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lições CPAD seitas heresiologia 2 trim-2006
lições CPAD seitas heresiologia 2 trim-2006

                                                         Lições Bíblicas CPAD

                                                 Jovens e Adultos 

                                             2º Trimestre de 2006

 

Título: Heresias e Modismos — Combatendo os erros doutrinários

Comentarista: Esequias Soares 

Lição 1: A sutileza de Satanás no fim dos tempos

Data: 2 de Abril de 2006 

TEXTO ÁUREO

 

Tende cuidado para que ninguém vos faça presa sua por meio de filosofias e vãs sutilezas, segundo a tradição dos homens, segundo os rudimentos do mundo e não segundo Cristo” (Cl 2.8).

 

VERDADE PRÁTICA

 

Firmes na Palavra, poderemos desmascarar as sutilezas e os ataques de Satanás contra a Igreja de Cristo.

 

LEITURA DIÁRIA

 

Segunda - Mt 13.22

Sutileza envolve sedução e engano

 

 

 

Terça - Ef 6.11

Atentos contra as astutas ciladas do Diabo

 

 

 

Quarta - Mt 10.16

O cristão deve ser prudente como as serpentes e símplices como as pombas

 

 

 

Quinta - At 19.13-17

O poder do Evangelho desmascara as sutilezas do Diabo

 

 

 

Sexta - 1 Co 14.20

Menino na malícia, mas adulto no entendimento

 

 

 

Sábado - Mt 7.15

O cuidado de não sermos enganados pela aparência

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

 

Colossenses 2.4-11.

 

4 - E digo isto para que ninguém vos engane com palavras persuasivas.

5 - Porque, ainda que esteja ausente quanto ao corpo, contudo, em espírito, estou convosco, regozijando-me e vendo a vossa ordem e a firmeza da vossa fé em Cristo.

6 - Como, pois, recebestes o Senhor Jesus Cristo, assim também andai nele,

7 - arraigados e edificados nele e confirmados na fé, assim como fostes ensinados, crescendo em ação de graças.

8 - Tende cuidado para que ninguém vos faça presa sua, por meio de filosofias e vãs sutilezas, segundo a tradição dos homens, segundo os rudimentos do mundo e não segundo Cristo;

9 - porque nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade.

10 - E estais perfeitos nele, que é a cabeça de todo principado e potestade;

11 - no qual também estais circuncidados com a circuncisão não feita por mão no despojo do corpo da carne: a circuncisão de Cristo.

 

PONTO DE CONTATO

 

Estimado professor, somos gratos a Deus por mais um trimestre de Lições Bíblicas. Iniciamos o ano de 2006 estudando temas da Soteriologia ou Doutrina da Salvação. Neste trimestre, examinaremos assuntos relacionados à disciplina teológica chamada Heresiologia.

Trata-se de treze lições, divididas em duas seções: heresias e modismos. A primeira, discute o islamismo, o mormonismo, a reencarnação, as Testemunhas de Jeová, a mariolatria e as principais seitas orientais. A segunda, reflete a respeito dos modismos e desvios doutrinários contemporâneos: a regressão psicológica, o cristianismo judaizante, a teologia da prosperidade, o triunfalismo e a superstição religiosa. Estas lições trarão esclarecimentos àqueles que confundem a fé ortodoxa cristã com as seitas e modismos doutrinários. Portanto, lembre-se do ensino de Paulo em 1 Timóteo 4.1 “Mas o Espírito expressamente diz que, nos últimos tempos, apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores e a doutrinas de demônios”.

 

OBJETIVOS

 

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

  • Definir o sentido da expressão “palavras persuasivas”.
  • Descrever as principais sutilezas do erro.
  • Explicar o significado de “rudimentos do mundo”.

 

SÍNTESE TEXTUAL

 

O cerne da presente lição encontra-se no versículo 8. Neste, há um divisor entre a compreensão positiva e negativa da doutrina de Cristo demonstrada por três expressões: “segundo os homens” (kata anthrōpōn); “segundo o mundo” (kata ton kosmou); e “segundo Cristo” (kata Christon). As duas primeiras, não apenas opõe-se a última, mas a combatem. Fazem parte daquilo que Paulo denominou de “filosofias” e “vãs sutilezas”. Estas, procedem de fontes humanas e malignas, enquanto a terceira, fundamenta-se na revelação divina em Cristo. “Segundo os homens”, refere-se à crença em um conjunto de tradições orais ou lendárias que, pela sua antiguidade, parecia ser merecedora de crédito e aprovação. Contudo, não passava de sutileza ou engodo (apatē). “Segundo o mundo”, difere da primeira, pois enquanto a expressão “segundo os homens” baseia-se nas lendas artificiosas, esta, na adoração aos espíritos ou “aeons”. Portanto, a religião professada em Colossos era constituída de um fundamento teórico antigo que formava a doutrina e fortalecia a crença na adoração a espíritos intermediários entre Deus e os homens. Estas tradições e sutilezas opunham-se ao corpo de doutrina apostólico e a adoração ao Deus único e verdadeiro.

 

ORIENTAÇÃO DIDÁTICA

 

Como recurso didático para esta lição, usaremos um mapa estatístico. Este recurso possibilita ao educando uma ampla visão cartográfica dos principais dados que se desejam apresentar. O mapa abaixo, As Religiões que mais Crescem apresenta estatísticas relacionadas à distribuição das religiões nos principais continentes. Use este cartograma após o sub-tópico “Suas estratégias”, a fim de mostrar como as religiões e seitas crescem por todos os continentes.

 

 

 

COMENTÁRIO

 

introdução

 

Palavra Chave

Tradição Humana: Crença em um corpo de tradições lendárias que, pela sua antiguidade, era merecedora de crédito e anuência.

 

Desde os tempos bíblicos, Satanás vem usando os seus agentes a fim de levar o povo de Deus a desacreditar na Bíblia, na divindade e na obra redentora de Cristo. Temos de estar devidamente preparados para detectar e desmascarar suas sutilezas. Sem dúvida, esse é um dos maiores desafios da Igreja de Cristo nestes últimos dias.

 

I. OS ARDIS DE SATANÁS

 

1. Seus disfarces. Desde a fundação da Igreja, os falsos mestres vêm disfarçando-se entre os filhos de Deus para disseminar suas heresias. Jesus disse que os mestres do erro apresentam-se “vestidos como ovelhas, mas interiormente são lobos devoradores” (Mt 7.15). A Bíblia classifica os tais como “falsos apóstolos” e “obreiros fraudulentos”, identificando-os como agentes de Satanás que se transfiguram “em ministros da justiça” (2 Co 11.13-15). Devemos, por isso, acautelar-nos deles.

2. Suas estratégias. Os expositores sectários preocupam-se com a aparência, pois costumam apresentar o seu movimento como um paraíso perfeito (2 Tm 3.5). Infelizmente, muitos são os que caem nessas armadilhas. Uma vez fisgados por eles, dificilmente conseguem libertar-se, uns por causa da lavagem cerebral que recebem, outros, em razão do terrorismo psicológico e da pressão que sofrem de seus líderes. Seus argumentos são recursos retóricos bem elaborados e persuasivos, para convencer o povo a crer num Jesus estranho ao Novo Testamento (2 Co 11.3).

 

II. A PERÍCIA DOS HERESIARCAS

 

1. “Palavras persuasivas” (v.4). Os falsos mestres, a quem o apóstolo se refere, estavam envolvidos com o legalismo judaico: circuncisão (Cl 2.11), preceitos dietéticos e guarda de dias (Cl 2.16). Há também várias referências ao gnosticismo (Cl 2.18,23). O verbo grego paralogizomai, “enganar, seduzir com raciocínios capciosos”, descreve com precisão a perícia dos falsos mestres na exposição de suas heresias. O nosso cuidado deve ser contínuo para não nos tornarmos presas desses doutores do engano.

2. O Jesus que recebemos (vv.6,7). O apóstolo insiste que devemos andar de acordo com o evangelho, a fim de ficarmos arraigados, edificados e firmados na Palavra de Deus. Entretanto, a mensagem dos agentes de Satanás é sempre contra tudo o que cremos, pregamos e praticamos. Às vezes, há alguns pontos aparentemente comuns entre nós e eles, e nisso reside o perigo, visto que é por onde tais ensinos se introduzem.

3. A simplicidade do evangelho. A mensagem do evangelho é simples e qualquer ser humano, independentemente de seu preparo intelectual e origem, é capaz de entender; basta dar lugar ao Espírito Santo, que convence o homem “do pecado, da justiça e do juízo” (Jo 16.8). A conversão ao cristianismo não é resultado de estratégia de marketing, nem de técnicas persuasivas (1 Co 2.4). Não é necessário, portanto, um “curso de lógica” para alguém ser salvo ou entender os princípios da fé cristã.

 

III. AS SUTILEZAS DO ERRO

 

1. “Ninguém vos faça presa sua” (v.8a). O significado de “presa” revela o que acontece, ainda hoje, com os adeptos das seitas. O verbo grego sylagōgeō, “levar como despojo, prisioneiro de guerra, seqüestro, roubo”, descreve o estado espiritual dos que seguem os falsos mestres. Um dos objetivos dos promotores de heresias é escravizar as suas vítimas para terem domínio sobre elas (2.18; Gl 4.17). Hoje, muitos estão nos grilhões das seitas como verdadeiros escravos.

2. “Por meio de filosofias” (v.8b). Não há indícios de que o apóstolo esteja fazendo alusão às escolas filosóficas da Grécia. O estoicismo e o epicurismo eram as filosofias predominantes do mundo romano na era apostólica e são mencionadas em o Novo Testamento (At 17.18). As “filosofias” de que Paulo trata são conceitos mundanos, contrários à doutrina e à ética cristã. Qualquer sistema de pensamento, ou disciplina moral, era, naqueles dias, chamado de “filosofia”.

3. “Vãs sutilezas” (v.8c). Engano e sutileza, nesse contexto, significam a mesma coisa. A palavra grega usada para sutileza é apatē, isto é, “engano” (Ef 4.22), “sedução” (Mt 13.22). É usada para referir-se a pessoas de conduta enganosa e embusteira que levam outras ao engano. É mediante tais recursos que os mestres do erro conduzem suas vítimas ao desvio. Tais sutilezas impedem as pessoas de verem a verdade e, como conseqüência, tornam-se cativas das astúcias de Satanás.

4. “Segundo a tradição dos homens” (v.8d). Não é a tradição apostólica nem judaica, mas um sincretismo de elementos cristãos, judaicos e pagãos: angelolatria e ascetismo, por exemplo. Eram práticas que se opunham ao evangelho.

Trata-se de tradição humana, ao passo que o evangelho veio do céu (Gl 1.11,12).

 

IV. OS RUDIMENTOS DO MUNDO

 

1. O significado de “rudimentos” (v.8). A expressão “rudimentos do mundo”, literalmente é: “elementos do universo”, ou “rudimentos do mundo”, em nossas versões. A palavra stoicheion, “fundamento, elemento”, aparece na filosofia grega para os quatro elementos da natureza: terra, água, ar e fogo que, segundo ensinavam os físicos gregos, compõem a totalidade do mundo (2 Pe 3.10,12). Para outra escola filosófica da Grécia, significava “elementos espirituais”, ou “espírito vivo”, que se difundia por toda a natureza como força vivificante.

2. O apóstolo se refere a que “rudimentos”? Essa palavra é usada, também, com o sentido de “princípio básico” (Hb 5.12) e de “elementos judaicos” ou “adoração cósmica” do sincretismo helênico (Gl 4.3,9). O termo deve ser analisado à luz do contexto e, aqui, mostra que são uma referência aos poderes demoníacos que se opunham a Cristo. Veja que o apóstolo contrapõe esses rudimentos a Cristo: “segundo os rudimentos do mundo e não segundo Cristo”.

3. A deidade de Cristo em jogo. Cristo é superior a todos os poderes (Ef 1.21). Os crentes, portanto, não precisam dosstoicheia, ou poderes demoníacos, apresentados pelos falsos mestres. As vãs filosofias são oriundas dos homens e do reino das trevas e não de Cristo. Há uma diferença abissal entre Cristo e os rudimentos do mundo. Não se trata, por conseguinte, de um demiurgo dos gnósticos, nem dos poderes cósmicos dos adeptos da Nova Era (v.9).

4. O significado de “toda a plenitude da divindade” (v.9). Temos, neste contexto, o Deus verdadeiro com toda a sua plenitude. O sentido de “divindade”, no texto original, é “deidade”. Um conceituado dicionário de grego afirma: “deidade, difere de divindade, como a essência difere da qualidade ou atributo”. Na Tradução do Novo Mundo, as Testemunhas de Jeová diluíram o v.9, traduzindo-o por “qualidade divina”, para adaptar à Bíblia as suas crenças, atitude própria dos falsos mestres.

 

CONCLUSÃO

 

O povo de Deus vive em constante batalha espiritual. O inimigo sempre trabalhou para desviar os crentes da vontade divina, induzindo-os a crenças falsas e práticas que desonram ao Criador. Por isso, devemos estar atentos quando um movimento religioso apresenta-se com persuasão e argumentos aparentemente convincentes. Trata-se, geralmente, de alguém que pretende mostrar-nos algo que não está de acordo com a Palavra de Deus.

 

VOCABULÁRIO

 

Abissal: Relativo ao abismo; distância entre uma coisa e outra.
Capcioso: Ardiloso; capaz de enganar ou iludir.
Gnóstico: adepto do gnosticismo — doutrina eclética que procurava explicar o sentido da religião e da vida por meio do conhecimento.
Marketing: Conjunto de estudos e medidas estratégicas a fim de lançar e sustentar um produto ou serviço no mercado consumidor.
Retórico: Eloqüente; aquele que fala muito, mas artificialmente.
Sectário: membro ou partidário de uma seita.
Sincretismo: Reunião de diversas crenças opostas.
Sutilezas: Qualidade de sutil; engenhoso; perspicaz.

 

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

 

LUTZER, E. E. Cristo entre outros deuses. RJ: CPAD, 2000.
SOARES, E. Manual de apologética cristã. RJ: CPAD, 2002.
YOUSSEF, M. Conheça o seu real inimigo. RJ: CPAD, 2005.

 

EXERCÍCIOS

 

1. Como a Bíblia classifica os promotores do erro?

R. A Bíblia classifica os promotores do erro como falsos apóstolos e obreiros fraudulentos; identificando-os como agentes de Satanás que se transfiguram em ministros da justiça (2 Co 11.13-15).

 

2. Qual deve ser a conduta do cristão diante do evangelho que recebeu?

R. O apóstolo insiste que devemos andar de acordo com o evangelho, a fim de ficarmos arraigados, edificados e firmados na Palavra de Deus.

 

3. A que filosofia refere-se o apóstolo?

R. Paulo não está fazendo alusão às escolas filosóficas da Grécia, mas aos conceitos mundanos, contrários a doutrina e à ética cristã.

 

4. O apóstolo se refere a que “rudimentos”?

R. Embora a palavra seja usada com outros sentidos, o termo, à luz do contexto, refere-se aos poderes demoníacos que se opunham a Cristo.

 

5. Como a Tradução do Novo Mundo traduz o versículo 9?

R. A Tradução do Novo Mundo diluiu o versículo 9, por “qualidade divina”, para adaptar à Bíblia as suas crenças.

 

AUXÍLIOS SUPLEMENTARES

 

Subsídio Apologético

 

“O que Significa ‘Seita’?

1. Etimologia. O historiador Flávio Josefo e muitos outros escritores antigos usaram a palavra hairesis com o sentido de ‘escola’ de pensamento, ‘doutrina’ ou ‘religião’ sem conotação pejorativa O verbo grego haireō, de onde vem o substantivo em foco, significa ‘escolher’. Na literatura clássica tem o sentido de escolha filosófica ou política. Todavia, o Novo Testamento traz essa palavra com o sentido de ‘divisão, dissensão’, pois lemos: ‘E até importa que haja entre vós heresias, para os que são sinceros se manifestem entre vós’ (1 Co 11.19). A versão Almeida Atualizada traduziu por ‘partido’; a NVI, por ‘divergências’; a Tradução Brasileira, por ‘facção’. A mesma palavra aparece em Gálatas 5.20 sendo traduzida por ‘dissensão’. [...] Convém salientar que a palavra grega para ‘heresias’ em o Novo Testamento, é a mesma para ‘seita’, hairesis. O termo ‘herege’, que aparece em Tito 3.10, hairetikos, é adjetivo que vem do referido substantivo grego. O sentido de erro doutrinário, como ‘heresia’, no campo teológico que nós conhecemos hoje, aparece pela primeira vez em 2 Pedro 2.1. É nessa acepção que refutamos tais heresias.

2. Conceituação. Atualmente a palavra ‘seita’ é usada para designar as religiões heterodoxas ou espúrias. É uma palavra já desgastada, trazendo em si, muitas vezes, um tom pejorativo. São grupos que surgiram de uma religião principal e seguem as normas de seus líderes ou fundadores e cujos ensinos divergem da Bíblia nos principais pontos da fé cristã. São uma ameaça ao cristianismo histórico e um problema para as igrejas.

3. Problemas. [...] As heresias afetam os pontos principais da doutrina cristã, no que diz respeito a Deus: Trindade, o Senhor Jesus Cristo e o Espírito Santo; ao homem: natureza, pecado, salvação, origem e destino; aos anjos, à igreja e às Escrituras Sagradas. O mais grave erro é quando diz respeito à Divindade. Errar em outros pontos da fé cristã pode até não afetar a salvação, mas a doutrina de Deus é inviolável. Negar ‘o Senhor’ é trazer sobre si repentina destruição.

Os novos movimentos internos como a Confissão Positiva e o G-12 não devem ser classificados como seitas, pois além de não afetarem os pontos salientes da fé cristã, seus ensinos e práticas não são necessariamente heresias, mas aberrações doutrinárias. O efeito destrutivo pode ser pior do que os movimentos externos, pois Satanás se utiliza, muitas vezes, da arrogância ou da ignorância dos mentores dessas inovações para causar divisões nas igrejas” (SOARES, E. Manual de apologética cristã. RJ: CPAD, 2002, pp.25-7).

 

 

 

 

 

 

Lições Bíblicas CPAD

Jovens e Adultos

 

 

 

2º Trimestre de 2006

 

Título: Heresias e Modismos — Combatendo os erros doutrinários

Comentarista: Esequias Soares

 

 

 

Lição 2: O Islamismo

Data: 9 de Abril de 2006

 

TEXTO ÁUREO

 

Estas, porém, são as gerações de Ismael, filho de Abraão, que a serva de Sara, Agar, egípcia, deu a Abraão” (Gn 25.12).

 

VERDADE PRÁTICA

 

O islamismo é uma religião legalista, contrária ao cristianismo e cujos adeptos são os filhos espirituais de Ismael.

 

LEITURA DIÁRIA

 

Segunda - Is 34.16

Os muçulmanos negam a autoridade da Bíblia

 

 

 

Terça - Gn 16.11,12

A Bíblia anuncia de antemão a natureza belicosa de Ismael

 

 

 

Quarta - Mt 28.19

Os muçulmanos negam a doutrina da Trindade

 

 

 

Quinta - Jo 20.31

Os muçulmanos negam ser Jesus o Filho de Deus

 

 

 

Sexta - 1 Co 15.2,4,17

Os muçulmanos negam a morte e a ressurreição de Jesus

 

 

 

Sábado - Rm 3.23

Os muçulmanos negam o caráter universal do pecado humano

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

 

Gálatas 4.22,23,28-31.

 

22 - Porque está escrito que Abraão teve dois filhos, um da escrava e outro da livre.

23 - Todavia, o que era da escrava nasceu segundo a carne, mas o que era da livre, por promessa.

28 - Mas nós, irmãos, somos filhos da promessa, como Isaque.

29 - Mas, como, então, aquele que era gerado segundo a carne perseguia o que o era segundo o Espírito, assim é também, agora.

30 - Mas que diz a Escritura? Lança fora a escrava e seu filho, porque, de modo algum, o filho da escrava herdará com o filho da livre.

31 - De maneira que, irmãos, somos filhos não da escrava, mas da livre.

 

PONTO DE CONTATO

 

Caríssimo professor, nesta lição estudaremos o islamismo — uma das maiores religiões do mundo. Segundo estimativas, há cerca de 1 bilhão de mulçumanos em todo o planeta, distribuídos principalmente no Iraque, Irã, Arábia Saudita, Líbano, Jordânia, Palestina, Egito, Argélia, Indonésia, Chechênia, Kosovo e Turquia — países predominantemente islâmicos. Esta religião além de ser uma das maiores, também é a mais recente e a que mais cresce no cenário global. Portanto, ao ministrar a lição, incentive sua classe a interceder a favor desse grupo étnico e religioso ainda não alcançado pelo evangelho.

 

OBJETIVOS

 

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

  • Interceder pelos países islâmicos.
  • Compreender as doutrinas do islamismo.
  • Descrever a história da religião islâmica.

 

SÍNTESE TEXTUAL

 

O fundador do islamismo, Mohammad ibn Abdullah ou Maomé, nasceu em 12 de Rabi-al-awwal (3° mês do calendário árabe e abril no cristão) de 570 d.C, em Meca, atual Arábia Saudita. Procedente de uma família aristocrática, era órfão de pai e sua mãe morreu quando o pequeno Muhammad tinha seis anos de idade. Nesse período, foi morar com o avô paterno, Abdu al-Muttalib, mas os infortúnios também assolaram a casa deste, vindo a falecer logo em seguida quando a criança constava ainda de 8 anos. No entanto, seu tio, Abu Talib, líder do clã Haxemita da tribo dos Coraixitas, criou-o como um filho. Em 610 d.C, Maomé recebeu a primeira visão mística que mudou completamente a sua vida. Cria que o arcanjo Gabriel entregou-lhe uma mensagem de que havia apenas um deus verdadeiro e que a idolatria era abominável. A divindade única de Maomé era conhecida como Al-Lah ou Alá, cujo significado é “o deus”. Em 612 d.C, começa a divulgação das suas visões e atrai alguns adeptos. Em virtude do seu analfabetismo, recitou tais visões a seus discípulos que a escreveram. Estes escritos foram denominados Corão, isto é, o “recitado” ou “leitura”. Maomé, faleceu aos 63 anos em 632 d.C, em Medina. A religião fundada por ele nega os principais fundamentos doutrinários da religião cristã: a Bíblia, a Trindade, a morte e ressurreição de Jesus e o caráter universal do pecado.

 

ORIENTAÇÃO DIDÁTICA

 

Professor, o mapa estatístico abaixo, tem por finalidade apresentar ao aluno a Expansão da Religião Islâmica no Mundo. Reproduza-o de acordo com os recursos disponíveis. Incremente o cartograma com as informações contidas no Ponto de Contato.

 

 

 

COMENTÁRIO

 

introdução

 

Palavra Chave

Maomé: Seu nome completo é Abulqasin Mohammad ibn Abdullah ibn Abd al-Muttalib ibn Hashim.

 

O islamismo é uma das três principais religiões monoteístas do planeta ao lado do cristianismo e do judaísmo. À semelhança destas, também nasceu no Oriente Médio. Suas crenças e práticas, porém, são contrárias à Bíblia e ao cristianismo.

 

I. CONSIDERAÇÕES GERAIS

 

1. Os filhos de Abraão. Nem todos os árabes são muçulmanos, e nem todos os muçulmanos são árabes. Há uma grande disputa, desde a antiguidade, pois é desejo dos árabes serem filhos de Abraão, mas nem todos o são. Deus dá, ainda hoje, a oportunidade para qualquer pessoa, independentemente de sua nação ou origem, de tornar-se descendente de Abraão, mediante a fé em Jesus (Rm 4.11; Gl 3.7).

2. O mundo árabe. Os povos do sul da Península Arábica descendem de Qahtan, Joctã (Gn 10.25), cujos descendentes povoaram o sul dessa península. Os povos do norte da Arábia Saudita são descendentes de Adnam, que é ismaelita. Havilá (Gn 25.18) era uma região da costa oriental da Península Arábica, no Golfo Pérsico; Sur é na região do Sinai.

3. Origem do islamismo. O nome da religião vem da palavra árabe islam, “submissão”, mas os críticos afirmam que significava: “desafio à morte, heroísmo, morrer na batalha” no mundo pré-islâmico. Foi fundado por Maomé na Arábia Saudita, em 610 d.C, e, logo, expandiu-se por todo o Oriente Médio, sul da Ásia, norte da África e Península Ibérica, pela força da espada.

 

II. FONTE DE AUTORIDADE

 

O islamismo rejeita a Bíblia. A fonte principal de autoridade na fé islâmica é o Alcorão, mas há outras fontes, a Sunnah ou Tradição Viva, registro de tudo que Maomé teria feito e dito, classificado em volumes e chamados de Hadith. Baseados noHadith e no Alcorão, elaboraram a lei islâmica chamada Shaaria.

1. Origem e história do Alcorão. A palavra vem do árabe quran, “recitação”, e al é o artigo definido. Os muçulmanos acreditam que o anjo Gabriel recitou sua mensagem a Maomé durante 23 anos, e cujo conteúdo está numa tábua no céu. Eles acreditam que o Alcorão é a inspirada Palavra de Deus. Mas, estudos críticos nele e na sua história tornam inconsistente esse conceito.

2. Origem humana do Alcorão. Havia muitos textos discrepantes do Alcorão. Por isso, Otmã, terceiro sucessor de Maomé (644-656), padronizou seu texto conforme suas conveniências, e mandou destruir as demais cópias sob pena de morte. Um dos discípulos de Maomé, chamado Abdollah Sarh, dava sugestões sobre o que deveria ser cortado ou acrescentado no Alcorão. Deixou o islamismo, alegando que se o Alcorão fosse a revelação de Deus, não poderia ser alterado por sugestão de um escriba. Quando Maomé conquistou Meca, matou seu ex-discípulo, visto que sabia demais para continuar vivo.

3. Problema do islamismo com a Bíblia. O problema é que os teólogos islâmicos logo descobriram que o Alá do Alcorão não é o mesmo Jeová do Antigo Testamento, e que o Jesus do Alcorão não é o mesmo do Novo Testamento. A mensagem da Bíblia é uma, e a do Alcorão é outra. Não podendo aceitar o equívoco do seu profeta, resolveram ensinar que a Bíblia foi falsificada por judeus e cristãos.

4. A verdade sobre a Bíblia. Deus prometeu preservar a sua Palavra (Jr 1.12). A integridade do texto bíblico é fato verificado cientificamente — os manuscritos do mar Morto confirmam a autenticidade do texto bíblico. Outra prova irrefutável, contra o argumento islâmico, é o grande número de manuscritos antigos tanto do Antigo quanto do Novo Testamento. A autoridade da Bíblia e sua inspiração são suas características sui generis (Is 34.16; 2 Tm 3.16; 2 Pe 1.20,21). Os muçulmanos contradizem-se, pois o próprio Alcorão declara-se como continuação das Escrituras Sagradas.

 

III. TEOLOGIA ISLÂMICA

 

1. O Deus dos muçulmanos. A história registra que existiram na antiguidade muitas religiões monoteístas, mas que eram pagãs. Seus adeptos adoravam a um único ídolo. É um monoteísmo falso. Alá, divindade dos muçulmanos, era uma das divindades da Arábia pré-islâmica, adorada pela tribo dos coraixitas, de onde veio Maomé. Há inúmeras evidências irrefutáveis na história e na arqueologia de que Alá não veio nem dos judeus e nem dos cristãos. Alá e Jeová não são nomes distintos de um mesmo Deus. Jeová é o Deus único e verdadeiro, ao passo que Alá não passa de um arremedo do verdadeiro Deus.

