesses divinas.

A ética cristã, em resumo, é o conjunto de valores morais total e unicamente baseado nas Escrituras Sagradas, pelo qual o homem deve regular sua conduta neste mundo, diante de Deus, do próximo e de si mesmo. Não é um conjunto de regras pelas quais os homens poderão chegar a Deus – mas é a norma de conduta pela qual poderá agradar a Deus que já o redimiu. Por ser baseada na revelação divina, acredita em valores morais absolutos, que são à vontade de Deus para todos os homens, de todas as culturas e em todas as épocas.

 

Tomando Decisões

 

Todos nós tomamos diariamente dezenas de decisões. Fazemos escolhas, optamos, resolvemos e determinamos aquilo que tem a ver com nossa vida individual; a vida da empresa, da igreja, a vida da nossa família... Enfim, a vida de nossos semelhantes.

Ninguém faz isso no vácuo. Antigamente pensava-se que era possível pronunciar-se sobre um determinado assunto de forma inteiramente objetiva, isto é, isenta de quaisquer pré-concepções ou pré-convicções. Hoje, sabe-se que nem mesmo na área das chamadas “ciências exatas” é possível fazer pesquisa sem sermos influenciados pelo que somos, cremos, desejamos, objetivamos e vivemos.

As decisões que tomamos são invariavelmente influenciadas pelo horizonte do nosso próprio mundo individual e social. Ao elegermos uma determinada solução em detrimento de outra, o fazemos baseados num padrão, num conjunto de valores do que acreditamos ser certo ou errado. É isso que chamamos de ética.

A nossa palavra "ética" vem do grego eqikh, que significa um hábito, costume ou rito. Com o tempo, passou a designar qualquer conjunto de princípios ideais da conduta humana, as normas a que devem ajustar-se as relações entre os diversos membros de uma sociedade.Ética é o conjunto de valores ou padrão pelo qual uma pessoa entende o que seja certo ou errado e toma decisões.(notas Augustus N. .Lopes) 

 

                    OS MEIOS DE COMUNICAÇÃO

                                Salmos 128.1-6.

1 - Bem-aventurado aquele que teme ao Senhor e anda nos seus caminhos!

2 - Pois comerás do trabalho das tuas mãos, feliz serás, e te irá bem.

3 - Atua mulher será como a videira frutífera aos lados da tua casa; os teus filhos, como plantas de oliveira, à roda da tua mesa.

4 - Eis que assim será abençoado o homem que teme ao Senhor!

5 - O Senhor te abençoará desde Sião, e tu verás o bem de Jerusalém em todos os dias da tua vida.

6 - E verás os filhos de teus filhos e a paz sobre Israel.

Esse assunto exige devotamento e responsável reflexão. Faça aos seus alunos as seguintes perguntas: Quanto tempo vocês passam diante da TV ou do computador? Que tipo de programa vocês costumam assistir na televisão ou por quais sites navegam na Internet? Que atitudes deve a família cristã tomar quanto aos meios de comunicação? Controlá-los? Restringir o uso? Não utilizá-los?

Concupiscência da carne, concupiscência dos olhos e soberba da vida são ingredientes imprescindíveis à mídia em seu esforço para atrair e persuadir milhares de pessoas ávidas por alguma diversão no pouco tempo de que dispõem.

À medida que o crente atende aos apelos sedutores desta mídia, afasta-se consequentemente de Deus. Isto reflete-se de imediato em sua conduta cristã: Já não é tão assíduo à Escola Dominical; nunca comparece aos cultos de oração; cultos de doutrina, nem pensar; vida diária com Deus não existe mais. Este crente foi vencido pelo assédio irresistível dos meios de comunicação.

Se não formos rigorosos no controle destes veículos, estaremos consentindo que eles influenciem os lares, causando prejuízos irreparáveis à vida conjugal, ao desenvolvimento dos filhos e aos valores cristãos, éticos e morais de toda a família.

Ocultista: Referente ao ocultismo (estudo e/ou prática de artes divinatórias e de fenômenos que parecem não poder ser explicados pelas leis naturais, como, p. ex., a astrologia, a quiromancia, a magia, a telepatia e a levitação, hermetismo, esoterismo).

