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lições biblicas CPAD adultos 3 trimestre 2015
lições biblicas CPAD adultos 3 trimestre 2015

                                        Lições Bíblicas CPAD

                       Adultos  Trimestre de 2015  

                                          

 

Título: A Igreja e o seu Testemunho — As ordenanças de Cristo nas cartas pastorais    Comentarista: Elinaldo Renovato de Lima 

                   Lição 1: Uma mensagem à Igreja Local e à Liderança

                                          Data: 5 de Julho de 2015 

TEXTO ÁUREO 

Ninguém despreze a tua mocidade; as sê o exemplo dos fiéis, na palavra, no trato, no amor, no espírito, na fé, na pureza(1Tm 4.12).

 VERDADE PRÁTICA 

As cartas pastorais reúnem orientações à liderança cristã e aos membros em geral para que vivam conforme a vontade de Deus.

 LEITURA DIÁRIA 

Segunda — 1Tm 1.2

O cuidado paternal pelo jovem obreiro  

Terça — Ef 6.17

A Palavra de Deus é a “Espada do Espírito”  

Quarta — Gl 4.9-11

O pastor deve ter cuidado com o legalismo   

Quinta — At 15.19,20

De que os crentes gentios devem se abster   

Sexta — 1Co 5.7a

Paulo alerta a respeito do cuidado com o “fermento velho”   

Sábado — 2Tm 2.15

Preparado para manejar a Palavra da verdade 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE 

1 Timóteo 1.1,2; Tito 1.1-4.

 

1 Timóteo

1 — Paulo, apóstolo de Jesus Cristo, segundo o mandado de Deus, nosso Salvador, e do Senhor Jesus Cristo, esperança nossa,

2 — a Timóteo, meu verdadeiro filho na fé: graça, misericórdia e paz, da parte de Deus, nosso Pai, e da de Cristo Jesus, nosso Senhor.

 

Tito 1

1 — Paulo, servo de Deus e apóstolo de Jesus Cristo, segundo a fé dos eleitos de Deus e o conhecimento da verdade, que é segundo a piedade,

2 — em esperança da vida eterna, a qual Deus, que não pode mentir, prometeu antes dos tempos dos séculos,

3 — mas, a seu tempo, manifestou a sua palavra pela pregação que me foi confiada segundo o mandamento de Deus, nosso Salvador,

4 — a Tito, meu verdadeiro filho, segundo a fé comum: graça, misericórdia e paz, da parte de Deus Pai e da do Senhor Jesus Cristo, nosso Salvador.

 

HINOS SUGERIDOS 

210, 225 e 515 da Harpa Cristã 

OBJETIVO GERAL 

Apresentar um panorama geral das epístolas paulinas de Timóteo e Tito 

OBJETIVOS ESPECÍFICOS 

Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.

 

  • I. Introduzir as epístolas pastorais de Timóteo e Tito.
  • II. Conhecer os propósitos das epístolas de Timóteo e Tito.
  • III. Conscientizar a respeito da atualidade das epístolas pastorais.
  • IV. Explicar o conteúdo da mensagem de Paulo para a liderança.

 

INTERAGINDO COM O PROFESSOR 

Prezado professor, neste terceiro trimestre do ano, estudaremos a respeito das epístolas de Timóteo e Tito. O autor destas cartas é o apóstolo Paulo. Ele as escreveu com o objetivo de orientar e confortar dois jovens pastores, Timóteo e Tito. A cada lição estudada, você verá que os conteúdos destas epístolas são repletos de bons conselhos que podem ajudar líderes e liderados a viverem conforme a vontade de Deus.

O comentarista é o pastor Elinaldo Renovato de Lima — autor de diversos livros, líder da Assembleia de Deus em Parnamirim, RN.

O enriquecimento espiritual que advirá do estudo de cada lição será sentido na liderança e em cada membro da Igreja de Cristo. 

COMENTÁRIO 

INTRODUÇÃO

 

Neste trimestre teremos a oportunidade ímpar de estudar as Epístolas de 1 e 2 Timóteo e Tito. Estas cartas, em geral, são consideradas um conjunto, já que foram dirigidas a dois jovens pastores que cuidavam do rebanho do Senhor juntamente com Paulo. O conteúdo delas está repleto de conselhos úteis sobre a estrutura da vida na igreja. Estes conselhos fazem destas cartas verdadeiros manuais eclesiásticos para a liderança das Igrejas de hoje. 

PONTO CENTRAL 

As epístolas de Timóteo e Tito apresentam orientações aos líderes e membros quanto à vida pessoal e cristã. 

I. AS EPÍSTOLAS PASTORAIS 

1. Cartas pastorais. As três epístolas que estudaremos são chamadas de cartas pastorais, e isso se deve ao fato de terem sido elas endereçadas a dois jovens pastores: Timóteo e Tito. Foram escritas por Paulo, um líder itinerante, que estava preocupado com os jovens pastores. Ele os instrui de modo cuidadoso a respeito do trato com a Igreja e com seus ministérios.

2. Datas em que foram escritas. A Primeira Epístola de Timóteo foi escrita por volta de 64 d.C., entre a primeira e a segunda prisão de Paulo, e enviada de Roma ou da Macedônia (talvez Filipos). Em seguida, por volta de 65 d.C., foi escrita a Carta a Tito. Já a Segunda Epístola de Timóteo foi escrita em tomo de 67 d.C., quando do segundo encarceramento do apóstolo, e antes de sua morte. Faz parte das “cartas da prisão”, ao lado de Filipenses, Efésios, Colossenses e Filemom.

3. Conteúdo. Estas epístolas formam um conjunto literário, devocional e doutrinário, em que se observam o mesmo vocabulário, o mesmo estilo e os mesmos propósitos para qual foram escritas. A estrutura foi elaborada com o intuito de alcançar seus destinatários com solenes ensinos e advertências da parte de Deus. O conteúdo pode ser resumido da seguinte maneira:

a) Saudação. Nas saudações aos destinatários, Paulo demonstra o seu cuidado para com os jovens obreiros (1Tm 1.2; Tt 1.1-4; 2Tm 1.1,2);

b) Qualificações ministeriais. Paulo demonstra que para ser Ministro do Evangelho, há requisitos a serem respeitados (1Tm 3.1-13; Tt 1.5-9);

c) Alerta contra os falsos mestres e as falsas doutrinas (1Tm 4.1-5; Tt 1.10-16). Falsos mestres e falsas doutrinas já existiam nas igrejas e infelizmente ainda existem em muitos lugares;

d) O cuidado com a “sã doutrina” (1Tm 1.10; 6.3; 2Tm 1.13; 4.3; Tt 2.1); a falta desse cuidado contribui para a disseminação das heresias e desvios de toda a espécie;

e) Comportamento e conselhos a diversos grupos (1Tm 5.1-25; Tt 2.1-10). Paulo fala a respeito dos servos, senhores, pais, filhos, jovens e outros grupos. 

SÍNTESE DO TÓPICO (I) 

As epístolas pastorais receberam esta designação pelo fato de terem sido escritas e enviadas a dois pastores. 

SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO 

“O centro do ensino de Paulo a Timóteo concentra-se no modo de vida que é apropriado dentro da igreja. As suas lições falam de oração (2.1-8), mulheres (2.9-15), a escolha de ‘bispos’ (3.1-7) e ‘diáconos’ (3.8-13) e concluem com uma liturgia de louvor (3.14-16). Estas lições têm o objetivo de ajudar Timóteo a saber ‘como convém andar na igreja do Deus vivo’.

A seguir, Paulo passa a falar do próprio Timóteo. É aparente que, embora Paulo amasse muito Timóteo, e o enviasse em importantes missões. Timóteo, por natureza, era tímido e hesitante. Por isto as palavras de Paulo parecem, às vezes, ir além do incentivo e da exortação. Paulo lembra Timóteo de que ele pode esperar falsos ensinos infectando as igrejas, e que o seu dever é ‘propor’ a verdade aos irmãos (4.1-10). Mas Timóteo deve fazer ainda mais. Ele deve ‘mandar e ensinar’ a verdade, e não permitir que alguém ‘despreze’ sua ‘mocidade’. E as exortações prosseguem: Timóteo deve ‘meditar nestas coisas’, ‘ocupar-se nelas’ e ‘perseverar nelas’ (4.10-16)” (RICHARDS, Lawrence O. Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2007, p. 467).

 

II. PROPÓSITO E MENSAGEM 

As cartas pastorais de 1 Timóteo, 2 Timóteo e Tito tinham em comum os seguintes propósitos:

1. Orientar os líderes quanto à vida pessoal. Paulo exorta o jovem pastor Timóteo dizendo que ele deveria servir como exemplo em tudo (1Tm 4.12,16). Para estar na liderança de uma igreja local é imprescindível ter uma vida exemplar. Também é necessário e importante que o líder saiba cuidar bem de sua vida familiar (1Tm 3.1-13), a fim de que sua esposa e filhos tenham uma boa conduta.

2. Combater as heresias. Paulo sabia das diversas heresias que ameaçavam as igrejas locais. O apóstolo estava preocupado com os crentes que já haviam sido seduzidos pelo judaísmo. O judaísmo exigia o cumprimento de vários rituais e liturgias, contudo Jesus nos ensinou uma nova maneira de cumprir a Lei e de viver. Jesus fez uma Nova Aliança com a humanidade mediante seu sacrifício na cruz. Naquele tempo havia também o perigo do gnosticismo, ou seja, uma filosofia herética, que defendia o dualismo, segundo o qual a matéria é má e o espírito é bom. Por isso, negava a encarnação de Cristo, pois o corpo, sendo matéria, contaminaria seu espírito. Paulo deixou Timóteo em Éfeso para amenizar os estragos dessa heresia, que se infiltrou no meio dos crentes, sob influência de Himeneu e Alexandre (1Tm 1.19,20).

 

SÍNTESE DO TÓPICO (II) 

As epístolas de Timóteo e Tito tinham como propósitos orientar os líderes quanto à vida pessoal e no combate as heresias.

SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO 

“A responsabilidade imediata de Timóteo era esta: ‘Para advertires a alguns que não ensinem outra doutrina’. O apóstolo não nos informa a quem ele se referia quando emitiu esta ordem; Timóteo provavelmente já sabia muito bem quem eram os envolvidos. Paulo usa termos vagos para descrever a natureza destas heresias: Fábulas ou... genealogias intermináveis, que mais produzem questões do que edificação de Deus, que consiste na fé.

Mesmo que seja impossível concluir com plena certeza quais eram esses ensinos que o apóstolo percebia que estavam minando a fé dos cristãos efésios, não é forçar a interpretação sugerir que se tratava de um começo de gnosticismo. A heresia conhecida por gnosticismo, que no século II se tornou ameaça séria à integridade do ensino cristão, tinha raízes judaicas e gentias. Houve três fases sucessivas da influência judaica na igreja primitiva. A segunda era a fase judaizante que Paulo combateu com tanta eficácia na Epístola aos Gálatas. É sobre a terceira fase, em que havia ‘revelações fingidas sobre nomes e genealogias de anjos’, que o apóstolo procura avisar Timóteo” (RICHARDS, Lawrence O. Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2007, p. 452).

 

III. UMA MENSAGEM PARA A IGREJA LOCAL E A LIDERANÇA DA ATUALIDADE 

Estamos vivendo os tempos trabalhosos que Paulo falou em 1 Timóteo 4.1,2. Precisamos estar atentos, por isso, vamos estudar duas heresias da atualidade. Estas precisam ser confrontadas com a Palavra de Deus.

1. O “evangelho” da prosperidade. Um dos mais eminentes defensores, desta falsa doutrina ensinou que “você é tanto uma encarnação de Deus quanto Jesus Cristo o foi. Você não tem um deus dentro de você. Você é um deus”. Se o crente é “deus” pode tudo; tudo o que disser tornar-se-á realidade (confissão positiva); e terá o mundo e as riquezas que desejar, sem pobreza nem enfermidades. À luz da Palavra de Deus, tal ensinamento equivale a orgulho, presunção e soberba. Sabemos que Deus abomina toda altivez (Pv 6.16-19) e que tal ensino é contrário as Escrituras Sagradas. Somos criaturas, temos falhas e sem Deus nada somos e nada podemos. O poder e a majestade são dEle.

2. Apostasia dos últimos dias. Paulo adverte aos crentes quanto ao que está acontecendo nos dias atuais, onde muitos estão abandonando a fé em Cristo. Em Tito, ele faz advertência semelhante sobre falsos líderes, contradizentes e de torpe ganância (Tt 1.9-13). Precisamos estar atentos para que os ensinos heréticos e a apostasia não alcancem a Igreja do Senhor. O líder tem a responsabilidade de zelar pela sã doutrina.

 

SÍNTESE DO TÓPICO (III)

Embora tenha sido escrita em um tempo distinto do nosso, podemos encontrar nas cartas pastorais, ensinos preciosos para a liderança local e para a igreja dos dias atuais.

SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO 

“O Espírito Santo revelou explicitamente que haverá, nos últimos tempos, uma rebeldia organizada contra a fé pessoal em Jesus Cristo. Aparecerão na igreja pastores de grande capacidade e poderosamente ungidos por Deus. Alguns realizarão grandes coisas por Deus, e pregarão a verdade do evangelho de modo eficaz, mas se afastarão da fé e paulatinamente se voltarão para espíritos enganadores e falsas doutrinas. Por causa da unção e zelo por Deus que tinham antes, desviarão muitas pessoas.

Muitos crentes se desviarão da fé porque deixarão de amar a verdade (2Ts 2.10) e de resistir às tendências pecaminosas dos últimos dias. Por isso, o evangelho liberal dos ministros e educadores modernistas encontrará pouca resistência em muitas igrejas” (Bíblia de Estudo Pentecostal, CPAD, p. 1870). 

IV. MENSAGEM PARA A LIDERANÇA

 

1. Administração eclesiástica. Em 1 Timóteo 3.1-12 e em Tito 1.5-9, vemos um conjunto de qualificações que aqueles que desejam liderar uma igreja necessitam ter. Infelizmente, em muitas igrejas, nem sempre estas recomendações são observadas. Porém, a liderança exige esforço. É necessário que o pastor tenha uma vida santa e irrepreensível. É preciso esforço e disciplina. Observe com atenção, algumas das qualificações necessárias ao líder: Irrepreensível, marido de uma só mulher, que tenha filhos fiéis, não soberbo, não iracundo, não dado ao vinho, não espancador, não cobiçoso de torpe ganância, dado à hospitalidade, amigo do bem, moderado, justo, santo, temperante, retendo firme a Palavra, capaz de admoestar com a sã doutrina, etc.

2. Ética ministerial. Na Segunda Epístola a Timóteo, Paulo diz que o ministro deve apresentar-se a Deus “aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar; que maneja bem a palavra da verdade” (2.15). A verdadeira liderança se estabelece pelo exemplo, pelo testemunho, muito mais do que pela eloquência, pela oratória ou pela retórica. Não são os diplomas de um pastor que o qualificam como líder cristão, mas seu exemplo, sua ética, diante de Deus e da igreja local. Paulo tinha condições de ensinar liderança e ética, pois sua vida era exemplo para a igreja e para os de fora (Fp 3.17; 1Co 11.1).

O líder cristão não é o que “manda”, mas o que serve. Não é o maior, e sim o menor (Mt 20.24-28).

SÍNTESE DO TÓPICO (IV) 

As epístolas de Timóteo e Tito apresentam um conjunto de qualificações que aqueles que desejam a liderança devem ter.

SUBSÍDIO TEOLÓGICO

“A liderança é essencial à vida e missão da igreja. Sem ela, a igreja tropeça e cai num curso incerto em sua peregrinação rumo a um lugar melhor. Sem liderança, a igreja não é capaz de cumprir seus propósitos de ministrar eficazmente aos de dentro e alcançar os de fora, nem pode render a Deus a glória que Ele merece.

O pastor é a pessoa chamada para prover a liderança final da igreja, não importando o sistema administrativo dela. O sucesso da igreja depende em grande parte de sua capacidade de liderança.

Liderança é bíblica. A ideia de alguém liderando outros está fundamentada nas Escrituras. Assumir papel de líder na igreja de Deus e esperar que outros sigam seu exemplo não é egoísmo, autoritarismo, condescendência nem pecado. Temos certeza disso porque as Escrituras deitam as bases e os princípios da liderança cristã” (MACARTHUR, John. Ministério Pastoral:Alcançando a excelência no ministério cristão. 7ª Edição. RJ: CPAD, 2012, pp.294-5). 

CONCLUSÃO 

As cartas pastorais contêm doutrinas e exortações quanto a assuntos práticos, mas também diretrizes gerais sobre liderança, designação de obreiros, suas qualificações, as responsabilidades espirituais e morais do ministério; do relacionamento com Deus, com os líderes e das relações interpessoais. São riquíssimas fontes de ensino para edificação das igrejas locais nos tempos presentes. 

PARA REFLETIR 

A respeito das Cartas Pastorais: 

Quais as epístolas estudaremos neste trimestre?

1 e 2 Timóteo e Tito.

 Quem escreveu as cartas a Timóteo e Tito?

Elas foram escritas por Paulo.

 Em que data, aproximadamente, foi escrita a Primeira Epístola de Timóteo?

Foi escrita no ano de 64 d.C. (aproximadamente).

 Quais eram os propósitos de 1 e 2 Timóteo e Tito?

Orientar os líderes quanto à vida pessoal e combater as heresias.

 De acordo com a lição, o líder é quem manda ou quem serve?

O líder cristão não é o que “manda”, mas o que serve. Não é o maior, e sim o menor. 

SUBSÍDIOS ENSINADOR CRISTÃO

 Uma mensagem à Igreja Local e à Liderança 

Entre os anos 50 e 65 d.C., a Igreja era uma comunidade incipiente. Historicamente, há pouco havia acabado de nascer. Nesse período, as cidades de Éfeso e de Creta foram evangelizadas pelo apóstolo Paulo. Ali, numa região de domínio romano, mas também de predominância cultural grega, o Evangelho “explodiu”. Uma incipiente comunidade de cristãos em Éfeso e Creta não poderia ficar sem a referência apostólica, por isso, o apóstolo dos gentios viu-se obrigado a escrever três cartas, cujos estudiosos classificam como pastorais: 1 Timóteo, 2 Timóteo e Tito.

Basicamente, as cartas contêm conselhos práticos de encorajamento sobre a vida e o ministério dos jovens pastores Timóteo e Tito. O apóstolo os instruiu sobre as normas necessárias, o combate imperioso contra as heresias e fábulas da época, entretanto, colocando a eclesiologia das comunidades em destaque: a organização da igreja; o cuidado competente e encorajador do pastor aos grupos específicos da igreja local, tais como aos jovens, aos adultos, aos anciões e aos oficiais da igreja.

O apóstolo Paulo era um missionário atarefado e, por isso, não poderia estar frequentemente nas comunidades fundadas por ele. Todavia, as igrejas cristãs não poderiam ficar sem o ensino de Cristo. Assim, percebemos a preocupação e a urgência que Paulo demonstrou sobre o estabelecimento de diáconos e presbíteros, logo nos primeiros capítulos de 1 Timóteo e de Tito. Em linhas gerais, podemos dizer que o objetivo principal das cartas era instruir os jovens pastores sobre como separar e estabelecer bons obreiros para a seara do mestre. De antemão, a tarefa do oficial cristão não é nada fácil, pois o tempo é difícil e trabalhoso. Os obreiros do Senhor, em primeiro lugar, deveriam ser provados e aprovados por Deus (2Tm 2.15), como pessoas aptas ao ensino do Evangelho, manejando bem a palavra da verdade. Esta predisposição era essencial a todo o vocacionado pelo Senhor a administrar a obra de Deus.

A partir dessa orientação pastoral, segundo as cartas de Paulo, veremos a administração das primeiras comunidades cristãs locais, organizando-se em um conselho de presbíteros, que subdividiriam-se em administradores e ensinadores (1Tm 5.17), e o estabelecimento dos diáconos (At 6). Portanto, a igreja do primeiro século era organizada, observava a Palavra, assistia e acolhia pessoas. Esta obra não podia acabar!

 

 

                             Lições Bíblicas CPAD

 

                               Adultos 3º Trimestre de 2015 

 

               Título: A Igreja e o seu Testemunho — As ordenanças de                                             Cristo nas cartas pastorais

 

                             Comentarista: Elinaldo Renovato de Lima 

 

                                Lição 2: O Evangelho da Graça  

                                    Data: 12 de julho de 2015  

 

TEXTO ÁUREO
[...] contanto que cumpra com alegria a minha carreira e o ministério que recebi do Senhor Jesus, para dar testemunho do evangelho da graça de Deus” (At 20.24).

 

 VERDADE PRÁTICA 

 

O evangelho da graça de Deus é por excelência o evangelho da libertação do homem através do sacrifício salvífico de Jesus Cristo.

 

 LEITURA DIÁRIA 

 

Segunda — 1Tm 1.7

 

Falsos doutores da lei que não compreendiam o que ensinavam 

 

Terça — 1Tm 1.9,10

 

A Lei não foi feita para os justos, mas para os injustos 

 

Quarta — 1Tm 1.17

 

A Deus honra e glória para sempre

 

Quinta — 1Tm 1.20

 

Entregues a Satanás para que aprendam a não blasfemar 

 

Sexta — 2Tm 4.7

 

Combatendo o bom combate da fé cristã 

 

 

 

 

 

                                        Lições Bíblicas CPAD

                             Adultos 3º Trimestre de 2015 

Título: A Igreja e o seu Testemunho — As ordenanças de Cristo nas cartas pastorais

Comentarista: Elinaldo Renovato de Lima 

Lição 5: Apostasia, fidelidade e diligência no Ministério

Data: 2 de Agosto de 2015

 

TEXTO ÁUREO

 

Mas o Espírito expressamente diz que, nos últimos tempos, apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores e a doutrinas de demônios” (1Tm 4.1).

 

VERDADE PRÁTICA

 

A apostasia e a infidelidade a Deus são características marcantes dos tempos do fim.

 

LEITURA DIÁRIA

 

Segunda — Mt 7.15

O cuidado com os ensinos dos falsos profetas

 

 

 

Terça — Hb 3.12

Que não haja em nós um coração infiel

 

 

 

Quarta — 1Pe 2.2

Desejando o “leite racional, não falsificado”

 

 

 

Quinta — 1Pe 1.15

Santos em toda a nossa maneira de viver

 

 

 

Sexta — Jr 48.10

A maldição de se fazer a obra do Senhor relaxadamente

 

 

 

Sábado — Hb 12.14

O cultivo da santificação na nossa vida diária

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

 

1 Timóteo 4.1,2,5-8,12,16.

 

1 — Mas o Espírito expressamente diz que, nos últimos tempos, apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores e a doutrinas de demônios,

2 — pela hipocrisia de homens que falam mentiras, tendo cauterizada a sua própria consciência,

5 — porque, pela palavra de Deus e pela oração, é santificada.

6 — Propondo estas coisas aos irmãos, serás bom ministro de Jesus Cristo, criado com as palavras da fé e da boa doutrina que tens seguido.

