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Subsidios auxilios ebd CPAD adolescentes 2016
Subsidios auxilios ebd CPAD adolescentes 2016

                                                 

                                                  

 

                                    LISTA DE LIÇÕES ADOLESCENTES

Lição 1- O que é família? 
Lição 2- Há algo errado com a família? 
Lição 3- Obediência e Adoração 
Lição 4- Eu devo ser assim? 
Lição 5- Como conviver com o diferente? 
Lição 6- Meus pais têm religiões diferentes, e agora? 
Lição 7- Na separação entre os pais, como agir? 
Lição 8- Ouvindo os pais ou os amigos? 
Lição 9- Obrigações em família 
Lição 10- Caráter: a melhor herança 
Lição 11- A mídia virtual e a família 
Lição 12- Outros tipos de famílias 
Lição 13- Glória a Deus pela família!

 

                    SUBSIDIO CPAD ADOLESCENTES     

                               Obediência lição n.3

A obediência é, de um modo geral ou abstrato, uma prontidão para realizar ou realizar as ordenanças de outra, ou seja, pôr o projeto de outro em execução, e, assim, satisfazer a vontade de outra pessoa ou pessoas. A palavra, então, significa a capacidade de dar ouvidos a qualquer um conselho, instruções ou ordens. Na religião obediência deve ser animada pelo amor (qv). Obediência -talvez pago (a) por parte do homem (1) a Deus e Cristo; (2) para os pais; (3) aos superiores em geral, especialmente do governo one. Há também (b) a obediência que Cristo pagou a Deus Pai. Ver abaixo. 

  1. A obediência a Deus pode ser considerada

 

(1) como virtual, que consiste em uma crença no Evangelho, da santidade e da equidade de seus preceitos, da verdade de suas promessas, e um verdadeiro arrependimento de todos os nossos pecados;

 

⇒ concordância da Bíblia para a obediência.

 

(2) a obediência real, que é a prática eo exercício dos vários graças e deveres do cristianismo;

 

(3) a obediência perfeita, que é a conformidade exata de nossos corações e vidas com a lei de Deus, sem a menor imperfeição. Este último é peculiar a um estado glorificado, embora deva ser o nosso objectivo neste. VER PERFEIÇÃO .

 

⇒ Definição de obediência

 

A obrigação estamos sob a obediência surge - 

(1) a partir da relação que ficar na a Deus como criaturas ( Ps 95: 6 ); 

(2) da lei que ele nos revelou em sua Palavra ( Salmo 119: 3 ; 2Pe 1: 5 , 7 ); 

(3) a partir das bênçãos de sua providência que estamos constantemente a receber ( Ac 14:17 ; Sl 145); 

(4) a partir do amor e da bondade de Deus na grande obra da redenção ( 1Co 06:20 ). 

Quanto à natureza do presente obediência, deve ser - 

(1) ativa, não só evitando o que é proibido, mas executar o que é ordenado ( Col 3: 8 , 10 ); 

(2) pessoal, pois embora Cristo obedeceu a lei para nós como um pacto de obras, no entanto, ele não revogou-lo como uma regra de vida ( Ro 7:22 ; Ro 3:31 ); 

(3) sincero ( Sl 51: 6 ; 1 Timóteo 1: 5 ); 

(4) carinhoso, saltando de amor e não de terror ( 1Jo 5:19 ; 1Jo 2: 5 ; 2Co 5:14 ) 

(5) diligente, não negligente ( Ga 01:16 ; Sl 18:44 ; Ro 0:11 ); 

(6) conspícua e abertas ( Php 2:15 ; Mt 05:16 ); 

(7) universal; não um direito, mas tudo deve ser executada ( 2Pe 1: 5 , 10 ); 

(8) perpétua, em todos os momentos, lugares e ocasiões ( Ro 2: 7 ; Ga 6: 9 ). 

As vantagens da obediência são estes: 

(1) que adorna o Evangelho ( Tit 2:10 ); 

(2) é prova da graça ( 2Co 5:17 ); 

(3) se alegra o coração dos ministros e povo de Deus ( 3Jo 1: 2 ; 2 Tessalonicenses 1:12 , 12 ); 

(4) silencia gainsayers ( 2Pe 1: 11-12 ); 

(5) incentiva os santos, enquanto ele reprova o morna ( Mt 05:16 ); 

(6) que proporciona paz ao assunto dele ( Sl 25: 12-13 ; Ac 24:16 ); 

(7) que poderosamente recomenda religião, como a que é ao mesmo tempo agradável e praticável ( Col 1:10 ). 

(8) é o precursor e evidência de glória eterna ( Ro 6:22 ; Re 22:14 ). 

