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Familia cristã educação dos filhos (7)
Familia cristã educação dos filhos (7)

 

        O EXEMPLO PESSOAL NA EDUCAÇÃO DOS FILHOS 

                                       n.7

A vara e a disciplina dão sabedoria, mas a criança entregue a si mesma vem a envergonhar sua mãe (v. 15). A lição deveria aplicar-se a Absalão e a Roboão mesmo. Absalão era um rapaz mimado, que seu pai jamais contrariou e fez o que fez (I Reis 1:6). Muitos filhos são bem disciplinados e se perdem, mas a verdade é que a muitos faltou a vara. Quantas escrituras nos falam dessa verdade! Seria bom os pais aprenderem na sua Bíblia como criar os filhos com amor e vara. O verso 16 está conforme o nosso dia e a nossa história. Quando os perversos se multiplicam, multiplicam-se as transgressões (v. 16). A anarquia do mundo deve a sua situação à multiplicação dos perversos, subversivos e criminosos comuns ou políticos. Uma verdadeira

amostra de que os tempos estão chegando ao fim da nossa era. Não há paz nem harmonia. A diplomacia falhou, o entendimento entre os povos já se tornou quimera. O verso 17 deve ser estudado conjuntamente com o 1 5, dando-nos a medida das preocupações dos redatores de Provérbios, quanto à educação dos filhos. Corrige o teu filho, o te dará descanso... (v. 17). É uma admirável promessa, que mesmo Salomão e seu pai Davi não souberam praticar. Um cavalo não se amansa sem trabalho; um menino não se educa sem esforço.

Antônio Neves de Mesquita. Provérbios.

  1. Presença versus Agressão.

Conforme a sociedade moderna vem descobrindo a cada dia, não há substituto para um lar sólido e estável. Com pais ausentes, negligentes ou abusivos, os filhos provavelmente não aprendem a lidar com o mundo de forma saudável. Por este motivo, Provérbios ressalta a responsabilidade dos pais em instruir as crianças e ensina-lhes a sabedoria (Pv 4.3,4). Por terem acumulado idade, dificuldades e sofrimentos, os pais são capazes de oferecer experiência e ideias que vão ajudar a próxima geração a manter-se na trilha certa.

A intenção de Deus é de que pai e mãe participem da educação dos filhos. Os pais devem assumir a liderança como guias e orientadores, e as mães devem proporcionar princípios dominantes com base na Palavra de Deus (Pv 1.8; 4.1; 6.20). Além disso, Provérbio 4.3,4 deixa implícito que os avós também têm sua dose de responsabilidade na educação dos netos.

Desta forma, a família deve instruir o menino no caminho em que deve andar (22:6). Esta é a dádiva do lar. A criança pode não apreciar por um momento os ensinamentos dados, mas os pais devem concedê-los de qualquer modo. Aliás, devem fazê-lo para o seu próprio bem.

EarI D. Radmacher: Ronald B. Allen: H. Wayne House. O Novo Comentário Bíblico Antigo Testamento com recursos adicionais. Editora Central Gospel. pag. 953.

Pv 22.6 Ensina a criança no caminho em que deve andar. Existem vários versículos sobre a criação de crianças no livro de Provérbios, e este provavelmente é o mais conhecido. Ver também Pro. 13.24; 19.18; 23.13,14; 29.17. Ofereço notas expositivas completas em Pro. 13.24, as quais não repito aqui. Neste versículo temos uma regra nova e brava, e esperamos que, de modo geral, um bom treinamento significa uma boa criança que se tornou um bom adulto e segue a vereda da retidão por toda a vida. A experiência mostra-nos, contudo, que as coisas nem sempre acontecem dessa maneira, e podemos concluir que existem outros fatores envolvidos nessa questão, e não apenas um ensino e exemplos apropriados. Afirmamos que um pai deve três coisas a seu filho: exemplo, exemplo e exemplo, o que repito várias vezes neste comentário. Mas nem mesmo isso é sempre o bastante. Em Pro. 13.24 explorei os porquês dos fracassos quando um homem faz tudo quanto pode e, ainda assim, não atinge o sucesso.