Pode a sua família ser enquadrada no Salmo 128? Muitas famílias cristãs, hoje, não mais se reúnem ao “redor da mesa” para fazer o culto doméstico. Pois acham-se escravizadas aos meios de comunicação. Estes, por sua vez, ignorando e desprezando as reivindicações básicas da Palavra de Deus, vão inescrupulosamente destruindo os alicerces morais e espirituais de nossos lares, através de uma programação imoral, ocultista, consumista e comprometida com a cultura anticristã.

Que atitudes, pois, deve a família cristã tomar quanto aos meios de comunicação? É o que estudaremos neste domingo. Levando sempre em conta as demandas da Palavra de Deus, mostraremos que, com equilíbrio, bom senso e discernimento, poderemos manter nossas famílias incontaminadas diante do irresistível poder da mídia. Que o Senhor Jesus nos ajude neste propósito!

 

  1. OS INGREDIENTES PREDILETOS DOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO

Deve a família precaver-se contra os assédios da mídia, pois estes são os seus principais ingredientes: a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida (1Jo 2.16). Tais coisas não podem fazer parte do viver cristão por contrariarem frontalmente a Palavra de Deus, que é a regra de fé e de viver do cristão.

  1. A concupiscência da carne. Desejo anormal de bens ou de prazeres materiais; apetite sexual desordenado. Assim é definida a palavra concupiscência. É exatamente em cima da vontade carnal incontrolada que os publicitários fomentam suas campanhas, induzindo uma audiência passiva e sem discernimento a consumir ideologias e comportamentos nocivos que desagradam a Deus. Quando se anuncia um produto, embute-se neste, via de regra, uma perigosa inversão de valores.

Em todas as propagandas, principalmente as veiculadas pela televisão, deparamo-nos com estes apelos: adultério, prostituição, homossexualismo, glutonaria e bebedice, como se fossem coisas normais e legítimas. Não nos lembra tais coisas os dias de Noé? (Mt 24.38).

Não permita que a sua família seja vítima da concupiscência dos meios de comunicação. Ensine-a como escapar a estas armadilhas. O que dizer dos filmes e das novelas? E dos programas infantis que, sob aquela pretensa inocência, tem como único objetivo desconstruir a cultura cristã na alma de nossos filhos, de forma sutil e ocultista?

Os meios de comunicação arrastam-nos a necessidades irreais e imaginárias, tornando-nos frustrados quando não consumimos os bens anunciados. Cuidado! Isto pode ser fatal (Hb 13.5,6). Confiemos sempre na suficiência divina.

  1. A concupiscência dos olhos. Cientes de que os olhos não se fartam de ver (Ec 1.8), as empresas de comunicação esmeram-se por apresentar as mais sedutoras sugestões visuais, objetivando, com isto, despertar a cobiça no coração humano (Êx 20.17). Foi assim que Eva provou do fruto proibido (Gn 3.6). Além disso, a concupiscência dos olhos gera um incontrolável descontentamento nas pessoas, levando-as a adquirir o supérfluo em detrimento do essencial. Eis porque muitas famílias acham-se arruinadas por dívidas.

Sabe por que os Dez Mandamentos encerram-se com esta recomendação: “Não cobiçarás”? Porque todo pecado é precedido pela cobiça e soberba. A cobiça tem levado muitos crentes ao fracasso espiritual (1Tm 6.10).

  1. A soberba da vida. Os meios de comunicação têm induzido nossa geração à soberba e a um desmedido orgulho. Os filmes, novelas e desenhos animados instilam-nos a ideia de que o homem pode viver sem Deus (Sl 14.1).

Quem são os heróis apresentados aos nossos filhos? Homens destituídos de Deus, e que repassam a ideia de que a força bruta, bem como o uso do pensamento positivo são mais do que suficientes para resolver todos os problemas do ser humano. Além disso, zombam dos valores cristãos, afirmando explicitamente estarem estes completamente ultrapassados.