2. O conceito de Trindade no Alcorão. O islamismo considera a crença na Trindade um pecado imperdoável e define-a como três deuses: Alá, Jesus e Maria. Há dois erros crassos nesse conceito. O primeiro, refere-se à terceira Pessoa da Trindade, que é o Espírito Santo, e não, Maria. O segundo, a respeito do conceito do termo, que não quer dizer três deuses, mas um só Deus em três Pessoas: o Pai, o Filho e o Espírito (Dt 6.4; Mt 28.19).

3. O Senhor Jesus Cristo no Alcorão. O Jesus do Alcorão é um mero mensageiro. Não é reconhecido como Deus, nem como Filho de Deus e Salvador da humanidade. O Alcorão não reconhece a morte e a ressurreição de Cristo. Assim, consideram Maomé como superior a Jesus e “o selo dos profetas”. O Alcorão afirma que é blasfêmia dizer que Jesus é o Filho de Deus, pois implicaria numa relação íntima e conjugal de Maria com Deus. O mais grave é que seus líderes afirmam que os cristãos pregam tal absurdo! (Jd 10).

4. A cristologia bíblica. A expressão “Filho de Deus” mostra a origem e a identidade de Jesus (Jo 8.42), e não segue o mesmo padrão de reprodução humana. Eternamente gerado por Deus, o Senhor Jesus foi concebido pelo Espírito Santo (Mt 1.18,20; Lc 1.35; Hb 1.5). Há inúmeras passagens bíblicas provando que Jesus é Deus igual ao Pai (Jo 1.1). Durante o Seu ministério terreno, fez o bem a todos (At 10.38), proporcionando não somente a vida física (Jo 11.43,44), mas também a espiritual (Jo 10.10).

5. O sacrifício de Jesus. A cruz de Cristo sempre foi escândalo para os que perecem (1 Co 1.23). A morte e a ressurreição de Jesus estavam previstas no Antigo Testamento (Is 53.8-10; Sl 16.10) e cumpriu-se em o Novo (Lc 24.44-46) para a nossa salvação (1 Co 15.3,4). O sacrifício de Jesus Cristo na cruz mostra que o homem é completamente incapaz de salvar-se por sua própria bondade e força. Negar o sacrifício de Jesus na cruz, ou fazê-lo parecer desnecessário, é uma forma de invalidar a única maneira de o homem ser salvo.

 

IV. OS CINCO PILARES DO ISLAMISMO

 

O credo islâmico, composto de cinco pilares, é o orgulho dos muçulmanos. Entretanto, Deus não está preocupado com ritos ou regras (Is 28.10). Ele busca a comunhão com o homem que criou (Mq 6.6-8).

1. Fé em Deus. O primeiro pilar é crer em Alá como único Deus e em Maomé como seu mensageiro. Afirmar com sinceridade essa declaração três vezes, em árabe, diante de duas testemunhas, torna a pessoa muçulmana. Isso é recitado nos ouvidos do recém nascido e nos do muçulmano, quando está morrendo. Eles buscam assemelhar-se ao cristianismo. Todavia, o seu deus e mensageiro não são os mesmos da Bíblia (Jo 17.3).

2. Oração. O segundo são as orações rituais, realizadas cinco vezes ao dia: de manhã, ao meio dia, à tarde, ao pôr do sol e à noite. Os judeus oram três vezes ao dia, desde os tempos bíblicos (Sl 55.17; Dn 6.10). Há uma passagem no Alcorão onde parece afirmar que Maomé copiou essa prática dos judeus e aumentou para cinco vezes. Nós, cristãos, oramos continuamente (Cl 4.2; 1 Ts 5.17), não como obrigação; mas com o desejo de manter a comunhão com Cristo (Mt 6.5; Gl 2.20).

3. Esmolas. O terceiro é dar esmolas aos mais necessitados ou fazer atos de caridade. Prática copiada dos judeus e cristãos. A diferença é que não precisamos tocar trombetas (Mt 6.2). Não o fazemos para sermos salvos, mas porque já o somos e temos o fruto do Espírito (Gl 5.22).

4. Jejum. O quarto é jejuar 30 dias no mês de Ramadã; o jejum feito apenas durante o dia. Pesquisas comprovaram que esse é o mês de maior consumo nos países islâmicos. À luz da Bíblia, isso não é jejum. O jejum cristão é como a oração: não é mandamento; é prática natural e voluntária do cristão (Mt 6.16).

5. Peregrinação. O último pilar é a peregrinação à Meca pelo menos uma vez na vida, se as condições financeiras e de saúde o permitirem. É a cópia das peregrinações judaicas e cristãs (Sl 122). Maomé substituiu Jerusalém por Meca.

 

CONCLUSÃO

 

O islamismo é inimigo da cruz de Cristo. Em muitos países islâmicos é crime um muçulmano se converter à fé cristã. Seus líderes fazem propaganda falsa contra o cristianismo e escondem as fraquezas de sua religião. Nenhum deles fala ao povo que a Trindade bíblica não é a mesma descrita no Alcorão e nem explica o conceito de “Filho de Deus” em o Novo Testamento. É o maior desafio da igreja nos dias atuais.

 

VOCABULÁRIO

 

Crasso: Grosseiro; estúpido; erro crasso.
Monoteísmo: Crença judaica, cristã e islâmica na existência de apenas um Deus.
Sui generis: Inigualável; que não apresenta comparação; inimitável.

 

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

 

BICKEL, B.; JANTZ, S. Guia de seitas e religiões: Uma visão panorâmica. RJ: CPAD, 2005.
IRWIN, D. K. O que os cristãos precisam saber sobre os mulçumanos. RJ:CPAD, 2004.

 

EXERCÍCIOS

 

1. O que é necessário para se tornar um filho de Abraão?

R. Ter fé em Jesus, isto é, aceitá-lo como Salvador. Deus dá, ainda hoje, a oportunidade para qualquer pessoa tornar-se descendente de Abraão mediante a invocação do nome do Senhor Jesus.

 

2. Como foi a expansão do islamismo?

R. O islamismo expandiu-se por todo o Oriente Médio, sul da Ásia, norte da África e Península Ibérica. O islamismo expandiu-se pela bravura dos seus guerreiros e pela força de suas espadas.

 

3. O que disse Abdollah Sarh sobre o Alcorão?

R. Abdollah Sarh dava sugestões sobre o que deveria ser cortado ou acrescentado no Alcorão. Afirmou, certa vez, que se o Alcorão fosse a revelação de Deus, não poderia ser alterado por sugestão de um escriba.

 

4. Qual o problema do Alcorão sobre o conceito da Trindade Bíblica?

R. O islamismo considera a crença na doutrina da Trindade um pecado imperdoável e confunde essa doutrina como crença em três deuses: Alá, Jesus e Maria.

 

5. Quais são os cinco pilares do islamismo?

R. 1) Fé em Deus — crer em Alá como único Deus e Maomé como seu mensageiro; 2) Oração — realizadas cinco vezes ao dia; 3) Esmolas — dar esmolas aos necessitados ou fazer atos de caridade; 4) Jejum — jejuar 30 dias no mês de Ramadã; 5) Peregrinação — peregrinação à Meca pelo menos uma vez na vida.

 

AUXÍLIOS SUPLEMENTARES

 

Subsídio Apologético

 

“Doutrina número 1: Deus.

Os mulçumanos acreditam na existência e preeminência de deus. Há apenas um deus, cujo nome é Alá. Ao pronunciar Allah akbar (Alá, o grande), em suas orações diárias, os mulçumanos reconhecem que ‘deus é maior do que tudo’. Eles sabem que ele é onisciente, onipotente e onipresente. Os poderes atribuídos a Alá são os mesmos atributos ‘oni’ do Deus do judaísmo e do cristianismo: Onisciente — que tudo sabe; Onipotente — que tem todo poder; Onipresente — que está em todos os lugares ao mesmo tempo. No entanto, qualquer semelhança com os postulados do judaísmo e do cristianismo, no que se refere a Deus, param exatamente aqui. Quanto mais examina-se a natureza de Alá, menos ele tem semelhança com o Deus dos judeus e dos cristãos.

a) Alá e o amor. Os mulçumanos têm ‘noventa e nove belas maneiras’ para referir-se a Ala (as quais eles memorizam), e cada uma delas descreve uma das características de Alá. Talvez você se surpreenda ao saber que o termo amor está ausente dessa longa lista das qualidades de seu caráter — o poder de Alá é mais ressaltado do que a misericórdia. Isso não que dizer, porém, que Alá não ama. Ele ama aqueles que fazem o bem — ou seja, os que praticam boas ações e aceitam as práticas diárias dos cinco pilares. Contudo, Alá não ama o indivíduo cujas más ações sobrepujam as boas.

b) Diferença entre Alá e o Deus do cristianismo. O atributo do amor é a grande diferença entre Alá e o Deus do cristianismo. Essa é a razão pela qual é incorreto acreditar que Alá e Deus são a mesma divindade, simplesmente conhecida por nomes distintos, dependendo se você está em uma mesquita ou em uma igreja. Mas isso não é o mesmo que chamar um divã por um nome alternativo, como sofá, canapé, otomana ou marquesa. O Alá do Alcorão ama apenas os indivíduos que considera bons; o Deus da Bíblia ama toda a humanidade, embora saiba que nenhum indivíduo é basicamente bom. Se alguém questionar se há uma diferença entre Alá e Deus, diga-lhe que o amor é a resposta.” (BICKEL, B.; JANTZ, S. Guia de seitas e religiões: Uma visão panorâmica. RJ: CPAD, 2005, pp.79-81).

 

 

 

 

Lições Bíblicas CPAD

Jovens e Adultos

 

 

 

2º Trimestre de 2006

 

Título: Heresias e Modismos — Combatendo os erros doutrinários

Comentarista: Esequias Soares

 

 

 

Lição 3: O mormonismo

Data: 16 de Abril de 2006

 

TEXTO ÁUREO

 

E desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas” (2 Tm 4.4).

 

VERDADE PRÁTICA

 

O mormonismo é um movimento pagão disfarçado com roupagem cristã que baseia suas crenças em fábulas e falsas conjecturas.

 

LEITURA DIÁRIA

 

Segunda - 2 Co 11.3

Um Jesus estranho ao Novo Testamento

 

 

 

Terça - 2 Pe 1.16

O cristianismo se fundamenta em fatos

 

 

 

Quarta - 1 Tm 4.7

As fábulas profanas são nulas

 

 

 

Quinta - Tt 1.14

Devemos rejeitar as fábulas judaicas

 

 

 

Sexta - 1 Co 8.5

O equívoco da fé do paganismo politeísta

 

 

 

Sábado - Gl 1.8,9

O evangelho anátema

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

 

1 Timóteo 1.3-6.

 

3 - Como te roguei, quando parti para a Macedônia, que ficasses em Éfeso, para advertires a alguns que não ensinem outra doutrina,

4 - nem se dêem a fábulas ou a genealogias intermináveis, que mais produzem questões do que edificação de Deus, que consiste na fé; assim o faço agora.

5 - Ora, o fim do mandamento é a caridade de um coração puro, e de uma boa consciência, e de uma fé não fingida.

6 - Do que desviando-se alguns, se entregaram a vãs contendas.

 

PONTO DE CONTATO

 

Professor, nesta lição, estudaremos a respeito da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, ou simplesmente, Mórmons. Essa seita é uma das mais bem-sucedidas, com mais de 11 milhões de adeptos em todo o mundo. Estima-se também, que seja a seita que mais cresce, com cerca de 300 mil convertidos por ano. Os mórmons são um dos grupos sectários mais ricos do mundo, com ativos entre 25 e 30 bilhões de dólares. Possuem universidades, valorizam a educação, seus missionários costumam ser educadíssimos e muitos dos seus adeptos ocupam cargos importantes nos EUA. No entanto, constituem-se um grupo sectário ainda não alcançado plenamente pelo evangelho. Ore com os alunos a favor da conversão dos mórmons.

 

OBJETIVOS

 

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

  • Interceder pela conversão dos mórmons.
  • Distinguir a doutrina mórmon da cristã.
  • Sintetizar a história de Joseph Smith Jr.

 

SÍNTESE TEXTUAL

 

A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias foi fundada no dia 6 de abril de 1830 por Joseph Smith Jr. e mais cinco pessoas. Smith Jr., nasceu em 23 de dezembro de 1805, na cidade de Sharon, Estado de Vermont, EUA. Era filho de Joseph e Lucy Smith, conhecidos como místicos e caçadores de tesouros na região. Em 1820, com a idade de 14 anos, Smith jr., teve a sua primeira visão a respeito da apostasia do cristianismo e de outras religiões e seitas. A segunda visão ocorreu em 1823. Nesta, um anjo identificado como Moroni visitou a casa do profeta e o revelou que havia em Palmyra, Nova Iorque, um monte onde estava escondido um livro escrito em placas de ouro e também a plenitude do evangelho eterno. O anjo Moroni afirmava ser filho glorificado de um homem chamado Mórmon — título que dá nome à seita. Após várias aparições do suposto anjo, e de receber o sacerdócio de Arão e o de Melquisedeque, Joseph Smith Jr., Oliver Cowdery e outros companheiros, fundaram a seita. Smith foi candidato à presidência dos Estados Unidos, preso, espancado e, por fim, morto em 27 de junho de 1844, por uma turba indignada.

 

ORIENTAÇÃO DIDÁTICA

 

Nesta lição, usaremos como recurso didático uma Tabela Conceitual. Esta procura representar um determinado conceito por meio de suas características gerais. Temos quatro conceitos que podem ser apresentados graficamente em nossa lição: fundador, sucessor, literatura e fundamentos. Use este gráfico-visual após o tópico II, a fim de sintetizar os fundamentos principais da seita mórmon.

 

 

 

COMENTÁRIO

 

introdução

 

Palavra Chave

Placas de Ouro: Era constituída de quatro placas: de Néfi; de Mórmon; de Éter e Latão de Labão.

 

Um proeminente líder mórmon disse: “A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias declara-se, pelo seu nome, distinta da Igreja Primitiva estabelecida por Cristo e seus apóstolos”. Essa é uma confissão de que eles não são cristãos e de que sua religião é outra. Disso todos nós já sabíamos pelas suas crenças e práticas, mas esta é uma declaração direta e textual do movimento. A estrutura do mormonismo está calcada em lendas e mitos pagãos.

 

I. ORIGEM DO MOVIMENTO

 

1. Primeiras aparições. Há duas versões contraditórias da origem do movimento na sua própria literatura. Uma diz que em 1820, Joseph Smith Jr., andava preocupado por causa de uma agitação anormal sobre questões religiosas que se generalizou envolvendo batistas, presbiterianos e metodistas. Quando numa visão o Pai e o Filho, teriam dito que todas as igrejas se apostataram e seus credos eram abomináveis. Em 1823, teria recebido a visita de um estranho anjo chamado Moroni, o qual teria revelado a existência das placas de ouro, que deram origem ao Livro de Mórmon.

2. Últimas aparições. Em 1829 teria recebido outra visão. Nesta, afirma-se que João Batista teria conferido a Joseph Smith Jr. e ao seu companheiro, Oliver Cowdery, o sacerdócio de Arão. Em seguida, os dois companheiros batizaram-se um ao outro, e um ao outro ordenaram-se como sacerdotes, e, durante muito tempo, abençoaram-se mutuamente. Pouco depois, os dois teriam recebido outra visão: João, Pedro e Tiago, os quais lhes conferiram o sacerdócio de Melquisedeque. Em 6 de abril de 1830, Joseph Smith Jr. inaugurou o seu movimento juntamente com cinco amigos.

3. Contradições internas. O breve relato de sua origem apresenta vários problemas e contradições. A agitação envolvendo questões religiosas, nunca aconteceu. A suposta revelação de 1820 só apareceu depois de 1842. Até então, os líderes mórmons afirmavam que a primeira “visão” foi em 1823; contradição essa que envolve idade, local e conteúdo. Joseph Smith Jr. foi condenado, em 1826, por prática de cristalomancia. Em 1828, procurou se filiar à Igreja Metodista, mas foi recusado pela Igreja por causa do seu envolvimento com práticas ocultistas.

4. Testemunhos antibíblicos. Analisando essas “visões” à luz da Bíblia, ficam evidentes os enganos do movimento. A suposta aparição do Pai contradiz o ensino bíblico, pois homem algum jamais viu a Deus (Jo 1.18; 6.16). Além disso o Senhor Jesus garantiu que sua igreja jamais se apostataria (Mt 16.16-18). Quanto aos sacerdócios, doutrina mórmon em prática ainda hoje, há distorções: a Bíblia ensina que o sacerdócio de Arão foi removido (Hb 7.11,12) e o de Melquisedeque pertence exclusivamente a Jesus (Hb 7.21-23), que “tem um sacerdócio perpétuo” (Hb 7.24). A palavra original para “perpétuo” é aparabatos e significa: “imutável, inalterável, intransferível”.

 

II. FONTE DE AUTORIDADE

 

1. Escritos sagrados. Os mórmons consideram inspirados, com a mesma autoridade da Bíblia e, até acima dela, o Livro de Mórmon, Doutrina e Convênios, e Pérola de Grande Valor. O oitavo artigo das Regras de Fé dos mórmons diz: “Cremos ser a Bíblia a Palavra de Deus, o quanto seja correta a sua tradução; cremos também ser o Livro de Mórmon a Palavra de Deus”. Essa restrição para crer-se na Bíblia é uma maneira delicada de dizer que não se acredita nela, pois o mormonismo afirma que não pode haver tradução absolutamente fidedigna da Bíblia e chama de “néscios” os que nela crêem. Como os muçulmanos, procuram por todos os meios desacreditar a Bíblia.

2. O Livro de Mórmon. O conteúdo do livro de Mórmon nunca foi confirmado pela história e nem pela arqueologia. O texto está com 3.913 mudanças desde a edição de 1830; a maioria consiste em correção de erros gramaticais e mudanças doutrinárias.

 

III. TEOLOGIA MORMONISTA

 

1. Conceitos mormonistas da divindade. Os mórmons são politeístas e, como no hinduísmo, há espaço nesse movimento para inúmeros conceitos sobre a divindade. Há muitos conceitos contraditórios na literatura mórmon. Às vezes, usam o termo “trindade” para Deus, mas também afirmam que o Pai, o Filho e o Espírito Santo são três deuses, e que o Pai tem corpo físico como o nosso. Ensinam, ainda: “como o homem é, Deus foi; como Deus é, o homem poderá vir a ser”.

2. O Deus revelado na Bíblia. A Bíblia ensina a existência de um só Deus, sendo Deus um só (Dt 6.4; Mc 12.29-32) e que a Trindade não são três deuses, mas um Deus em três Pessoas. O Deus revelado na Bíblia é Espírito (Jo 4.24) e “espírito não tem carne e nem ossos” (Lc 24.39). Deus é Espírito Infinito e o Criador de todas as coisas nos céus e na terra e que além dEle não há outro (Sl 145.3; Is 44.6,8,24; 45.5-7). O homem, entretanto, é limitado e criatura; não é, e nunca foi Deus (Ez 28.2); nem Deus é, e nunca foi homem (Os 11.9).

3. O outro Jesus. O Jesus do mormonismo é casado e polígamo, não nasceu de uma virgem e é irmão de Satanás. Os mórmons afirmam que as bodas de Caná da Galiléia era o casamento de Jesus com as duas irmãs Maria e Marta; e que ele foi gerado de pai humano como qualquer homem.

Este, certamente, não é o Jesus que pregamos (2 Co 11.3). Eles, na verdade, querem sancionar suas práticas polígamas. Com isso, querem mostrar que são imitadores de Cristo. Todos esses conceitos mormonistas sobre o Senhor Jesus são uma afronta ao cristianismo.

4. O Jesus que pregamos. A Bíblia diz que Jesus e seus discípulos foram convidados para as bodas de Caná (Jo 2.2), e ninguém pode ser convidado para o seu próprio casamento. Isso, por si só, reduz a cinzas os argumentos dos mórmons. A Bíblia ensina explicitamente que Jesus foi concebido pelo Espírito Santo (Mt 1.18,20; Lc 1.34,35). Nada há de Satanás em Jesus (Jo 16.30; Mt 12.22-32); pelo contrário, Jesus é o Deus verdadeiro (1 Jo 5.20), incomparável e singular! (Ef 3.21).

 

IV. OUTRAS CRENÇAS E PRÁTICAS

 

1. A salvação mórmon. Crêem numa salvação geral onde os não-mórmons são castigados e depois liberados para a salvação; e numa individual, obtida pela fé em Jesus e pela obediência às leis e às ordenanças. Tais ordenanças consistem na fé em Jesus, no arrependimento, no batismo por imersão e a imposição de mãos, além de outros requisitos como aceitar a Joseph Smith Jr. como porta-voz de Deus. Acreditam, ainda, na existência de pecados que o sangue de Jesus não pode purificar.

2. O verdadeiro Salvador do mundo. O Senhor Jesus não precisa de co-salvador. A Bíblia ensina que Ele é o único Salvador (Jo 14.6; At 4.12). A salvação não é por mérito humano; ninguém pode ser salvo pelas boas obras, mas somente pela graça, mediante a fé (Tt 3.5; Ef 2.8,9). Existe apenas uma salvação, e ela está à disposição de todos os seres humanos (Tt 2.11; Jd 3).

3. Outras crenças e práticas exóticas. O batismo pelos mortos e o casamento para a eternidade. Trata-se de um batismo por procuração, visto que sua crença exige o batismo para a salvação; assim, os mórmons batizam os entes queridos já falecidos. Eles têm interesse especial em genealogias para batizar seus antepassados. Realizam no templo a cerimônia de selamento para a eternidade, cujos cônjuges prometem não contrair novas núpcias na viuvez. Esse casamento é para o casal encontrar-se no céu com o propósito de gerarem filhos-deuses para povoarem os planetas. Similar à mitologia grega.

4. Resposta bíblica. A Bíblia nos ensina a rejeitar as fábulas e genealogias (1 Tm 1.4). O batismo pelos mortos é prática pagã (1 Co 15.29). O casamento foi estabelecido “para os filhos desse mundo”, disse Jesus (Lc 20.34), e no mundo vindouro não “hão de casar, nem ser dados em casamento”, porque não podem mais morrer; pois serão iguais aos anjos e filhos da ressurreição (Lc 20.35,36).

 

CONCLUSÃO

 

Os fatos apresentados em nossa lição mostram que se trata de um movimento religioso alienado da Bíblia, com fontes de autoridade calcadas em fábulas e lendas. O Jesus apresentado não é o mesmo revelado no Novo Testamento. O mormonismo está, portanto, edificado sobre um fundamento falso. O ganhador de almas deve estar sempre preparado para a evangelização dessas pessoas, porque elas precisam conhecer o verdadeiro Jesus (Jo 17.3).

 

VOCABULÁRIO

 

Arqueologia: Ciência que estuda as velhas civilizações ou coisas antigas.
Fábulas: História artificiosa que contém um ensino moral.
Fidedigno: Que é digno de fé; que merece crédito.

 

EXERCÍCIOS

 

1. Onde está calcada a estrutura mormonista?

R. Em lendas e mitos pagãos.

 

2. O que significa “sacerdócio perpétuo”?

R. Significa no original que o sacerdócio de Cristo é imutável, inalterável ou intransferível.

 

3. Quantas mudanças já aconteceram no Livro de Mórmon desde a sua primeira edição em 1830 até a atualidade?

R. 3.913 mudanças gramaticais e doutrinárias.

 

4. Qual a resposta bíblica para a doutrina mormonista do homem-deus e de o Deus-Pai ser de carne e ossos?

R. Deus é Espírito Infinito e Criador (Jo 4.24). O homem não é, e nunca foi Deus; nem Deus é, nem nunca foi homem (Ez 28.2; Os 11.9).

 

5. O que a Bíblia diz sobre o batismo pelos mortos e o casamento para a eternidade?

R. O batismo pelos mortos é prática pagã (1 Co 15.29); o casamento é para este mundo e não para a eternidade (Lc 20.35, 36).

 

AUXÍLIOS SUPLEMENTARES

 

Subsídio Apologético

 

“Erros e Contradições nas Escrituras Mórmons

1. Livro de Mórmon. Em Néfi 10.18 está escrito: ‘Pois ele é o mesmo ontem, hoje e para sempre’. Ora, esta é uma citação de Hebreus 13.8, escrito centenas de anos depois da data alegada pelo Livro de Mórmon para sua própria origem. Seiscentos anos antes de o apóstolo Paulo nascer, supostamente o Livro de Mórmon já citava suas palavras em Romanos 7.24: ‘Oh! Que miserável sou eu!’ (2 Néfi 4.17). O Livro de Omni dá conta dos dons Espirituais do Espírito Santo e de sua operação já em 279 a.C; compare Lc 3.16 com Jo 7.37-39. Os dons espirituais não podiam estar presentes no tempo indicado porque Jesus ainda não fora glorificado. [...] Alma 46.15 fala de um grupo denominado ‘cristãos’. A Bíblia contradiz esta informação, pois em Antioquia é que os crentes foram pela primeira vez assim chamados (At 11.26).

2. Doutrina e Convênios. Este livro é uma coleção de 138 revelações principais dadas a Joseph Smith sobre muitos aspectos das doutrinas e práticas dos Mórmons. Contém muitas aberrações teológicas que claramente mostram a grande diferença entre o mormonismo e o cristianismo ortodoxo.

3. Pérola de Grande Valor. Este livro contém a terceira revelação extrabíblica acrescentada ao cânon das escrituras mórmons, sendo encadernadas junto com Doutrinas e Convênios. Possui quatro elementos: Livro de Moisés, Livro de Abraão, Escritos de Joseph Smith e Regras de Fé. O mormonismo diz que o livro de Abraão foi escrito por ele próprio — o mesmo do AT — quando estava no Egito. No entanto, o dito texto foi corretamente identificado como um texto funerário pagão conhecido como Livro das Respirações” (RINALDI, N.; ROMEIRO, P. Desmascarando as seitas. RJ: CPAD, 1996, pp.104-6).

 

 

 

Lições Bíblicas CPAD

Jovens e Adultos

 

 

 

2º Trimestre de 2006

 

Título: Heresias e Modismos — Combatendo os erros doutrinários

Comentarista: Esequias Soares

 

 

 

Lição 4: A reencarnação

Data: 23 de Abril de 2006

 

TEXTO ÁUREO

 

Porém, agora que é morta, por que jejuaria eu agora? Poderei eu fazê-la mais voltar? Eu irei a ela, porém ela não voltará para mim” (2 Sm 12.23).

 

VERDADE PRÁTICA

 

A doutrina da reencarnação nega a Bíblia e menospreza a salvação em Cristo, a ressurreição dos mortos e o julgamento final.