Seja como for, os fracassos não devem anular o ensino que temos à nossa frente. Os pais têm o dever e o privilégio de treinar a criança. Baha Ullah declarou que a pior coisa que um homem pode fazer é conhecer os ensinos e não transmiti-los a seu filho. Sobre bases veterotestamentárías, o manual de treinamento é a lei de Moisés. Por meio da lei o homem obtém sabedoria e vida (ver Pro. 4.13). A lei é o guia, segundo se vê em Deu. 6.4 ss.

Sinônimo. Um jovem bem treinado continuará no caminho quando se tornar adulto pleno. A fé de seu pai tornar-se-á a sua fé, e ele a seguirá até o fim. Terá uma vida longa e próspera, tanto material quanto espiritualmente.

“Este versículo exprime um dos prontos fortes do sábios hebreus, a saber, a insistência no treinamento moral de uma criança por parte de seus pais. Esse treinamento deve começar bem cedo, quando a mente da criança ainda estiver bastante impressionável. O uso da vara é encorajado como parte do processo educacional (ver Pro. 13.24; 19.18 e 23.13,14). A grande alegria que os pais podem ter é um filho sábio (ver Pro. 23.15,16,24). A tristeza mais trágica é ter um filho insensato (ver Pro. 17.21,25). Treinar (no hebraico, hanakh, que significa “dedicar”). Cf. o nome da festividade dos hebreus, Hanukkah, que celebra a rededicação do templo de Jerusalém, no tempo dos macabeus, em 165 A. C. (ver Pro. 4.52 ss.). Aqui a palavra significa treinar" (Charles Fritsch, in Ioc.).

Cf. este versículo com II Tim. 1.5; 3.15; Deu. 6.7. John GUI (in Ioc.) queixa-se das exceções à regra, mas exorta os pais a prosseguir com o bom plano, pelo que fazemos e esperamos o melhor.

CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. pag. 2648.

O versículo 6 mostra a importância de se treinar as crianças nos seus anos de formação. Alguns eruditos veem aqui uma ênfase no treinamento vocacional. A expressão no caminho em que deve andar significa literalmente: “de acordo com o seu caminho”, isto é, com as suas aptidões e inclinações. Mas é provável que o sábio hebreu esteja falando principalmente de formação moral. A palavra traduzida como “ensinar” é usada em outras passagens para “dedicar” uma casa (Dt 20.5) e o templo (1 Rs 8.63). Fritsch vê nesse versículo a expressão “de um dos pontos fortes dos sábios hebreus, isto é, a sua insistência na formação moral que os pais dão à criança”.52 E, até quando crescer, não se desviará dele. Estas palavras são tremendamente reconfortantes para pais fiéis e dedicados. No entanto, não devem ser interpretadas como garantia absoluta. O ambiente por si só não vai salvar os nossos filhos. Igualmente necessário para a sua salvação é o exercício da livre escolha por parte deles para que recebam a sempre disponível graça de Deus.

EARL C. WOLF. Comentário Bíblico Beacon. Editora CPAD. Vol. 3. pag. 399.

Pv 13.24 O que retém a vara aborrece a seu filho. Punição Capital. Entramos aqui em terreno perigoso. A maior parte da disciplina física que é aplicada por nossos pais baseia-se mais na impaciência ou nos desejos egoístas deles do que em um espirito de amor e no desejo de obter boa disciplina. Além disso, há um extremo de tratamento cruel, mediante o qual os pais ferem ou mesmo matam seus filhos.

