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o dia de pentecostes atos 2
o dia de pentecostes atos 2

A Vinda do Espírito Santo At 1.12-2.13

 

O rei Davi planejou a edificação do Templo e reuniu os materiais necessários. Mas foi Salomão, seu suces­sor, quem o erigiu (1 Cr 29.1,2). Jesus igualmente pla­nejou a Igreja durante seu ministério terreno (Mt 16.18; 18.17). Preparou os materiais humanos, porém deixou ao seu sucessor e representante, o Espírito Santo, o tra­balho de erigi-la. Foi no dia de Pentecoste que esse tem­plo espiritual foi construído e cheio da glória do Senhor (cf. Êx 40.34,35; 1 Rs 8.10,11; Ef 2.20,2). O dia de Pentecoste era o aniversário da Igreja, e o cenáculo, o local do seu nascimento, como tem sido apresentado no nosso site ebdareiabranca.com.

 

I - O Dia 

"E, cumprindo-se o dia de Pentecostes..." O nome "Pen­tecoste" (derivado da palavra grega "cinquenta") era dado a uma festa religiosa do Antigo Testamento. A festa era assim denominada por ser realizada 50 dias após a Páscoa (ver Lv 23.15-21). Observe sua posição no calendário das festas. Em primeiro lugar festejava-se a Páscoa. Nela se comemorava a libertação de Israel no Egito. Celebravam a noite em que o anjo da morte alcançou os primogênitos egípcios, enquanto o povo de Deus comia o cordeiro em casas marcadas com sangue. Esta festa tipifica a morte de Cristo, o Cordeiro de Deus, cujo sangue nos protege do juízo divino.

 

No sábado, após a noite de Páscoa, os sacerdotes colhi­am o molho de cevada, previamente selecionado. Eram as primícias da colheita, que deviam ser oferecidas ao Senhor. Cumprido isto, o restante da colheita podia ser ceifado. A festa tipifica Cristo, "as primícias dos que dormem" (1 Co 15.20). O Senhor foi o primeiro ceifado dos campos da morte para subir ao Pai e nunca mais morrer. Sendo as primícias, é a garantia de que todos quantos nele creem segui-lo-ão pela ressurreição, entrando na vida eterna.

 Quarenta e nove dias eram contados após o oferecimen­to do molho movido diante do Senhor. E no quinquagésimo dia - o Pentecoste - eram movidos diante de Deus dois pães. Os primeiros feitos da ceifa de trigo. Não se podia preparar e comer nenhum pão antes de oferecer os dois primeiros a Deus. Isto mostrava que se aceitava sua sobe­rania sobre o mundo. Depois, outros pães podiam ser assa­dos e comidos. O significado típico é que os 120 discípu­los no cenáculo eram as primícias da igreja cristã, ofereci­das diante do Senhor por meio do Espírito Santo, 50 dias após a ressurreição de Cristo. Era a primeira das inúmeras igrejas estabelecidas durante os últimos 20 séculos.

 O Pentecoste foi a evidência da glorificação de Cristo. A descida do Espírito era como um "telegrama" sobrena­tural, informando a chegada de Cristo à mão direita de Deus. Também testemunhava que o sacrifício de Cristo fora acei­to no Céu. Havia chegado a hora de proclamar sua obra consumada.

 

O Pentecoste era a habitação do Espírito no meio da igreja. Após a organização de Israel, no Sinai, o Senhor veio morar no seu meio, sendo sua presença localizada no Tabernáculo. No dia de Pentecoste, o Espírito Santo veio habitar na Igreja, a fim de administrar, dali, os assuntos de Cristo.

 

II - O Local (At 1.12-14) 

"Estavam todos reunidos no mesmo lugar". O horário era antes das nove da manhã (a hora do culto matutino). O lugar era o cenáculo (At 1.14) duma casa particular, local regular para a observância de festas religiosas, tais como a Páscoa. Embora esses crentes provavelmente frequentassem as reuniões de culto três vezes por dia no Templo, também gastavam muito tempo no cenáculo, onde "perse­veravam unânimes em oração".

 Cada grupo presente nos sugere uma verdade. Os após­tolos, que seguiram a Jesus desde o início, eram as verda­deiras colunas da Igreja (Ef 2.20). Judas estava ausente. É possível seguir a Jesus durante anos e ainda perder a bên­ção suprema. As mulheres no meio do grupo eram heroí­nas anônimas da fé (ver Lc 8.2,3). Maria, a mãe de Jesus, foi revestida pelo Espírito Santo para que desse à luz a Cristo. Agora, ela esperava outro derramamento que traria a lume o Cristo espiritual. Os irmãos de Jesus, embora não cressem nEleantes (Jo 7.5), agora humildemente se sub­metem ao Irmão e o reconhecem como Senhor.