 

LEITURA DIÁRIA

 

Segunda - Sl 78.89

A morte é um caminho sem retorno

 

 

 

Terça - Hb 9.27

Ao homem está ordenado morrer uma vez

 

 

 

Quarta - Lc 16.26

Há um grande abismo entre os vivos e os mortos

 

 

 

Quinta - 1 Jo 1.7

É o sangue de Jesus que purifica o pecador; e não, as supostas reencarnações

 

 

 

Sexta - 1 Co 15.42

A doutrina da ressurreição dos mortos elimina a crença reencarnacionista

 

 

 

Sábado - 2 Tm 4.1

É Deus, em Jesus Cristo, que julgará os vivos e os mortos

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

 

1 Timóteo 4.1-5.

 

1 - Mas o Espírito expressamente diz que, nos últimos tempos, apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores e a doutrinas de demônios,

2 - pela hipocrisia de homens que falam mentiras, tendo cauterizada a sua própria consciência,

3 - proibindo o casamento e ordenando a abstinência dos manjares que Deus criou para os fiéis e para os que conhecem a verdade, a fim de usarem deles com ações de graças;

4 - porque toda criatura de Deus é boa, e não há nada que rejeitar, sendo recebido com ações de graças,

5 - porque, pela palavra de Deus e pela oração, é santificada.

 

PONTO DE CONTATO

 

Professor, o ensino herético da reencarnação é um dos mais perigosos difundidos no Brasil. É provável que seu aluno conheça algum adepto desse traiçoeiro engano. Por isso, não é apenas necessário que o educando aprenda a contestar biblicamente a teoria reencarnacionista, mas também torne-se um evangelizador dos adeptos das doutrinas kardecista, hinduísta, budista e jainista que a defendem. A ação da antiga serpente é uma das razões pelas quais a heresia da reencarnação está presente em várias religiões e cada vez mais aumentando o número de adeptos. Desde o Éden, Satanás promulga os fundamentos do espiritismo; exemplo disto, é quando usa a serpente como médium. Portanto, esteja preparado para ensinar esta lição.

 

OBJETIVOS

 

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

  • Interceder pela conversão dos reencarnacionistas.
  • Distinguir entre encarnação e reencarnação.
  • Explicar as distorções da teoria da reencarnação.

 

SÍNTESE TEXTUAL

 

A difusão moderna da reencarnação no Brasil, deve-se, principalmente, a propagação das obras de Hippolyte Leon Denizard Rivail, conhecido por Allan Kardec, pseudônimo adotado em 18 de abril de 1857. Kardec nasceu em Lyon, na França, em 3 de outubro de 1804 e faleceu com a idade de 65 anos. Na lápide tumular consta a síntese de sua crença reencarnacionista: “Nascer, morrer, renascer e progredir sempre, esta e a lei”. H. L. Denizard Rivail era um homem erudito, mas que se deixou fisgar em 1855 por fenômenos sobrenaturais. Desde então, passou a ser guiado por um “espírito” que lhe informou ter sido seu amigo em uma re-encarnação anterior, período em que seu nome era Allan Kardec, razão pela qual adotou o novo nome. Desde então, dedicou-se exclusivamente a doutrina espírita. Escreveu várias obras que codificam o espiritismo e a doutrina reencarnacionista. Entre elas destacam-se: O Livro dos Espíritos (1857) e O Evangelho Segundo o Espiritismo (1864).

 

ORIENTAÇÃO DIDÁTICA

 

Nesta lição, repetiremos o recurso didático anterior, isto é, a Tabela Conceitual. Use este gráfico-visual após o tópico I, a fim de sintetizar a divulgação moderna do conceito reencarnacionista no Ocidente.

 

 

 

COMENTÁRIO

 

introdução

 

A doutrina da reencarnação é tão antiga quanto a humanidade. É originária do hinduísmo, mas está presente no budismo, no jainismo e no sikhismo. É defendida pelos hare krishnas, kardecistas e muitos outros grupos na atualidade. Tem fortes vínculos com a prática da necromancia e está no bojo do Movimento Nova Era. A reencarnação é uma falsa crença inspirada por Satanás para levar o homem à perdição eterna.

 

I. SEU SIGNIFICADO

 

1. Conceito. Reencarnação não é o mesmo que encarnação. A Bíblia fala da encarnação do Verbo para enfatizar que Deus fez-se homem (Jo 1.14; 1 Tm 3.16), pois Jesus veio em carne (1 Jo 4.1,2). A reencarnação é uma crença defendida por quase todas as religiões derivadas do hinduísmo. O termo significa “voltar na carne”, pois seus adeptos acreditam que, na morte física, a alma não entra num estágio final, mas volta ao ciclo de renascimentos. É chamada também de transmigração da alma e metempsicose.

2. No Oriente. As reencarnações nas religiões acima mencionadas não são exatamente iguais. No hinduísmo, o “eu” sobrevive à morte e torna a reencarnar. No budismo não existe o “eu”, porquanto não há alma para migrar, não é necessariamente o morto que volta para reencarnar, mas outra pessoa. Os adeptos do hare khrishna acreditam que a alma de quem morre pode reencarnar em seres inferiores, nos animais e até nos insetos. A reencarnação tornou-se muito popular nos diversos ramos do Movimento Nova Era, no espiritismo, no kardecismo, etc.

 

II. SEUS OBJETIVOS

 

1. Busca da perfeição ou da salvação. Os adeptos dessa doutrina buscam a perfeição por meio de um processo evolutivo até que os ciclos da roda de reencarnações parem de girar. Rejeitando a salvação em Jesus, acreditam na doutrina do carma: lei que determina o lugar de um indivíduo na reencarnação, ou seja, a pessoa vai colher o que semeou na suposta encarnação anterior; é o princípio hindu de causa e efeito. Nem todos os reencarnacionistas acreditam na garantia da salvação final de todos. No entanto, a crença mais comum é que apenas um período de vida não é suficiente para os seres humanos aperfeiçoarem-se.

2. Reencarnação e cristianismo. Essas crenças são contrárias à teologia bíblica, pois nelas não há espaço para a doutrina da ressurreição dos mortos, da redenção pela fé no sacrifício de Jesus no Calvário, do julgamento divino sobre os infiéis, do inferno ardente. Ensinando a salvação pelo esforço humano, colocam-se em aberta oposição à Bíblia Sagrada.

3. Reencarnação à luz da Bíblia. A Bíblia afirma que “aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo, depois disso, o juízo” (Hb 9.27). Essa declaração resume o ensino bíblico sobre o destino do homem após a morte, constituindo-se num golpe mortal contra a doutrina da reencarnação com todas as suas ramificações. Nós vivemos apenas uma vez, e depois da morte, segue-se o juízo. A reencarnação, portanto, não existe (Jo 9.1-3).

4. Não há salvação sem Jesus. O Senhor Jesus levou sobre o madeiro todos os nossos pecados (1 Pe 2.24); este é o único meio de salvação. Jesus é o único Salvador! (At 4.12). Ele mesmo há de julgar os vivos e os mortos (At 17.31; 2 Tm 4.1).

 

III. SUAS DISTORÇÕES

 

1. Fonte da teologia cristã. As doutrinas cristãs não podem ser fundamentadas em experiências pessoais, pois os sentimentos humanos acham-se comprometidos em conseqüência da Queda do homem no Éden (Jr 17.9 cf. Gn 3.1-24). Por isso, Deus revelou-se a si mesmo através da sua Palavra, a Bíblia Sagrada. De onde, pois, vem a doutrina da reencarnação? Dos espíritos malignos manifestos nos médiuns.

2. Distorção científica. Muitas pesquisas são feitas inutilmente com o intuito de procurar os fundamentos científicos da reencarnação. Por outro lado, a ciência confirma o que a Bíblia sempre ensinou: é na concepção que começa uma nova vida — um ser humano individual e único (Sl 139.15,16; Zc 12.1). Portanto, afirmar que a reencarnação é comprovada cientificamente, como fazem os seus apologistas, é uma distorção da verdade.

3. Distorção bíblica. Os defensores da reencarnação usam passagens bíblicas para fundamentar suas crenças. Embora rejeitem a Bíblia, reconhecem o respeito que o povo, de modo geral, tem pela Palavra de Deus. Por essa razão, sempre que possível, usam passagens das Escrituras, arrancadas violentamente de seu contexto, para dar roupagem bíblica àquilo em que acreditam. E, assim, conseguem persuadir os incautos.

a) Novo nascimento não é reencarnação. O novo nascimento a que Jesus se referiu no diálogo com Nicodemos nada tem a ver com a reencarnação. Jesus está falando da regeneração, do nascer da água e do Espírito (Jo 3.3-5). Disse Ele ainda: “o que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito” (Jo 3.6). Nas “reencarnações”, a pessoa nasceria sempre da carne.

b) João Batista não é Elias reencarnado. A crença de que João Batista era a reencarnação de Elias é inconsistente, pois Elias não morreu; logo, não se desencarnou (2 Rs 2.11). A expressão “no espírito e virtude de Elias” (Lc 1.17) não é o mesmo que reencarnação. O próprio João afirmou que não era Elias (Jo 1.21). O que temos aqui são características pessoais e ministeriais comuns a ambos os profetas. Por isso é que os discípulos entenderam que Jesus falara de João Batista quando disse: “Elias já veio” (Mt 17.12,13).

 

IV. SUA POPULARIDADE

 

1. Aceitação na sociedade. A reencarnação tornou-se comum na vida dos que não conhecem a Deus e a sua Palavra. Políticos, cientistas, empresários e artistas de Hollywood são, hoje, os principais promotores dessa doutrina. Isso mostra que a única maneira de o homem proteger-se do erro é pelo conhecimento da Palavra de Deus (Ef 6.10-18).

2. Razão do seu crescimento. A popularidade da reencarnação é o resultado da tendência humana de procurar escapar do inferno sem a ajuda de Deus. A Bíblia afirma que o “deus deste século cegou o entendimento dos incrédulos, para que não lhes resplandeça a luz do evangelho” (2 Co 4.4). Nessa cegueira espiritual, diz-lhe Satanás que não há mais solução, porque o homem está simplesmente colhendo o que semeou na suposta encarnação anterior.

 

CONCLUSÃO

 

Os adeptos da reencarnação estão preparados para defender suas crenças em qualquer foro. Todavia, nós estamos com a verdade, e Deus é conosco. Por isso devemos lutar pela salvação deles, pois fazem parte do grupo não alcançado pelo evangelho. Esse desafio é tarefa da Igreja, Jesus ordenou-nos pregar o evangelho a toda criatura (Mc 16.15).

 

VOCABULÁRIO

 

Desencarnar: Deixar a carne; passar para o mundo espiritual; morrer.
Distorcer: Mudar o sentido, a intenção, a substância de; desvirtuar; torcer.
Incauto: Não acautelado; imprudente; crédulo; ingênuo.

 

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

 

COSTA, J. M. Porque Deus condena o espiritismo. RJ: CPAD, 2003.

 

EXERCÍCIOS

 

1. Qual a origem da doutrina da reencarnação?

R. É originária do hinduísmo, mas está presente no budismo e jainismo.

 

2. Qual o significado do termo “reencarnação”?

R. O termo significa “voltar na carne”; pois acredita-se que na morte física, a alma entra num ciclo de renascimentos.

 

3. Onde encontramos na Bíblia que não há retorno após a morte?

R. Hebreus 9.27.

 

4. Por que as doutrinas cristãs não podem ser fundamentadas em experiências pessoais?

R. Porque os sentimentos humanos acham-se comprometidos em conseqüência da Queda do homem (Jr 17.9; Gn 3.1-24).

 

5. Por que a popularidade da reencarnação está aumentando?

R. Por causa da tendência humana de procurar escapar do inferno sem a ajuda de Deus.

 

AUXÍLIOS SUPLEMENTARES

 

Subsídio Apologético

 

“Jesus, Nicodemos e o Novo Nascimento

O diálogo entre Jesus e Nicodemos, registrado em João 3.1-21, é frequentemente usado pelos espíritas como prova de que Jesus, ao dizer a Nicodemos que lhe era necessário nascer de novo, estava pregando a reencarnação. Ora, só aqueles que ignoram o significado da palavra grega anōthen — traduzida no v.3 por ‘nascer de novo’ — é que fazem uso de tal argumento. Porém, o significado literal desse vocábulo é nascer do alto, nascer de cima, nascer de Deus. Portanto, não se refere a um nascimento após um processo biológico, intra-uterino, e sim, por meio da operação do Espírito de Deus no interior do homem. Isto nada tem haver com a reencarnação.

Se a doutrina reencarnacionista fizesse parte dos ensinamentos de Jesus, a grande oportunidade de divulgá-la e confirmá-la seria durante a memorável conversa daquele que era mestre em Israel com Aquele que é o Mestre dos mestres. A pergunta de Nicodemos: ‘Como pode um homem nascer, sendo velho? Pode, porventura, voltar ao ventre materno e nascer segunda vez?’ não poderia ter sido respondida, caso Jesus fosse reencarnacionista, da seguinte maneira: ‘isto é possível, Nicodemos. Basta você reencarnar’? Mas a resposta de Cristo foi: ‘Na verdade, na verdade te digo, quem não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus’” (COSTA, J. M. Porque Deus condena o espiritismo. 12.ed., RJ: CPAD, 2003, p. 156).

 

 

 

 

Lições Bíblicas CPAD

Jovens e Adultos

 

 

 

2º Trimestre de 2006

 

Título: Heresias e Modismos — Combatendo os erros doutrinários

Comentarista: Esequias Soares

 

 

 

Lição 5: As Testemunhas de Jeová

Data: 30 de Abril de 2006

 

TEXTO ÁUREO

 

Se alguém vem ter convosco e não traz esta doutrina, não o recebais em casa, nem tampouco o saudeis” (2 Jo 10).

 

VERDADE PRÁTICA

 

Não há uma Testemunha de Jeová sequer, no mundo, que haja se convertido a esse movimento pela leitura da Bíblia.

 

LEITURA DIÁRIA

 

Segunda - Mt 28.19

Um Deus em três Pessoas distintas

 

 

 

Terça - Jo 1.1-3,14

Jesus é Deus igual ao Pai

 

 

 

Quarta - At 5.3,4

O Espírito Santo é Deus igual ao Pai e ao Filho

 

 

 

Quinta - 1 Ts 5.23

Os elementos da constituição humana: corpo, alma e espírito

 

 

 

Sexta - Jo 1.12

Todos os que recebem a Jesus tornam-se filhos de Deus

 

 

 

Sábado - Mt 25.41

O inferno não é a sepultura, mas um lugar preparado para o Diabo e seus anjos

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

 

Filipenses 3.17-21.

 

17 - Sede também meus imitadores, irmãos, e tende cuidado, segundo o exemplo que tendes em nós, pelos que assim andam.

18 - Porque muitos há, dos quais muitas vezes vos disse e agora também digo, chorando, que são inimigos da cruz de Cristo.

19 - O fim deles é a perdição, o deus deles é o ventre, e a glória deles é para confusão deles mesmos, que só pensam nas coisas terrenas.

20 - Mas a nossa cidade está nos céus, donde também esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo,

21 - que transformará o nosso corpo abatido, para ser conforme o seu corpo glorioso, segundo o seu eficaz poder de sujeitar também a si todas as coisas.

 

PONTO DE CONTATO

 

Professor, como os alunos estão reagindo aos temas das Lições Bíblicas? Estão motivados e interessados? Às vezes, alguns se desinteressam pela ministração do assunto em razão de o professor despejar todo o conhecimento que possui a respeito da disciplina, sem aguçar a curiosidade ou questionar o tema de modo apropriado. O psicólogo Vigotsky afirmou que “O conhecimento pronto estanca o saber e a dúvida provoca a inteligência”. Lembra-se do método de Sócrates? A famosa maiêutica — processo pedagógico indutivo em que se multiplicavam as perguntas a fim de se obter um conceito geral do caso em discussão. As perguntas inteligentemente formuladas prendem a atenção do desconcentrado, aguça o sentido do expectador e apela à inteligência de ambos. Jesus empregou o método por diversas vezes (Mt 16.13,15; 17.25; 21.28), faça-o também!

 

OBJETIVOS

 

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

  • Interceder pela conversão das Testemunhas de Jeová.
  • Explicar as sutilezas da Tradução do Novo Mundo.
  • Sintetizar a história da fundação da seita.

 

SÍNTESE TEXTUAL

 

A Sociedade Torre de Vigia, organização das Testemunhas de Jeová, foi fundada em 1884, por Charles Taze Russell (1852-1916). Russell nasceu em 16 de fevereiro de 1852, na cidade de Pitsburgo, EUA. Era filho dos presbiterianos Joseph L. Russell e Anna Eliza Russell. Embora fosse educado no presbiterianismo, filiou-se ao adventismo, pois não concordava com as doutrinas do castigo eterno ensinados pela denominação. Após longas controvérsias concernentes ao objetivo e modo da vinda de Cristo, rompeu com os adventistas e lançou as bases do jeovismo em 1872. No entanto, em 1876 aliou-se a Nelson H. Barbour, dissidente do Adventismo do Sétimo Dia e, a partir de então, Russell e Barbour formaram paulatinamente as bases dos ensinos heréticos dos jeovistas, fundamentados em falsas interpretações concernente a segunda vinda de Cristo e o fim dos tempos. Após romper com Barbour por divergências doutrinárias, Russel difundiu suas idéias na revista Torre de Vigia de Sião (A Sentinela) e na obra Aurora do Milênio ou Estudos das Escrituras, como hoje é conhecida. Charles T. Russell faleceu e Joseph Franklyn Rutherford o sucedeu de 1917 a 1942.

 

ORIENTAÇÃO DIDÁTICA

 

Nesta lição, repetiremos o recurso didático anterior da Tabela Conceitual. Use este gráfico-visual após o tópico I, a fim de sintetizar a história política e literária dos russelitas.

 

 

 

COMENTÁRIO

 

introdução

 

A Sociedade Torre de Vigia é a organização das Testemunhas de Jeová, cujo movimento é hostil a todos os ramos do cristianismo. Suas crenças e práticas são contrárias à Bíblia Sagrada. A fim de simplificar suas crenças, eles colocam um “não” diante de tudo aquilo que a Palavra de Deus ensina.

 

I. ORIGEM DO MOVIMENTO

 

1. Sob a égide da falsa profecia. Charles T. Russell registrou a Sociedade Torre de Vigia em 1884, mas já pregava suas idéias desde 1872, na Pensilvânia, EUA. Tendo como hábito marcar a data do retorno de Cristo, profetizou o evento para 1914. Em seguida, mudou a data para 1915. Ele morreu em 1916, e seu sucessor, Joseph F. Rutherford, continuou com as mesmas profecias, remarcando as datas da volta de Cristo para 1918, 1920, 1925 e 1942, ano em que faleceu. Seu sucessor, Nathan H. Knorr, anunciou uma nova data para o ano de 1975.

2. A falta de idoneidade espiritual. Russell colocava seus escritos no mesmo nível de autoridade da Bíblia. Seus sucessores não são diferentes. Consideram-se o único canal de comunicação entre Jeová e o homem. No entanto, os fatos eliminam, por si só, tais pretensões. Sua própria história registra que nenhuma de suas profecias cumpriu-se, mostrando claramente que tal movimento não passa de uma organização de falsos profetas (Dt 18.20-22). Além do mais, Jesus afirmou que não compete aos homens saber a data de sua vinda (Mt 24.36; Mc 13.32; At 1.6).

 

II. SOBRE DEUS E A TRINDADE

 

1. Seu erro sobre Deus. A organização apresenta-se como monoteísta, mas se contradiz quando afirma que Jesus é apenas “um deus” poderoso e não o Deus Jeová Todo-Poderoso. Assim, admite seguir a dois deuses. Na sua teologia, Jeová não é onipresente nem onisciente; por isso não pode prever o futuro.

2. O Deus Jeová revelado na Bíblia. Essas crenças são antibíblicas, pois a Bíblia ensina que Jesus é Deus igual ao Pai (Jo 10.30-33), realçando assim o verdadeiro monoteísmo (Mc 12.29-31; 1 Co 8.6). O Deus Jeová de Israel está presente em toda a parte: é onipresente (Jr 23.23,24); onisciente, Ele sabe todas as coisas (Sl 139.1-4). Portanto, conhece o futuro (Is 46.9,10).

3. Seu erro sobre a Trindade. Negando a doutrina da Trindade, afirmam ora que somos triteístas, ora que somos unicistas. Triteísmo é a crença em três deuses; e o unicismo ensina que o Pai, o Filho e o Espírito Santo são uma só pessoa. A diferença é que, na Trindade, Jesus é Deus; e, no unicismo, Deus é Jesus.

4. A Trindade Bíblica. A Trindade é a união de três Pessoas distintas em uma só Divindade, e não em uma só Pessoa. Nós não separamos a substância (Jo 10.30) e nem confundimos as Pessoas (Mt 3.16,17); por isso cremos em um só Deus eternamente subsistente em três Pessoas: o Pai, o Filho e o Espírito Santo (Dt 6.4; Mt 28.19).

5. Seu erro sobre Jesus Cristo. A referida organização acredita que o Jesus de Nazaré pregado por nós já não existe mais e que, durante seu ministério terreno, não passava de um homem perfeito enviado por Jeová. Negando, porém, a sua divindade e ressurreição corporal, compara-o a Satanás, afirmando que Ele é o mesmo Abadom de Apocalipse 9.11. De forma absurda, ensinam que só depois do seu batismo no Jordão, é que Jesus tornou-se Cristo.

6. O Jesus bíblico. A Bíblia ensina que Jesus é verdadeiro Deus e verdadeiro homem (Jo 1.1,14). Ele é incomparável e criador de tudo quanto existe (Ef 1.21; Cl 1.16) e já nasceu como o Cristo de Deus (Lc 2.11). O destruidor é o Diabo. Mas Jesus veio para trazer-nos vida (Jo 10.10). Sua ressurreição foi corporal (Lc 24.39; Jo 2.21). Jesus de Nazaré continua vivo; foi em seu nome que o coxo foi curado (At 3.6).

7. Seu erro sobre o Espírito Santo. A organização nega a divindade e a personalidade do Espírito Santo. Ensina ser o Espírito Santo a força ativa de Jeová. A Bíblia, porém, afirma que Ele é Deus (At 5.3,4) igual ao Pai e ao Filho (Mt 28.19). A Palavra de Deus evidencia que o Espírito Santo é uma pessoa e possui as faculdades da personalidade: intelecto, vontade e emoção (1 Co 2.10; 12.11; Ef 4.30).

 

III. SOBRE O HOMEM E SEU DESTINO

 

1. Seu erro sobre a alma. À semelhança dos adventistas do sétimo dia, as Testemunhas de Jeová negam a sobrevivência da alma após a morte; acreditam ser a morte o término de tudo. Declaram que os mortos estão em estado de inconsciência. Apenas as pessoas bondosas serão ressuscitadas por Jeová. Essa doutrina é falsa.

2. A alma na Bíblia. A Bíblia ensina que a alma sobrevive à morte (Mt 10.28; Ap 6.9,10). Há inúmeras passagens para sustentar essa verdade. O Rico e Lázaro (Lc 16.19-31) é um exemplo clássico dessa verdade bíblica.

3. Seu erro sobre a salvação. A Torre de Vigia não considera seus adeptos filhos de Deus, nem tem a Jesus como seu mediador. A salvação é um alvo a ser cumprido. As Testemunhas de Jeová acreditam que o único caminho para a salvação é a sua organização religiosa. Jesus seria mediador apenas dos 144.000, e somente estes são filhos de Deus. Pregam, de casa em casa, uma religião cujo ensino não os qualifica como “filhos de Deus”. Não é novidade esses adeptos não serem filhos de Deus; o intrigante é que eles mesmos o admitem.

4. A salvação bíblica. Todos os que recebem a Jesus tornam-se filhos de Deus (Jo 1.12) e não apenas 144.000. A salvação não é algo para o futuro. Jesus prometeu: “quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna” (Jo 5.24). O verbo grego usado, aqui, está no presente “tem”, e não, “terá”. O único caminho para a salvação é Jesus (Jo 14.6) e não uma organização religiosa. Jesus é o único “mediador entre Deus e os homens” (1 Tm 2.5), e não apenas de um grupo de 144.000 pessoas.

5. Sobre o inferno de fogo. Negam a existência do inferno de fogo e afirmam que a palavra hebraica Sheol e a gregaHades, usadas para “inferno”, na Bíblia, indicam a sepultura comum da humanidade. Por isso, ensinam que o inferno é um estado e não um lugar. Trata-se de uma tentativa de escapar do inferno, eliminando-o da Bíblia, ou negando-o, ao invés de buscar refúgio em Jesus, nosso Salvador (Rm 8.1).

6. A doutrina do inferno ardente à luz da Bíblia. Os argumentos da Torre de Vigia são falaciosos, pois Sheol ouHades, é o lugar onde os mortos incrédulos permanecerão, em estado de consciência, até o dia do juízo final (Lc 16.23,24,27,28; Ap 20.13). O inferno propriamente dito é o lago de fogo tipificado pela Geena, também usada para “inferno” (Ap 19.20; 20.10). Há várias palavras e expressões na Bíblia para designar o inferno como lugar de suplício eterno, tais como “fornalha de fogo”, “fogo eterno”, “tormento eterno” (Mt 13.49,50; 25.41,46).

 

IV. SUAS SUTILEZAS

 

1. A Tradução do Novo Mundo. A organização procura fazer com que suas crenças pareçam bíblicas; para isso, produziram sua própria Bíblia — a Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas. Tradução falsa, viciada, tendenciosa e cheia de interpolação. Substitui “Espírito de Deus”, em Gênesis 1.2, por “força ativa de Deus”. Agora, as Testemunhas de Jeová não precisam mais torcer a Palavra de Deus; seus teólogos já o fizeram por elas. Colocaram, também, o nome “Jeová” 227 vezes no Novo Testamento, ao passo que não aparece, uma vez sequer, nos manuscritos originais. Substituíram “cruz” por “estaca” e falsificaram João 1.1: “e o Verbo era Deus”, traduzindo por “e a Palavra era um deus”.

2. A Sentinela. Quando uma Testemunha de Jeová bate à porta de alguém, oferecendo um curso bíblico, está, na verdade, convidando-o para estudar a revista A Sentinela, começando pelo seu manual de ingresso Conhecimento Que Conduz à Vida Eterna. Durante o curso, a pessoa é persuadida a acreditar em crenças que são condenadas pela Bíblia.

 

CONCLUSÃO

 

Devemos ser educados quando uma Testemunha de Jeová bater à nossa porta. Todavia, não devemos compartilhar de suas crenças (2 Jo 10,11). Quando falamos que temos provas de suas falsas profecias, dificilmente se interessam pelo diálogo. Também ficam numa situação desconfortável ao indagarmos se eles são filhos de Deus, ou se Jesus é Deus falso ou verdadeiro. Perguntas como essas podem abalar a convicção das Testemunhas de Jeová.

 

VOCABULÁRIO

 

Triteísmo: Conceito que afirma haver em Deus não só três pessoas, mas também três essências, três substâncias ou três deuses.
Unicismo: Conceito que afirma ser o Pai, o Filho e o Espírito Santo a mesma pessoa.

 

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

 

SOARES, E. Manual de apologética cristã. RJ: CPAD, 2002.