  1. A obediência aos pais nos é ensinado nas Escrituras NT em Epheshians 6: 1 (também em Col 3:20 ): ". Filhos, obedecei a vossos pais no Senhor, pois isto é justo" Assim também servos devem obedecer aos seus mestres, como ensinado em Efésios 6: 5 (também Col 3:22 ; 1Pe 2:18 ): "Vós, servos, obedecei a vossos senhores segundo a carne, com temor e tremor, na sinceridade de vosso coração, como a Cristo ". 
  1. A obediência à autoridade (qv); Isso, no entanto, o cristão é ensinado a exercer apenas quando não em harmonia com os mandamentos divinos, pois é o dever do cristão obedecer a Deus do que aos homens ( Ac 04:17 ; Ac 05:29 ).Veja Krehl, Nova Testamento. Handwörterbuch, sv Gehorsam; Charnock, Works, 11: 1212; Tillotson, Sermões, sor. 122, 123; Saurin, Sermões, vol. i, sor. 4; Ridgley, Corpo da Divindade, qu. 92; Dwight, Teologia; Walker. Sermões; Fuller, Obras; Robert Hall, funciona..

 

 

 

 

                               SUBSIDIO ADOLESCENTES ALGO

                    ERRADO, A FALTA DE AMOR?                 

                      Efésios 5.25,28: Tito 2.3-5.

                                  LIÇÃO N.2

Efésios 5

25 - Vós, maridos, amai vossa mulher, como também Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela,

28 - Assim devem os maridos amar a sua própria mulher como a seu próprio corpo. Quem ama a sua mulher ama-se a si mesmo.

Tito 2

3 - As mulheres idosas, semelhantemente, que sejam sérias no seu viver, como convém a santas, não caluniadoras, não dadas a muito vinho, mestras no bem,

4 - para que ensinem as mulheres novas a serem prudentes, a amarem seus maridos, a amarem seus filhos,

5 - a serem moderadas, castas, boas donas de casa, sujeitas a seu marido, a fim de que a palavra de Deus não seja blasfemada.

É bastante difícil definir a palavra amor, entretanto podemos compreender um pouco melhor seu significado quando atentamos para as direções para as quais ele se volta. Phileo, o amor fraternal, relacionado à amizade; storge, sentir afeição, amor dos pais pelos filhos; eros, o amor desejo, trata-se do amor entre pessoas do sexo oposto e ágape, o amor caridade, originado em Deus. Discuta com seus alunos sobre o significado da palavra amor. De que forma podemos demonstrá-lo? Há limites para o amor?

 

Para que o homem entendesse a dimensão do amor que ele deveria ter pela sua esposa, a Bíblia o compara ao amor de Cristo pela Igreja. Entretanto, a fim de facilitar a compreensão humana sobre como deveria se dar isto, o apóstolo Paulo faz uma analogia entre o amor do marido pela esposa e pelo próprio corpo. Quem ama ao seu corpo, respeita-o, honra-o, valoriza-o, protege-o e cuida dele com muito zelo. Para o homem, não é difícil amar o próprio corpo, isto é um problema tipicamente feminino, por isso que Deus lhe ordenou. O lar, os filhos e o marido necessitam da atenção da mulher, pois a sua obrigação, como esposa e mãe, é dedicar-se à família; nisto, é observado o amor. Ela deve interessar-se pelas aspirações dos filhos e do marido, encorajá-los e ser afetuosa para com eles. Somente com amor uma família pode alcançar os propósitos divinos e ser feliz, de outra maneira, será apenas mais um lugar onde as pessoas moram juntas.

 

ORIENTAÇÃO 

Converse com sua turma sobre o texto áureo da lição de hoje: “As muitas águas não poderiam apagar esse amor nem os rios afogá-lo; ainda que alguém desse toda a fazenda de sua casa por este amor, certamente a desprezariam” (Ct 8.7). Faça as seguintes indagações aos alunos: O que este texto significou ou significa para você? Você identifica-se com este texto? Como sua compreensão deste texto mudou durante a sua vida? Que perguntas você faz ao texto? Quem ou o quê vem a sua mente quando você ouve este texto?

 Deus estabeleceu o casamento para o bem-estar e felicidade dos cônjuges, o que somente será possível pelo vínculo do amor. Sem este, tal união passa a ser uma caricatura sem vida, sem conteúdo, sem realidade. Uma vez que diante de Deus é vitalícia, pela sua natureza e finalidade, essa união depende do amor para persistir por toda a vida. Duas de suas finalidades são: perpetuar a família e ser figura da união entre Cristo e sua Igreja. A lição é evidente: sem amor, a família se degrada e se embrutece, e só o amor realiza a comunhão entre Cristo e a Igreja.