Por conseguinte, se deixarmos os nossos filhos à mercê da televisão, por exemplo, estaremos permitindo que eles se rebelem contra Deus e contra nós. E depois que apostatam, como fazê-los retornar a fé em Cristo? 

  1. POR QUE OS MEIOS DE COMUNICAÇÃO PREJUDICAM A FAMÍLIA

Vejamos por que os meios de comunicação prejudicam a família.

  1. Roubam o tempo à devoção familiar. Além dos males apontados no item anterior, os meios de comunicação tiram da família o tempo que ela deveria dedicar à devoção doméstica e ao seu próprio convívio. No Salmo 128, mostra-nos a Bíblia não apenas uma família ideal e, sim, o ideal para uma família: todos, em redor de uma mesa, dedicando-se ao convívio e à adoração ao Senhor. Sua família é assim? Você cuida do culto divino em família? Ou já o substituiu por uma programação qualquer?
  2. Levam a impureza e o pecado para dentro do lar. Se não vigiarmos e não formos seletivos, acabaremos por permitir que o adultério, a prostituição, o homossexualismo, o uso de drogas e a delinquência, entrem no lar e destruam os valores morais e espirituais (Dt 7.26).
  3. Impedem a família de ir à casa de Deus. Quantas famílias, além de não mais praticar o culto doméstico, deixaram de frequentar a casa de Deus, por causa dos meios de comunicação. No Salmo 122, mostra-nos o sacro escritor o seu contentamento em frequentar o santuário divino. Hoje, infelizmente, ir à igreja tornou-se um fardo para muitas famílias que, acomodada e passivamente, preferem ficar diante de um vídeo a entrar nos átrios de Deus. É por isto que devemos saber como controlar os meios de comunicação.

 

III. COMO DEVEMOS USAR OS MEIOS DE COMUNICAÇÃO 

Não é fácil controlar os meios de comunicação, porque estes, a cada dia que passa, introduzem-se na vida do homem moderno, tornando o seu uso como que obrigatório. Todavia, como responsáveis pela santidade de nosso lar, empreguemos todos os esforços possíveis, a fim de que a nossa família não venha a sofrer devido à nossa falta de responsabilidade.

  1. Seja um exemplo no uso dos meios de comunicação. Se quisermos que nossos filhos sejam preservados dos malefícios gerados pelos meios de comunicação de massa, devemos ser um exemplo no uso destes. Não podemos transigir neste particular.

Se assistirmos a filmes e a programas imorais, com que autoridade haveremos de aconselhar nossos filhos? Se nos deixamos contaminar pelos sites impróprios da internet, de que forma poderemos recomendar-lhes a que se abstenham dessas abominações? Se temos falhado neste particular, oremos a Deus, humilhados e arrependidos, para que nos dê autocontrole e autoridade para orientarmos convenientemente nossos filhos. Imitemos ao patriarca Jó (31.1-5).

  1. Seja seletivo e crítico. Selecione os programas que podem ser vistos por você e por sua família sem ferir os princípios cristãos. Isto não é fácil hoje. A recomendação é de Paulo: “Examinai tudo. Retende o bem” (1Ts 5.21). Não aceite passivamente o que os imperadores da comunicação querem nos empurrar.
  2. Seja rigoroso quanto ao horário do culto doméstico. Nada deve substituir ao culto doméstico. Um programa de televisão, um filme ou qualquer outro atrativo, por melhor que seja, não pode ser encarado como substituto da devoção familiar. Lembre-se: “Mas buscai primeiro o Reino de Deus, e a sua justiça, e todas essas coisas vos serão acrescentadas” (Mt 6.33).

Enfim, que cada um de nós tenha a necessária sabedoria para manter a pureza e a santidade no lar que, segundo o ideal do Novo testamento, tem de funcionar como uma verdadeira igreja.

Como você tem lidado com os meios de comunicação? Não se deixe prender por eles nem permita que eles contaminem sua família. Como servos de Deus, não podemos deixar-nos prender por nada dessas coisas; o nosso compromisso com o Senhor Jesus é inadiável e urgente.

