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familia cristã N.3
familia cristã N.3

 

FIRMANDO OS ALICERCES

 

Parábola das duas casas (Mt 7:21-28)

 

Nessa parte do discurso do Se­nhor, ele fala de sua própria divin­dade —"Senhor, Senhor" (Mt 7:21; Jo 13:13)— e, como divino, exige a nos­sa obediência irrestrita. Dizer que ele é o Senhor e não reconhecê-lo de fato como tal, dentro de si, impedirá que Cristo o reconheça tanto agora como em sua vinda. Isso sabemos com certeza que ele realmente conhece os que são seus (2Tm 2:19). Ao terminar o seu discurso, Jesus disse: "Portanto todo aquele que ouve essas minhas palavras, e as pratica, será semelhante ao homem prudente". Então prossegue e refere-se ao que esse homem obediente, astuto e prudente faz. Constrói a sua casa, toda a sua vida, sobre as rochas do verdadeiro discipulado, uma submissão genuína a Cristo. O homem desobediente constrói de maneira diferente.

 

Rocha por fundamento. Cristo, ele próprio, é a Rocha sobre a qual construímos. "Sobre esta pedra", i.e., sobre a sua divindade que Pedro con­fessara, "edificarei a minha igreja" (Mt 16:18; Dt 32; Sl 18:2,46; 1Co 3:10,11; Sl 46:1,2). Esse salmo tem sido chamado a Canção da casa sobre a rocha, que não temia quando vinham as tormentas. Por toda a parábola que estamos analisando, Cristo ensina a importância do fa­zer tanto quanto do ouvir. Em sua descrição dos dois construtores, dei­xou claro que foram julgados, não pelo cuidado que tiveram ao cons­truir suas casas, mas pelo funda­mento sobre o qual elas estavam. Ele ilustrou de forma notável a impor­tância do fundamento ao edificarmos a vida. Se desejarmos construir man­sões mais imponentes para a alma, os fundamentos devem ser cuidado­samente escolhidos.

 

A interpretação da parábola, sem dúvida, sugerida pela arquitetura que estava ao redor deles, está rela­cionada com "o material em geral de uma vida cristã externa", uma vida que se apóia e está arraigada em tudo o que o Senhor é: em si mesmo. É somente pela nossa união com Cristo, a Rocha, que podemos con­seguir a firmeza da parede, sem a qual até mesmo os nossos objetivos mais firmes serão como areia move­diça. Temos segurança eterna, se for­mos edificados sobre aquela funda­ção a respeito da qual Deus disse: "Vede, assentei em Sião uma pedra, uma pedra já provada, pedra preci­osa de esquina, que está bem firme e fundada" (Is 28:16). Lucas refere-se ao construtor sábio, dizendo que ele "cavou, e abriu bem fundo, e lan­çou os alicerces sobre a rocha" (Lc 6:48). O caro Benjamin Keach diz o seguinte sobre o cavar fundo: "A alma do crente cava fundo, pene­trando na natureza de Deus, para descobrir qual o tipo de justiça em que achará alívio e se harmonizará com a justiça e a infinita santidade de Deus".

 

Areia por fundamento. Cristo sa­bia que os estrangeiros, os quais vi­nham à Galiléiapara construir, eram atraídos para um solo de areia, já pronto para ser usado, não para a rocha dura e enrugada do local. Mas, quando vinha o tempo das chuvas fortes, só restava ao construtor um monte de ruínas. O que uma funda­ção arenosa representa? Denota um fundamento frouxo, o ato de profes­sar a religião de forma vazia, mera religião externa. Ellicott comenta que a "areia" explica "os sentimen­tos inconstantes e incertos de alguns homens (os 'insensatos' da parábo­la), o único solo sobre o qual agem —amam ser louvados, são fiéis aos costumes e assim por diante". A se­gunda casa, embora muito impressionante, não tem fundação e, por­tanto, está condenada à destruição. Que grande diferença nosso Senhor retrata aqui! Como estão em perigo os homens cujas decisões não se ba­seiam na ajuda de Deus, encontra­da pela oração; cujas alegrias não são baseadas na confiança do amor de Deus; cuja confiança não é baseada na presença revelada de Deus; cujas virtudes não têm raízes; cuja bondade não tem motivação; cuja esperan­ça não tem fundamento! A casa de tal homem está simplesmente com as suas partes ligadas umas às ou­tras, e pode cair a qualquer momen­to. Os fariseus do tempo de Cristo construíram suas esperanças em bênçãos e privilégios externos: "Te­mos Abraão por pai" (Lc 3:8; Jo 8:33). Mas o coração deles estava distante da Rocha de sua salvação, e Cristo teve de dizer-lhes que o diabo é que era o pai deles, não Abraão.

 

Edificadores. Nosso Senhor usa edificadores "prudentes" e "insensa­tos" para se referir a duas classes de pessoas, por meio da imagem natu­ral da construção de uma casa. Po­demos entender pelo quadro nítido que ele desenhou ambas as casas: atraentes e sólidas; mas Jesus reve­la a firmeza delas. O material usado e o processo de construção estavam corretos quando foram erguidas, e ambas pareciam no prumo certo, firmes e fortes.

 

A vida não é mais que "construir o caráter, os hábitos, as lembranças, as expectativas, tanto de fortalezas como de fraquezas; ao construirmos a casa da vida, adicionamos uma coi­sa sobre a outra, como se fosse pedra sobre pedra. Nosso desejo é que a construamos de forma segura". Há boas pessoas, que não são do Senhor, que constroem bem e acham que suas casas estão edificadas bem e sabiamente sobre o dinheiro, os ami­gos, a saúde, o sucesso nos negócios —todasessas coisas são louváveis em si mesmas, mas são desastrosas, se não forem alicerçadas sobre a Rocha. Mas há outros que constroem de maneira diferente, "aumen­tando diariamente o seu poder em servir, o seu conhecimento de Deus, as suas vitórias sobre os seus defei­tos, as suas alegrias e esperanças, até que suas vidas se tornem um palácio digno para Deus habitar".

 

Elementos do teste. As chuvas torrenciais, as inundações e os furacões do Oriente causam muitos danos às casas de aparência fortes, destruin­do as não solidamenteconstruídas —essa foi uma ilustração que nosso Senhor usou com muita proprieda­de. "Desceu a chuva" Jesus compara aos momentos de prova apavorantes, às forças concentradas de uma chu­va torrencial que ameaça o telhado da casa. Como dá medo a chuva que cai, seguida de uma ventania!."Transbordaram os rios", e essas tor­rentes tempestuosas podem corroer as paredes por baixo. "Sopraram os ventos", e esses ventos impetuosos como de furacão ameaçam os lados da casa.

 

Essas forças naturais aliadas fa­zem lembrar que o sol de verão nem sempre brilha. Não faz diferença se somos "prudentes" ou "insensatos", todos temos tensões, aflições, decep­ções, perdas, tentações, temores e pensamos sobre a morte e a vida no além. Ellicott diz: "O vento, chuva e as inundações não dão folga para a interpretação individual, a não ser que se use um detalhismo exagera­do. Esses elementos representam coletivamente as violências da per­seguição, do sofrimento e das tentações, sob as quais tudo, exceto a vida que repousa sobre a verdadeira fun­dação, cederá".

 

Um toque dramático é acrescen­tado ao desastre que sobreveio à casa construída sobre a fundação de areia —"E foi grande a sua queda". Com essas palavras lamentáveis, Cristo adverte a que evitemos destino semelhante. Como deve ter sido im­pressionante essa imagem de terrí­vel ruína para os que o ouviam, pois estavam acostumados à ferocidade das tempestades do Oriente, e como repentinos e absolutamente varriam tudo à sua frente que não estivesse firme! Não é de admirar que, quan­do Jesus terminou o discurso parabólico, as pessoas estavam maravi­lhadas com a singularidade e auto­ridade de suas palavras. "A consci­ência de ser a autoridade divina como legislador, comentarista e juiz brilhavam por sua mensagem, de tal forma que o ensino dos escribas fi­cou reduzido a nada mais que salivação debaixo de tanta luz." Os escribas eram meramente varejistas daquilo que outros haviam dito. Quando falamos do que sabemos, porque já experimentamos algo em nosso coração, então também, como o Mestre, falamos com autoridade.

 

Os construtores insensatos deve­riam prestar atenção à advertência de Jesus, e construir novamente, agora sobre uma fundação sólida, i.e., nele (1Co 3:11). Antes que uma perda final e irreparável lhes sobrevenha, serão sábios para reconhecer a sua absoluta impotência uma vez separados da graça, construindo so­bre a única fundação segura, do ar­rependimento e da fé, em tudo o que Deus prove para a sua redenção.

 

Bibliografia H. Lockyer

 

 

 

A FAMÍLIA

 

"E Deus os abençoou e Deus lhes disse: Frutificai, e multiplicai-vos, e enchei a terra, e sujeitai-a" (Gn 1.28).

 

A família é uma instituição di­vina. Cada um de seus membros deve fazer a sua parte a fim de promover a felicidade, a integrida­de e o fortalecimento da união fa­miliar; e desempenhar sua missão bíblica para a glória de Deus.

 

A frase dita por Josué "Eu e a minha casa serviremos ao Se­nhor" talvez seja uma das mais conhecidas da Bíblia. Ele já de­cidira. Deus não estará aguar­dando um posicionamento nos­so em relação a nossa família? Talvez estejamos passivos de­mais diante da situação em que nossos familiares se encontram. Josué fez a sua escolha. E você? Pense nisso.

 

A família foi a primeira insti­tuição divina e possui atribuições como: vida íntima conjugal, pro­pagação do gênero humano, sub­sistência, educação, proteção e afe­to. Deus tinha um propósito espe­cífico ao estabelecê-la, portanto, conferiu responsabilidades a cada membro dela e um dia teremos de prestar-Lhe contas.