 

  1. O AMOR NAS NECESSIDADES DA FAMÍLIA 
  1. Necessidades relativas à sobrevivência. São necessidades concentradas na área física: alimentação, descanso, lazer, proteção e auxílio mútuo entre os membros da família, a partir do casal. 0 atendimento dessas necessidades motivado pelo amor pode ser simples e corriqueiro, mas o seu efeito e influência perduram e aumentam a felicidade da família. Por isso, a Bíblia assevera: “Todas as vossas coisas sejam feitas com caridade” (1Co 16.14). Ou seja, se não pusermos amor em tudo o que fazemos, a vida perde o sentido e torna-se um vazio. Na vida do casal, que é o pilar da família, a realidade do amor viabiliza o suprimento dessas necessidades.
  2. Necessidades psicológicas. Em Gênesis 1.27, está escrito que o homem foi criado à imagem de Deus; então, de certa forma, ele reflete Deus. Deus é uma Pessoa que ama, pensa, sente, tem objetivos e toma decisões; tudo de maneira perfeita, mesmo que não pareça aos homens. Tomando a referência acima e outras semelhantes, o homem também tem personalidade. A Bíblia utiliza vários termos para designar os componentes da personalidade no homem: alma, espírito, mente, memória, coração, sentimento, vontade, conhecimento, etc.

A necessidade primordial dessa personalidade é a de amar e ser amado. É evidente que não estamos falando de amor no sentido popular, mas como atributo e virtude que refletem o Criador, pois “Deus é caridade e quem está em caridade está em Deus, e Deus, nele” (1Jo 4.16). Os cônjuges são os líderes da família e, portanto, com necessidades mútuas profundas, originadas em si mesmos, e oriundas também das grandes responsabilidades dos seus encargos domésticos.

A mulher, como esposa, quer ser valorizada pelo que é e por aquilo que ela proporciona ao marido como sua “adjutora” (Gn 2.18). Seu amor pelo marido manifesta-se através do respeito, da dedicação, da solicitude, das tarefas e dos cuidados no dia-a-dia; tudo pela motivação do amor, da sabedoria mencionada em Provérbios 14.1 e das responsabilidades assumidas (1Co 7.34b).

 

  1. O AMOR DO MARIDO PELA ESPOSA 

A Bíblia enfatiza este amor de forma imperativa, e sem quaisquer rodeios, para que o marido não tenha desculpa nem invente uma alternativa ou evasiva. “Vós, maridos, amai vossa mulher” (Ef 5.25). Este dever do marido está na forma imperativa. Deus sabe que só o amor puro, total, sincero e leal garante a perpetuidade e felicidade real do casamento. É até possível — por interesses, condições e situações incomuns — um casamento ser estável sem tal amor, mas neste caso é impossível que seja feliz e perpétuo. Se os dois casaram-se de fato por amor, este deverá nortear a vida do casal enquanto viver.

  1. Amar como Cristo amou a Igreja. Este confronto requer do homem uma reflexão profunda diante de Deus, tendo em vista o seu alcance e responsabilidade, pois o amor de Jesus pela Igreja é supremo, sacrificial, providente, protetor e permanente. Este amor deve ser o objetivo de todo homem casado para com sua esposa. Trata-se de um amor sacrificial, que não busca seus próprios interesses (1Co 13.5). Desta forma, Deus deseja que o marido ame a sua mulher e por isso esteja sempre comprometido e disposto a dar-se por ela, em toda e qualquer circunstância.

Outrossim, a Bíblia ensina que além de amar a esposa, o marido deve também agradá-la (1Co 7.33). Agrado não depende de normas prescritas; é algo espontâneo que flui da vontade inspirada por amizade, afeto, amor, fraternidade, retribuição. De igual modo, a mulher, além de amar o marido e obedecer-lhe, também deve agradá-lo (1Co 7.34). Amor e obediência são deveres (Rm 13.8). O agrado é um fruto que brota espontaneamente do amor, da gratidão e do contentamento.