Um bom pai ou mãe pode encontrar outros meios disciplinares exatamente tão eficazes, ou mais ainda, do que provocar dor física em seus filhos, mesmo que essa dor seja administrada com moderação e amor. O perigo é que os pais evangélicos se escondam por trás deste versículo, fazendo dele uma desculpa para ferir a seus filhos, em nome da disciplina bíblica. Nenhuma disciplina, obviamente, não é sinal de amor, mas pode ser até sinal de ódio, porquanto um filho indisciplinado pode tornar-se uma pessoa muito má. Em qualquer discussão sobre a questão, devemos lembrar a herança genética que opera a despeito do que os pais façam. Há casos históricos que mostram a regra geral: se seus filhos se tornarem adultos ruins, a culpa pode não ser sua, mas da herança genética. E se seus filhos mostrarem ser boas pessoas, não aceite muito crédito por isso. Ademais, não devemos esquecer a herança espiritual e o destino. Se um homem está destinado, pela vontade de Deus, a ter uma missão especial, as circunstâncias de sua vida o conduzirão a isso. Ademais, ele será mental e espiritualmente condicionado a essa missão. E, além disso, será mental e espiritualmente condicionado para poder desempenhar sua missão. E, por semelhante modo, terá a unção do Espírito para isso. Portanto, o que os pais de uma criança podem fazer talvez seja apenas uma pequena parte do quadro inteiro, e, de fato, um indivíduo pode não sofrer grande influência de seus pais, mesmo que eles sejam pessoas más. A lição aqui é clara: há muitos fatores em operação sobre o crescimento de uma criança, para o bem ou para o mal, e a disciplina paterna não é o grande fator; é apenas um dentre muitos. Não obstante, devemos cuidar desse fator, mesmo que muitos outros estejam, igualmente, em operação. Contudo, é ridículo que os pais tenham um ponto de vista inadequado sobre essa questão, imaginando que, somente por ensinarem a seus filhos a Bíblia e os disciplinarem corporalmente, eles obterão sucesso automático. A experiência da vida diária ensina-nos que as coisas não são assim tão simples.

Ensina a criança no caminho em que deve andar, e ainda quando for velho não se desviará dele. (Provérbios 22.6)

Essa é uma bela regra, não devemos negligenciá-la. Infelizmente, porém, as coisas nem sempre funcionam dessa maneira, a despeito do amor e da disciplina que tiverem sido aplicados. No entanto, o senso de dever e o amor requerem que prestemos atenção ao que nos diz Pro. 13.20 e 22.6.

Um Exemplo. Um jovem foi criado em um lar evangélico. A família tinha sido abandonada pelo pai, mas a mãe fez um bom trabalho, e duas irmãs mais velhas ajudaram na criação dos filhos menores. A família sempre ia à igreja. O rapazinho foi estudar em um seminário teológico e acabou sendo missionário. Terminou sendo um bom pastor, além de um bom pregador. Ele se ocupou por diversos anos nesse trabalho, que era aprovado pela igreja em que servia. Mas então ele começou a sofrer estranhas tentações. Começou a jogar e a beber, e a estar com mulheres, ao mesmo tempo que continuava servindo bem à sua igreja. Finalmente, começou a passar cheques sem fundo para pagar as dívidas em que estava incorrendo. Por esse motivo, acabou preso. Quando saiu da prisão, ele continuou em sua vida irregular, embora não tivesse ido novamente para a prisão. As investigações demonstraram que seu pai e seu avô tinham vivido vidas similarmente irregulares. Mas o nosso homem, o pastor, não fazia ideia de tudo isso nem fora influenciado pelo mau exemplo dado por eles. Ele simplesmente fazia o que já estava predeterminado para ele fazer. Nada de seu treinamento, que foi extenso e demorado, no lar, na escola e na igreja, deteve o processo. Não existem respostas simples para um caso como esse.

Antítese. Em contraste com o pai negligente, o bom pai certifica-se de que uma disciplina apropriada está sendo administrada, incluindo, ocasionalmente, a punição corporal. “A punição corporal fazia parte necessária do treinamento das crianças judias. Assim como Deus castiga àqueles a quem ama (ver Pro. 3.12), um pai deve punir o seu filho, se realmente o ama e pretende ajudá-lo. O pai, pois, deve ser diligente na disciplina que aplica ao filho” (Charles Fritsch, in ioc.).