 

Para que ela alcance o ideal di­vino, cada componente deve exer­cer seu papel com fidelidade, dili­gência e amor. O maior modelo de paternidade em que podemos nos espelhar é o do Pai celestial, pois Ele consegue harmonizar amor com justiça e bondade com seve­ridade (Rm 11.22). Entretanto, a Bíblia fornece alguns bons exem­plos de pais que obtiveram gran­de sucesso em seu lar. Aprenda a ter o respeito de sua família como Noé,a ser um grande líder como Josué e a exercer o sacerdócio no lar como Filipe.

 

Com esta lição, damos início a uma série de ensinamentos bí­blicos acerca das ameaças à inte­gridade e ao bem-estar da famí­lia. Trataremos também de con­ceitos e padrões bíblicos estabe­lecidos por Deus para a bênção e felicidade de tal instituição. A fa­mília, em síntese, como estrutu­ra social, deve identificar-se e re­lacionar-se intimamente com a igreja. Na tão conhecida e instru­tiva passagem sobre a família (Ef 5.28-33; 6.1-4), a Palavra de Deus cita a igreja seis vezes.

 

Conceito e atribuições da família

 

1. Conceito. Família é o sis­tema social básico, instituído no Éden por Deus, para a constitui­ção da sociedade eprossecução da raça humana. Os primeiros capí­tulos de Gênesis revelam que a família foi a primeira das instituições divinas na terra.

 

Jesus utilizou-se da família para ilustrar certos atributos, atos, qualidades e dádivas de Deus, como o amor, o perdão, a longanimidade, a paternidade. Vários dos milagres de Jesus estão relacionados à família, suas necessidades, provações, encargos e responsabilidades (Mt 8.5-15; 9.18-26; Jo 2.1-11; 4.46-54; 11.1-45). Isto nos leva a imaginar o grande valor que Deus confere a esta sua primeira e vital instituição humana.

 

2. Atribuições da família. Dentre as muitas atribuições da fa­mília, enumeramos algumas con­sideradas relevantes:

 

a) Vida íntima conjugalSó o casamento justifica e legitima a união sexual marido-mulher. Logo no primeiro capítulo da Bíblia está escrito a respeito do primeiro ca­sal, "Deus lhes disse: Frutificai, e multiplicai-vos, e enchei a terra" (v.28). E como se dá tal multiplica­ção? Pela união física do casal, que deve decorrer do amor e do con­senso mútuo. No capítulo seguinte (Gn 2.24) está também registrado que, após o casamento, homem e mulher "serão ambos uma carne".

 

b) Propagação do gênero hu­manoEste foi um dos propósitos de Deus quando da instituição da família: a geração de filhos, para o povoamento da terra e a prosse­cução do gênero humano. Deus conferiu esta faculdade ao casal, o que constitui uma elevada res­ponsabilidade (Gn 1.28).

 

c) SubsistênciaBasicamente, a motivação que está subentendida no desempenho diuturno e peno­so do trabalho e igualmente do exercício das profissões é o susten­to, o conforto, o bem-estar; enfim, o atendimento suficiente e sensa­to das necessidades dos membros da família.

 

d) EducaçãoOs filhos são he­rança do Senhor (Sl 127.3) e não meros acidentes biológicos na vida do casal. Cada filho que nasce ou que é admitido na família importa em cinco principais responsabili­dades para os pais: um corpinho para cuidar (vestuário, saúde, etc); um estômago para alimentar; uma personalidade para formar; uma mente para educar e uma pessoa completa para ser conduzida a Cristo, seu Salvador e Senhor.

 

e) ProteçãoÉ responsabilida­de dos pais prover no lar paz, har­monia, sossego, união, proteção e amparo. Ver as lições espirituais de Deuteronômio 22.8.

 

f) AfetoAs relações afetuosas, fraternas e cordiais iniciam-se na família. É nesse ambiente, propí­cio eacolhedor, que a criança re­cebe afeto, cuidado amoroso dos pais e irmãos mais velhos, e apren­de a praticá-lo.

 

A família de Deus

 

Deus valoriza tanto a família que a tomou como exemplo para ilustrar o seu relacionamento com a igreja, como já mostramos na in­trodução desta lição.

 

1. Deus, nosso Pai. Deus é o nosso supremo exemplo quanto ao papel da paternidade. Vejamos algumas de suas características como nosso Pai celestial.

 

a) Pai cuidadoso e provedor que Jamais falhaEle cuida de cada um de seus filhos (Mt 10.31) e de suas necessidades (Mt 6.8). Ele, que já nos deu a suprema dádiva do céu — Jesus, não nos daria também com Ele todas as coisas? (Rm 8.32).

 

b) Pai amorávelNão há maior amor que o de Deus por nós (Jo 3.16; 15.13; 1 Jo 4.10,19; Rm 5.8). Ele é de igual modo compassivo e amoroso para com o filho que erra (Lc 15.20).

 

c) Pai que disciplinaO filho sempre está sujeito à disciplina amorosa de seu pai. A disciplina é um sinal do amor de Deus para com seus filhos, visando seu bene­fício (Hb 12.5ss). Mediante a dis­ciplina, Deus visa nos tornar me­lhores discípulos dEle. Os termos disciplina e discípulo têm sua ori­gem no mesmo radical latino que significa aprender.

 

d) Pai per doadorNão há pas­sagem que ilustre tão bem esta característica quanto a parábola do Filho Pródigo (Lc 15.11-32).

 

e) Pai conciliadorNa mesma parábola do Filho Pródigo, Jesus nos mostra que, muitas vezes, os pais são os apropriados e idôneos mediadores de conflitos na famí­lia (Lc 15.31,32).

 

2. O relacionamento entre os irmãos. Segundo a Bíblia, os filhos de Deus devem sempre se relacionar bem uns com os outros ba­seados no amor. O apóstolo João, em outras palavras, nos diz que Deus não habita naquele que não ama a seu irmão (1 Jo 4.11,20,21; 2.9-11; Jo 13.34), o que evidente­mente não é filho de Deus! "Se ama­mos uns aos outros, Deus continua a habitar em nós, e o seu amor é em nós aperfeiçoado" (Bíblia de Es­tudo Pentecostal).

 

Os crentes devem ser conheci­dos pelo amor que demonstram uns aos outros, pois quando assim fazem, eles imitam a seu Senhor e Mestre (Jo 13.35).

 

O amor de Deus manifesto em nós é um distintivo do cristão que o leva a considerar seus semelhan­tes com estima, respeito, justiça e compaixão. O amor cristão é uma virtude inspirada e exemplificada por Cristo. Este amor permeia todo o evangelho (Jo 3.16; Mt 22.34-40; 1 Tm 1.5; Jo 15.12) e é, em resu­mo, a essência do cristianismo. Ele deve ser real no viver dos crentes para que sua vida espiritual na fa­mília de Deus — a Igreja (Ef 2.19) — seja abundante, abençoada e harmônica.

 

Bons exemplos de família

 

Da Bíblia podemos extrair bons exemplos de famílias, que devem ser imitados:

 

1. Noé. Mesmo idoso, com fi­lhos adultos, Noé ainda liderava sua família e tinha dela o respei­to e a submissão sem qualquer di­ficuldade. Seus filhos deixaram suas atividades e atenderam o chamado do pai (Gn 7.1-7; Hb 11.7). Como se vê, eles eram ca­sados, cada um com sua vida doméstica independente, ainda as­sim, não se recusaram a aceitar os conselhos do pai. O resultado é que esta obediência redundou na benção pessoal da preservação da vida de cada um deles e, mais do que isso, foram instrumentos ex­clusivos de Deus na preservação da espécie humana. Outrossim, Deus os abençoou na companhia de seu pai (Gn 9.1).

 

2. Josué. Em seu último ato público, Josué, como chefe de fa­mília temente a Deus, lançou ao povo um desafio: "Escolhei hoje a quem sirvais" (Js 24.15). Ele já ha­via feito sua escolha, por si e por sua família. Certamente assim procedeu Josué pela fé no Senhor, pois era homem de fé como se vê em Hebreus 11.30. A afirmação pública de Josué autentica sua convicção de que, deixando este mundo, sua família sobreviveria estruturada nos princípios decor­rentes dos valores que ele lhes ha­via passado durante toda a sua vida.

 

3. Filipe. Nas suas incessan­tes lides em prol da causa do Mes­tre, Paulo não iria se hospedar com pessoas cujas vidas não demons­trassem um elevado quilate e ma­turidade espiritual condizente (At 21.8,9). O relato de Atos espelha a boa estrutura espiritual existente na família de Filipe, resultante de um investimento espiritual demorado e contínuo. A princípio, como diácono da igreja em Jerusalém (At 6.5), e mais tarde, como evangelista (At 8.4-40). Filipe, apesar de sua intensa atividade ministerial, não se descuidou do exercíciosacerdo­tal no lar. Por isso, teve a grande satisfação de contemplar suas qua­tro filhas servindo a Deus, sendo portadoras de dons espirituais.

 

Concluindo

 

A Bíblia é clara quando afir­ma que sem Cristo nada podemos fazer (Jo 15.15). Isto também é verdade no relacionamento fami­liar. O Senhor, sendo o centro do lar em tudo, concederá a sua bên­ção no sentido de que cada mem­bro da família dê sua contribui­ção para que o relacionamento cristão ideal seja uma realidade no lar, a fim de honrar o nome do Senhor. A Palavra de Deus é um guia para tudo na nossa vida. É dela que vamos extrair o padrão de comportamento que cada membro da família deve ter, a partir da mais tenra infância. Pro­cedendo assim, a vida de cada um de nós se aproximará bastante do ideal estabelecido por Deus.