Se você tem falhado neste particular, arrependa-se, peça perdão e ore a Deus. Peça-lhe forças para ser um exemplo de autocontrole, moderação e seletividade. E, assim, o nome de Cristo será exaltado em sua vida e na vida de seus entes queridos.

“Um pouco da mesma tecnologia usada no desenvolvimento de bombas teleguiadas está disponível para civis através de computadores pessoais. Os computadores no trabalho e em casa estão revolucionando nossa forma de vida. Desde relatórios de orçamento, edição de textos a jogos educacionais, quase todos os aspectos de nossas vidas podem ser relacionados de alguma forma às habilidades de um computador. Os computadores até mesmo falam uns com os outros através de modems. Eu posso criar um documento em meu computador e enviá-lo para outro computador a milhares de quilômetros de distância. Incrível!...

...Mesmo que essa tecnologia seja uma grande bênção, o seu uso imoral é uma maldição. Humanos pecadores, seduzidos pelo príncipe das potestades do ar e incitados pelo lucro, inundaram a Internet com pornografia. Informações úteis são fáceis de serem obtidas via computador, mas o mesmo ocorre com a estimulação sexual explícita. Isto é o sexo virtual, sexo via computador.

A pornografia costumava estar disponível apenas em grandes cidades, nos locais marcados pela ‘luz vermelha’. Como as leis contra a obscenidade abrandaram, esses negócios ligados ao sexo expandiram. Graças ao videocassete, os homens começaram a alugar filmes imorais e levá-los para suas próprias casas. Com o progresso da televisão a cabo, e tecnologia de satélite, a sujeira pode ser levada diretamente para a sala de estar. Com o progresso dos computadores modems, o pecado sexual fica cada vez mais privado e oculto do que nunca. Assim como a superior tecnologia de guerra americana esmagou os iraquianos, Satanás, ao promover a licença para cobiçar e pecar, tem usado tecnologia avançada para destruir muitos homens na privacidade dos seus lares e ambientes de trabalho. Devemos estar alertas” (Pureza Sexual, CPAD, pp.210,211).(FONTE CPAD )

 

 

  A ETICA E OS MEIOS DE COMUNICAÇÃO N.2                            

Daniel 12.4; Salmos 101.2-4; Deuteronômio 7.26.

Daniel 12

4 - E tu, Daniel, fecha estas palavras e sela este livro, até ao fim do tempo; muitos correrão de uma parte para outra, e a ciência se multiplicará.

Salmo 101

2 - Portar-me-ei com inteligência no caminho reto. Quando virás a mim? Andarei em minha casa com um coração sincero.

3 - Não porei coisa má diante dos meus olhos; aborreço as ações daqueles que se desviam; nada se me pegará.

4 - Um coração perverso se apartará de mim; não conhecerei o homem mau.

Deuteronômio 7

26 - Não meterás, pois, abominação em tua casa, para que não sejas anátema, assim como ela; de todo a detestarás e de todo a abominarás, porque anátema é.

 

Palavra Chave

Mídia Visual: Cinema, televisão, vídeo, internet e as novas formas de tecnocultura, como os vídeo games interativos.

O século XX trouxe ao mundo mais invenções e projetos tecnológicos do que qualquer outra época da História. A tecnologia atingiu um ponto tão alto na evolução material, que a ciência vem sendo endeusada em todo o mundo. E a igreja? Pode usufruí-la? Claro que sim. Entretanto, mesmo desfrutando de diversos recursos tecnológicos, a igreja jamais deve abandonar a unção e a dependência de Deus.

