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juizo final
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                               JUIZO FINAL DEPOIS DO MILENIO

 

 

Porquanto tem determinado um dia em que com justiça há de julgar o mundo, por meio do varão que destinou; e disso deu certeza a todos, ressuscitando-o dos mortos” (At 17.31)

O vocábulo grego traduzido por “tribunal” no Novo Testamento é “bema”, cujo significado literal é “passo”, representando “uma medida pequena”. A expressão em Atos 7.5 “bema podos” traduzido por “julgarei” é no grego “o espaço de um pé”, referindo-se à plataforma oficial de onde se proferia discursos (At 12.21), juízos e sentenças (Jo 19.13), ou onde o réu comparecia (At 25.6). Portanto, a palavra se refere ao “tribunal” ou a um “trono de julgamento”. O Novo Testamento menciona três tipos de tribunais: humano (1 Co 4.3), de Cristo e de Deus (2 Co 5.10; Rm 14.10), bem como cinco categorias de julgamentos: das nações (Mt 25.31-40), de Israel (Ez 20.34-38; Ml 3.2-5), dos crentes nos céus (2 Co 5.10), dos anjos (1 Co 6.3; 2 Pe 2.4; Jd v.6) e do Grande Trono Branco (Ap 20.11-15). Neste último, serão julgados todos os homens não inscritos no Livro da Vida (Ap 20.12,15). Após o julgamento, o destino ou estado final destes são identificados como “fogo e tormento eterno”(Mt 25.41,46) e, “segunda morte” (Ap 21.8).  

Terminada a Segunda Guerra Mundial, os aliados reuniram-se na cidade alemã de Nuremberg, a fim de julgar os líderes nazistas por haverem estes cometido o mais hediondo crime contra a humanidade. Apesar de vários assessores de Hitler serem punidos com a morte, outros criminosos, igualmente culpáveis, conseguiram fugir ao julgamento, e refugiarem-se em confortáveis anonimatos.No Julgamento Final, entretanto, ninguém escapará à justiça divina. Contra esta não há casuísmo nem brechas jurídicas. Os culpados serão, severamente, lançados no lago de fogo, onde serão atormentados pelos séculos dos séculos. 

 

 O JULGAMENTO FINAL 

 

 Definição. O Julgamento Final é a sessão judicial que terá lugar na consumação de todas as coisas temporais que, conduzido pelo Todo-Poderoso, retribuirá a cada criatura moral o que esta tiver cometido através do corpo durante a sua vida terrena. 

 No Antigo Testamento. Embora seja o Julgamento Final tratado, implicitamente, do primeiro ao último livro do Antigo Testamento, foi o profeta Daniel que discorreu, de forma mais explícita, acerca deste ato que haverá de realçar a supremacia e a singularidade da justiça divina: “Naquele tempo, livrar-se-á o teu povo, todo aquele que se achar escrito no livro. E muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para a vida eterna, e outros para vergonha e desprezo eterno. Os sábios, pois, resplandecerão como o resplendor do firmamento; e os que a muitos ensinam a justiça refulgirão como as estrelas, sempre e eternamente” (Dn 12.1-3). 

 No Novo Testamento. No Sermão Profético, o Senhor deixa bem claro que o Julgamento Final não é uma mera hipótese; é uma realidade: “E, quando o Filho do Homem vier em sua glória, e todos os santos anjos, com ele, então, se assentará no trono da sua glória; e todas as nações serão reunidas diante dele, e apartará uns dos outros, como o pastor aparta dos bodes as ovelhas” (Mt 25.31-41). 

Paulo, Pedro e João tratam do Julgamento Final como algo integrante do plano redentivo de Deus. Na presente era, o Todo-Poderoso, através de seu Filho, oferece gratuitamente a salvação a todos os que creem, mas, na vindoura, haverá de condenar a quantos rejeitaram o Senhor Jesus e a graciosa salvação que ele consumou na cruz (2 Tm 4.1; 1 Pe 4.5; Ap 20.4). 

 Nosso Credo. O Credo das Assembleias de Deus no Brasil afirma de forma bem clara e irrespondível: “Cremos no Juízo Vindouro que justificará os fiéis e condenará os infiéis”.

 

 OBJETIVOS DO JULGAMENTO FINAL 

 

Tem o Julgamento Final vários objetivos conforme revelam-nos as Sagradas Escrituras:

 

Mostrar que a justiça de Deus deve ser observada e acatada por todos. Quando intercedia por Sodoma e Gomorra, indaga Abraão ao Senhor: “Não faria justiça o Juiz de toda a terra?” (Gn 18.25). Esta mesma pergunta é feita ainda hoje por milhões de seres humanos inconformados com a situação a que este mundo chegou. No Julgamento Final, contudo, mostrará Deus que a sua justiça haverá de prevalecer de forma absoluta tanto sobre os vivos como sobre os que já tiverem morrido. Nosso Deus não compactua com a impunidade. 