 

III - O Som 

"E de repente veio do céu um som, como de um vento veemente e impetuoso, e encheu toda a casa em que esta­vam assentados". Foi como se uma tempestade tivesse entrado na casa sem continuar o seu caminho. O vento é um conhecido símbolo do Espírito Santo (Ez 37.1-14; Jo 3.8). O vento, representante do sopro divino, encheu pri­meiro o cenáculo, a casa de Deus, e em seguida os indiví­duos que adoravam. Passou, então, a se espalhar pela terra em poder vivificante. Como na criação, quando o Espírito do Senhor pairava sobre as águas (Gn 1.2). Podemos ima­ginar o Cristo glorificado, em pé, à mão direita de Deus, soprando sobre os 120 e dizendo: "Recebei o Espírito San­to" (Jo 20.22; cf. 1 Co 15.45).

 

IV - A Visão 

"E foram vistas por eles línguas repartidas, como que de fogo, as quais pousaram sobre cada um deles". Esta manifestação deve ter feito os discípulos lembrarem-se das palavras de João Batista: "Batizará com o Espírito Santo, e com fogo". Diante dos seus olhos estava a evi­dência física do cumprimento desta profecia. E qualquer judeu entenderia muito bem que o fogo proclamava a presença de Deus, trazendo à memória incidentes, como a sarça ardente (Êx 3.1,2), o fogo no monte Carmelo (1 Rs 18.36-38), o pilar de fogo no deserto e a vocação de Ezequiel (Ez 1.4). As línguas de fogo se assentando em cada um deles indicava que surgia uma nova dispensação. O Espírito de Deus já não seria concedido à comunidade como um todo, e sim a cada membro individualmente. A forma do fogo, em línguas, indicava que o dom de línguas sobrenaturais tinha sido outorgado a esta com­panhia de pessoas.

 

O Espírito, como o fogo, dá luz, purifica, dá calor e propaga-se. 

V - O Falar em Línguas 

Apareceu em seguida a realidade da qual o vento e o fogo eram símbolos: "E todos foram cheios do Espírito Santo, e começaram a falar noutras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem". Notemos al­guns fatos importantes sobre o falar em línguas. O que produz esta manifestação? O impacto do Espírito de Deus sobre a alma humana. É tão direto e com tanto poder, que a pessoa fica extasiada, falando de modo sobrenatural. Isto pelo fato de a mente ficar totalmente controlada pelo Espí­rito. Para os discípulos, era evidência de estarem comple­tamente controlados pelo poder do Espírito prometido por Cristo. Quando a pessoa fala uma língua que nunca apren­deu, pode ter a certeza de que algum poder sobrenatural assumiu o controle sobre ela. Alguns argumentam que a manifestação do falar em línguas limitou-se à época dos apóstolos. Aconteceu para ajudá-los a estabelecer o Cristianismo, uma novidade naquela época. Não existe, no en­tanto, limites à continuidade dessa manifestação no Novo Testamento. Mesmo no quarto século depois de Cristo, Agostinho, o notável teólogo do Cristianismo, escreveu: "Ainda fazemos como fizeram os apóstolos, quando impu­seram as mãos sobre os samaritanos, invocando sobre eles o Espírito mediante a imposição das mãos. Espera-se por parte dos convertidos que falem em novas línguas." Ireneu (115-202 d.C), notável líder da Igreja, era discípulo de Policarpo, que por sua vez foi discípulo do apóstolo João. Ireneu escreveu: "Temos em nossas igrejas muitos irmãos que possuem dons espirituais e que, por meio do Espírito, falam toda sorte de línguas". A Enciclopédia Britânica declara que a glossolalia (o falar em línguas) "ocorreu em reavivamentoscristãos durante todas as eras; por exemplo, entre os frades mendicantes do século XIII, entre os jansenistas e os primeiros quaquers,entre os convertidos de Wesley e Whitefield, entre os protestantes perseguidos de Cevennes, e entre os irvingitas". Podemos multiplicar as referências, demonstrando que o falar em línguas, por meios sobrenaturais, tem ocorrido em toda a história da Igreja. (Nota: O falar em línguas nem sempre é em língua conhecida. Ver 1 Co 14.2.)