  1. Características do amor do marido:
  2. a) Puro. Assim sendo, ele é uma demonstração de respeito e honra à esposa. Deve ser desprovido de impureza, e não ser apenas baseado na sensualidade e no erotismo.
  3. b) Sincero. Isto é, amor não fingido, não de aparência, não de conversa, como está escrito em Romanos 12.9a.
  4. c) Constante. O marido não deve permitir que as contrariedades e situações irritantes do dia-a-dia, seja onde for e com quem for, venham influir e interferir na continuidade do amor conjugal. No caso da esposa, mesmo que ela cometa falhas sem querer, o marido deve perdoá-la, em virtude deste amor. É assim que Cristo ama a Igreja.
  5. d) Perpétuo. O amor não tem data de validade para expirar. A Bíblia nada ensina sobre o casal entediar-se um do outro e providenciar o término do casamento. Se voltarmos o pensamento para Cristo e sua Igreja, Ele jamais a renunciará para originar outro povo seu (Ef 5.31,32).
  6. e) Protetor (sacerdotal). A mulher é mais dependente de segurança do que o homem. No casal, essa segurança da mulher está no marido. Por isso ele deve esforçar-se em promover o bem-estar físico e espiritual dela.
  7. f) Provedor. Este amor deve prover à esposa tudo o que lhe é necessário, conforme as posses do casal, a provisão de necessidades da família, a previdência de situações futuras e de imprevistos, e o bom senso dos dois.
  8. Amar como a seu próprio corpo. Nenhum homem normal (a menos que esteja psicológica ou espiritualmente enfermo) odeia a si próprio; seu corpo é o primeiro objeto de seu amor, para dele cuidar, alimentar, tratar e proteger. É assim que o marido deve considerar e amar sua esposa. Se alguém muito entusiasmado deseja se sacrificar pela igreja a ponto de morrer por ela, em detrimento do seu casamento, não o faça. Faça sempre o melhor e o máximo que puder por sua esposa (Gn 29.18,20). Quem tinha que sacrificar-se pela Igreja até a morte, já o fez — o Senhor Jesus (Ef 5.25).

 

III. QUANDO O AMOR CONJUGAL REGRIDE 

  1. No marido. A mulher que não se sente amada pode ter o seu comportamento no lar distorcido, trazendo danos para si mesma e para toda a família.
  2. a) Ela pode, por decepção, se isolar e tornar-se inútil.
  3. b) Pode, também, tornar-se uma mãe dominadora, controlando ilogicamente os filhos e tornando-os objetos de sua satisfação pessoal, uma vez que não a encontrou em seu marido. Esses filhos podem crescer com problemas psicológicos, bloqueios e serem incapazes de enfrentar a vida.
  4. c) Um outro mecanismo seu de compensação, quando frustrada e desnorteada, é buscar afeto fora do lar.
  5. Na esposa. Quando a mulher se casa por fama, dinheiro, sensualidade, ou necessidade de sobrevivência, esta crise pode instalar-se, partindo dela para o seu marido. Neste caso, os papéis se invertem. O marido vai compensar suas frustrações investindo nos filhos, em segmentos sociais, onde sinta-se valorizado, e às vezes em relacionamentos pecaminosos.

A falta de amor na mulher normalmente se manifesta pela falta de respeito à autoridade do marido. A Bíblia exige dela este respeito (Ef 5.22; Cl 3.18).

A falta de amor tanto do marido quanto da esposa, se não administrada em tempo hábil, pode levar à desintegração do lar, com prejuízos espirituais, morais e sociais. 

  1. COMO MANTER O AMOR
  2. Auto-avaliação. É dever de todo o cônjuge avaliar diariamente a sua conduta dentro do casamento.
  3. Humildade. É indispensável que ambos tenham a humildade para corrigirem seus equívocos, exageros e omissões no relacionamento.
  4. Diligência. É imprescindível a iniciativa de um procurar o outro para retomada de posições quando qualquer problema surgir, para não incorrer no distanciamento emocional, manifesto em silêncio e/ou agressões verbais.
  5. Presença no altar. É necessário que o casal reserve um bom período no altar da oração, apresentando-se quebrantado diante do Senhor, a fim de receber dEle a graça necessária à harmonia no casamento.

 

O que se espera do leitor é que após esta lição o seu amor conjugal desenvolva-se sobremaneira. Assim, o seu casamento e sua família estarão salvos. 

“O mandamento do amor é: ‘Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento. Este é o grande e primeiro mandamento. O segundo semelhante a este é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo’ (Mt 22.37,38).

Aqui está a plataforma de toda a ética cristã. A verticalidade e a horizontalidade do amor que tem como marco zero o próprio indivíduo: ‘como a si mesmo’. Jesus não está pressupondo com isso um terceiro mandamento. O amor a si mesmo é um fato, e não um caminho a mais a ser seguido, como sugerem alguns. Isto seria, aliás, a negação da fé cristã, que nos instrui a deixarmos de lado todo o tipo de egoísmo, como: ‘Não tenha cada um em vista o que é propriamente seu, senão também cada qual o que é dos outros’ (Fp 2.4). Ser cristão é agir como João Batista: ‘Importa que ele cresça e eu diminua...’.