 Punir os que rejeitaram a Cristo Jesus e sua tão grande salvação. Os que aceitam a Cristo Jesus são automaticamente justificados pela fé diante de Deus. Todavia, aqueles que rejeitam a sua justiça, hão de ser lançados no lago de fogo (Ap 20.15; Mt 25.41). Jamais entraremos nos céus fiados em nossa justiça que, aos olhos de Deus, não passa de trapos de imundície (Is 64.6). 

 Destruir a personificação do mal. Afirma Paulo aos irmãos de Corinto que iremos julgar os anjos: “Não sabeis vós que havemos de julgar os anjos? Quanto mais as coisas pertencentes a esta vida?” (1 Co 6.3). O apóstolo refere-se, logicamente, aos anjos que acompanharam o ungido querubim em sua estúpida rebelião contra Deus; aos tais reservou o Senhor o lago de fogo (Mt 25.41). E, assim, estará sendo destruída, de uma vez por todas, a personificação do mal. Aliás, o Diabo há de ser lançado no eterno tormento antes mesmo da instauração do Julgamento Final (Ap 20.10-12).

 

 OS FUNDAMENTOS DO JULGAMENTO FINAL 

 

Se os falhos e imperfeitos julgamentos humanos têm os seus fundamentos, o que não diremos do Julgamento Final que será efetuado pelo justíssimo Deus. Vejamos, pois, em que consistem os fundamentos do Julgamento Final.

 

 A natureza justa e santa de Deus. Em sua primeira carta, João oferece-nos uma das mais belas definições essenciais do Todo-Poderoso: “Deus é amor” (1 Jo 4.8). Contudo, não podemos esquecer-nos de que Deus possui uma natureza santa e justa. Todas as vezes que a sua santidade é ferida, sua justiça reclama, de imediato, uma reparação. Por conseguinte, estes dois atributos de Deus: a justiça e a santidade acham-se a fundamentar o Julgamento Final. Neste, todos os que porfiaram em menosprezar a santidade de Deus terão de se haver ante a sua justiça (Rm 2.5-10). 

A Palavra de Deus. Além da natureza santa e justa de Deus, o Julgamento Final terá como fundamento a Palavra de Deus. Os que hoje a desprezam, serão por ela julgados conforme realçou o Senhor Jesus Cristo: “Quem me rejeitar a mim e não receber as minhas palavras já tem quem o julgue; a palavra que tenho pregado, essa o há de julgar no último dia” (Jo 12.48). 

A consciência das criaturas morais. Os impenitentes também serão julgados por sua própria consciência que, embora falha, não deixa de ser um dos fundamentos do Julgamento Final: “Os quais mostram a obra da lei escrita no seu coração, testificando juntamente a sua consciência e os seus pensamentos, quer acusando-os, quer defendendo-os” (Rm 2.15). A lei moral divina acha-se gravada na consciência de todo o ser humano. É um dos “livros” a ser aberto no dia do juízo (Ap 20.12). 

 

                     COMO SE DARÁ O JULGAMENTO FINAL 

 

O Julgamento Final terá início logo após o Milênio. O Apocalipse mostra que, terminados os mil anos, Satanás será temporariamente solto, e sairá a seduzir as nações, buscando induzi-las a se revoltarem contra o Cristo de Deus. Mas eis que sairá fogo do céu, e destruirá por completo os que se houverem levantado contra o Senhor (Ap 20.7-10). 

Em seguida, terá início o Julgamento Final, que o Livro de Apocalipse descreve de forma vívida:“E vi um grande trono branco e o que estava assentado sobre ele, de cuja presença fugiu a terra e o céu, e não se achou lugar para eles. E vi os mortos, grandes e pequenos, que estavam diante do trono, e abriram-se os livros. E abriu-se outro livro, que é o da vida. E os mortos foram julgados pelas coisas que estavam escritas nos livros, segundo as suas obras. E deu o mar os mortos que nele havia; e a morte e o inferno deram os mortos que neles havia; e foram julgados cada um segundo as suas obras. E a morte e o inferno foram lançados no lago de fogo. Esta é a segunda morte. E aquele que não foi achado escrito no livro da vida foi lançado no lago de fogo” (Ap 20.11-15).  

