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O fruto do Espirito Santo Paz
O fruto do Espirito Santo Paz

                                         O FRUTO DO ESPIRITO SANTO PAZ

                                         COMENTÁRIO: INTRODUÇÃO

 

A palavra "Paz" é usada na Bíblia em três dimensões. Primeiro, há a paz espiritual. Trata- se da paz entre o homem e Deus. Segundo, há a paz psicológica, ou a paz íntima; a que experimentamos conosco mesmo. Terceiro, há a paz relacional, a paz entre as pessoas. A Bíblia diz que o pecado destruiu, ou degenerou seriamente, todas as três dimensões da paz. Quando o homem foi criado, estava em paz com Deus, em paz consigo mesmo e em paz com todos as demais coisas criadas. Todavia, ao rebelar-se contra Deus, destruiu sua comunhão com Ele. O homem passou a não ter mais paz consigo mesmo, e estava incapacitado para gozar paz com os outros.

 

Embora vivamos num país onde "impera a paz", não nos esqueçamos da violência vivida nas grandes cidades, nas possessões ilegais de terra, na insegurança residencial em qualquer parte do país e na guerra em que muitas famílias estão vivendo de filhos contra pais e de maridos contra esposas e vice-versa; e até a guerra entre membros de denominações religiosas e ainda, por incrível que pareça, na guerra entre os membros de uma mesma denominação que se diz evangélica.

Somente com uma disposição muito grande de amar com o amor ágape de DEUS poderemos encontrar a paz em meio a esta guerra.

 

  1. OS FRUTOS DA PAZ

 

  1. O fruto da paz produz vida espiritual. Para que o ESPÍRITO SANTO possa desenvolver o fruto espiritual da paz Ele une o amor à paz e se entrelaça às suas outras qualidades:
  2. a) Graça e paz. “Graça e paz seja convosco da parte daquele que é, e que era, e que há de vir” (Ap 1.4). Graça é favor imerecido.

No A.T. significa favor, especialmente na frase ‘achar graça’ (Gn 6.8, etc.). No N.T. é aquele favor que o homem não merece, mas que Deus livremente lhe concede - algumas vezes é posta em contraste com a lei (Rm 6.14) - e também exprime a corrente de misericórdia divina, pela qual o homem é chamado, é salvo, é justificado, e habilitado para viver bem e achar isso suficiente para ele (Gl 1.15 - Ef 2.8 - Rm 3.24 - 1 Co 15.10 - 2 Co 12.9).

É viver sob o favor de DEUS, é se submeter à vontade de DEUS mesmo que arriscando a própria vida.

 

  1. b) Amor e paz. “Sede de um mesmo parecer, vivei em paz; e o DEUS de amor e de paz será convosco” (2 Co 13.11). Mesmo parecer não é pensar do mesmo modo, pois cada um tem sua personalidade própria, porém todos devem procurar saber qual a vontade de DEUS e seguí-la obedecendo de todo o coração, de toda mente, com toda boa vontade e alegria. Somente a igreja que vive sob a direção de DEUS pode viver unida com um só propósito, a salvação do mundo.

 

  1. c) Vida e paz. “A inclinação da carne é morte; mas a inclinação do Espírito é vida e paz” (Rm 8.6).  A lei foi dada para mostrar o pecado ao homem, com o fim de que este homem, sabendo que é pecador, clamasse por um salvador, portanto a lei foi colocada como ponte para conduzir o pecador arrependido a DEUS, através de JESUS CRISTO que morreu para pagar esse mesmo pecado, portanto aquele que se inclina para a carne está debaixo desta lei que condena, mas aquele que está no ESPÍRITO, está debaixo da lei espiritual que salva, liberta, tira o fardo pesado do pecado e conduz à vida com abundância, a vida eterna com DEUS.

 

  1. O fruto da paz produz vida moral.

 

  1. a) Santidade e paz. A santidade é a capacidade do ESPÍRITO SANTO nos separar de tudo o que não condiz com a presença de DEUS. Somente através da paz que CRISTO nos deu ao nos reconciliar com o PAI é que alcançamos esta separação do mundo e conseqüentemente conquistamos a paz em nosso interior, o que é mais importante, pois a paz externa, dificilmente a teremos, enquanto estivermos no exército de CRISTO, na terra. “O mesmo DEUS de paz vos santifique em tudo; e todo o vosso espírito, e alma, e corpo sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor JESUS CRISTO” (1 Ts 5.23; Hb 12.14). Devemos abrir nossa vida para que o ESPÍRITO SANTO nos guie a esta paz.