... O amor a si mesmo não é uma exigência escriturística. Jesus parte do pressuposto natural como verdade absoluta em cada ser humano. Usa-o como ponto de partida e também como parâmetro de amor ao próximo. Mais que isto, Jesus impõe um redirecionamento para o amor. Trata-se de uma mudança em que as intenções mais egoístas da vontade são vencidas pelo rompimento desse círculo que faz coabitar o amor sempre em torno de si mesmo.

O amor é centrífugo e não centrípeto, isto é, vai sem a pretensão de voltar. Parte do ‘eu’ para o ‘próximo’. Doa, e não espera recompensa.

Jesus vincula o amor ao próximo ao primeiro mandamento porque sabe da incapacidade humana de praticar a horizontalidade deste amor na independência da sua verticalidade. Não há como amar verdadeiramente o próximo sem amar a Deus primeiro.

Para o homem natural, as formas de amor são inevitavelmente dominadas pelos interesses do ‘eu’. Para praticar um amor altruísta, ele precisa primeiro exercer domínio sobre o amor egoísta.

A prática do ágape se dá numa ética teocêntrica. Este amor só será verdadeiro se for centralizado em Deus.

O amor ágape nos capacita a fazer uma leitura da vida com beleza e esperança. Anula as picuinhas, ignora as mesquinharias e descortina as coisas que estão diante de nós. Ágape é o amor que nos levará mais ao sacrifício do que ao bem-estar; mais a dar do que a receber. Não promete vantagens, mas o poder de um espírito rico e de um caráter marcado pelas insígnias do bem!” (Conhecidos pelo Amor. CPAD, pp.34,35).

 

 

 

           SUBSIDIO ADOLESCENTES  A FAMILIA      

                       Gênesis 2.18-24.lição n.1

 

18 - E disse o SENHOR Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma adjutora que esteja como diante dele.

19 - Havendo, pois, o SENHOR Deus formado da terra todo animal do campo e toda ave dos céus, os trouxe a Adão, para este ver como lhes chamaria; e tudo o que Adão chamou a toda a alma vivente, isso foi o seu nome.

20 - E Adão pôs os nomes a todo o gado, e às aves dos céus, e a todo animal do campo; mas para o homem não se achava adjutora que estivesse como diante dele.

21 - Então, o SENHOR Deus fez cair um sono pesado sobre Adão, e este adormeceu; e tomou uma das suas costeias e cerrou a carne em seu lugar.

22 - E da costela que o SENHOR Deus tomou do homem formou uma mulher; e trouxe-a a Adão.

23 - E disse Adão: Esta é agora osso dos meus ossos e carne da minha carne; esta será chamada varoa, porquanto do varão foi tomada.

24 - Portanto, deixará o varão o seu pai e a sua mãe e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne. 

 

Palavra Chave.Família: Grupo de pessoas ligadas por casamento, filiação ou adoção.

 

A família é a mais importante instituição criada por Deus para a sociedade. Neste trimestre teremos a oportunidade ímpar de tratar de alguns temas que são extremamente relevantes para que tenhamos uma vida familiar bem-sucedida. Nesta primeira lição estudaremos a instituição da família no plano divino, bem como a sua constituição ao longo dos anos. Veremos também as consequências da Queda na vida familiar.

 

  1. A FAMÍLIA NO PLANO DIVINO 
  1. O propósito de Deus. Deus criou a família com desígnios sublimes. O Criador não fez o ser humano para viver na solidão. Quando acabou de formar o homem, o Senhor disse: “Não é bom que o homem esteja só. Far-lhe-ei uma adjutora, que esteja como diante dele” (Gn 2.18). Este texto bíblico nos mostra o primeiro objetivo de Deus ao criar a família. Fica evidente que a célula mater da sociedade foi criada a partir da necessidade humana de ter companhia. O propósito divino era estabelecer uma instituição que pudesse propiciar ao ser humano abrigo e relacionamento. Atualmente temos visto e vivido um tempo de escassez na área dos relacionamentos. Estamos ficando cada vez mais superficiais, frios e distantes uns dos outros. Por se multiplicar a iniquidade o amor está esfriando (Mt 24.12). Por isso precisamos investir em nosso relacionamento familiar. Podemos dizer que o segundo propósito divino para a criação da família foi fazer dela um núcleo pelo qual as bênçãos do Senhor seriam espalhadas sobre toda a Terra (Gn 1.28).
  2. Um lugar de proteção e sustento. Um Deus perfeito preparou um lugar excelente para receber a primeira família. O Jardim do Éden era um local especial de acolhimento, proteção e provisão. Adão e Eva tinham tudo de que precisavam para usufruir de uma vida saudável e feliz (Gn 1.29). Eles desfrutavam da companhia de Deus e nada lhes faltava. O propósito do Senhor era que cada família tivesse os recursos suficientes para sua subsistência, pois a escassez e as privações trazem conflitos para as famílias. Porém, com a ajuda do Pai Celeste estes conflitos podem ser sanados, pois o Senhor é o nosso bom Pastor (Sl 23). Deus deseja que cada família tenha a sua provisão diária (Mt 6.11). E da mesma forma que Adão tinha a responsabilidade de cuidar do Jardim (Gn 2.3), Deus deu a você a responsabilidade de zelar por sua família.
  3. A primeira família. Deus formou Adão do pó da terra (Gn 2.7). Vendo que o homem não poderia viver sozinho, retirou uma costela de Adão e criou Eva, sua companheira (Gn 2.22). Isto mostra que diante do Todo-Poderoso homem e mulher são iguais na sua essência. Ambos vieram do pó da terra e um dia ao pó tornarão. Após criar a mulher, o Senhor ordenou o casamento, estabelecendo então a mais importante instituição de uma sociedade: a família (Gn 2.24).