7 — Mas rejeita as fábulas profanas e de velhas e exercita-te a ti mesmo em piedade.

8 — Porque o exercício corporal para pouco aproveita, mas a piedade para tudo é proveitosa, tendo a promessa da vida presente e da que há de vir.

12 — Ninguém despreze a tua mocidade; mas sê o exemplo dos fiéis, na palavra, no trato, no amor, no espírito, na fé, na pureza.

16 — Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina; persevera nestas coisas; porque, fazendo isto, te salvarás, tanto a ti mesmo como aos que te ouvem.

 

HINOS SUGERIDOS

 

210, 306 e 432 da Harpa Cristã

 

OBJETIVO GERAL

 

Mostrar que a apostasia e a infidelidade a Deus são características do tempo do fim.

 

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

 

Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.

 

  • I. Tratar a respeito da apostasia dos homens.
  • II. Compreender que o bom ministro deve ser fiel ao Senhor.
  • III. Refletir a respeito da diligência no ministério.

 

INTERAGINDO COM O PROFESSOR

 

Na lição de hoje estudaremos a respeito da apostasia, fidelidade e diligência no ministério cristão. O termo apostasia vem do grego apostásis e significa o abandono premeditado e consciente da fé cristã. Ao estudar a Palavra de Deus, vemos que no Antigo Testamento, Israel por várias vezes apostatou da fé. Em tempos de apostasia, os profetas eram levantados pelo Senhor para denunciar o pecado e conduzi-los novamente ao Senhor. O profeta tinha o dever de confrontar o povo, alertando contra o pecado. Mesmo sendo perseguidos, muitos profetas foram fiéis ao Senhor e ao seu ministério, não permitindo a apostasia do povo. Atualmente, o pastor, não pode se calar diante da apostasia do nosso tempo. É preciso confrontar as pessoas mediante o ensino das Escrituras Sagradas. Paulo foi incisivo ao orientar Timóteo para que ele doutrinasse a igreja a fim de que os membros não fossem seduzidos pelos falsos ensinos, apostando da fé. Atualmente, por falta de ensino, muitos estão abandonando a fé genuína em Jesus Cristo, caindo nas garras do Inimigo. Para combater a apostasia, a liderança precisa investir no ensino bíblico. Jesus certa vez, declarou: “Errais não conhecendo as Escrituras” (Mt 22.29)

 

COMENTÁRIO

 

INTRODUÇÃO

 

Nesta lição vamos enfatizar o cuidado que os líderes devem ter com os falsos mestres a fim de que não destruam o rebanho do Senhor. Timóteo foi enviado à igreja de Éfeso para combater os falsos mestres e suas heresias e é exortado por Paulo para que realize a sua missão com excelência.

 

 

PONTO CENTRAL

 

Na atualidade, muitos estão apostatando da fé genuína em Jesus Cristo por falta de ensino das Sagradas Escrituras.

 

 

I. A APOSTASIA DOS HOMENS

 

1. A apostasia. A igreja em Éfeso estava sob o ataque dos falsos mestres. Paulo não se omitiu nem se intimidou diante deles, mas com coragem e ousadia combateu os ensinos heréticos que estes disseminavam. Ele tomou todas as providências necessárias para coibir a ação maligna. Paulo foi incisivo ao advertir Timóteo, para que ele doutrinasse a igreja em Éfeso a fim de que os irmãos não viessem apostatar da fé cristã. O que significa apostasia? Significa “abandono premeditado e consciente da fé cristã”. Sabemos que no Antigo Testamento foram muitas as apostasias cometidas pelos israelitas. Para Deus a apostasia é vista como um “adultério espiritual”.

2. Doutrinas de demônios (v.1). Os falsos mestres eram e continuam sendo uma ameaça para a Igreja de Cristo. Há uma igreja, na América Central, cujo líder e fundador dizia ser Jesus Cristo. Esse “falso Cristo” faleceu há pouco tempo. Na igreja por ele fundada, um dos símbolos mais importantes é o número 666, a quem atribuem perfeição e santidade, quando a Palavra de Deus diz que tal número é símbolo que identifica “a besta” ou o Anticristo (Ap 13.18). Isso é exemplo de “doutrina de demônio”. O líder precisa estar atento e alertar suas ovelhas quanto a estas doutrinas.

3. Espíritos enganadores. Os falsos mestres eram mentirosos e faziam de tudo para que os crentes da Igreja em Éfeso seguissem “espíritos enganadores”. Sabemos que Satanás é enganador. Ele procura, de todas as formas, iludir os crentes a fim de que estes abandonem a fé verdadeira. Atualmente, temos visto a atuação de muitos espíritos enganadores. A internet tem contribuído para disseminar muitas heresias e enganar muitos que são fiéis ao Senhor. Uma das doutrinas malignas que se tornou comum, nos tempos atuais é a desvalorização do casamento heterossexual (homem e mulher), enquanto o casamento entre homossexuais vem sendo incentivado pelos meios de comunicação.

 

 

 

SÍNTESE DO TÓPICO (I)

 

Paulo advertiu a Timóteo para que ele combatesse os falsos mestres e seus ensinos que levavam as ovelhas à apostasia.

 

 

 

SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO

 

“O Espírito Santo revelou explicitamente que haverá, nos últimos tempos, uma rebeldia organizada contra a fé pessoal em Jesus Cristo.

Muitos crentes se desviarão da fé porque deixarão de amar a verdade (2Ts 2.10) e de resistir às tendências pecaminosas dos últimos dias. Por isso, o evangelho liberal dos ministros e educadores modernistas encontrará pouca resistência em muitas igrejas.

A popularidade dos ensinos antibíblicos vem, sobretudo pela ação de Satanás, conduzindo suas hostes numa posição cerrada à obra de Deus. A segunda vinda de Cristo será precedida de uma maior atividade de satanismo, espiritismos, ocultismos, possessão e engano demoníacos, no mundo e na igreja.

A proteção do crente contra tais enganos e ilusões consiste na lealdade total a Deus e à sua Palavra inspirada, e a conscientização de que os homens de grandes dons e unção espirituais podem enganar-se, e enganar os outros com suas misturas de verdade e falsidade. Essa conscientização deve estar aliada a um desejo sincero do crente praticar a vontade de Deus (Jo 7.17) e de andar na justiça e no temor dEle.

Os crentes fiéis não devem pensar que pelo fato da apostasia predominar dentro do cristianismo nesses últimos dias, não poderá ocorrer reavivamento autêntico, nem que o evangelismo segundo o padrão do NT não será bem-sucedido. Deus prometeu que nos ‘últimos dias’ salvará todos quanto invocarem o seu nome e que se separarem dessa geração perversa, e que Ele derramará sobre eles o seu Espírito Santo” (Bíblia de Estudo Pentecostal. RJ: CPAD, p.1870).

 

 

 

 

 

 

 

II. A FIDELIDADE DOS MINISTROS

 

1. O bom ministro (v.6). Timóteo deveria dar instruções ao rebanho do Senhor, agindo como um “bom ministro de Cristo”. Segundo o Comentário Bíblico Beacon, “a palavra grega traduzida por ministro (diakonos) é a mesma palavra traduzida por ‘diáconos’ em 3.8”. O bom ministro é aquele que serve a Igreja, exortando, ensinando e discipulando suas ovelhas. Pois todo o crente precisa estar firmado na fé e na doutrina cristã (v.6b). O bom ministro zela pela vida espiritual do rebanho do Senhor. O pastor precisa ser um estudioso da Bíblia a fim de “conhecer a sabedoria e a instrução” para entender as palavras da prudência (Pv 1.2). O estudo das Escrituras conduz o pastor e as ovelhas à sabedoria, em todos os aspectos da vida.

2. Rejeitando as fábulas profanas. “Mas rejeita as fábulas profanas e de velhas e exercita-te a ti mesmo em piedade” (v.7). As “fábulas profanas e de velhas”, segundo o Comentário Bíblico Beacon, seriam as superstições ou mitos e lendas a respeito de determinados assuntos. Paulo ensina a Timóteo que tais crendices são profanas e não edificam a Igreja. Quando os crentes não são orientados a lerem a Bíblia, nem tampouco a estudarem, quase sempre se portam como meninos espirituais. Daí porque há tanto emocionalismo e modismos nos cultos. Tais pessoas, por não conhecerem a Palavra e não estarem firmados nela, acabam sendo levadas por todo vento de doutrinas e engano dos homens que, com astúcia, enganam fraudulosamente (Ef 4.14).

3. O exercício físico e a piedade (v.8). Paulo não estava desaprovando a ideia do bem-estar físico. O que ele queria dizer, para uma comunidade que valorizava excessivamente os exercícios físicos e o corpo, é que tais práticas, ainda que saudáveis, só serviam para esta vida. Enquanto que “a piedade para tudo é proveitosa, tendo a promessa da vida presente e da que há de vir” (v.8b). Sabemos que o nosso corpo é templo do Espírito Santo, por isso, precisa ser bem cuidado.

 

 

 

SÍNTESE DO TÓPICO (II)

 

A fidelidade do ministro no ensino da Palavra de Deus e no combate as heresias.

 

 

 

SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO

 

“Líderes eclesiásticos, pastores de igrejas locais e dirigentes administrativos da obra devem lembrar-se de que o Senhor Jesus os têm como responsáveis pelo sangue de todos os que estão sob seus cuidados. Se o dirigente deixar de ensinar e pôr em prática todo o conselho de Deus para a igreja, principalmente quanto à vigilância sobre o rebanho, não estará ‘limpo do sangue de todos’. Deus o terá por culpado do sangue dos que se perderem, por ter deixado de proteger o rebanho contra os falsificadores da Palavra” (Bíblia de Estudo Pentecostal. RJ: CPAD, p.1677).

 

 

 

III. A DILIGÊNCIA NO MINISTÉRIO

 

1. O ensino prescritivo. “Manda estas coisas e ensina-as” (v.11). Era uma determinação de Paulo a Timóteo, para que ele não fraquejasse na ministração da doutrina à igreja em Éfeso, visto que as heresias estavam se espalhando com certa facilidade. A exortação de Paulo é de grande valor para os dias atuais, em que, em muitas igrejas, há um desprezo pela Palavra de Deus.

2. O exemplo dos fiéis (v.12). Timóteo era um jovem pastor, com cerca de 30 a 35 anos, e fora enviado para doutrinar uma igreja, onde já havia anciãos ou presbíteros, com mais idade. Por isso, Paulo o exorta a ser um exemplo em tudo. O pastor, não importa a idade que tenha, precisa ter consciência de que será sempre um exemplo para o seu rebanho, por isso, precisa ter cuidado com seu modo de falar, agir e até de se vestir.

3. O cuidado que o ministro deve ter com o aprendizado. “Persiste em ler, exortar e ensinar, até que eu vá” (v.13). Um ministro do evangelho precisa estar constantemente estudando e aprendendo para que possa exortar, ensinar a Igreja. Infelizmente, há pastores que nunca leram a Bíblia toda. Além da Bíblia é preciso ler outros livros que vão edificar o pastor e contribuir para a edificação da Igreja.

É importante também ressaltar que neste versículo o vocábulo “ensinar” tem o sentido de instruir doutrinariamente na verdade. Todavia, para “ensinar”, o líder precisa gostar de aprender.

 

 

 

SÍNTESE DO TÓPICO (III)

 

O ministro de Deus deve ser diligente quanto ao aprendizado da Palavra de Deus.

 

 

 

SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO

 

“‘Ninguém despreze a sua mocidade [...]’ (1Tm 4.12). A palavra grega é neotes, que indica uma pessoa que é adulta, mas abaixo dos 40 anos. No mundo antigo, não era esperado que uma pessoa com a idade de Timóteo, provavelmente nos seus 30 anos de idade, tivesse obtido o discernimento e a sabedoria requerida para os líderes.

Podemos entender, em virtude do ambiente social, no qual os pagãos e judeus igualmente esperavam que uma pessoa tivesse entre 40 e 60 anos para ser qualificado a compreender e aconselhar, por que Timóteo, com 30 anos de idade, pode ter estado hesitante em afirmar sua autoridade.

É significativa a apresentação de novos critérios pelos quais a igreja deve avaliar os seus líderes. O que qualifica uma pessoa para a responsabilidade de liderança na igreja de Deus não é a idade, mas sim o caráter. Timóteo e os líderes devem dar exemplo para os crentes no modo de falar, na vida, no amor, na fé e na pureza” (RICHARDS, Lawrence O. Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento. 7ª Edição. RJ: CPAD, 2012, p.471).

 

 

 

CONCLUSÃO

 

Temos que ter cuidado, pois atualmente muitos estão apostatando da fé e se deixando levar por doutrinas de homens e de demônios. Para combater os falsos ensinos, o pastor deve conhecer a Palavra de Deus e ensiná-la ao rebanho. O pastor e seus auxiliares precisam conhecer as doutrinas bíblicas a fim de que possam ensinar a sã doutrina.

Que o Senhor guarde os ministros e as igrejas dos ataques do maligno, da apostasia nesses últimos tempos que antecedem a vinda de Jesus.

 

PARA REFLETIR

 

A respeito das Cartas Pastorais:

 

Como Deus vê a apostasia?

Como um adultério espiritual.

 

Segundo a lição, qual doutrina maligna que vem se tornando comum nos dias atuais?

A desvalorização do casamento hetero.

 

Quem é o bom ministro?

O bom ministro é aquele que serve a igreja, exortando, ensinando e discipulando suas ovelhas.

 

De acordo com a lição, o que o bom ministro precisa fazer constantemente?

Ele precisa estudar a Palavra de Deus, ler bons livros e estar sempre aprendendo.

 

Qual o sentido da palavra “ensinar” no versículo 13?

O vocábulo ensinar tem o sentido de instruir doutrinariamente na verdade.

 

SUBSÍDIOS ENSINADOR CRISTÃO

 

Apostasia, fidelidade e diligência no Ministério

 

Muitos confundem “apostasia” com o desvio de uma pessoa em relação a uma “instituição religiosa”. Não podemos insistir nesse tipo de dúvida, pois a apostasia está descrita na Bíblia como um acontecimento sério e pouco comum. Sim, não é comum quem teve um encontro pessoal com Deus, provando da sua boa Palavra, apostatar-se da fé, mas é biblicamente possível também não podemos confundir simples frequentadores de templos com lavados e remidos no sangue de Jesus.

A palavra “apostasia” vem do vocábulo do grego antigo apóstasis, que significa “estar longe de”, isto é, no sentido de “revolta”, “rebelião”, “afastamento doutrinário e religioso”, “apostasia da verdade”. Por isso, apostasia se refere, ao contrário da crença popular, uma decisão deliberada, consciente, aberta ou oculta, contra fé genuína do Evangelho.

Na “esteira” da apostasia precedem os ensinos falsos, malignos e fantasiosos. São as “doutrinas de demônio” que o apóstolo Paulo menciona na epístola. Uma das maneiras desses ensinos manifestarem-se na igreja é os seus propagadores elegerem um tema da Bíblia como ênfase doutrinária, como se o fiel que não conhecesse aquele assunto não teria acesso aos “mistérios de Deus”. Assim, no interior do homem que influência outras pessoas com esses falsos ensinos, nasce a egolatria e cresce a síndrome de autossuficiência.

O apóstata não se vê apóstata. Não reconhece nem considera a possibilidade de ele ter-se transformado deliberadamente num apóstata da fé. Por isso, o elemento fundamental para ele voltar atrás é quase impossível de ocorrer: o arrependimento. Para os ministros de Cristo defenderem a Igreja da apostasia, antes de tudo, eles precisam honrar a fé em Jesus Cristo, a simplicidade do Evangelho, servindo a igreja com amor e fidelidade. Sendo arautos de Deus para toda boa obra. Os ministros de Deus, os servidores da Igreja de Cristo, devem estar aptos a ensinar e a contradizer os falsos ensinadores. Rejeitando as “fábulas profanas”, ensinamentos que em nada edificam a Igreja de Cristo.

Portanto, aos ministros de Cristo cabe a diligência na fé, ensinando as Sagradas Escrituras e apresentando-se como modelos ideais que estimulem os fiéis a viver a fé. Persistirem na pesquisa, no estudo exaustivo e sistemático das Escrituras Sagradas. Que o Senhor nosso Deus guarde o seu povo da apostasia!

Que o Senhor guarde o seu povo!

fonte www.avivamentonosul21.comunidades.net

 

                                             Lições Bíblicas CPAD

                        Adultos   3º Trimestre de 2015 

Título: A Igreja e o seu Testemunho — As ordenanças de Cristo nas cartas pastorais     Comentarista: Elinaldo Renovato de Lima  

                              Lição 6: Conselhos gerais

                             Data: 9 de Agosto de 2015

 

TEXTO ÁUREO

 

Olhai, pois, por vós e por todo o rebanho sobre que o Espírito Santo vos constituiu bispos [...]” (At 20.28).

 

VERDADE PRÁTICA

 

O pastor precisa cuidar das ovelhas do Sumo Pastor com o mesmo zelo com que cuida de sua família.

 

LEITURA DIÁRIA

 

Segunda — Mt 26.41

O crente precisa orar e vigiar para não cair em tentação

 

 

Terça — Nm 14.18

“Deus não tem o culpado por inocente”

 

 

Quarta — Jo 7.24

Jamais devemos julgar pela a aparência

 

 

Quinta — Cl 3.23

Devemos trabalhar para o Senhor e não para os homens

 

 

Sexta — Lc 12.21

A insensatez do homem revelada na busca por riquezas

 

 

Sábado — Ef 2.10

Fomos criados em Jesus para as boas obras

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

 

1 Timóteo 5.17-22; 6.9-10.

 

1 Timóteo 5

17 — Os presbíteros que governam bem sejam estimados por dignos de duplicada honra, principalmente os que trabalham na palavra e na doutrina.

18 — Porque diz a Escritura: Não ligarás a boca ao boi que debulha. E: Digno é o obreiro do seu salário.

19 — Não aceites acusação contra presbítero, senão com duas ou três testemunhas.

20 — Aos que pecarem, repreende-os na presença de todos, para que também os outros tenham temor.

21 — Conjuro-te, diante de Deus, e do Senhor Jesus Cristo, e dos anjos eleitos, que, sem prevenção, guardes estas coisas, nada fazendo por parcialidade.

22 — A ninguém imponhas precipitadamente as mãos, nem participes dos pecados alheios; conserva-te a ti mesmo puro.

 

1 Timóteo 6

9 — Mas os que querem ser ricos caem em tentação, e em laço, e em muitas concupiscências loucas e nocivas, que submergem os homens na perdição e ruína.

10 — Porque o amor do dinheiro é a raiz de toda espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé e se traspassaram a si mesmos com muitas dores.

 

HINOS SUGERIDOS

 

62, 369, 577 da Harpa Cristã

 

OBJETIVO GERAL

 

Mostrar que o zelo do pastor pelo rebanho de Cristo precisa ser semelhante ao zelo que tem por sua família.

 

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

 

Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.

 

  • Refletiracerca do cuidado que o pastor deve ter com as ovelhas do Senhor.
  • Apresentaras orientações bíblicas com respeito ao trato com os presbíteros.
  • Compreenderos conselhos paulinos sobre a sã doutrina.

 

INTERAGINDO COM O PROFESSOR

 

Na lição de hoje veremos o cuidado e a dedicação de Paulo para com sua missão pastoral. Ele estava atento aos assuntos de interesse da igreja. Ao ler as suas epístolas pastorais, podemos perceber que Paulo deu especial importância à manutenção dos obreiros, discorreu sobre a questão da disciplina dos líderes, especialmente dos presbíteros que viessem a falhar. De forma bem clara, doutrinou a respeito dos relacionamentos na igreja local.

Paulo recomenda que “os presbíteros que governam bem sejam estimados por dignos de duplicada honra, principalmente os que trabalham na palavra e na doutrina” (5.17). É importante ressaltar que neste texto, presbíteros significam pastores. Assim como os doze apóstolos de Jesus deixaram tudo para segui-lo, muitos homens, na igreja do primeiro século, deixaram tudo para se dedicar ao pastorado. Estes deveriam ser sustentados pela igreja. “Porque diz a Escritura: Não ligarás a boca ao boi que debulha. E: Digno é o obreiro do seu salário” (5.18). Aos coríntios, ele fez observações idênticas, revelando seu zelo pela manutenção dos obreiros (1Co 9.6-10).

 

COMENTÁRIO

 

INTRODUÇÃO

 

Na lição de hoje estudaremos partes do capítulo cinco e seis da primeira Epístola de Timóteo. Neste capítulo Paulo dá a Timóteo instruções mais específicas quanto à liderança da igreja. Paulo deseja que o jovem pastor prossiga alegremente e de modo irrepreensível. Como pastor, Timóteo precisava aprender a lidar com os idosos e com todas as demais faixas etárias que compunham a igreja. O pastor precisa cuidar, apascentar o bebê, a criança, o adolescente, o jovem, o adulto e o ancião, pois todos fazem parte do rebanho do Senhor.

No capítulo seis Paulo vai dar prosseguimento as suas recomendações quanto ao relacionamento de Timóteo com as ovelhas.

 

 

PONTO CENTRAL

 

O pastor deve cuidar do rebanho com zelo e dedicação.

 

 

  1. O CUIDADO COM O REBANHO

 

  1. O cuidado com os anciãos (5.1).O pastor precisa se relacionar bem com os membros de diferentes idades. Paulo procurou ensinar a Timóteo a maneira correta de lidar com as pessoas mais velhas. Todavia, isso não significa dizer que o pastor não deve corrigir, disciplinar os mais velhos, porém segundo oComentário Bíblico Beacon o conselho de Paulo a Timóteo é: “Em vez de repreender o mais velho, solicite-lhe; apela a ele como se fosse teu pai”.
  2. O cuidado com as mulheres idosas e viúvas (5.2).As mulheres idosas deveriam ser tratadas como mães, ou seja, membros da família. O pastor deve proteger as irmãs idosas e ajudá-las para que continuem a crescer na graça e no conhecimento de Jesus Cristo.

Paulo também dá a Timóteo algumas orientações para que ele pudesse resolver as questões das viúvas na igreja (5.3-8). No mundo antigo, as viúvas enfrentavam uma situação difícil. Não havia o serviço de previdência social e quando o marido morria, se os filhos e parentes não cuidassem delas, elas passavam por sérias dificuldades financeiras. Não havia espaço para a mulher viúva no mercado de trabalho, por isso, a igreja deveria sustentar aquelas que não tinham nenhum parente.

  1. O cuidado com os ministros fiéis (v.17).Os líderes que são fiéis ao Senhor e à Igreja devem ser estimados e apoiados. Sabemos que não é fácil agradar a todos e que os líderes sempre acabam sendo alvo de críticas. Como temos tratado os líderes de nossas igrejas? Com estima e apreço? Assim como os primeiros apóstolos, muitos dos obreiros de Éfeso deixaram tudo para seguir a Cristo, vivendo exclusivamente da igreja e para a igreja. O cuidado espiritual e econômico fazia parte das recomendações de Paulo a Timóteo. Aos coríntios, ele fez observações idênticas, revelando seu zelo pela manutenção dos obreiros (1Co 9.6-10).