“Mediante a negligência da correção na infância, os desejos (paixões) obtêm a ascendência; o temperamento torna-se irascível, tolo e lamuriento. O orgulho é assim nutrido, a humildade é destruída, e, através do hábito da indulgência, a mente é incapacitada a suportar as provações com firmeza” (Holden, in Ioc). É hábito dos evangélicos dar atenção demasiada aos primeiros anos de vida da criança, esquecendo outros fatores. A Igreja Oriental acredita na preexistência da alma, e isso, se verdadeiro, é o fator principal naquilo que o homem é e faz. Alguns insuflam a reencarnação nesse quadro, e isso não deve ser rejeitado sem que se façam muito mais investigações. Ver na Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia os artigos chamados Reencarnação e Preexistência da Alma. Não nos olvidemos, por igual modo, da herança espiritual, que pode ser muito mais poderosa do que a herança dos primeiros anos de vida, no lar. Por outra parte, não nos esqueçamos de nenhum fator que possa contribuir para o aprimoramento de nossos filhos.

CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. pag. 2604.

(13.24). Um pai que falha em disciplinar seus filhos não está demonstrando amor. O verbo traduzido aqui como “aborrecer” é usado em sentido comparativo. Se você realmente ama seus filhos, não omitirá suas faltas, mas tomará medidas para corrigi-las. A frase “poupar a vara” é eufemística e não recomenda o espancamento como forma de punição, embora a correção corporal fosse certamente praticada nos tempos bíblicos.

RICHARDS. Lawrence O. Guia do Leitor da Bíblia. Uma análise de Gênesis a Apocalipse capítulo por capítulo. pag. 389.

Segue um provérbio familiar a respeito da disciplina, o assunto deste grande capítulo. O que retém a vara aborrece a seu filho, mas o que o ama, cedo o disciplina. É a vara do pai nas costas do filho. Muitos pais "bonzinhos" permitem que seus filhos façam o que quiserem; não os disciplinam. Isto é contrário à sabedoria e à Bíblia. A disciplina é boa para tolos e para filhos, para que uns e outros andem nos caminhos certos. Muitos pais descobrem tardiamente que a falta de correção bíblica estragou o seu filho. Agora é tarde para o corrigir. Disciplina com amor é remédio; disciplina com rancor é veneno. As coisas nos devidos lugares. Tanto esta verdade vale, que o justo tem o bastante, mas o estômago dos perversos passa fome (v. 25). Deve haver certa correlação entre o estômago do justo e o do pobre, entre o que foi disciplinado e o que não o foi. A correção pode concorrer para tornar o homem justo, enquanto a sua falta pode determinar a sua perversidade. O menino nasce tabla rasa, Isto é, não traz nada senão as tendências hereditárias. Estas podem e devem ser corrigidas, e ainda ajudadas pela disciplina. A doutrina Lambrosiana (de Lambrósio, famoso penalista italiano) diz que a pessoa já nasce feita, Isto é, já traz as tendências que devem formar a sua carreira na vida. Isto não pode. ser certo, porque então seria o caso de se permitir cada um fazer o que quiser e não o responsabilizar. É a doutrina da irresponsabilidade. Nada disso. A criança traz, é certo, tendências hereditárias; todavia, a Instrução e a disciplina modificam esses pendores e os corrigem. Concluímos, assim, este grande capítulo sobre a vida e disciplina ou Um Viver Disciplinado. Sem disciplina moral, intelectual e espiritual ou religiosa, não se pode esperar uma vida correta em qualquer setor da atividade humana.

Antônio Neves de Mesquita. Provérbios.

II - ENSINANDO ATRAVÉS DO EXEMPLO (VALORES)

  1. Ética da personalidade.