 

EXERCÍCIOS

 

1. Como podemos simplificar as crenças das Testemunhas de Jeová?

R. Eles colocam um “não” diante de tudo aquilo que a Palavra de Deus ensina.

 

2. Em sua crença, quais atributos são negados a Jeová?

R. Onisciência e onipresença.

 

3. Qual o único caminho para a salvação de acordo com tais crenças?

R. A organização religiosa das Testemunhas de Jeová.

 

4. O que a organização fez para que suas crenças pareçam bíblicas?

R. Produziu uma tradução própria das Escrituras — a Tradução do Novo Mundo das Sagradas Escrituras.

 

5. O que pode abalar a falsa convicção de uma Testemunha de Jeová?

R. Quando falamos que temos provas de suas falsas profecias; ao perguntamos se eles são filhos de Deus ou se Jesus é Deus falso ou verdadeiro.

 

AUXÍLIOS SUPLEMENTARES

 

Subsídio Apologético

 

“Falsas Profecias

Nenhum movimento da atualidade profetizou tão falsamente como a organização das Testemunhas de Jeová. Essa marca está presente ao longo de sua história. A Bíblia diz: ‘Quando tal profeta falar em nome do SENHOR, e tal palavra se não cumprir, nem suceder assim, esta é a palavra que o SENHOR não falou; com soberba a falou o tal profeta; não tenhas temor dele’ (Dt 18.22).

Russel profetizou que a Batalha do Armagedom seria em 1914. Profetizou que até esse ano viria um tempo de tribulação tal qual nunca houve desde que há nação. Seria estabelecido o reino de Deus. Os judeus seriam restaurados, os reinos dos gentios seriam quebrantados em pedaços como um vaso de oleiro, e os reinos deste mundo se tornariam os reinos de nosso Senhor e do seu Cristo. Russell dizia em suas publicações que se tratava de data estabelecida por Jeová. Colocava-se como profeta com a mesma autoridade dos profetas da Bíblia e dos apóstolos. Falava em nome de Jeová e nada, absolutamente, se cumpriu. Anunciou a vinda de Cristo para 1914; chegado o referido ano, nada aconteceu. Depois ele mesmo refez o cálculo e estabeleceu o ano de 1915, também nada aconteceu, vindo a falecer em 1916”.

 

 

 

 

 

Lições Bíblicas CPAD

Jovens e Adultos

 

 

 

2º Trimestre de 2006

 

Título: Heresias e Modismos — Combatendo os erros doutrinários

Comentarista: Esequias Soares

 

 

 

Lição 6: A Mariolatria

Data: 7 de Maio de 2006

 

TEXTO ÁUREO

 

Porque há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo, homem” (1 Tm 2.5).

 

VERDADE PRÁTICA

 

O marianismo é um dos elementos que descaracteriza o Catolicismo Romano como religião puramente cristã.

 

LEITURA DIÁRIA

 

Segunda - Lc 2.7

Jesus, o filho primogênito de Maria

 

 

 

Terça - Mc 5.3

Os outros filhos de Maria

 

 

 

Quarta - Mt 1.25

José não a conheceu até que nasceu o seu primogênito, Jesus

 

 

 

Quinta - Jo 2.3-5

Maria mandou obedecer a Jesus e não a ela mesma

 

 

 

Sexta - Lc 1.46-49

Maria afirma ser salva pelo Senhor

 

 

 

Sábado - Jo 19.25-27

Jesus encarregou o apóstolo João para cuidar de sua mãe

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

 

Lucas 1.26-31,34,35,37,38.

 

26 - E, no sexto mês, foi o anjo Gabriel enviado por Deus a uma cidade da Galileia, chamada Nazaré,

27 - a uma virgem desposada com um varão cujo nome era José, da casa de Davi; e o nome da virgem era Maria.

28 - E, entrando o anjo onde ela estava, disse: Salve, agraciada; o Senhor é contigo; bendita és tu entre as mulheres.

29 - E, vendo-o ela, turbou-se muito com aquelas palavras e considerava que saudação seria esta.

30 - Disse-lhe, então, o anjo: Maria, não temas, porque achaste graça diante de Deus,

31 - E eis que em teu ventre conceberás, e darás à luz um filho, e pôr-lhe-ás o nome de Jesus.

34 - E disse Maria ao anjo: Como se fará isso, visto que não conheço varão?

35 - E, respondendo o anjo, disse-lhe: Descerá sobre ti o Espírito Santo, e a virtude do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra; pelo que também o Santo, que de ti há de nascer, será chamado Filho de Deus.

37 - Porque para Deus nada é impossível.

38 - Disse, então, Maria: Eis aqui a serva do Senhor; cumpra-se em mim segundo a tua palavra. E o anjo ausentou-se dela.

 

PONTO DE CONTATO

 

Professor, a lição desta semana remexe em uma ferida religiosa quase incurável no Brasil — a idolatria. Esta prática está presente no país desde a colonização. Por esta razão, a idolatria, como manifestação religiosa, está incorporada na cultura brasileira. Há feriados específicos para o culto e adoração a determinados “santos”. Os estados brasileiros cultuam e veneram ídolos. Na cidade de Juazeiro, o Padre Cícero é reverenciado; enquanto na Bahia, é o Senhor do Bomfim. No sudeste, São Sebastião é cultuado como o padroeiro da cidade do Rio de Janeiro, e assim segue por todos os estados brasileiros. A adoração a Maria é unanimidade nacional nas famílias de tradição católica. Oremos ao nosso Verdadeiro e Único Deus, a fim de que a luz do evangelho resplandeça sobre o nosso país.

 

OBJETIVOS

 

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

  • Interceder a favor dos mariólatras.
  • Definir os termos “idolatria”, “adoração” e “culto”.
  • Descrever os erros doutrinários da mariolatria.

 

SÍNTESE TEXTUAL

 

As primeiras ornamentações e pinturas nos templos cristãos surgiram a partir do século III, a fim de representar o cenário e os fatos do texto bíblico. Já no século V, as imagens foram inseridas no contexto das gravuras existentes e começaram a ser usadas como meio de instrução aos analfabetos, uma vez que muitos freqüentadores dos cultos não tinham acesso à educação formal. Entretanto, no Concílio de Nicéia (787 d.C), foi oficializado a veneração às imagens e relíquias sagradas. Quase cem anos depois, em 880, a igreja estabeleceu a canonização dos santos. Desde então, a Igreja Católica Romana ensina que para cada ocasião e dia da semana há um “santo protetor”. Em 1125, surgiram os primeiros ventos doutrinários concernentes a imaculada conceição de Maria — dogma definido em 1854. Em 1311, estabeleceu-se a oração da Ave-Maria e, somente em 1950, a assunção de Maria é transformada em artigo de fé.

 

ORIENTAÇÃO DIDÁTICA

 

Nesta lição, usaremos como recurso didático a Tabela Cronológica da Mariolatria. Por meio desta, apresentaremos aos alunos uma disposição das datas e acontecimentos relativos à mariolatria e a adoração às imagens. Reproduza a tabela abaixo de acordo com os recursos que a sua escola dispõe. Use esta cronologia ao término do tópico I.

 

 

 

COMENTÁRIO

 

introdução

 

Palavra Chave

Controvérsias cristológicas: Embate doutrinário a respeito da natureza, obra e ofícios de Cristo.

 

O culto a Maria é o divisor de águas entre católicos romanos e evangélicos. O clero romano confere a Maria a honra e a glória que pertencem exclusivamente ao Senhor Jesus. Essa substituição é condenada nas Escrituras Sagradas e, como resultado, conduz o povo à idolatria. Reconhecemos o honroso papel de Maria na Bíblia, como mãe de nosso Salvador, mas a Palavra de Deus deixa claro que ela não é co-autora da salvação e muito menos divina. É, portanto, pecado orar em seu nome, colocá-la como mediadora, dirigir a ela cânticos de louvor.

 

I. O QUE É MARIOLATRIA?

 

1. Idolatria. O termo vem de duas palavras gregas: eidōlon, “ídolo, imagem de uma divindade, divindade pagã” e latreia, “serviço sagrado, culto”. A idolatria é a forma pagã de adoração. Adorar e servir a outros deuses são práticas condenadas pela Bíblia, no Decálogo (Êx 20.3-5), e, também nas páginas do Novo Testamento: “portanto, meus amados, fugi da idolatria” (1 Co 10.14).

2. Adoração. Os dois principais verbos gregos para “adorar”, no Novo Testamento, são proskynēo, que significa “adorar” no sentido de prostrar-se; e latreuō, que significa “servir” a Deus. À luz da Bíblia, podemos definir adoração como serviço sagrado, culto ou reverência a Deus por suas obras. Os principais elementos de um culto são: oração (Gn 12.8), louvor (Sl 66.4), leitura bíblica (Lc 4.16,17), pregação ou testemunho (At 20.9) e oferta (Dt 26.10).

3. O culto a Maria. O termo “mariolatria” vem de Maria, forma grega do nome hebraico Miriã, e de latreia. A mariolatria é o culto ou a adoração a Maria estabelecido pelo Catolicismo Romano ao longo dos séculos. A Bíblia ensina que é somente a Deus que devemos adorar (Mt 4.10; Ap 19.10; 22.8,9). Maria foi salva porque creu em Jesus e não meramente por ser a mãe do Messias (Lc 11.27,28). Somente a Deus devemos cultuar. “Ao Senhor, teu Deus, adorarás, e só a ele darás culto” (Mt 4.10 — ARA). Os romanistas ajoelham-se diante da imagem de Maria e dirigem a ela orações e cânticos.

 

II. AS GLÓRIAS DE MARIA

 

1. Maria no Catolicismo Romano. O clero romano vai além do que está escrito em relação à Virgem Maria. No livro As Glórias de Maria, de Alfonso Liguori, canonizado pelo papa, Jesus ficou pequenino diante de Maria. Segundo Liguori: “Nossa salvação será mais rápida, se chamarmos por Maria, do que se chamarmos por Jesus... A Santa Igreja ordena um culto peculiar à Maria”. Essas são algumas declarações de suas crenças mariolátricas. O que se vê, hoje, é a manifestação ostensiva e orgulhosa da mariolatria nos adesivos usados nos automóveis. Para os romanistas, Maria é mais importante do que o próprio Jesus.

2. A posição oficial do Vaticano. O clero romano nega terminantemente que os católicos adoram a Maria, o que é oficialmente confirmado pelo Vaticano. Todavia, é muito comum o tradicional trocadilho católico: adoração e veneração. Mas, as declarações de Liguori e as práticas dos católicos não ajudam a corroborar a afirmação dos romanistas. Uma análise honesta do correto conceito da palavra adoração, conferindo com o marianismo dos católicos romanos, prova de maneira irrefutável que se trata de adoração.

 

III. MARIA NA LITURGIA DO CATOLICISMO

 

1. As contradições de Roma. O Catolicismo Romano jamais admitirá que prega a divindade de Maria, da mesma forma que nega a adoração a ela. Entretanto, os fatos falam por si só e provam o contrário. Ela é também chamada de “Rainha do Céu”, o mesmo nome de uma divindade pagã da Assíria (Jr 7.18; 44.17-25); é parte de sua liturgia a reza Salve-rainha.

2. Orações a Maria. A Bíblia expressa ser somente Deus onipotente, onipresente e onisciente (Jr 10.6; 23.23,24; 1 Rs 8.39). Se Maria pode ouvir esses católicos, que hoje são mais de um bilhão em toda a Terra, como pode responder às orações de todos eles ao mesmo tempo? Ou ela é deusa, ou esses católicos estão numa fila interminável, aguardando a vez de suas orações serem atendidas.

3. Distorção litúrgica. A oração litúrgica dedicada a Maria e desenvolvida pela Igreja Católica Romana evoca: “Ave-maria cheia de graça, o Senhor é contigo, bendita és tu entre as mulheres e bendito o fruto de seu ventre. Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós, os pecadores, agora e na hora de nossa morte. Amém”. Essas palavras são tiradas de Lucas 1.28,42, mas a parte final não é bíblica, foi acrescentada em 1508. Essa oração é uma abominação aos olhos de Deus, pois não é dirigida a quem de direito (1 Tm 2.5).

4. Mãe de Deus? A palavra grega usada para “mãe de Deus” originalmente significa “portadora de Deus”. A expressão “mãe de Deus” foi usada em razão das controvérsias cristológicas da época para dar ênfase à divindade de Jesus. A Bíblia diz que Deus é eterno (Sl 90.2, Is 40.28), e, como tal, não tem começo. Como pode Deus ter mãe? Há contra-senso teológico nessa declaração. A mãe é antes do filho, isso pressupõe a divindade de Maria, que seria antes de Deus, mas Ele existe por si mesmo (Êx 3.14). O Concílio de Calcedônia, em 351, declarou o termo “como mãe do Jesus humano”. A Bíblia esclarece que Maria é mãe do Jesus homem e nunca mãe de Deus (At 1.14).

 

IV. OUTRAS TENTATIVAS DE DIVINIZAR MARIA

 

1. “Cheia de graça” ou “agraciada” (v.28)? A forma grega da expressão “cheia de graça” procede de um verbo grego que significa “outorgar ou mostrar graça”. Sua tradução correta é “agraciada, favorecida”, e não “cheia de graça”, como aparece nas versões católicas da Bíblia. A tradução “cheia de graça” não resiste à exegese séria da Bíblia sendo contrária ao contexto bíblico e teológico. Mais uma vez, revela-se a tentativa de divinizar Maria. Há diferença abissal entre Jesus e Maria. Dele afirma a Bíblia: “e vimos a sua glória, como a glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade” (Jo 1.14), pois Jesus é Deus (Jo 1.1).

2. O Dogma da Imaculada Conceição. Essa é outra tentativa de endeusar Maria, propondo que ela, por um milagre especial de Deus, nasceu isenta do pecado original. Essa declaração foi proferida pelo papa Pio DC, em 8 de dezembro de 1854, portanto, é antibíblica. A teologia cristã afirma que “todos pecaram” (Rm 3.23; 5.12). A Bíblia mostra o reconhecimento da própria Maria em relação a isso (Lc 1.46,47). O milagre especial de Deus aconteceu na concepção virginal de Jesus, que foi gerado por obra e graça do Espírito Santo (Lc 1.34,35). Jesus nasceu e viveu sem pecado, embora tentado, nunca pecou (Hb 4.15).

3. O Dogma da Perpétua Virgindade de Maria. O clero romano defende a doutrina da perpétua virgindade de Maria, pois conclui que ela não gerou mais filhos além de Jesus. Sua preocupação é com a deificação de Maria, visto que não há desonra alguma em uma mulher casada ser mãe de filhos, antes, o contrário, à luz da Bíblia, isso lhe é honroso (Gn 24.60; Sl 113.9).

4. A família de Jesus. A Bíblia declara com todas as letras que José não a conheceu até o nascimento de Jesus (Mt 1.25). Os irmãos e irmãs de Jesus são mencionados nos evangelhos, alguns são chamados por seus nomes: Tiago, José, Simão e Judas (Mt 13.55; Mc 6.3). Veja, ainda, Mateus 12.47 e João 7.3-5. Afirmar que “irmãos”, aqui, significa “primos” é uma exegese ruim e contraria todo o pensamento bíblico.

 

CONCLUSÃO

 

As tentativas inglórias de fundamentar o marianismo na Bíblia fracassaram. As expressões: “O Senhor é contigo”; “bendita és tu entre as mulheres” (v.28) e “bendito o fruto do teu ventre” (v.42), não são a mesma coisa que: “bendita és tu acima das mulheres”. Devemos esclarecer esses pontos aos católicos, com respeito e amor, mas discordando de suas crenças, com base na Palavra de Deus. Muitos são sinceros e pensam estar fazendo a vontade de Deus.

 

VOCABULÁRIO

 

Abominável: Detestável; odioso; repugnante; tudo que provoca ojeriza ou repugnância.
Clero: Classe eclesiástica; corporação de todos os padres.
Exegese: Narração; explicação; comentário crítico de um texto quer sacro ou secular.
Hiperdulia: Forma especial e excelente de culto aos santos, reservada, por isso, a Maria. Segundo Guedes de Miranda: “O culto a Maria — a hiperdulia — quase constitui uma religião à parte no decorrer dos séculos XII e XIII” (Eu e o Tempo, p.17).

 

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

 

GEISLER, N. L.; RHODES, R. Resposta às seitas. RJ, CPAD, 2000.
REVISTA RESPOSTA FIEL. RJ: CPAD.
ROMEIRO, P.; RINALDI, N. Desmascarando as seitas. RJ: CPAD, 1996.
SOARES, E. Manual de apologética cristã. RJ: CPAD, 2002.

 

EXERCÍCIOS

 

1. Qual o resultado da substituição de Jesus por Maria?

R. A idolatria. É, portanto, pecado orar em seu nome, colocá-la como mediadora e dirigir a ela cânticos de louvor.

 

2. O que é a mariolatria?

R. O nome vem de Maria, forma grega do nome hebraico Miriã, e de latreia. A mariolatria é o culto ou a adoração a Maria. Este culto tem sido estabelecido pelo Catolicismo Romano ao longo dos séculos.

 

3. Em qual texto das Escrituras se afirma que Maria foi salva por sua fé em Jesus e não por ser a mãe do Salvador?

R. Lucas 1.46,47: “Disse, então, Maria: A minha alma engrandece ao Senhor, e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador”.

 

4. Em que texto da Bíblia é condenada a oração “Ave Maria” dos católicos?

R. Mt 4.10: “Então, disse-lhe Jesus: Vai-te, Satanás, porque está escrito: Ao Senhor, teu Deus, adorarás e só a ele servirás”. Podemos apresentar também todos os textos que proíbem a adoração aos ídolos e atesta o culto e adoração ao Único e Verdadeiro Deus, como por exemplo, Ap 19.10; 22.8,9.

 

5. Em que texto da Bíblia, lê-se que Maria teve outros filhos?

R. Mt 13.55,56: “ Não é este o filho do carpinteiro? E não se chama sua mãe Maria, e seus irmãos, Tiago, e José, e Simão, e Judas? E não estão entre nós todas as suas irmãs? Donde lhe veio, pois, tudo isso?” (ver Mc 6.3).

 

AUXÍLIOS SUPLEMENTARES

 

Subsídio Apologético

 

“Mariolatria

O teólogo católico romano Ludwig Ott, defendendo a doutrina espúria da veneração a Maria, mãe de Jesus, em sua obraFundamentals of Catholic Dogma (Fundamentos do Dogma Católico), afirma: ‘À Maria, a mãe de Deus, confere-se o direito de receber o culto de hiperdulia’. Em outras palavras, segundo o catolicismo romano, ‘Maria deve ser venerada e honrada em um nível muito mais alto do que o de outras criaturas, sejam anjos ou santos. Contudo, essa veneração a Maria é substancialmente menor do que a cultus latriae (adoração) que é devida somente a Deus, no entanto, maior do que a cultus diliae (veneração) devida a anjos e aos outros santos’.

Essa doutrina católica romana é uma das mais frágeis em argumentação, uma vez que cria uma confusão terminológica em torno dos termos adoração e veneração, além de defender pontos sem respaldo bíblico. Veneração significa ‘render culto’, ‘adoração’, sendo condenada pela Bíblia, seja em relação a anjos ou a santos (Ap 22.9), exceto a Deus. Além disso, em nenhum momento a Bíblia fala que Maria é superior a qualquer outra criatura e que deva receber orações ou mesmo veneração.

Outra amostra do subterfúgio sem nexo do catolicismo romano está no fato de que a adoração a Maria (que por si só já é absurda) não está acima da adoração a Deus. Todavia, em suas orações, como na Novena de orações em honra a Nossa Mãe do Perpétuo Auxílio, declara-se, sem censura, que Maria é superior a Jesus: ‘Porque se me protegeres, querida Mãe, nada temerei daquilo que me possa sobrevir: nem mesmo dos meus pecados, pois obterás para mim o perdão dos mesmos [a Bíblia diz que só há perdão através de Jesus — At 4.12; 1 Tm 2.5; 1 Jo 1.7]; nem mesmo da parte dos demônios, porque és mais poderosa do que o inferno junto [a Bíblia diz que somente Jesus despojou os principados e potestades e só podemos expulsar demônios por Jesus — Cl 2.15; Mc 16.17]; nem mesmo de Jesus, o meu juiz, pois através de uma oração tua Ele será apaziguado [Maria seria a advogada e Jesus, o juiz, mas a Bíblia diz que hoje Jesus é o nosso advogado — 1 Jo 2.1]’” (MARIOLATRIA. Revista Resposta Fiel, RJ: Ano 4, n° 12, p.6, junho/agosto 2004).

 

 

 

 

 

 

Lições Bíblicas CPAD

Jovens e Adultos

 

 

 

2º Trimestre de 2006

 

Título: Heresias e Modismos — Combatendo os erros doutrinários

Comentarista: Esequias Soares

 

 

 

Lição 7: As Seitas Orientais

Data: 14 de Maio de 2006

 

TEXTO ÁUREO

 

Para que a vossa fé não se apoiasse em sabedoria dos homens, mas no poder de Deus” (1 Co 2.5).

 

VERDADE PRÁTICA

 

As seitas orientais têm raízes em filosofias e ensinamentos que desconhecem por completo a soberania da Palavra de Deus.

 

LEITURA DIÁRIA

 

Segunda - Sl 90.2

Deus é distinto da criação e transcende a tudo

 

 

 

Terça - 1 Co 8.6

Existe um só Deus, e Deus é um só

 

 

 

Quarta - Jo 5.37

Deus é pessoal e não pode ser confundido com a natureza

 

 

 

Quinta - Cl 2.9; Hb 1.3

O Senhor Jesus Cristo é o verdadeiro Deus em forma humana

 

 

 

Sexta - Jo 14.6

O Senhor Jesus é o único Salvador da humanidade

 

 

 

Sábado - 1 Jo 5.21

Os cristãos devem afastar-se da idolatria

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

 

Romanos 1.21-25.

 

21 - Porquanto, tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças; antes, em seus discursos se desvaneceram, e o seu coração insensato se obscureceu.

22 - Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos.

23 - E mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível, e de aves, e de quadrúpedes, e de répteis.

24 - Pelo que também Deus os entregou às concupiscências do seu coração, à imundícia, para desonrarem o seu corpo entre si;

25 - pois mudaram a verdade de Deus em mentira e honraram e serviram mais a criatura do que o Criador, que é bendito eternamente. Amém!

 

PONTO DE CONTATO

 

Professor, nesta lição estudaremos um tema muito oportuno: As Seitas Orientais. Trata-se, na verdade, de religiões filosóficas trazidas para o mundo ocidental pela Nova Era. O pensamento filosófico dessas seitas está inserido em diversos setores da sociedade. Muitos desses ensinos são usados em treinamento de empresários, na formação de líderes e em cursos de motivação. Uma outra manifestação do pensamento eclético das religiões e seitas orientais, encontra-se atrelado aos conceitos dietéticos, naturalistas e espiritualistas. A ioga, por exemplo, possui mais de 5 milhões de adeptos no Brasil — atores e atrizes famosos, jornalistas, educadores, intelectuais e até mesmo religiosos praticam essa falsa filosofia religiosa travestida de exercício físico. Outra técnica empregada no Brasil é a acupuntura — método taoísta que contradiz as Escrituras. Oremos a fim de que nossos alunos não sejam aprisionados por esses sutis enganos.

 

OBJETIVOS

 

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

  • Interceder a favor dos adeptos das filosofias orientais.
  • Contrastar o ensino das seitas orientais com as Escrituras.
  • Sintetizar os conceitos de Deus divulgados pelas seitas orientais.

 

SÍNTESE TEXTUAL

 

Entre as quatro seitas orientais tratadas na lição (Hare Krishna, Igreja Messiânica Mundial, Seicho-No-Iê e Meditação Transcendental), poderíamos acrescentar o hinduísmo, o confucionismo, o taoísmo, o xintoísmo, entre outras. Essas seitas invadem o Ocidente, por meio de uma outra manifestação religiosa — A Nova Era. Esta assemelha-se à grande meretriz de Apocalipse 17, e, traz como rótulo: “A Mãe das Meretrizes e das Abominações da Terra” (Ap 17.5b). Sob a égide desse movimento religioso, todas as religiões, seitas e filosofias orientais são congregadas e disseminadas no Brasil e no mundo ocidental. Há manifestações específicas de cada uma dessas correntes, seja na televisão ou nos órgãos de difusão particulares. Contudo, a difusão massificada e a roupagem filosófica dão-se mediante o sincretismo da Nova Era. O movimento retira a parte exótica e pagã da religião, empacota a filosofia e vende ao homem moderno a custo da vida eterna do indivíduo — preço muito maior do que vale qualquer um desses seguimentos.

 

ORIENTAÇÃO DIDÁTICA

 

Professor, nesta lição usaremos o recurso gráfico denominado Efeito Global. Este é usado a fim de apresentar a relação de diversos fatores com um mesmo tema. Trata-se, portanto, de um ótimo auxílio didático para sintetizarmos os pontos principais de nossa lição. Lembre-se de que o propósito não é apresentar todas as minúcias, mas uma visão panorâmica dos conceitos principais. Reproduza a tabela de acordo com os recursos disponíveis.

 

 

 

COMENTÁRIO

 

introdução

 

Palavra Chave

Brahma, Vishnu, Shiva.: São chamados de trimúrti, isto é, os três principais deuses hindus.

 

As seitas orientais são provenientes das religiões universalistas do Extremo Oriente. Mas quem são elas? Qual a resposta bíblica a tais crenças e práticas? Nesta lição responderemos a essas e outras intrigantes perguntas relacionadas aos Hare Krishna, à Igreja Messiânica Mundial, à Seicho-No-Iê e à Meditação Transcendental.

 

I. QUEM SÃO?

 

1. O Movimento Hare Krishna. Krishna é um personagem mitológico da índia que, a princípio, apresentava-se como a encarnação de Vishnu. No entanto, os seus seguidores afirmam o contrário: Vishnu é a encarnação de Krishna. A Sociedade Internacional para a Consciência Krishna, conhecida popularmente como Movimento Hare Krishna, é uma ramificação do tronco religioso hindu. Sri Chaitanya Mahaprabhu (1485-1533), seu fundador, ensinou que Krishna é o senhor supremo sobre todas as outras divindades.

2. Igreja Messiânica Mundial. Foi fundada em 1935 no Japão por Mokiti Okada, chamado por seus adeptos de Meishu-Sama — “Senhor da Luz”. A oficialização da Igreja Messiânica Mundial deu-se apenas em 1947. Okada declarou ter recebido, entre 1926 e 1935, uma série de revelações sobre Deus, o homem e o mundo. As supostas revelações teriam mostrado a pobreza e a miséria como conseqüências dos males espirituais do homem. Como solução, apresentava a prática da johrei, “purificação do espírito”, para tornar o homem virtuoso, feliz e digno.

3. Seicho-No-Iê. Movimento religioso fundado no Japão por Masaharo Taniguchi em 1930. O nome “Seicho-No-Iê” significa “lar do progredir infinito”. Sua doutrina é baseada em três princípios: negar a existência da matéria, do mal e do pecado. O movimento chegou ao Brasil em 1952. Distribuem gratuitamente a revista Acendedor, hoje chamada Fonte de Luz, com um calendário contendo mensagens de auto-ajuda. Eles mantêm programas de rádio e televisão em muitos estados do Brasil.

4. Meditação Transcendental. O movimento, fundado na índia em 1958 por Mahesh Brasad Warma, é uma ramificação do hinduísmo. Todavia, somente veio a ser conhecido a partir de 1965. Maharishi, como passou a ser chamado seu fundador, tornou-se eremita e foi viver numa caverna do Himalaia. Antes de se transferir para os Estados Unidos em 1958, ele fundou seu Movimento de Regeneração Espiritual na índia, conhecido hoje como Meditação Transcendental.