 

 

SÍNTESE DO TÓPICO (I)

 

O pastor precisa se relacionar bem com todos e cuidar dos membros com amor.

 

 

SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO

 

“Nos tempos da Bíblia, as viúvas geralmente não tinham meio de ganhar a vida. Aquelas que não tinham filhos nem netos que as sustentassem eram literalmente necessitadas. Os judeus e os primeiros cristãos mostraram grande preocupação por estas mulheres, e eram cuidadosos em prover para elas. Esta carta a Timóteo sugere que as viúvas cristãs não se limitavam a receber ajuda. Aquelas que tivessem demonstrado um caráter cristão recebiam papéis quase oficiais na igreja (5.9,10), e um ministério ativo junto a jovens casadas (Tt 2.3-5).

Paulo, no entanto, limita ainda mais os membros neste papel oficial, embora sem limitar os direitos das viúvas que não tinham famílias que as sustentassem. Ele incentiva as viúvas jovens a se casarem novamente. E adverte que ‘a viúva que vive em deleites, vivendo, está morta’. A expressão ‘que vive em deleites’ é uma única palavra em grego, spatalao, que significa viver auto indulgentemente ou em luxúria. Paulo não está acusando estas viúvas de uma conduta sexual errada, mas sim de materialismo, de uma perspectiva voltada a si mesmas, que contrasta com a de uma viúva que ‘espera em Deus e persevera de noite e de dia em rogos e orações’.

Uma mulher assim está ‘morta’ no sentido de que ela é insensível às realidades que marcam os outros como sendo particularmente vitais e vivos” (RICHARDS, Lawrence O. Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento. 7ª Edição. RJ: CPAD, 2012, pp.471-72).

 

 

 

 

  1. O TRATO COM O PRESBITÉRIO

 

  1. Acusação contra os presbíteros.Os presbíteros, ou pastores, não são isentos de falhas. Eles estão sujeitos a pecar, por isso, precisam vigiar e orar ainda mais (Mt 26.41). Nenhum obreiro pode pensar que é infalível. Sabemos que os líderes cristãos são alvo de críticas, calúnias, injúrias e difamações, por isso, Paulo dá orientações importantes quanto aos pastores dizendo: “Não aceites acusação contra presbítero, senão com duas ou três testemunhas” (1Tm 5.19 cf. Dt 19.15). Mas, se o líder for realmente culpado, precisa se arrepender, confessar, deixar os seus pecados e ser disciplinado (Pv 28.13). Encobrir os erros daqueles que pecaram não é a solução, pois “Deus não tem o culpado por inocente” (Nm 14.18).
  2. A repreensão aos presbíteros.“Aos que pecarem, repreende-os na presença de todos, para que também os outros tenham temor” (5.20). Aqui, Paulo ensina a respeito da forma como aqueles que pecaram e tiveram suas faltas comprovadas por testemunhas, devem ser disciplinados. O pastor que aplica a disciplina precisa ter muito cuidado para agir conforme a reta justiça. A disciplina deve ser feita de maneira criteriosa, com sabedoria e amor.
  3. O cuidado com a saúde (v.23).Paulo aconselhou Timóteo a não beber somente água pura, mas misturar um pouco de vinho à água. Não sabemos ao certo o porquê de tal conselho, mas sabemos que naquele tempo as pessoas não podiam contar com os medicamentos que temos hoje. Sabemos também que o crente não deve beber vinho. Encontramos na Palavra de Deus inúmeras advertências a respeito do vinho (Lv 10.9; Pv 20.1; 23.31 e Ef 5.18). O importante aqui é ressaltar que esse texto contraria a ideia de que o crente não pode adoecer. Certamente Paulo sofreu algum tipo de enfermidade (Gl 4.13); seus companheiros, como Trófimo, adoeceram (2Tm 4.20). Essas pessoas não tinham fé? Estavam em pecado? De forma alguma! O líder também está sujeito a enfermidade, por isso, precisa cuidar da sua saúde física e emocional a fim de que possa cuidar do rebanho do Senhor.

 

 

SÍNTESE DO TÓPICO (II)

 

Nenhum obreiro é infalível, por isso, a Palavra de Deus apresenta a maneira correta de disciplinar aqueles que erram.

 

 

SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO

 

“Presbíteros (5.17-20). Paulo observa que os presbíteros ‘dirigem os interesses da Igreja’. O vocábulo grego proestotes quer dizer presidir, supervisionar a vida da congregação. A expressão ‘merecedores de dobrados’, no contexto, parece querer se referir aos os aspectos financeiros e de respeito.

A mensagem de Deuteronômio 19.15 insiste que até mesmo os comuns do povo devem ser protegidos contra as acusações de terceiros. O cargo público faz com que seus ocupantes sejam mais vulneráveis à hostilidade e falsas acusações do que as outras pessoas. Se acreditarem nessa acusação, estariam obstruindo a liderança.

Na igreja, não há quem esteja isento de responsabilidades. Com efeito, a projeção do cargo de presbítero implica em censura pública caso venha a cometer alguma falta. Ao protegermos nossos líderes da responsabilidade de seus atos pecaminosos, corrompemos a igreja, pois seus membros não levarão a sério quando forem admoestados” (RICHARDS, Lawrence O. Guia do Leitor da Bíblia: Uma análise de Gênesis a Apocalipse capítulo por capítulo. 10ª Edição. RJ: CPAD, 2012, p.837).

 

 

III. CONSELHOS GERAIS

 

  1. Aos que não respeitam a sã doutrina (6.3,4).Doutrina “é a exposição sistemática e lógica das verdades extraídas da Bíblia”. Na igreja em Éfeso havia alguns falsos mestres que resolveram disseminar falsos ensinos. Algumas igrejas, infelizmente, têm sucumbido aos apelos dos falsos mestres que deturpam a sã doutrina (1Tm 1.10), falsificando a Palavra (2Co 4.2), e seguindo os ensinos de Balaão. Para piorar ainda mais a situação, essas igrejas, à semelhança de Tiatira, acabam tolerando a imoralidade (Ap 2.14,15,20,22). Porém, a autêntica noiva de Cristo mantém-se fiel às Escrituras (Jo 14.15,21,23; Tt 1.9), pois, é “a igreja do Deus vivo a coluna e firmeza da verdade” (1Tm 3.15).
  2. Aos que querem ser ricos (6.9,10).É muito eloquente a exortação de Paulo acerca dos que buscam riquezas. Ele se refere aos “que querem ser ricos” ou que vivem buscando bens materiais, não dando valor às coisas de Deus. São como o rico da parábola, de quem Jesus disse: “Assim é aquele que para si ajunta tesouros e não é rico para com Deus” (Lc 12.21). Paulo não é contra o possuir bens materiais, pois estes podem ser usados para o Reino de Deus, beneficiando a obra do Senhor. Paulo fala aqui do desejo de ser rico a qualquer custo. Ele fala do amor ao dinheiro e da cobiça. A Palavra de Deus nos ensina que a cobiça leva a todos os tipos de males: adultério, roubo, corrupção, suborno, etc.
  3. Conselhos aos ricos (6.17-19).Paulo aconselha aos ricos que não sejam arrogantes e não depositem sua esperança na riqueza. Os bens materiais são efêmeros, pois não vamos levar nada quando partirmos desta vida (6.17). Paulo exorta aos ricos que “façam o bem, enriqueçam em boas obras, repartam de boa mente e sejam comunicáveis” (6.18). As boas obras não salvam ninguém (Ef 2.8,9), mas são necessárias ao bom testemunho cristão e fazem parte da vida cristã (Ef 2.10). O crente sábio não entesoura para esta vida, mas para a futura (Mt 6.19-21).

 

 

SÍNTESE DO TÓPICO (III)

 

Paulo apresenta a Timóteo, e à Igreja do Senhor, vários conselhos úteis quanto ao ensino e o trato para com o rebanho do Senhor.

 

 

SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO

 

“Foge destas coisas (1Tm 6.11-19). ‘Fugir’ no sentido figurativo significa evitar ou abster-se. Voltemos às costas para o desejo de tudo o que este mundo tem a oferecer e optemos pela justiça, piedade, fé, amor, tolerância e gentileza. Se estas qualidades são verdadeiras em nós, também é o nosso tesouro. Assim, estaremos a salvo das tentações que arrastam e lançam muitos à ruína.

Aos ricos, Paulo recomenda que não sejam arrogantes nem depositem sua esperança na riqueza. Mudem todo o foco de sua expectativa para o futuro com Deus. Usem o dinheiro para as boas obras. Sejam generosos e repartam. Estejam seguros de que o fundamental seja ampliado a cada dia, não na terra, mas nos céus” (RICHARDS, Lawrence O. Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento. 7ª Edição. RJ: CPAD, 2012, p.838).

 

 

CONCLUSÃO

 

Paulo era cuidadoso em sua missão pastoral. Ele se preocupava com diversos assuntos de interesse da igreja, de sua liderança e de seus membros. Deu especial importância à manutenção dos obreiros, discorreu sobre a questão da disciplina dos líderes, especialmente dos presbíteros que vierem a falhar. De forma bem clara, doutrinou igualmente sobre o relacionamento humano, na igreja local, entre servos e senhores.

 

PARA REFLETIR

 

A respeito das Cartas Pastorais:

 

Como Paulo aconselha Timóteo a tratar as mulheres idosas?

Ele aconselha a tratá-las como a mães.

 

Qual era a situação das mulheres viúvas nos tempos bíblicos?

A situação era difícil, não havia espaço para as mulheres viúvas no mercado de trabalho.

 

Como deveria ser a repreensão aos presbíteros?

Deveriam ser repreendidos na presença de todos.

 

Segundo a lição, como deve ser a disciplina?

Ela deve ser feita de maneira criteriosa, com sabedoria e amor.

 

Qual o conselho de Paulo aos ricos?

Que não sejam arrogantes e não depositem sua esperança na riqueza.

 

SUBSÍDIOS ENSINADOR CRISTÃO

 

Conselhos Gerais

 

O texto que estudaremos na presente lição são partes dos capítulos cinco e seis da primeira epístola de Timóteo. É a ultima lição que abordará a primeira epístola de Paulo a Timóteo. Um ponto muito importante para a liderança cristã é a exposição de Paulo a partir do versículo 17. Ali, aparecem algumas responsabilidades dos líderes e da própria igreja em reconhecê-los como tais: “os presbíteros que governem bem sejam estimados por dignos de duplicada honra, principalmente os que trabalham na palavra e na doutrina” (v.17). Ou seja, se o presbítero for servidor e competente, segundo consta em 1 Timóteo 3.1-7, naturalmente ele terá da comunidade local respeito e tratamento digno. Neste aspecto, a orientação do apóstolo é que o jovem pastor não recebesse nenhuma denúncia de incompetência ministerial, ou prática pastoral soberba e autoritária, que fosse um “blefe”. Por isso, a orientação de Paulo para que façam a denúncia com o mínimo de duas ou três testemunhas.

O contrário do que pensam muitos, a orientação do apóstolo Paulo não se dá pelo viés do “corporativismo ministerial”, mas o da prudência e o do senso de justiça para não sermos injustos no julgamento de um líder cristão (como igualmente não se deve ser injusto no julgamento de um membro local). Entretanto, no caso de uma denúncia autenticamente comprovada contra um oficial da igreja, a orientação apostólica é clara: “aos que pecarem, repreende-os na presença de todos, para que também os outros tenham temor” (1Tm 5.20). A liderança cristã deve honrar sua vocação, principalmente na disciplina.

Entretanto, temos de ter o cuidado de não fazermos uma “caça às bruxas”, pois há uma grande diferença entre a pessoa arrependida de seu pecado e outra impenitente, de dura cerviz. Para a pessoa impenitente, a mensagem das Escrituras é clara, a fim de causar impacto em seu coração e ser salva no dia do juízo: “o que tal ato praticou, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, juntos vós e o meu espírito, pelo poder de nosso Senhor Jesus Cristo, seja entregue a Satanás para destruição da carne, para que o espírito seja salvo no Dia do Senhor Jesus” (1Co 5.1-5). Mas para a pessoa arrependida de coração, a mensagem de Jesus Cristo é a mesma dada à mulher adúltera: “E disse-lhe Jesus: Nem eu também te condeno; vai-te e não peques mais” (Jo 8.10). O sumo pastor é um só, e o seu nome é Jesus Cristo.

 fonte www.avivamentonosul21.comunidades.net

 

 

                                                Lições Bíblicas CPAD

                        Adultos   3º Trimestre de 2015 

Título: A Igreja e o seu Testemunho — As ordenanças de Cristo nas cartas pastorais

Comentarista: Elinaldo Renovato de Lima 

Lição 7: Eu sei em quem tenho crido

Data: 16 de Agosto de 2015

 

TEXTO ÁUREO 

[...] porque eu sei em quem tenho crido e estou certo de que é poderoso para guardar o meu depósito até àquele Dia” (2Tm 1.12)

VERDADE PRÁTICA

 

O crente, assim como o líder, precisa ter convicção de sua chamada e de sua condição de salvo em Jesus Cristo.

 

LEITURA DIÁRIA

 

Segunda — Pv 25.13

O mensageiro fiel para com os que o enviam

 

 

Terça — At 24.14

Crendo em tudo quanto está escrito na Lei e nos Profetas

 

 

Quarta — Jo 6.69

Crendo em Jesus Cristo, Filho de Deus

 

 

Quinta — 1Co 4.2

Os despenseiros devem ser achados em fidelidade

 

 

Sexta — 1Tm 1.12

Para que o nome do Senhor Jesus Cristo seja glorificado

 

 

Sábado — Hb 10.22

Crendo com inteira certeza de fé e tendo o coração purificado

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

 

2 Timóteo 1.3-8; 2.1-4.

 

2 Timóteo 1

3 — Dou graças a Deus, a quem, desde os meus antepassados, sirvo com uma consciência pura, porque sem cessar faço memória de ti nas minhas orações, noite e dia;

4 — desejando muito ver-te, lembrando-me das tuas lágrimas, para me encher de gozo;

5 — trazendo à memória a fé não fingida que em ti há, a qual habitou primeiro em tua avó Loide e em tua mãe Eunice, e estou certo de que também habita em ti.

6 — Por este motivo, te lembro que despertes o dom de Deus, que existe em ti pela imposição das minhas mãos.

7 — Porque Deus não nos deu o espírito de temor, mas de fortaleza, e de amor, e de moderação.

8 — Portanto, não te envergonhes do testemunho de nosso Senhor, nem de mim, que sou prisioneiro seu; antes, participa das aflições do evangelho, segundo o poder de Deus,

 

2 Timóteo 2

1 — Tu, pois, meu filho, fortifica-te na graça que há em Cristo Jesus.

2 — E o que de mim, entre muitas testemunhas, ouviste, confia-o a homens fiéis, que sejam idôneos para também ensinarem os outros.

3 — Sofre, pois, comigo, as aflições, como bom soldado de Jesus Cristo.

4 — Ninguém que milita se embaraça com negócio desta vida, a fim de agradar àquele que o alistou para a guerra.

 

HINOS SUGERIDOS

 

62, 369 e 577 da Harpa Cristã

 

OBJETIVO GERAL

 

Evidenciar que, uma das provas de que o líder é chamado por Deus, refere-se a sua capacidade de suportar o sofrimento por amor a Cristo.

 

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

 

Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.

 

  • Refletira respeito das orações e ação de graças em favor da liderança.
  • Saberque o líder e o crente necessitam ter convicções fortes em Deus.
  • Compreenderque o sofrimento também faz parte da vida cristã.

 

INTERAGINDO COM O PROFESSOR

 

Prezado professor, a partir desta lição estaremos estudando a respeito da Segunda Epístola de Timóteo. É importante ressaltar que esta foi a última carta de Paulo. Esta epístola foi escrita em uma época em que os crentes estavam enfrentando uma forte oposição por parte do imperador Nero. Paulo estava sob a custódia do governo romano, sendo tratado como um criminoso comum e abandonado por alguns amigos (1.15). O apóstolo tinha consciência de que sua carreira estava chegando ao fim, porém diante de todas as adversidades e sofrimentos, ele não perdeu a esperança. Paulo se despede do amigo Timóteo, exortando-o a perseverar na fé cristã como um bom soldado cristão.

 

COMENTÁRIO

 

INTRODUÇÃO

 

Com a lição de hoje estaremos dando início ao estudo da Segunda Epístola de Timóteo. Esta segunda carta foi escrita enquanto Paulo se encontrava preso. A prisão é lugar que destrói a fé e a esperança de muitos, levando-os ao desespero e à descrença. No entanto, Paulo comprova que podia estar preso fisicamente, confinado a uma cela romana, mas seu espírito e sua fé estavam perfeitamente livres para continuar servindo a Deus e que “a palavra de Deus não está presa” (2Tm 2.9). Esta foi a última vez que ele esteve na prisão, pois veio a perder nela a sua vida. Nesta epístola, ele faz um balanço de sua trajetória. Também aproveita para se despedir de Timóteo e dar suas últimas exortações e advertências.

 

 

PONTO CENTRAL

 

O líder precisa ter segurança de sua salvação em Jesus Cristo.

 

 

  1. ORAÇÕES E AÇÃO DE GRAÇAS (1.3-5)

 

  1. “Ao amado filho” (v.2).Paulo dá início a Segunda Carta a Timóteo chamando o jovem pastor de “amado filho”. A palavra no original éagapatos e significa “muito amado”. Paulo sabia que logo morreria, talvez por isso, tenha demonstrado, de uma forma tão intensa, sua afeição e amor por Timóteo. Isso nos mostra que o líder precisa ter afeição, amor e saber demonstrá-los por aqueles que estão ao seu lado, cooperando na obra do Senhor.

Paulo sabia das necessidades e lutas que Timóteo enfrentava como líder, por isso, orava constantemente em favor de seu amigo (v.3). Será que atualmente oramos em favor daqueles que fazem a obra de Deus? Precisamos orar sempre por todos os que estão empenhados na obra do Senhor.

  1. A sensibilidade de Paulo.Paulo diz para Timóteo, que estava cumprindo sua missão em Éfeso, que desejava muito vê-lo de perto, pessoalmente (v.4). A saudade era grande! Paulo se lembrava das lágrimas de Timóteo quando da despedida deles. As lágrimas nos mostram quão profundo era o relacionamento entre eles. Hoje em dia, infelizmente, os relacionamentos parecem cada vez mais superficiais.
  2. A fé de Timóteo (v.5).Timóteo era um jovem obreiro de caráter exemplar. Seu discipulado começou no lar, com o exemplo de sua avó, Loide, e de sua mãe, Eunice, ambas judias, mas convertidas ao evangelho. Seu pai era grego. Não se sabe se ele se converteu ao evangelho. Mas sua formação foi motivo de referência para Paulo. Na Segunda Carta, o apóstolo diz: “[...] trazendo à memória a fé não fingida que em ti há, a qual habitou primeiro em tua avó Loide e em tua mãe Eunice, e estou certo de que também habita em ti” (v.5). A educação familiar de Timóteo serve de exemplo para as famílias cristãs atuais.

 

 

SÍNTESE DO TÓPICO (I)

 

Paulo ora e agradece a Deus pela vida de Timóteo, seu filho na fé.

 

 

SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO

 

Desejando muito ver-te (1.4). Paulo agora está encarcerado em Roma, aguardando a morte, abandonado por muito dos seus amigos e desejando ver Timóteo mais uma vez. Roga a este seu fiel cooperador que permaneça fiel à verdade do evangelho e que se apresse a ir até ele, nos seus últimos dias aqui na terra (2Tm 4.21).

Despertes o dom de Deus (1.6). O ‘dom’ (gr. charisma) concedido a Timóteo é comparado a uma fogueira (cf. 1Ts 5.19) que ele precisa manter acesa. O ‘dom’ era, provavelmente, o poder específico do Espírito Santo sobre ele para realizar o seu ministério. Note aqui que os dons e o poder que o Espírito Santo nos concede não permanecem automaticamente fortes e vitais. Precisam ser alimentados pela graça de Deus, mediante nossa oração, fé, obediência e diligência” (Bíblia de Estudo Pentecostal. RJ: CPAD, p.1877).

 

 

 

 

  1. A CONVICÇÃO EM DEUS (vv.6-14)

 

  1. Dons espirituais (v.6).Paulo lembra a Timóteo o momento em que ele foi ordenado ao santo ministério. Ele relata que nesta ocasião o jovem pastor recebeu dons espirituais que o capacitariam no serviço de Deus. O que Paulo desejava afirmar a Timóteo quando disse: “despertes o dom de Deus, que existe em ti”? Certamente Paulo estava encorajando Timóteo a perseverar em seu ministério. Este texto nos mostra também que a imposição de mãos sempre foi um gesto de grande valor na vida ministerial da igreja cristã. Jesus usou as mãos para efetuar várias curas (Lc 4.40). É uma prática solene que é seguida, e ainda hoje utilizada em todas as igrejas evangélicas.
  2. “Espírito de fortaleza, e de amor, e de moderação” (v.7).Ao que parece Timóteo estava enfrentando uma grande oposição a sua liderança. Paulo então exorta a Timóteo para que ele tenha coragem. Um líder precisa ser corajoso. O medo paralisa e acaba por neutralizar as nossas ações em favor da obra de Deus. O Espírito Santo nos ajuda a superar o medo e nos encoraja a prosseguir. Por isso, o líder precisa ser alguém cheio do Espírito Santo (Ef 5.18). Ele é o nosso ajudador. Sem sua presença é impossível ser bem-sucedido na liderança. Conte com a ajuda do Espírito Santo e tenha coragem para seguir em sua caminhada, realizando a obra para a qual você foi vocacionado e chamado pelo Senhor.
  3. Apóstolo dos gentios (v.11).Paulo tinha consciência de que recebeu, da parte de Deus, a vocação e o chamado para pregar aos gentios. Tem você também consciência da sua vocação e chamado? Paulo exorta Timóteo a manter-se firme na fé, conservando “o modelo das sãs palavras” que o jovem discípulo recebeu, da parte de Paulo, “na fé e na caridade que há em Cristo Jesus” (2Tm 1.13).

 

 

SÍNTESE DO TÓPICO (II)

 

O pastor, assim como os crentes, necessita ter convicção de sua salvação em Jesus Cristo.

 

 

SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO

 

“Porque Deus não nos deu o espírito de temor, mas de fortaleza, e de amor, e de moderação (1.7). A palavra deilia significa ‘covardia’. Em contexto com outras passagens destas duas cartas, ela indica a natureza tímida e hesitante de Timóteo. Mas Timóteo não está limitado por sua fraqueza, da mesma forma como nem você nem eu estamos limitados pela nossa. Deus nos deu seu próprio Espírito — um Espírito que transmite poder, amor e autodisciplina à vida do crente” (RICHARDS, Lawrence O. Guia do Leitor da Bíblia: Uma análise de Gênesis a Apocalipse capítulo por capítulo. 10ª Edição. RJ: CPAD, 2012, p.475).