 

  1. b) Justiça e paz. “O fruto da justiça semeia-se na paz, para os que exercitam a paz” (Tg 3.18). É num momento de paz que paramos para meditarmos sobre nossa situação perante nosso criador e então tomamos a decisão de seguí-lo. Na paz com as pessoas à nossa volta é que podemos compartilhar o evangelho e levá-las à salvação em JESUS. Na paz é que aprendemos e ensinamos a Palavra de DEUS.

 

  1. c) Justiça, alegria e paz. “O Reino de DEUS não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no ESPÍRITO SANTO” (Rm 14.17). Nas festas mundanas onde a comida e a bebida são fartas, não se encontra a paz de DEUS, a verdadeira paz, porém nas festas ágapes, ou festas de DEUS, onde Seu povo se reúne para louvar, adorar a DEUS e aprender sobre o Mesmo a paz sobresai como a pétala de uma rosa a desabrochar para a luz da aurora.

 

  1. d) Confiança e paz. “Tu conservarás em paz aquele cuja mente está firme em ti; porque ele confia em ti” (Is 26.3). Uma boa consciência é imprescindível a quem quer servir e conhecer a DEUS. Nossa mente deve ser conservada e presa na Palavra de DEUS.

2 Co 10.5 Destruindo os conselhos, e toda a altivez que se levanta contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo o entendimento à obediência de Cristo;

A confiança tem a ver com a fé depositada naquele que pode tudo e que cuida de nós em todas as adversidades de nossa vida, DEUS.

 

  1. AS TRÊS DIMENSÕES DA PAZ

 

  1. Paz com DEUS. A paz com DEUS só é possível mediante a justificação pela fé.

Is 59.2 Mas as vossas iniqüidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que não vos ouça.

Rm 8.7 Porquanto a inclinação da carne é inimizade contra Deus, pois não é sujeita à lei de Deus, nem, em verdade, o pode ser.

Vimos acima que nossos pecados nos separaram de DEUS e criaram uma inimizade com DEUS.

Rm 5.1 TENDO sido, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo;

A fé em que JESUS morreu por nós e levou sobre si nossos pecados, nossas ofensas, deu-nos a reconciliação com DEUS e consequentemente a Paz com DEUS.

 