 

II. QUAIS SUAS CRENÇAS E PRÁTICAS?

 

1. Fontes de autoridade. Suas crenças e práticas estão fundamentadas na filosofia oriental registradas em seus livros sagrados (ver Rm 1.21,22).

a) Hare Krishna. Seu livro sagrado é o Bhagavad Gita, parte dos Vedas hindus. Eles dizem acreditar também na Bíblia, quando acham que certas passagens apóiam suas crenças e práticas, o mesmo é dito a respeito do Alcorão.

b) Igreja Messiânica Mundial. Seus escritos sagrados são as obras de Meishu-Sama e de sua esposa. À semelhança do Movimento Hare Krishna, afirmam aceitar a Bíblia, supondo que ela, de alguma forma, apoiará suas crenças.

c) Seicho-No-Iê. Seus escritos sagrados são os mesmos do xintoísmo: Kijiki e o Nihongi; do budismo: a Tripitaka; e, até mesmo, a Bíblia. Mas a obra padrão deles são os escritos de Taniguchi como Verdade e Vida (40 volumes) e a Sutra Sagrada.

d) Meditação Transcendental. Seus escritos sagrados são as interpretações que Maharishi fez dos Vedas, principalmente o Bhagavad Gita, livros sagrados do hinduísmo.

2. Deus. O conceito de Deus, no hinduísmo, pode ser politeísta, panteísta e monista. Brahma, o criador; Shiva, o destruidor, e Vishnu, o preservador, são suas divindades principais. Adoram a inúmeros deuses semelhantes a homens e animais (v.23). Buda negou a existência de Deus, e Confúcio não agiu diferente (Rm 1.19,20). Os xintoístas são politeístas e adoram a natureza.

a) Hare Krishna. Assim como o hinduísmo, defende o monismo panteísta. Acreditam que todos os deuses são formas, ou expansões, do Ser Absoluto — Krishna. Negam a divindade de Jesus e a sua missão como Salvador da humanidade. Para eles, o Senhor Jesus não passa de um mero guia espiritual e uma das inúmeras encarnações de Krishna.

b) Igreja Messiânica Mundial. Não possuem um conceito definido sobre Deus e seus atributos. Deus, para eles, ora é pessoal e monoteísta; ora é panteísta. Na verdade, podem ser classificados como deístas. Os messiânicos exaltam mais a Meishu-Sama do que a Deus (v.25). Negam a divindade, a morte e a ressurreição de Jesus. Afirmam não ser Jesus o Salvador; consideram-no, apenas, como alguém que encontrou a felicidade.

c) Seicho-No-Iê. Seu conceito a respeito de Deus é muito confuso: panteísta, pessoal; mas, às vezes, apresentam-no como uma energia vital e impessoal. Como negam a existência do mal, logo, Jesus não teria sofrido; negam sua divindade e ressurreição corporal.

d) Meditação Transcendental. Seu conceito sobre Deus é proveniente do monismo panteísta da religião hindu.

3. Salvação. As seitas orientais manifestam o pensamento das religiões panteístas do Extremo Oriente.

a) Hare Krishna. A salvação é pelas obras, pelo próprio esforço e desapego às coisas materiais e pela recitação do mantra: repetição constante do nome Krishna. São vegetarianos. Acreditam na transmigração da alma humana para seres inferiores. Por isso, não matam insetos, pois estariam, dessa forma, correndo o risco de matar um de seus antepassados. Veja o que diz a Bíblia em 1 Tm 4.1-5.

b) Igreja Messiânica Mundial. Para eles, o salvador é Meishu-Sama, e a salvação é mediante o johrei, prática de imposição de mãos, que, segundo eles, transmite energia, ou uma luz, canalizada por meio de um amuleto sagrado.

c) Seicho-No-Iê. Ensinam que todos os homens são filhos de Deus, mesmo os incrédulos e assassinos, e que o homem torna-se deus quando se liberta da consciência do pecado. A isso chamam salvação.

d) Meditação Transcendental. Além de acreditarem na reencarnação, consideram que a salvação é efetivada pela meditação transcendental — exercícios mentais com recitação de mantra.

 

III. RESPOSTA BÍBLICA

 

As crenças e práticas dessas seitas são condenadas pela Bíblia Sagrada. Seus adeptos valorizam a palavra de seus líderes e gurus; acreditam em pensamentos e máximas humanas. Justamente o que apóstolo Paulo condena no texto da leitura bíblica em classe.

1. Sobre a Bíblia. A Bíblia Sagrada é a única revelação escrita de Deus à humanidade. Sua inspiração divina, autenticidade e autoridade podem ser constatadas no seu próprio conteúdo (Is 8.20; 34.16; 2 Tm 3.16). Os livros sagrados das seitas e religiões, por outro lado, não apresentam provas de sua inspiração e autoridade; pelo contrário, revelam inúmeras contradições.

2. Sobre Deus. A Bíblia condena o politeísmo e a idolatria (Êx 20.3-5). O panteísmo ensina que “tudo é Deus”; e o monismo, que “Deus e a natureza dissolvem-se em uma só realidade impessoal”. O Deus revelado na Bíblia possui atributos pessoais: inteligência, vontade e emoção (Jó 23.13; Mt 6.10). É, portanto, um Ser pessoal. Transcendente e Criador de tudo quanto existe, não se confunde com a criação (Sl 19.1; 90.2). Os adeptos das seitas, que ora estudamos, servem e honram mais a criatura do que ao Criador (v.25).

3. Sobre Jesus. O Senhor Jesus é o Deus verdadeiro que se fez homem (Jo 1.14). Somente Ele pode salvar o ser humano (Jo 14.6), pois é o incomparável Salvador (Ef 1.21). Substituir o Senhor Jesus e seu evangelho pelos gurus das seitas orientais e suas divagações metafísicas que ninguém pode compreender, só mesmo para os que preferem as trevas à luz (2 Co 4.4).

4. Sobre a salvação. Não há vínculo algum entre a salvação bíblica com aquilo que é chamado de salvação pelos movimentos sectários. Em outras palavras, as seitas negam a doutrina da salvação pela graça mediante a fé (Ef 2.8, 9; Tt 3.5) por acreditarem apenas no esforço humano para obter aquilo que chamam de salvação e na reencarnação (Sl 78.39; Hb 9.27).

 

CONCLUSÃO

 

O que faz as seitas rejeitarem o autêntico cristianismo? Vamos adequar nossos métodos de evangelismo e missões a fim de ganhar, para Cristo, os que seguem tais seitas. Por falta da Palavra de Deus, tais pessoas estão perecendo sem quaisquer esperanças de ver Deus. Mostremos-lhes, pois, que o Senhor Jesus é a única solução. Você está disposto e preparado para ganhá-las para Cristo? O momento é chegado.

 

VOCABULÁRIO

 

Mantra: Segundo as filosofias da índia, trata-se da repetição de palavras ou expressões a fim de se chegar ao êxtase espiritual.
Máxima: Sentença ou doutrina moral.
Transcendental: Transcendente; muito elevado; superior; excelso; que transcende do sujeito para algo fora dele.
Útero Mágico: Segundo Florinda Donner-Grau, trata-se de um poder místico das feiticeiras toltecas que preservavam o poder mágico do útero a fim de fazer encantamentos, transformar-se em animais, permanecer conscientes durante os sonhos e ampliar percepções visuais e físicas, podendo, neste caso, usar alucinógenos.

 

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

 

BICKEL, B.; JANTZ, S. Guia de seitas e religiões: Uma visão panorâmica. RJ: CPAD, 2005.
GEISLER, N. L.; RHODES, R. Resposta às seitas. RJ, CPAD, 2000.
REVISTA RESPOSTA FIEL. RJ: CPAD.
ROMEIRO, P.; RINALDI, N.. Desmascarando as seitas. RJ: CPAD, 1996.
SOARES, E. Manual de apologética cristã. RJ: CPAD, 2002.

 

EXERCÍCIOS

 

1. Quais as seitas orientais estudadas nesta lição?

R. Hare Krishna, Igreja Messiânica Mundial, Seicho-No-Iê, Meditação Transcendental.

 

2. O que os adeptos das seitas orientais mais valorizam?

R. A palavra de seus líderes e gurus; os fundamentos das filosofia orientais registradas em seus livros sagrados; o pensamento das religiões panteístas do Extremo Oriente.

 

3. O que significa panteísmo e monismo, e o que a Bíblia ensina sobre o assunto?

R. A palavra “panteísmo” literalmente significa “tudo é Deus” e o monismo “que Deus e a natureza dissolvem-se em uma realidade impessoal”. A Bíblia condena ambos pensamentos (Êx 20.3-5). Deus é um ser pessoal; Transcendente e Criador de tudo quanto existe, não se confunde com a criação (Sl 19.1; 90.2).

 

4. A quem eles mais honram e servem?

R. Honram e servem mais a criatura do que o Criador.

 

5. O que precisamos adequar a fim de ganhá-los para Cristo?

R. Os nossos métodos de evangelismo e missões.

 

AUXÍLIOS SUPLEMENTARES

 

Subsídio Apologético

 

“Novas Seitas Bizarras Proliferam

1. Urinaterapistas e hinduísmo. Você já ouviu falar de urinaterapia e útero mágico? Essas são algumas das mais bizarras crenças que estão conquistando mentes frágeis pelo mundo afora. Elas se apresentam como ciências e novidades, quando, na verdade, não são nem uma nem outra coisa. A primeira se refere à prática de beber a própria urina para tratamento de doenças, com base em doutrinas orientais, e a segunda, à feitiçaria sul-americana. Por incrível que pareça, a urinaterapia tem ganhado seguidores em todo o mundo. Os urinaterapistas ensinam que a urina é um produto puro do sangue, um maravilhoso medicamento natural produzido gratuitamente pelo nosso organismo. Segundo seus seguidores, a composição urinária seria o melhor remédio contra alergias, micoses e distúrbios renais e gastrointestinais. A ciência, obviamente, rebate todas essas afirmações. A medicina afirma que a urina serve para expelir substâncias tóxicas e que por isso se a pessoa não urinar, morre; a urina é composta de 95% de água e o resto de excretos, tais como uréia, cloreto de sódio e ácido úrico.

Na verdade, a urinaterapia é baseada na filosofia e religião hindu. No Damar Tantra, constituído de 107 versos, é dito que, à medida que se bebe a própria urina — um rigor denominado shivambukalpa — vai-se adquirindo qualidades ‘místicas, tais como força física e espiritual’. Era só o que faltava. As pessoas estão tão suscetíveis ao engano que já estão bebendo urina para crescer física e espiritualmente! Uma outra prática mencionada no texto hindu é o ato de comer as próprias fezes (sic). Será que daqui há pouco vão iniciar tal prática no Ocidente? Está mais do que claro que a uniterapia é mais um fruto da aceitação de práticas místicas orientais. A tentativa de encontrar base para ela nas Escrituras é para ocidentalizar esse costume bizarro e confundir as mentes. O texto a que aludem trata-se de João 4.10,11: ‘Jesus respondeu e disse-lhe: Se tu conheceras o dom de Deus e quem é o que te diz: Dá-me de beber, tu lhe pedirias, e ele te daria água viva. Disse-lhe a mulher: Senhor, tu não tens com que a tirar, e o poço é fundo; onde, pois, tens a água viva?’. Nessa passagem, Jesus se reporta, claramente, ao que Ele proporciona na vida daqueles que o aceitam como Senhor e Salvador: a saciação da sede da alma, a satisfação plena em Deus. A declaração urinaterapista é um ultraje, um profundo desrespeito à Palavra de Deus. No Brasil, a urinaterapia é praticada pelo padre irlandês Joseph Dilon, e nos últimos anos tem sido matéria de revistas (Isto é) e reportagens televisivas (SBT Repórter)”. (NOVAS SEITAS BIZARRAS PROLIFERAM. Revista Resposta Fiel. RJ: Ano 1, n°3, pp.25-6, março de 2002).

 

 

 

 

 

 

Lições Bíblicas CPAD

Jovens e Adultos

 

 

 

2º Trimestre de 2006

 

Título: Heresias e Modismos — Combatendo os erros doutrinários

Comentarista: Esequias Soares

 

 

 

Lição 8: A Regressão Psicológica

Data: 21 de Maio de 2006

 

TEXTO ÁUREO

 

Antes que eu te formasse no ventre, eu te conheci; e, antes que saísses da madre, te santifiquei e às nações te dei por profeta” (Jr 1.5).

 

VERDADE PRÁTICA

 

A regressão psicológica está vinculada à cura interior, hoje, usada como uma espécie de “santificação” retroativa. É uma prática contrária à Palavra de Deus.

 

LEITURA DIÁRIA

 

Segunda - Rm 5.3,4

O sofrimento não conduz ao erro, antes revela o caráter do cristão

 

 

 

Terça - Tg 1.2-4

Às vezes, Deus permite o sofrimento para o amadurecimento em Cristo

 

 

 

Quarta - Hb 4.12

O poder da Palavra de Deus para a cura interior

 

 

 

Quinta - Hb 9.14

O sangue de Jesus purifica a nossa consciência

 

 

 

Sexta - 1 Jo 1.7

O sangue de Jesus purifica-nos de todo pecado

 

 

 

Sábado - Jo 8.32-36

A libertação em Cristo é completa

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

 

Salmos 139.13-16.

 

13 - Pois possuíste o meu interior; entreteceste-me no ventre de minha mãe.

14 - Eu te louvarei, porque de um modo terrível e tão maravilhoso fui formado; maravilhosas são as tuas obras, e a minha alma o sabe muito bem.

15 - Os meus ossos não te foram encobertos, quando no oculto fui formado e entretecido como nas profundezas da terra.

16 - Os teus olhos viram o meu corpo ainda informe, e no teu livro todas estas coisas foram escritas, as quais iam sendo dia a dia formadas, quando nem ainda uma delas havia.

 

PONTO DE CONTATO

 

Estimado professor, as sete primeiras lições trataram de seitas e heresias. Durante essas lições dominicais, estudamos o islamismo, o mormonismo, o espiritismo, o russelismo, o catolicismo e quatro seitas orientais. A partir desta lição, examinaremos movimentos que não são considerados seitas, mas cujos ensinos afastam-se e afetam o ensino ortodoxo. Embora tais movimentos não sejam heresias concretas, não estão longe de se tornarem à medida que novos movimentos e aberrações doutrinárias surgem dentro do próprio movimento. Uma outra coisa precisa ser observada, a fonte ou origem desses movimentos. Na presente lição, a origem de algumas práticas do movimento remonta a hipnose de Franz Mesmer (1734-1815), a psicanálise e até mesmo a parapsicologia. Portanto, estude com afinco e atenção.

 

OBJETIVOS

 

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

  • Interceder a favor dos que usam a regressão psicológica como terapia espiritual.
  • Definir a cura interior no plano bíblico, psicanalítico e gedozista.
  • Pesquisar sobre o movimento gedozista.

 

SÍNTESE TEXTUAL

 

O movimento G-12 ou gedozista, foi fundado pelo pastor César Castellanos Dominguez, na Colômbia, em 1991. Pr. Castellanos, após trabalhar com o modelo de igrejas em células difundidas pelo pastor Paul Young Choo, diz ter recebido da parte de Deus uma nova revelação concernente o método de crescimento da igreja — o G-12 ou igreja em Células no Modelo dos Doze. O modelo resume-se em o líder de uma célula produzir outros doze líderes dentro da mesma e, estes novos, abrem novas células e fazem o mesmo e assim ininterruptamente. O propósito fundamental é que uma célula se multiplique em outras doze, cujos líderes são os que foram gerados dentro da própria célula mãe. Assim sendo, cada discípulo torna-se um obreiro e, cada célula, uma parte do corpo de Cristo. Os quatros pilares do movimento são: Evangelização; Consolidação; Treinamento e Envio. A evangelização ocorre mediante as células, enquanto a consolidação, realiza-se através dos encontros.

 

ORIENTAÇÃO DIDÁTICA

 

Professor, nesta lição faremos uma Tabela Argumentativa. O Subsídio Apologético apresenta quatro equívocos do movimento G-12. Esses dados não estão presentes na revista do aluno (LBA), no entanto, os usaremos para fortalecer e enriquecer os argumentos presentes no texto da lição dos alunos. Leia atentamente a Síntese Textual e o Auxílio Suplementar a fim de expor os detalhes omitidos no gráfico.

 

QUATRO ERROS DO G-12

 

   1.     Dar ao número 12 sentido mágico-espiritual.

   2.     Esvaziar a doutrina da regeneração e da justificação.

   3.     Deturpar o conceito bíblico de igreja.

   4.     Ênfase às expressões ‘novo’ e ‘nova’ como nova unção e visão.

 

 

COMENTÁRIO

 

introdução

 

Palavra Chave

G-12: Foi fundado pelo pastor César Castellanos Dominguez, na Colômbia, em 1991.

 

A cura interior é conhecida como cura das memórias ou cura para os traumas emocionais. Estranha à prática evangélica, tem íntimo paralelismo com o ocultismo oriental. Seus expositores, questionando a suficiência da expiação do Calvário para a cura de traumas e feridas emocionais, buscam, pretensiosamente, “completar” a obra de Cristo com técnicas psicológicas e até ocultistas. É algo contrário ao Novo Testamento.

 

I. O HOMEM INTERIOR

 

1. Deus conhece o interior e o exterior (v.13). A palavra hebraica usada para “interior”, neste texto, é kileyah, literalmente, “rim”. Os hebreus usavam-na para descrever o órgão do corpo humano que representava a parte mais íntima do homem. Muitas vezes, a Bíblia usa o coração como o centro do nosso intelecto, emoções e vontade para descrever o homem interior (Pv 4.23). Somente Deus conhece o interior do ser humano (1 Rs 8.39). Ele formou o nosso íntimo e os tecidos do corpo humano. Deus acompanha o desenvolvimento do feto desde o ventre materno.

2. Nossos ossos (v.15). Neste versículo, o salmista descreve, usando uma outra palavra, o acompanhamento que Deus faz de nosso corpo. Nossos ossos também estão patentes aos seus olhos mesmo antes de nosso nascimento. O verbo hebraico para “entretecer” é raqam, “tecer com fios de várias cores”, diferente do usado no v.13. Isso revela que Deus “pintou” nossos ossos com o corpo e colocou o espírito dentro de nós (Zc 12.1).

3. O mistério da formação da vida (v.16). A Bíblia revela-nos coisas que, até hoje, a ciência não dominou. Deus sabe, de antemão, o destino do ser humano ainda informe no útero, pois tudo é registrado diariamente em seu livro antes mesmo da formação de nossas células (Jr 1.5). O homem interior que, nas páginas do Novo Testamento é chamado, às vezes, de homem espiritual (2 Co 4.16; Ef 3.16), é uma área ainda desconhecida para a psicologia, mas não para a Bíblia Sagrada.

 

II. A CURA INTERIOR

 

1. No plano bíblico. A ferida interior é uma realidade incontestável. É manifestada por mágoas, ressentimentos, dores e tristezas. O Senhor Jesus afirmou que as feridas interiores somente serão curadas se houver perdão (Mt 18.33,34). As curas em o Novo Testamento eram efetuadas em nome de Jesus, por imposição de mãos, unção com azeite, perdão mútuo e meditação bíblica (Mc 6.13; 16.18; Tg 5.14-16). É a terapia do Espírito Santo que deve ser aplicada nos dias atuais.

2. No plano da psicanálise. O psicanalista austríaco, Sigmund Freud, partiu da premissa de que todos os problemas humanos são traumas provenientes de experiências dolorosas da infância. Freud era ateu, por isso negou a Bíblia e a existência do pecado. Apesar do reconhecimento do seu trabalho no mundo científico, seus postulados ainda são questionados, nem todos reconhecem, na totalidade, o resultado de suas pesquisas. É a terapia científica.

3. No plano gedozista. Os promotores de encontros dos grupos conhecidos como G-12, negam a eficácia do poder de Jesus para curar feridas e traumas emocionais. Por isso, seus expositores trabalham com técnicas híbridas: misturando Bíblia, psicologia e hipnose. É a terapia pseudo-evangélica e ocultista.

 

III. O QUE É REGRESSÃO PSICOLÓGICA?

 

1. Definição. É o mesmo que hipnose. A palavra vem do grego hypnos, “sono”, pois se pensava que o hipnotizado ficava dormindo, ao passo que sua condição é de elevado estado de concentração. Isso é chamado de transe ou estado alterado da consciência. Antes, era conhecido por mesmerismo, de Franz Mesmer (1734-1815), médico austríaco, inventor do método de tratamento por hipnose. A palavra “hipnose” foi dada pelo médico escocês James Braid (1795-1860).

2. Objetivo. Com isso, alcança-se os regressos mais profundos do subconsciente até visualizar uma imagem, com a qual entra-se em comunicação. O objetivo pode ser o regresso a supostas vidas passadas, para os que acreditam na reencarnação, ou à infância, para descobrir um evento traumático responsável pelo sofrimento, bloqueios emocionais que moldam o comportamento. É prática perigosa, pois se trata de um ataque à psique do indivíduo.

3. Fracasso. Freud usou os métodos do hipnotismo nos primeiros anos de suas pesquisas no tratamento psicoterapêutico de seus pacientes, antes do uso da psicanálise. Mas, abandonou tal prática, pois descobriu que muitos de seus pacientes tendiam a fantasiar-se, buscando no passado acontecimentos imaginários. O Dr. Ian Stevenson, ex-chefe do Departamento de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da Universidade da Virgínia, EUA, usou os métodos hipnóticos, mas com outro objetivo: buscar provas da reencarnação. Sem sucesso, abandonou o método, porque trazia-lhe problemas maiores dos que ele procurava resolver.

 

IV. A REGRESSÃO PSICOLÓGICA NO G-12

 

1. Terapia alternativa. Muitos mestres dessa prática afirmam, ostensivamente, que o poder de Jesus não é suficiente para curar os traumas emocionais provocados na infância. A regressão psicológica é colocada como um recurso substitutivo além do poder de Jesus. A Bíblia, contudo, ensina que Jesus veio para “curar os quebrantados de coração” (Lc 4.18) e, ainda, a “consolar os tristes” (Is 61.2).

2. Terapia gedozista. O modo de atuação da regressão psicológica descrita nos manuais de encontros do G-12 não é nada ortodoxo. O método funciona com música sugestiva e luzes apagadas. A ordem é para os participantes visualizarem a fecundação, a formação no útero materno, depois a infância e adolescência até o momento do evento. Os participantes são instruídos a visualizar cada fase e lembrar cada momento difícil e traumatizante. Nesse instante, os líderes pedem que visualizem Cristo com cada um deles, para liberar perdão às pessoas envolvidas e até ao próprio Deus.

3. Prática estranha. A regressão psicológica é a visualização da fé por meio da hipnose. Embora a Bíblia silencie sobre a prática da hipnose, o modus operandi desta, bem como seus objetivos, revelam sua incompatibilidade com a fé cristã.

4. Imaginação dirigida. A auto-sugestão e a fantasia são alguns elementos da hipnose. É um processo de imaginação que, nos encontros do G-12, é dirigida supostamente a Jesus. Como percebeu Freud e outros psicanalistas, o que acontece, nesse processo anti-científico, é imaginação e não realidade. Convém, ainda, ressaltar a diferença entre visualização e visão. A visão é bíblica, real e não induzida (At 9.3); ao passo que a visualização é irreal e sequer aparece na Bíblia.

5. O perdão bíblico. O texto da mulher adúltera é um exemplo clássico de perdão pleno sem precisar dessas práticas ocultistas. Ela não teve que passar pelo processo de hipnose e nem confessar com quem pecou ou quanto recebeu por vender seu corpo, mas recebeu o perdão de Jesus: “Vai-te e não peques mais” (Jo 8.11). A idéia gedozista de o homem perdoar a Deus é blasfêmia e inversão de valores, pois a Bíblia afirma que foi o homem quem ofendeu ao Criador, transgredindo suas leis (Rm 3.23; 5.17).

 

CONCLUSÃO

 

Combater as heresias e sutilezas internas é mais difícil que dar combate às externas, pois os promotores dessas práticas, como a regressão psicológica, por exemplo, apresentam-se como nossos irmãos. É necessário alertar que as práticas gedozistas, apesar de diversificadas nos seus detalhes, conservam uma estrutura comum. Por isso, muitos até negam publicamente ser gedozistas ou encontristas, ou envergonham-se daquilo em que acreditam e praticam, buscando, assim, enganar o povo de Deus.

 

VOCABULÁRIO

 

Híbrido: Formado por diversos elementos.
Hipnose: Estado mental semelhante ao sono, provocado artificialmente, e no qual o indivíduo continua capaz de obedecer as sugestões feitas pelo hipnotizador.
Parapsicologia: Ciência que estuda experimentalmente os fenômenos ditos ocultos.
Premissa: Fato ou princípio que serve de base para um raciocínio.
Pseudo: Falso; errôneo.
Psicanálise: Método de tratamento, criado por Sigmund Freud, das desordens mentais e emocionais que constituem a estrutura das neuroses e psicoses, por meio de uma investigação psicológica profunda dos processos mentais.
Psique: A alma; a mente; o ser interior de uma pessoa.

 

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

 

LIMA, P. C. O que está por trás do G-12. RJ: CPAD, 2000.

 

EXERCÍCIOS

 

1. Como é conhecida a cura interior?

R. Cura das memórias ou cura dos traumas emocionais.

 

2. O que significa a expressão do salmista: “Entreteceste-me no ventre de minha mãe”?

R. Que Deus “pintou” nossos ossos com o corpo e colocou o espírito dentro de nós.

 

3. Quais as terapias para o tratamento da cura interior citadas na lição?

R. Terapia alternativa; gedozista e psicanalítica.

 

4. O que é regressão psicológica?

R. E o mesmo que hipnose.

 

5. Que dizem os mestres gedozistas sobre a cura interior, e o que diz a Bíblia sobre o assunto?

R. Que o poder do sangue de Jesus não é suficiente para curar os traumas emocionais. A Bíblia fala da necessidade do perdão (Mt 18.33,34) e do sangue de Cristo (Hb 9.14).

 

AUXÍLIOS SUPLEMENTARES

 

Subsídio Apologético

 

“A Linha de organização do G-12

O processo para a implantação do G-12 é, segundo o seu fundador, a ‘alma’ do movimento. Todavia, de acordo com o Pr. Paulo Romeiro, um dos problemas em relação ao G-12 é a ‘inserção de práticas, conceitos e ensinos antibíblicos, tais como o mapeamento espiritual, regressão psicológica, cura interior, quebra de maldição, escrever os pecados em pedaços de papel e queimá-los na fogueira, revelações extrabíblicas e outros’.

O G-12 peca em pelo menos quatro fundamentos: a) dão ao número 12 sentido mágico-espiritual, quando se trata de um número comum na Bíblia; b) esvaziam a doutrina bíblica da regeneração e da justificação, fazendo as pessoas confessarem pecados dos quais já foram perdoados pelo sacrifício do Calvário; c) deturpam o conceito bíblico de igreja a ponto de uma das suas maiores propagadoras no Brasil dizer que ‘o Diabo está induzindo os crentes a irem à igreja para fazê-los abandonar as células’; e, d) dão ênfase às expressões ‘novo’ e ‘nova’ como nova unção e nova visão, na tentativa de criar aversão na mente dos seus participantes em relação a tudo quanto aprenderam.