 

 

III. UM CONVITE AO SOFRIMENTO POR CRISTO (2.1-13)

 

  1. O fortalecimento na graça (v.1).Todo cristão precisa ser forte, principalmente no aspecto espiritual. Timóteo certamente enfrentava desafios além de suas forças. Diante dessa realidade, estando tão distante, Paulo diz que ele devia fortificar-se “na graça que há em Cristo Jesus”, ou seja, confiar inteiramente em Cristo e em seu poder. Diante das lutas, tribulações e tentações, o crente só vence se tiver a força que vem do alto. Escrevendo aos efésios, Paulo disse: “No demais, irmãos meus, fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder” (Ef 6.10).
  2. Soldado de Cristo (v.3).A vida cristã é um misto de alegrias e tristezas; de lutas e vitórias. Jesus advertiu seus discípulos sobre as aflições da vida cristã (Jo 16.33). Para os que aceitam tomar a cruz (Mt 16.24), renunciando a si mesmos, a vida cristã é uma luta sem tréguas. Sua vida pode ser comparada a de um soldado que está na frente da batalha. É na luta, nos combates espirituais, “pela fé que uma vez foi dada aos santos” (Jd 3), que o servo de Deus se fortalece e acumula experiências que lhe capacitam a ser mais que vencedor (Rm 8.37).
  3. O lavrador (v.6).O agricultor precisa trabalhar com afinco a fim de preparar a terra para receber as sementes. Depois, precisa regar, adubar a semente para que surjam os frutos. Muitos querem colher sem esforço ou onde não plantaram. Esses não merecem a recompensa do Dono da “lavoura” espiritual que é a Igreja do Senhor Jesus. É preciso labutar na “lavoura de Deus” (1Co 3.9) até que os frutos apareçam. Há uma recompensa para aqueles que labutam com afinco. Paulo diz para Timóteo que quem primeiro deve gozar dos frutos da plantação é o “lavrador que trabalha” (2Tm 2.6).

 

 

SÍNTESE DO TÓPICO (III)

 

A nossa fé em Jesus não nos isenta de enfrentar perseguições e sofrimentos.

 

 

SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO

 

Seja bom soldado de Jesus Cristo (2.3,40). ‘De que forma o líder cristão pode se condicionar para esta tarefa?’. A resposta de Paulo está nestes versículos: ‘Sofre, pois, comigo (suporta comigo, NVI), as aflições, como bom soldado de Cristo’. Aqui e nos versículos seguintes, o apóstolo se serve de três analogias: o soldado, o atleta e o agricultor. A analogia militar é a favorita de Paulo, não porque ele fosse de mente militar, mas porque no império romano era comum as pessoas verem soldados, e, ainda, porque a vida de soldado era uma analogia esplêndida para a vida cristã. Felizmente, nós também estamos familiarizados com as exigências impostas ao soldado. Servir nesta atividade rigorosa requerer um extensivo condicionamento físico. Todos que passam pelo campo de treinamento de recrutas sabem como é difícil fortalecer o corpo ao ponto em que a força seja igual às exigências requeridas. Mas é necessário algo comparável a isso para o cristão sobretudo para o ministro. ‘Sofre... as aflições’, diz Paulo. Aceita as dificuldades, privações e perigos com um espírito submisso como parte da tarefa de soldado no exército de Cristo.

Quando o indivíduo se torna soldado, ele é separado da sociedade, com a qual esteve familiarizado por toda a vida, e apresentado a uma comunidade nova e altamente especializada. Ele é despido de roupas próprias com um equipamento fornecido pelo governo. Suas idas e vindas são feitas unicamente sob ordens ou com permissão expressa. Dorme onde lhe dizem para dormir e come o que lhe for dado. Na verdade, sua vida está à disposição do governo” (Comentário Bíblico Beacon. Volume 9. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2006, p.518).

 

 

CONCLUSÃO

 

Mesmo sabendo que em breve iria morrer, Paulo não perdeu sua esperança e fé. Até em seus últimos momentos procurou incentivar e orientar seu filho amado e companheiro de ministério, Timóteo. Seja você também um intercessor e incentivador daqueles que estão labutando na obra do Mestre.

 

PARA REFLETIR

 

A respeito das Cartas Pastorais:

 

Como Paulo chama Timóteo na Segunda Carta?

“Amado filho”.

 

De acordo com a lição, qual o significado da palavra “agapatos” no original?

A palavra no original significa “muito amado”.

 

O que as lágrimas de Paulo por Timóteo revelam?

Revelam uma profunda afeição e cuidado.

 

Quando teve início o discipulado de Timóteo?

Ainda na sua infância.

 

A educação familiar de Timóteo deve servir de exemplo para quem?

Deve servir de exemplo para os líderes e para os pais.

 

SUBSÍDIOS ENSINADOR CRISTÃO

 

Eu sei em quem tenho crido

 

Caro professor, esta lição iniciará a abordagem da segunda Epístola de Paulo a Timóteo. Nesta oportunidade, o apóstolo encontrava-se preso. É a última vez que ele falara da sua prisão, pois de onde estava o apóstolo, este iria para o “matadouro”, isto é, o martírio.

Uma das características mais tocantes nesta carta é a comprovação da fé inabalável do apóstolo Paulo. Numa prisão, e do ponto de vista humano, perder a esperança é explicável. Na história da Igreja de Cristo, ao longo das perseguições do império romano, muitos cristãos negaram oficialmente a sua fé, pelos menos apenas de lábios, para não perderem as suas vidas e protegerem a integridade da sua família. Mas a vida do apóstolo, ainda que “presa” em sua dimensão física, confinada pela prisão romana, tinha liberdade plena e confiança em Deus para propagar livremente a palavra divina.

O apóstolo dos gentios tinha uma convicção internalizada na alma de que estava cumprindo sua missão, mesmo preso numa prisão abjeta. Toda a sua vida se dava em torno da dimensão proclamatória do Evangelho a todos os povos. Isso fazia Paulo compreender que tudo o que acontecia com ele, direta ou indiretamente, levaria prosperar o Evangelho nas regiões habitadas por povos gentílicos. Paulo cria firmemente que Deus, segundo a sua maravilhosa graça, estava conduzindo a sua vida e a expansão do Evangelho como um tapeceiro que, por intermédio de movimentos ondulado, tece o tapete. Então, como o “tapeceiro da vida”, Deus “tecia” a existência do apóstolo. Por isso, é possível vermos na epístola expressões como “dou graças a Deus, a quem, desde os meus antepassados, sirvo com uma consciência pura, porque sem cessar faço memória de ti nas minhas orações, noite e dia” (v.3). Diante de todas as circunstâncias que o apóstolo estava imerso, ele dava “graças a Deus”, o servia “com uma consciência pura”, e fazia “memória de ti [Timóteo] nas minhas orações, noite e dia”. Ou seja, o jovem pastor de Éfeso constantemente era objeto das orações do apóstolo Paulo, mesmo este preso.

Ao longo dos capítulos 1 e 2, o apóstolo expõe uma série de conselhos que perpassa pelo despertamento da vocação de Timóteo (v.6), de sentir-se valorizado por testemunhar o Senhor pela mensagem que o apóstolo pregava (v.8), da conservação do modelo das sãs palavras aplicadas pelo apóstolo (v.13), do fortalecimento na graça que há em Cristo Jesus (2.1), um convite a sofrer as aflições como um bom soldado de Cristo (2.3) etc. Eis os convites de um preso do Senhor!

 

                            

                                3º Trimestre de 2015 lições adultos  

Título: Novos Tempos, Novos Desafios — Conhecendo os desafios do Século XXI

Comentarista: César Moisés Carvalho 

Lição 8: As mudanças dos valores morais

Data: 23 de Agosto de 2015

 

TEXTO DO DIA 

Agora, pois, ó reis, sede prudentes; deixai-vos instruir, juízes da terra” (Sl 2.10).

 

SÍNTESE

 

Acima das leis humanas, está a Lei de Deus. Quando as primeiras atropelam a segunda, a Igreja precisa sempre obedecer ao Senhor, e não aos homens.

 

AGENDA DE LEITURA

 

SEGUNDA — Gn 18.25

O Juiz de toda a Terra

 

 

TERÇA — Êx 18.13

O primeiro legislador do povo de Deus

 

 

QUARTA — Dt 16.18

O estabelecimento dos juízes

 

 

QUINTA — Lv 19.15

Julgar o povo com justiça

 

 

SEXTA — Pv 21.3

O julgamento justo vale mais que sacrifícios

 

 

SÁBADO — At 4.19

A Deus devemos toda a nossa obediência

 

OBJETIVOS

 

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

  • DISSERTARa respeito da existência dos valores morais desde o princípio.
  • ELENCARalguns exemplos das absurdas novas leis.
  • CONSCIENTIZARde que a Igreja do Senhor deve estar preparada para enfrentar um mundo de valores invertidos.

 

INTERAÇÃO

 

Professor, a lição de hoje tem como objetivo discutir acerca do futuro da igreja em relação às mudanças das Leis e dos valores morais em nosso tempo. Qual deve ser a posição da igreja quando as Leis dos homens atropelam as Leis divinas? Sabemos que para o cristão as leis de Deus devem estar acima das Leis dos homens. Porém, diante dos muitos projetos de leis que contrariam as Escrituras, e que atualmente tramitam no Congresso Nacional à espera de aprovação, não podemos deixar de fazer a seguinte indagação: “Como servos do Senhor, estamos dispostos até mesmo sofrer prisões e outros tipos de crueldade por amor a Cristo?”. Esta é uma questão relevante do nosso tempo que precisa, com urgência, ser debatida, à luz da Palavra de Deus, pela Igreja do Senhor.

 

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

 

Divida a classe em três grupos. Depois que já estiverem formados, entregue a cada grupo uma das questões abaixo. Cada grupo terá, no máximo, três minutos para discutir seu tema e outros dois minutos para expor sua opinião à classe. Conclua o debate explicando que embora vivamos em uma sociedade que tem procurado erradicar os princípios morais e éticos do cristianismo, não podemos ser complacentes com o pecado, pois sua prática é fatal para a igreja e para a sociedade em que estamos inseridos. A lei de Deus deve estar acima das leis dos homens.

  1. “Importa obedecer a Deus ou aos homens?”.
  2. “O que devemos fazer quando as leis dos homens atropelam as leis de Deus?”.
  3. “A igreja está preparada para lidar com questões como, por exemplo, o casamento homossexual?”.

 

TEXTO BÍBLICO

 

Romanos 13.1-7.

 

1 — Toda alma esteja sujeita às autoridades superiores; porque não há autoridade que não venha de Deus; e as autoridades que há foram ordenadas por Deus.

2 — Por isso, quem resiste à autoridade resiste à ordenação de Deus; e os que resistem trarão sobre si mesmos a condenação.

3 — Porque os magistrados não são terror para as boas obras, mas para as más. Queres tu, pois, não temer a autoridade? Faze o bem e terás louvor dela.

4 — Porque ela é ministro de Deus para teu bem. Mas, se fizeres o mal, teme, pois não traz debalde a espada; porque é ministro de Deus e vingador para castigar o que faz o mal.

5 — Portanto, é necessário que lhe estejais sujeitos, não somente pelo castigo, mas também pela consciência.

6 — Por esta razão também pagais tributos, porque são ministros de Deus, atendendo sempre a isto mesmo.

7 — Portanto, dai a cada um o que deveis: a quem tributo, tributo; a quem imposto, imposto; a quem temor, temor; a quem honra, honra.

 

COMENTÁRIO DA LIÇÃO

 

INTRODUÇÃO

 

As leis que visam regulamentar a prostituição como atividade profissional e tornar a “união civil entre pessoas do mesmo sexo” reconhecida pelo Estado não pretendem outra coisa senão uma mudança na concepção dos valores morais.

O proselitismo homossexual, inclusive com o patrocínio do Estado, já é uma realidade. O que será das novas gerações? Quais valores morais orientarão a vida das futuras famílias? A lição de hoje tem como objetivo discutir o papel da igreja em relação a esse contexto.

 

  1. A EXISTÊNCIA DOS VALORES MORAIS DESDE O PRINCÍPIO

 

  1. O ilusório sonho de um mundo sem valores morais.A mentalidade moderna acostumou-se à ideia de que um mundo melhor só será possível quando não mais houver nenhum valor moral, nenhuma regra e quando cada um puder andar conforme os seus caprichos. Já houve um tempo assim na história de Israel e, podemos seguramente dizer, não deu certo (Jz 21.25). Nessa época houve a necessidade de o Senhor levantar os juízes para orientar o povo (Jz 2.10-23).
  2. A existência dos princípios em um mundo perfeito.Ainda no Éden, em meio a um mundo perfeito, o Criador orientou o casal progenitor, oferecendo-lhe uma constituição que é básica para qualquer sociedade até os dias atuais:
  3. a) Deveres:“E tomou o Senhor Deus o homem e o pôs no jardim do Éden para o lavrar e o guardar”.
  4. b) Direitos:“E ordenou o Senhor Deus ao homem, dizendo: De toda árvore do jardim comerás livremente,”
  5. c) Restrições/Proibições:“mas da árvore da ciência do bem e do mal, dela não comerás;”
  6. d) Punições:“porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás”.

Adão e Eva não foram deixados à mercê da sorte ou de suas vontades próprias, mas receberam, da parte do Senhor, as necessárias normas para o seu viver e agir (Gn 2.15-17).

  1. A luta humana contra a inclinação para o mal.Ao primeiro assassino da história humana, disse o Senhor: “Se, todavia, procederes mal, eis que o pecado jaz à porta, o seu desejo será contra ti, mas a ti cumpre dominá-lo” (Gn 4.7b —ARA). Séculos depois, o apóstolo Paulo falou de uma luta interior constante que existia em seu ser, de forma que mesmo querendo fazer o bem, não conseguia fazê-lo. Trata-se do poder do pecado, inerente à natureza humana (Rm 7.7-24).

Inclinados naturalmente ao mal, todas as nossas tentivas de livrarmo-nos, por nós mesmos e com mecanismos e exercícios puramente humanos, da maldição do pecado, é como tentar fugir da própria sombra. Precisamos do auxílio do Espírito Santo de Deus que nos ajuda e acompanha-nos em nossas fraquezas (Rm 8.26; 2Co 12.9). Na realidade, as práticas religiosas que têm como objetivo “proteger” as pessoas do pecado, redundam em fracasso e, invariavelmente, transformam muitos em orgulhosos que vivem a contar vantagem, pois acreditam ser eles mesmos a causa de seu próprio processo de santificação.

 

 

Pense!

 

Sendo o homem perfeito, como se explica o fato de Deus ter concedido um breve código legislativo a ele, mesmo antes da Queda?

 

 

Ponto Importante

 

Inclinados ao mal, precisamos da graça de Deus que, através do sacrifício de Jesus Cristo e da companhia do Espírito Santo, nos capacita a viver em santidade.

 

 

  1. ALGUNS EXEMPLOS DAS ABSURDAS “NOVAS LEIS”

 

  1. União civil entre pessoas do mesmo sexo.Totalmente à revelia da própria Carta Magna, a constituição federal (que fala acerca do casamento ser entre um homem e uma mulher), ativistas políticos e judiciais propõem uma flexibilização no texto constitucional, conferindostatus de família à união civil entre pessoas do mesmo sexo.

Para a aceitação popular da ideia, os programas, seriados e folhetins televisivos, sob o patrocínio do próprio Estado, fazem uma ampla divulgação, transformando-se em um verdadeiro proselitismo homossexual. Tal perversão é condenada na Bíblia do Antigo ao Novo Testamento (Gn 18.17-19.29; Lv 18.22; 1Co 6.10).

A aprovação do casamento homossexual visa institucionalizar o pecado, como se a legalidade pudesse fazer dessa atitude algo admirável. Nesse caso, a Palavra de Deus não apenas reprova quem pratica tais atos, mas inclui nessa mesma reprovação, os que os aprovam (Rm 1.32).

  1. A homofobia.O que eles denominam crime de homofobia é a aversão à homossexualidade. O cristão evangélico não tem aversão às pessoas, e sim aos seus pecados. Biblicamente, o homossexualismo é algo imoral e pecaminoso (Rm 1.26-32). Não podemos chamar o mal de bem (Is 5.20; 1Co 6.10,11). Não obstante, nossa condenação da prática do homossexualismo, é prudente lembrar que a incitação ao ódio e outras posturas de reconhecido teor de violência, não devem ser vistas entre aqueles que foram chamados por Deus e aceitaram a Palavra do Evangelho.
  2. Entorpecentes e aborto generalizado.Lamentavelmente, todos os dias, milhares de pessoas destroem suas vidas por causa das drogas. Portanto, a legalização de entorpecentes, como a maconha, por exemplo, é uma perversão total dos bons valores. É institucionalizar a destruição do próprio corpo (1Co 3.16,17). A prática criminosa do aborto é claramente condenada na Palavra de Deus (Êx 20.13), pois a vida pertence ao bondoso Criador (Dt 32.39; Ne 9.6; Jó 33.4),

A ilusória promessa de que o uso de drogas e a prática do aborto darão liberdade às pessoas, não leva em conta a questão do pecado e muito menos os efeitos físicos e psicológicos que tais abominações produzem. São muitos os prejuízos decorrentes desses crimes.

 

 

Pense!

 

É possível ser combativo em relação ao pecado sem incorrer na chamada homofobia?

 

 

Ponto Importante

 

As novas leis que tramitam no Congresso soam, a muitos desavisados, como um avanço social, mas na verdade subjugam o ser humano ao levá-lo a cometer crimes que, mesmo dentro da legalidade humana, continuarão sendo pecados graves.

 

 

III. A IGREJA PREPARADA PARA ENFRENTAR UM MUNDO DE VALORES INVERTIDOS

 

  1. As autoridades como “ministros de Deus”.Paulo fala sobre a submissão às autoridades, e afirma que elas foram constituídas por Deus (Rm 13.1-7). Evidentemente que o Criador não poderia deixar uma humanidade, divorciada dEle, fazer o que achasse correto (Gn 6.5; Rm 3.10). Assim, as autoridades foram instituídas por Deus — Paulo utiliza a expressão “ministro”, querendo dizer que elas são instrumentos do Senhor — para o bem da sociedade e, ao mesmo tempo, para punir o mal(Rm 13.4).

É nessa perspectiva que o apóstolo dos gentios instrui-nos a sermos obedientes às autoridades, até mesmo na questão tributária (Rm 13.6,7). Em outras palavras, Paulo fala de representantes do poder público que têm compromisso com o bem-estar social, com a manutenção da ordem, e servem para correção divina na terra (Rm 13.1,2).

Não obstante, fica a dúvida: E quando a “lei” humana contraria a vontade de Deus? Nesse caso específico, a nossa atitude deve ser a mesma dos apóstolos diante das autoridades religiosas, pois não se acovardaram quando lhes proibiram de pregar, antes responderam: “Mais importa obedecer a Deus do que aos homens” (At 5.29b). Assim agiram também em relação às autoridades políticas (At 24.1—26.32). Aliás, o fato de padecerem perseguições era motivo de alegria para os primeiros crentes (At 5.40,41).

  1. A inversão dos papéis pelos legisladores.Pelos poucos exemplos das leis absurdas que citamos concluímos que, infelizmente, os que deveriam servir como “ministros de Deus” preferiram desobedecer tal chamado e passaram a defender o indefensável. Nesse particular, a igreja não pode curvar-se à imoralidade, ainda que essa tenha sido institucionalizada (Dn 3.1-30; 6.1-27).

Infelizmente esse é o cenário que temos diante de nós ainda nesse início de século. O que será das gerações futuras? Qual referência de família elas terão? Como podemos ajudá-las?

  1. Uma real e dolorosa conclusão.Diante do exposto, perguntamos: “Será que, em vez de ficarmos unicamente tentando evitar que determinadas leis sejam aprovadas — uma vez que mais cedo ou mais tarde elas acabarão sendo uma realidade —, não deveríamos ensinar a igreja a lidar com tais situações?”.

Tal raciocínio está não apenas correto, mas também é bíblico, pois o próprio Cristo disse: “bem-aventurados sois vós quando vos injuriarem, e perseguirem, e, mentindo, disserem todo o mal contra vós, por minha causa. Exultai e alegrai-vos, porque é grande o vosso galardão nos céus; porque assim perseguiram os profetas que foram antes de vós” (Mt 5.11,12). Tal constatação leva-nos a refletir acerca da verdade de que, mesmo lutando contra o pecado, não poderemos deter a marcha insana do mal no mundo (Sl 11.3). O que podemos fazer?

Para enfrentarmos os tempos trabalhosos prenunciados pelo apóstolo dos gentios (2Tm 3.1-5; 4.1-5), uma das medidas mais eficazes consiste em solidificar nossos valores cristãos, através de um vigoroso e qualitativo programa de educação cristã na igreja local (At 2.42; 5.42; 15.35; 16.4,5: Ef 4.11-16; 6.4; 2Tm 2.2; 3.14-17).

 

 

Pense!

 

Enquanto cristãos, como proceder caso tais leis sejam aprovadas?

 

 

Ponto Importante

 

A conclusão de que, cedo ou tarde, tais leis serão aprovadas, leva-nos a pensar em formas de, ainda que não aceitando, conviver com tais práticas pecaminosas.

 

 

CONCLUSÃO

 

Precisamos, independentemente das circunstâncias, estar preparados até mesmo a sofrer prisões e outros tipos de crueldade por amor a Cristo (Jo 16.2; Fp 1.29). Demonstremos amor pelas pessoas que não servem a Deus, mas sejamos rigorosos com os atos imorais, pois para isso nos chamou o Senhor (Ef 5.11).

 

ESTANTE DO PROFESSOR

 

COLSON, Charles; PEARCEY. Nancy. E agora, como viveremos? 2ª Edição. RJ: CPAD, 2000.
PIPER, John; TAYLOR, Justin. A Supremacia de Cristo em um mundo Pós-Moderno. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2007.

 

HORA DA REVISÃO

 

  1. Como é chamado o período histórico vivido por Israel quando o povo de Deus ficou sem orientação?

O período dos juízes.

 

  1. Cite os quatro pontos da constituição que Deus determinou a Adão e Eva.

Deveres, Direitos, Restrições/Proibições, Punições.

 

  1. Enumere os quatro exemplos de Leis absurdas que estão tramitando no Brasil.

Casamento homossexual, crime de homofobía, a legalização da maconha e do aborto.

 

  1. Que perfil devem ter as autoridades que Paulo disse para obedecermos?

Devem ter compromisso com o bem-estar social e com a manutenção da ordem.

 

  1. Em vez de simplesmente combater, o que podemos ensinar à Igreja em relação a tais leis?

Ensinar a igreja a lidar com tais leis de acordo com a Palavra de Deus.

 

SUBSÍDIO 1

 

“A defesa da liberdade

A Bíblia não é um documento político, mas tem implicações políticas profundas que são importantes para o bem-estar geral de todos os cidadãos. Aqueles que dizem que Jesus e os apóstolos ignoravam a política deixam de ver as implicações políticas da máxima: ‘Dai, pois, a César o que é de César e a Deus, o que é de Deus’ (Mt 22.21). Os cristãos do século I sabiam exatamente o que significavam essas palavras de Jesus — e foi por causa de um ato político (eles não iriam dizer ‘César é o Senhor’) que eles foram crucificados, torturados e atirados aos leões.