Stephen Covey observa que esse modelo possui dois “caminhos básicos: um deles é o das técnicas nas relações públicas e humanas e o outro uma atitude mental positiva (AMP). Parte desta filosofia se exprime através de máximas por vezes válidas, como ‘Sua atitude determina sua altitude’, ‘Sorrisos conquistam mais amigos do que caras feias’ e ‘A mente humana pode conquistar qualquer coisa que consiga conceber e acreditar’. Outras práticas da abordagem personalista eram claramente manipuladoras, quase enganosas, encorajando as pessoas a utilizar técnicas que levassem os outros a gostar delas, ou a fingir interesse pelos hobbies alheios para arrancar o que pretendiam, ou a usar o ‘poder do olhar’ ou a intimidação para abrir caminho no mundo”.

GONÇALVES. José,. Sábios Conselhos para um Viver Vitorioso Sabedoria bíblica para quem quer vencer na vida. Editora CPAD. pag. 76.

ÉTICA

Introdução:

A ética é um dos seis ramos tradicionais da filosofia, onde ocupou papel importante, desde o começo. A ética também faz parte essencial da fé religiosa. Por essas razões, apresentamos aqui um artigo de considerável volume, cujo intuito é dar ao leitor uma boa ideia sobre os principais sistemas e ideias envolvidos na questão.

  1. A Ética como um Sistema da Filosofia.

A Ética é um dos seis sistemas tradicionais da Filosofia. 1. Ética: a conduta ideal do individuo 2. Política: a conduta ideal do estado 3. Lógica: o raciocínio que guia o pensamento 4. Gnosiologia: a teoria do conhecimento 5. Estética: a teoria das belas-artes 6. Metafísica: teorias sobre a verdadeira natureza da existência. Existem filosofias modernas como da ciência, da história, da indústria, do espírito, etc.

  1. A Origem da Ética.

A Ética originou (provavelmente) com o primeiro homo sapiens. As pesquisas com chimpanzés demonstram que eles têm uma noção do que seja conduta apropriada ou inapropriada. Ilustração «Um animal falou de si mesmo (através do teclado de um computador): .Sou um diabo mal-humorado». Antes do inicio da filosofia ocidental, as religiões demonstraram uma preocupação com a retidão da conduta humana. Ilustrações: as doutrinas do julgamento, recompensa, reencarnação, etc. Os filósofos pré-socráticos se envolveram em considerações éticas. Anaximandro compreendeu que o processo cósmico é essencialmente um sistema que incorpora justiça, injustiça e reparação. Heráclito até falou que fenômenos físicos «vagabundos» serão julgados, afinal, por um tipo de reparação cósmica.

Ele falou da imortalidade de fenômenos que ultrapassam às leis da natureza. Pitágoras estava pesadamente envolvido na religião oriental e viu na reencarnação a operação da justiça entre os homens.

Mas Sócrates (450 A.C.) é considerado o pai da ética como um sistema filosófico. As primeiras escolas éticas se originaram dos discípulos dele.

  1. Definição da palavra.

No grego, ethos = costume, disposição, hábito. No latim, mos (moris) = vontade, costume, uso, regra.

A Ética. «A teoria da natureza do bem e como ele pode ser alcançado». (MM) «A filosofia moral é a investigação científica e uma filosofia de julgamentos morais que declaram a conduta boa, má, certa ou errada. Isto é, o que deve ou não deve ser feito». (E) A definição mais simples, mas expressiva é: A ética é a conduta ideal do indivíduo.

Perguntas principais relacionadas à ética. Existe um padrão (ou padrões) de o que é certo ou errado que pode ser aplicado à raça humana inteira? O que seria a base de tal padrão? Quais são as definições de bondade e maldade? O que é o dever? O que é o summum bonum da existência humana e como é que isto pode ser alcançado? As considerações éticas são mortais ou eternas?