Estrategicamente, o G-12 trabalha com dois elementos que puxam todo o seu arsenal de heresias: a) a auto-realização pessoal (sucesso) à custa de regressão, quebra de vínculo, eliminação da legalidade dada ao Diabo, o perdão dado a Deus; e, b) o crescimento mágico e rápido da igreja.

Como se pode observar, a proposta do G-12 pega a veia da necessidade de alguns líderes que preferem trilhar os atalhos da vida e ‘transformar pedra em pães’.

Uma outra coisa a salientar sobre o G-12 é a sua estratégia de segurar o participante com a idéia de que ele precisa fechar o ciclo para que possa definitivamente chegar à ‘nova unção’. Com isso, o que participa de um pré-encontro é induzido a participar também do encontro, do pós-encontro e do reencontro. Após passar por todas essas fases de lavagem cerebral, o incauto realmente nunca mais será o mesmo” (LIMA, P. C. O que está por trás do G-12. RJ: CPAD, 2000, pp.35-6).

 

 

 

 

 

 

Lições Bíblicas CPAD

Jovens e Adultos

 

 

 

2º Trimestre de 2006

 

Título: Heresias e Modismos — Combatendo os erros doutrinários

Comentarista: Esequias Soares

 

 

 

Lição 9: O Cristianismo judaizante

Data: 28 de Maio de 2006

 

TEXTO ÁUREO

 

Portanto, ninguém vos julgue pelo comer, ou pelo beber, ou por causa dos dias de festa, ou da lua nova, ou dos sábados(Cl 2.16).

 

VERDADE PRÁTICA

 

Nós, os que aceitamos a Cristo Jesus como o nosso único e suficiente Salvador, temos uma lei mais sublime a cumprir: a Lei do Espírito.

 

LEITURA DIÁRIA

 

Segunda - At 15.1-5

Os judaizantes condicionavam a salvação à observância da lei mosaica

 

 

 

Terça - Gl 1.7

Os judaizantes queriam transtornar o evangelho de Cristo

 

 

 

Quarta - Rm 3.20

A lei de Moisés foi dada para o conhecimento do pecado

 

 

 

Quinta - Rm 3.28

O homem é justificado pela fé, sem as obras da lei

 

 

 

Sexta - Mt 5.17,18

Somente Jesus pôde cumprir toda a lei

 

 

 

Sábado - Tg 2.10

Quem tropeçar em um só ponto da lei é culpado de todos

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

 

Gálatas 3.19-26; 4.9-11.

 

Gálatas 3

19 - Logo, para que é a lei? Foi ordenada por causa das transgressões, até que viesse a posteridade a quem a promessa tinha sido feita, e foi posta pelos anjos na mão de um medianeiro.

20 - Ora, o medianeiro não o é de um só, mas Deus é um.

21 - Logo, a lei é contra as promessas de Deus? De nenhuma sorte; porque, se dada fosse uma lei que pudesse vivificar, a justiça, na verdade, teria sido pela lei.

22 - Mas a Escritura encerrou tudo debaixo do pecado, para que a promessa pela fé em Jesus Cristo fosse dada aos crentes.

23 - Mas, antes que a fé viesse, estávamos guardados debaixo da lei e encerrados para aquela fé que se havia de manifestar.

24 - De maneira que a lei nos serviu de aio, para nos conduzir a Cristo, para que, pela fé, fôssemos justificados.

25 - Mas, depois que a fé veio, já não estamos debaixo de aio.

26 - Porque todos sois filhos de Deus pela fé em Cristo Jesus;

 

Gálatas 4

9 - Mas agora, conhecendo a Deus ou, antes, sendo conhecidos de Deus, como tornais outra vez a esses rudimentos fracos e pobres, aos quais de novo quereis servir?

10 - Guardais dias, e meses, e tempos, e anos.

11 - Receio de vós que haja eu trabalhado em vão para convosco.

 

PONTO DE CONTATO

 

Professor, esta lição retoma, de outro modo, uma discussão muito freqüente nos círculos teológicos — a relação entre a Lei e a Graça. A gênesis dessa discussão remonta aos tempos apostólicos quando, os gentios convertidos ao cristianismo, foram pressionados pelos judaizantes a observar alguns preceitos da religião judaica. A epístola de Paulo aos Gálatas é um exemplo óbvio desse debate. Passados mais de dois mil anos, a controvérsia ainda continua alimentando os ânimos. Esta lição, portanto, procura esclarecer alguns elementos doutrinários e culturais necessários à compreensão do tema, além de ser uma apologia contra aqueles que, afastando-se do cristianismo apostólico, nos acusam de rebeldia a certos preceitos mosaicos. Portanto, estude com afinco e esmero a fim de que os frutos do vosso ensino sejam manifestados na vida de seus alunos.

 

OBJETIVOS

 

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

  • Interceder por aqueles que observam ritos judaicos como elementos salvíficos.
  • Explicar os propósitos da Lei Mosaica.
  • Descrever os perigos do Judaísmo na igreja.

 

SÍNTESE TEXTUAL

 

O movimento judaizante no cristianismo possui muitos tentáculos e sutis manifestações. No entanto, dois grupos se destacam como facções cristãs que defendem práticas judaicas e conceitos mosaicos no cristianismo moderno: os Adventistas do Sétimo Dia e As Testemunhas de Ierrochua. O primeiro deles, foi fundado por William Miller, ex-pregador batista que calculou equivocadamente a vinda de Cristo para março de 1843. Após Miller, a profetisa Helen G. White alegou ter recebido uma revelação na qual Jesus descortinou a Arca do Concerto diante dela. Nesta, o mandamento sabático estava com uma auréola ao redor. A partir de então, guardar o sábado tornou-se obrigatório para os adventistas.

As Testemunhas de Ierrochua, foi fundado em Curitiba, pelo sr. Ivo Santos de Camargo. A seita nega a doutrina da Trindade, a inspirarão do evangelho de Mateus, defende a guarda do sábado e afirma que o nome verdadeiro de Jesus éYehoshua e, que não há salvação para aqueles que invocam o nome de Jesus, segundo eles um deus celta, mas somente para quem invoca Yehoshua.

 

ORIENTAÇÃO DIDÁTICA

 

Nesta lição usaremos como recurso para incrementar a nossa aula, as Placas Didáticas. Faça de cartolina, seis placas com cerca de 30 cm e escreva as seis declarações abaixo. Depois de escrito, cole uma haste (palito, bambu, etc). Após a conclusão do tópico “A Questão do Sábado”, apresente cada uma das Placas Didáticas a fim de reforçar o ensino ministrado.

 

 

 

COMENTÁRIO

 

introdução

 

O termo judaizante vem do verbo grego ioudaizō, “viver como judeu”, e aparece apenas uma vez no Novo Testamento (Gl 2.14). O vocábulo surgiu em decorrência de os cristãos de origem hebréia, mesmo depois do Concílio de Jerusalém (At 15), continuarem insistindo na necessidade de os convertidos gentios viverem como judeus. Infelizmente, os judaizantes ainda estão por aí defendendo a guarda do sábado, as leis dietéticas prescritas por Moisés e os ritos judaicos.

 

I. OS PRIMEIROS JUDAIZANTES

 

1. O cristianismo não judaizou o mundo. O cristianismo teve origem no contexto judaico e deste recebeu uma rica herança teológica e ética. Haja vista o próprio Cristo. Nascido “conforme a lei” (Gl 4.4), cresceu e viveu dentro da cultura judaica (Lc 2.40-43). Durante o seu ministério, reconheceu as Escrituras Hebraicas e a autoridade de Moisés (Mc 7.13; Lc 5.14). Todavia, não pregou costumes judaicos; seus apóstolos não judaizaram o mundo. O apóstolo Paulo, discursando no Areópago, não deu uma aula sobre as quatro letras hebraicas que, no Antigo Testamento, formam o nome de Jeová. Sua preocupação era pregar a principal mensagem do cristianismo: a ressurreição de Jesus (At 17.31).

2. Pressões. Os judaizantes foram os principais perseguidores do apóstolo Paulo; acusavam-no de pregar contra a lei (At 21.28; Gl 2.4,5). Eles perturbavam as igrejas em Antioquia da Síria e na Galácia, ensinando que os gentios deviam tornar-se judeus para serem salvos (At 15.1, 5). Parece que os tais apresentavam-se como enviados de Tiago (Gl 2.12). No entanto, apesar de haverem saído de Jerusalém, não se achavam autorizados a falar em nome de Tiago (At 15.24).

3. Perigos. Na ação dos judaizantes, os apóstolos viam dois problemas sérios: a ameaça à liberdade cristã e o perigo de o cristianismo tornar-se mera seita judaica. Os judaizantes alteravam o cerne do evangelho, colocando a lei como complemento da obra de Jesus no Calvário; era, de fato, “outro evangelho”, razão pela qual o apóstolo Paulo os censurou gravemente (Gl 1.8,9).

 

II. OS OBJETIVOS DA LEI

 

1. Definir o pecado (3.19). A maneira de os judaizantes e os demais legalistas interpretar a lei trouxe muitos problemas à Igreja dos dias apostólicos. De igual modo, os judaizantes de hoje ainda não perceberam a utilidade da lei mosaica: ela veio por causa da transgressão (3.19). A Bíblia afirma, também, que “pela lei vem o conhecimento do pecado” (Rm 3.20); se não há lei, não pode haver pecado (Rm 4.15). E mais: O homem não teria conhecido o pecado se não fosse pela lei (Rm 7.7).

2. Demonstrar a necessidade da graça divina (3.22). A lei não veio como solução final, mas para conscientizar os homens quanto ao pecado e à necessidade da graça de Deus — algo que transcendesse à própria lei: “para que a promessa pela fé em Jesus Cristo fosse dada aos crentes” (3.22). A lei é santa (Rm 7.12), porém inadequada para a salvação (Rm 3.20). O propósito dela é duplo: revelar e definir o pecado até ao cumprimento da promessa.

3. Servir de aio (3.24,25). O aio, ou paidagōgos, “tutor”, não era mestre, mas o guia e guardião que disciplinava a criança. No mundo romano, um escravo de confiança da família era encarregado de tomar conta do menino entre 6 e 16 anos; levá-lo à escola e trazê-lo de volta para casa, supervisionando sua conduta. Semelhantemente, a lei exercia apenas um papel disciplinar, servindo de aio para conduzir-nos a Cristo. Isso mostra a sua inferioridade em relação ao evangelho. Sua função terminou com a vinda do Messias (3.25). Agora, somos livres da lei, mas dependentes da graça de Deus.

 

III. A QUESTÃO DO SÁBADO

 

1. Retrocesso espiritual (4.9). O Senhor Jesus libertou os judeus da escravidão da lei (Rm 7.6) e os gentios dos rudimentos do mundo (4.3). Os cristãos da Galácia, porém, estavam voltando à escravidão da qual haviam sido libertos (5.1). Estavam retornando aos “rudimentos”. A palavra é usada pelo apóstolo Paulo para identificar os elementos da religião judaica como a guarda de dias.

2. Guardar dias (4.10). É até compreensível um cristão de origem judaica guardar o sábado (Rm 14.5,6), considerando-se que, hoje em Israel, o domingo é um dia normal de trabalho, levando os crentes a realizarem seus cultos no sétimo dia. Como se vê, é uma questão meramente cultural. Eles também usam o talit (manto dos judeus religiosos) e o kippar (solidéu) para cobrir a cabeça; observam o kashruth (leis dietéticas) além de outros ritos. Eles assim o fazem para preservar sua identidade e evitar escândalos na sociedade israelense, e não, como condição para serem salvos. Ademais, os cristãos judeus não acusam nem condenam os irmãos gentios por não observarem tais práticas.

3. O cumprimento da lei. A questão não é o sábado em si, mas o fato de não estarmos debaixo da lei e, sim, da graça (5.4). Quem se submete à prática de pelo menos um preceito da lei é obrigado a cumpri-la toda (5.3). E se alguém tropeçar em um ponto da lei é culpado por todos os outros (Tg 2.7). No entanto, Jesus cumpriu integralmente a lei de Moisés em nosso lugar (Mt 5.17,18).

4. A abolição do sábado. O sábado, que era sombra dos bens futuros em Cristo, foi abolido com a chegada do Novo Concerto (Hb 8.7-13; Os 2.11): “Portanto, ninguém vos julgue pelo comer, ou pelo beber, ou por causa dos dias de festa, ou da lua nova, ou dos sábados, que são sombras das coisas futuras, mas o corpo é de Cristo” (Cl 2.16,17). Jesus, portanto, é quem nos propícia o verdadeiro repouso (Hb 4.9).

 

IV. O SÁBADO E O KASHRUTH

 

1. Os sabatistas clássicos. Os judaizantes clássicos dos dias atuais são os adventistas do sétimo dia, mas há outros grupos que também entraram pelo mesmo caminho. Eles julgam-nos pelo comer, pelo beber, por causa dos sábados (Cl 2.16) e não nos reconhecem como cristãos autênticos. Às vezes, chamam-nos de irmãos, principalmente quando visitam nossas igrejas para vender literatura.

2. Eles não cumprem a guarda do sábado. Os judeus ortodoxos, de hoje, não acendem lâmpada no sábado, não põem em funcionamento um veículo e nem usam um elevador aos sábados, pois consideram tais atos como a quebra do sétimo dia (Êx 35.3). Os elevadores dos edifícios em Israel são programados para tornar possível a chegada da pessoa ao andar desejado sem a necessidade de apertar o botão. Todavia, os sabatistas não observam esses detalhes, demonstrando que nem mesmo eles cumprem a guarda do sábado.

3. O kashruth judaico. É o preceito dietético judaico. O Talmud foi além do que prescreveu Moisés em Levítico 11. Biblicamente, os judeus não são proibidos de comerem carne com leite, pois a ordem de Levítico é para não cozer o cabrito no leite de sua mãe (Êx 23.19; 34.26; Dt 14.21). Os adventistas, no entanto, foram além do Talmud, incentivando o vegetarianismo.

 

CONCLUSÃO

 

O cristianismo judaizante é remendo novo em vestidos velhos (Mt 9.16). A salvação é pela fé em Jesus (Gl 2.16; Ef 2.2-10; Tt 3.5). O cristianismo é religião de liberdade no Espírito e não um conjunto de regras. O verdadeiro cristianismo enfatiza o nosso relacionamento com o Cristo ressuscitado (Gl 2.20), e isto é suficiente para crescermos na graça e no conhecimento de Deus.

 

VOCABULÁRIO

 

Areópago: Também chamado “A colina de Marte”. Estava situado em um alto rochoso de Atenas, em frente da Acrópole. Neste lugar, Paulo fez o seu notável discurso em Atenas.
Dietético: Concernente a dieta. Diz respeito a regras nutricionais consideradas puras e saudáveis.
Integral: Inteiro ou total.
Mero: Comum; simples; vulgar; sem mistura.
Talmud: No hebraico “erudição”. Uma compilação das tradições dos judeus. A primeira apareceu em 450 A.D., a segunda, em 500 A.D.

 

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

 

ROMEIRO, P.; RINALDI, N. Desmascarando as seitas. RJ: CPAD, 1996.
OLIVEIRA, R. F. Seitas e heresias: um sinal dos tempos. 25.ed., RJ: CPAD,2002.

 

EXERCÍCIOS

 

1. De onde vem o termo “judaizante” e o que significa?

R. Procede do verbo grego ioudaizô, isto é, “viver como judeu”.

 

2. Quais os perigos do cristianismo judaizante?

R. Ameaça à liberdade cristã e o perigo de o cristianismo tornar-se mera seita judaica.

 

3. Qual o duplo propósito da lei?

R. Definir o pecado e demonstrar a necessidade da graça divina.

 

4. O que acontece com quem se submete a observar pelo menos um preceito da lei?

R. É obrigado a cumprir toda a lei.

 

5. Por que os judeus religiosos ortodoxos não acendem uma lâmpada aos sábados?

R. Porque consideram tal ato como a quebra do sétimo dia (Êx 35.3).

 

AUXÍLIOS SUPLEMENTARES

 

Subsídio Apologético

 

“Movimento Judaizante

Perigoso desvio tem levado alguns irmãos a uma postura para com Israel que chega à idolatria. Não é um toque de shofar(instrumento musical) ou a presença de uma menorah (candelabro de sete lâmpadas) que torna uma igreja judaizante. Também as festas, quando tomadas como recurso que possa propiciar ao povo um ensino da simbologia veterotestamentária e sua aplicação à experiência cristã, não constituem um problema em si mesmas. Ainda parece melhor realizar uma celebração sob inspiração bíblica, seja uma ‘Festa da grande pesca’ ou ‘Festa do filho pródigo’, do que adotar costumes pagãos, transportando-os para o seio da igreja. O cuidado especial que se deve ter é jamais desviar o foco das verdadeiras e mais significativas de nossas celebrações: o Batismo e a Santa Ceia.

a) Ritual religioso. O problema do uso de objetos como kippar (cobertura para a cabeça) e o talid (manto para oração), além das festas judaicas, é que, por trás do uso, se esconde a substituição da graça pelo ritual religioso. A ênfase cerimonial do culto disfarça a prevalência da forma. A forma tende a substituir a essência, principalmente quando se alcança status salvífico.

b) Festas judaicas. Grupos há que iniciaram por estabelecer as festas judaicas como eventos isolados, como eventos estratégicos para o ensino e a evangelização. A prática, quando não administrada com sabedoria, leva ao que aconteceu com tais grupos: o que era eventual tornou-se calendário eclesiástico; outras práticas foram acrescentadas; chegaram à obrigatoriedade da circuncisão. Existem mesmo os que julgam que para invocar Deus é mister fazer uso de seus nomes em hebraico. Proíbem o uso do nome de Jesus, exigindo sua forma hebraica Yeshua.

c) Coisas procedentes de Israel. Ainda é necessário dizer que as águas do Jordão não lavam pecados e que o óleo vindo de Israel não tem mais poder do que um óleo de outra procedência, sendo um símbolo da unção de Deus, derramada do alto. O apego à forma era a prática farisaica nos dias de Jesus. Mesmo entre os nascidos de novo houve aqueles que se apegaram às antigas práticas e deram trabalho a Paulo em seu ministério aos gentios. O grupo de judaizantes, desde então, tem provocado polêmica. Pior do que isso, tem despertado no coração de líderes zelosos aversão por tudo que diga respeito aos judeus, com prejuízo do que se poderia adquirir num contato equilibrado e firme com a sua ortodoxia.

Quer no anti-semitismo, quer na idolatria aos costumes judeus, percebe-se a ação das trevas. Desvia-se do amor e caem no ódio aos judeus, desviados da prática sucumbem aos costumes que não salvam.

Talvez alguém defenda a aproximação às práticas judaicas como prova de amor a Sião. E o que ocorre é que dificilmente aquele que diz que ama aos judeus sabe que a ação desse amor é a evangelização mundial. Uma igreja que ama os judeus não pretende ser uma igreja judaica. Ela evangeliza, faz missões, para que o tempo dos gentios se cumpra, e o Senhor nos arrebate e volte a tratar diretamente com a nação de Israel" (CAVALCANTI, S. A. O anti-semita e o judaizante: pólos que devemos evitar.In Revista Resposta Fiel. RJ: CPAD, Ano 5, n° 18, p.9, dezembro / fevereiro de 2006).

 

 

 

 

 

Lições Bíblicas CPAD

Jovens e Adultos

 

 

 

2º Trimestre de 2006

 

Título: Heresias e Modismos — Combatendo os erros doutrinários

Comentarista: Esequias Soares

 

 

 

Lição 10: A Teologia da Prosperidade

Data: 4 de Junho de 2006

 

TEXTO ÁUREO

 

Muitos me dirão naquele Dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? E, em teu nome, não expulsamos demônios? E, em teu nome, não fizemos muitas maravilhas?” (Mt 7.22).

 

VERDADE PRÁTICA

 

Centrando sua mensagem na saúde física e no acúmulo de bens terrenos, os teólogos da prosperidade menosprezam a salvação em Cristo e os bens celestes.

 

LEITURA DIÁRIA

 

Segunda - Jr 2.13

O perigo das cisternas rotas

 

 

 

Terça - Hb 4.12

O poder da Palavra é inigualável

 

 

 

Quarta - Pv 30.7-9

Nem riqueza e pobreza, mas a porção necessária

 

 

 

Quinta - 1 Tm 8.9

Riqueza não é sinônimo de fidelidade

 

 

 

Sexta - 1 Tm 5.23

Enfermidade nem sempre é marca de infidelidade

 

 

 

Sábado - 2 Tm 3.14,15

Permanecer naquilo que aprendemos com Jesus

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

 

Mateus 7.15-23.

 

15 - Acautelai-vos, porém, dos falsos profetas, que vêm até vós vestidos como ovelhas, mas interiormente são lobos devoradores.

16 - Por seus frutos os conhecereis. Porventura, colhem-se uvas dos espinheiros ou figos dos abrolhos?

17 - Assim, toda árvore boa produz bons frutos, e toda árvore má produz frutos maus.

18 - Não pode a árvore boa dar maus frutos, nem a árvore má dar frutos bons.

19 - Toda árvore que não dá bom fruto corta-se e lança-se no fogo.

20 - Portanto, pelos seus frutos os conhecereis.

21 - Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no Reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus.

22 - Muitos me dirão naquele Dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? E, em teu nome, não expulsamos demônios? E, em teu nome, não fizemos muitas maravilhas?

23 - E, então, lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade.

 

PONTO DE CONTATO

 

Professor, esta lição afeta um modismo presente na atual conjuntura pentecostal brasileira — a Teologia da Prosperidade oriunda da América do Norte. Muitas denominações de tradição pentecostal desenvolvem suas atividades evangelísticas fundamentadas na Teologia da Prosperidade, na Confissão Positiva ou na Palavra da Fé. A Teologia da Prosperidade, portanto, é um movimento que se alastra principalmente nas igrejas pentecostais. Oremos a Deus a fim de que o Corpo de Cristo vença essa avalanche de modismos doutrinários.

 

OBJETIVOS

 

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

  • Interceder pelos que estão presos às distorções doutrinárias.
  • Aceitar a autoridade das Escrituras acima de qualquer revelação humana.
  • Explicar a correspondência entre rhēma e logos.

 

SÍNTESE TEXTUAL

 

O Movimento da Fé ou Movimento da Confissão Positiva, como atualmente conhecemos, surgiu na década de 40 nos Estados Unidos. A origem moderna do movimento remonta a Essek William Kenyon (1867-1948). Kenyon foi pastor de diversas igrejas na Nova Inglaterra e fundador do Instituto Bíblico de Dudley, Massachusetts. Em 1923, fundou a Figueroa Independent Baptist Church (Igreja Batista Independente de Figueroa) em Los Angeles. Além de escritor, Kenyon atuou como evangelista, sendo um dos pioneiros do evangelismo radiofônico. A teologia de Kenyon tem sua origem nas seitas metafísicas do Novo Pensamento (New Thought) e da Ciência Cristã. Os adeptos do Novo Pensamento crêem que o pensamento cria e modifica a nossa experiência no mundo — razão pela qual enfatizam o pensamento positivo, a auto-afirmação, a oração e a meditação.

O principal divulgador da teologia e pensamento de Kenyon é o pastor Kenneth Hagin, fundador do centro Rhema de Adestramento Bíblico, em Oklahoma.

 

ORIENTAÇÃO DIDÁTICA

 

Professor, para esta lição reproduza a Tabela Conceitual abaixo. Os dados a seguir, sintetizam as fontes doutrinárias do Movimento da Fé. Leia atentamente o “Subsídio Apologético”, pois esta seção complementa as informações omitidas na tabela. Utilize este recurso após o tópico “Histórico”.

 

 

 

COMENTÁRIO

 

introdução

 

Palavra Chave

Confissão: A fórmula da Confissão Positiva é: Diga; Faça; Receba; Conte.

 

A Confissão Positiva não é uma denominação ou seita, mas um movimento introduzido sutilmente entre as igrejas pentecostais, enfatizando o poder do crente em adquirir tudo o que quiser. É conhecida também como “Teologia da Prosperidade”, “Palavra da Fé” ou “Movimento da Fé”. As crenças e práticas desse movimento são aberrações carregadas de perigosas heresias.

 

I. HISTÓRICO

 

1. Sua origem. A Confissão Positiva é uma adaptação, com roupagem cristã, das idéias do hipnotizador e curandeiro Finéias Parkhurst Quimby (1802-1866). Os quimbistas criam no poder da mente, e negavam a existência da matéria, do sofrimento, do pecado e da enfermidade. Deles surgiram vários movimentos ocultistas como o Novo Pensamento, as seitas Ciência da Mente e Ciência Cristã, de Mary Baker Eddy. Seus promotores procuram se passar por cristãos evangélicos (v.15).

2. Principal fundador: Essek W. Kenyon. O movimento surgiu de forma gradual por meio de Essek William Kenyon (1867-1948). Kenyon, aproveitando-se dos conceitos de Mary B. Eddy, empenhou-se em pregar a salvação e a cura em Jesus Cristo. Dava ênfase aos textos bíblicos que falam de saúde e prosperidade, além de aplicar a técnica do poder do pensamento positivo. Kenyon, que pastoreou várias igrejas e fundou outras, não era pentecostal. Ele foi influenciado pelas seitas Ciência da Mente, Ciência Cristã e a Metafísica do Novo Pensamento. Hoje, é reconhecido como o Pai do movimento Confissão Positiva, tendo exercido forte influência sobre Kenneth Hagin.

3. Principal divulgador: Kenneth Hagin. Nasceu em 1917 com problema de coração e ficou inválido durante 15 anos. Em 1933, converteu-se ao evangelho e, no ano seguinte, o Senhor Jesus o curou. A partir de então, começou a pregar. Ele recebeu o batismo no Espírito Santo em 1937. Estudando os escritos de Kenyon, divulgou-os em livros, cassetes e seminários, dando sempre ênfase à confissão positiva. Em 1974, fundou o Centro Rhema de Adestramento Bíblico, em Oklahoma.

 

II. FONTES DE AUTORIDADE

 

1. Revelação ou inspiração de seus líderes. Hagin fazia diferença entre as palavras gregas rhēma e logos, pois ambas significam “palavra”. Ainda hoje, os seguidores dessa crença afirmam que logos é a palavra de Deus escrita, a Bíblia; e rhēma, a palavra falada por Deus em revelação ou inspiração a uma pessoa em qualquer época. Desse modo, o crente pode repetir com fé qualquer promessa bíblica, aplicando a sua necessidade pessoal e exigir o seu cumprimento.

2. Confissão positiva do crente. Os adeptos da Confissão Positiva crêem ser a Bíblia a inerrante e inspirada Palavra de Deus, mas não a única, pois admitem que a palavra do crente tem a mesma autoridade. Para eles, as fontes de autoridade são: a Bíblia, as revelações de seus líderes e a palavra da fé. O crente deve declarar que já tem o que Deus prometeu nos textos bíblicos e, tal confissão, confirmar-se-á. A confissão negativa é reconhecer a presença das condições indesejáveis. Basta negar a existência da enfermidade e ela simplesmente deixará de existir. É a doutrina de Quimby, da Ciência Cristã e do Movimento Nova Era.