Qual o ensinamento escritural fundamental no Estado? Por um lado, devemos viver submissos ao Estado. Para o nosso bem, Deus apontou reis e governantes para executar as tarefas do Estado: restringir o mal, preservar a ordem e promover a justiça. Assim, devemos ‘honrar o rei’ e submetermos ‘às autoridades superiores; porque... as autoridades que há foram ordenadas por Deus’. Algumas pessoas interpretam estas passagens como uma outorga absoluta de autoridade, significando que o governo deve ser obedecido em todas as épocas e em todas as circunstâncias. Mas a ordem para obedecer é condicionada pela suposição de que oficiais e magistrados estão realizando os objetivos para os quais Deus ordenou o governo (em Romanos 13.4, o governo é chamado de ‘ministro de Deus’). Assim, se os governantes agirem de modo contrário à sua delegação de autoridade, se não agirem como servos de Deus, então os cristãos não são obrigados a obedecer-lhes” (COLSON, Charles; PEARCEY, Nancy. O Cristão na Cultura de Hoje: Desenvolvendo uma visão de mundo autenticamente cristã. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2006, pp.212,213).

 

SUBSÍDIO 2

 

“Tomás de Aquino fala sobre a Lei e a Justiça

O Tratado sobre a Lei de Tomás de Aquino, começa com uma discussão na Questão 90 da Suma Teológica que trata das qualidades que todas as leis devem ter. Tomás de Aquino argumenta primeiramente que todas as Leis devem ser determinadas pela razão. Quer dizer, as leis não podem ser insensatamente arbitrárias. As leis são feitas para alcançar um fim, e só usando a razão podemos determinar como alcançar esses fins. Assim, a razão tem de entrar na elaboração de todas as leis.

Tomás de Aquino sustenta que todas as leis devem ser projetadas para alcançar o bem da sociedade inteira. Fazemos leis para assegurar nossa felicidade, mas só podemos fazer isso se a sociedade como um todo passar a funcionar bem. É evidente então que se devemos alcançar a felicidade, temos de projetar nossas leis de forma a beneficiar toda a sociedade. Tomás de Aquino assevera que só o povo como um todo — ou alguém que esteja preocupado com o bem da sociedade inteira — tem o direito de fazer leis. As leis devem ser projetadas para obter o bem de toda a sociedade, portanto devem ser feitas por alguém que tenha este bem em mente. Mas só o povo como um todo ou um representante agindo em seu benefício se lembrará do bem de toda sociedade” (MCNUTT, Dennis. Panorama do Pensamento Cristão: Política para Cristãos (e Outros Pecadores). 1ª Edição. RJ: CPAD, 2001, p.456). 

 

 

                                                             Lições Bíblicas CPAD

                                                Adultos  

                                        3º Trimestre de 2015 

Título: A Igreja e o seu Testemunho — As ordenanças de Cristo nas cartas pastorais

Comentarista: Elinaldo Renovato de Lima 

Lição 9: A corrupção dos últimos dias

Data: 30 de Agosto de 2015

 

TEXTO ÁUREO

 

Mas estes, como animais irracionais, que seguem a natureza, feitos para serem presos e mortos, blasfemando do que não entendem, perecerão na sua corrupção” (2Pe 2.12).

 

VERDADE PRÁTICA

 

O ensino da Palavra de Deus, de modo cuidadoso, pode evitar que a corrupção domine os corações dos salvos.

 

LEITURA DIÁRIA

 

Segunda — 1Co 13.5

Quem tem amor “não busca seus interesses”

 

 

Terça — Rm 1.31

Homens sem Deus, sem afeto natural

 

 

Quarta — 1Jo 3.15

Qualquer que odeia ao seu irmão é homicida

 

 

Quinta — Mt 23.23-28

Quem ensina e não dá exemplo é hipócrita

 

 

Sexta — 1Pe 3.15

O ensino bíblico dá segurança quanto à fé

 

 

Sábado — Fp 4.8

O crente precisa ter cuidado com aquilo que pensa

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

 

2 Timóteo 3.1-4,14-16.

 

1 — Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos;

2 — porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos,

3 — sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons,

4 — traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus,

14 — Tu, porém, permanece naquilo que aprendeste e de que foste inteirado, sabendo de quem o tens aprendido.

15 — E que, desde a tua meninice, sabes as sagradas letras, que podem fazer-te sábio para a salvação, pela fé que há em Cristo Jesus.

16 — Toda Escritura divinamente inspirada é proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça.

 

HINOS SUGERIDOS

 

5, 550 e 547 da Harpa Cristã

 

OBJETIVO GERAL

 

Descrever a corrupção dos últimos dias.

 

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

 

Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.

 

  • Apontaras características dos tempos trabalhosos.
  • Apresentaro apóstolo Paulo como exemplo de obreiro em tempos difíceis.
  • Conscientizaros alunos acerca do valor do ensino bíblico nesses tempos trabalhosos.

 

INTERAGINDO COM O PROFESSOR

 

Professor, os dias não são fáceis para quem deseja servir a Jesus com humildade, sinceridade e fidelidade ao Senhor. São tempos que requer dos líderes, sobriedade, temperança, firmeza. A lição desta semana visa munir os alunos de conhecimento sólido do Evangelho de Cristo a fim de que eles, autonomamente, discirnam a corrupção desses últimos dias. Tal corrupção deve ser combatida por aqueles que têm a vocação ministerial para servir a Igreja de Cristo Jesus na terra. Incentive os alunos a desenvolverem uma consciência crítica em relação a tudo o quanto se mostra claramente contra o princípio do Evangelho de Cristo: amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo.

 

COMENTÁRIO

 

INTRODUÇÃO

 

Deus criou o homem bom e perfeito, mas ele pecou. Como resultado da Queda veio a morte e toda a sorte de corrupção. Na lição de hoje estudaremos a respeito dos pecados dos últimos dias. Sabemos que, infelizmente, a humanidade afastada de Deus, vem a cada dia se tornando mais e mais corrupta.

 

 

PONTO CENTRAL

 

Nesses tempos trabalhosos, o valor do ensino das Escrituras deve ser reconhecido e aplicado pelos verdadeiros obreiros do Senhor.

 

 

  1. OS TEMPOS TRABALHOSOS

 

  1. Nos últimos dias (v.1).Paulo inicia o capítulo três falando a respeito da extrema corrupção dos últimos dias. O termo “últimos dias” não se refere somente ao fim dos tempos escatológicos, mas faz referência ao ataque gnóstico sobre a Igreja. O apóstolo mostra a Timóteo o grande desafio que é permanecer fiel ao Senhor em tempos difíceis, quando os falsos mestres parecem se multiplicar. Ele faz uma lista com as características dos falsos mestres, homens sem Deus. Vejamos algumas:
  2. a) Amantes de si mesmos.São homens que buscam os seus interesses em primeiro lugar, antes de valorizarem os outros e a obra do Senhor. Eles não têm amor, pois o verdadeiro amor “não busca seus interesses” (1Co 13.5).
  3. b) Avarentos.São amantes do dinheiro, fruto do seu egoísmo. Hoje, há falsos obreiros, que só pregam ou fazem a obra de Deus esperando receber bens materiais (1Tm 6.10).
  4. c) Presunçosos, soberbos.São homens cheios de orgulho, de arrogância, que se julgam superiores aos outros. Sabemos que Deus abomina a altivez e que a “soberba precede a ruína” (Pv 6.16,17).
  5. d) Blasfemos.Blasfêmia é ofensa verbal a Deus, porém, ela não se limita às palavras. Jesus ensinou que para a blasfêmia contra o Espírito Santo não haverá perdão (Mt 12.31).
  6. e) Desobedientes a pais e mães e ingratos.São péssimos exemplos na família, pois não honram seus pais e mães (cf. Êx 20.12). São ingratos com Deus, os pais, os amigos, à igreja e todo ministério.
  7. f) Profanos e sem afeto natural.São homens que não sabem amar, por isso não respeitam as coisas sagradas (Lv 19.8,12).
  8. g) Irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes e cruéis.Nunca estão dispostos a perdoar e se reconciliarem. Cometem o crime de calúnia. Nas igrejas, esse crime é ignorado. Raramente se pune um caluniador. Não sabem conter-se, não tem autocontrole, nem domínio próprio. São pessoas impiedosas, desumanas.
  9. Falsa aparência (v.5).Muitos vão à igreja, tem o linguajar de crente, se vestem como crentes, porém suas atitudes não condizem com a Palavra de Deus. Paulo adverte quanto a estes que querem viver apenas de aparência, enganando e sendo enganados. Porém, haverá um dia em que eles terão que prestar contas ao Senhor. Estes podem enganar a liderança e os crentes, mas jamais enganam a Deus. O Senhor conhece aqueles que são seus.

 

 

SÍNTESE DO TÓPICO (I)

 

O apóstolo Paulo descreveu as características malévolas dos dias trabalhosos.

 

 

SUBSÍDIO DIDÁTICO

 

Caro professor, nesta oportunidade, você pode usar o artigo do subsídio para Lições Bíblicas da Escola Dominical, daRevista Ensinador Cristão (p.40) deste trimestre. O prezado professor poderá usá-lo para uma leitura reflexiva após a exposição do tópico primeiro ou pode igualmente usá-lo como introdução ao tópico para iniciar a lição. A ideia para a exposição deste tópico é que fique bem claro para os alunos a descrição que o apóstolo Paulo fez acerca dos falsos mestres. Por isso, abra esse tópico de maneira a aguçar a curiosidade dos alunos com questões como: “Dê exemplos de uma pessoa amante de si mesma”; “O que é uma pessoa avarenta?”.

 

 

 

 

  1. PAULO, UM EXEMPLO DE OBREIRO EM TEMPOS DIFÍCEIS

 

  1. Um obreiro exemplar (v.10).Paulo exorta Timóteo a fim de que ele perseverasse na sã doutrina e sempre procurasse pregar a Palavra de Deus em todas as ocasiões. Como líder, Paulo era um exemplo a ser seguido pelos demais pastores e por toda a igreja. Ele era um seguidor autêntico de Jesus, na proclamação do evangelho e da doutrina de Cristo.
  2. Modo de viver.Muitos exortam, ensinam e pregam com muita desenvoltura, todavia, na prática não vivem aquilo que transmitem nos púlpitos. Paulo não somente ensinava, mas sua vida era um testemunho vivo do poder transformador do Senhor Jesus Cristo. Com toda autoridade, ele podia afirmar: “Sede também meus imitadores, irmãos, e tende cuidado, segundo o exemplo que tendes em nós, pelos que assim andam” (Fp 3.17).
  3. Intenção, fé longanimidade e amor.A intenção de Paulo não era se promover, mas promover o Evangelho de Cristo. Seu desejo era ganhar almas para Cristo. Ele era um homem de fé, por isso, pôde suportar todos os embates, combates e sofrimentos por que passou durante o seu ministério. A fé nos faz vencer os embates do ministério.

Ser longânimo é ter paciência para suportar os fracos, os defeituosos, os problemáticos (Gl 5.22). O líder precisa cultivar esse dom, especialmente o amor. Paulo não só falou e ensinou, mas deu exemplo do que é ter amor. Na sua epístola de 1 Coríntios, ele dedica o capítulo 13 inteiro para falar a respeito da suprema excelência do amor.

 

 

SÍNTESE DO TÓPICO (II)

 

O apóstolo Paulo é um exemplo de vida piedosa exemplar para vivermos esses dias trabalhosos.

 

 

SUBSÍDIO DIDÁTICO

 

Outro exemplo que pode auxiliá-lo a mostrar o quanto um homem de Deus pode ser um modelo para o povo escolhido do Senhor, com o objetivo de estimular ao povo a viver na presença de Deus, é apresentarmos o contexto do profeta Malaquias. Igualmente ao do apóstolo Paulo, o profeta Malaquias vivia num contexto hostil aos valores do Eterno. Mas a vida do profeta foi capaz de demonstrar “que Deus sempre amou seu povo, dizia Malaquias, mas este nunca havia assimilado a profundidade deste amor, e na verdade retribuía-o com desonra e desobediência (Ml 1.6-14). Tudo isto pode ser visto na própria indiferença do povo para com as ofertas, pois enquanto se empenhavam em importar o melhor para suas próprias casas, os sacrifícios eram da pior espécie, com animais cegos e doentes. Os próprios sacerdotes se voltavam contra Deus, violando abertamente o compromisso de levitas (Ml 2.8). Além disso, muitos judeus tinham se divorciado de suas mulheres, sinalizando assim seu descaso para com os ensinamentos das Escrituras (Ml 2.10). Como resultado, o Senhor enviaria seu mensageiro messiânico para purgar o mal enraizado no coração do povo e purificar um remanescente que andaria diante da presença do Senhor em verdade” (MERRIL, Eugene H. História de Israel no Antigo Testamento: O reino de sacerdotes que Deus colocou entre as nações. 6ª Edição. RJ: CPAD, 2007, pp.548,49). Lembre aos alunos que o nosso Deus conta com as nossas vidas para sermos sal da terra e luz do mundo (Mt 5.13-16) numa geração hostil à vontade do Senhor.

 

 

III. O ENSINO DA PALAVRA DE DEUS EM TEMPOS DIFÍCEIS

 

  1. O valor do ensino bíblico.Na atualidade é imprescindível que os líderes invistam recursos e tempo no ensino da Palavra de Deus. Somente o ensino bíblico ortodoxo conduz o homem à santidade e à santificação (Sl 119.105; Rm 15.4; 1 Co 4.17). O ensino da Palavra de Deus é instrução que leva o homem a viver de modo justo e digno. Nesses tempos difíceis em que estamos vivendo necessitamos de líderes dedicados ao estudo e ensino das Escrituras Sagradas.
  2. Combatendo o “espírito do Anticristo” com a Palavra de Deus.Vivemos tempos difíceis, porém, sabemos que o Anticristo ainda não está no mundo, mas muito de seus seguidores já se encontram em plena atividade, inclusive realizando sua obra satânica de oposição a Cristo e a sua Igreja. Assevera-nos a Bíblia: “Filhinhos, é já a última hora; e, como ouvistes que vem o anticristo, também agora muitos se têm feito anticristos [...]” (1Jo 2.18). Observe alguns dos “instrumentos” utilizados por Satanás nesses últimos dias contra o rebanho do Senhor:
  3. a) O relativismo.O relativismo moral domina o pensamento na atualidade. Em nome de um falso pluralismo, e do “respeito às diferenças”, o Diabo vem convencendo as pessoas de que nada é errado, tudo é relativo.
  4. b) Leis infames.Leis que criminalizam e preveem a prisão daqueles que usam textos da Bíblia para falar contra o homossexualismo. Leis que querem legalizar o uso de drogas e a prática do aborto.
  5. A Palavra de Deus e seus referencias éticos.As leis de muitos países favorecem a imoralidade e a falta de ética na sociedade. Muitas delas são estabelecidas sob a égide de filosofias materialistas, relativistas e pluralistas. A Palavra de Deus, todavia, trás em seu âmago referenciais éticos e morais para a plena felicidade das famílias em qualquer civilização. Os que rejeitam esses referenciais ficarão perdidos, inseguros, sem rumo e orientação. O resultado disso é a tragédia moral que vem se abatendo, especialmente sobre a família, e a sociedade como um todo.

 

 

SÍNTESE DO TÓPICO (III)

 

O ensino da Palavra de Deus tem o valor de combater o “espírito do Anticristo” e promover os referenciais éticos do Reino de Deus.

 

 

SUBSÍDIO DE TEOLOGIA PASTORAL

 

“Conservando a sã doutrina e Manifestação do Espírito Santo

O que acho alarmante é o número crescente de pastores e igrejas que estão caindo vítimas desta mentalidade de ‘especialidades’. Muitas igrejas parecem só se envolverem em determinadas áreas ministeriais nas quais ou têm prazer ou acham particularmente fáceis. Temos igrejas da ‘Palavra’, igrejas do ‘louvor’, igrejas do ‘fogo e enxofre’, igrejas da ‘família’, igrejas do ‘discipulado’, e a lista prossegue sem fim. Em resposta a muitas pessoas feridas, cujas necessidades ou problemas não se ajustam em uma especialidade em particular, muitas igrejas teriam a dizer: ‘Desculpe, não fazemos esse tipo de serviço aqui’. Nestes últimos dias, a igreja precisa ser lugar de cura e refúgio para todo aquele que precisar — pouco importando qual seja a necessidade. Temos de insistir em ser uma igreja equilibrada. Podemos e devemos redescobrir que temos a imutável sã doutrina da Palavra de Deus e que ainda fluímos com o vento e a espontaneidade do Espírito” (CARLSON, Raymond; TRASK, Thomas E.; TRIPLETT, Loren (et al). Pastor Pentecostal: Teologia e Práticas Pastorais. 1ª Edição. RJ: CPAD, 1999, pp.633-34).

 

 

CONCLUSÃO

 

Vivemos tempos difíceis, por isso, precisamos nos voltar para a Palavra de Deus. Ela é um guia seguro para conduzir o crente neste mundo de trevas morais e espirituais. A Igreja do Senhor Jesus é formada de pessoas que são “sal da terra” e “luz do mundo”. Portanto, sejamos exemplo para esta sociedade pós-moderna.

 

PARA REFLETIR

 

A respeito das Cartas Pastorais:

 

Paulo inicia o capítulo três falando a respeito de qual assunto?

Paulo inicia falando a respeito da extrema corrupção dos últimos dias.

 

O termo “últimos dias” se refere somente aos tempos escatológicos?

O termo “últimos dias” não se refere somente ao fim dos tempos escatológicos, mas faz referência ao ataque gnóstico sobre a Igreja.

 

Quais as características principais dos falsos mestres?

Amantes de si mesmos; avarentos; presunçosos, soberbos; blasfemos, etc.

 

Segundo a lição, qual era o verdadeiro propósito de Paulo?

Promover o Evangelho de Cristo.

 

Quais são os “instrumentos” utilizados por Satanás nesses últimos dias?

O relativismo e Leis infames.

 

SUBSÍDIOS ENSINADOR CRISTÃO

 

A corrupção dos últimos dias

 

“Amantes de si mesmos”; “avarentos”; “presunçosos, soberbos”; “blasfemos”; “desobedientes a pais e mães e ingratos”; “profanos sem afeto natural”; “irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes e cruéis”; “sem amor para com os bons”; “traidores”; “obstinados”; “orgulhosos”; “mais amigos dos deleites do que amigos de Deus”; “tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela”: esta é a lista que o apóstolo Paulo deu a Timóteo para que o jovem pastor soubesse discernir os falsos líderes dos verdadeiros.

As características dos falsos ensinadores revelam pessoas que são capazes de fingir uma “capa de piedade”, mas ao mesmo tempo, internalizar um coração duro, sem qualquer respeito com a dignidade humana e com as pessoas que fazem parte do Corpo de Cristo. Seu olhar só se desvia em direção de quem lhe possa beneficiar. Por isso, tal pessoa procura cercar-se de pessoas importantes, com um status quo vantajoso, pronto para beneficiá-la em tudo o que for possível.

Caro professor, você percebeu que tais características, descritas pelo apóstolo, parecem ser notícias do jornal do dia? Não são poucos os exemplos de desrespeito com as coisas de Deus e com as “ovelhas” que fazem parte do rebanho do Senhor. Diante disso, você pode se perguntar: O que fazer? A resposta do apóstolo para essa pergunta está no versículo 5: “destes afasta-te”.

Se lermos o Evangelho e atentarmos para o conselho de Jesus Cristo: “Acautelai-vos, porém, dos falsos profetas, que vêm até vós vestidos como ovelhas, mas interiormente são lobos devoradores. Por seus frutos os conhecereis [...]” (Mt 7.15,16a); bem como o do apóstolo Pedro: “por avareza, farão de vós negócio com palavras fingidas” (2Pe 2.3); perceberemos que, implicitamente, o conselho evangélico e apostólico nos adverte a discernir o “falso profeta” do verdadeiro para nos afastarmos daquele. Ora, quem ler e compreende as mensagens de Jesus para guardar a sua alma desses “absurdos” realizados em nome da fé, não tem alternativa, senão, a de declarar enfática, curta e objetivamente o que o apóstolo Paulo afirmou: “afasta-se”. Afasta-se desses falsários para guardar a sua alma da incredulidade. Afasta-se desses que usam o Evangelho para se autobeneficiar, a fim de beneficiar-se da graça de Deus. Não empreste os seus ouvidos e nem o seu coração para quem só tem a avareza e a soberba como suas companheiras. Afasta-se, para salvar a sua alma disso tudo!

fonte avivamentonosul21.comunidades.net

 

 

 

 

                     Lições Bíblicas CPAD

              Adultos  3º Trimestre de 2015 

Título: A Igreja e o seu Testemunho — As ordenanças de Cristo nas cartas pastorais

Comentarista: Elinaldo Renovato de Lima 

Lição 10: O líder diante da chegada da morte

Data: 6 de Setembro de 2015

 

TEXTO ÁUREO

 

Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé” (2Tm 4.7).

 

VERDADE PRÁTICA

 

A morte do crente não é o fim, mas a passagem para a glória eterna, na presença de Deus.

 

LEITURA DIÁRIA

 

Segunda — At 9.15,16

Paulo, um vaso escolhido por Deus para pregar aos gentios

 

 

Terça — Jd 3

Batalhando pela fé que uma vez nos foi dada

 

 

Quarta — Cl 1.29

Combatendo com eficácia o bom combate

 

 

Quinta — Fp 3.13,14

Esquecendo as coisas que já passaram

 

 

Sexta — Ap 3.11

Guardando o que Deus concede para que ninguém tome

 

 

Sábado — Êx 33.14

A presença de Deus traz tranquilidade

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

 

2 Timóteo 4.6-17.

 

6 — Porque eu já estou sendo oferecido por aspersão de sacrifício, e o tempo da minha partida está próximo.

7 — Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé.

8 — Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dará naquele Dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amarem a sua vinda.

9 — Procura vir ter comigo depressa.

10 — Porque Demas me desamparou, amando o presente século, e foi para Tessalônica; Crescente, para a Galácia, Tito, para a Dalmácia.

11 — Só Lucas está comigo. Toma Marcos e traze-o contigo, porque me é muito útil para o ministério.

12 — Também enviei Tíquico a Éfeso.

13 — Quando vieres, traze a capa que deixei em Trôade, em casa de Carpo, e os livros, principalmente os pergaminhos.

14 — Alexandre, o latoeiro, causou-me muitos males; o Senhor lhe pague segundo as suas obras.

15 — Tu, guarda-te também dele, porque resistiu muito às nossas palavras.

16 — Ninguém me assistiu na minha primeira defesa; antes, todos me desampararam. Que isto lhes não seja imputado.

17 — Mas o Senhor assistiu-me e fortaleceu-me, para que, por mim, fosse cumprida a pregação e todos os gentios a ouvissem; e fiquei livre da boca do leão.