  1. O Porquê da Ética.
  2. Uma necessidade da sociedade. Ilustração: Aristóteles. O alvo da ética é a conduta ideal do homem, baseada no desenvolvimento de sua virtude especial. Virtude = função dentro da sociedade, para o bem do individuo e da sociedade.
  3. Uma necessidade metafisica, Tiquismo contra teleologia. No grego, tuche significa chance, caos; telos significa finalidade, desígnio. As coisas acontecem por mero acaso ou segundo algum desígnio. Kant, por exemplo, rejeitou o princípio do tiquismo para evitar a noção de caos. Filosoficamente, devemos escolher entre caos e desígnio, e a nossa ética será governada pela escolha. O argumento moral dele argumentava que a alma deve existir para permitir um julgamento certo, pois neste mundo, a justiça raramente se faz. Deus dever existir para julgar e recompensar de modo justo, porque, neste mundo, isto raramente acontece.
  4. Uma necessidade individual. Realmente, é uma questão urgente, porque tudo que fazemos é auto e/ou heterojulgado (avaliado). Ilustração: Platão. O problema ético é a tensão entre o ideal e a conduta defeituosa. Segundo a definição de Aristóteles, todas as instituições humanas, de ensino, da política, do estado, etc., são ramos da ética porque todas tem alguma coisa a ver com a atuação do homem dentro da sociedade. Sempre parecemos melhor do que realmente somos. Ulceras, psicoses, e até a insanidade existem por causa do problema ético.
  5. A Ética e a Gnosiologia.

É impossível separar estes dois sistemas. O que você acha sobre como podemos saber das coisas, determinará, em boa parte, seus conceitos éticos. Ilustrações: Racionalismo. O homem, por natureza, é um ser que sabe, sem uma investigação empírica, Portanto, os princípios éticos podem ser descobertos pela razão. Sócrates tinha fé nesta suposição. O racionalismo tem a tendência de ser religioso, portanto, os principias éticos, supostamente descobertos pela razão, serão religiosos. Misticismo: o conhecimento é um dom de Deus. Portanto, os padrões éticos são predeterminados pela mente divina. Empirismo: somente a experiência (tentativas de saber, erros, adaptações) pode determinar os princípios éticos, porque não existe qualquer conhecimento sem a experiência humana. A experiência se baseia nas percepções dos sentidos. A ética, consequentemente, é uma questão pragmática e relativa, sendo que o conhecimento do homem é governado pelo fluxo das vicissitudes da experiência.

Conclusão. A ética é humana, não divina.

  1. A Ética e a Metafisica:

É impossível separar estes dois sistemas. O que você acha sobre a natureza da existência determinara, essencialmente, como você analisa os problemas éticos. Ilustrações: Deus existe, julga e recompensa?

Será que realmente existem pecados mortais como a Igreja fala. A ira, a cobiça, a inveja, a glutonaria, a lascívia, o orgulho e a preguiça realmente são ofensas sérias como a Igreja declara? A doutrina da Igreja sobre os pecados mortais é negócio sério. A Igreja tem autoridade para falar estas coisas?

7.Categorias principais da Ética.

  1. A Ética Formal

Esta ética também se chama rigorista ou teísta, 1. Declara que existem princípios eternos, imutáveis, divinos (ou exigências absolutas na natureza ou da lei natural). 2. A aplicação dos principias eternos é universal. Não existe uma ética para mim, e outra para você. 3. É uma ética a priori, não a posteriori. Os valores da ética são inatos, baseados num conhecimento inato. 4. Bases. A intuição, o racionalismo, o misticismo, a sobre naturalidade, a justiça absoluta, a teleologia e o idealismo.