 

  1. A QUEDA E AS SUAS CONSEQUÊNCIAS PARA A FAMÍLIA 
  1. O ataque do Inimigo. Satanás levou a mulher a desobedecer à voz de Deus. Talvez, de modo suave e envolvente, ele tenha falado: “É assim que disse Deus: não comereis de toda a árvore do jardim?” (Gn 3.1). Eva confirmou a ordem do Senhor (Gn 3.2,3), mas cedeu à tentação do Maligno. Este a iludiu, seduziu e a fez cair no pecado da desobediência (Gn 3.4,5), e Adão seguiu pelo mesmo caminho. O casal poderia ter recusado a sugestão do Diabo, mas não o fizeram, e depois de pecarem, caíram na condenação divina.

Isso nos mostra que a família, desde a sua instituição, foi alvo dos ataques do Inimigo. Satanás fez de tudo para que o propósito de Deus para as famílias fosse destruído. Porém, Deus é soberano e Senhor, e seus propósitos jamais serão frustrados (Jó 42.2). Da semente da mulher nasceria o Messias, aquEle que esmagaria Satanás (Gn 3.15). O propósito do Inimigo é matar, roubar e destruir, mas Jesus veio ao mundo para destruir os intentos do Maligno (Jo 10.10).

  1. Os resultados da Queda no relacionamento familiar. Qual é a origem dos males que atacam a família? O pecado. A vida familiar de Adão e Eva era perfeita, porém o pecado trouxe a disfunção para o seio da família. Depois da Queda podemos ver sentimentos como o medo, a culpa e a vergonha, perturbando a convivência do casal (Gn 3.3-12). O pecado sempre faz o relacionamento familiar adoecer. Há muitos lares doentes, onde a família deixou há muito tempo de ser um local de acolhimento, proteção e cuidado devido aos pecados não confessados e não abandonados. Essas transgressões causam culpa e separam as famílias da comunhão com Deus.
  2. A vida familiar depois da Queda. O pecado de um único homem trouxe consequências terríveis para toda a humanidade. Depois da Queda a vida familiar já não seria mais a mesma. A mulher teria filhos com muita dor (Gn 3.16) e o seu desejo, ou seja, sua vontade estaria submetida à vontade de seu marido. Adão deveria comer agora seu pão diário com dores, pois o trabalho de arar a terra para ter sua subsistência garantida seria bem difícil (Gn 3.17). A Terra também foi afetada pelo pecado, produzindo espinhos e cardos (Gn 3.18). A morte física também é uma consequência da transgressão do homem (Gn 3.19). Deus ama o pecador, mas não tolera o pecado. Como punição pela desobediência, Adão e Eva, foram expulsos do Jardim do Éden (Gn 3.20-24). A vida no Jardim, antes da Queda pode ser comparada à vida eterna que um dia desfrutaremos no céu. Tudo era bom, pois foi tudo pensado, planejado e criado por um Deus que preza pela excelência. Se tivessem permanecido na obediência, Adão e Eva teriam sido felizes para todo o sempre. Todavia, Jesus Cristo veio ao mundo para resgatar as famílias da maldição do pecado. Cristo se fez pecado por nós, e na cruz levou as nossas iniquidades sobre si (Is 53.4). Isso nos mostra o quanto Deus deseja abençoar nossas famílias.A família, desde a sua instituição, foi alvo dos ataques do Inimigo. Satanás fez de tudo para que o propósito de Deus para as famílias fosse destruído. 