 

HINOS SUGERIDOS

 

141, 500 e 614 da Harpa Cristã

 

OBJETIVO GERAL

 

Desenvolver uma consciência bíblica a respeito da chegada da morte.

 

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

 

Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.

 

  • Mostrarque, para o crente, a chegada da morte não traz desespero.
  • Explicaro sentimento de abandono do apóstolo Paulo.
  • Conscientizaro aluno da certeza da presença de Cristo nas aflições.

 

INTERAGINDO COM O PROFESSOR

 

Segundo as Escrituras, a morte se manifesta numa consciência de vitória na hora de uma aparente derrota: “Alegrai-vos no fato de serdes participantes das aflições de Cristo, para que também na revelação da sua glória vos regozijeis e alegreis” (1Pe 4.13). Para o crente, a morte não é o fim, mas o início de uma vida nova, onde a certeza de que “o aguilhão” da morte já foi retirado e que agora é um passaporte oficial para a vida eterna com Jesus Cristo (1Co 15.55). Claro que a experiência da separação traz dor, angústia e tristeza a qualquer ser humano. O luto chega de forma inesperada na vida de qualquer pessoa que sofre a perda de um ente querido. Mas devemos viver as promessas do Mestre na área da perda humana, conforme Ele nos ensinou: “Quem crê em mim, ainda que morra, viverá” (Jo 11.25). Um dia nosso corpo será completamente arrebatado do poder da morte (Rm 8.11; 1Ts 4.16,17).

 

COMENTÁRIO

 

INTRODUÇÃO

 

Paulo tem consciência de que seu ministério está chegando ao fim. A segunda Epístola a Timóteo, na verdade é uma forma, comovente, de dizer adeus ao seu “amado filho” e à Igreja do Senhor. Paulo exorta Timóteo a respeito da responsabilidade que é estar na liderança de uma igreja e faz uma revisão do caminho que havia percorrido em sua jornada com o Salvador: “Combati o bom combate” (2Tm 4.7). Paulo não estava pesaroso com a partida, pois suas dores e sofrimentos, com certeza, foram esquecidos, diante da certeza de que fez um bom trabalho e que cumpriu a missão para qual fora designado pelo Senhor.

A morte é inevitável. Um dia líderes e liderados terão que enfrentá-la, porém, o que faz a diferença é a maneira como a encaramos.

 

 

PONTO CENTRAL

 

Embora a morte traga abatimento para os crentes, os discípulos de Jesus não se desesperam diante dela, pois têm uma certeza em Cristo: de que para sempre estaremos com o Senhor.

 

 

  1. A CONSCIÊNCIA DA MORTE NÃO TRAZ DESESPERO AO CRENTE FIEL

 

  1. Seriedade diante da morte.Enquanto Timóteo ainda era um jovem obreiro, Paulo já estava idoso (Fm 1,9), e tinha consciência de que estava no fim de sua longa, sacrificada e honrosa missão (v.6). Paulo assegura que seu sangue seria derramado como uma oferta de libação. Esta era uma oferta de caráter voluntário, “de cheiro suave ao Senhor” (Lv 2.2). Segundo aBíblia de Aplicação Pessoal, “libação era uma oferta líquida e consistia em derramar vinho sobre o altar como um sacrifício a Deus”. Não era uma oferta pelos pecados, mas uma oferta de gratidão ao Senhor.
  2. A certeza da missão cumprida (vv.7,8).No texto, que indica a consciência da proximidade da partida para a eternidade, queremos destacar três aspectos:
  3. a) “Combati o bom combate”.Todos os apóstolos de Jesus eram homens que combatiam “pela fé que uma vez foi dada aos santos” (Jd 3). Mas nenhum teve tantas oposições e ameaças quanto Paulo. Foi um obreiro muito perseguido, mas nunca desistiu da luta espiritual em prol do evangelho (1Tm 1.20; 2Tm 3.11,12; 4.14 ). Que você também não desista diante das dificuldades e oposições.
  4. b) “Acabei a carreira”.O texto indica que Paulo se referia à “pista de corrida”, das competições em Atenas e em Roma. Em sua carreira ou “corrida”, ele diz que não olhava para trás, mas para as coisas que estavam diante dele, prosseguindo “para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus” (Fp 3.13,14). Muitos começam a carreira da vida cristã bem, mas desistem ou recuam ante os obstáculos e os problemas que surgem. O pastor de uma igreja não pode se acovardar diante das dificuldades, mas firmado em Cristo precisa prosseguir até o final.
  5. c) “Guardei a fé”.Isso quer dizer que Paulo foi fiel a Deus, em todas as circunstâncias de sua vida cristã. Ele não se embaraçou “com os negócios dessa vida” e militou legitimamente (2Tm 2.4,5). Guardar a fé significa guardar a fidelidade a Cristo e a seus ensinamentos. O crente precisa guardar a fé até o seu último momento de vida. Paulo ensinou a Timóteo e à Igreja do Senhor a respeito desse cuidado. O crente é consolado pela fé (Rm 1.12); a justiça de Deus é pela fé (Rm 3.22); o homem é justificado pela fé (Rm 3.28; 5.1; Gl 2.16); o justo vive pela fé (Gl 3.11); a salvação é pela fé em Jesus (Ef 2.8). Paulo sabia o que era lutar e guardar a “fé que uma vez foi dada aos santos” (Jd 3).

 

 

SÍNTESE DO TÓPICO (I)

 

A vida do apóstolo Paulo é um exemplo de seriedade cristã diante da morte e uma certeza da missão cumprida.

 

 

SUBSÍDIO DIDÁTICO

 

Professor, em muitas das suas cartas, o apóstolo Paulo afirmava que estava morto para o mundo e vivo no serviço de Cristo (Fp 1.21-23; 2Co 5.2). Entretanto, o tom presente nesta segunda carta a Timóteo parece mais grave e mais sério. Neste trecho da epístola, há algumas formas literárias que ajuda-nos a descrever a gravidade desse tom na epístola, bem como em outras semelhantes: 1) o reconhecimento de que a morte está próxima; 2) advertências sobre a vinda dos falsos doutores; 3) a designação de sucessores para continuar a tradição apostólica; 4) a correta interpretação de pontos controversos. Assim, é possível perceber a típica forma de Paulo se comunicar neste momento de sofrimento: “oferecido por libação sobre o sacrifício e serviço da vossa fé” (Fp 2.17); “Combati o bom combate e terminei a carreira” (2Tm 4.7). Então, a sua última realização foi: “guardei a fé”. O apóstolo sabia que restava pouco tempo de vida.

Sugerimos que você repasse essa explicação aos alunos, logo depois de expor o primeiro tópico da lição.

 

 

 

 

  1. O SENTIMENTO DE ABANDONO

 

  1. O clamor de Paulo na solidão.No início da Segunda Carta, Paulo já havia demonstrado que sentia muito a falta de Timóteo: “[...] desejando muito ver-te [...]” (1.4). No final da epístola, vemos a súplica de Paulo ao seu filho na fé: “Procura vir ter comigo depressa” (4.9). Ele também revela o porquê de sua pressa em rever seu filho na fé. Vejamos:
  2. a) Demas o desamparou.“Porque Demas me desamparou, amando o presente século, e foi para Tessalônica” (2Tm 4.10). Demas era um dos cooperadores de Paulo (Cl 4.14; Fm 24). Porém, será que ele havia se desviado? Não sabemos ao certo. O texto bíblico mostra que ele abandonou Paulo quando este precisava muito de sua ajuda. O versículo também afirma que no momento, Demas amava mais o “presente século” do que o amigo e irmão em Cristo. Os momentos de adversidade revelam aqueles que são realmente amigos e que nos amam.
  3. b) Só o médico amado ficou com Paulo.Tíquico foi mandado para Éfeso (4.12) e só Lucas ficou junto de Paulo (4.11). Lucas, “o médico amado” (Cl 4.14), escritor do livro de Atos dos Apóstolos e cooperador do apóstolo (Fm 24), fez-se presente, dando toda assistência a Paulo. Sem dúvida alguma, fora providência de Deus. Em idade avançada (Fm 9), Paulo precisava de cuidados médicos, físicos e emocionais. E ali estava o doutor Lucas, seu amigo, que não o desamparou.
  4. A serenidade dos últimos dias.“Quando vieres, traze a capa que deixei em Trôade, em casa de Carpo, e os livros, principalmente os pergaminhos” (v.13). A prisão de Paulo se deu tão de repente que ele não teve tempo para reunir suas coisas. Agora, aproximava-se o inverno (v.21), e Paulo sentia a necessidade da capa que deixou na casa de Carpo e também dos livros. Sabemos quão rigoroso é o inverno europeu. O texto também nos mostra que até o fim de sua vida, Paulo se preocupou em ler e estudar. Tem você dedicado tempo ao estudo da Palavra de Deus?

O seu julgamento, perante a justiça de Roma, poderia demorar alguns dias ou meses. De qualquer forma, é um eloquente testemunho de que o homem de Deus, quando está seguro com o Senhor, não teme a morte ou qualquer outra adversidade.

  1. Preocupações finais com o discípulo.Paulo alerta Timóteo a respeito de “Alexandre, o latoeiro”, que foi inimigo do apóstolo (vv.14,15). “Tu, guarda-te dele”. Segundo aBíblia de Aplicação Pessoal, Alexandre pode ter sido uma testemunha contra Paulo em seu julgamento. O crente fiel sempre vai encontrar pessoas difíceis em sua caminhada, por isso, precisa estar preparado para lidar com toda a sorte de gente, boas e más.

 

 

SÍNTESE DO TÓPICO (II)

 

No final do seu ministério, estando preso, o apóstolo Paulo sentiu-se sozinho, abandonado pelos seus pares.

 

 

SUBSÍDIO DIDÁTICO

 

“Bem sabes isto: que os que estão na Ásia todos se apartaram de mim; entre os quais foram Fígelo e Hermógenes. O Senhor conceda misericórdia à casa de Onesíforo, porque muitas vezes me recreou e não se envergonhou das minhas cadeias; antes, vindo ele a Roma, com muito cuidado me procurou e me achou. O Senhor lhe conceda que, naquele Dia, ache misericórdia diante do Senhor. E, quanto me ajudou em Éfeso, melhor o sabes tu” (2Tm 1.15-18). Este texto, mostra com clareza, que o apóstolo Paulo já havia se queixado da solidão. Esta é uma informação importante que você, prezado professor, deve repassar à classe. O texto de Paulo expresso no capítulo 4 de 2 Timóteo é de caráter bem pessoal, demonstrando o sentimento, a pessoalidade e a dor do apóstolo em ser abandonado por quem deveria apoiá-lo em seu árduo ministério. Enfatize que 2 Timóteo 4 narra os últimos momentos da vida do apóstolo. Podemos afirmar que temos o privilégio de conhecer os últimos momentos da vida de um grande homem de Deus, apóstolo Paulo.

 

 

III. A CERTEZA DA PRESENÇA DE CRISTO

 

  1. Sozinho perante o tribunal dos homens (v.16).Nem Lucas, o “médico amado” se encontrava na cidade, quando Paulo compareceu a audiência. Mas ele não era murmurador, nem guardou mágoa dos amigos ausentes. Pelo contrário, demonstrou que os perdoara, pedindo a Deus “que isto lhes não seja imputado”. A atitude de Paulo nos faz recordar a postura de Jesus na cruz, quando Ele exclamou: “[...] Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem” (Lc 23.34). Podem os amigos e companheiros nos abandonar nos momentos difíceis, mas Deus é fiel e jamais nos deixa sozinho.
  2. Sentindo a presença de Cristo (v.17).Paulo não tinha a companhia dos amigos e irmãos em Cristo, mas pôde sentir, de perto, a gloriosa presença de Deus. O Senhor se fez presente e fortaleceu a alma e o espírito do seu servo. Mesmo estando preso, ele se sentia “livre da boca do leão”, o que pode referir-se ao sentimento de libertação espiritual em relação a Satanás, ou de Nero, o sanguinário imperador. Ele não foi liberto da prisão e da morte, pois suas palavras eram de despedida: “Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé” (v.7).
  3. Palavras e saudações finais.“E o Senhor me livrará de toda má obra e guardar-me-á para o seu Reino celestial [...]” (v.18). Paulo não estava se referindo ao livramento físico da morte. Ele já havia se despedido de forma muito comovente nos versículos 6 a 8. Esse texto nos mostra o quanto ele estava tranquilo, aguardando a vontade de Deus sobre sua vida e o fim do seu ministério. E conclui, saudando seu amigo e filho na fé, dizendo: “O Senhor Jesus Cristo seja com o teu espírito. A graça seja convosco. Amém!” (v.22).

 

 

SÍNTESE DO TÓPICO (III)

 

Sozinho, Paulo se dirigiu ao tribunal para ser julgado, mas com a plena convicção de que a presença de Cristo estava com Ele.

 

 

SUBSÍDIO TEOLÓGICO

 

“A graça seja convosco. Estas são as últimas palavras de Paulo nas Escrituras registradas enquanto ele aguardava o martírio num cárcere romano. Do ponto de vista do mundo, a vida do apóstolo estava para terminar num trágico fracasso.

Durante trinta anos, largara tudo por amor a Cristo; pouca coisa ganhara com isso, a não ser perseguição e inimizade dos seus próprios patrícios. Sua missão e sua pregação aos gentios resultaram no estabelecimento de um bom número de igrejas, mas muitas dessas igrejas estavam decaindo em lealdade a ele e à fé apostólica (2Tm 1.15). E agora, no cárcere, depois de todos os seus leais amigos o deixarem, a não ser Lucas (vv.11,16), ele aguarda a morte” (Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD, 1995, p.1885).

 

 

CONCLUSÃO

 

Os últimos trechos da Segunda Carta de Paulo a Timóteo nos ensinam que o servo de Deus que tem certeza da sua salvação, mediante a obra redentora de Cristo, não teme a morte. Paulo sabia que a morte física aniquilaria apenas o seu corpo, mas seu espírito e sua alma (o homem interior — 2Co 4.16) estavam guardados em Cristo Jesus.

 

PARA REFLETIR

 

A respeito das Cartas Pastorais:

 

Qual era o caráter da oferta de libação?

De caráter voluntário.

 

O que era a oferta de libação?

Segundo a Bíblia de Aplicação Pessoal, “libação era uma oferta líquida e consistia em derramar vinho sobre o altar como um sacrifício a Deus”. Não era uma oferta pelos pecados, mas uma oferta de gratidão ao Senhor.

 

O que Paulo queria dizer com a expressão “guardei a fé”?

Que ele manteve-se fiel a Cristo e a seus ensinamentos.

 

Segundo a lição, o que significa “guardar a fé”?

Manter-se firme em Cristo e em seus ensinamentos.

 

Quem era Demas?

Demas era um dos cooperadores de Paulo (Cl 4.14; Fm 24).

 

SUBSÍDIOS ENSINADOR CRISTÃO

 

O líder diante da chegada da morte

 

A morte é a consequência do pecado (Rm 6.23). Deus não criou o homem e a mulher para a morte. Esta é a separação entre a alma e o corpo. A base bíblica para este entendimento encontra-se em Gênesis 35.18 a respeito da morte de Raquel: “E aconteceu que, saindo-se-lhe a alma (porque morreu)”. E Tiago, o irmão do Senhor, corrobora com este fato quando ensina: “Porque, assim como o corpo sem o espírito está morto, assim também a fé sem obra é morta” (Tg 2.26). Podemos, então, afirmar: quando a alma deixa o corpo estabelece-se o evento no qual denominamos morte.

A pergunta de Jó, “morrendo o homem, porventura, tornará a viver?”, é de interesse perene a todos os seres humanos. Quem nunca se perguntou: “Há vida após a morte?”; “Há consciência após a morte?”. As Sagradas Escrituras têm respostas afirmativas para estas indagações:

  1. a) “No Antigo Testamento”.O lugar denominado “sheol” aparece com frequência no Antigo Testamento. Em Salmos 16.10; 49.14,15 o termo hebraico é traduzido por “inferno” e “sepultura”. Em ambos os textos o ensino da imortalidade da alma é o âmago da esperança de salvação humana após a experiência da morte. As frequentes advertências contra a consulta aos mortos (comunicação com espíritos de mortos) indicam a imortalidade da alma numa esfera além vida (Dt 18.11; Is 8.19; 29.4). Em seguida, os textos de Jó 19.23-27; Sl 16.9-11; 17.15; Is 26.19; Dn 12.2 são taxativos em relação à doutrina da ressurreição denotando, inclusive, a alegria do crente em comunhão com Deus de se encontrar com Ele depois da morte. Logo, podemos afirmar que o Antigo Testamento afirma perfeitamente que, após a morte, a alma continua a existir conscientemente.
  2. b) “Em o Novo Testamento”.A base bíblica neotestamentária para a imortalidade da alma está na pessoa de Jesus Cristo. Ele é quem trouxe à luz, a vida e a imortalidade. As evidências são abundantes. Passagens como Mt 10.28; Lc 23.43; Jo 11.25,26; 14.3; 2Co 5.1 ensinam claramente que a alma dos crentes e do ímpios sobreviverão após a morte. A redenção do corpo e a entrada na vida alegre de comunhão com Deus é o resultado da plena e bem-aventurada imortalidade da alma (1Co 15; Ts 4.16; Fp 3.21). Para os crentes, a vida não é uma mera existência do acaso, mas uma encantadora comunhão com Deus implantada em nós, por intermédio de Cristo Jesus, enquanto de nossa peregrinação terrena.

 

  1. fonte  www.avivamentonosul21.comunidades.net

 

 

                                      Lições Bíblicas CPAD

                 Adultos   3º Trimestre de 2015

 

Título: A Igreja e o seu Testemunho — As ordenanças de Cristo nas cartas pastorais

Comentarista: Elinaldo Renovato de Lima 

Lição 11: A organização de uma Igreja local

Data: 13 de Setembro de 2015

 

TEXTO ÁUREO

 

Por esta causa te deixei em Creta, para que pusesses em boa ordem as coisas que ainda restam e, de cidade em cidade, estabelecesses presbíteros, como já te mandei” (Tt 1.5).

 

VERDADE PRÁTICA

 

A igreja local deve subordinar-se à orientação de Deus, através de sua Palavra, que é o “Manual de Administração Eclesiástica” por excelência.

 

LEITURA DIÁRIA

 

Segunda — At 18.11

Um ano e meio ensinando a poderosa Palavra de Deus

 

 

Terça — At 18.23

Indo de um lugar para o outro animando os irmãos

 

 

Quarta — Ef 5.19

Animando os irmãos com salmos, hinos e canções espirituais

 

 

Quinta — Mt 28.19,20

A ordenança do Senhor Jesus para que a Igreja ensine a todos

 

 

Sexta — 1Co 4.1,2

A fidelidade dos servidores de Cristo Jesus

 

 

Sábado — Rm 16.5; 1Co 16.19

Saudação aos crentes que se reuniam nas casas dos irmãos

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

 

Tito 1.4-14.

 

4 — a Tito, meu verdadeiro filho, segundo a fé comum: graça, misericórdia e paz, da parte de Deus Pai e da do Senhor Jesus Cristo, nosso Salvador.

5 — Por esta causa te deixei em Creta, para que pusesses em boa ordem as coisas que ainda restam e, de cidade em cidade, estabelecesses presbíteros, como já te mandei:

6 — aquele que for irrepreensível, marido de uma mulher, que tenha filhos fiéis, que não possam ser acusados de dissolução nem são desobedientes.

7 — Porque convém que o bispo seja irrepreensível como despenseiro da casa de Deus, não soberbo, nem iracundo, nem dado ao vinho, nem espancador, nem cobiçoso de torpe ganância;

8 — mas dado à hospitalidade, amigo do bem, moderado, justo, santo, temperante,

9 — retendo firme a fiel palavra, que é conforme a doutrina, para que seja poderoso, tanto para admoestar com a sã doutrina como para convencer os contradizentes.

10 — Porque há muitos desordenados, faladores, vãos e enganadores, principalmente os da circuncisão,

11 — aos quais convém tapar a boca; homens que transtornam casas inteiras, ensinando o que não convém, por torpe ganância.

12 — Um deles, seu próprio profeta, disse: Os cretenses são sempre mentirosos, bestas ruins, ventres preguiçosos.

13 — Este testemunho é verdadeiro. Portanto, repreende-os severamente, para que sejam sãos na fé,

14 — não dando ouvidos às fábulas judaicas, nem aos mandamentos de homens que se desviam da verdade.

 

HINOS SUGERIDOS

 

53, 442 e 448 da Harpa Cristã

 

OBJETIVO GERAL

 

Apresentar os requisitos bíblicos para formar um ministro do Evangelho.

 

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

 

Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.

 

  • Explicaro panorama da epístola a Tito.
  • Conscientizarsobre as qualificações dos pastores segundo a epístola.
  • Destacara percepção de pureza que a epístola apresenta.

 

INTERAGINDO COM O PROFESSOR

 

Caro professor, é importante que você compreenda e ressalte para os alunos o objetivo da epístola de Tito: Aconselhar o jovem pastor sobre a tarefa de “pôr em ordem” o que Paulo havia deixado inacabado nas igrejas de Creta. Outro ponto importante é saber que essa epístola tem algumas características especiais: (1) Ela possui dois resumos sobre a natureza da salvação em Jesus Cristo (2.11-14; 3.4-7); (2) A igreja e o ministério de Tito deveriam estar edificados sobre firmes alicerces espirituais e éticos (2.11-15); (3) Contém uma das duas listas do Novo Testamento sobre as qualificações necessárias ao ministério de uma igreja (1.5-9; cf. 1Tm 3.1-13). Além dessas informações, para aprofundá-las, pesquise em bons comentários bíblicos sobre o panorama dessa epístola.

 

COMENTÁRIO

 

INTRODUÇÃO

 

Com esta lição estaremos iniciando o estudo da Epístola de Tito. Timóteo recebeu a incumbência de exortar uma igreja que estava sofrendo com os ataques dos falsos mestres. A missão de Tito era semelhante a de Timóteo, mas com um encargo a mais, que foi o de estabelecer presbíteros, “em cada cidade”, pondo “em ordem” a Igreja. Paulo mostra, na Carta a Tito, que não era apenas pregador, ensinador e “doutor dos gentios”, mas também um administrador eclesiástico.

 

 

PONTO CENTRAL

 

A epístola de Paulo a Tito demonstra com vigor as qualificações honestas para quem se pretende pastor.

 

 

  1. A EPÍSTOLA ENVIADA A TITO

 

  1. O intento da Epístola.Qual era o principal propósito da Epístola de Tito? O objetivo de Paulo era dar conselhos ao jovem pastor Tito a respeito da responsabilidade que ele havia recebido. Tito recebeu a incumbência de supervisionar e organizar as igrejas na ilha de Creta. Paulo havia visitado a ilha com Tito e o deixou ali com esta importante incumbência (v.5).
  2. Data em que foi escrita.Acredita-se que foi escrita no ano de 64.d.C., aproximadamente. A carta a Tito foi escrita na mesma época da Primeira Carta a Timóteo. Provavelmente foi redigida na Macedônia, durante as viagens que Paulo fez quando esteve sob a custódia dos romanos.
  3. Um viver correto.Como ministro do evangelho, Paulo exige ordem na igreja e que os irmãos vivam de maneira correta, santa. Segundo aBíblia de Estudo Aplicação Pessoal, a ilha de Creta era conhecida pela preguiça, glutonaria e maldade de seus habitantes. Ao aceitar a Cristo como Salvador, o novo convertido torna-se santo pela lavagem da regeneração do Espírito (Tt 3.5), por meio da Palavra de Deus (Ef 5.26). A santificação é também um processo gradual e contínuo que conduz ao aperfeiçoamento do caráter e da vida espiritual do crente, tornando-o participante da natureza divina (2Pe 1.4). Sem a santificação, jamais alguém verá a Deus (Hb 12.14).