 

"O que é família? A família não é um grupo de pessoas rivais, alheias aos interesses uma das ou­tras. Em termos de unidade, é o conjunto de todas as pessoas que vivem sob o mesmo teto, proteção ou dependência do dono da casa ou chefe, que visam ao bem-estar do lar; enfim, que se comunicam, se amam, se ajudam. Essa convi­vência exige o uso e a aplicação de toda a capacidade de viver em con­junto, a bem do perfeito e contí­nuo ajustamento entre seus mem­bros e destes para com Deus. O convívio entre os familiares indi­ca o grau e o nível da relação com o Pai e determina o curso do su­cesso na família... A despeito da desobediência de Adão e Eva,Deus não mudou seu plano quanto à instituição da família, pois era o meio lícito e puro para perpetuar a raça humana em nível de eleva­da moral. Eles foram castigados por sua desobediência, mas antes de expulsá-los do Éden, Deus deu-lhes sinal da sua graça e a promes­sa de redenção: 'E fez o Senhor Deus para Adão e para sua mulher túnicas de peles e os vestiu' (Gn 3.21). Portanto, logo que o primei­ro casal tombou diante do comba­te deSatanás, o Criador manifes­tou a sua bondade em prol da res­tauração da paz e da alegria de suas preciosas criaturas.

 

Deus se interessa pelo bem es­tar e pela salvação de sua família, Ele demonstrou que não deseja vê-la despida das qualidades morais, virtudes de uma sociedade digna do Criador, próspera e feliz. Cui­de de sua família! Lucas, ao encer­rar a genealogia de Jesus, identifi­ca o Mestre com toda a raça hu­mana, dizendo: 'E o mesmo Jesus começava a ser de quase trinta anos, sendo (como se cuidava) fi­lho de José, e José de Eli', e con­clui com: 'E Cainã, de Enos, e Enos, de Sete, e Sete, de Adão, e Adão, de Deus'(Lc 3.23-38).

 

A família foi cri­ada por Deus para cumprir a sua vontade e habitar com Ele na gló­ria eterna: 'Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo, tu e a tua casa' (At 16.31)." (... E Fez Deus a Família, CPAD, págs. 15,16 e 30).

 

Bibliografia Eliezer Lira

 

"Vós, filhos, sede obedientes a vossos pais no Senhor, porque isto é justo" (Ef 6.1 ).

 

O futuro feliz de uma família depende da criação dos filhos des­de pequeninos, no temor ao Se­nhor, segundo a Bíblia.

 

Atualmente as crianças estão expostas a todo tipo de informa­ção contrastante com as Escrituras Sagradas: Programas infantis que não têm nenhum fim educativo e são apresentados por pessoas que não possuem qualquer comprome­timento com Deus e sua Palavra; filmes, músicas e desenhos anima­dos que só estimulam a violência, a sensualidade e a desobediência; e até os brinquedos e as embala­gens de biscoitos e doces estão influenciando-as através de figuras completamente diabólicas. Os pais são os principais agentes educadores da criança, se forem negligen­tes, estarão comprometendo o fu­turo de sua descendência.

 

Educar uma criança não é uma atividade fácil, todavia, extrema­mente recompensadora. É uma grande responsabilidade concedi­da por Deus aos pais, contudo, se Ele nos confiou isso, sabe que pos­suímos a capacidade de cumpri-la plenamente. Os pais têm a obri­gação de preparar os filhos para enfrentarem a vida sozinhos, por isso, precisam aproveitar bem o tempo de convivência entre eles. A criança necessita de conheci­mento secular para desenvolver habilidade crítica, ter maior pos­sibilidade de se tornar bem-sucedida e uma cidadã civilizada e consciente de seus direitos e de­veres. No entanto, o ensino bíbli­co é fundamental para que ela possa construir sua vida sobre o alicerce sólido da Palavra de Deus, e tê-la como parâmetro de condu­ta para si. "Instruir no caminho" implica também estar no mesmo caminho; a criança é observado­ra e está sempre atenta ao com­portamento dos adultos, os quais ensinam muito mais com suas ati­tudes do que por meio de suas palavras. Ela aprende rapidamen­te o que lhe é transmitido, por isso, devemos verificar toda a informação que está lhe sendo legada na escola, na igreja e em casa através dos meios de comunicação e de outras pessoas com as quais ela convive.

 

"Instrui a criança" (Pv 22.6) é um imperativo bíblico. Os pais têm uma oportunidade única, seguidos da igreja, de ensinarem e educarem os pequeninos. A infância(Período de vida que vai do nascimento à adolescência, extremamente dinâmico e rico, no qual o crescimento se faz, simultanea­mente, em todos os domínios, e que, segundo os caracteres anatômicos, fisiológicos e psíquicos, se divide em três estágios: primei­ra infância, de zero a três anos; segunda infân­cia, de três a sete anos; e terceira infância, de sete anos até a puberdade.), a partir do nascimento, é o alicerce da vida inteira que a criança terá. Que alicer­ce ou base as nossas crianças dispõem para a construção do edifício da sua existência? Em duas ocasiões, Jesus dando-nos o exem­plo, priorizou manifesta­mente o aten­dimento das necessidades da criança (Mc 10.14,16). Em João 21.16, Je­sus, depois de haver ressus­citado, ordenou a Pedro: "Apascenta as minhas ove­lhas", isto é, "meus pequeninos" (de acordo com o original). Este pastoreio da criança, visto como priori­dade, só será possível atra­vés do amor de Deus para com elas. O prévio requisito da parte de Deus para os pais é pôr as palavras dEle no coração dos fi­lhos (Dt 11.18). O versículo 19 confirma isso. Os pais cristãos pre­cisam não apenas conhecer a Pa­lavra de Deus, tendo-a na mente, mas também necessitam guardá-la no coração com amor.

 

Pais e filhos

 

1. Ensinando os filhos pelo exemplo (Dt 11.18).

 

O exemplo de amor pela palavra de Deus que os pais demonstram aos filhos — falando dela com amor, lendo-a e ouvindo-a com sede, prazer, aten­ção e reverência — perdurará ne­les por toda a vida, estimulando-os a também amá-la e deste modo serem igualmente abençoados. A Bíblia é a mensagem de Deus para nós, e nos transmite o conhecimen­to e a sabedoria de Deus.

 

2. Ensinando a criança com amor (Dt 11.18).

 

Os termos "co­ração" e "amor" são interligados e semelhantes. O ensino dos pais à criança deve ser de coração para coração, e não simplesmente de ca­beça para cabeça, como se a Pala­vra de Deus fosse uma matéria se­cular — português ou matemática — que aprendemos e depois esque­cemos. O amor à criança precisa ser dosado com firmeza de atitudes para que haja equilíbrio na formação de uma personalidade cristã ideal. Psi­cólogos e pedagogos modernos e dis­tanciados da Palavra de Deus estão propagando que basta cuidar da cri­ança com amor e esquecer da firme­za, correção e disciplina. Eles acham que sabem educar mais do que Deus e afirmam que a correção da crian­ça pelos pais prejudica o desenvol­vimento da sua personalidade. A Bí­blia ensina diferente (Pv 29.15,17). Amor sem disciplina é sentimenta­lismo; torna-se vulnerável e fenece.

 

3. Ensinando pelo falar (D t 11.19).

 

A criança enquanto pequenina vive em casa e nas ime­diações. Vemos aí o lar como a pri­meira escola da criança e os pais como seus primeiros mestres. Os anos da infância passam rápido e os pais precisam de conhecimento, sabedoria e preparo para aprovei­tarem todas as oportunidades e en­sinar a seus filhos o que é necessá­rio. A fala continua sendo o maior meio de comunicação no ensino. Os pais devem utilizá-la bem no lar.

 

4. Ensinando a criança pela visão (Dt 11.20).

 

A escri­ta é um tipo de código visual lingüístico para a comunicação no ensino. Nos primórdios da Lei, a escrita era limitada. A página im­pressa com sua imensa riqueza de imagem visual era desconhecida. O desenho e outras artes similares eram raros e primitivos.

 

Deus ordenou aos pais que es­crevessem a lei divina primeiro em suas casas; mas também disse: "e nas tuas portas", isto é, nos portões das cidades. Naqueles tempos, era um local único de entrada e saída, de atos sociais e legais, e transações comerciais. A lei divina não era somente ensinada em casa — às cri­anças pelos pais — mas também em público, o que incluía os estrangei­ros, nos portões da cidade.

 

5. Os pais ensinando sem­pre aos filhos (Dt 11.19).

 

Noutras palavras, ensinando em todo o tempo; aproveitando todas as oportunidades. Esta mensagem também foi dirigida aos pais concernente aos filhos. Os pais devem estar bem conscientes e apercebidos de que os anos da in­fância não voltam mais. Lembre-se: o que for aprendido nessa fase, durará por toda a vida.

 

Promessas de Deus aos pais

 

Em Deuteronômio 11.21, Deus faz promessas aos pais, porém promessas sob condições evidenciadas nas palavras "para que". São con­dições embutidas na obediência dos pais às instruções dadas nos versículos anteriores (vv. 18-20).

 

1. A condição da doutri­na do Senhor (vv. 18-20).

 

A doutrina conhecida e semeada na mente dos pequeninos, com amor e perseverança, e exemplificada na vida dos pais.

 

2. Vida longa para todos da família (v. 21a). O sentido do vocábulo "filhos" nesta passa­gem vai além dos membros atuais da família, e inclui os demais des­cendentes. Uma cena dolorosa e difícil na família é quando a morte ceifa a vida de alguém, e pior ain­da quando isso acontece prematu­ra e inesperadamente. No entanto, temos neste verso uma promessa de vida longa, dada por Deus, rela­cionada à sua Palavra.

 

3. Bênçãos dos céus pela Palavra (v. 21b).

 

Bênçãos não apenas terrenas, seculares, materi­ais, mas também bênçãos que co­municam as maravilhas dos altos céus. É, pois, compensador lidar com a Palavra de Deus a partir do lar. Isso redunda em bênçãos a cur­to, a médio e a longo prazo.