Hoje, através de Cristo Jesus, somos justificados por Deus. A partir do momento em que, pela fé, recebemos a Jesus como o nosso único e suficiente Salvador, passamos a ser vistos por Deus como se jamais tivéssemos cometido qualquer pecado; passamos a ser vistos como santos.Se você ainda não recebeu a Jesus, faça-o agora mesmo! Somente Ele pode justificar-nos.Querido Jesus, agradecemos-te, porque morreste na cruz, para que fôssemos plenamente justificados. E, agora, com base no teu precioso sangue, nenhuma condenação pesa sobre nós. Como a tua graça é maravilhosa! Tu nos livraste da ira vindoura.  

“Este será o grande dia: o Juiz, o Senhor Jesus Cristo, vestido de majestade e terror. As pessoas que serão julgadas são os mortos, pequenos e grandes, jovens e velhos; altos e baixos; ricos e pobres. Ninguém é tão vil que não tenha talentos dos quais deverá prestar contas; e ninguém é tão grande que possa se livrar da prestação de contas; não somente os que estiverem vivos quando Cristo vier, mas todos os mortos também. 

Há um livro de memórias para o bem e o mal; o livro da consciência dos pecadores, mesmo que antes secreto, então será aberto. Cada homem recordará todos os seus atos passados, ainda que muitos os tenham esquecido há muito tempo. Outro livro será aberto, o livro das Escrituras, a regra da vida; representa o conhecimento do Senhor sobre o seu povo e suas declarações de arrependimento, a fé e as boas obras deles, mostrando as bênçãos do novo pacto. 

Os homens serão condenados ou justificados pelas suas obras; Ele provará seus princípios por suas práticas... Esta é a segunda morte, a separação final entre os pecadores e Deus. Que o nosso grande desejo seja observar se as nossas Bíblias nos justificam ou nos condenam agora; Cristo julgará os segredos de todos os homens conforme o Evangelho. Quem habitará com as chamas devoradoras?” (HENRY, M. Comentário Bíblico de Matthew Henry. 3 ed., RJ: CPAD, 2003, pp.1113-4). 

Bíblia ensina que Deus é, sem a menor dúvida, um Deus de julgamento, ira e raiva.Se alguma coisa ela ensina, é que Deus vai julgar o homem. Repetidas vezes, Jesus avisou sobre o julgamento: "E contudo vos digo: No dia do juízo haverá menos rigor para Tiro e Sidom, do que para vós outros" (Mateus 11:22). "De toda palavra frívola que proferirem os homens, dela darão conta no dia do juízo" (Mateus 12:36). "Mandará o Filho do homem os seus anjos que ajuntarão do seu reino todos os escândalos e os que praticam a iniqüidade, e os lançarão na fornalha acesa; ali haverá choro e ranger de dentes" (Mateus 13:41, 42). "Nada há encoberto que não venha a ser revelado; e oculto que não venha a ser conhecido" (Lucas 12:2). "E o Pai a ninguém julga, mas ao Filho confiou todo o julgamento" (João 5:22). 

Em todo o Novo Testamento os Apóstolos ensinam que haveria um momento de julgamento. "Porquanto estabeleceu um dia em que há de julgar o mundo com justiça por meio de um varão que destinou" (Atos 17:31). "Mas, segundo a tua dureza e coração impenitente acumulas contra ti mesmo ira para o dia da ira e da revelação do justo juízo de Deus, que retribuirá a cada um segundo o seu procedimento" (Romanos 2:5, 6). "E a vós outros que sois atribulados, alívio juntamente conosco, quando do céu se manifestar o Senhor Jesus com os anjos do seu poder, em chama de fogo, tomando vingança contra os que não conhecem a Deus e contra os que não obedecem ao evangelho de nosso Senhor Jesus" (II Tessalonicenses 1:7, 8). "Aos homens está ordenado morrerem uma só vez e, depois disto, o juízo" (Hebreus 9:27). "Certa expectação horrível de juízo e fogo vingador prestes a consumir os adversários" (Hebreus 10:27). "Os quais hão de prestar contas àquele que é competente para julgar vivos e mortos" (I Pedro 4:5). "Os reis da terra, os grandes, os comandantes, os ricos, os poderosos, e todo escravo e todo livre se esconderam nas cavernas e nos penhascos dos montes, e disseram aos montes e aos rochedos: Caí sobre nós, e escondei-nos da face daquele que se assenta no trono, e da ira do Cordeiro, porque chegou o grande dia da ira deles; e quem é que pode suster-se?" (Apocalipse 6:15-17). 