 Têm havido casos recentes de pessoas falarem, por meio de um poder sobrenatural, línguas que nunca aprenderam, e de haver na congregação quem as entendesse. O livro de S.H. Frodsham, Com Sinais que se Seguiam, contém mui­tos exemplos de tais ocorrências.

 Alguns ficaram perplexos diante deste fenômeno novo e estranho, e perguntaram: "Que quer isto dizer?" Outros zombavam, dando a entender que os discípulos estavam bêbados.

 

VI - Ensinamentos Práticos 

1. O dom e o sinal Enquanto Elias aguardava a revela­ção do Senhor, no monte Horebe, ouviu um vento, um terremoto, um incêndio e, finalmente, uma voz tranquila e suave. Deus estava na voz tranquila e suave. Não na vio­lenta comoção dos elementos. Deus emprega meios mais barulhentos para atrair a atenção dos homens. Sua verda­deira mensagem, porém, é falada diretamente ao coração.

 Semelhantemente, Deus mandou o vento, o fogo e as línguas no dia de Pentecoste - verdadeiras manifestações do Espírito. No âmago destas manifestações espetaculares havia o propósito de Deus de converter os corações huma­nos ao Evangelho.

 É um erro procurar as línguas por si só. Busquemos a pessoa do Espírito, e o sinal será acrescentado.

 2. Reavivamento precedido por oração. "Estavam todos reunidos no mesmo lugar". Há muitos anos, certo ministro da Turquia, não muito familiarizado com os costumes da Europa, foi levado a um concerto. Escutava os músicos afinando seus instrumentos e não se sentia bem. Logo irritou-se e saiu do auditório. Confundiu a afinação com a música propriamente dita. Deveria ter esperado até que oregente tomasse seu lugar. Então ouviria as mais belas harmonias.

 

Por dez dias os discípulos afinaram-se. Agora, o Regen­te celestial estava pronto para dirigir o grande Antema de Pentecoste. É um ditado popular entre os crentes que o evangelista não traz um reavivamento na sua mala. Mas quando todos oram de comum acordo é porque está próxi­mo o reavivamento.

 3. Eco celestial "Veio do céu um som..." Nossas ora­ções fazem eco às promessas de Deus. E as respostas de Deus formam o eco das nossas orações. Dois instrumentos de cordas podem ser afinados com o mesmo diapasão. Se são tocadas as cordas de um deles, as cordas do outro vibram em simpatia. Se nossos corações se afinam com a vontade de Deus. Se nossos espíritos vibram em oração.

 Então, podemos esperar que haja semelhante vibração no Céu, respondendo à nossa oração. Nosso clamor profe­rido na terra será respondido por um som celestial.

 4. A língua de fogo. Certo jovem ministro, pregando na presença do famoso Dr. Talmadge, queria impressioná-lo com sua sabedoria. Mas a análise do Dr. Talmadge era: "Jovem, ou coloque mais fogo nos seus sermões, ou jogue mais dos seus sermões no fogo!"

 A verdadeira eloquência não é uma questão de se dis­por as palavras com perícia; é uma sequência de palavras que transbordam de um coração aceso com fogo celestial. O pregador verdadeiramente eloquente é aquele cujo cora­ção foi inflamado com fogo dos altares do Céu.

 5. Fogo pentecostal. W. Arthur escreveu em seu livro "A Língua de Fogo": "Imaginemos que visitássemos um exército sitiando uma fortaleza, e os soldados dissessem que haveriam de abatê-la. Perguntaríamos: 'Como?' e eles mostrariam a bala do canhão. Bem, esta não possui poder, porque, se todos os homens do exército a lançassem contra a fortaleza, não fariam nela impressão alguma. Depois di­zem: 'Olhem o canhão'. O canhão, porém, não possui poder algum; uma criança pode montar nele, um pássaro pode fazer seu ninho nele; é uma máquina e nada mais. 'Mas, olhem a pólvora'. Bem, esta também não possui poder, porque uma criança pode derrubá-la e os pássaros podem ciscar nela. Quando, porém, se coloca a bala que não pos­sui poder, no canhão, juntamente com a pólvora, uma cen­telha de fogo transforma a pólvora em relâmpago e a bala em golpe violento. Assim acontece com a organização eclesiástica; temos o equipamento, mas precisamos do batismo do fogo!"

 6. Ventos celestiais. Disse Jesus: "O vento assopra onde quer..." Como podemos ficar no caminho certo onde sopra o vento celestial, a fim de sermos "inspirados pelo Espírito Santo"? (2 Pe 1.21). Primeiro, precisamos de "velas" espi­rituais, ou seja, o desejo e a receptividade para receber a bênção. Depois, devemos frequentar os lugares onde sopram os ventos de Deus - reuniões de oração, estudos bí­blicos, cultos de reavivamento.