 

 

SÍNTESE DO TÓPICO (I)

 

A epístola objetivava dar instruções ao jovem pastor Tito a respeito da responsabilidade que ele havia recebido de Paulo. A carta foi escrita aproximadamente em 64 d.C..

 

 

SUBSÍDIO TEOLÓGICO

 

“Tito, como 1 e 2 Timóteo, é uma carta pessoal de Paulo a um dos seus auxiliares mais jovens. É chamada de ‘epístola pastoral’ porque trata de assuntos relacionados com ordem e o ministério na igreja. Tito, um gentio convertido (Gl 2.3), tornou-se íntimo companheiro de Paulo no ministério apostólico. Embora não mencionado nominalmente em Atos (por ser, talvez, irmão de Lucas), o grande relacionamento entre Tito e o apóstolo Paulo vê-se (1) nas treze referências a Tito nas epístolas de Paulo, (2) no fato de ele ser um dos convertidos e fruto do ministério de Paulo (1.4; como Timóteo), e um cooperador de confiança (2Co 8.23), (3) pela sua missão de representante de Paulo em pelo menos uma missão importante a Corinto durante a terceira viagem missionária do apóstolo (2Co 2.12,13; 7.6-15; 8.6,16-24), e (4) pelo seu trabalho como cooperador de Paulo em Creta (1.5)” (Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD, 1995, pp.1886-87).

 

 

  1. O PASTOR PRECISA PROTEGER O REBANHO DE DEUS

 

  1. Qualificação dos pastores.Em sua carta a Tito, Paulo enfatiza as qualificações do bispo, em relação a família, como homem casado, fiel à sua esposa e na criação de seus filhos de forma exemplar (v.6). Paulo diz que os filhos dos ministros, presbíteros ou pastores, não devem ser “acusados de dissolução”, nem de serem “desobedientes”. No original, tais adjetivos vêm deanupotaktos, “não sujeito”, “indisciplinado”, “desobediente”. O exemplo mau dos filhos do sacerdote Eli é referência negativa para a família dos pastores (1Sm 2.12,31). Paulo mostra que o bispo deve ser uma pessoa íntegra, irrepreensível, “como despenseiro da casa de Deus” (v.7). Por outro lado, ensina também que o bispo não pode ser “soberbo”, “iracundo”, “dado ao vinho”, “não espancador”, “cobiçoso de torpe ganância” (vide os mercantilistas na atualidade que só trabalham por dinheiro). Paulo instrui que o obreiro precisa ser “[...] dado à hospitalidade, amigo do bem, moderado, justo, santo, temperante” (Tt 1.8).
  2. Crentes, porém problemáticos.Paulo ressalta o respeito que o presbítero deve ter à doutrina e a autoridade ministerial para argumentar com os contradizentes (vv.9,10). Entre os crentes da igreja de Creta, haviam os “complicados” e “contradizentes”, “faladores”, tipos não raros em igrejas nos tempos presentes. Mas o apóstolo indicou a maneira de tratá-los. Aos contradizentes e desobedientes ao ensino da Palavra de Deus, Paulo demonstra não ter nenhuma afinidade com eles, pois são perigosos, não só para a igreja local, mas para as famílias cristãs, e devem receber a admoestação e repreensão à altura: “[...] aos quais convém tapar a boca; homens que transtornam casas inteiras, ensinando o que não convém, por torpe ganância” (v.11). O fato de tais falsos crentes terem espaço para transtornar “casas inteiras” se devia à realidade das igrejas cristãs em seus primórdios. Elas funcionavam, em grande parte, nas residências dos convertidos (Rm 16.5; 1Co 16.19; Cl 4.15). Além de desordenados, eles são “faladores” e murmuradores.
  3. Não dar ouvidos a ensinos falsos.Tito, na condição de “supervisor”, estabelecendo igrejas, “de cidade em cidade”, tinha que ministrar a palavra de edificação e advertência contra os falsos cristãos. Deveria repreendê-los de modo veemente. Na verdade, eles eram desviados da verdade. Mais adiante, Paulo resume como tratar os desviados e hereges: “Ao homem herege, depois de uma e outra admoestação, evita-o” (Tt 3.10).

 

 

SÍNTESE DO TÓPICO (II)

 

A qualificação dos pastores, segundo a epístola, é fundamental ser observada para que sejam competentes no relacionamento com os crentes problemáticos.

 

 

SUBSÍDIO TEOLÓGICO

 

“As qualificações dos presbíteros (1.6-9)

As qualificações no verso 6, de acordo com o idioma original, são condições ou questões indiretas relativas aos candidatos que estão sendo considerados para o ministério. O grego traduz literalmente: ‘Aquele que for irrepreensível, marido de uma mulher, que tenha filhos fiéis, que não possam ser acusados de dissolução [desperdício de dinheiro] nem são desobedientes’ — este pode ser considerado como um candidato ao presbitério.

Paulo parece estar usando as palavras ‘ancião/presbítero’ (presbyteros, v.5) e ‘líder/bispo’ (episkopos, v.7) de modo intercambiável. Neste primeiro período da história da Igreja, os ofícios ministeriais eram variáveis e indistintos.

Paulo chama os bispos de ‘despenseiros da casa de Deus’. Os despenseiros (pessoas encarregadas de administrar os negócios de uma casa) eram bem conhecidos daqueles que viveram no primeiro século. Uma vez que tais pessoas tinham perante o dono da casa a responsabilidade de cuidar desta, era necessário que fossem irrepreensíveis. Note também que os bispos não são simplesmente responsáveis perante Deus como seus servos, cuidando das coisas de Deus” (Comentário Bíblico Pentecostal:Novo Testamento. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2004, p.1509).

 

 

III. A PERCEPÇÃO DA PUREZA PARA OS PUROS E PARA OS IMPUROS

 

  1. Tudo é puro para os puros (v.15).Paulo diz que “todas as coisas são puras para os puros” (Tt 1.15), pois esses procuram viver segundo a Palavra de Deus. Aqueles que vivem de modo santo não veem mal em tudo, pois seus olhos são bons, santos. Isso é reflexo de suas mentes e corações bondosos. Deus nos chamou para sermos santos em todas as esferas e aspectos da nossa vida (1Pe 1.15). Quem despreza esse ensino não despreza ao homem, mas sim a Deus.
  2. Nada é puro para os impuros (v.15).De fato, para os “contaminados e infiéis”, tudo o que eles pensam e praticam é de má natureza. O motivo pelo qual “nada é puro para os contaminados” é porque “confessam que conhecem a Deus, mas negam-no com as obras, sendo abomináveis, e desobedientes, e reprovados para toda boa obra” (v.16). Esses são hipócritas e maliciosos, pois dizem uma coisa e fazem outra.
  3. Conhecem a Deus, mas o negam com as atitudes (v.16).Atualmente muitos dizem conhecer a Deus, porém, se olharmos para suas atitudes veremos que estes nunca conheceram ao Senhor. A nossa conduta revela a nossa fé e o nosso relacionamento com Deus. O que as pessoas aprendem com você ao observar a sua conduta na igreja e fora dela?

 

 

SÍNTESE DO TÓPICO (III)

 

O apóstolo admoesta que para os puros, tudo é puro; para os impuros, nada é puro. Há quem diga que conhece a Deus, mas o nega com suas atitudes: isso é perfeitamente possível.

 

 

CONCLUSÃO

 

A administração de uma igreja requer a observância de preceitos e diretrizes, emanadas da Palavra de Deus, o maior e melhor “manual de administração eclesiástica”. Por isso, Paulo escreveu três cartas pastorais, visando o estabelecimento, a organização e o crescimento sadio da Igreja do Senhor Jesus.

 

PARA REFLETIR

 

A respeito das Cartas Pastorais:

 

Qual era o propósito da Epístola de Tito?

Dar conselhos ao jovem pastor Tito a respeito da responsabilidade que ele havia recebido.

 

Qual era a incumbência de Tito?

Supervisionar e organizar as igrejas na ilha de Creta.

 

Em que ano a Epístola de Tito foi escrita?

Aproximadamente no ano 64 d.C.

 

Por que para os puros tudo é puro?

Pois estes procuram viver segundo a Palavra de Deus.

 

Por que nada é puro para os impuros?

Porque “confessam que conhecem a Deus, mas negam-no com as obras, sendo abomináveis, e desobedientes, e reprovados para toda boa obra” (v.16).

 

SUBSÍDIOS ENSINADOR CRISTÃO

 

A organização de uma igreja local

 

Segundo os estudiosos, a epístola do apóstolo Paulo a Tito foi escrita aproximadamente no 64 d.C., e provavelmente, foi redigida na Macedônia, uma província que fazia fronteira com a Grécia. Por certo, a carta foi escrita no tempo em que Paulo estava sob a custódia dos soldados romanos.

Nesta epístola, podemos dizer que há pelo menos quatro assuntos principais ensinado pelo apóstolo Paulo: (1) O ensino sobre o caráter e as qualificações espirituais necessárias a todos os que são separados para o ministério na igreja — isto é, “homens piedosos”, “de caráter cristão comprovado” e “bem sucedidos na direção da sua família” (1.5-9); (2) estímulo a Tito para ensinar a “sã doutrina”, repreender e silenciar os falsos mestres (1.10—2.1); (3) descrição de Paulo para Tito do devido papel dos anciões (2.1,2), das mulheres idosas (2.3,4), das mulheres jovens (2.4,5), dos homens jovens (2.6-8) e dos servos (2.9,10) na comunidade cristã em Creta; (4) por último, o apóstolo enfatiza que as boas obras e uma vida de santidade a Deus são o devido fruto da fé genuína (1.16; 2.7,14).

Mediante essa lista de requisitos, notamos o quanto é importante que, em primeiro lugar, quem se sente vocacionado para um chamado ministerial, acima de tudo, seja reconhecido pela Igreja de Cristo. O ministério na vida de uma pessoa não é algo oculto, ou de conhecimento apenas para quem o deseja, mas é manifesto, reconhecido pela comunidade local a quem ele serve. O ministério de Deus na vida de um vocacionado também não é confirmado por uma só pessoa, mas confirmado e aprovado pela Igreja de Cristo reunida naquela comunidade local. O ministério vocacional de um escolhido por Deus, que ama o Senhor acima de todas as coisas, tem de ser reconhecido pelo Corpo de Cristo, a igreja local.

Mas é preciso a igreja local saber discernir quem é de quem não é vocacionado para o ministério. Para isso, o nosso Deus manifestou a sua vontade nas Escrituras por intermédio do apóstolo Paulo sobre as características de como deve ser uma pessoa vocacionada para o santo ministério. A Igreja de Cristo não pode se furtar dessa responsabilidade, pois segundo a herança da tradição da Reforma Protestante: não há um sacerdote como representante de Deus para o povo; muito pelo contrário, em Cristo, todos somos sacerdotes, a nação santa e o povo adquirido para propagar o Evangelho.

fonte www.avivamentonosul21.comunidades.net

 

 

 

                       3º Trimestre de 2015 

Título: Novos Tempos, Novos Desafios — Conhecendo os desafios do Século XXI

Comentarista: César Moisés Carvalho 

Lição 12: A secularização mais presente

Data: 20 de Setembro de 2015

 

TEXTO DO DIA

 

Na verdade, que já os fundamentos se transtornam: que pode fazer o justo?” (Sl 11.3).

 

SÍNTESE

 

O avanço do secularismo alerta-nos para a necessidade de uma maior atuação de todos nós, Igreja de Cristo, como luz do mundo e sal da terra.

 

AGENDA DE LEITURA 

SEGUNDA — Jr 8.5

A apostasia de Israel 

TERÇA — 1Sm 8.1-8

A rejeição do governo divino 

QUARTA — Jz 21.25

A anarquia em Israel 

QUINTA — Mt 9.36

Ovelhas sem pastor 

SEXTA — Sl 11.3

Fundamentos transtornados

SÁBADO — 2Tm 3.1-5

Tempos trabalhosos 

OBJETIVOS

 

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

  • COMPREENDERque estamos vivendo tempos trabalhosos.
  • CONSCIENTIZARde que jamais devemos nos amoldar a este mundo.
  • EXPLICARa importância de se utilizar o “ciclo histórico do mundo”, como uma forma didática de “Ler” a realidade.

 

INTERAÇÃO

 

Prezado professor, nesta lição estudaremos acerca da secularização, um perigo que ronda a Igreja de Cristo. Veremos que o avanço do secularismo, já anunciado por Jesus nas Escrituras Sagradas, aponta para a necessidade de uma maior vigilância e atuação da igreja. Muitos cristãos estão se deixando levar pelas sutilezas malignas da secularização. Como consequência a fé de muitos tem sido destruída. Que jamais venhamos ser seduzidos pelas coisas deste mundo, pois quem ama e se deixa amoldar pela filosofia deste século, não pode desfrutar do amor divino. Sigamos a recomendação bíblica: “Não ameis o mundo, nem o que no mundo há” (1Jo 2.15).

 

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

 

Professor, reproduza o quadro abaixo em folhas de papel pardo. Divida a turma em três grupos. Em seguida dê uma folha para cada grupo e canetas hidrocores. Explique que cada grupo terá cinco minutos para preencherem os quadros. Depois, reúna os grupos novamente e peça que cada grupo exponha o seu quadro, explicando seus apontamentos. Conclua enfatizando que é urgente que reconheçamos a necessidade de buscarmos mais a Deus, sua Palavra e o conhecimento do que ocorre à nossa volta para levarmos adiante a obra do Senhor.

 

 

TEXTO BÍBLICO

 

2Timóteo 3.1-5.

 

1 — Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos;

2 — porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos,

3 — sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons,

4 — traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus,

5 — tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Destes afasta-te.

 

COMENTÁRIO DA LIÇÃO

 

INTRODUÇÃO

 

Na aula de hoje aprenderemos que em nenhum outro lugar o reflexo da secularização é tão evidente quanto na igreja. Apesar de serem as artes e a ciência (e a filosofia por trás delas) os grandes propulsores da chamada modernidade tardia, no campo religioso suas influências se revelam ainda mais presentes. A flexibilização dos valores do Evangelho, visando amoldá-los às mudanças da pós-modernidade, é um dos perigos mais sutis deste tempo para a Igreja.

O que seria, de fato, a “secularização”? A inserção de pensamentos puramente materiais na esfera religiosa ou a atribuição de uma dimensão religiosa às coisas puramente temporais? Tais indagações precisam ser devidamente esclarecidas a fim de que possamos saber a melhor forma de levar adiante a nossa missão.

 

  1. OS TEMPOS TRABALHOSOS

 

  1. A profecia paulina acerca dos “tempos trabalhosos” (2Tm 3.1).Ao jovem pastor Timóteo, o apóstoLo Paulo adverte acerca de um período que ele classificou como “tempos trabalhosos” (2Tm 3.1). Tal época seria caracterizada pela completa anulação dos valores humanos mais nobres, bem como àqueles que foram ensinados pelo Senhor Jesus Cristo (Mt 5—7). A despeito de o texto ter uma audiência imediata, ele igualmente aponta — profeticamente — para o futuro.
  2. O tema dos “tempos trabalhosos” nos escritos paulinos.Como um dos mais profícuos escritores do Novo Testamento, Paulo trata de alguns temas em mais de uma ocasião (1Co 5.9). O assunto dos “tempos trabalhosos”, por exemplo, cerca de uma década antes, já havia sido tratado pelo apóstolo dos gentios em sua Epístola dirigida aos judeus que viviam em Roma (1.18-32).
  3. Características dos “tempos trabalhosos”.Escrevendo a Timóteo, Paulo destaca como características dos tempos trabalhosos que, segundo ele, também são os últimos tempos, a anulação dos valores e a perversão religiosa através de um ascetismo que se parece com piedade (1Tm 4.1-5; 2Tm 3.1-5). Em Romanos 1.18-32, o apóstolo dos gentios realça os aspectos pagãos, religiosos, filosóficos e imorais que caracterizarão tal momento histórico. Com o quadro que o apóstolo apresenta, é possível avaliar a sociedade atual e o tempo de hoje, comparando-os e verificando se há algum paralelo e até similaridade entre si.

 

 

Pense!

 

Cientes de que a advertência paulina é circunstancial, mas também profética, podemos dizer que estamos vivendo nos “tempos trabalhosos” referidos por Paulo?

 

 

Ponto Importante

 

Em cada período da história, o povo de Deus sempre enfrentou desafios difíceis de superar, portanto, é preciso evitar qualquer especulação escatológica.

 

 

  1. A IGREJA EM UM MUNDO PÓS-CRISTÃO

 

  1. A secularização.Por incrível que pareça, a secularização, ou seja, a perda da influência da religião sobre a sociedade, decorre em parte do Iluminismo (chamado também de “século das luzes”) que, por sua vez, juntamente com a Renascença (ou Renascimento, das artes, da filosofia e da cultura pré-cristã, chamada de “antiguidade clássica”), é fruto da Reforma Protestante que acabou com a hegemonia do catolicismo romano.

Por isso, quando se fala em secularização e imediatamente a relacionamos à fé, tem-se a impressão de que tal postura afeta unicamente a igreja. Não é bem assim, mas pelo fato de o Ocidente ser o que é por causa da cultura judaico-cristã e pelo longo período do predomínio da igreja na Idade Média, é fato que a comunidade de fé acaba sentindo — muito mais que qualquer outro setor da sociedade —, de forma mais sensível e agressiva, os reflexos da secularização (Mt 7.21-23; 2Tm 2.14-21,23-26).

  1. A pós-modernidade (2Tm 3.1-5).Também conhecida como hipermodernidade ou ainda modernidade tardia, de forma simples é uma reação ao mundo moderno (que foi criado confiando cegamente na razão, e formou-se no impacto de três acontecimentos: Reforma Protestante, Iluminismo e Renascença) e, ao contrário deste, é a desconstrução das certezas, tanto as que se baseiam na ciência como as que se fundamentam na revelação. Entre as suas características mais marcantes, figura a inaceitabilidade da ideia de qualquer narrativa que pretenda ter uma abrangência global. Por isso, ela anuncia o fim da história como a conhecemos e herdamos da visão judaico-cristã, possuindo início, meio e fim, e procura retomar a antiga noção cíclica do tempo: sem início, sem fim e, portanto, sem possibilidade alguma de se pensar em transmutação dos valores ocidentais, ou quaisquer outros, como norma para o mundo, pois não há civilização que tenha autoridade, ou que seja melhor que as demais, para prescrevê-los.
  2. A cultura pós-cristã.Atualmente, tornou-se comum falar de era ou cultura pós-cristã. Esta é resultado direto do processo de secularização e da filosofia pós-modernista. Pós-cristianismo é a ideia de que a visão de mundo que o cristianismo apresentava como forma de explicar a realidade já não dá mais conta de fazê-lo. Não obstante, a cultura pós-cristã não é anticristã como muitos, equivocadamente, pensam. Ao contrário, a secularização e o pensamento pós-modernista tornaram possível ao mundo saltar de uma época em que era praticamente impossível ser ateu, para outra em que se pode não apenas ser ateu, mas agnóstico, cético, crente, místico, panteísta, etc. Os seus defensores dizem não existir verdade absoluta em nenhuma área, seja na religião, seja na ciência, na ética e até mesmo na moralidade. Com isso, tem-se a falsa impressão de que assim o mundo será melhor, mais tolerante e respeitoso em relação ao diferente e não convencional.

 

 

Pense!

 

De acordo com as características elencadas da hipermodemidade, você considera o seu país, culturalmente, pós-modemo?

 

 

Ponto Importante

 

Todos os períodos históricos possuem aspectos positivos e negativos, por isso, é preciso saber a melhor maneira de viver em cada momento.

 

 

III. NÃO SE AMOLDEM AO MUNDO

 

  1. “Quando os fundamentos se corrompem, o que os justos podem fazer?”.O questionamento do salmista no Salmo 11.3, é o mesmo em que nos encontramos atualmente. Constatamos, sem sombra de dúvidas, que os fundamentos estão sendo transtornados, mas a grande questão é: O que podemos fazer?
  2. “Não se amoldem às estruturas deste mundo”.Não tomar a forma ou entrar na fôrma não é necessariamente ser reacionário; implica não aceitar acriticamente o que nos é imposto pelo sistema pecaminoso da sociedade. A recomendação paulina não se encerra na negação e na resistência de amoldar-se às estruturas deste século, mas avança instruindo que devemos transformar-nos pela renovação do entendimento, ou seja, fazer uma manutenção constante em nossa visão de mundo cristã, a fim de conhecer ou distinguir qual é a vontade de Deus: o que é bom, o que é perfeito e o que é agradável a Ele (Rm 12.2).
  3. Saber interpretar o tempo.Em 1 Crônicas 12.32, há uma informação interessante sobre a pequena tribo de Issacar: “dos filhos de Issacar, destros na ciência dos tempos, para saberem o que Israel devia fazer, duzentos de seus chefes e todos os seus irmãos, que seguiam a sua palavra”. É claro que a habilidade dos descendentes de Issacar a que faz referência o cronista, dizia respeito à capacidade estratégica para guerrear. No entanto, o Senhor Jesus Cristo, ao falar sobre os últimos tempos e censurar a postura hipócrita do povo que sabia distinguir o clima estiado de quando poderia chover, questionou: “Hipócritas, sabeis discernir a face da terra e do céu; como não sabeis, então, discernir este tempo?” (Lc 12.56). Interpretando o tempo e não tomando a forma do sistema pecaminoso em vigência no mundo, podemos continuar cumprindo nossa missão de sermos salda terra e luz do mundo (Mt 5.13,14).

 

 

Pense!

 

É possível conterá marcha evolutiva — ou involutiva — do mundo?

 

 

Ponto Importante

 

O conhecimento da realidade é fundamental, não apenas para quem quer preservar a cultura, mas, sobretudo, para quem pensa em transformá-la.

 

 

  1. O CICLO HISTÓRICO DO MUNDO

 

  1. O “encantamento” do mundo.Apesar de parecer simplista, a ideia de divisão histórica pelo âmbito das perspectivas com as quais se enxerga o mundo, é um exercício didático e aceitável. Partindo desse ponto de vista, é possível não apenas dividir a história passada, mas, até mesmo, em termos de ciclo civilizatório, pensar a sociedade de forma futura.