 

Ensinando no lar pela disciplina

 

No grandioso e celebrado texto de Provérbios 22.6, um dos sentidos no original da expressão — "instrui o menino" — é treinamento prático, metódico, seguido e crescente, como o de uma tropa militar. A palavra "disciplina" é de raiz latina e quer dizer "ensinar". O dicionário define que disciplinar é controlar a vonta­de; é moldar o "eu"; é ensinar a obedecer conscientemente, para os de­vidos fins. O termo "discípulo" (que vem do mesmo vocábulo latino) quer dizer "aprendiz", "aluno". Disciplinar a criança não é primeira­mente castigá-la por algum moti­vo, mas ensinar-lhe algo metódica e gradualmente; inclusive a cuidar da sua formação e conservação de bons hábitos. Amar os filhos sem discipliná-los é sentimentalis­mo aliado à igno­rância dos pais e não amor real, pois quem ama sinceramente não despreza a disciplina. Por outro lado, disciplinar os filhos sem amá-los de verdade é tirania, prepotência e ig­norância. Todos os pais devem es­tudar na Bíblia o ensino da cri­ança pela disciplina e também a puericultura(Conjunto de técnicas empregadas para assegu­rar o perfeito desenvolvi­mento físico, mental e moral da criança, desde o período da gestação.) de base cristã.

 

O efeito do ensino da palavra de Deus

 

No final do último livro da Lei — Deuteronômio — o ensino aos filhos é reiterado (31.12,13).

 

1. No versículo 12, vemos o ensino coletivo, conjunto, público da criança.

 

Não é uma idéia, sugestão ou pedido. É um im­perativo divino. Se os pais muito cedo não instilarem o ensino da lei divina na alma da criancinha, o mundo ímpio logo o fará com os nu­merosos e atraentes recursos da mídia, tendo o Diabo, "o príncipe deste mundo", ocultamente como mentor.

 

2. No versículo 12, perce­bemos que a Palavra ouvida e vista ainda é o mais efici­ente canal de aprendizado.

 

Nem sempre os meios visuais estão disponíveis por serem dependentes de outros recursos materiais, mas o canal da fala é universal e sem­pre presente em qualquer lugar.

 

3. O temor de Deus não é só comunicado pelo efeito da Palavra;

 

é também aprendido através do ensino ministrado com oração e a graça do Senhor (v. 12).

 

4. O temor a Deus e a obe­diência à Palavra (vv. 12,13).

 

A obediência à Palavra é uma con­seqüência do temor a Deus. O povo desobedece aos ensinos da Bíblia por falta desse temor. Muitos ale­gam ignorância, mas isso é hipo­crisia, porque o temor ao Senhor dá-nos sabedoria (Jó28.28) e faz-nos obedientes (Ne 5.15).

 

A criança no enfoque geral

 

1. A formação da perso­nalidade na criança é quá­drupla.

 

a) Formação cristã. Concerne à doutrina cristã (Ef 6.4);

b) Formação social. Concerne à disciplina cristã;

c) Formação moral. Concerne ao caráter cristão;

d) Formação intelectual. Con­cerne à escolarização.

 

2. A mãe e a criança.

 

É a mãe quem mais influi na formação do caráter dos filhos; por ficar mais tempo com eles e conseqüen­temente cuidar deles.

 

3. Jesus e a criança.

 

a) Jesus veio ao mundo como criança (isso dignifica-a);

b) Jesus e seu exemplo de obe­diência aos pais (Lc 2.41,51);

c) Jesus destacou publicamen­te a criança (Mc 9.36; 10.13-16; Mt 18.2,10).

 

4. A igreja e a criança.

 

Se a igreja (além do lar) não cuidar da criança hoje, para ensinar-lhe as bênçãos que o Senhor tem para dar-nos, amanhã a igreja não terá adolescentes, jovens, nem adultos para executar a sua missão. Não podemos esperar para colher frutos de plan­tas de que não cuidamos (Pv 28.19). A ordem de Jesus para a igreja é "apascenta os meus cordeirinhos" (Jo 21.16 — literalmente).

 

Concluindo

 

O dever essencial dos filhos é obedecer aos pais "no Senhor". Não à moda dos pais, mas segundo o ensino do Senhor nas Escrituras. (Ler Efésios 6.23 e Colossenses 3.20.) Obedecer não é uma opção dos fi­lhos; é uma ordem de Deus. Muitos filhos hoje sofrem, inclusive de maneira misteriosa e inexplicável, por ter quebrado esse preceito di­vino (Êx 20.12). A má sementeira da desobediência e rebeldia dos filhos trará logo mais a sua colhei­ta de males (Gl 6.7).

 

"A habilidade de ler é essencial ao aprendizado e um importante ingrediente para uma vida de su­cesso. Desse modo, para alcançar­mos a vontade de Deus e sermos bem-sucedidos precisamos obede­cer-lhe através da leitura da Bíblia. Como pais cristãos, nosso principal objetivo é treinar nossos filhos e de­senvolver-lhe esta capacidade.

 

A Bíblia nos instrui repetida­mente a lê-la, enfatizando o valor da leitura: 'Bem-aventurado aquele que lê, e os que ouvem as palavras desta profecia (Ap 1.3). 'E leram o livro, na lei de Deus, e declaran­do e explicando o sentido, faziam que, lendo, se entendesse' (Ne 8.8).

 

Várias questões vêm à tona quando discutimos a importância da leitura. Em primeiro lugar, nossos filhos estão aptos a ler bem? Será que estamos alertas para os chocantes índices de ig­norância entre os adultos, resul­tado das inabilidades de leituras desenvolvidas na escola?

Para que nossos filhos sejam bem-sucedidos em cada área de suas vidas, eles precisam ser hábeis leitores. Apenas uma peque­na porcentagem de estudantes em qualquer nível escolar americano — entre dois a quatro por cento — lê em nível "avançado". Esta habi­lidade é vital tanto para o estudo das Escrituras, bem como para o sucesso em qualquer tipo de tra­balho especializado, segurança ou informação do cidadão que deseja verdadeiramente viver uma vida de qualidade. A leitura é importan­te para o aprendizado, entreteni­mento e funções básicas de atua­ção social.

 

Bibliografia E. Lira

 

Os filhos mudam, e os pais? Base Lc 15.11-14,18,20-23

 

"Instruindo com mansidão os que resistem, a ver se porventura Deus lhes dará arrependimento". 2 Tm 2.25ª

 

A adolescência é uma fase difícil tanto para o indivíduo que a está enfrentando como para quem lida com ele.

 

Pensando em ajudar de alguma forma os pais desses adolescentes é que colocamos esta lição como um brado de alerta.

 

Devido às circunstâncias da vida atual, os pais deixam seus filhos por conta de outras pessoas ou por sua própria conta, o que vem causando sérios problemas.

 

Vamos pensar um pouco mais em nossos filhos adolescentes. Eles precisam de ajuda.

 

1. Conhecendo o filho adolescente

 

Há bem pouco tempo foi feita uma pesquisa nos USA, cujo campo de observação foi um certo número de adolescentes cristãos.

 

A pesquisa visava a apontar quais as necessidades mais reveladas por eles.

 

A grande maioria queixou-se da indiferença dos pais. E um bom número deles chegou a declarar: "Meus pais não sabem quem sou porque não tiveram tempo para me descobrir".

 

É muito séria tal declaração, por­que vem de indivíduos que estão numa idade difícil e precisam de alguém que os ajude a tomar sérias decisões.

 

1.1. Características do adolescente

 

Etimologicamente a palavra ado­lescência vem do latim adolescere, cujo significado é crescer ou desen­volver-seaté a maturidade.

 

A adolescência é uma fase de tran­sição em que o indivíduo passa por profundas mudanças.

 

Eles já não são mais crianças, mas também ainda não são adultos. Suas emoções infantis ainda perduram por um bom tempo.

 

Psicologicamente, a adolescência é um período de definição da identidade do EU, o que traz muitos con­flitos para o indivíduo.

 

É comum nessa idade um desequi­líbrio emocional. Num momento, são agressivos e, no momento seguin­te,poderão estar amuados sem que­rer conversar.

 

São capazes de rejeitar e odiar a pessoa que, há poucos dias, amavam apaixonadamente.

 

Quando estão sozinhos, são com­portados e até atenciosos, mas em grupo são capazes de aprontar muita coisa.

 

Há também um desenvolvimento físico muito rápido. As meninas tomam formas acentuadas: bustos cres­cidos, cintura fina, quadris largos. Nos meninos começa a despontar a bar­ba, a voz fica irregular até engrossar, e há uma intensa atividade hormonal.

 

O desenvolvimento intelectual também é bastante acelerado. O ape­tite cresce. São desajeitados e esbar­ram em tudo por não terem noção do seu rápido crescimento.

 

1.2. O que os pais precisam saber

 

É evidente que os pais têm muitas informações sobre adolescência.

 

Mas parece que existe uma certa expectativa negativa sobre como encarar a adolescência do nosso pró­prio filho.

 

Talvez um medo de suas atitudes agressivas, de seu comportamento nada ético, a rebeldia, as companhias, o namoro precoce. Tudo isso é deveras assustador. O medo de errar leva alguns pais a deixarem o tempo correr: "quem sabe, as coisas melho­ram, essa fase passa, e ele se torna adulto".

 

É necessário que os pais se cons­cientizem de que seus filhos estão passando por problemas sérios e pre­cisam da sua ajuda, pois são as pes­soas referenciais para eles.

 

Na verdade a relação entre pai e filho adolescente faz parte de um processo que teve início quando ele ain­da era um bebê.

 

Tal relacionamento é a continui­dade daquilo que iniciou no princí­pio da vida da criança quando os pais começam a determinar limites, ensi­nar o que é certo e o que é errado, quando o filho aprende a ouvir um NÃO e compreende que é para o seu bem.

 

Quando chegar a adolescência, ele certamente aceitará qualquer tipo de controle vindo dos pais.

 

O mais acertado é que se tenha um modelo educacional bem determinado desde a infância, assim haverá uma ten­dência positiva para que as dificuldades e os problemas sejam sanados. Como já existe um relacionamento sadio en­tre pai e filho, isso traz segurança e confiança para o adolescente.

 

1.3. Os três grandes problemas

 

Qual dos pais não passou pela adolescência? E óbvio que todos passaram e, como seus filhos, enfrenta­ram conflitos consigo mesmos.

 

Alguns deles levados para a idade adulta sem terem sido solucionados por falta de quem os orientasse.

 

Com tal experiência é que os pais devem ajudar seus filhos a fim de que não aconteça o mesmo com eles.