 

III. A CONSTITUIÇÃO FAMILIAR AO LONGO DOS SÉCULOS 

  1. Família patriarcal. O modelo familiar com o passar dos tempos está sujeito a mudanças. Já tivemos a família patriarcal, monogâmica, consanguínea, etc. Todavia isso não altera o valor, a importância da família. A família patriarcal é um exemplo familiar onde é permitido ao homem ter diversas esposas. Este modelo é visto em todo Antigo Testamento, mas não era o molde determinado pelo Senhor. Deus o tolerou, porém esta nunca foi a sua vontade. No modelo de família patriarcal o pai (pater) era visto como o senhor da casa e da família. As esposas e os filhos não tinham liberdade de escolha, pois a palavra final era sempre do patriarca.
  2. A família nuclear (monogâmica). Este foi o modelo idealizado pelo Senhor: Um homem e uma mulher, unidos pelo matrimônio. A poligamia vai contra o princípio divino do marido e da esposa ser uma só carne (Gn 2.24; Mt 13.5).
  3. A família na atualidade. A família está inserida dentro de um contexto social e, portanto, sujeita a mudanças. Porém, os princípios divinos para as famílias são eternos e imutáveis (Mt 24.35). Os inimigos e desafios enfrentados pelas famílias na atualidade são muitos, todavia queremos destacar apenas os espirituais. Vejamos os principais inimigos da família na atualidade:
  4. a) A carne. Aqui, referimo-nos à “carne” como a natureza carnal que se opõe ao Espírito Santo e volta-se para tudo o que é contrário à vontade de Deus. Sabemos que há uma luta constante entre essas duas naturezas: a carnal e a espiritual. O apóstolo Paulo experimentou tal luta (Rm 7.15-24). Ela é tão intensa, que pode nos fazer pensar que não há como sair vencedor (Rm 7.24). Mas Deus, em Cristo Jesus, nos dá a solução. Ele nos livra “do pecado e da morte” (Rm 8.1,2). O apóstolo Paulo nos adverte: “Andai em Espírito e não cumprireis a concupiscência da carne” (Gl 5.16). A família cristã precisa, na direção do Espírito, combater a natureza carnal. Assim, evitará o adultério, os vícios e todas as mazelas que visam destruí-la.
  5. b) O mundo. Diz-nos o apóstolo do amor: “Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele” (1 Jo 2.15). Quanto a este ponto não há meio-termo: ou amamos a Deus ou amamos o mundo. Não há a mínima possibilidade de servimos a dois senhores (Mt 6.24). Saiba, pois, que existe vitória para quem escolher amar a Deus. E Ele dará vitória à nossa família a partir da fé que depositarmos nEle (1 Jo 5.4).
  6. c) O Diabo. A Palavra de Deus nos ensina uma única forma de vencermos o Maligno: “Sujeitai-vos, pois, a Deus; resisti ao diabo, e ele fugirá de vós” (Tg 4.7). Se a família sujeitar-se a Deus e resistir o Diabo, este fugirá, pois o segredo da nossa vitória contra Satanás começa com a nossa submissão a Deus, para que depois, sim, possamos resistir ao Diabo. E quando resistirmos ao adversário, não nos esqueçamos de usar a “armadura de Deus” (Ef 6.10-17), em especial, “o escudo da fé”, com o qual poderemos “apagar todos os dardos inflamados do maligno” (Ef 6.16). A família cristã precisa verdadeiramente crer naquele que a criou e usar a sua Palavra para direcionar suas tomadas de decisões e sua vida espiritual.Os três maiores desafios espirituais da família são: o mundo, a carne e o Diabo.  

 

                        “Criado para relacionamentos

 

[...] A Bíblia começa nos dizendo que Deus em afinidade — Pai, Filho e Espírito Santo — criou o homem e a mulher para uma vida de relacionamentos mútuos e com Ele (Gn 1.16,17). Ambos refletem a glória de Deus. O homem foi criado primeiro (Gn 2.7), seguido pela mulher, que foi tirada do homem (Gn 2.21-23). A mulher foi criada, porque Deus declarou: ‘Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma adjutora que esteja como diante dele [ou seja, uma auxiliadora para satisfazer-lhe as necessidades]’ (Gn 2.18).

Mas que necessidade tinha Adão e com a qual não podia lidar no utópico Éden com seu ecossistema perfeitamente equilibrado e a atmosfera livre de substâncias tóxicas? Solidão! Solidão foi a primeira emoção que Adão teve com a qual não podia lidar [...].

Ainda que no frescor do dia Deus viesse conversar com Adão, este precisava de alguém como ele mesmo — outro ser humano —, com quem pudesse se comunicar durante o dia. A mulher não foi criada para ser objeto sexual. Antes, foi criada para ser ouvinte incentivadora e comunicadora dinâmica. Era tão fundamental esse relacionamento, que o casal recentemente formado foi instruído a ensinar seus filhos a deixar pai e mãe e apegar-se aos seus respectivos cônjuges (Gn 2.24)” (CARLSON, R. et al. Pastor Pentecostal: Teologia e Práticas Pastorais. 3 ed., RJ: CPAD, 2005, pp.35-6).