A justificação

A justificação acha-se ligada a importantíssima questão de se saber ‘como pode o homem ser justo para com Deus?’ Por três vezes se faz uma tal pergunta no Livro de Jó (4.17 - 9.2 - 25.4 - cp com 15.14). Sinceros israelitas sentiram a opressão da idéia (Sl 143.2 - Mq 6.6). Em todo o ritual mosaico esse sentimento se manifesta, bem como no ritual e cerimonial do paganismo. o primeiro lugar da Bíblia, onde se sugere a verdadeira solução do problema, encontra-se em Gn 15.1 a 6, pois aí, pela primeira vez, se fala da ‘justiça’ e da ‘crença’. A palavra de Deus, se diz no vers. 1, veio a Abraão, porque foi grande a confiança deste na revelação divina, sendo a justiça a conseqüência. Esta passagem é, em alguns casos a chave para as diversas referências que em outros lugares da Bíblia as encontram com respeito à justiça e fé. A mesma idéia da justificação pela confiança em Deus se apresenta em Sl 32.1,2 e Hc 2.4 - mas de um modo mais claro se acha a doutrina da justificação nas páginas do Novo Testamento. A justificação diz particularmente respeito à nossa verdadeira relação com Deus, não se tendo em vista a condição espiritual, mas a situação judicial. Esta verdadeira comunhão com Deus foi comprometida pelo pecado, de que resultou a culpa, a condenação e a separação. A justificação compreende o ressurgimento dessa comunhão, sendo removida a condenação pelo perdão, a culpa pela justiça, e a separação pela boa vontade. A justificação significa realmente a reintegração do homem, na sua verdadeira relação com Deus. É, então, considerado como justo, aceito perante Deus como reto com respeito à lei divina, sendo, portanto, restaurada a sua primitiva posição. E deste modo a justificação é muito mais do que o perdão, embora o perdão seja, necessariamente, uma parte da justificação. As duas idéias se acham distintas em At 13.38,39. o perdão é apenas negativo, sendo dado para ser removida a condenação, ao passo que a justificação é também positiva, trazendo a remoção da culpa e a concessão das boas relações com Deus. o perdão é apenas um ato de misericórdia divina, repetindo-se esse ato sucessivamente por toda a nossa vida cristã. A justificação é completa, nunca é repetida, e abrange o passado, presente e futuro da nossa vida. ‘Quem já se banhou (justificação), não necessita de lavar senão os pés (perdão)’ (Jo 13.10). Também a justificação se deve distinguir da santificação, que geralmente se compreende na significação ‘de ser feito santo’. Ainda que justificação e santificação sejam estados inseparáveis na experiência da vida, devem, contudo, claramente distinguir-se no pensamento. A justificação diz respeito à nossa situação espiritual - e a santificação à nossa espiritual condição. Aquela está em conexão com o nosso estado para com Deus, e esta com o amor que Lhe devemos: uma trata da nossa aceitação, a outra da nossa qualidade de aceitáveis - uma é o fundamento da paz, Cristo por nós - a outra é o fundamento da nossa pureza, Cristo em nós. A base da nossa justificação é a obra redentora de nosso Senhor Jesus Cristo. ‘Àquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós, para que nele fôssemos feitos justiça de Deus’ (2 Co 5.21). ‘Por meio dele todo o que crê é justificado’ (At 13.39). Por conseqüência, é pela obra de Cristo, e não pelas nossa próprias obras ou méritos, que nós somos justificados. o homem tem sempre procurado estabelecer a sua própria justiça, mas o mau êxito tem sido o resultado, em todos os tempos, pois é manifesta a sua incapacidade, tanto para apagar o passado, como para garantir o futuro. ‘Pela graça sois salvos,... e isto não vem ... de obras, para que ninguém se glorie’ (Ef 2.8,9). A justificação é alcançada pela fé. ‘Todo o que crê é justificado’ (At 13.39) - ‘Justificados, pois, mediante a fé’ (Rm 5.1). A confiança faz sempre supor que dependemos de alguém que nos está superior - é o reconhecimento da nossa própria incapacidade, e do poder de algum outro ser. A fé une-nos a Cristo, e essa união é a única resposta que se pode dar à revelação de Deus. É a renúncia de nós próprios, e a crença no Salvador. Descansamos em Jesus os nossos corações e aceitamos a Sua perfeita justiça. A grande verdade da justificação, pela fé em Cristo, é de supremo valor para a vida espiritual e serviço de Deus. Ela é a base da paz espiritual (Rm 5.1). É o fundamento da liberdade espiritual, ficando nós livres da escravidão do pecado, e sendo assim levados à própria presença de Deus. É a garantia da santidade, porque traz aos nossos corações o poder do Espírito Santo. É, também, a inspiração de toda a obra boa, visto como a alma, livre de toda a ansiedade a respeito da sua salvação, fica livre para trabalhar na salvação dos outros. Não há contradição entre S. Paulo e S. Tiago sobre esta doutrina da justificação, embora ambas as epístolas se refiram a Abraão para exemplo. Paulo, em Rm 4, trata de Abraão a respeito do que está descrito em Gn 15 - Tiago trata do mesmo patriarca, em relação ao fato narrado no cap. 22 do mesmo livro, o que aconteceu vinte e cinco anos depois. Mas durante este espaço de tempo foi Abraão um homem justificado pela fé (Gn 15.6), e quando chegou o tempo da grande prova (Gn 22), manifestou, então, a sua fé pelas obras. Quando Paulo escreveu teve em vista os não-cristãos, e faz uso do cap. 15 de Gn para provar a necessidade da fé, e mostrar que obras são as que vêm da fé. Tiago, porém, dirige-se aos cristãos, e usa o cap. 22 de Gn para provar as necessidades das obras, e fazer ver que a fé deve ser provada pelas obras. Paulo está tratando o assunto do ponto de vista legalístico, e contra todo o mérito humano - Tiago discorre com espirito antinômico e contra a simples ortodoxia intelectual. Um faz realçar a base da justificação, o outro a prova. Como diz Arnot, Paulo e Tiago não são dois soldados de exércitos diferentes, combatendo um contra o outro, mas sim dois combatentes do mesmo exército, lutando, costa com costa, contra inimigos que vêm de direções opostas.

 

  1. Paz de DEUS. “E a paz de DEUS, para a qual também fostes chamados em um corpo, domine em vossos corações” (Cl 3.15).

A paz interior só é conseguida pela certeza de salvação, que é transmitida a nós pelo ESPÍRITO SANTO, residente em cada cristão verdadeiramente fiel. O corpo é a Igreja, formada pelos crentes em JESUS e tendo recebido o ESPÍRITO SANTO vivem em união e paz.