 

Os problemas são sempre os mes­mos. Eles se repetem a cada geração, é claro que com marcantes diferenças.

 

1.3.1. A questão do SER

 

Quem sou? Esta é uma das inda­gações que insiste na mente do adolescente.

 

Num momento, é tratado como criança; não deve participar das conversas dos adultos e muito menos imitá-los. No próximo momento, é considerado adulto e repreendido porque, brincando com o irmãozinho menor, quebrou o carrinho deste.

 

As mudanças acontecem uma após outra sem que o adolescente se dê conta do que está acontecendo de fato.

 

É tudo muito rápido e muito con­fuso.

 

Em tal situação tenta desenvolver a sua própria identidade para se tornar pessoa distinta de seus pais.

 

A busca da identidade perdura atra­vés das constantes interrogações: quem sou eu? qual o sentido da minha vida? qual o meu futuro?

 

Na necessidade de adquirir uma identidade pode ocorrer o caso de que

ele sinta que é melhor ter uma iden­tidade negativa, como por exemplo ser alguém agressivo, antipático, a não ser nada.

 

Este é o momento certo de ajudar o adolescente a confiar nas promessas do Senhor (Is 41.10; Hb 13.6).

 

1.3.2. A questão do TER

 

Muitos adolescentes não se con­tentam com aquilo que possuem.

 

Ter para eles é mais importante do que ser.

 

Alguns pais, principalmente aque­les que possuem um poder aquisitivo razoável, tendem a satisfazer todas as necessidades do filho, pensando que, dessa forma, conseguirão evitar frus­trações.

 

As crianças crescem habituadas a possuir tudo o que desejam no momento em que exigem. Mas, mesmo assim, o adolescente sente-se frus­trado porque sempre almeja algo mais. Falta-lhe alguma coisa mais importante do que os bens materiais.

 

E hora de ensinar-lhe que a me­lhor aquisição que pode fazer é a de possuir o amor de Jesus em seu co­ração, porque é Ele quem satisfaz de fato todas as nossas necessidades (Ef 3.19; Mt 6.33).

 

Acontece, também, o adolescen­te ficar frustrado porque não possui tudo aquilo que deseja.

 

O importante, nesse caso, é que os pais conversem, sem reservas, sobre a realidade da vida, que nem tudo o que queremos adquirimos de pronto.

 

O esforço, o trabalho e a confian­ça em Jesus, certamente, nos levarão à realização de sonhos e à conquista daquilo que se deseja.

 

1.3.3. A questão de PERTENCER

 

A necessidade de "pertencer" é muito aguçada no adolescente.

 

A prova disso é que fora de casa, ele faz parte de grupos, em que se reconhece: "minha cara", "minha praia" etc.

 

Não se omita nessa hora, exerça a sua função de pai com a autoridade que o Senhor tem lhe concedido, sem brigas, nem agressões, mas com fir­meza (Ef 6.4).

 

Quando perceber que seu filho está envolvido com más companhias ou com grupos que você não conhe­ce, tenha coragem de admoestá-lo.

 

Tudo começa de maneira simples. Depois, vêm os programas, seu filho é pressionado pelos demais para ex­perimentar uma bebida, uma dose, de repente começa a chegar tarde em casa em conseqüência dos programas, daqui a pouco aparecem viagens de fim de semana. Se você tentar proibir alguma coisa, a reação é vio­lenta e, como pai cristão, você se vê em situação desesperadora.

 

Não deixe que o mal prevaleça.

 

Acompanhe seu filho para a igre­ja. Faça programações para estarem juntos; incentive-o a participar das atividades da sua classe da EBD e do Departamento de Adolescentes. As­sim, ele sentirá que "pertence" a um grupo que, de fato, transmite coisas boas para a sua vida.

 

2. Considerações importantes

 

Deve-se levar em consideração alguns aspectos da vida do adolescen­te para que os pais cristãos compre­endam o valor da sua tarefa no que diz respeito à educação dos filhos.

 

2.1. Uma viagem de auto-descobertas

 

O adolescente encontra-se como que caminhando às apalpadelas, tropeçando aqui e ali para chegar ao co­nhecimento de si próprio.

 

2.1.1. Pressão em família

 

Nessa caminhada, ele encontra fortes pressões. A começar pelos pais e, às vezes, até por outros membros da família. São críticas constantes, nada ele faz certo, é preguiçoso, por­que não arruma a cama, porque não ora três vezes por dia, porque fala demais ou de menos. Isso gera um complexo de culpa enorme, que ini­be o adolescente de manter uma comunicação aberta, clara e constante com os demais.

 

2.1.2. Pressão social

 

Ao lado da pressão interna, vem a pressão externa.

 

Aquele sério conflito: ser igual ou ser diferente? Deixar de ser igual é renunciar ao grupo. É preciso que o adolescente tenha base bíblica para não aceitar as ofertas oferecidas e manter-se fiel a Jesus (Rm 12.2).

 

2.1.3. Perspectiva de vida

 

O adolescente passa boa parte do tempo ouvindo palavras desestimuladoras. Seja através da TV, de jornais ou de conversas em família. O pessimismo é o tom do assunto: nada vai dar certo, tudo vai de mal a pior, não tem mais jei­to para ninguém, é só roubo, morte, agressão, crime, imoralidade, o gover­no não faz mais nada etc.

 

Além disso, ainda escuta aqueles "ilustres" chavões que servem para baixar a auto-estima do adolescente: "Você não vai dar para nada"; "estou gastando meu dinheiro à toa"; "pra burro, só faltam as orelhas e a cau­da"; "é tempo perdido para você". Palavras e mais palavras de derrota, de desânimo, de maldição, em lugar de estímulo, ânimo, encorajamento.

 

2.1.4. Ansiedade

 

A ansiedade é outro sério proble­ma que aflige o adolescente.

 

Ele quer chegar ao nível de perfei­ção exigido por seus pais, mas sente-se culpado por não poder alcançá-lo. Não encontra ajuda para responder aos an­seios e as expectativas a seu respeito.

 

O pessimismo, as ameaças, as crí­ticas constantes, as comparações, tudo isso traz uma enorme ansiedade que se torna uma angústia tão forte que é capaz de levar o adolescente ao suicídio.

 

2.1.5. À procura de identificação

 

A busca de identificação é outro problema angustiante.

 

O adolescente procura um herói em quem possa mirar-se e ter como seu exemplo. Por isso, observa e tira suas conclusões a respeito das pes­soas. Quem deveria ser o seu herói? A quem deveria imitar tomando como exemplo? Seria, sem dúvida, o pai. Mas, nem sempre isso acontece. Muitos pais se encontram ausentes a maior parte do tempo. Outros ado­lescentes são filhos de mãe solteira e, às vezes, nem conhecem o pai.

 

Então, o adolescente vai em busca de alguém que seja forte, poderoso, que tenha domínio. Esse alguém podeser um herói da televisão, um jogador de futebol bem-sucedido, um amigo que se apresenta como líder ou mesmo um herói virtual que ele encontrou durante seus passeios pela internet.

 

A melhor pessoa, amais indicada para o adolescente se identificar e ter como seu herói, é o seu próprio pai.

 

Principalmente o pai cristão por ser um imitador de Cristo com quem se identifica (Ef 5.1,2).

 

2.2. Tipos de pais

 

Dentre muitos tipos de pais que exis­tem, serão mencionados apenas quatro que certamente darão a idéia necessá­ria daquilo que se quer explicar.

 

2.2.1. O pai omisso

 

Baixo em amor versus baixo em disciplina.

 

Ele está sempre ocupado para ter tempo de envolver-se com os problemas do filho. Confia que o filho é capaz de resolver suas dificuldades sozinho, pois já é um "homem".

 

Por outro lado, tem a mãe que deve se ocupar em alguma coisa. E essa alguma coisa deve ser a educação dos filhos.

 

2.2.2. O pai autoritário

 

Baixo em amor versus alto em dis­ciplina.

 

E o tipo que não dá oportunidade de diálogo aos filhos. Ele é quem manda, quem fala, quem dita as ordens.

 

O "NÃO" está sempre presente em suas atitudes porque tudo é feio, tudo é pecado, tudo compromete o seu amor próprio. Ele manda e todos obedecem.

 

2.2.3. O pai permissivo

 

Alto em amor versus baixo em dis­ciplina.

 

Oferece muito carinho, presentes e vantagens. Acha que tudo é natural, tudo faz parte da vida. Essa é a idade de o filho aproveitar a vida, já que ele não teve esse privilégio. Por isso, permite ao filho praticar toda sorte de atitude.

 

Pensa em compensar os filhos com aquilo que não teve em sua adolescência.

 

2.2.4. O pai ideal

 

Alto em amor versus alto em dis­ciplina.

 

Esse tipo sabe dosar as coisas.

 

Oferece carinho, compreensão, dá oportunidade para o diálogo, o questionamento; abre mão daquilo que sabe que não é prejudicial, mas também exige a obediência aos limi­tes. É coerente, entende as necessidades do filhomas também sabe dizer o "NÃO" quando necessita.

 

Esse é o tipo de pai que todo filho deveria ter.

 

3.1 O que os filhos adolescentes dizem precisar dos pais

 

Na pesquisa anteriormente citada, os adolescentes ouvidos expressaram suas principais necessidades e o que esperam receber dos seus pais.

 

3.1. Relação de afeto

 

Eles desejam ver boa relação de afeto entre os pais. Demonstram a necessidade de presenciar amor en­tre eles, como modelo de identificação.

 

3.2. Cultivo do bom relacionamento

 

Deve-se começar por uma comu­nicação franca, descontraída, sem cobranças constantes, compartilhan­do os sentimentos, os projetos, os assuntos que se relacionam à famí­lia, planejando momentos de lazer para estarem juntos, sentindo satis­fação na companhia um do outro.

 

3.2.1. Precisam ser ouvidos

 

Muitos pais não dão a mínima atenção ao que o filho lhe quer dizer. Quando muito, ouvem apenas as pa­lavrasmas ignoram a mensagem ne­las contida. É demonstração de confiança levar os seus problemas a sério e procurar ajudá-lo a resolvê-los.