 

“O propósito ou missão do casamento, como Deus designou

Em um mundo onde tudo está se tornando relativo e a felicidade se faz um fim em si mesma, é importante reafirmar que o casamento foi ideia de Deus, desde o início, e Ele o criou para cumprir os seus propósitos, que podem ser resumidos da seguinte maneira:

Oferecer glória a Deus. Não há nada cristão que não se destine a glorificar a Deus. Na verdade, o casamento é uma instituição social da qual evoluíram todas outras estruturas sociais. É importante apreciar a missão do casamento como um meio para honrar a Deus e oferecer louvores ao seu nome [...].

Propiciar companhia para o outro. Um dos propósitos fundamentais do casamento é a companhia [...] (Gn 2.18; Sl 68.8).

Servir, um ao outro. Não somente não era bom que o homem estivesse só, mas ele precisava de uma auxiliar. A intenção do casamento é criar companheiros que satisfaçam as necessidades, um do outro. Cada cônjuge tem necessidades que Deus deseja que sejam satisfeitas no casamento [...].

Procriar uma descendência devota. A função de procriação estava no centro do propósito de Deus, quando criou o primeiro homem e a primeira mulher. Ele lhes ordenou que fossem frutíferos que se multiplicassem e povoassem a terra — algo que nós fizemos muito bem. Mas a missão bíblica de ter filhos vai além do ato físico de ter bebês. Ela pede que as crianças tenham uma criação devota, e o casamento cristão cria a atmosfera ideal, amorosa e carinhosa, para se fazer isso.Criar a unidade básica de trabalho e serviço. Os casais cristãos devem servir a Deus juntos, criar filhos devotos, manter a casa e servir na igreja e na comunidade [...]” (ADEI, S. Seja o líder que sua família precisa. 1 ed., RJ: CPAD, 2009, pp.108-09). 

 

                          Família, Criação de Deus 

Neste trimestre, trataremos do assunto família, e é importante que, introdutoriamente, tracemos algumas observações iniciais sobre esse tema.

Primeiro, quando Deus criou a família, Ele o fez em um ambiente perfeito: o Éden. A família não foi criada em meio a um ambiente de conflitos, guerras e desgraças, ou de doenças e falta de recursos para provisão. O plano divino era que Adão e Eva pudessem frutificar perto da presença de Deus, e não distante dEle.

Segundo, homem e mulher se complementam. Ambos foram criados com peculiaridades próprias que, quando estão unidos, suprem suas necessidades de afeto, reconhecimento e companhia. Essa complementação foi planejada pelo próprio Deus, por ocasião da criação do casal.

Terceiro aspecto: o lar é um ambiente de proteção e provisão.

Apesar de o mundo desprezar essa prerrogativa, fazendo com que pais abandonem suas esposas e seus filhos, deixando-os à sua própria sorte, o homem foi vocacionado por Deus para ser o provedor da família, e a mulher, para ser a rainha do lar.

Isso não significa que a mulher não possa abraçar uma profissão e ajudar no sustento do lar, mas, sim, que essa segunda vocação, se for escolhida, precisa ser muito bem administrada para não gerar insatisfação ou desestruturar a família.

Quarto aspecto: há um interesse espiritual tanto na preservação da família quando na desestruturação dela. Nosso lar é um campo de batalha onde o Espírito de Deus luta contra Satanás, e nós precisamos ter consciência de que podemos glorificar a Deus com a nossa família. Isso ocorre quando apresentamos a fé cristã aos nossos filhos, quando oramos com eles e por eles, quando damos a eles o exemplo correto de paternidade e maternidade, quando tratamos bem o nosso cônjuge e quando oferecemos um exemplo correto e bíblico de adoração ao Senhor. Por não entenderem essa realidade muitos pais veem seus filhos se afastando de Deus e cedendo espaço para o Inimigo.

Quinto aspecto: é possível ensinar à família a ser submissa a Deus e a resistir ao Diabo.

Ninguém consegue vencer o Diabo sem antes ser submisso a Deus e à Sua Palavra, e não há atalhos para essa vitória. Uma pessoa que resiste aos mandamentos divinos ou os despreza é alvo fácil das ciladas malignas, e isso pode ser ainda mais sério na família do cristão.

É um mito imaginar que seremos vitoriosos quando resistirmos aos ataques do Inimigo se não tivermos o menor interesse de, antes, sermos submissos a Deus e à Sua Palavra.(FONTE CPAD)

 

 fonte www.avivamentonosul21.comunidades.net