Como se sabe, o mundo antigo fora marcado pela tentativa humana de se explicar a realidade através dos mitos. Tal atitude corresponde com o surgimento da religião, ou do sentimento religioso, entre a humanidade. O mundo era “encantado” e todas as coisas se explicavam através do mito. A filosofia foi uma tentativa de racionalizar a fala a respeito dos mitos, procurando questionar respostas simplistas e oferecendo “explicações” mais elaboradas e menos transcendentais. Falando-se em ocidente, tal postura perdurou até a Idade Média.

  1. O “desencantamento” do mundo.Com a descoberta progressiva da física, ou seja, de como funciona o universo, as explicações religiosas são substituídas por explicações lógicas e racionais. No mundo ocidental esse período corresponde à modernidade, chamada por Max Weber de “desencantamento do mundo”.
  2. O “reencantamento” do mundo.O próximo estágio só é possível quando se descobre que nem tudo pode ser explicado de forma racional. O ser humano não vive sem mistério e de forma puramente lógica. As coisas mais importantes da vida ainda são inexplicáveis: Quem somos, de onde viemos, para onde vamos? Esse momento, ocidentalmente falando, corresponde à pós-modernidade. Nesta, é possível coexistir fé e razão, ciência e religião.

 

 

Pense!

 

Em qual momento do ciclo histórico você acha que a sociedade encontra-se?

 

 

Ponto Importante

 

A teoria dos ciclos históricos demonstra que é possível experimentar tais momentos de forma concomitante.

 

 

CONCLUSÃO

 

É urgente, para dizer o mínimo, que reconheçamos a necessidade de buscarmos mais a Deus, sua Palavra e o conhecimento do que ocorre à nossa volta para levarmos adiante a obra do Senhor. Em todas as épocas, a Igreja sempre enfrentou dificuldades e jamais desistiu. Que possamos cumprir a nossa parte, pois talvez sejamos a geração da última hora da Igreja na face da terra (Lc 18.8; 1Jo 2.18).

 

ESTANTE DO PROFESSOR

 

BERGSTÉN, Euríco. Teologia Sistemática. 4ª Edição. RJ: CPAD, 2005.
LEBAR, Lois E. Educação que é Cristã. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2009.

 

HORA DA REVISÃO

 

  1. Cite as características dos “tempos trabalhosos” apontadas na lição.

Anulação dos valores cristãos e a perversão religiosa através de um ascetismo que se parece com piedade.

 

  1. A secularização, involuntariamente, foi originada por qual acontecimento?

Iluminismo, Renascença e Reforma Protestante.

 

  1. A cultura pós-cristã é anticristã? Por quê?

Não. Porque a secularização e o pensamento pós-modernista tornaram possível ao mundo saltar de uma época em que era praticamente impossível ser ateu, para outra em que se pode não apenas ser ateu, mas agnóstico, cético, crente, místico, panteísta etc.

 

  1. O que significa não se amoldar ao mundo?

Significa não aceitar acriticamente o que nos é imposto pelo sistema pecaminoso da sociedade.

 

  1. Quais as duas atitudes que a igreja precisa tomar para restabelecer os fundamentos?

Interpretar o tempo e não tomar a forma do sistema pecaminoso em vigência no mundo.

 

SUBSÍDIO

 

“Da Cosmovisão Centrada em Deus para a Cosmovisão Centrada no Homem

Duzentos anos depois da Reforma do século XVI, a Europa conheceu o iluminismo. O iluminismo não era contra a religião; apenas declarava que nosso conhecimento de Deus não deveria vir da Bíblia, mas pela luz universal da natureza. Como tais, todas as religiões do mundo eram essencialmente iguais, fundamentadas como estavam na observação natural e na experiência. A Bíblia foi vista como um livro proveitoso, mas não considerada a revelação de um Deus pessoal. A razão humana foi elevada acima da revelação.

O iluminismo foi uma bênção mesclada. Por um lado, enfatizou a liberdade religiosa e a tolerância no melhor sentido da palavra. Dois séculos antes, a Reforma tinha inspirado nova vida espiritual em religiões da Europa. Esta luz. porém, era frequentemente oculta, senão extinta, pelas controvérsias religiosas que se seguiram anos mais tarde. Podemos entender por que as pessoas foram alimentadas com a intolerância da era. Ele deu ênfase muito necessária na liberdade de aprendizagem e na liberdade da consciência.

Infelizmente, o iluminismo também introduziu densas trevas” (LUTZER, Erwin E. Cristo Entre Outros Deuses: Uma defesa da fé cristã numa era de tolerância. 1ª Edição. RJ: CPAD. 2000, pp. 34-35).

fonte www.avivamentonosul21.comunidades.net

 

 

                                            Lições Bíblicas CPAD

               Adultos   3º Trimestre de 2015 

Título: A Igreja e o seu Testemunho — As ordenanças de Cristo nas cartas pastorais

Comentarista: Elinaldo Renovato de Lima  

Lição 13: A manifestação da Graça da Salvação

Data: 27 de Setembro de 2015

 

TEXTO ÁUREO

 

Porque a graça de Deus se há manifestado, trazendo salvação a todos os homens” (Tt 2.11).

 

VERDADE PRÁTICA

 

A graça de Deus emanou do seu coração amoroso para salvar o homem perdido, por meio do sacrifício vicário de Cristo Jesus.

 

LEITURA DIÁRIA

 

Segunda — Ef 2.8

O homem é salvo pela graça, por meio da fé

 

 

Terça — Jo 5.24

Aquele que ouve e crê tem a vida eterna e não entrará em condenação

 

 

Quarta — At 20.24

Dando testemunho do “evangelho da graça de Deus”

 

 

Quinta — Mc 1.15

É necessário que o pecador se arrependa e pela fé creia em Jesus Cristo

 

 

Sexta — 2Co 5.17

Todos os que estão em Jesus Cristo são novas criaturas

 

 

Sábado — Hb 12.14

Sem santificação ninguém verá o Senhor

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

 

Tito 2.11-14; 3.4-6.

 

Tito 2

11 — Porque a graça de Deus se há manifestado, trazendo salvação a todos os homens,

12 — ensinando-nos que, renunciando à impiedade e às concupiscências mundanas, vivamos neste presente século sóbria, justa e piamente,

13 — aguardando a bem-aventurada esperança e o aparecimento da glória do grande Deus e nosso Senhor Jesus Cristo,

14 — o qual se deu a si mesmo por nós, para nos remir de toda iniquidade e purificar para si um povo seu especial, zeloso de boas obras.

 

Tito 3

4 — Mas, quando apareceu a benignidade e o amor de Deus, nosso Salvador, para com os homens,

5 — não pelas obras de justiça que houvéssemos feito, mas, segundo a sua misericórdia, nos salvou pela lavagem da regeneração e da renovação do Espírito Santo,

6 — que abundantemente ele derramou sobre nós por Jesus Cristo, nosso Salvador.

 

HINOS SUGERIDOS

 

35, 205 e 396 da Harpa Cristã

 

OBJETIVO GERAL

 

Ensinar que a Graça de Deus é a mais extraordinária e maravilhosa manifestação do seu amor pela humanidade, por intermédio de Jesus Cristo, o seu Filho..

 

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

 

Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.

 

  • Explicaras diversas manifestações da graça de Deus.
  • Esclarecera relação do crente em relação às autoridades e ao próximo.
  • Proporuma experiência de boas obras e o trato com os “hereges”.

 

INTERAGINDO COM O PROFESSOR

 

Prezado professor, chegamos ao final de mais um trimestre. Este momento deve ser uma oportunidade para analisar os passos educativos dados até aqui. Avalie o seu método. Ele alcançou os objetivos das aulas? Permitiu a você alcançar o objetivo do trimestre? Seus alunos cresceram espiritual e culturalmente? São perguntas que só você pode fazer e buscar as respostas com muita humildade. A tarefa do professor da Escola Dominical sempre será uma tarefa inacabada, pois sabemos que poderíamos dar mais, ensinar melhor e prover conhecimentos que fazem sentido à vida dos nossos alunos. Aproveite esse tempo para refletir mais conscientemente a sua prática educativa.

 

COMENTÁRIO

 

INTRODUÇÃO

 

Nesta última lição do trimestre estudaremos a respeito da graça divina. A graça de Deus é a mais extraordinária manifestação do seu amor para com a humanidade. Mas esta só pode usufruir os benefícios desse recurso divino, se reconhecer o seu estado miserável, em termos espirituais, e converter-se mediante a aceitação de Cristo como Salvador.

 

 

PONTO CENTRAL

 

A graça de Deus alcançou-nos por intermédio do sacrifício vicário de Jesus.

 

 

  1. A MANIFESTAÇÃO DA GRAÇA DE DEUS

 

  1. A graça comum.Graça vem da palavra hebraicahessed, e do termo grego charis, cujo sentido mais comum é o de “favor imerecido que Deus concede ao homem, por seu amor, bondade e misericórdia”. A partir dessa conceituação, podemos ver a “graça comum”, pela qual Deus dá aos homens as estações do ano, o dia, a noite, a própria vida, ou seja, todas as coisas (At 17.25b).
  2. A graça salvadora.“Porque a graça de Deus se há manifestado, trazendo salvação a todos os homens” (2.11). Está à disposição de “todos os homens”, mas só é alcançada por aqueles que creem em Deus, e aceitam a Cristo Jesus como seu único e suficiente Salvador. Por intermédio dela, Deus salva, justifica e adota o pecador como filho (Jo 1.12).
  3. Graça justificadora e regeneradora.A Graça de Deus é a fonte da justificação do homem (Rm 3.21-26). Uma vez nascida de novo, a pessoa passa a ser “nova criatura” (2Co 5.17), tomando parte na família de Deus: “Assim que já não sois estrangeiros, nem forasteiros, mas concidadãos dos Santos e da família de Deus” (Ef 2.19).
  4. Graça santificadora.A graça de Deus só pode ser eficaz, na vida do convertido, se ele se dispuser a negar-se a si mesmo para ter uma vida de santidade. A falta de santificação anula os efeitos da regeneração e da justificação. Diz a Bíblia: “Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor” (Hb 12.14).

 

 

SÍNTESE DO TÓPICO (I)

 

Nas Escrituras, a graça de Deus se manifesta como “graça comum”, “graça salvadora”, “graça justificadora e regeneradora” e “graça santificadora”.

 

 

SUBSÍDIO DIDÁTICO

 

Professor, explique aos alunos o conceito de “graça comum”, dizendo que se trata de uma abordagem eminentemente da teologia reformada. É uma tentativa de se responder uma questão angustiante observada na existência dos santos, bem como observou o salmista Asafe (Salmo 73). Se o salário do pecado é a morte, por que as pessoas que pecam não morrem imediatamente e não vão definitivamente para o inferno, mas desfrutam de bênçãos incontáveis na terra? Ainda, como pode Deus dispensar bênçãos a pecadores que merecem apenas, e somente, a morte, mesmo as pessoas que serão condenadas para sempre ao inferno? Neste contexto é que a doutrina da “graça comum” traz uma resposta bíblica acerca da questão. É uma graça pela qual Deus dá aos seres humanos bênçãos ou dádivas inumeráveis que não fazem parte da salvação. Ou seja, não significa que quem as recebe já é salvo. A base bíblica para esse entendimento é a graça manifestada por Deus na esfera física da vida (Gn 3.18; Mt 5.44,45; At 14.16,17); na esfera intelectual (Jo 1.9; Rm 1.21; At 17.22,23); na esfera da criatividade (Gn 4.17,22); na esfera da sociedade (Gn 4.17,19,26; Rm 13.3,4); na esfera religiosa (1Tm 2.2; Mt 7.22; Lc 6.35,36). Ou seja, não é porque o mal reinante no ser humano é fruto do pecado original que ele fará somente obras más. Não, a Graça de Deus opera em todos os homens e faz com que eles façam coisas boas também.

 

 

 

 

  1. A CONDUTA DO SALVO EM JESUS

 

  1. Sujeição às autoridades (v.1).O cristão sincero deve obedecer aos governantes e autoridades constituídas, desde que estes não desrespeitem a Lei de Deus. Jesus mandou dar “a César o que é de César” e “a Deus o que é de Deus” (Mt 22.21).
  2. O relacionamento do cristão (v.2).Aqui, vemos quatro comportamentos éticos, exigidos dos cristãos. Vejamos:
  3. a) Não infamar a ninguém.É pecado muito grave caluniar alguém, seja na igreja, seja fora dela. É passível de sanção judicial ou condenação na justiça humana. Muito mais, na Lei de Deus. Normalmente, a infâmia é ditada com intenção de prejudicar o outro. O cristão deve cultivar o fruto do Espírito da “benignidade”, que é a qualidade de quem só faz o bem (Gl 5.22).
  4. b) Não ser contencioso.Contendas nas igrejas geralmente têm resultados muito prejudiciais. Infelizmente em algumas reuniões, até mesmo de ministros cristãos, vemos pessoas contendendo umas com as outros, por causa de interesses políticos ou pessoais. Isso não agrada a Deus (2Tm 2.24).
  5. c) Ser modesto.A modéstia deve ser evidente na vida de homens e mulheres cristãos. Revela a simplicidade exortada por Jesus, em seu evangelho: “Eis que vos envio como ovelhas ao meio de lobos; portanto, sede prudentes como as serpentes e símplices como as pombas” (Mt 10.16).
  6. d) Mostrar “mansidão para com todos os homens”.Deve ser característica marcante, do servo de Deus, ser “manso e humilde de coração”, como Jesus ensinou (Mt 11.29). Além de não ser interessante a contenda, no meio cristão, o crente precisa ser “manso para com todos, apto para ensinar, sofredor” (2Tm 2.24b).
  7. A lavagem da renovação do Espírito Santo (v.3).Vivíamos entregues ao pecado e longe de Deus, mas Cristo nos salvou e nos purificou. Como novas criaturas não temos mais prazer no pecado. Observe, a seguir, algumas características, segundo Paulo que caracterizam o homem que vive segundo a carne:
  8. a) Insensatez.Refere-se à velha vida, plena de loucura, imprudência, leviandade e incoerência, que leva muitos à perdição eterna. Na parábola das dez virgens, Jesus chama a atenção para as cinco “loucas” ou insensatas, que não se preveniram com o azeite para esperar o noivo (Mt 25.1-13). Jesus também falou sobre o homem “insensato”, que edifica sua casa sobre a areia (Mt 7.26). O desastre espiritual torna-se inevitável.
  9. b) Desobediência.A desobediência foi o primeiro pecado cometido pelo homem (Rm 5.19). E desde então é a “mãe” de todos os pecados, cometidos, em todos os tempos (Rm 11.30), por aqueles que são “filhos da desobediência” (Ef 2.2; 5.6; Cl 3.6).
  10. c) Extravio.Sem Deus, sem a salvação em Cristo, o homem é um perdido, como ovelha sem pastor (Mt 9.36). É uma situação difícil e por vezes desesperadora. Mas é feliz quem faz como o “filho pródigo”, que tomou a decisão sábia de retornar humilhado à casa do pai, onde foi recebido com amor e misericórdia (Lc 15.18-24).
  11. d) Servindo a “várias concupiscências e deleites”.Outra tradução fala de “paixões e prazeres”, que dominam a vida do homem sem Deus. Os deleites da carne impedem que o homem se converta a Deus de verdade, sufocado pelos “espinhos” da vida (Lc 8.14). As concupiscências da vida, ou os desejos exacerbados da carne são impedimento para uma vida de santidade e fidelidade a Jesus (1Pe 4.3; Jd 16).
  12. e) “Vivendo em malícia e inveja”.Malícia é sinônimo de maldade, perversidade, malignidade, o que não deve fazer parte da vida cristã (Ef 4.31; Cl 3.8); a inveja é outro sentimento indigno para um cristão sincero. A inveja é “a podridão dos ossos” (Pv 14.30).
  13. f) Odiosos, odiando “uns aos outros”.A “lavagem da regeneração do Espírito Santo” nos faz “justificados pela sua graça” e herdeiros da vida eterna (3.4-7). João adverte-nos ao dizer que “qualquer que aborrece a seu irmão é homicida. E vós sabeis que nenhum homicida tem permanente nele a vida eterna” (1Jo 3.15). No Antigo Testamento, só era homicida quem matasse alguém com algum tipo de objeto perigoso. No evangelho da graça de Deus, é homicida quem, no coração, odeia o seu irmão.

 

 

SÍNTESE DO TÓPICO (II)

 

A conduta do salvo em Cristo deve mostrar sujeição às autoridades legalmente estabelecidas.

 

 

SUBSÍDIO DIDÁTICO

 

A Natureza da Política

“A essência da política é a luta por poder e influência. Todos os grupos e instituições sociais precisam de métodos para tomar decisões para seus membros. A política nos ajuda a fazer isso. A palavra grega da qual política é derivada é polis, que significa ‘cidade’. Política no sentido clássico envolve a arte de fazer uma cidade funcionar bem. Também ajuda a administrar nossas organizações e governos. Quando nosso sistema político é saudável, mantemos a ordem, provemos a segurança e obtemos a capacidade de fazer coisas como comunidade que não poderíamos fazer bem individualmente. Votamos as leis, fazemos a polícia impô-las, arrecadamos impostos para estradas, sistemas de esgoto, escolas públicas e apoio nas pesquisas de câncer. Em nossas organizações particulares, um sistema político sadio nos ajuda a adotar orçamentos, avaliar pessoal, estabelecer e cumprir políticas e regras e escolher líderes. No melhor dos casos, a política melhora a vida de um grupo ou comunidade. A política toma uma variedade de formas, como eleições, debates, subornos, contribuições de campanha, revoltas ou telefonemas para legisladores. Como vê, alistei maneiras nobres e ignóbeis de influenciar as decisões de um sistema político. Algumas delas são formais, como as eleições, ao passo que outras são informais, como telefonar para vereadores, deputados e senadores e pressioná-los a votar do nosso modo” (PALMER, Michael D. Panorama do Pensamento Cristão. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2001, p.447).

 

 

III. AS BOAS OBRAS E O TRATO COM OS HEREGES

 

  1. A prática das boas obras (v.8).Praticar boas obras faz parte do dia a dia do servo ou da serva de Deus. “Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas” (Ef 2.10). Quem está em Cristo tem prazer em praticar aquilo que é bom e agradável ao seu próximo e a Deus.
  2. Como tratar com os hereges (v.10).Paulo ensina que devemos evitar os falsos mestres, não nos envolvendo em suas discussões tolas. Muitas vezes acabamos discutindo e dando uma atenção demasiada aos ensinos que são contrários a Palavra de Deus.

 

 

SÍNTESE DO TÓPICO (III)

 

Dos versículos 8 a 10, o apóstolo expõe sobre a prática das boas obras e como se deve tratar os “falsos mestres”.

 

 

SUBSÍDIO TEOLÓGICO

 

“A segunda proibição que Paulo faz é contra os facciosos, aqueles que causam divisões por meio de discordâncias. ‘Depois de uma e outra admoestação, evita-o’, ou seja, tente ajudá-lo corrigindo o seu erro através de advertências ou aconselhamento. Tais inimigos só devem ter duas chances e então devem ser evitados.

A razão pela qual o ‘herege’ deve ser rejeitado é justamente esta; em sua divisão, ‘tal’ homem demonstra que ‘está pervertido e peca, estando já em si mesmo condenado’. Ao persistir em seu comportamento divisor, o ‘falso mestre’ tornou-se pervertido ou ‘continua em seu pecado’, deste modo ‘se autocondenando’. Isto é, por sua própria persistência no comportamento pecaminoso, condenou a si mesmo, colocando-se de fora, sendo consequentemente rejeitado por Tito e pela igreja” (Comentário Bíblico Pentecostal: Novo Testamento. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2004, p.1515).

 

 

CONCLUSÃO

 

A graça de Deus é a fonte da salvação do homem. É favor jamais merecido por qualquer pessoa, e manifesta o seu amor e sua benignidade para com o pecador. Essa graça é manifestada “a todos os homens”, mas só é eficaz, na vida de quem aceita a Cristo como Salvador pessoal.

 

PARA REFLETIR

 

A respeito das Cartas Pastorais:

 

O que é graça?

É o favor imerecido que Deus concede ao homem, por seu amor, bondade e misericórdia.

 

Como podemos alcançar a graça salvadora?

Crendo em Deus e aceitando Jesus como o nosso único e suficiente Salvador.

 

Qual é a fonte da justificação do homem?

A graça de Deus.

 

Quem é considerado homicida no evangelho da graça?

Qualquer que aborrece o seu irmão.

 

De acordo com a lição, como devemos tratar os hereges?

Devemos evitá-los, não nos envolvendo em discussões tolas.

 

SUBSÍDIOS ENSINADOR CRISTÃO

 

A manifestação da Graça da Salvação

 

Um dia, estávamos mortos em nossos delitos e pecados; separados de Deus, em completa iniquidade, aguardando o justo julgamento de juízo de Deus para nós (Ef 2.2,3). Andávamos segundo o curso deste mundo, um mundo sem Deus, onde os seus valores e pensamentos opõem-se frontalmente aos valores e os pensamentos de Deus. Éramos filhos da desobediência, esta, por sua vez, operava em nós as obras da carne, segundo as astúcias do príncipe das potestades do ar.

Quem guiava a nossa mente e coração não era o Espírito de Deus, mas os desejos da nossa carne. Fazíamos o que bem entendêssemos. Buscávamos somente preencher as pulsões da carne, o vazio da alma e o desejo do coração com as coisas materiais e ilusórias. Éramos integralmente hedonistas! Para nós, a felicidade resumia-se na saciedade do prazer.

Éramos, por natureza, filhos da ira, igualmente como tantos outros o são hoje. “Mas Deus, que é riquíssimo em misericórdia, pelo seu muito amor com que nos amou, estando nós ainda mortos em nossas ofensas, nos vivificou juntamente com Cristo (pela graça sois salvos), e nos ressuscitou juntamente com ele, e nos fez assentar nos lugares celestiais, em Cristo Jesus; para mostrar nos séculos vindouros as abundantes riquezas da sua graça, pela sua benignidade para conosco em Cristo Jesus” (Ef 2.4-7).

Hoje, a nossa situação mudou radicalmente. O Deus rico em misericórdia e de um infinito amor por nós, os pecadores deliberados, mortos em ofensas, graciosamente nos “vivificou”, fez-nos reviver para a vida: tudo isso foi pela graça. Não foi por mérito nosso, pois se fosse por mérito, pelo mérito merecíamos o inferno. Mas pela graça Ele mudou o quadro da nossa situação. Graça não tem o porquê?! Graça é aceitar livremente e espontaneamente a bondade, a misericórdia e a infinitude do amor de Deus, “porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isso não vem de vós; é dom de Deus” (Ef 2.10).

Deus, o nosso Pai, por intermédio de Jesus Cristo, o seu Filho, é o autor da salvação. Por isso, a graça da Salvação é obra somente de Deus. É Graça de Deus! Ser humano nenhum, que se intitule representante de Deus, tem o direito de dizer quem vai e quem não vai para o inferno. Ele não tem esse poder. Só quem conhece o coração do homem é Deus e sua própria consciência. Sejamos livres na plena Graça de Deus! A nós, é o que basta!

fonte www.avivamentonosul21.comunidades.net