 

Muitos pais, quando chegam a dar atenção às palavras dos filhos, já é tarde demais. O mal já aconteceu.

 

3.3. Amor incondicional

 

Demonstre amor sem barreiras, aceitação irrestrita, sem cobranças exageradas ou mesmo indevidas.

 

Faça elogios merecidos, dê a de­vida importância a fim de que o adolescente sinta que, de fato, pertence àquele grupo familiar.

 

Não traga à tona, a todo momen­to, os erros praticados; mas perdoe-o e ajude-o a ocupar o lugar de filho.

 

O caso do pai do filho pródigo é um exemplo para os pais da atualidade (Lc 15.22-24).

 

3.4. Responsabilidade dos pais

 

A educação do indivíduo é respon­sabilidade dos pais. Isso não pode ser deixado de lado nem a cargo de ter­ceiros.

 

A negligência traz prejuízos sem precedentes.

 

É fato que existem as instituições que auxiliam na educação como a igreja, a escola etc. Porém, a respon­sabilidade foi dada aos pais (Pv 22.6).

 

Existem outras fontes que influ­enciam na educação do adolescente como filmes eróticos, filmes agres­sivos e de terror, revistas pornográficas, certos programas de TV etc. Tudo isso traz uma certa parcela de conhecimento que, se não houver uma base bíblica para contraditar, pro­porcionará muito prejuízo para o ado­lescente, que recebe tais informações constantemente.

 

A palavra para os pais é: COM­PREENSÃO, LIBERDADE PARA PENSAR E MENSAGEM DE AFETO.

 

Seu filho adolescente está em fase de mudança.

 

Não deixe que alguém adote seu filho. Quer seja um amigo, a TV com seus programas agressi­vos, ou mesmo um herói virtual.

 

Você tem o Espírito Santo, é um cristão e, com certeza, tem tudo aquilo de que seu filho pre­cisa para aprender a ser um bom cristão e, conseqüentemente, um homem de bem ou uma mulher virtuosa. 

 

Bibliografia A. L. Malafaia

 

Salmo Cento e Vinte e Oito

 

 

 

Este é um salmo de sabedoria, cuja mensagem central é que o homem que se devota a Yahweh terá numerosa e próspera família como recompensa. Este salmo é como uma sequência ao Salmo 127, também um salmo de sabedoria e também um salmo sobre a família. Talvez editores posteriores tenham adicionado este salmo e o anterior a um grupo de Cânticos de Romagens porque eles declaram a prosperidade e a felicidade de grupos familiares na restaurada cidade de Jerusalém, terminado o cativeiro babilônico. O Senhor era a sentinela da cidade restaurada, conforme se aprende em Sl 127.1, e também quem abenço­ava as famílias que ali residiam. Esse raciocínio parece bastante remoto, mas talvez seja isso o que inspirou os compiladores quando eles produziram o conjun­to dos quinze salmos (Os Salmos 120 a 134 — quinze salmos — são chamados de Cânticos das Romagens {ou Cânticos dos Degraus ou Cânticos do Peregrino}). O certo é que, historicamente falando, esses salmos origi­nalmente não formavam um grupo distintivo. São bastante heterogêneos, contan­do com alguns salmos que pertencem mais à classe dos cânticos do peregrino, outros que falam de Judá no cativeiro na Babilônia, e outros que falam da volta do remanescente do cativeiro, além de haver salmos de sabedoria que, provavel­mente, não têm nenhuma conexão real e histórica com os demais.

 

 

 

homem bom terá numerosa posteridade (vs. 6) e será recompensado por seu temor a Yahweh (vs. 4). Em outras palavras, sua posteridade será elevada, o que, em sua essência, é aquilo que é o temor de Deus, no Antigo Testamento.

 

 

 

Outros salmos de sabedoria são os de número 1, 49, 73 e 113 (além dos de número 127 e 128).

 

 

 

Bem-aventurado o Lar onde Deus é Temido (128.1-6)

 

 

 

Desfrutando os Frutos do Próprio Labor (128.1-2)

 

 

 

128.1 Bem-aventurado aquele que teme ao Senhor. temor do Senhor é a nota-chave deste salmo e um dos principais temas do saltério. É um conceito bastante complexo, pelo que recomendo ao leitor examinar Sl 119.38. O ensino inclui o temor literal, conforme encontramos em Sl 119.120. Mas em sua essência signi­fica algo como a espiritualidade, segundo as bases do Antigo Testamento, junta­mente com a obediência à lei, em suas demandas morais, cerimoniais e rituais, pois as questões cerimoniais e rituais, para a mente dos hebreus, faziam parte das questões morais. Naturalmente, o espantoso Yahweh era literalmente temido, mas isso era apenas parte do todo, e não a questão inteira.

 

 

 

Seja como for, aquele que teme a Yahweh é que será o homem feliz, porquanto receberá toda espécie de recompensa por sua piedade. Ele caminhará ao longo de seus caminhos, ou seja, os caminhos da lei mosaica, o manual de fé e conduta para os hebreus.

 

 

 

Quanto aos caminhos de Yahweh, ver também Sl 1.1 e 37.5. O Salmo 119 conta com catorze refe­rências ao caminho da lei ou aos caminhos errôneos. Quanto a alguns exemplos, ver Sl 119.1,9,14,27,29,30,32,33, 37,101,104 e 128. Os termos bendito e cami­nhos são vocábulos favoritos nos salmos de sabedoria.

 

 

 

Este versículo tem sido espiritualizado para que se refira ao caminho do Novo Testamento de Cristo e sua bem-aventurança, que conduz à vida eterna.

 

 

 

128.2 Do trabalho de tuas mãos comerás. O bom marido estava tentando criar uma família feliz. Ele contava com a cooperação de seus familiares (vs. 3). Preci­sava trabalhar para sustentar sua família, mas o fazia com a segurança, por causa de sua piedade, de que obteria sucesso em seu trabalho. Ele comeria do fruto de seus labores. Seu trabalho seria produtivo e produziria resultados próspe­ros. Esse é um homem feliz, e tudo vai bem com ele. Quando as tragédias nos ferem e parecem anular toda essa fotografia otimista, temos de depender da fé. Há enigmas no trato de Deus com os homens, e existem os golpes do caos, contra os quais devemos orar todos os dias. Portanto, o homem bom nem sempre está no meio da abundância e da felicidade, por causa de suas circunstâncias físicas. Seja como for, em última análise temos de retornar às questões da alma, de sua vida, da sobrevivência e da participação na felicidade celeste, que garan­tem o cumprimento das promessas divinas.

 

 

 

As passagens do Antigo Testamento que prometem a felicidade e a prosperi­dade para os bons indivíduos (que temem a Deus) são agradáveis de ler, embora tenhamos de pensar nas exceções. Para garantir a validade dessas promessas, é preciso fazer a alma entrar no quadro, o que os escritores hebraicos daqueles tempos primitivos não fizeram, pelo menos em sua maior parte.

 

 

 

Os hebreus, no período mais antigo da história, eram nômades. Então se estabeleceram em comunidades e se ocuparam da agricultura. Mas a agricultura era uma atividade precária que com frequência deixava as pessoas famintas. Inimigos devoravam as plantações (Dt 28.30; Lv 26.16). A seca podia destruir o labor de uma estação inteira. Portanto, para manter os males afastados, um israelita precisava ser um homem bom, porque tais males eram considerados castigos divinos.

 

 

 

Prosperidade, um Teste da Bondade (128.3-4)

 

 

 

128.3 Tua esposa, no interior da tua casa. homem bom seria como uma esposa fértil, e o resultado seriamuitos filhos que medravam por toda parte, como se fossem oliveiras. Isso faria parte das atividades agrícolas de um homem. Sua fazenda, dentro do lar, seria uma vida abundante e próspera, como sua plantação no campo. Nos campos, tal homem veria muitas oliveiras e videiras e, em sua casa, contaria como muitas “oliveiras”. Ambas as plantas seriam resultado natural de sua bondade e temor a Yahweh (vs. 1). Ele seria um homem abençoado por boas colheitas, no campo e no lar. Quando a família se sentava para as refeições,haveria muitos brotos crescendo em redor da mesa, oliveiras jovens, saudáveis e entusiasmadas, crescendo em abundância, em saúde e alegria.

 

 

 

“A vinha e a oliveira, na poesia hebraica, eram símbolos frequentes de frutificação e de um estado feliz e florescente. Ver Sl 52.8; Jr 11.16. A compa­ração entre as crianças e os brotos jovens e saudáveis de uma árvore, natural­mente, é comum a toda poesia, sendo, de fato, latente em expressões como ‘o descendente de uma casa nobre'. Cf. a obra de Eurípedes, Media, 1.098, um doce e jovem rebento de crianças” (Ellicott, in ioc.).

 

 

 

O poeta nos dizia que Yahweh recompensa o homem bom com a herança (127.3) de uma boa família, e umaboa família significava uma família com muitos filhos. Essa era a atitude da época. Atualmente, uma família de quatro membros (dois filhos) é considerada o ideal neste mundo superpopuloso e empobrecido.

 

 

 

Videira frutífera... rebentos de oliveira. Note o leitor que a boa esposa seria como uma videira e, por implicação, teria muitos filhos, que seriam compara­dos com cachos de uvas. As crianças também são comparadas a oliveiras saudá­veis. Dessa maneira, dois principais produtos agrícolas são referidos neste salmo. Fazer da mulher uma videira e de seus filhos, oliveiras é uma incongruência agrícola, mas o autor sagrado não estava preocupado em produzir metáforas correspondentes.

 

 

 

128.4 Eis como será abençoado o homem que teme ao Senhor! Temos aqui a conclusão do minúsculo parágrafo que trata da posteridade como uma prova de bondade. O poeta afirmou essa ideia como um Eis como será abençoado o homem que teme ao Senhor. O homem verdadeiramente espiritual prosperará tanto em seu lar como no local de trabalho. A declaração moderna de que “Ne­nhum sucesso no mundo pode compensar o fracasso no lar'’ seria apreciada pelo salmista. Ele vinculava de perto o sucesso no campo com o sucesso no lar, e pôs as duas coisas em um único pacote. O poeta dizia que o homem que teme a Deus teria um grande galardão, o que significa que qualquer esforço para garantir tal resultado valeria a pena.