 

  1. Paz com os Homens. “Se for possível, quanto estiver em vós, tende paz com todos os homens” (Rm 12.18).

"Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como a dá o mundo. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize." (João 14:27).

"Aparta-te do mal e pratica o que é bom; procura a paz e empenha-te por alcançá-la" Salmo 34:14

"Mas, agora, em Cristo Jesus, vós, que antes estáveis longe, fostes aproximados pelo sangue de Cristo. Porque Ele é a nossa paz, o qual de ambos fez um, e, tendo derribado a parede de separação que estava no meio, a inimizade, aboliu, na sua carne, a lei dos mandamentos na forma de ordenanças, para que dos dois criasse, em si mesmo, um novo homem, fazendo a paz" (Efésios 2:13-15).

 

III. A PAZ ILUSTRADA

 

  1. Exemplos do Antigo Testamento.
  2. a) Abraão era um homem que amava a paz.

Abraão primeiro conquistou pela sua fé, a paz com DEUS, depois com sua fé conquistou a paz com os homens. Abraão amava tanto a paz que  usou de engano quando desceu ao Egito, quase provocando sua morte e de sua esposa, por causa desta tão buscada paz;

Abraão desobedeceu a DEUS em sua chamada para obter a paz com seu pai e família;

Abraão perdeu materialmente muito para alcançar a paz com seu sobrinho (Terras Boas);

Abraão tolerou seu sobrinho Ló que lhe deu muito trabalho e até participou de uma guerra por causa do mesmo, sendo homem de paz;

Abraão doou o despojo de guerra para os reis para que houvesse paz entre eles;

Abraão deu o dízimo de tudo ao representante de DEUS, Melquizedeque para que houvesse paz entre ele e DEUS.

Abraão conquistou definitivamente a paz com DEUS quando ofereceu a DEUS o que ele tinha de mais importante, seu filho amado.

 

  1. b) Isaque é mais um exemplo de alguém que se empenhou pela paz. O capítulo 26 de Gênesis narra que depois da morte de Abraão, Isaque reabriu os poços que seu pai cavara, os quais seus inimigos fecharam enchendo-os de terra. Os servos de Isaque abriram outro poço, mas seus adversários contestaram. Abriram um segundo poço, e os opositores reclamaram novamente. Então Isaque simplesmente saiu dali e cavou um terceiro poço. Desta vez, os inimigos não se opuseram, mas o deixaram em paz. Pouco depois, DEUS apareceu a Isaque e renovou suas promessas com ele. Isaque aprendeu que ter paz e viver em paz é mais importante do que fazer as coisas do modo que queremos. (Mantendo o mesmo ensino da revista)

 

  1. c) Daniel, o profeta, foi lançado na cova dos leões, mas pôde dormir profundamente a noite toda, sem medo, porque confiou em DEUS.

 

  1. Exemplos do Novo Testamento.

 

  1. a) Nosso Senhor JESUS é chamado o “Príncipe da Paz” (Is 9.6) e o “Cordeiro de DEUS” (Jo 1.29). O cordeiro nos fala de humildade e mansidão que leva à paz, pois onde existe o amor de DEUS não há disputas e a paz reina.

 

  1. b) A igreja primitiva ilustra que o crescimento é um dos resultados da paz.

 

No tempo dos primeiros cristãos reinava o império romano, mas sem a violência das conquistas, milhares de turistas e adeptos do judaísmo entravam pelas portas de Jerusalém em tempos de festas, a língua mais conhecida por toda a parte era uma só, o grego, as perseguições eram ainda pequenas devido à falta de comunicação rápida.

Neste tempo de paz o evangelho cresceu rapidamente e vemos que nas primeiras duas pregações a Igreja já contava com 7 mil cristãos.

 

  1. c) As sete igrejas na Ásia foram saudadas com a expressão “Graça e paz” dirigida a todos os fiéis dessas igrejas (Ap 1.4).

Que união perfeita, graça e paz, tudo resumido em uma frase de significação eterna.

 

CONCLUSÃO 

 A paz que o mundo não nos dá, JESUS nos dá.

 

A verdadeira paz nasce em DEUS e toma de conta do coração do crente.  

fonte www.mauricioberwaldoficial.blogspot.com