São estas apenas algumas em meio a centenas de passagens que poderíamos citar indicando um momento de julgamento a vir ainda, no qual todo homem que já viveu estará envolvido e do qual nenhum escapará! Se tirássemos da Bíblia todas as referências que ela contém sobre o juízo final, ela ficaria muito menor do que é.(notas o mundo em chamas Billy  Gharan,1965) 

 

                          JUSTIÇA,  MISERICÓRDIA  E  AMOR 

 

Existem muitos a dizer que o julgamento não é coerente com a justiça, a misericórdia e o amor, mas afirmam-no por não entenderem a natureza de Deus. Recusaram-se a aceitar a revelação da natureza de Deus, encontrada na Bíblia.

 O julgamento é coerente com a justiça, pois esta exige a pesagem na balança, e sem o julgamento isso seria impossível. Quando Jeremias disse: "rei que ... executará o juízo e a justiça na terra" (Jeremias 23:5), ele colocou esses fatores em justaposição. A justiça é impossível sem o julgamento, a lei não pode existir sem uma penalidade. A razão nos diria que haverá uma época na qual os Hitlers, os Eichmanns e os Stalins serão levados a prestar contas de seus atos. De outra maneira, não haveria justiça no universo. Milhares de homens maus viveram e praticaram sua maldade sobre os demais, sem parecerem ter pago um castigo em sua vida e a razão nos diz que haverá uma época em que os lugares errados serão tornados retos (Isaías 45:2). 

O julgamento é coerente com a misericórdia. O Deus que fosse misericordioso deveria agir na misericórdia conforme os padrões da justiça e retidão. O julgamento de modo nenhum colide com a misericórdia, pois se esta deve ser utilizada, o julgamento deve ser uma parte da ordem divina. Ser misericordioso sem ser justo é uma contradição. 

O juiz que ministra justiça deve basear seus atos na lei. O rompimento da lei exige punição, e demonstrar misericórdia diante da lei transgredida é destruir a ordem e criar o caos. A misericórdia é qualidade que não pode esquecer ou negligenciar o princípio da lei; não sendo uma atitude universal em todos os casos de lei transgredida, mostra-se destruidora da ordem. 

Há tempos atrás, fui detido na estrada por excesso de velocidade numa zona em que havia limite para ela, e no tribunal de tráfego declarei-me culpado. O juiz se mostrou não apenas amigo, mas ficou até bastante embaraçado por estar eu em sua presença, como faltoso. A multa foi de dez dólares, e se ele me tivesse deixado ir sem a pagar, teria sido incoerente com a justiça. A penalidade tinha de ser paga, por mim ou por outra pessoa! 

O julgamento é coerente com o amor. Um Deus de amor deve ser um Deus de justiça. É por amar que Deus é justo. Sua justiça põe na balança Seu amor e torna significativos Seus atos, tanto de amor quanto de justiça. Deus não poderia amar coerentemente os homens, se não proporcionasse o julgamento dos pecadores. Sua punição ao pecador e a separação que faz dos justos é manifestação do grande amor divino. Devemos sempre olhar a cruz no negro pano de fundo do julgamento. Foi devido ao amor de Deus pelo homem ser tão intenso que Ele deu Seu Filho, de modo que o homem não tivesse de enfrentar o julgamento. 

O julgamento é necessário como incentivo da consciência. O homem necessita do incentivo da recompensa pelo bem e da ameaça do castigo como elemento dissuasório contra o mal. Na composição atual de sua natureza moral, o castigo é um "aguilhão" necessário à sua consciência. O homem precisa dessa ameaça e de seu aviso, para evitar fazer o mal. Pode não ser esse o motivo mais elevado para que façamos o bem, mas mostra-se necessário diante das imperfeições que têm existido na natureza moral do homem, desde o Jardim do Éden. 

Devemos ver o homem como ele é, não como devia ser, e pregar as nossas opiniões de justiça, misericórdia, amor e julgamento sobre o caráter de Deus e a natureza imperfeita atual do homem. O "ideal absoluto" não existe, a não ser na fantasia irracional do filósofo moderno que tece suas teorias filosóficas sem levar em consideração a revelação bíblica de Deus e da doença espiritual do homem. 

Suponhamos que em algum país não houvesse forças policiais. O caos se instalaria da noite para o dia. Suponhamos, também, que não houvesse tribunais para corrigir os errados. Em que barafunda ficaria tal país! Ninguém estaria a salvo, em lugar nenhum. Em algumas cidades as pessoas não se encontram a salvo, a despeito da proteção policial, e em algumas ruas até os policiais correm perigo. E de quando em vez até mesmo um policial é preso por ter infringido a lei. As paixões más dos homens, mesmo com os dispositivos de aplicação da lei, são restringidas de leve apenas. Os jornais dão testemunho constante disso, com os seus relatos sobre atividades criminosas.(notas o mundo em chamas Billy Grahan,1965).