 

 

 

Eis como será. O autor sagrado nos convida a dar uma espiada no belo quadro por ele pintado, a fim de tirarmos proveito da cena. “Ele nos chama a atenção, porque somos pobres observadores dos caminhos retos e graciosos de Deus!” (Fausset, in Ioc.).

 

 

 

Os que procuram vincular este salmo aos peregrinos lembram como famílias inteiras se reuniam para a celebração das festividades anuais, embora somente os indivíduos do sexo masculino fossem obrigados a comparecer (ver Dt 16.16,17), mas isso é uma evidência fraca.

 

 

 

A Prosperidade de Jerusalém (128.5-6)

 

 

 

128.5 O Senhor te abençoe desde Sião. Em adição à sua própria felicidade pessoal, o homem de boa família também receberia a bênção de Yahweh, proveniente de Sião. Jerusalém seria uma cidade próspera, e ele veria isso com seus próprios olhos e assim receberia bênção sobre bênção. Um hebreu piedo­so não seria plenamente abençoado enquanto não visse que a capital de sua nação estava em paz, com o templo funcionando, e as coisas em ordem, no culto ali celebrado. Esta porção do salmo pode sugerir que ele era usado em algumas espécies de reuniões religiosas, mesmo que não fosse usado na liturgia do templo. Cf. Sl 20.2, que tem algo similar. Jerusalém era o centro de cada fato da vida, pelo que sua prosperidade era essencial à prosperidade coletiva e pessoal. 

 

128.6 Verás os filhos de teus filhos. O homem que fosse progenitor de uma boa família veria sua posteridade com os próprios olhos, o que, conforme este versículo, incluiria pelo menos os netos. Assim sendo, ele teria uma vida longa, o que a lei prometia aos judeus piedosos, e caracterizada pela prosperidade. Ver como a lei promete vida longa e prosperidade ao povo de Israel, em Dt 54.1; 5.33; 6.2 e Ez 20.1. 

 

Paz sobre Israel! Ver a invocação em sete aspectos da paz que começa e termina com Jerusalém, em Sl 122.6-8. Ver também Sl 29.11; 125.5; 131.3 e Gl 6.16. Salomão, aproveitando-se de seu reinado de paz, levou Israel à sua época áurea. Com invasores estrangeiros a assediar a cidade, ou enfrentando sedições promovidas dentro da nação de Israel, por parte de homens traiçoeiros, Jerusalém dificilmente encontraria paz e prosperidade. 

 

Este versículo tem sido cristianizado para falar da paz evangélica com Deus, através da missão de Jesus Cristo. 

Bibliografia R. N. Champlin.coment. do novo testamento,2000

 

 

 

A motivação e a origem das leis contra a família cristã

 

 

As leis não são apenas preventivas, mas, reparativas. Elas nascem em função dos resultados de uma práti­ca ou da repetição de determinado comportamento soci­al. Por isto Satanás provoca os homens a adotarem mo­dos de vida cujas conseqüên­cias possam gerar leis contrá­rias ao reino de Deus. É o que estudaremos nesta lição.

 

1.      Como nascem as leis

 

Os exemplos abaixo mostram como nasceram leis benéficas, mas que, de alguma forma, atentam contra uma ins­tituição divina: A família.

 

Devemos estar atentos às práticas in­dividuais e aos comportamentos sociais que fogem da normalidade e / ou da na­turalidade. As conseqüências deles po­dem gerar estatutos jurídicos e, estes tra­zerem em seu corpo brechas e expressões que poderão ser usadas como instrumentos contra a Lei de Deus e as instituições divinas. Tais práticas e comportamen­tos serão desestimulados se, de nenhu­ma maneira, a Igreja compactuar com eles, seja por ação, ou omissão, ou con­sentimento. Não é a Igreja sal da Terra e luz do mundo? Pode a carne devidamen­te salgada corromper-se, ou pode a escuridão penetrar ou permanecer em um ambiente no qual se acendeu uma luz?

 

1.1.      Leis contra a família

 

Jesus disse que por causa da dureza dos maridos contra as esposas, Moisés instituiu o divórcio e criou o documento que garantia à mulher rejeitada o direi­to de se casar de novo sem incorrer em adultério (Mt 19.6,7). Por razões semelhantes, nosso Código Civil estabelece regras claras para o desenlace matrimo­nial e facilita adissolvição da família, criada e instituída pelo próprio Deus.

 

O divórcio, que outrora era concedi­do por razões bem restritas como adultério, por exemplo, permitia ao divorci­ado contrair núpcias mais uma vez, ba­nalizou-se. Atualmente, em muitos paí­ses não há restrições e nem limites le­gais para divórcios e novos casamen­tos. No Brasil, basta apenas que um dos cônjuges não queira mais manter a união e, se o casal que quiser se divorci­ar não possuir dependentes, sequer pre­cisa comparecer diante de um Juiz da Vara da Família, pois em 04 de janeiro de 2007, foi promulgada a Lei 11.441 que autoriza que separações consensu­ais de casais sem filhos menores ou in­capazes seja homologada mediante es­critura pública lavrada perante um ta­belião competente. Desta forma, desfaz-se o vínculo estabelecido por Deus e que só poderia ser rompido pela morte de um dos cônjuges (Rm 7.2). Nenhuma ação contra a instituição familiar é mais poderosa e eficaz do que aquela que confunde os papéis dos seus mem­bros e deixa a família sem um referencial de autoridade e liderança.

 

1.2.   Sexo livre e infidelidade conjugal

 

A chamada revolução sexual dos anos 60 aumentou assustadoramente o número de filhos nascidos fora do casamento ou de relações extraconjugais. Isto criou graves problemas sociais que fizeram nascer o estatuto jurídico que equipara o direito dos fi­lhos havidos fora do casamento com os dos nascidos dentro dele. Este es­tatuto é benéfico, pois protege os fi­lhos nascidos de qualquer modalida­de de relação, mas de certa forma, desprotege e banaliza a instituição familiar, que fica mais vulnerável a ataques de pessoas oportunistas.

 

Atualmente, para frear as 'conse­qüências vivas' da tão desejada revolução sexual, foi elaborado um projeto de lei que visa reconhecer o aborto como direito da mulher. Ele não foi aprovado, mas não foi esquecido. Al­gumas medidas estratégicas estão sen­do adotadas para que o aborto deixe de ser crime e passe a ser direito da mulher, estabelecido em lei. Sempre existiram praticantes de várias mo­dalidades de sexo diferente do apro­vado por Deus e recomendado pela Bí­blia. Mas no mundo foi a revolução sexual da segunda metade do século XX que abriu para eles uma possibili­dade jurídica que os ativistas sociais querem impor a qualquer custo: a de que outras uniões sexuais recebam am­paro legal e status jurídico igual ao da família formada por um casal (ho­mem é mulher) e sua respectiva prole. E a revanche legal das trevas contra a luz. Resplandeçamos, pois, como astros no mundo, pois somente man­tendo acesa a luz do Evangelho, con­jugada a um comportamento moral e ético compatíveis com a altura em que uma lâmpada deve estar para difun­dir sua luz e dissipar a escuridão, é que venceremos este mundo tenebroso.

 

1.3.   A prevalência do di­reito dos pais sobre o direito dos filhos

 

O Estatuto da Criança e do Ado­lescente nasceu por conta de abusos de autoridade e de violência cometi­dos por muitos pais contra seus filhos. O ECA, porém, não faz diferença en­tre abuso de autoridade e autoridade genuína, nem entre violência e cor­reção. Isto mina a autoridade dos pais e prejudica a disciplina, tão necessá­rias à proteção dos infantes e a for­mação do caráter deles.

 

As liberdades da criança e do ado­lescente são enumeradas no Capítulo II do ECA: Art. 16. "O direito à liberdade compreende os seguintes aspectos: II -opinião e expressão; III - crença e culto religioso; VII - buscar refúgio, auxílio e orientação". Estes dispositivos seriam excelentes, se não pudessem ser utiliza­dos para impedir que os pais criem seus filhos para expressarem, por exemplo, o comportamento sexual do sexo em que nasceram, caso eles apresentem qual­quer inclinação diferente neste sentido (II); que escolham a fé e a doutrina reli­giosa para educarem nelas os filhos (III); e se não deixassem implícito que existe refúgio, auxílio e orientação iguais ou melhores e mais seguros que os oferecidos pelos pais (VII), exceto nos casos de violência ou exposição a riscos e perigos. Os estatutos acima vão muito além de proteger: Coloca os filhos em inimizade com os pais; incita os infan­tes à rebeldia e deixa-os a mercê de pes­soas mal intencionadas. Pais cristãos devem ser firmes, cuidadosos e vigilan­tes na educação e disciplina dos filhos. Incutir neles caráter e comportamento de filhos de Deus. E, fazê-lo de modo a não dar ocasião ao poder público para tomá-los e entregá-los aos cuidados e proteção de ‘famílias’ inimigas de Deus que irão criá-los nos moldes imorais deste século.

 

  1. 2.      A ação de Satanás no surgimento das leis

 

Você entendeu? Uma das estraté­gias de Satanás em sua constante luta contra o Reino dos Céus é estimular práticas e comportamentos contrários à lei e a justiça de Deus e provocar a repetição deles nas sociedades huma­nas e, deste modo, fazer surgir estatu­tos jurídicos favoráveis às 'hostes es­pirituais da maldade'. Por isto preci­samos saber:

 

2.1.   O que a Bíblia diz sobre as realidades es­pirituais

 

Ela declara e demonstra através de narrativas que muitos eventos terrenos são conseqüências de realidades espirituais. Ex.: O sofrimento de Jó e toda discussão sobre justiça e direito daí resultante são conseqüências ma­teriais de um evento espiritual em que Satanás pretende: 1) Justificar sua pró­pria rebelião demonstrando que nin­guém teme a Deus voluntariamente; 2) Acusar o Senhor de corromper o homem para obter dele a adoração; 3) Demonstrar que a vida, aos olhos hu­manos, é um bem caríssimo e que, para salvá-la o homem daria às costas a Deus (Jó 1.9-11; Jó 2.4,5).