 

  1. A MÍDIA VISUAL E SEUS PROGRAMAS PERNICIOSOS
  2. O mau uso do vídeo em geral. Vejamos alguns problemas relacionados à televisão:
  3. a) A TV estimula a violência. Uma pesquisa mostrou que uma criança, no Brasil, ao completar 14 anos, já terá assistido 11.000 crimes na TV. Em 200 horas de programação, são vistas 30 mortes cruéis; 1.018 lutas monstruosas e animalescas; 3.592 acidentes; 32 roubos; 616 cenas de uso criminoso de armas; 57 sequestros; 410 trapaças; 86 casos de chantagens e 321 aparições de monstros pavorosos e infernais.
  4. b) A TV estimula o pecado. É comum cenas de insinuação sexual, no vídeo em geral, ensinando e estimulando a prostituição, o adultério, a fornicação e o homossexualismo. A Bíblia afirma que não devemos pôr coisa má diante de nós (Sl 101.2-4).
  5. c) A TV modifica a visão das coisas. Principalmente nas novelas, aquilo que é certo, como o amor conjugal verdadeiro e a pureza, são vistos como algo ultrapassado. Casais, famílias, lares felizes e abençoados jamais aparecem no vídeo, nos romances e nas revistas. O materialismo é apresentado como algo muito nobre e elevado, entretanto a Palavra de Deus adverte: “Ai dos que ao mal chamam bem...” (Is 5.20,21).

Sim, o cinema e o vídeo tornaram-se uma escola de crimes, imoralidade, desrespeito, rebelião e vício. As Escrituras sustentam: “Não meterás, pois, abominação em tua casa...” (Dt 7.26).

  1. A mídia visual e o lar cristão. Se os pais ou responsáveis não conseguem controlar e supervisionar o que os filhos vêem na televisão, é preferível não possuir o aparelho, vídeo ou DVD. Ou a família, controla a TV, ou será controlada por ela (Dt 7.26). Temos de nos posicionar como o salmista: “Não porei coisa má diante de meus olhos” (Sl 101.3). Diante disso, as famílias cristãs devem observar duas coisas importantes:
  2. a) O culto doméstico diário (Dt 11.18-21). Esse é um poderoso recurso espiritual para unir a família em torno do Senhor, através da oração, adoração e meditação na Palavra. Com apenas 15 minutos diários, os pais podem estar com os filhos, louvando a Deus, lendo sua Palavra e orando com e por toda a família. A ação do Espírito Santo durante o culto doméstico é marcante na infância, especialmente por ajudar na abstenção dos programas de vídeo imorais, violentos e ocultistas.
  3. b) A dedicação aos filhos. Os filhos são heranças do Senhor (Sl 127.3), Portanto, preciosos (Jr 31.20). Há pais cristãos que não dispensam aos filhos o necessário cuidado e atenção. Por isso, o Diabo, valendo-se da omissão paterna ou materna, tem procurado preencher essa lacuna com falsas amizades e programas televisivos altamente perniciosos.O uso da televisão pode ocasionar vários problemas à igreja e à família: estimular a violência, o pecado e modificar os padrões de certo e errado.
  4. A INTERNET E SUAS AMEAÇAS À FAMÍLIA CRISTÃ

 

  1. Presente em toda a parte. A vida moderna está vinculada à informação e à imagem. A cultura secular tornou-se mais visual do que dialógica, e a internet é uma das grandes representantes dessa nova cultura que une comunicação, tecnologia e representação gráfica. A tecnologia da informação, por exemplo, tomou conta de todas as áreas da vida moderna. Em certo sentido, trata-se do cumprimento da profecia de Daniel 12.4: “... e a ciência se multiplicará”. Portanto, é um grande desafio para a família saber usar e controlar os meios de comunicação, a partir do lar, nesses tempos difíceis e trabalhosos.
  2. Ameaça para a família. O FBI (polícia federal norte-americana) elaborou, recentemente, um “Guia de Proteção para as Crianças ante a Rede Mundial de Computadores”. Este documento visa alertar os pais para o perigo de deixarem seus filhos à mercê do conteúdo da internet sem o indispensável acompanhamento. O texto diz que muitas crianças, adolescentes e jovens são induzidas à prostituição e ao relacionamento sexual promíscuo, sem que os pais o percebam. Além disso, muitos casamentos estão sendo destruídos pelo uso pecaminoso e pornográfico da internet. É a tecnologia a serviço do Diabo.A internet, bem como outros meios, encerra em si uma grande contradição, porquanto pode ser um instrumento profícuo para a propagação do evangelho e uma enorme ameaça à família.