 7. Ficando prontos para o poder espiritual. Podemos desejar o poder espiritual, mas estamos prontos para recebê-lo? Deus o pode confiar às nossas mãos? Estamos dispos­tos a deixar Deus operar segundo a maneira dEle? Nós queremos tomar posse do poder e fazer uso dele. Deus quer que o poder tome posse de nós e faça uso de nós. Se nos entregamos ao poder, deixando-o dominar em nós, o poder nos será entregue para dominar através de nós. Algumas pessoas suspiram de vontade para terem mais do Espírito Santo, porém, à verdade é que o Espírito Santo quer ter mais de nós!

 8. Ficando cheios do Espírito. "Todos ficaram cheios do Espírito Santo". Podemos distinguir três fases desta plenitude. A original, quando o crente recebe o Espírito Santo pela primeira vez, sendo nEle batizado (At 1.5; 2.4; 9.17). Depois, existe aquela condição que se descreve com as palavras: "Cheio do Espírito Santo" (At 6.3; 7.55; 11.24), que explicita o comportamento diário do homem espiritual.

 Quais as evidências de que alguém está cheio do Espírito? (Gl 5.22,23). Finalmente, há revestimentos do Espírito para ocasiões especiais. Paulo recebeu a plenitude do Espírito Santo após a sua conversão, mas Deus lhe concedeu um revestimento especial para repreender o poder do diabo. Pedro ficou cheio do Espírito no dia de Pentecoste, mas Deus lhe concedeu uma unção especial quando ficou na presença do concílio dos judeus (At 4.8). Os discípulos todos tinham recebido o batismo no Espírito Santo no dia de Pentecoste, mas, em resposta às suas orações, Deus lhes concedeu um revestimento especial para fazerem frente à perseguição por parte dos líderes dos judeus (At 4.31). Uma pessoa pode ter a plenitude do Espírito Santo na sua vida, e ainda pedir um derramamento especial para subir ao púlpito, equipando-o com unção especial para falar.

 Ser cheio do Espírito é mais do que um privilégio; é um dever. "Enchei-vos do Espírito" (Ef 5.18).

 O que significa viver uma vida cheia do Espírito? Em primeiro lugar, consideremos a falta de tal experiência: mundanismo, falta de preocupação pelos perdidos, falta de testemunho, retenção do dinheiro devido às ofertas a Deus, falta de oração e de leitura bíblica, atitude de indulgência para com o pecado. Consideremos também as indicações positivas de uma vida cheia do Espírito Santo: Gálatas 5.22,23.

 9. A inteligibilidade do Evangelho. "Como pois os ou­vimos, cada um, na nossa própria língua em que somos nascidos?" Os discípulos literalmente falavam outras lín­guas, de forma milagrosa. A lição espiritual sugerida é que o Evangelho deve ser apresentado de forma inteligível a todas as nações e classes. O pregador deve saber pregar aos cultos e analfabetos, adultos e crianças, respeitados e excluídos pela sociedade. Alguém disse de seu pastor muito letrado: "Durante seis dias da semana, ele é invisível; e no sétimo dia, é incompreensível". Se tal pastor convivesse mais com seu povo, conheceria suas necessidades e saberia falar sua linguagem.

 10. Vinho do Espírito. "Estão cheios de mosto" (literal­mente, cheios de "vinho novo"). Estas palavras de zomba­ria eram verdadeiras, espiritualmente falando. Ser salvo e cheio do Espírito é uma santa embriaguez. Afinal, o Se­nhor entra na vida do ser humano, despertando-o dos seus pecados e mudando todos os seus valores e pontos de vis­ta. "Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é..." Não é de surpreender que o mundo considere o Evan­gelho loucura, e os crentes como loucos. Segundo o Evan­gelho, devemos morrer para viver, estar perdidos para ser­mos achados, condenados para sermos redimidos. Deve­mos possuir nada a fim de possuir tudo, e nos humilhar para sermos exaltados.

 Os efeitos dessa "embriaguez" são: exercer influência espiritual, inspirar confiança, entusiasmo, alegria, paz, co­ragem. Não é de estranhar que Paulo dissesse: "E não vos embriagueis com vinho, em que há contenda, mas enchei-vos do Espírito".

 

FONTE Bibliografia M. Pearlman,comentário de atos dos apóstolos,2010

FONTE www.avivamentonosul.blogspot.com.br