 

2.2.   O que a Bíblia diz sobre os efeitos espiritu­ais das ações da Igreja

 

A Igreja é o Corpo de Cristo na Ter­ra e tudo quanto ela faz e decide em nome de Jesus neste mundo, tem apoio e correspondência no céu (Mt 18.19). Portanto, se a igreja, unida e reunida em Nome de Jesus declarar sua posi­ção contra qualquer lei ou projeto de lei (Mt 18,19) e, em santidade de vida (Ef 5.2-4) influir na sociedade de modo vigoroso e eficaz (Mt 5.13-16), leis con­trárias ao Reino de Deus, se forem elaboradas, não serão aprovadas, se já es­tiverem em vigor, serão revogadas (Dn 6.7-9, 25, 26).

 

2.3    Quais as chances da Igreja na luta contra o mal

 

Diante da arregimentação do mal que se manifesta através de clamores sociais que querem impor o mal so­bre o bem, o injusto sobre o justo, o imoral sobre o moral, o profano sobre o santo, que chances têm a Igreja? (Ef 6.10-18)

 

Se combatermos valorosamente con­tra os portões infernais dentre os quais Satanás treina seus súditos para que resistam ao poder do Evangelho e onde ele mesmo elabora seus planos, estraté­gias e leis contra o Reino de Deus, nossas chances de vitória são totais. Foi Jesus quem prometeu: "Edificarei a minha igre­ja, e as portas do inferno não prevalece­rão contra ela" (Mt 16.18).

 

  1. 3.      A motivação reli­giosa na formação das leis

 

Em várias lições anteriores estu­damos a influência do cristianismo na formação das leis, principalmente ocidentais. Mas, era de se esperar que forças contrárias ao senhorio de Cris­to e que foram enfraquecidas e quase desapareceram pela presença da Igre­ja, tentem se reorganizar para reto­mar o domínio das almas dos povos. E, desde os tempos do Iluminismo elas vêm recobrando força. Veja al­guns exemplos:

 

3.1.      O paganismo

 

É a antiga religião politeísta (predo­minantemente matriarcal) dos adorado­res da natureza. Possui muitas verten­tes. O paganismo prega a existência de deuses e deusas. As divindades femini­nas (Gaia, Ísis, Cibele, Artemis, Perséfone, Débora, Diana, Inanna, entre outras) são dominantes. O paganismo prega que várias formas de sexualidade coexistem dentro de cada indivíduo e devem ser liberadas para o bem da humanidade. As conseqüências jurídicas desta doutri­na estão em projeto de lei em tramitação no Congresso Nacional.

 

A cultura celta, por exemplo, antes de ser influenciada pelo cristianismo adorava divindades masculinas e femi­ninas. Em muitos casos, os deuses não passavam de consortes (maridos ou amantes) da deusa, a grande mãe e, por conta disto, havia o predomínio das mulheres em todos os aspectos importan­tes da sociedade celta. As cerimônias re­ligiosas eram conduzidas por sacerdoti­sas, a medicina era praticada pelas bru­xas e as decisões importantes eram to­madas pelas videntes e sonhadoras.

 

3.2.      O Panteísmo

 

É o refinamento filosófico do paganis­mo. A doutrina panteísta afirma que a ma­téria é Deus e Deus é a matéria; que a toda a matéria evolui para a divindade; que o homem tem em sua inteligência o motor principal para a sua divinização; que por meio da razão o homem conhece sua natu­reza divina, compreende toda a criação e, através da ciência e da técnica, é capaz de acelerar a evolução e isto faz do homem o redentor de si mesmo. Que as diferenças essenciais entre os seres, através das quais suas identidades são mantidas, podem e devem ser eliminadas, pois foram 'social­mente construídas' e obstruem a manifestação da 'divindade' presente neles.

 

Deus pessoal, Criador e Sustentador do universo e a rígida doutrina de homem e mulher do cristianismo formam a base e a origem principal de todos os males so­ciais e da infelicidade humana. Nas reli­giões panteístas o homossexualismo, o pansexualismo, a poliamoria e a androginia estão presentes e são desejados como sendo o auge da liberdade e da perfeição humanas. A disseminação desta doutri­na aparece na introdução, no vocabulá­rio acadêmico e jurídico, dos termos "identidade de gênero" e "opção sexual".

 

3.3.      Como o paganismo e panteísmo se apresen­tam atualmente?

 

Através do neo-paganismo, que é a busca de reviver a religião e os modos de vida dos antigos povos pagãos e através de teorias científicas, como a Teoria da Evolução, por exemplo. Eles começaram a recobrar força no Ocidente depois da Segunda Guerra e com o advento dos modernos meios de comunicação. Des­de então eles têm envidado todos os es­forços para aprovar leis que lhes sejam favoráveis e revogar ou alterar estatutos jurídicos que constituem obstáculos à execução do projeto deles: Desconstruir a cultura cristã e reconstruir sobre os escombros dela a cultura pagã.

 

A natureza amoral dos deuses pagãos permite ao seguidor descartar as limita­ções morais, e longo prazo, adotar uma reflexão livre de valores, enfocada não em melhoria moral, mas na melhoria das qualidades intelectual, psicológica, bio­lógica, bem como na busca do prazer como forma de religiosidade. Por isto, neste exato momento nosso Poder Legislativo sofre forte pressão para legalizar a união sexual entre pessoas do mesmo sexo e dar a ela e a várias outras formas de ajuntamento sexual o mesmo status e proteção jurídica de que goza o casamento entre um homem e uma mulher.

 

4.      Como o neo-paga­nismo influi na aprovação das leis

 

Os exemplos abaixo não englobam todos os meios e instrumentos utiliza­dos pelo neo-paganismo para forçar aaprovação de leis favoráveis à cultura pagã e à desconstrução da cultura cris­tã e para revogar e/ou modificar estatu­tos jurídicos e leis que reprimam ou inibam suas práticas e comportamen­tos. São, porém, suficientes para dar uma idéia do modo sutil em que opera o sistema religioso cuja missão é destruir a Igreja.

 

Isto, para alguns, pode até pare­cer "teoria da conspiração", mas veja o que disse a escritora e influente re­presentante do neo-paganismo Virgí­nia Mollenkott: "Uma perspectiva pagã sem restrições do divino produ­zirá a pan-sexualidade polimorfa sem restrições. (...). Com toda a pro­babilidade, as políticas oficiais das igrejas serão a retaguarda na ques­tão de gênero, e serão arrastadas chu­tando e gritando na direção da justi­ça de gênero quando a sociedade se­cular não mais tolerar qualquer ou­tra coisa".

 

4.1.   Através da manipu­lação dos movimentos sociais de minorias

 

Para dar a idéia de urgência e in­fluenciar nas estatísticas oficiais, o neo-paganismo reúne debaixo da mes­ma bandeira, militantes que têm in­teresses e causas distintas. Por isto, é muito comum um determinado gru­po convidar outros grupos para parti­cipar de suas passeatas, protestos, congressos e outros eventos. As mul­tidões atraem a atenção da mídia e dão visibilidade política ao referido grupo, o que resulta em atenção do Poder Legislativo às suas causas e por extensão a causa neo-pagã.

 

A maioria das pessoas que partici­pam desses movimentos não tem sequer uma vaga idéia de que estão sendo usa­dos para engordar as estatísticas em fa­vor do neo-paganismo. Algumas vezes, nem mesmo os governantes e legisladores têm consciência da manipulação. Foi a pratica de forçar as estatísticas para cima e de criar leis para prejudicar o povo de Deus que levou Daniel à cova dos leões (Dn 6.3,6,7).

 

4.2.   Através dos meios de comunicação de massa

 

De forma sutil e bem articulada, aqueles meios de comunicação que estão a serviço do neo-paganismoapresentam práticas estranhas à moralidade como se fossem comuns à sociedade. Diante da reação horrori­zada do público, convidam respeitá­veis especialistas para falar sobre a tal prática; suscitam e organizam de­bates; expõem aquela prática em to­dos os tipos de programação: nove­las, filmes, programas de auditório, humorísticos, mini-séries, jornalis­mo, etc. A repetição constante do tema modifica o comportamento so­cial e influi na opinião, até mesmo de pessoas sinceras e tementes a Deus. Vigiemos!

 

4.3.   Através do Estado

 

Para conseguir apoio e financia­mento do Poder Público, o neo-paganismo: 1) Mantém e/ou controla orga­nizações não governamentais de apoio às minorias e aos mais fracos e de pre­servação ambiental; 2) Camufla sua mo­tivação religiosa e suas investidas con­tra o cristianismo (pois o Estado Laico não pode dar apoio a uma religião em detrimento de outra). Através de ONGs, angaria apoio e financiamento estatal, com os quais promove o doutrinamento da sociedade nas práticas pagãs e tenta calar a voz da Igreja do Senhor por meio de sutilezas jurídicas.

 

As demandas dos grupos sociais quase sempre são legítimas. E exatamente esta legitimidade que dá a quem as abraça e defende tanta força políti­ca. Ex.: Que governo ousará negar re­cursos públicos a uma organização não governamental de amparo a meninos de rua sob a alegação de que a tal enti­dade os educará em práticas pagãs? Nenhum. O que falará mais alto será o direito legítimo daquelas crianças de terem teto, comida, carinho e educação. Os recursos serão liberados para quem se dispuser a fazer isto e preencher to­das as exigências legais.

 

Conclusão

 

Vida santa, vigilância continua, discernimento espiritual, trabalho incan­sável de evangelização, doutrinamento bíblico e constante oração, conju­gados a ação social da igre­ja são importantes meios de prevenir a corrupção social e o conseqüente sur­gimento de leis contrári­as a que venha o Reino de Deus.