 

III. VENCENDO O MAU USO DA TECNOLOGIA

Como evitar a má utilização da tecnologia? Vejamos:

  1. Examinando tudo, mas só retendo o bem. “Examinai tudo. Retende o bem” (1 Ts 5.21). Aqui, o cristão é convocado a discernir a cultura de seu tempo, e reter somente aquilo que é bom, santo, agradável, justo e útil (1 Co 6.12; 10.23).
  2. Valorizando o que é correto. Nem tudo é imundície ou trevas nos meios de comunicação. Há muita coisa útil, até mesmo para a vida cristã. Na internet, por exemplo, há estudos bíblicos e mensagens que, antes, ficavam ao alcance apenas dos eruditos. Todavia, precisamos examinar todas as coisas com muito cuidado e discernimento. (1 Co 2.15).
  3. Avaliando aquilo que deve ocupar a nossa mente. Paulo, em sua carta aos Filipenses, capítulo 4, versículo 8, dá-nos uma sábia orientação quanto ao que devemos acolher em nosso coração, ou em nossa mente.Para resistirmos à influência da tecnologia, precisamos examinar tudo e reter o bem, valorizar o que é certo e avaliar aquilo que deve ocupar a nossa mente.

A tecnologia não é um fim, mas um meio a serviço do homem. Cabe aos cristãos discernir entre o bem e o mal. Tudo o que é útil e proveitoso, o Diabo tenta destruir, inclusive vidas. Porém, com o poder de Deus, podemos vencer os desafios do mal (Fp 4.13).

 

                         Cultura Popular e Mídia

Graças à tecnologia moderna das comunicações, a cultura popular tornou-se incomodamente penetrante. A cultura popular está em todas as partes, moldando os nossos gostos, linguagem e valores. Hoje a cultura popular aparece em cada cartaz, grita da televisão em inúmeros canais durante o dia inteiro, explode em nossos computadores, ressoa no rádio do carro e enfeita nossas camisetas e tênis. Nenhum de nós consegue escapar.

À medida que a cultura popular se espalhou, o seu conteúdo piorou de maneira chocante. Não é preciso dizer que durante as últimas três ou quatro décadas o nível do sexo e da violência cresceu imensamente nos cinemas, na música, na televisão e até mesmo nas revistas em quadrinhos. Naturalmente os cristãos sempre tiveram de lidar com as coisas que eram vulgares, luxuriosas ou grosseiras, mas na maioria dos casos nós podíamos simplesmente evitá-las. Hoje isto é praticamente impossível. Podemos desfrutar da ‘comida rápida’ cultural desde que estejamos treinados para ser seletivos, desde que não nos entreguemos aos hábitos do escapismo e da distração, e desde que definamos limites para que as sensibilidades da cultura popular não moldem o nosso caráter”.(COLSON, C.; PEARCEY, N. O cristão na cultura de hoje. RJ: CPAD, 2006, p.287-288.)

O salmista Davi, aspirando por uma vida santa, justa, reta e íntegra, toma a seguinte decisão: “Não porei coisa má diante dos meus olhos”. Observando a sociedade em que vivemos hoje, é impossível não fazermos coro à oração deste homem segundo o coração de Deus. Se o mundo jaz no Maligno, a mídia, em sua maioria, está assentada sobre bases malignas também, pois o que se vê é o mal prevalecendo nas mais diversas áreas.

Como poderá o crente sobreviver a um pensamento mundano que visa apenas o lucro e cria necessidades de consumo, modificando hábitos, pensamentos e atitudes? A mídia televisiva, principal meio de comunicação utilizado pela população, possui uma linguagem audiovisual atraente, comercial, estética e mobilizadora. Por isso, exerce poderosa influencia em nossa cultura. A TV, em virtude de estar a serviço do Maligno, atua para persuadir, seduzir e afastar a família dos princípios bíblicos. A resposta para essa indagação encontra-se na resolução de Davi mencionada no início deste texto. Este é o maior desafio do servo de Deus, comprometido com a santidade pessoal, principalmente em relação à sua casa.FONTE CPAD.

 

fonte www.avivamentonosul21.comunidades.net