3. A autoridade para a vida do cristão. Atribuir tanta autoridade assim às palavras de uma pessoa extrapola os limites bíblicos. A emoção também caiu com a natureza humana e, por isso, a fé não pode ser fundamentada em experiências (Jr 17.9). As experiências pessoais são marcas importantes na vida dos pentecostais. Cremos em um Deus que se comunica com os seus filhos por sonhos, visões e profecias (At 2.17,18), mas essas experiências são para a edificação pessoal e não para estabelecer doutrinas. O cristianismo autêntico não deve ir além das Escrituras Sagradas (Is 8.20; 1 Co 4.6). A Bíblia é a única autoridade para a vida do cristão.

 

III. RHĒMA E LOGOS

 

1. Termos sinônimos. O vocábulo rhēma aparece 68 vezes e, logos, 330 no texto grego do Novo Testamento. Como não existem sinônimos perfeitos, exatamente iguais, aqui também não é diferente. O termo rhēma significa “palavra, coisa”; enquanto em logos, os léxicos apresentam uma extensa variedade de significados como: “palavra, discurso, pregação, relato, etc”. Mas ambos os termos coincidem-se (Lc 9.44,45).

O conceito de rhēma e de logos, inventado por Hagin, não resiste à exegese bíblica. Não é verdade que haja a tal diferença entre as referidas palavras.

2. Termos usados para designar as Escrituras. Ambos os termos são igualmente usados para identificar as Escrituras Sagradas. Encontramos no texto grego do Antigo Testamento (Septuaginta) a expressão rhēma tou theou, “palavra de Deus” em Isaías 40.8. Nas páginas do Novo Testamento, a mesma passagem é citada pelo apóstolo Pedro (1 Pe 1.25). Mas, encontramos também, logon tou theou, “palavra de Deus”, com o mesmo significado (Mc 7.13). Esses exemplos provam, por si só, que o conceito de Hagin é falacioso, sem base bíblica.

3. Falácias da Confissão Positiva. O conceito de confissão positiva e negativa é falso; não se confirma na Bíblia ou na prática da vida cristã. Deus é soberano; nós, os seus servos. Jesus ensinou-nos: “Seja feita a tua vontade, tanto na terra como no céu” (Mt 6.10). Basta tão-somente esse versículo para reduzir a cinzas a insolência dos promotores da Confissão Positiva. A Bíblia ensina, ainda, que devemos confessar nossas culpas para sermos sarados (Tg 5.16), e isso, não parece ser confissão positiva.

 

IV. CRENÇAS E PRÁTICAS

 

1. Teologia. De maneira genérica, os adeptos da Confissão Positiva seguem uma linha ortodoxa no que tange aos pontos cardeais da fé cristã. Não se trata de uma seita, mas de um movimento que permeia as igrejas; daí a diversidade de ensinos entre seus adeptos. Sobre Deus, uns são unicistas; outros deificam o homem. Essa falta de padrão doutrinário existe, sobretudo, a respeito do Senhor Jesus e de sua obra. Os ensinos da Confissão Positiva, por conseguinte, são um desvio das doutrinas bíblicas apesar de sua aparência ortodoxa.

2. Sua marca. As marcas distintivas do movimento são: a prosperidade e a pregação restrita aos pobres e enfermos, oferecendo-lhes riquezas e saúde. No entanto, deixa de lado o essencial: a salvação. A mensagem dos profetas da prosperidade pode fazer sentido nos países ricos onde as oportunidades são mais amplas, mas, nas regiões pobres do planeta, são irrelevantes. Isso é mais uma prova de que se trata de um evangelho humano, contrário à Bíblia, pois o evangelho de Jesus Cristo é para todos os seres humanos em todas as épocas (Mt 28.19,20; Tt 2.11).

3. A salvação. Em vez de trazer riquezas materiais aos pobres e saúde aos enfermos, o propósito principal da vinda de Jesus ao mundo foi salvar os pecadores (1 Tm 1.15), muito embora o seu ministério tenha sido coroado de êxito no campo da cura divina e da libertação (At 10.38). O que esses pregadores fazem não passa de espetáculo, contrariando o verdadeiro propósito do evangelho. Não foi essa a mensagem pregada pelos apóstolos. Paulo afirma haver se contentado com a abundância e com a escassez (Fp 4.11-13).

 

CONCLUSÃO

 

Devemos combater os abusos e aberrações doutrinárias desses pregadores. Tomemos cuidado, porém, para não sermos levados ao ceticismo e ao indiferentismo religioso. Religião sem o sobrenatural é mera filosofia. Temos promessas de Deus. Aliás, a história, desde os tempos bíblicos, registra inúmeros testemunhos sobre sinais, prodígios e maravilhas (Mc 16.20). Mas os tais pregadores, a começar pela origem de sua teologia, estão fora do padrão bíblico.

 

VOCABULÁRIO

 

Deificar: Divinizar; incluir com o número dos deuses.
Falácia: Engano; discurso ardiloso ou fraudulento.
Septuaginta: Versão grega do Antigo Testamento hebraico preparado por um grupo de setenta e dois eruditos, em Alexandria, no terceiro século antes de Cristo. Também conhecida pela abreviação LXX. Foi a Bíblia conhecida no tempo dos apóstolos.

 

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

 

HANEGRAAFF, H. Cristianismo em crise. 4.ed., RJ: CPAD, 2004.

 

EXERCÍCIOS

 

1. Quais os outros nomes da Confissão Positiva?

R. Teologia da Prosperidade; Palavra da Fé; Movimento da Fé.

 

2. Quais as seitas que tiveram a mesma origem da Confissão Positiva?

R. O Novo Pensamento; Ciências da Mente e Ciência Cristã.

 

3. Qual a única autoridade para a vida do cristão?

R. A Bíblia.

 

4. Quais exemplos bíblicos provam que o conceito de Hagin é falacioso?

R. Mt 6.10; Tg 5.16.

 

5. Qual a marca distintiva da Confissão Positiva?

R. Prosperidade e a pregação restrita aos pobres e enfermos.

 

AUXÍLIOS SUPLEMENTARES

 

Subsídio Apologético

 

“A Fórmula da Fé

Na Teologia da Fé, a fé é uma força. Ela é a substância da qual o Universo foi feito e também a força que faz funcionar as leis do mundo espiritual. Mas como fazer que essas leis funcionem para você? Por meio de fórmulas que, segundo eles, não somente fazem funcionar as leis do mundo espiritual, mas também serve de causa à ação do Espírito Santo em favor do indivíduo. Isto significa que Deus é deslocado para uma posição de mero mensageiro que responde cegamente ao aceno e à chamada de fórmulas proferidas pelos fiéis.

a) As fórmulas de fé. As fórmulas de fé são o nome do jogo. Esse é o motivo pelo qual o Movimento da Fé também tem sido chamado de Movimento da Confissão Positiva. A doutrina da Fé ensina que as confissões servem para dar efeito à fórmula da fé, fazendo com que a lei espiritual funcione em favor de quem as pronuncia. As confissões positivas ativam o lado positivo da força; e as confissões negativas ativam o seu lado negativo. A partir de uma perspectiva prática, pode-se dizer que a lei espiritual (que rege todas as coisas na esfera da eternidade) é a força derradeira do Universo. No livro chamado Two Kinds of Faith (Dois Tipos de Fé), E. W. Kenyon insiste que é a nossa confissão que nos governa.

b) A fórmula. [...] A fórmula é simples: 1º) ‘Diga a coisa. Positiva ou negativamente, tudo depende do indivíduo. De acordo com o que o indivíduo disser é que ele receberá’. 2º) ‘Faça a coisa. Seus atos derrotam-no ou lhe dão vitória’. 3º) ‘Receba a coisa. Compete a nós a conexão com o ‘dínamo do céu’. A fé é o pino da tomada — basta conectá-lo’. 4º) ‘Conte a coisa a fim de que outros também possam crer’” (HANEGRAAFF, H. Cristianismo em crise. 4.ed., RJ: CPAD, 2004, pp.79,81).

 

 

 

 

Lições Bíblicas CPAD

Jovens e Adultos

 

 

 

2º Trimestre de 2006

 

Título: Heresias e Modismos — Combatendo os erros doutrinários

Comentarista: Esequias Soares

 

 

 

Lição 11: O Triunfalismo

Data: 11 de Junho de 2006

 

TEXTO ÁUREO

 

Porque nós não somos, como muitos, falsificadores da palavra de Deus; antes, falamos de Cristo com sinceridade, como de Deus na presença de Deus” (2 Co 2.17).

 

VERDADE PRÁTICA

 

Os triunfalistas são os mercadores da Palavra de Deus que, desprezando a correta interpretação da Bíblia, aplicam de forma errônea os textos bíblicos em benefício próprio.

 

LEITURA DIÁRIA

 

Segunda - Gn 3.17; 3.1

Técnica enganosa não ensinada pela Palavra

 

 

 

Terça - 8 Cr 18.23

Os falsos mestres se apresentam como representantes de Deus

 

 

 

Quarta - Mt 4.5-7

O Senhor Jesus desarticula a falsa exegese de Satanás

 

 

 

Quinta - At 8.18-21

O pecado da simonia é desmascarado

 

 

 

Sexta - 2 Co 11.26

O perigo entre os falsos irmãos

 

 

 

Sábado - 3 Jo 8,10

Exemplo dos que não consideram os irmãos

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

 

Hebreus 11.32-37.

 

32 - E que mais direi? Faltar-me-ia o tempo contando de Gideão, e de Baraque, e de Sansão, e de Jefté, e de Davi, e de Samuel, e dos profetas,

33 - os quais, pela fé, venceram reinos, praticaram a justiça, alcançaram promessas, fecharam as bocas dos leões,

34 - apagaram a força do fogo, escaparam do fio da espada, da fraqueza tiraram forças, na batalha se esforçaram, puseram em fugida os exércitos dos estranhos.

35 - As mulheres receberam, pela ressurreição, os seus mortos; uns foram torturados, não aceitando o seu livramento, para alcançarem uma melhor ressurreição;

36 - E outros experimentaram escárnios e açoites, e até cadeias e prisões.

37 - Foram apedrejados, serrados, tentados, mortos a fio de espada; andaram vestidos de peles de ovelhas e de cabras, desamparados, aflitos e maltratados.

 

PONTO DE CONTATO

 

Professor, nesta lição, trataremos de um tema presente em muitas igrejas evangélicas do Brasil — o Triunfalismo. Não estamos falando de uma denominação, grupo faccioso ou seita, mas de um modo de pensar e viver que considera o cristão um “super-crente”. Esse “super-crente” não aceita qualquer tipo de infortúnio, crise financeira, doenças e liderança. Ele foi chamado, segundo pensa, para ser “cabeça e não calda”. Ele “amarra e desamarra o Diabo”, “pisa na cabeça da serpente”; “determina” a cura, a aquisição da casa própria; “profetiza” restituição, bênçãos e vitórias e toma “posse” de todas as bênçãos. Muitos, em função de valorizar a forma em vez da essência, o luxo no lugar da simplicidade, tornaram-se vítimas de suas próprias concupiscências. Não há qualquer problema em o crente adquirir seu imóvel próprio, em levar uma vida saudável e desfrutar de certas comodidades materiais, mas não deve reduzir a essência da fé cristã e da pregação do evangelho às bênçãos materiais.

 

OBJETIVOS

 

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

  • Interceder a favor dos que estão presos nas correntes do triunfalismo.
  • Definir e contextualizar o termo simonismo.
  • Explicar as razões pelas quais certos heróis bíblicos foram perseguidos.

 

SÍNTESE TEXTUAL

 

O Triunfalismo é um dos principais ramos dos ensinos da Teologia da Prosperidade. O fundamento teológico de tal ensino, portanto, encontra-se nas mesmas fontes do Movimento da Fé. Há duas realidades concernentes o triunfalismo que precisam ser destacadas. A primeira, de caráter sociológico, diz respeito ao atual contexto sócio-financeiro do povo brasileiro e ao espírito consumista alimentado pela mídia. Os líderes triunfalistas abusam dessa realidade social a ponto de não prometerem apenas o necessário, mais o luxo, o sobressalente, o espetacular. A segunda está relacionada à teologia e a falsa concepção de espiritualidade. Ensinam os homens a se aproximarem de Deus pelo que Ele concede e não pelo que Ele é. A bênção, para eles, é muito mais importante do que o Abençoador. Acrescente o fato de que é enfatizado ao crente o seu direito como filho de Deus, enquanto as suas obrigações morais, exigidos pela nova filiação divina, são omitidas.

 

ORIENTAÇÃO DIDÁTICA

 

Professor, nesta lição, dois termos extraídos da Teologia Exegética são mencionados: exegese e eisegese. É possível que seus alunos nunca tenham ouvido falar dessas duas palavras, por isso, usaremos a figura abaixo para ilustrar esses dois conceitos. Na exegese o leitor extrai da Bíblia o sentido pretendido pelo autor; na eisegese, o leitor injeta na Bíblia o sentido que ele considera ser o correto.

 

 

 

COMENTÁRIO

 

introdução

 

Palavra Chave

Hermenêutica: Ciência da Teologia Exegética que ensina os métodos de interpretação da Bíblia.

 

O objetivo dos triunfalistas é basicamente mercadológico. Eles usam os mesmos recursos de marketing para persuadir o povo a receber suas crenças e práticas. Seus líderes inventam campanhas, usando como chamariz textos e personagens do Antigo Testamento. Afoitamente, empregam figuras e símbolos bíblicos completamente fora de contexto como ponto de contato para aproveitar-se da boa fé do povo de Deus e para arrecadar fundos. Alguns deles usam os meios de comunicação para criticar e atacar a teologia e o estudo sistemático da Palavra de Deus.

 

I. OS MERCADORES DA PALAVRA DE DEUS

 

1. Falsificadores e mercadores (2 Co 2.17). A palavra original usada para “falsificadores” é o verbo kapēleuō que, segundo os dicionários da língua grega, significa “traficar, comerciar, falsificar, adulterar, lucrar com um negócio”. No contexto do Novo Testamento, o apóstolo está referindo-se tanto aos mercadores, aqueles que usam a Palavra de Deus visando interesses pessoais, como aos falsificadores — os que adulteram a Palavra, a fim de agradar as pessoas e delas tirarem vantagens.

2. Prática da simonia. A palavra “simonia” procede do nome de Simão, o mágico de Samaria, que intentou comprar o dom do Espírito (At 8.18-21). Hoje, é aplicada aos mercadores da fé, que oferecem as bênçãos divinas mediante o pagamento de certa quantia em dinheiro. O apóstolo Paulo via, com muita tristeza, o crescimento dessa tendência mercadológica; para combatê-la, usou uma palavra cujo sentido é “falsificar ou mercadejar a Palavra de Deus”. Isso envolve práticas de simonia e adulteração da Palavra de Deus; é transformar o cristianismo numa prática comercial, visando apenas interesses pessoais.

3. Forma bíblica de levantar recursos financeiros. A obra de Deus faz-se com milagres e recursos financeiros. A Bíblia estabelece regras para se levantar tais recursos: dízimos e ofertas (Ml 3.10). No que tange a esse procedimento, o apóstolo Paulo baseava-se no sistema sacerdotal estabelecido na Lei de Moisés (1 Co 9.9,10) e nas palavras do próprio Senhor Jesus (1 Co 9.14). No entanto, muitos confundem a fé cristã com negócios e colocam a igreja nessa esfera, banalizando o sagrado e reduzindo as coisas de Deus à categoria de mero produto comercial. O tema do culto cristão é o Senhor Jesus, e não, as ofertas.

 

II. OS HERÓIS DA FÉ

 

1. Os que fizeram proezas (vv.32-34). Encontramos na Bíblia muitos homens que fizeram proezas pelo poder de Deus: Gideão, Baraque, Sansão, Jefté, Davi, Samuel entre outros. As conquistas foram para o povo de Deus; não para o seu deleite pessoal (Tg 4.3). É lastimável alguém usar essas passagens bíblicas para prometer ao povo carros importados, mansões e outras benesses materiais.

2. Os mártires e perseguidos (vv.36-38). A lista dos heróis da fé, registrada em Hebreus 11, mostra, por si só, as falácias dos triunfalistas. Nela, encontramos os que fizeram sucesso em nome do Deus de Israel, mas também os que sofreram todas as espécies de perseguições e intempéries. Isso mostra que, para cada crente, Deus tem um propósito específico.

3. A decepção. Outra prova das falácias triunfalistas é que muitos dos que acreditaram nessa mensagem estão decepcionados e, até revoltados, pois se sentem enganados. A decepção não é com Deus e nem com a Sua Palavra, mas com os promotores do triunfalismo.

 

III. EXEGESE X EISEGESE

 

1. Etimologia de “exegese”. O vocábulo “exegese” significa “exposição, explicação”. O sentido de exegese é extrair, conduzir para fora como um comentário crítico que analisa o texto no contexto original e o seu significado na atualidade (Ne 8.8); não é simplesmente uma exposição textual. Os princípios da exegese são conhecidos como hermenêutica, a ciência da interpretação. A interpretação correta, por conseguinte, vem de dentro da Bíblia.

2. A falsificação chamada eisegese. A interpretação peculiar e tendenciosa de um texto bíblico vem de fora para dentro. As seitas são especialistas nisso. A eisegese, portanto, é o inverso da exegese. A preposição grega eis, “para dentro”, indica movimento de “fora para dentro”. Trata-se de uma maneira de contrabandear para o texto das Escrituras Sagradas as crenças e práticas particulares do intérprete. A serpente, no Éden, argumentou com Eva algo que Deus não havia falado (Gn 2.16,17; 3.1). Satanás citou fora do contexto o salmo 91.11 (Mt 4.5,6). Isso é o que se denomina de eisegese. Da mesma forma, são os artifícios atuais dos triunfalistas.

 

IV. O ESTUDO DA PALAVRA DE DEUS

 

1. Interesse pela ignorância. A Igreja Católica proibiu a leitura da Bíblia aos leigos no Concílio de Toulouse, França, em 1222. Isso facilitou ao clero romano a manipulação do rebanho durante séculos. Hoje, essa história parece repetir-se, pois há campanha sistemática de alguns desses triunfalistas contra o estudo da Palavra de Deus, pois querem ensinar algo que não está de acordo com a Bíblia. A vontade de Deus, com relação à Bíblia, é que seus filhos leiam, meditem e examinem as Escrituras Sagradas (Js 1.8; Sl 1.2; At 17.11).

2. O cuidado com o formalismo. Nossos pioneiros jamais manifestaram ojeriza pelo estudo da Palavra de Deus. Pelo contrário: eram os maiores incentivadores do conhecimento bíblico. Eles criaram as nossas conhecidas escolas bíblicas de obreiros para oferecer, a todos os interessados, o conhecimento das Escrituras Sagradas (2Tm 2.15). No entanto, preocupavam-se eles com o formalismo e a ordenação de ministros pelos simples fato de estes possuírem um diploma de teologia, pois o ministério quem dá é Deus (Ef 4.11).

3. O poder da Palavra de Deus. Muitos estão nesses movimentos com o propósito de servir a Deus. É verdade que se converteram a Cristo mediante o trabalho dos triunfalistas; isso ninguém pode negar. A Palavra é a semente (Mt 13.19), e a mão enferma ou infeccionada que a semeia não compromete a germinação nem o seu nascimento. Mas a verdade é que muitos lá estão por haverem recebido a promessa de ficar ricos e de ter seus problemas resolvidos, e não como resultado do novo nascimento em Cristo Jesus. Quem segue um evangelho errado pode também terminar num céu errado.

 

CONCLUSÃO

 

Os triunfalistas proferem seus ataques contra todos os que amam e estudam a Palavra de Deus. Isto porque se sentem ameaçados; pois sabem que, dificilmente, ficarão entre eles os que descobrirem a verdade na leitura e no estudo da Bíblia.

 

VOCABULÁRIO

 

Eisegese: Método que consiste em injetar no texto um significado estranho ao sentido do autor.
Exegese: Comentário ou dissertação técnica do texto.

 

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

 

BENTHO, E. C. Hermenêutica fácil e descomplicada. 3.ed., RJ: CPAD, 2005.

 

EXERCÍCIOS

 

1. A quem se aplica, hoje, o termo “simonia”?

R. Aos mercadores da fé, que oferecem as bênçãos divinas mediante o pagamento de certa quantia em dinheiro. Envolve práticas de adulteração da Palavra de Deus e transformação do cristianismo em uma religião comercial.

 

2. Qual a diferença entre exegese e eisegese?

R. A exegese extrai o sentido das Escrituras, enquanto na eisegese o intérprete insere um significado contrário ao proposto do autor.

 

3. Por que os triunfalistas são contra o estudo da Palavra de Deus?

R. Pois desejam ensinar algo que não está de acordo com a Bíblia.

 

4. Qual a vontade de Deus com relação à Bíblia?

R. A vontade de Deus com relação à Bíblia, é que seus filhos leiam, meditem e examinem as Escrituras Sagradas (Js 1.8; Sl 1.2; At 17.11).

 

5. Por que os triunfalistas atacam os que estudam a Palavra de Deus?

R. Porque se sentem ameaçados e desejam ensinar doutrinas que não se conformam com a Bíblia.

 

AUXÍLIOS SUPLEMENTARES

 

Subsídio Apologético

 

“Formas pela quais o Intérprete pratica a Eisegese

1) Quando força o texto a dizer o que não diz. O intérprete está cônscio de que a interpretação por ele asseverada não está condizente com o texto, ou então está inconsciente quanto aos objetivos do autor ou do propósito da obra. Entretanto, voluntária ou involuntariamente, manipula o texto a fim de que sua loquacidade possa ser aceita como princípio escriturístico.

2) Quando ignora o contexto, sob pretexto ideológico. Ignorar o contexto é rejeitar deliberadamente o processo histórico e lingüístico que deu margem ao texto. O intérprete, neste caso, não examina com a devida atenção os parágrafos pré e pós-texto, e não vincula um versículo ou passagem a um contexto remoto ou imediato. Uma interpretação que ignora e contraria o contexto não deve ser admitida como exegese confiável.

3) Quando não esclarece um texto a luz de outro. Os textos obscuros devem ser entendidos à luz de outros e segundo o propósito e a mensagem do livro. Recorrer a outros textos é reconhecer a unidade das Escrituras na correlação de idéias. Por vezes, pratica-se eisegese por ignorar a capacidade que as Escrituras têm de interpretar a si mesma.

4) Quando põe a ‘revelação’ acima da mensagem revelada. Muitos intérpretes colocam a pseudo-revelação acima da mensagem revelada. Quando assim asseveram, procuram afirmar infalibilidade à sua interpretação, pois Deus, que ‘revelou’, autor principal das Escrituras, não pode errar. Devemos ter o cuidado de não associar o nome de Deus a mentira.

5) Quando está comprometido com um sistema ou ideologia. Não são poucos os obstáculos que o exegeta encontra quando a interpretação das Escrituras afeta os cânones doutrinários e as tradições de sua denominação. Por outro lado, até as ímpias religiões e seitas encontram falsas justificativas bíblicas para ratificar as suas heresias. Kardec citava a Bíblia para defender a reencarnação! Muitos movimentos sectários torcem as Escrituras. Utilizar as Escrituras para apologizar um sistema ou ideologia pode passar de uma eisegese para uma heresia aplicada” (BENTHO, E. C. Hermenêutica fácil e descomplicada.3.ed., RJ: CPAD, 2005, pp.69-72).

 

 

 

 

 

 

Lições Bíblicas CPAD

Jovens e Adultos

 

 

 

2º Trimestre de 2006

 

Título: Heresias e Modismos — Combatendo os erros doutrinários

Comentarista: Esequias Soares

 

 

 

Lição 12: A superstição religiosa

Data: 18 de Junho de 2006

 

TEXTO ÁUREO

 

Porque eu sei em quem tenho crido e estou certo de que é poderoso para guardar o meu depósito até àquele Dia” (2 Tm 1.12b).

 

VERDADE PRÁTICA

 

Superstição religiosa é um conjunto de crendices apoiadas na ignorância, no desconhecido e no medo. Nada tem a ver com a fé que professamos.

 

LEITURA DIÁRIA

 

Segunda - 2 Rs 18.4

Superstição e idolatria são condenadas na Bíblia

 

 

 

Terça - Is 34.14

O fantasma noturno chamado Lilite

 

 

 

Quarta - Ez 21.21

Superstições adivinhatórias: hepatoscopia e rabdomancia

 

 

 

Quinta - At 8.9-11

O engano das práticas mágicas e supersticiosas

 

 

 

Sexta - At 17.22

Às vezes, superstição é confundida com religião

 

 

 

Sábado - At 25.19

Os incrédulos, às vezes, chamam nossas crenças e práticas de superstição

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

 

Atos 19.13-19.

 

13 - E alguns dos exorcistas judeus, ambulantes, tentavam invocar o nome do Senhor Jesus sobre os que tinham espíritos malignos, dizendo: Esconjuro-vos por Jesus, a quem Paulo prega.

14 - Os que faziam isto eram sete filhos de Ceva, judeu, principal dos sacerdotes.

15 - Respondendo, porém, o espírito maligno, disse: Conheço a Jesus e bem sei quem é Paulo; mas vós, quem sois?

16 - E, saltando neles o homem que tinha o espírito maligno e assenhoreando-se de dois, pôde mais do que eles; de tal maneira que, nus e feridos, fugiram daquela casa.

17 - E foi isto notório a todos os que habitavam em Éfeso, tanto judeus como gregos; e caiu temor sobre todos eles, e o nome do Senhor Jesus era engrandecido.

18 - Muitos dos que tinham crido vinham, confessando e publicando os seus feitos.

19 - Também muitos dos que seguiam artes mágicas trouxeram os seus livros e os queimaram na presença de todos, e, feita a conta do seu preço, acharam que montava a cinqüenta mil peças de prata.

 

PONTO DE CONTATO

 

Caro professor, é provável que você conheça algumas pessoas que apregoam “certas verdades” baseadas em crenças infundadas ou que até mesmo utilizem amuletos e usem expressões com o fim de afastarem maus espíritos. Muitas destas pessoas agem assim por temerem aquilo que desconhecem ou ignoram, ou seja, são supersticiosas. Aproveite o ensejo desta lição e conte, na introdução da aula, algumas experiências neste sentido. Dê também a seus alunos a oportunidade de relatarem suas próprias experiências.

 

OBJETIVOS

 

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

  • Definir o sentido do termo “superstição” conforme empregado no Novo Testamento.
  • Refutar com textos bíblicos o uso de palavras e objetos com sentido supersticioso.
  • Relacionar as características das crenças animistas.

 

SÍNTESE TEXTUAL

 

Superstições são crenças alicerçadas sobre sentimentos irracionais, que levam as pessoas, em razão de sua credulidade excessiva, a temerem o desconhecido, sobrenatural. Quem é supersticioso acredita em presságios, encantamentos, sinais, ritos específicos e tantos outros elementos que repousam sobre a fé em coisas irracionais. A Palavra de Deus reprova vigorosamente as superstições. Atos dos Apóstolos registra um episódio em que Paulo e Barnabé, quando pelo poder de Cristo curaram a um coxo em Listra, quase foram idolatrados como Júpiter e Mercúrio pelos habitantes daquele país. Os servos de Deus protestaram com veemência contra o ato supersticioso. No Antigo Testamento, eram proibidas as adivinhações (Lv 19.31), a bruxaria, os augúrios a feitiçaria e magia (2 Rs 21.6). Temos de ter muito cuidado para que essas práticas não solapem nossa fé e assolem nossas igrejas.