  1. A Ética Relativa (da situação)
  2. A conduta ideal pode ser estabelecida somente através da experiência-humana. Ela não é imposta por uma força exterior, não humana (se tal força existe). 2. A ética é uma experiência ou ciência humana, não um ramo da teologia. 3. Os princípios éticos têm aplicação aqui e agora, não antigamente e para sempre. 4. A conduta ideal (se existe tal coisa), necessariamente varia de um individuo para o outro, dependendo das circunstâncias (situações) pessoais e culturais envolvidas. S. A ética está sempre em estado de fluxo. Os padrões éticos, necessariamente, se modificam com o tempo e com as exigências diversas de culturas diferentes. 6. A ética é relativa, isto é, sempre sujeita a mudança. Não existem padrões fixos, imutáveis ou universais. O que funciona bem para mim é bom para mim. O que funciona para mim, pode não funcionar para outras •pessoas. 7. Todos os principias éticos são a posteriori. 8. Bases. O empirismo, o pragmatismo, o positivismo, o materialismo, o humanismo, a ciência.
  3. A Ética dos Valores

Este sistema é um meio-termo entre o apriorismo (ética formal) e o empirismo (ética relativa). 1. Procura excluir o relativismo radical, mas ao mesmo tempo, ensina que os valores e imperativos não são vazios, abstratos ou sem significado. Os valores éticos devem ser comprovados na experiência humana para serem reais. 2. Os valores éticos são constantes e duradouros, mas não eternamente fixos. 3. Eles não são sujeitos às vicissitudes da experiência humana diária. Eles têm valor em si mesmos; silo intrinsecamente valiosos. A consciência humana sabe, intuitivamente (ou racionalmente) os verdadeiros valores. Ilustrações: a lei do amor é uma constante. Todas as religiões e filosofias honram este princípio. Até Schopenhauer, no seu pessimismo, achou um lugar para a simpatia, outro nome do amor. Quase todos os sistemas acham que algum conceito de justiça é necessário para qualquer função razoável de uma sociedade. 4. Os valores tomam-se deveres que devem ser praticados como parte inerente da conduta ideal. 5. Bases: o racionalismo. a intuição, o misticismo (para alguns estudiosos), o empirismo (que não é considerado inerentemente contrário ao racionalismo). e aqui neste mundo. onde venço ou sou derrotado.

  1. Os bens da Ética (Alvo da conduta ideal)

Segundo os conceitos alistados:

  1. Egoísmo, O homem, por natureza, é radicalmente egoísta e procura somente o que é bom para ele, como um individuo. O filantropo. o soldado, e o herói ajudam outras pessoas por razões egoístas.
  2. Altruísmo, O homem é capaz de ações incondicionalmente altruístas, A natureza espiritual do homem é uma garantia disto. A lei do amor é uma parte intrínseca da natureza humana.
  3. Hedonismo. A única coisa que vale, afinal, é o prazer. Os prazeres podem ser físicos, mentais ou espirituais. Este sistema procura o máximo de prazer acompanhado com o mínimo de dor.
  4. Eudemonismo: A felicidade é o alvo da conduta ideal. Para Platão, a maior felicidade possível para o homem seria a volta para o mundo dos Universais (que vede). Para Aristóteles, a perfeita realização de virtude (função) do individuo, naturalmente traz uma felicidade considerável. Para a Igreja, a felicidade maior será alcançada na visão beatifica (que vede).
  5. Sobrenaturalidade, O homem não existe ~ nem vive diariamente, por si mesmo. Ele não é sua própria causa. Sua existência serve para glorificar Deus. O que acontece a ele é relativamente indiferente se Deus for glorificado. -Secundariamente, aquele que vive para Deus, alcança (e alcançará) uma felicidade particular, afinal. Este afinal pode ser distante, mas é seguro.
  6. Naturalismo (humanismo). O único objeto da conduta ideal é o próprio homem. Esta conduta acompanha a evolução da raça e é determinada a posteriori,
  7. Utilitarismo e Pragmatismo. Princípios aliados ao naturalismo. O que é útil é bom; o que não é útil é ruim. O que funciona (é prático) é bom; o que não funciona é ruim. A praticidade de qualquer coisa deve ser comprovada através de um processo de tentativas e erros, com os ajustamentos apropriados.CHAMPLIN, Russell Norman, Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia. Vol. 2. Editora
  8. Hagnos. pag. 554-555.
  9. fonte www.avivamentonosul21.comunidades.net