 

ORIENTAÇÃO DIDÁTICA

 

Coloque no quadro-de-giz a maior quantidade de superstições que conseguir reunir, tais como amuletos: pé de coelho, galho de arruda, ferradura de cavalo etc., dias especiais, crendices, simpatias e magias. Para que o trabalho fique mais interessante e participativo, conte com a ajuda dos alunos. Quando a lista estiver bem substanciosa, comente cada tipo de superstição e faça uma exposição de textos bíblicos que condenam essas práticas.

 

COMENTÁRIO

 

introdução

 

A superstição está presente em todas as religiões, novas e velhas. É nociva à fé cristã em razão de levar o indivíduo a temer coisas inócuas e depositar a fé em coisas absurdas. Quem já não viu alguém procurar se proteger com um galho de arruda, com ferradura de cavalo na porta de casa, ou usar uma figa esperando obter sucesso? Os supersticiosos estão inclinados a acreditar em tudo, menos na Palavra de Deus.

 

I. ETIMOLOGIA

 

1. O termo grego. O substantivo grego empregado no Novo Testamento correspondente à palavra superstição édeisidaimonia. Essa palavra aparece apenas em Atos 25.19. De modo semelhante, o adjetivo procedente do original significa “piedoso, supersticiosos ou religiosos” (At 17.22). O termo procede de duas palavras gregas cujo sentido é “temor aos demônios, aos espíritos malignos ou as divindades pagãs”. Portanto, o vocábulo “superstição” designa um sentimento religioso fundamentado na ignorância, no medo de coisas sobrenaturais e na confiança em coisas ineficazes. Trata-se, por conseguinte, de uma crendice popular baseada em crenças infundadas.

2. O termo em nossas versões. A versão Almeida Atualizada e a Tradução Brasileira traduziram os vocábulos originais por “religião” e “religioso”, enquanto a Almeida Corrigida, por “superstição” e “supersticioso”. Agripa na qualidade de judeu, embora desconhecendo a natureza da questão sobre a ressurreição de Jesus, jamais chamaria essas coisas de mera superstição (At 25.19). O apóstolo Paulo, no areópago em Atenas, como disse alguém, empregou o termo com “amável ambigüidade” (At 17.22).

3. O termo latino. Jerônimo, na Vulgata Latina, traduziu os referidos termos por superstitio, (At 25.19) que significa “superstição, religião, culto, excessivo receio dos deuses, adivinhação, arte de predizer o futuro” e superstitiosus, “supersticioso” (At 17.22).

4. O termo no mundo romano. Havia diferença entre religião e superstição no mundo romano. O cristianismo, mais tarde, adotou essa distinção. Segundo Agostinho de Hipona, o homem supersticioso distingue-se do religioso, citando Varrão, autor romano (116-27 a.C), afirma que o supersticioso teme os deuses como inimigos, e o religioso reverencia-os como pais. A idéia dessa palavra no mundo romano é uma forma antiquada de culto, como deterioração ou algo ultrapassado, rejeitado pela religião oficial. Podemos resumir superstição como a crendice do medo (Jr 10.2).

 

II. CARACTERÍSTICAS ANIMISTAS

 

1. Animismo. Apesar da superstição estar presente em todas as religiões, é no animismo que ela praticamente se confunde. Animismo é a crença que atribui vida espiritual ou alma a coisas inanimadas. Os animistas acreditam que plantas e animais possuem alma, que a natureza está carregada de seres espirituais e que o espírito dos mortos vagueia pelos lugares onde as pessoas viviam ou costumavam freqüentar (Is 34.14). É conseqüência da Queda no Éden (Rm 1.23,25,28).

2. Fetiches. Os ídolos representam divindades ao passo que o fetichismo se caracteriza por atribuir propriedades mágicas ou divinas a certos objetos. Em muitos casos, os fetichistas dispensam, a tais objetos, reverência, adoração, gratidão e oferendas, esperando receber graças ou vinganças dessas divindades ou espíritos.

 

III. SUPERSTIÇÕES DO COTIDIANO

 

1. Amuletos e talismãs. É a crença no afastamento dos maus espíritos apenas pelo uso de certos objetos como galho de arruda, ferradura de cavalo na porta de casa, pé-de-coelho etc. Muitas vezes, são usados como objetos de adornos. O profeta Isaías incluiu os amuletos na lista de adornos femininos, traduzido por “arrecadas” na Versão Almeida Corrigida (Is 3.20). A palavra hebraica, aqui, é lahash, também usada para encantamento (Ec 10.11; Jr 8.17). Talismã consiste em letras, símbolos ou palavras sagradas, nomes de anjos ou demônios com o objetivo de afastar o mal de quem os usa.

2. Rogos do espirro. “Saúde!”, “Deus te crie!”, ou, expressão mais erudita como Dominus caetum!, “o Senhor te crie!”,hayim!, “vida!”, em Israel; são expressões que ouvimos no dia-a-dia quando alguém espirra. Por que não acontece o mesmo quando alguém tosse? Os antigos acreditavam que o espírito do homem residia na cabeça, e um bom espirro era o suficiente para sua fuga e, ao fazer uma pequena prece, ele permanecia na pessoa que espirrou. Hoje, isso já virou etiqueta social.

3. Sexta-feira 13. O número 13 é tido por alguns como bom agouro e para outros como infortúnio. Há até edifícios em que passam do 12° para o 14° andar temendo desgraças. A sexta-feira 13 é considerada um dia de azar. Uns atribuem a superstição sobre o número 13 aos vikings ou a outros normandos. Há também os que atribuem ao cristianismo, já que sexta-feira foi o dia em que Jesus morreu e 13 é uma referência a Judas Iscariotes que, segundo os supersticiosos, era o décimo terceiro homem da reunião da Última Ceia. Mas, não há indício algum para confirmar essa versão.

 

IV. SUPERSTIÇÕES SUPOSTAMENTE BÍBLICAS

 

1. Segunda-feira azarada. Os judeus não consideram a segunda-feira um bom dia para negócios, porque no relato da criação, em Gênesis 1, não consta o registro “e viu Deus que era bom”, como aparece nos demais dias. Mas, no dia terceiro, aparece duas vezes a expressão “e viu Deus que era bom” (Gn 1.10,12), por isso é o dia tradicional de cerimônia de casamentos e, também, o dia em que se celebram grandes negócios em Israel. O costume baseia-se na interpretação incorreta de uma passagem bíblica. A bênção divina para o sucesso, todavia, não depende do dia em que o evento é realizado, e sim na confiança em Deus (Sl 37.3-5).

2. Mezuzá. Palavra hebraica que significa “portal, umbral, ombreira” (Êx 12.7). Esse termo é usado hoje para identificar o pequeno tubo metálico que os judeus usam no umbral direito da porta, seguindo o prescrito na Lei de Moisés (Dt 6.4-9). Isso não deve ser considerado superstição, pois tem fundamento bíblico, como não é superstição um cristão colocar em seu lar quadros com versículos bíblicos e outros motivos cristãos como identificação de sua fé. Mas os judeus cabalísticos da Idade Média transformaram a mezuzá em amuletos e talismãs, como objetos de proteção.

3. O perigo da inversão de valores. Não confundir o Cristo da cruz com a cruz de Cristo. Os hebreus consideravam a simples presença da arca da aliança na guerra como garantia de vitória (1 Sm 4.4-11). Ainda hoje, alguns crentes crêem estar protegidos de infortúnio e mau augúrio só porque mantêm a Bíblia aberta no salmo 91. Isso significa transformar a fé viva no Deus todo-poderoso em mera superstição ou amuleto. A proteção vem da confiança em Deus e na obediência à Sua Palavra (Js 1.8;1 Jo 5.4).

4. Fé cristã não é superstição. Os filhos de Ceva, tendo em vista o misticismo de Éfeso, cuidaram fosse o apóstolo Paulo um mágico com uma nova fórmula: o nome de Jesus (At 19.13). Mas eles se equivocaram. Ainda hoje há os que transformam elementos cristãos em superstições. Baseados em lendas de vampiros, muitos supõem que, exibindo uma cruz, podem expulsar os espíritos maus. Jesus disse: “em meu nome expulsarão demônios” (Mc 16.17). Ele conferiu essa autoridade aos seus servos (Mt 10.8). Todos os que usarem o nome de Jesus como amuletos poderão ter a mesma decepção dos filhos de Ceva (At 19.16).

 

CONCLUSÃO

 

As superstições, independentemente de sua origem, são nocivas à fé cristã. Crer em coisas triviais, ou nas aparentemente bíblicas, é rejeitar a fé em Deus ou acrescentar algo além dEle. Nós cremos num Deus que pode guardar-nos de todos os males (2 Tm 1.12).

 

VOCABULÁRIO

 

Animismo: Filosofia religiosa segundo a qual uma só e mesma alma é o princípio da vida e do pensamento. Considera todos os seres da natureza dotados de vida e capazes de agir conforme uma finalidade. O animismo confunde o Criador com a criatura.
Vulgata Latina: Versão escrita em latim dos originais gregos e hebraicos preparada por Jerônimo em 400 A.D. revisada posteriormente por Clemente VIII, em 1592.

 

EXERCÍCIOS

 

1. Por que a superstição é nociva à fé cristã?

R. Porque crer em coisas triviais ou nas aparentemente bíblicas, é rejeitar a fé em Deus ou acrescentar algo além dEle.

 

2. Como podemos resumir a superstição?

R. A crendice do medo.

 

3. Em que consiste a crença animista?

R. Crença que atribui vida espiritual ou alma a coisas inanimadas.

 

4. Por que o mezuzá em si não é superstição?

R. Porque tem fundamento bíblico.

 

5. O que significa esperar proteção divina mediante a Bíblia aberta no salmo 91?

R. Significa transformar a fé viva no Deus Todo-Poderoso em mera superstição ou amuleto.

 

AUXÍLIOS SUPLEMENTARES

 

Subsídio Apologético

 

“Evangélicos supersticiosos

Não seria o uso de elementos como galhinho de arruda, sal grosso e copo d’água na liturgia uma volta ao misticismo medieval, tão condenado pelos reformadores? A teologia da maldição hereditária não seria um vilipêndio à doutrina da graça e uma superstição religiosa em sua essência? Lamentavelmente, é nítida a existência de casos de superstição entre evangélicos, mas isso é resultado da ausência de orientação bíblica. Nas igrejas onde o povo recebe o ensino sistemático e sadio da Palavra de Deus raramente existe isso.

Alguns casos de supersticiosidade entre evangélicos são menores, outros são mais graves. Alguns exemplos do primeiro tipo são deixar a Bíblia aberta no Salmo 91 para afastar desgraças; utilizar a expressão ‘Tá amarrado!’ de forma séria, como uma espécie de precaução espiritual; abrir a Bíblia aleatoriamente para ‘tirar um versículo’ que funciona como a orientação de Deus para tomarmos uma decisão; trocar a leitura sistemática e regular da Bíblia pela ‘caixinha de promessas’; reputar que a oração no monte tem mais eficácia do que a feita dentro do quarto ou na igreja; dormir empacotado para que Deus, ao nos visitar à noite, não se entristeça; e acreditar que objetos ou algum suvenir de Israel (pedrinhas, água do Rio Jordão, folhas) têm algum poder especial.

O protestantismo foi um dos grandes catalisadores do fim da superstição da Idade Média, que havia sido implementado por um catolicismo cada vez mais decadente. É só reexaminarmos a história e veremos que, antes da Reforma, o mundo medieval era cheio de fantasmas, duendes, gnomos, demônios, anjos e santos. O povo era ignorante, extremamente supersticioso e não tinha acesso à leitura. A própria Igreja Católica Romana fomentava e explorava isso. Foram os evangélicos que combateram tudo isso, inclusive apoiados pelos humanistas da época.

Um exemplo de caso grave de superstição é o caso da teologia da maldição hereditária, que declara insuficiente a obra de Cristo na vida da pessoa, pois afirma que, depois de salvo por Jesus, o cristão deve desenterrar o seu passado e o de seus familiares para quebrar uma a uma todas as possíveis maldições que acometeram seus ante-passados e que ainda repousariam sobre ele, se não a libertação não será completa. Além de não ter base bíblica (2 Co 5.17), essa teologia defende um princípio quase reencarnacionista, estabelecendo um carma na vida da pessoa a partir de seus parentes. (...) Fujamos de toda a sorte de superstição. Que nossa fé seja absolutamente bíblica” (SILAS, D. Há evangélicos supersticiosos? In RESPOSTA FIEL, Ano 2, n° 6, pág. 25, CPAD, 2003.).

 

 

 

 

 

Lições Bíblicas CPAD

Jovens e Adultos

 

 

 

2º Trimestre de 2006

 

Título: Heresias e Modismos — Combatendo os erros doutrinários

Comentarista: Esequias Soares

 

 

 

Lição 13: O discernimento espiritual do crente

Data: 25 de Junho de 2006

 

TEXTO ÁUREO

 

Mas o que é espiritual discerne bem tudo, e ele de ninguém é discernido” (1 Co 2.15).

 

VERDADE PRÁTICA

 

Discernimento é a habilidade conferida pelo Espírito Santo ao cristão para distinguir o real do aparente e a verdade da mentira.

 

LEITURA DIÁRIA

 

Segunda - Mt 16.1-3

Os hipócritas não discernem o tempo de Deus

 

 

 

Terça - At 5.1-5

O exemplo clássico de discernimento

 

 

 

Quarta - 1 Co 2.14

O homem natural não compreende as coisas espirituais

 

 

 

Quinta - 1 Co 12.10

O dom de discernir os espíritos

 

 

 

Sexta - Hb 4.12

A Palavra de Deus é apta para discernir os pensamentos dos corações

 

 

 

Sábado - Hb 5.14

O discernimento do crente experiente

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

 

Deuteronômio 13.1-3; Atos 16.16-18.

 

Deuteronômio 13

1 - Quando profeta ou sonhador de sonhos se levantar no meio de ti e te der um sinal ou prodígio,

2 - e suceder o tal sinal ou prodígio, de que te houver falado, dizendo: Vamos após outros deuses, que não conheceste, e sirvamo-los,

3 - não ouvirás as palavras daquele profeta ou sonhador de sonhos, porquanto o SENHOR, vosso Deus, vos prova, para saber se amais o SENHOR, vosso Deus, com todo o vosso coração e com toda a vossa alma.

 

Atos 16

16 - E aconteceu que, indo nós à oração, nos saiu ao encontro uma jovem que tinha espírito de adivinhação, a qual, adivinhando, dava grande lucro aos seus senhores.

17 - Esta, seguindo a Paulo e a nós, clamava, dizendo: Estes homens, que nos anunciam o caminho da salvação, são servos do Deus Altíssimo.

18 - E isto fez ela por muitos dias. Mas Paulo, perturbado, voltou-se e disse ao espírito: Em nome de Jesus Cristo, te mando que saias dela. E, na mesma hora, saiu.

 

PONTO DE CONTATO

 

Estimado professor, chegamos ao final de mais um trimestre. Louvamos a Deus pelo discernimento que Ele tem nos dado com o estudo destas lições bíblicas. Sabemos que o homem natural, que não tem o Espírito, não distingue o certo do errado, o puro do impuro, o santo do profano. Mas o filho de Deus discerne bem entre o certo e o errado.

Assim como Paulo, na era apostólica, levantou-se cheio de ousadia e repreendeu o espírito de adivinhação daquela jovem, da mesma maneira, Pedro, orientado pelo Espírito Santo, foi sabedor das reais intenções de Ananias. É, portanto, desejo de Deus que nós, cristãos da presente era, peçamos a Ele que capacite homens com o Seu poder e com o dom de discernimento dos espíritos, a fim de livrar nossas igrejas de heresias e movimentos que cercam o povo de Deus.

 

OBJETIVOS

 

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

  • Discernir os ensinos que invadem nossas igrejas.
  • Reconhecer a necessidade do discernimento.
  • Interceder pelos líderes para Deus outorgar-lhes discernimento.

 

SÍNTESE TEXTUAL

 

A necessidade do discernimento espiritual e do conhecimento das doutrinas bíblicas tem aumentado nesses dias devido ao crescimento das sutilezas de Satanás. Mas por outro lado, estamos advertidos por Jesus que disse: “porque surgirão falsos cristos e falsos profetas e farão tão grandes sinais e prodígios, que, se possível fora, enganariam até os escolhidos. Eis que eu vo-lo tenho predito.” (Mt 24.24). Hoje, faz-se necessário o dom de discernir os espíritos que estão camuflados com doutrinas que parecem cristãs.

 

ORIENTAÇÃO DIDÁTICA

 

Como seus alunos reagiram durante este trimestre? O tema das lições foi cativante? Nesta última lição, propomos um recurso que visa despertar seus alunos quanto as doutrinas que invadem nossas igrejas através das músicas que, cheias de sensacionalismos e emoções, arrebanham vidas. As músicas sempre defendem uma visão doutrinária, por isso, escreva trechos de músicas sacras e outras com teor duvidoso (músicas que colocam o arcanjo Miguel como maestro do coral de Deus, ou outras que incitam pessoas a mergulharem numa aventura de fé, como alguns hinos denominados de guerra ou de adoração), em folhas de papel e dê aos alunos para eles analisarem a letra à luz da Bíblia. Conceda-lhes alguns minutos para debaterem entre si e depois conclua corrigindo as letras dos hinos e valorizando as músicas com letras doutrinárias.

 

COMENTÁRIO

 

introdução

 

Durante este trimestre aprendemos a precavermo-nos das sutilezas de Satanás e dos perigos à nossa volta. Há heresias, aberrações teológicas e doutrinas que parecem cristãs. Por meio do ensino dos falsos mestres é possível o cristão reconhecer a fonte, mas, às vezes, tais doutrinas são apresentadas de maneira sutil, tornando-se impossível o seu discernimento sem a ajuda do Espírito Santo.

 

I. DEFININDO OS TERMOS

 

1. Sinais e prodígios (v.1). A palavra hebraica ’ôth, traduzida no texto, por “sinal” é termo genérico que significa: “marca, insígnia, indício, milagre, sinal miraculoso”. Quando o sentido é de sinais miraculosos, ’ôth vem acompanhado do termo hebraico mophēth, “maravilha, milagre, sinal, feito” (Êx 7.3; Dt 4.34; 6.22). O Novo Testamento usa o termo grego sēmeion para descrever os milagres operados por Jesus (At 2.22). À luz do texto sagrado, é perfeitamente possível alguém manifestar tais sinais e maravilhas sem ser enviado por Deus.

2. Espírito de adivinhação (v.16). A palavra grega usada para “adivinhação” é python, nome de um dragão que, segundo a mitologia clássica, era guardião do templo de Apolo e do oráculo de Delfos. Acreditava-se que Apolo se encarnava nessa serpente para inspirar as pitonisas. Os gregos chamavam de python, portanto, ao adivinho que previa o futuro.

Adivinhação consiste na revelação de segredos do passado, do presente e do futuro. Essa prática associa-se à feitiçaria, cujo intento é usar poderes do mundo espiritual para influenciar as pessoas ou até eventos.

3. Discernimento. A palavra grega para “discernimento” é diakrisis. O termo aparece três vezes com o sentido de contenda (Rm 14.1). Discernimento, pois, é a capacidade de escolher entre o bem e o mal em virtude do crescimento espiritual (Hb 5.14). É a capacidade sobrenatural para se distinguir a fonte da manifestação espiritual, se é de fato do Espírito Santo, de um espírito demoníaco ou meramente humano (1 Co 12.10).

 

II. AS ARMAS ESPIRITUAIS

 

1. O dom do Espírito Santo. O dom de discernir os espíritos aparece logo após o dom de profecia (1 Co 12.10). Por essa razão, muitos vêem no referido dom o recurso para se “julgar” as profecias (1 Co 14.29). Entretanto, o contexto neotestamentário mostra que o dom não se limita a essa função; é também útil para identificar a origem das várias manifestações de profecias, línguas, visões e curas. O discernimento de espíritos manifesta-se em situações em que não é possível, pelos recursos humanos, identificar a origem da atuação sobrenatural.

2. O discernimento apostólico (v.18). Há duas maneiras para se discernir a fonte da mensagem ou dos milagres: pelo conteúdo doutrinário (Hb 5.14; 1 Jo 4.1) ou pela revelação do Espírito Santo (At 5.1-5). O apóstolo Pedro não teria como saber o propósito de Ananias e Safira sem a intervenção do Espírito de Deus. Em Filipos, diz o texto sagrado que a jovem com poderes de adivinhação “isto fez por muitos dias” (v.18): “Estes homens, que nos anunciam o caminho da salvação, são servos do Deus Altíssimo” (v.17). Isso parece mostrar que o discernimento foi tanto pelo conteúdo doutrinário como também pela revelação do Espírito Santo.

 

III. AS ASTÚCIAS MALIGNAS

 

1. Uma mensagem embaraçosa (v.17). A jovem estava possessa, tomada pelo espírito das trevas, logo, a mensagem não vinha de si mesma, mas do espírito que a oprimia. Satanás é o pai da mentira (Jo 8.44) e o principal opositor da obra de Deus (At 13.10). Por que, então, o espírito adivinho elogiou os dois mensageiros de Deus, dizendo a todos que eles eram anunciadores do caminho da salvação e “servos do Deus Altíssimo”? Porque era uma estratégia demoníaca para confundir o povo.

2. O termo “salvação” (v.17). O texto não esclarece a que salvação o espírito imundo referia-se, considerando ser um termo comum entre os pagãos. Essa técnica é usada, ainda hoje, pelas seitas. A salvação dos mórmons, por exemplo, apresenta sentido diferente daquela pregada pelo cristianismo bíblico: como libertação dos pecados (Mt 1.21), livramento da condenação eterna (Rm 8.1) e transformação pelo poder do Espírito Santo (Tt 3.5).

3. Qual a intenção do espírito de adivinhação? O propósito diabólico era dizer a todos que a mensagem que Paulo e Silas pregavam seria a mesma da jovem adivinhadora. Ainda hoje, Satanás usa essa estratégia para fazer o povo acreditar na falsa idéia de que todas as religiões levam a Deus. Essa mensagem é absolutamente oposta à Bíblia; Jesus é singular, o cristianismo é exclusivo; somente Jesus conduz o homem a Deus (Jo 14.6; At 4.12).

 

IV. DISCERNIMENTO

 

1. O falso e o verdadeiro (v.2). Deus deu a Israel profetas legítimos, os quais falaram inspirados pelo Espírito Santo. Mesmo no reino dos profetas, Deus permitiu o surgimento de falsos profetas (2 Pe 1.19-21; 2.1). Como distinguir o falso do verdadeiro? O texto sagrado diz: “profeta ou sonhador... te der um sinal ou prodígio” (v.1). Isso fala de sinais grandiosos que podem impressionar os imprudentes. O termo: “Vamos após outros deuses” (v.2), trata-se de milagres estranhos. Qualquer um, portanto, mesmo com o mínimo de discernimento, tem condições de discernir a fonte desses aparentes milagres.

2. A necessidade do discernimento. Já vimos em lições anteriores a possibilidade de manifestações sobrenaturais por meio de homens não comprometidos com a verdade. Jesus disse que o Anticristo virá fazendo sinais, prodígios e maravilhas de maneira tal que, se possível fora, enganaria até os escolhidos (Mt 24.24). Os agentes de Satanás transformam-se em anjo de luz, e seus mensageiros em ministros de justiça (2 Co 11.13-15). O crente depende da ajuda do Espírito Santo para discernir a verdade, e, para isso, é necessário estar em comunhão com Ele.

 

CONCLUSÃO

 

É dever do cristão não se levar pela manifestação de sinais sobrenaturais sem antes ter certeza de sua origem. Há quem defenda a ortodoxia cristã, mas não tem qualidade ética, não vive o que prega e nem prega o que vive. Por outro lado, há quem viva uma vida exemplar, mas cuja doutrina é heresia. Que Deus abençoe e ajude-nos! Fiquemos sempre na Palavra de Deus.

 

VOCABULÁRIO

 

Cardeal: Principal, fundamental.
Imediatista: Praticante do imediatismo; sistema de atuar dispensando mediações e rodeios. Filosofia e prática daqueles que cuidam absorventemente do que dá vantagem imediata.
Sine qua non: Condição sem a qual é impossível.

 

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

 

LIMA, P. C. O que está por trás do G-12. RJ: CPAD, 2000.

 

EXERCÍCIOS

 

1. Em que consiste a adivinhação?

R. Consiste na revelação de segredos do passado, do presente e do futuro.

 

2. Quais as funções do dom de discernir os espíritos?

R. Identificar a origem de diversas manifestações espirituais.

 

3. Quais as duas maneiras para se discernir a fonte dos milagres?

R. Pelo conteúdo doutrinário ou pela revelação do Espírito Santo.

 

4. O que significa o termo discernimento?

R. Discernimento é a capacidade de escolher entre o bem e o mal em virtude cio crescimento espiritual.

 

5. O que o Senhor disse do Anticristo?

R. Que o Anticristo fará sinais, prodígios e maravilhas de maneira tal que, se possível fora, enganaria ate os escolhidos.

 

AUXÍLIOS SUPLEMENTARES

 

Subsídio Apologético

 

“O momento é de alerta

O momento atual da Igreja de Jesus Cristo impõe urgência ao tratar as doutrinas fundamentais da Bíblia Sagrada como prioridade inegociável. É preciso escrevê-las, discuti-las, ensiná-las com mais profundidade e dedicação para que possam ser aprendidas, lembradas, divulgadas como tarefa sine qua non da igreja.

No passado, gastávamos muito tempo falando mais de costumes do que de doutrina. Hoje, infelizmente, não falamos nem de uma coisa nem de outra. Muitos de nossos púlpitos estão indefinidos porque cederam à tentação dos avivamentos coreográficos, da exibição dos grandes números e da cultura imediatista, as quais flagelam os que procuram seriedade no servir a Deus.

Algumas igrejas, por causa disso, tornaram-se patrocinadoras de espetáculos e locais onde o ego humano é ‘massageado’, com o nítido objetivo de crescimento rápido e vantajoso. Resultado: vulnerabilidade doutrinária e frenesi pelas novidades (At 17.21).

Com a falta de ensino bíblico em muitos de nossos púlpitos, criou-se no povo um fascínio desesperadamente ambicioso pela experiência, que acabou se tornando a pedra de toque da vida da esmagadora maioria dos crentes pentecostais. As profecias, sem nenhum ensino, acabaram tomando o primeiro lugar na preferência da maioria dos nossos cultos, valendo, para muitos, mais uma profecia do que um ensino bíblico.

Não esqueçamos que o nascedouro de heresias é sempre a ausência de estudo bíblico sistemático. Ademais, o povo de Deus precisa ter conhecimento das doutrinas cardeais das Sagradas Escrituras para poder se defender das heresias.

Precisamos, portanto, e com muita urgência, fazer uma nova leitura das necessidades reais do nosso povo e da sociedade ao nosso redor e pensar num meio de tornar as Boas Novas do Evangelho mais convincentes para o homem atual” (LIMA, P. C. O que esta por trás do G-12. RJ: CPAD, 2000, pp.30-31).

fonte www.avivamentonosul21.comunidades.net